Verdazzo!

Sulamericana: o caminho para a retomada

24 de setembro de 2010 por @parmerista  
Postado em: Matérias

Foram definidas na noite desta quinta-feira as ultimas vagas da chave final da Copa Nissan Sulamericana 2010. O Santa Fé, da Colômbia, empatou com o Caracas, e será o adversário do Atlético-MG; o Emelec deu uma surra na Universidad San Martin, e terá pela frente o Avaí; e o Unión San Felipe bateu o Guaraní do Paraguai nos pênaltis e enfrenta a LDU.

O provável caminho do Palmeiras, após a épica partida contra o Vitória, não parece difícil. O tal de Universitário Sucre está em oitavo lugar no campeonato local, e mesmo tendo eliminado Colo-Colo e Cerro Porteño para se colocar na chave final, não pode ser considerado um adversário importante. Em seguida, o Atlético-MG. Se o confronto fosse logo, o Palmeiras seria franco favorito. Mas o Atlético tem pelo menos um mês para juntar os cacos e se reerguer – a demissão de Luxa, após a derrota por 5×1 para o Fluminense, na noite de quinta, pode ser a virada que o time precisa. Mas ainda há muitos problemas para serem consertados, e o novo técnico, seja ele quem for (há rumores sobre Levir Culpi – já vi esse filme!), terá muitos problemas, a começar por tirar o time da zona do rebaixamento. Não será grande surpresa se o Galo for eliminado nas oitavas-de-finais, e aí nosso adversário seria o Santa Fé da Colômbia, que embora não tenha tanta tradição, vem liderando o campeonato local.

Nem há muito como fazer prognósticos a partir das semifinais, mas tudo indica que o possível adversário será o vencedor de LDU e Newell’s Old Boys – dois times que também não metem lá medo em ninguém. E as finais serão contra o vencedor do “outro lado” da chave, cujos times mais fortes são Peñarol, Emelec, Banfield e Independiente. Convenhamos… DÁ PRA GANHAR!

Vencer a Copa Sulamericana é de suma importância para o futuro próximo do Palmeiras. Primeiro, para ajudar a resgatar a auto-estima do torcedor, já um tanto quanto abalada diante dos desempenhos pífios das últimas temporadas. Vai servir para dar moral ao grupo de atletas, que também sofre de uma crise de confiança desde o fim do ano passado, mesmo com mais de 75% daquele elenco já ter sido dispensado; e vai dar a vaga para a Libertadores de 2011, que além de ser o torneio mais importante que existe para um clube brasileiro, rende aos participantes recursos importantes, fundamentais para a montagem de um bom time para toda a temporada. Ficar de fora da Libertadores, vimos, é um problema sério para times que querem montar plantéis competitivos.

Começa a passar o filme de 98/99 na minha cabeça, quando vencemos em 98 a Copa Mercosul, uma espécie de vestibular para a Libertadores, que vencemos em 99. O técnico, à época, era um certo Luís Felipe.

Confiram abaixo a chave completa da competição, a partir das oitavas-de-finais. O Palmeiras enfrentará o Universitário Sucre nos dias 13 (ou 14)  e 20 de outubro, com a primeira partida lá no morro. Depois, as quartas-de-finais entre 27 de outubro e 10 de novembro, as semifinais em 17 e 24 de novembro, e as finais nos dias 1 e 8 de dezembro.

Copa Sulamericana

Imagine: The #NewPalmeiras

23 de setembro de 2010 por @cesarmorelli  
Postado em: Humor, Verdazzo


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Neste mês, o Twitter está implementando em sua plataforma uma série de novas funcionalidades para seus usuários. Devido a isso, foi criada a hashtag #NewTwitter e um vídeo bem bacana sobre as novidades.

Bom… acabamos de vencer com muito sacrifício o lanterninha do campeonato, Grêmio Prudente, por 1 a 0 com gol chorado do volante, gente boa, Márcio Araújo.

Agora imagine se fosse possível, da noite para o dia, implementarmos uma série de mudanças no nosso Palestra. Um novo atacante? Um novo zagueiro? Selecione abaixo todas as opções que na sua opinião, seria mais positivo para o time. Teve mais alguma ideia? Deixe seu comentário no post!

Ah! E claro, siga o perfil do Verdazzo! no Twitter >>> @verdazzo

E ae? Como seria o seu #NewPalmeiras?

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Grêmio Prudente 0×1 Palmeiras

22 de setembro de 2010 por @parmerista  
Postado em: Jogos, Matérias, Verdazzo

Prudente 0x1 Palmeiras

Prosseguindo com a incrível irregularidade que vem caracterizando a campanha neste campeonato, o Palmeiras se reabilitou da derrota no clássico vencendo o lanterna, fora de casa, por 1×0, muito mais pela fraqueza do adversário do que por qualquer mérito. Convenhamos: pela escalação que foi a campo, não se pode esperar mais do que isso mesmo.

Sem Valdivia e Tinga, a armação das jogadas ficou a cargo de Marcio Araujo, que teve o apoio eventualmente de Edinho. Era claro que não ia sair nada, e Kleber lutava contra a dupla de zaga do Prudente sempre em desvantagem. A seu lado, o estreante Dinei, que mesmo sem ritmo de jogo, mostrou ter mais potencial que qualquer outro atacante do elenco, com exceção de Kleber, claro. Potencial, eu disse – que ninguém se anime muito.

