Verdazzo!

Adriano Michael Jackson diz: Chupa, @alex_silva03

28 de fevereiro de 2011 por @cesarmorelli  
Postado em: Humor, Verdazzo


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Depois de saber das críticas feitas pelo Valdivia (áudio acima), Alex Silva, todo pimpão quis xingar muito no Twitter. Esse sim é um “São Paulino HOMEN”!


Fonte: http://twitter.com/#!/alex_silva03/status/42010911036289024

E como ele mesmo diz… “o duro e So nos Sao paulinos”


Fonte: http://twitter.com/#!/alex_silva03/status/42046793483161600

Piscina de Boiolinhas

27 de fevereiro de 2011 por @cesarmorelli  
Postado em: Humor, Verdazzo


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Encontrou? E agora…

Nado Bambi Sincronizado – Versão 1

Nado Bambi Sincronizado – Versão 2

E ainda….

Bambinheira do Gugu

bailarinas 1×1 Palmeiras

27 de fevereiro de 2011 por @parmerista  
Postado em: Jogos, Matérias, Verdazzo

bambi 1x1 PalmeirasNum jogo que quase não aconteceu devido às fortes chuvas que caíram sobre a capital paulista neste domingo, o Palmeiras saiu atrás, mas teve forças para buscar o empate, e por pouco não vence o jogo no final. Com o resultado, o time cai para o terceiro lugar do campeonato, a um ponto do líder Mirassol.

O Verdão começou melhor, se aproveitando do gramado pesado. A força ofensiva do bambi estava no jogo pelos cantos, áreas mais afetadas pela chuva, que nem a drenagem mastergaláctica, nem os blaster-rodos conseguiram secar. Assim, o Verdão ia levando perigo, principalmente nas bolas levantadas na área por Marcos Assunção, que batia as faltas que o juizão se permitia marcar. O bambi abusou de fazer falta sobre Valdivia, Tinga e Kleber, e o máximo que o árbitro fez foi amarelar Miranda.

À medida que o campo foi secando, o jogo de Lucas e Fernandinho começou a aparecer, e Felipão pediu aos volantes que fizessem marcação individual neles. Abriu-se então um enorme buraco na frente de nossa zaga. E nem assim Fernandinho foi acompanhado de perto como se devia: nem Marcio Araujo, nem Cicinho estavam encostados nele quando ele recebeu pela esquerda, e partiu pra cima de Danilo, em direção à área. Danilo fez o certo, marcou-o à distância para não levar o corte, mas mesmo assim o atacante bambi conseguiu a passada certa na hora que puxou para o lado, e acertou um chute que elas só acertam contra nós, abrindo o placar, sem chances para Deola.

Felipão mexeu no intervalo, e deixou claro que já tinha feito a leitura de que o juiz estava louco para expulsar um nosso. Tirou Danilo, amarelado, e colocou Leandro Amaro. Mas a marcação foi corrigida, e os volantes voltaram a marcar por setor. Demorou um pouco para acertar, é verdade, e nos primeiros dez minutos as bonecas mandaram no jogo e podiam ter feito o segundo. O time foi colocando a bola no chão, e a troca de Luan por Adriano foi decisiva para que o panorama se invertesse: primeiro que Valdivia e Kleber passaram a aparecer mais, com mais alguém enfiado para preocupar a zaga deles. E segundo que o menino causou a expulsão do desleal e supervalorizado Alex Silva. Adriano apenas tropeçou na grama e caiu. O bambi deu um piti, quis jogar pra torcida e mostrar que é o xerife do Village People, e acabou exagerando, caracterizando a agressão que obrigou o árbitro a expulsá-lo direto.

MJO Palmeiras passou a jogar com a bola no chão, Cicinho voltou a subir, Gabriel não deu descanso para Jean, e o Palmeiras foi criando chances em cima de chances. Adriano perdeu um gol feito, num lance em que teve duas chances para fazer, mas facilitou para o goleiro de hóquei. Mas na jogada seguinte, não perdoou: bola de Valdivia para Kleber, que fez a tabela para a passagem de Adriano por trás da zaga. Ele recebeu e bateu forte de esquerda, cruzado, e viu a bonecona-mor se estatelar no chão enquanto a bola beijava a rede. Golaço do Verdão, e dancinha de Michael Jackson na comemoração. Quando ele fez o tradicional movimento com a região pélvica, ouviu-se uma série de gritinhos no estádio. Elas não aguentam, elas se descontrolam.