O Prudente fazia suas tentativas na base do toque de bola, principalmente pela direita, em cima de Rivaldo. E não foram poucas as vezes em que entraram tocando bola em nossa área, em condições de arremate – só não abriram o placar porque a qualidade técnica deixa muito a desejar. O Palmeiras falhava no posicionamento, havia muito espaço entre a linha de volantes e a linha de zagueiros, e sair para o vestiário no zero a zero, acreditem, foi lucro.

Para o segundo tempo, Felipão conseguiu compactar o time, e ficou realmente fácil controlar o jogo – principalmente porque Rivaldo, que até cobrança de lateral errou, deu lugar para Gabriel Silva. Enquanto o Palmeiras apenas tocava a bola e buscava se aproximar da área, o Grêmio Prudente lutava contra a ruindade extrema de seus jogadores que, sem o espaço que o Verdão lhes deu no primeiro tempo, ficaram amarrados em campo. A questão era: o Palmeiras iria aproveitar a vantagem tática ou acabaria dando um vacilo e tomando um gol bobo? Ou ficaria mesmo num sonolento zero a zero?

Quis o destino que o Palmeiras aproveitasse o domínio e fizesse seu gol. Mas o tal de destino quis isso muito – o desenho do gol foi tão improvável quanto o Corinthians ganhar uma Libertadores: Edinho avançou como ponta-direita e cruzou rasteiro. A bola passou por Dinei, livre, no primeiro pau. Ninguém esperava a furada, e a bola sobrou para Marcio Araujo, que fechava pela esquerda. Ele bateu de primeira, com a perna esquerda, aquela que sabemos que não serve pra nada. O canto direito estava todo aberto, mas como ele bateu com a perna boba, não conseguiu dar direçao à bola, apenas escorou. A bola foi pro canto oposto, onde estava o goleiro Giovanni, que inacreditavelmente engoliu o frango, deixando a bola passar por baixo de seu corpo. Quando é pra dar certo, dá…

Com a vantagem, era de se esperar que o Prudente se lançasse à frente, em desespero, mas o meio do Palmeiras estava tão trancado que mal se viu Deola pela transmissão da TV. O Verdão, por sua vez, até criou algumas chances, mas nenhuma muito aguda. A entrada de Tadeu em Dinei serviu para aquilo que já sabemos: para piorar a qualidade técnica do time. O jogo seguiu em ritmo de jabuti até o final. O Palmeiras chegou à sétima vitória, a terceira fora de casa. Aliás, nos últimos cinco jogos fora do Pacaembu, o Palmeiras ganhou três e empatou dois. Sem dúvida, um dado interessante.

E se o Palmeiras vem bem fora de casa, é um motivo para ficarmos animados, já que o próximo jogo é no Engenhão, contra o decadente Flamengo. Momento mais do que adequado para dar o troco da derrota sofrida no último jogo antes da Copa, no Pacaembu, quando perdemos o jogo com um gol no finalzinho. Se o time começar a pegar um embalo agora, pode chegar forte para o confronto contra os bolivianos do Universitário Sucre, próximo adversário pela Sulamericana, daqui a três semanas. A essa altura do campeonato, é o que mais nos interessa.

Atuações:

Deola: algumas boas saídas em bolas aéreas, e mais nada, não foi exigido. 8
Vítor: já podemos dizer que recuperou a posição, a bola não queima mais em seus pés. Mas ainda não é aquele do Goiás. 7,5
Mauricio Ramos: parecia com uma vontade enorme de dar uma entregada. Quase conseguiu… 4
Danilo: tomou uns cortes, levou umas bolas por cima… mas foi um dos que mais gritou e tentou reposicionar os volantes no primeiro tempo, quando o esquema estava todo errado. 6,5
Rivaldo: jogador da Traffic, contrato até 2012. Já deve ser pauta de reunião no fim do ano. Não dá. 3
Pierre: não se posicionou corretamente no primeiro tempo, mas no segundo se redimiu. Daí pra frente o Prudente não fez nada. 6,5
Edinho: como dizia Muricy: quanto mais se trabalha, mais sorte se tem. Hoje resolveu dar uma de ponta-direita, e foi de um cruzamento seu que saiu o gol. 7
Marcos Assunção: só participou de forma relevante nas bolas paradas; com a bola rolando, se escondeu com muita categoria. 5
Marcio Araujo: bem que tentou errar o gol, mas não conseguiu. Tem a desculpa de ser destro e estar sendo escalado pela esquerda. Fez o gol, não fez? 8,5
Kleber: de concreto, apenas uma boa cabeçada no primeiro tempo. Noite infeliz, de baixo rendimento técnico. 5
Dinei: mais um que tem a desculpa da falta de ritmo, vai demorar um pouco até engrenar. Mostrou mais potencial que Tadeu e Luan juntos. OK, não é lá grande coisa. 5
Gabriel Silva: mesmo caso: comparado ao Rivaldo, foi bem melhor. Taticamente é o mesmo das categorias de base: apoia, vai pra cima, tenta o gol. Mas na execução, falha. A bola queima. 5
Tadeu: só não dá pra sentir dó dele porque dá mais dó ainda da torcida que tem que vê-lo em campo. 2
Felipão: excelente intervenção no intervalo, compactando o time e acertando a marcação. Tirar o Rivaldo no intervalo pode ter sido um sinal de fim da paciência. Será? 6,5

Pré-jogo: Grêmio Prudente x Palmeiras

22 de setembro de 2010 por @parmerista  
Postado em: Jogos, Matérias, Verdazzo

Prudente x PalmeirasAcho que já foi registrado de todas as formas possíveis, mas não custa lembrar: esse “clube” que o Palmeiras vai enfrentar hoje é uma aberração do futebol, e jamais poderia estar disputando a primeira divisão do Campeonato Brasileiro. Essa porcaria não existe futebolisticamente, é um monstro burocrático que nasceu nas brechas dos regulamentos e vive ao redor de um estádio construído apenas para promover mais uma farra dos governantes. E é exatamente por isso que está despencando de volta para a segunda divisão, e que caia para a quarta logo.

Isto posto, vamos ao jogo. Mais uma vez o Palmeiras pega um lanterna, e parece ser aí que mora o perigo. O Verdão, neste campeonato, tem se notabilizado por conseguir bons resultados contra os líderes, e entregar a rapadura para os piores – e quanto mais para baixo na tabela, maior parece o risco.

Supertições à parte, o time não poderá contar com Valdivia, mas terá o retorno de Kleber. Também são desfalques Tinga, suspenso, e Ewerthon, que só volta em 2011. Assim, Felipão, mantendo o esquema, sem os meias nem o substituto improvisado que costumava quebrar o galho, fica com um imenso vazio na armação de jogadas. O Palmeiras será um time absolutamente acéfalo em Prudente. Há duas alternativas: improvisar outro alguém – eu iria com Vítor na meia; ou ir de chutão em chutão até sobrar uma segunda bola. O que será que Felipão vai fazer? Acredito que ele vai promover o Marcio Araujo, e escala o time com Deola; Vítor, Mauricio Ramos, Danilo e Rivaldo; Edinho, Pierre, Marcos Assunção e Marcio Araujo; Kleber e Luan (Tadeu). E dá-lhe chutão!

O time-aberração, que não ganha de ninguém há oito jogos, terá três reforços para o jogo: Eduardo Ramos e Marcelo Oliveira, que pertencem ao gambá e não puderam enfrentar o time dono de seus passes; e o atacante Wesley, recuperado de contusão. O técnico Marcelo Rospide, que era auxiliar no Grêmio e foi alçado a técnico principal, mas não decola na carreira, deverá escalar o seguinte time: Giovanni, Bruno Ribeiro, Anderson Luis, Diego e Cleidson; Rodrigo Mancha, Roberto, Marcelo Oliveira e Eduardo Ramos (Fabiano Gadelha); Hugo e Wesley. Na boa: vendo essa escalação, mesmo com todas as nossas limitações de elenco, mesmo na base do chutão, não pode nem pensar em empatar com essa bizarrice. Palpite para o jogo: Palmeiras 2×0, gols de Tadeu e Kleber, com facilidade. E segue o Palmeiras no sobe-e-desce, depois do jogo vai ter bipolarzada confiante no título.

É ou não é? Uma vergonha perder pra essas mulher!

19 de setembro de 2010 por @cesarmorelli  
Postado em: Humor, Verdazzo


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As meninas ganharam e estão todas frenéticas comemorando. Qual produto, com toda certeza, estará em falta na capital paulista?

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0×2

19 de setembro de 2010 por @parmerista  
Postado em: Jogos, Matérias, Verdazzo

0x2

Tudo armado para uma festa palmeirense. Data especial, comemoração, uma linda imagem antes do jogo, com o time entrando em campo com a camisa de 1942, carregando a bandeira brasileira. Bem que o Deola poderia ter sido um deles, para ficar mais parecido com a imagem original, em que Oberdan é um dos que puxam o time. OK, apenas um detalhe. Vamos para o jogo.

Felipão, sem Kleber, foi obrigado a escalar Valdivia sob pena de não ter em campo nenhum jogador capaz de decidir uma jogada com bola rolando. O chileno, mesmo sem todas as condições físicas, tinha dois atacantes para servir, Ewerthon e Tadeu, e ainda o apoio de Vítor e Marcio Araujo. O esquema do Palmeiras era torto, com um lateral apoiando pela direita, e um volante pela esquerda – foi clara a preocupação de Felipão com as subidas do Ilsinho, então ele segurou o Fabricio.

O Palmeiras dominou o meio de campo, mas não conseguia criar as chances. A bola chegava perto da área e voltava, ora rebatida pela defesa bambi, ora pela canela do Tadeu. Tivemos a rigor duas boas quase-chances, mas a bola caía no pé esquerdo do Marcio Araujo. Cai definitivamente por terra o mito de que ele pode fazer bem a função de apoiador também pela esquerda. Afinal, mal faz isso pela direita.