Com mais de dez minutos ainda para o fim do jogo, o Palmeiras encurralou o bambi em seu campo, buscando a virada. E o time teve pelo menos três chances de conseguir, em jogadas pela esquerda com Gabriel Silva. Na terceira delas, ele já invadia a área com Adriano livre pelo meio, mas o bandeirinha parou o lance. Uma garfada providencial. No final, ficamos mesmo no 1×1, com a nítida sensação que com mais cinco minutos, teríamos a virada.

Jogar naquele solo imundo é sempre complicado, ainda mais com as condições que cercaram o início do jogo. O empate não chegou a ser um mau resultado, mas nos tirou da liderança do campeonato. No Paulista, o objetivo é, pelo menos, ficar entre os dois primeiros, para ter a vantagem dos mandos na partida de quartas-de-finais e na semifinal. Olhando a tabela, ainda com nove jogos por fazer, temos apenas mais um clássico e times do interior muito, mas muito fracos, pela frente. O time mostrou hoje que não existe esse estigma de amarelar em clássicos como podia se suspeitar, e que a derrota para a imundície foi apenas um ponto fora da curva. E fica cada vez mais claro que o esquema com Valdivia e Kleber isolados não funciona, de jeito nenhum. Já não funcionou ano passado, este ano muito menos. Felipão precisa abandonar essa armação de uma vez por todas.

Atuações:

Deola: apesar da bola ter ido em sua direção, o chute de Fernandinho foi muito forte, e ele não teve chances. No mais, partida correta. 7
Cicinho: com exceção do lance do gol bambi, quando poderia estar mais em cima da boneca, fez uma boa partida, principalmente no segundo tempo, 7
Danilo: outro que fez uma partida correta. Não teve o que fazer no gol, e foi sacado no intervalo por ter recebido amarelo. 6,5
Thiago Heleno: não passa a menor segurança. Zagueiro rebatedor, perdeu um gol feito no primeiro tempo, quando furou uma bola cruzada de forma patética. 5
Gabriel Silva: ótima partida, marcando, apoiando e chutando a gol. O melhor do time. 8
Marcio Araujo: teve seus méritos na marcação, mas não fez nada que qualquer volante do São Bernardo não fizesse. Não desce, não adianta. 5
Marcos Assunção: cumpriu razoavelmente bem sua função de kicker. Como volante, outro que teve uma atuação de volante do São Bernardo. 6,5
Tinga: partida medonha, que podia ter sido salva caso tivesse convertido a chance de gol em que ele bateu muito bem, mas a bonecona defendeu. De resto, foi bizarro. 2
Luan: parece estar na fase descendente. Teve um período em que quase foi aceito como titular. Hoje sua presença já não se justifica. 5
Valdivia: seu jogo só apareceu quando entrou Adriano. Antes disso, entrou na pilha dos bambis e podia ter arrumado um cartão desnecessário. 6
Kleber: outro que o esquema prejudica violentamente. Mas ao contrário de Valdivia, jogou com malandragem, catimbou, e ainda deixou Adriano na cara do gol. 8
Leando Amaro: teve sorte, entrou numa fria no início do segundo tempo e não levamos gol; depois o jogo virou para o nosso lado e não teve mais trabalho. 6,5
Adriano: de vilão a herói em um lance. O gol perdido aos 34 foi digno de enforcamento. O gol marcado aos 38 redimiu todos seus pecados. 9
João Vitor: melhorou a ocupação de espaços no meio-campo ao entrar no lugar de Marcos Assunção, e tem o passe bem mais apurado. 6,5
Felipão: ainda insiste num esquema que parece ter pouco futuro, mas as decisões durante o jogo foram perfeitas. 7,5

Pré-jogo: bonecas x Palmeiras

27 de fevereiro de 2011 por @parmerista  
Postado em: Jogos, Matérias, Verdazzo

bambi x PalmeirasPela décima rodada do Paulistão 2011, o Verdão vai a solo maldito enfrentar o inimigo, para manter a liderança isolada e tentar acabar com uma escrita que já vem se mantendo há nove anos: desde a chapelaria aberta por Alex, em 2002, o Palmeiras não vence o bambi lá. Fica aqui uma pergunta interessante, num exercício de suposição fantasioso: se você soubesse antes que o preço por aquela goleada e daquele golaço fosse ficar nove anos sem ganhar delas em seus domínios, você toparia?

Viagens na maionese à parte, o jogo deste domingo tende a ser equilibrado. O Verdão tem apenas o desfalque de Marcos, com problemas familiares. Felipão deve voltar ao esquema com duas linhas com quatro, e deve escalar Deola; Cicinho, Danilo, Thiago Heleno e Gabriel Silva; Marcio Araujo, Marcos Assunção, Tinga, Luan e Valdivia; Kleber. Como o bambi vem no 3-5-2, deve soltar bastante os laterais, e vai ser fundamental o trabalho de Tinga e Luan para mantê-los ocupados. Quem terá dificuldades será Kleber, sozinho enfiado no meio dos três zagueiros bambis. O Gladiador vai depender mais do que nunca da inspiração do Mago para ver se sobra pelo menos uma bola pra fuzilar a bonecona, que parece estar sentindo a lombar (hummm…) e é dúvida.

Se você soubesse que precisaríamos ficar nove anos sem ganhar das bichas no panetone para ver aquela goleada e a chapelaria do Alex em 2002, você toparia?

  • Sim (75%, 417 Votes)
  • Não (25%, 138 Votes)

Total Voters: 555

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Carpegiani deve mandar a campo o seguinte time: Rogéria (Denis); Rhodolfo, Alex Silva e Miranda; Jean, Casemiro, Carlinhos Paraíba, Lucas e Juan; Fernandinho e Dagoberto. O mistério fica pela possível entrada de Marlos, ou até de Bibaldo no Casemiro, o que faria o time delas mais ofensivo – e deixando muito mais brechas.

O palpite é de jogo truncado, decidido em detalhes. Olho no juiz Marcelo Aparecido Rezende de Souza. Nome de ladrão ele tem: é uma mistura de José Aparecido com Marcio Rezende e Wilson de Souza Mendonça. Já apitou outro clássico no panetone ano passado, vitória bambi por 1×0, mas não influenciou. Aliás, o Verdão nunca ganhou com esse cabra apitando. Tá na hora de quebrar todas essas escritas. Placar do clássico: Palmeiras 2×1, gols de Tinga e Kleber.

Seleção da década: resultado

26 de fevereiro de 2011 por @parmerista  
Postado em: Matérias, Verdazzo

Seleção da DécadaFim da votação. Por quase um mês a torcida pôde votar, aqui no Verdazzo, na Seleção do Palmeiras da primeira década do século 21. Foram mais de 8 mil votantes, e o resultado não fugiu muito do esperado, a única polêmica possível foi com relação ao técnico – e não por sua capacidade ou por suas realizações, mas possivelmente pelo período que os torcedores supostamente levaram em consideração.

Acessem os links no menu acima (ou abaixo) para ver a votação detalhada em cada posição. Aqui vai a seleção eleita: Marcos; Arce, Gamarra, Henrique e Leandro; Pierre, Marcos Assunção, Valdivia e Alex; Edmundo e Kleber. O técnico foi Felipão.


No gol, Marcos nadou de braçada. Concorrendo com Sergio, Diego Cavalieri, Deola e Bruno, nosso Santo, um dos maiores ídolos de toda a história do clube, teve 8.300 votos, cerca de 96%, os outros quatro somaram 4%. Coisas de ídolo eterno.


Nas laterais, uma triste constatação: a primeira década do ano foi paupérrima em valores nessas posições. Na direita, com toda justiça, ganhou o lateral que estava no time que nos levou à séria B. Arce, que jogou no Palmeiras entre 1998 e 2002, foi um dos maiores laterais da História do Palmeiras, principalmente enquanto foi treinado por Felipão, até 2000. Em 2001 ainda conseguiu fazer uma boa campanha no primeiro semestre, sendo semifinalista da Libertadores, e só isso já foi suficiente para alçá-lo ao posto de melhor lateral-direito palmeirense da década. Arce teve 8.148 votos, cerca de 94%. A votação massacrante teve como concorrentes Elder Granja, campeão Paulista em 2008; Paulo Baier, artilheiro do time em 2006, e Baiano, lateral do time campeão da série B em 2003. Mesmo no time rebaixado, o prestígio de Arce seguiu inabalado.


Na esquerda, foi pior ainda. Leandro, lateral controverso, campeão paulista em 2008, jamais foi unanimidade mesmo num time campeão. Sua conduta totalmente inapropriada no Brasileiro daquele ano, sendo apontado como um dos principais membros da igrejinha que desestabilizou o grupo que seguia firme rumo ao título brasileiro, mas que fracassou, não foi suficiente para tirar-lhe o posto de melhor da década. E a “conquista”  só pode ser atribuída à falta de concorrentes decentes: o que tivemos de melhor para confrontá-lo foi Armero, Lúcio e o garoto Gabriel Silva. Foi daí pra baixo: Misso, Rovilson, Marcio Careca, Adalto, Fabiano, Jefferson… Leandro foi eleito com mais de 3.600 votos (43%).