A defesa do Palmeiras, por outro lado, ia muito bem. Pierre, que é um dos poucos que compreende perfeitamente o significado desse duelo, deu o sangue em campo, e matou a já fraca criação bambi. O que passava, parava na dupla de zaga, que fazia uma ótima partida. O zero a zero no primeiro tempo não chegou a ser injusto, mas se alguém podia ter mexido no placar, era o Palmeiras. O árbitro também poderia ter feito sua parte ao marcar pelo menos um dos dois pênaltis, em duas jogadas muito próximas em que a defesa do inimigo cortou a bola com a mão. Foi pouco para o pilantra, mais um que resolveu expulsar o Felipão e assim aparecer para as câmeras para o mundo inteiro. Começa a ficar explícita uma má vontade sistemática contra nosso técnico. Aparecer em cima dele dá uma visibilidade danada.

Os times voltaram apenas com as alterações já feitas, pois no primeiro tempo tivemos as lesões de Ewerthon e Bambilsinho, para as entradas de Tinga e Zé Vitor. O pequeno bambi entrou na função de meia, deslocando Jean para a lateral, e puxando Jorge Wagner um pouco para trás. Já Tinga entrou na meia, isolando Tadeu na frente – coisa que Felipão tentou corrigir com a entrada de Luan no Fabricio, principalmente porque àquela altura, já estava 1×0 pra elas.

O gol de abertura foi inacreditável. O goleiro de hóquei bateu uma falta lá do campo de defesa, balão pra frente. Dois toques de cabeça, suficientes para envolver nossa defesa, que MAIS UMA VEZ MARCOU A BOLA E NÃO O DESLOCAMENTO DO ATACANTE. E o viadinho acertou um chute cruzado, no canto alto, que nunca mais acerta na vida. Um gol achado, típico.

Como dá raiva tomar gol dessa escória. E nossa torcida, mais uma vez, se inflamou, empurrando o time para a virada. Só que é muito difícil depender de Tadeu, Luan, Marcio Araújo… Vitor até que tentou se lançar à frente, Valdivia buscava coisas diferentes, mostrando nítido desgaste, Marcos Assunção levantava as bolas na área, sem efeito… A gente torcia, mas sabia que não ia dar em nada. Mas quem sabe numa bola parada, um erro delas… quem sabe…

Bola para Luan na esquerda, que perde bisonhamente mais uma vez. Chutão pra frente, Danilo chega atrasado, e Lucas e Fernandão vão no dois contra dois. O mesmo erro de marcação, e Fernandão chegou livre na frente de Deola. OK, o chute foi cara a cara, mas se Deola tivesse dado um passo para a frente, como manda a cartilha, diminuiria o ângulo de Fernandão e teria mais chances de espalmar a bola para fora. Como ficou pregado, sua defesa parcial foi para dentro do gol. E a vontade de morder o concreto do Pacaembu?

No final, tivemos que suportar a festa da ridícula torcida bambi. Elas foram ao Pacaembu em número menor do que a torcida do Vasco, semana passada. Mas cantaram alegremente suas canções, como o em cima embaixo puxa e vai, da torcida de vôlei. É muita humilhação, se é que me entendem.

Derrotas como essa fazem explodir o saco de qualquer torcedor, fazem esgotar a paciência e a boa-vontade de entender a situação, e de se resignar que estamos no meio de um processo de reconstrução. Que se dane tudo isso. O Palmeiras pode até perder alguns jogos, mas pra elas, NÃO! No nosso mando, não! Sendo roubado pelo juiz, NÃO! Com jogadores que agem como se fosse um jogo qualquer, NÃO! Tem que dar a vida em campo nesse jogo, mas o que vimos foram jogadores mais impotentes do que nós na arquibancada, que buscavam o gol numas de “se der, deu”, e não como se fosse o último prato de comida da vida deles, que é como tem que ser nestes clássicos.

A cobrança, mais forte do que nunca, tem que ser em cima da diretoria, que permite mais uma vez que um pilantra de preto venha nos assaltar, que não faz com que os jogadores entendam o que significa um duelo como esse, que ignorem o significado dessas camisas quando se esbarram num campo. É jogo de vida ou morte; nunca, jamais, apenas mais um. Pior que estamos no final de setembro, mandar embora imediatamente o Luan e o Tadeu não adianta nada; trouxeram um tal de Dinei, e lá vai o palmeirense se agarrar no cara como a uma tábua de salvação.

Que o time é pro ano que vem, sabemos – mesmo com a paciência esgotada. A defesa parece que está se ajustando, o esquema é bom, mas as peças  falham demais, todo jogo. E as falhas dos adversários, nós não aproveitamos. Estamos a nove pontos da Libertadores, e faltam 13 jogos. Já não dá muito para acreditar. A esperança, mais do que nunca, é que esse time consiga a Sulamericana, que incorpore o espírito guerreiro dos jogos de mata-mata e consiga a vaga. Porque um dos resultados de ficar de fora da Libertadores é não ter recursos para reforçar o time. Aí, o time de 2011 pode ser bem mais fraco do que sonhamos. E talvez o time de 2011 não seja pra 2011, e sim pra 2012.

Porra, que saco!

Atuações:

Deola: se não havia o que fazer no primeiro gol, podia pelo menos ter tentado fechar o ângulo no segundo. Ainda deu um rebote pro meio da área. 3
Vítor: continua numa trajetória ascendente. Foi um dos poucos que se salvou nesta tragédia. 7
Mauricio Ramos: é difícil achar um zagueiro que faça partidas tão boas como as que ele vem fazendo. Tão difícil quanto suportar um zagueiro que entregue tantas vezes. Como podem ser o mesmo jogador? 2
Danilo: rigorosamente a mesma avaliação de seu parceiro de zaga. 2
Fabricio: outro que passou ileso no meio de tanta mediocridade. Dá de dez a zero no Rivaldo. 6,5
Pierre: fez bem sua parte, a criação bambi foi nula – os dois gols saíram de chutões. 6,5
Marcio Araujo: vinha sendo regular, e hoje fez taticamente uma partida no mesmo nível – pela esquerda. Ele não tem o pé esquerdo, o que prejudica ainda mais sua função, tecnicamente. 4
Marcos Assunção: não reeditou as boas partidas que vinha fazendo, nem com a bola rolando, nem com ela parada. Às vezes parece que tem preguiça de fazer uma jogada e que se livra da bola. 2,5
Valdivia: esse tentou, mostrou raça, mas esbarrou no condicionamento ainda frágil, e na arbitragem que deixou baterem à vontade. 7
Tadeu: o mais novo pesadelo da torcida palmeirense. Será lembrado naquelas listas dos piores e mais bizarros atacantes que tivemos. ZERO
Ewerthon: aberto pela direita, incomodava um pouco, mas não levava real perigo à defesa bambi. 5
Tinga: entrou no Ewerthon pra ocupar a direita, mas como não joga tão avançado, acabou embolando com o Vítor. Tentava abrir a defesa, sem sucesso. 4
Luan: alguém pelo amor de deus fala pra ele não entrar em campo de calça jeans! ZERO
Patrik: vi na placa que ele entrou, mas sinceramente não o vi em campo. S/N
Felipão: é um famosão, figura visada, pelo menos enquanto ainda for novidade, a juizada vai querer aparecer em cima. O migué de “estava falando com meu jogador”, claro, não cola. Quanto ao time, não vai conseguir fazer limonada sem limões, não tem jeito. 5

Pré-jogo: Palmeiras x São Paulo

19 de setembro de 2010 por @parmerista  
Postado em: Jogos, Matérias, Verdazzo

Palmeiras x São PauloMais um clássico contra as meninas, e desta vez no Pacaembu. Da última vez que o confronto deu-se no Municipal, deu Verdão: 2×1, de virada, no jogo em que Ricky fez a dança da bundinha. Querem coisa mais típica? Antes disso, em 2004, no jogo que marcava a despedida de Vagner Love e Luis Fabiano dos dois clubes, 2×1 para o Palmeiras de novo, com direito a Sergião catando pênalti, e o tobogã todo pintado de amarelo pela torcida bambi.

São histórias recentes do clássico. Nada, comparadas à maior de todas as histórias do futebol brasileiro: a Arrancada Heróica, que amanhã completará 68 anos. Em 20 de setembro de 1942, o Palestra Itália mudou seu nome para Sociedade Esportiva Palmeiras, e entrou em campo, no mesmo Pacaembu, carregando a bandeira brasileira, para disputar a final do Campeonato Paulista. O adversário, o mesmo São Paulo, foi derrotado por 3×1, e só não foi por mais porque elas fugiram do campo antes do jogo terminar, aos 19 minutos do segundo tempo. Palmeiras campeão, e RUN, BAMBIS, RUN!!!

Que essa história nunca seja esquecida, e principalmente os motivos que levaram o Palestra a mudar seu nome. Não queremos e nem podemos viver do passado, mas ele não pode ser esquecido, as lições devem ser sempre rememoradas e praticadas.

Hoje, mais um confronto. O Palmeiras, em maioria absoluta nas arquibancadas, não terá Kleber, retirado do clássico pelo árbitro carioca Gutemberg Farias. Mas conta com o reforço da contusão de Rivaldo, que sentiu a coxa ontem à tarde, notícia tuitada em primeira mão. Fabricio deve ser seu substituto. O Verdão deve ir de Deola; Vitor, Mauricio Ramos, Danilo e Fabricio; Pierre, Marcio Araujo, Marcos Assunção e Tinga (Valdivia); Ewerthon e Tadeu (Valdivia).

As mocinhas não terão Xandão, suspenso. Como o clube-modelo do futebol intergalático não tem reservas dignos de entrar em campo, Sergio “Baresi”(!!!) abandona o 3-5-2 e vai de 4-4-2 mesmo. A única dúvida é entre Jorge Wagner e Carlinhos Paraíba. O provável time: Rogério Ceni; Jean, Alex Silva, Miranda e Richarlyson; Casemiro, Rodrigo Souto, Jorge Wagner (Carlinhos Paraíba) e Lucas; Dagoberto e Fernandão. Elas também não têm meias, e seus laterais também são volantes improvisados.

Não tem como perder. O moral bambi está no chão após mais uma surra em casa que levaram do Inter. Ao entrar em campo com a camisa de 1942, carregando a bandeira brasileira para o gramado, os jogadores do Verdão devem ser incorporados pelos heróis da Arancada Heróica, e impingir ao inimigo mais uma vexatória derrota. Nem precisa ser por 3×1, mas que seja humilhante, que os façam ter vontade de fugir de campo mais uma vez. RUN, BAMBIS, RUN!!!

O Dia da Nova Arrancada Heróica!

18 de setembro de 2010 por @cesarmorelli  
Postado em: Humor, Verdazzo

Fonte da réplica da partida da Arrancada Heróica, em que o SPFC fugiu de campo quando perdiam de 3 a 1: Maglia Verde

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O Palmeiras entrará em campo no clássico deste domingo [19] contra o São Paulo, no Pacaembu, vestindo um modelo de camisa igual ao do ano de 1942, quando, pela primeira vez, o antigo Palestra Italia atuou com o nome de Palmeiras. O episódio, conhecido como Arrancada Heroica, ocorreu no dia 20 de setembro daquele ano, no próprio estádio do Pacaembu, diante do mesmo São Paulo. A vitória por 3×1 garantiu o título estadual ao Verdão.

Durante a Segunda Guerra Mundial, com o Brasil combatendo ao lado das forças Aliadas, um decreto do governo Getúlio Vargas proibiu qualquer entidade nacional de usar nomenclatura relacionada aos países rivais do Eixo (Alemanha, Itália e Japão). O Palestra Italia, assim, foi obrigado a mudar de nome, passando a chamar-se Palestra de São Paulo.

A mudança, porém, não aplacou as pressões políticas e até desportivas. E sob pena de perder o patrimônio e ser retirado do campeonato o qual liderava invicto, o Palestra teve de mudar o nome novamente. Nas vésperas da partida contra o São Paulo, válida pela antepenúltima rodada do Paulistão e que poderia definir o campeão por pontos corridos, a diretoria palestrina se reuniu para alterar a denominação do clube. Quando as discussões estavam no auge, o Dr. Mario Minervino pediu a palavra e solicitou ao secretário, Dr. Pascoal W. Byron Giuliano, que anotasse na ata: “Não nos querem Palestra, pois seremos Palmeiras e nascemos para ser campeões”. E assim foi.

O Palmeiras entrou em campo naquele dia 20 de setembro de 1942 com um novo nome, um novo símbolo (desta vez só com um “P” e não mais com o “PI”) e conduzindo a bandeira brasileira sob o comando do capitão do Exército Adalberto Mendes. Os supostos “inimigos da pátria”, desta forma, surpreendiam o público presente no Pacaembu. E, com a bola rolando, o orgulho e a técnica falaram mais alto. A equipe vencia por 3×1 quando o São Paulo, descontente com a marcação de um pênalti para o adversário, retirou-se de campo. O título estava garantido. Assim, como previsto, “o Palestra morreu invicto, e o Palmeiras nasceu campeão”.

FICHA TÉCNICA:

Palmeiras 3 x 1 São Paulo

Palmeiras
Oberdan; Junqueira e Begliomini; Zezé Procópio, Og Moreira e Del Nero; Cláudio, Waldemar Fiúme, Villadoniga, Lima e Echevarrieta. Técnico: Armando Del Debbio

São Paulo
Doutor; Piolin e Virgílio; Lola, Noronha e Silva; Luizinho, Waldemar de Brito, Leônidas, Remo e Pardal. Técnico: Vicente Feola

Local: estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP)
Data: 20 de setembro de 1942
Público: 55.913 pagantes
Árbitro: Jaime Janeiro Rodrigues
Gols: Cláudio, aos 19min, Waldemar de Brito, aos 23min, e Virgílio (contra), aos 43min do primeiro tempo; Echevarrieta, aos 14min da segunda etapa
Cartão vermelho: Virgílio

Fonte: Agência Palmeiras

Gostou da ideia do Verdão entrar com a camisa igual ao do ano de 1942?

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Parpites: Palmeiras x São Paulo

18 de setembro de 2010 por @parmerista  
Postado em: Promoções

Os parpites estão de volta, e valendo para o vencedor uma camisa oficial do Verdão, com o novo logo da Unimed, SEM O BOX AZUL. Vejam abaixo a foto ilustrativa. O vencedor poderá escolher o número e o nome a serem aplicados, cortesia da PALESTRAMANIA.

Para concorrer, basta deixar nos comentários deste post o placar do jogo, mais os artilheiros do Verdão e o público pagante, para casos de desempate.

Lembrem-se: o prêmio só sai se o Palmeiras ganhar. Nada de parpitar empate ou derrota, hein? Caso o Verdão não vença, o Verdazzo dará de lambuja duas camisetas do TSUNAMI VERDE para os dois parpiteiros que mais se aproximarem do público pagante, independentemente do placar ou dos artilheiros, oferecimento da PALESTRAMANIA, parceiro do Verdazzo!

Combinado? Então consultem o regulamento oficial, deixem seus parpites nos comments deste post, e boa sorte!

Parpites

Trailer do filme dos Bambis: Absoluta

16 de setembro de 2010 por @cesarmorelli  
Postado em: Humor, Verdazzo

Vazou na web trailer do filme do Jardim Leonor: Absoluta.

Gostou? Aproveite e confira também a Trilha Sonora do Filme!

Promoção Verdazzo e SpeedServ

16 de setembro de 2010 por @cesarmorelli  
Postado em: Promoções

Em parceria com a SpeedServ, empresa que fornece todos os serviços de hospedagem ao Verdazzo!, sortearemos através do Twitter, 3 planos Speed Start ( espaço e tráfego ilimitados, hospedagem para 2 domínios, 25 contas de e-mail e pode ser na plataforma Windows ou Linux ) com 6 meses de hospedagem grátis.

Para participar os usuários devem seguir os perfis do Verdazzo no Twitter (@verdazzo) e da SpeedServ (@speedserv), e tuitar a seguinte mensagem:

Quero 6 meses de hospedagem grátis na promoção @verdazzo e @speedserv – http://migre.me/1jBiS

Hoje a noite sai o resultado da promoção! Participe!

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Saiu os 3 ganhadores das hospedagens!

Utilizamos o sistema RANDOM.ORG e de todos participantes, os sorteados foram:

@finxster, @vigtavares e @RenataKordeiro!

Parabéns! Entraremos em contato via DM!

Neymar, o Monstro da Baixada… ou da Bicharada?

16 de setembro de 2010 por @cesarmorelli  
Postado em: Humor, Verdazzo


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O técnico do Atlético-GO, Renê Simões, ficou revoltado com a postura do atacante Neymar, que xingou o técnico Dorival Júnior no final da partida entre as duas equipes nesta quarta-feira, na Vila Belmiro, onde o Santos conseguiu uma virada por 4 a 2 contra os goianos.

“O que esse rapaz tem feito é inaceitável. Algo precisa ser feito, Neymar tem de ser educado logo. Desse jeito, estamos criando um monstro. Fui ao Dorival dizer que estava certo ao repreendê-lo. Neymar, hoje, não é um homem, nem um grande jogador. Fiquei decepcionado com o futebol depois desse episódio”, afirmou Renê Simões.

O treinador, inclusive, disse que observou os próprios jogadores do Santos recriminando o atacante santista dentro de campo. “Vi os rapazes dizendo que não compactuam com o que ele fez. Não podemos deixar isso acontecer. Torno a pedir educação a ele, dos árbitros, do clube”, disse Renê, que também chamou Neymar de mal-educado.
“O que ele falou pro capitão e pro técnico desse time mostra a falta de educação desse jogador”, disse o treinador adversário.

A discussão começou entre Neymar e o zagueiro Edu Dracena, que repreendeu o jogador após vê-lo reclamando da proibição de bater a penalidade. Em seguida, o atacante começou a disparar palavrões contra o técnico Dorival Júnior, que se envolveu na discussão entre os jogadores.

Neymar, que sequer esperou o fim do jogo para tirar satisfações com o treinador, ainda virou as costas na cobrança de pênalti do atacante Marcel. Renê Simões fez questão de dizer que ficou totalmente desgostoso com o futebol por causa da atitude do atacante santista.

“Com esse tipo de coisa, não dá para sentir nem gosto pelo futebol. Hoje, estou extremamente decepcionado com o que vi. Trabalho desde garoto no futebol e nunca tinha visto alguém tão mal-educado como esse rapaz. Ele se julga o senhor todo-poderoso dentro de campo e ninguém pode fazer nada”, conclui Renê.

Fonte: Samir Carvalho, iG São Paulo

Se o Neymar fosse para o time do Jardim Leonor, qual nome ele deveria usar?

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E o Imortal Tricolor… Morreu!

16 de setembro de 2010 por @cesarmorelli  
Postado em: Humor, Verdazzo

Foto Original: Neco Varella/Freelancer UOL


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Como diria o Felipão: “Mas bah… Chega de empatchê!”.

Jogamos com muita raça e matamos o “imortal” no dia do seu aniversário.

A vitória contra o Grêmio te passou confiança para o jogo contra os Bambis?

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Votou na 3a opção da enquete? Então a imagem abaixo é para você!


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Grêmio 1×2 Palmeiras

15 de setembro de 2010 por @parmerista  
Postado em: Jogos, Matérias, Verdazzo

Grêmio 1x2 Palmeiras

Com um futebol um pouco melhor, mas ainda bem longe do que esperamos, o Palmeiras surpreendeu o Grêmio no Olímpico e diminuiu para oito pontos a diferença para a vaga na Libertadores. Com 16 rodadas para o fim, é “tirável”, desde que o time continue a evolução que começou a mostrar no Sul.

Mais uma vez o Palmeiras construiu a vantagem numa jogada de bola parada. Após tomar uma pressão muito forte no início – característica do time do Grêmio em seu estádio, o Verdão abriu o placar numa falta magnífica cobrada por Marcos Assunção. Ewerthon foi lançado em velocidade e ficou no mano a mano com o zagueiro, que apelou. Com uma cobrança no ângulo, o Palmeiras abriu o placar.

Foi essa a aposta de Felipão: a velocidade de Ewerthon, em cima da zaga reserva do Grêmio. Paulão ainda tem um certo ritmo de jogo, pois acabou de chegar do Prudente, onde vinha jogando, mas Neuton é um reserva que pouco entra – e foi ele quem cometeu a falta que resultou no gol. E com a vantagem no placar, o Palmeiras teve bastante tranquilidade para fazer seu jogo. O problema é que o time ainda não sabe qual é esse jogo, e a bola era apenas rodada de um lado para outro, até alguém conseguir espaço para tentar uma enfiada para Ewerthon ou Kleber.

Mas lá atrás o time evoluiu bastante. A presença de Marcos Assunção dá orientação ao time. Ele coordena o posicionamento, bastante simples, idealizado por Felipão: duas linhas de quatro, clássicas: primeiro, Tinga pela esquerda, depois Edinho, Assunção e Marcio Araujo; atrás vêm Rivaldo, Danilo, Mauricio Ramos e Vítor. Essa formação dificultou muito a armação do Grêmio. Bem compactado, o Verdão não deu espaço a Souza muito menos a Douglas, e foram raras as vezes em que a bola chegou para André Lima ou Jonas.

A missão do Palmeiras ficou mais fácil ainda logo no começo do segundo tempo, numa jogada de muita felicidade: parecia uma bola morta, com Vítor cercado junto à lateral, no ataque. Ele atrasou para Marcos Assunção que achou, de primeira, um cruzamento espetacular. A bola viajou por trás da zaga e encontrou Ewerthon absolutamente livre na linha da pequena área. Ele abaixou a cabeça e meteu a chifrada na bola, uma pedrada: 2×0.

O Grêmio então tentou se lançar ao ataque, mas o esquema defensivo do Palmeiras dava conta do recado. Renato Gaúcho decidiu tirar Adilson para colocar Roberson – um meia ofensivo num volante. E deu resultado: o Grêmio conseguiu passar bem pela primeira linha do Palmeiras, e chegou várias vezes tocando a bola na entrada da nossa área , mas ainda assim não se posicionou para finalizar. Felipão então colocou Valdivia no Ewerthon, para tentar matar o jogo, mas não surtiu efeito, já que Kleber, mais uma vez, ficou sozinho no ataque. Pierre então entrou no Tinga, para aumentar o poder de marcação, já que o Grêmio, embora não conseguisse jogadas de penetração, levava perigo em batidas da entrada da área ou em cruzamentos – num deles a bola chegou a bater na trave direita de Deola.

Após resistir a uma forte pressão gremista entre os 25 e 30 minutos, o Palmeiras acalmou o jogo e levou até o final. Só que a impressão que dava é que o Grêmio poderia fazer os dois gols a qualquer momento. O Palmeiras vem de uma sequência tão ruim, tão fraca, com o time com a confiança tão abalada, que nem os dois gols de vantagem permitiam que assistir a esse jogo não fosse uma experiência angustiante. E o aperto no peito ficou maior ainda com o gol do Grêmio, aos 46, num bate-rebate na área que Jonas aproveitou. Mas ficou nisso. No final, no aniversário do Grêmio, deu Palmeiras no Olímpico: 2×1.

A nota negativa da partida foi o trabalhinho feito pelo árbitro da partida. Conforme havíamos alertado no pré-jogo, o pilantra do juiz carioca fez o favor de dar um amarelo absolutamente sem razão para Kleber quase no fim do primeiro tempo, e o tirou do jogo contra as meninas no fim-de-semana. Resta confiar na estrela do Mago, que contra elas, sempre brilha. Domingo é dia de TCHUPA, BAMBI!

Atuações:

Deola: uma grande defesa em cada tempo, fez muito bem sua parte. Enquanto Marcos se recupera, dá conta do recado muito bem. 9
Vítor: fez um lateral defensivo, e em seu setor ninguém se criou. Vai readquirindo ritmo e confiança. 7
Mauricio Ramos: deu azar apenas no lance do gol. No mais, ficou em cima do Jonas, que só conseguiu criar chances em batidas de fora. 7,5
Danilo: abriu o supercílio numa disputa de bola, mas isso não o atrapalhou. Foi bem. Recuperou o tempo de bola, depois das falhas grosseiras contra Cruzeiro e Vitória. 8
Rivaldo: estava precisando de uma partida regular – vejam, REGULAR, meia-boca – pra tentar se livrar do peso da camisa. Deu o primeiro passo. 6,5
Edinho: conhece bem o Olímpico, já que defendeu o Inter por muito tempo e não sente a pressão. Souza terá pesadelos com ele esta noite. 8.
Marcio Araujo: compôs com correção o lado direito da linha de combate, e ainda se arriscou lá na frente – quando errou quase todas. Tem medo de chutar a gol. 6
Marcos Assunção: vem sendo o melhor do time há algum tempo, e não só pelas bolas paradas. Comandou a linha de combate e os dois gols saíram de seus pés. Só isso. DEZ
Tinga: jogou melhor no primeiro tempo, quando estava mais solto e arriscou bastante o apoio. No segundo tempo, ficou retraído, até ser substituído. 6
Kleber: teve mais uma vez pela frente um zagueiro inspirado. O tal de Paulão fez uma bela partida, mas mesmo assim Kleber abriu espaços importantes para Ewerthon. 7
Ewerthon: foi a chave da tática ofensiva de Felipão. Funcionou, no lance da falta que abriu o placar. O segundo gol foi achado, mas vale assim mesmo. Continua faltando capricho nas conclusões. 8,5
Valdivia: não entrou no intervalo, como vinha ocorrendo. Entrou numa roubada, tendo que se virar sozinho com Kleber. não se deu muito bem. 5
Pierre: entrou apenas para preencher mais os espaços, e conseguiu. 6
Felipão: num terreno muito conhecido, sentiu-se à vontade, e executou seu melhor comando junto ao time desde sua volta. Que alívio! 9

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