Na zaga, outra decepção. Com exceção de Henrique (quase 5.600 votos, 68%), unanimidade que jogou por aqui pouco mais de seis meses, na conquista do Paulista 2008, não tivemos nenhum zagueiro de encher os olhos. A briga pela segunda vaga ficou entre Danilo, zagueiro do time atual, que mesmo sob severas críticas tem feito apresentações dentro do que se espera de um zagueiro titular do Palmeiras, e o paraguaio Gamarra, que jogou por aqui em 2006 já em fim de carreira. E mesmo assim, Gamarra levou a segunda vaga, com quase 3.500 votos, apenas 40%.


Na cabeça da área, Pierre, que está em seu quinto ano de clube e sempre foi um dos símbolos de garra e dedicação ao clube, ganhou fácil e merecidamente, com quase 7 mil votos (81%). Já a segunda vaga nos remete a outra decepção. Marcos Assunção, que na década em questão jogou apenas nove meses, conseguiu, por conta de suas cobranças de falta, o posto de melhor segundo volante – uma posição que é tão importante no futebol de hoje, que provilegia jogadores que conseguem aliar a força da marcação com a categoria de um bom passador. Kid teve mais de 3.500 votos, 41% do total, e deixou poara trás nomes como Martinez e Magrão. OK, com essa concorrência, nem foi tão difícil assim. Pobre Palmeiras, uma década sem um grande segundo volante.


Felizmente a escolha nas meias não foi nem um pouco pobre nas escolhas. Os eleitos, Valdivia (quase 6.500 votos, 71%) e Alex (mais de 7 mil votos, 84%) deixaram para trás nomes como Zinho (na descendente, jogou de 1992 a 1994, e de 1999 a 2002 – sendo que em 2001 e 2002 fez campanhas tão medíocres quanto às dos times que jogou), Diego Souza e Cleiton Xavier, além de Juninho e Marcinho Porpeta. Esses nomes podem não ter feito nem perto do suficiente para incomodaremos vencedores, mas ninguém pode questionar que foram nomes de peso. Diego foi, inclusive, eleito melhor jogador do Brasileiro em 2009. Mas Alex e Valdivia se mostraram insuperáveis.


No ataque, uma meia-surpresa: Kleber foi eleito com larga margem (quase 7.400 votos, 86%), e até aí ninguém discute. Mas seu parceiro pode gerar polêmica: os torcedores parecem ter guardado muita mágoa de Vagner Love por sua desastrada passagem pelo clube em 2009, e sua brilhante campanha entre 2003 e 2004 foi colocada em segundo plano. Com mais de 5.100 votos, Edmundo (60%), mesmo tendo uma passagem com altos e baixos entre 2006 e 2007, superou Vagner Love (apenas 21%). A seleção da década do Palmeiras ficou mesmo sem um centroavante – nada mais sintomático. Alex Mineiro (7%) e Keirrison (3%) não tiveram suas passagens pelo clube lembradas com carinho pela torcida. O mesmo aconteceu com outros atacantes, Edmilson e Muñoz. Pensando bem, também no ataque a década foi bem pouco pródiga em talentos para o Palmeiras.


No banco, tivemos o que há do melhor, principalmente de 2008 para cá. Nada menos que Felipão, Muricy e Luxemburgo tiveram a honra de treinar o Palmeiras, além de Caio Juior e Jair Picerni, e outros bem menos qualificados como Leão, Marco Aurélio, Levir Culpi, Bonamigo, Celso Roth, Candinho, Marcelo “bonzinho”  Villar, Tite, além de Jorginho, Parraga e AC Zago. A bronca da torcida com Luxemburgo por causa de 2002 suplantou o título de 2008, e Felipão (quase 5.800 votos, 74%) deve ter herdado o título por um misto de voto por exclusão com uma provável confusão dos leitores – a votação compreendia os períodos entre 2001 e 2010 – e Felipão nesse período só dirigiu o Palmeiras no segundo semestre de 2010, o que parece insuficiente para alçá-lo ao posto de melhor da década. O histórico da década anterior certamente influenciou – ainda mais com concorrentes tão inexpressivos – à exceção de Luxa, que ao que parece perdeu para si mesmo.


A votação está encerrada e o Verdazzo se sente com mais uma missão cumprida por ter proporcionado ao torcedor palmeirense a chance de se manifestar a respeito dos jogadores mais importantes do clube em toda uma década. Mais que uma simples consulta, pela magnitude que atingiu – mais de 8 mil votantes, a série pode ser considerada um documento histórico. Que, infelizmente para nós, registra uma absoluta falta de qualidade nos elencos dos últimos dez anos, com exceção das posições de goleiro, meias e atacantes.

Que, além do registro histórico, esta série sirva como balizamento para esta e para as próximas diretorias, que zelem para que a qualidade dos jogadores que tiverem a hona de vestir a sagrada camisa da Sociedade Esportiva Palmeiras tenham qualidade para se equipararem minimamente aos grandes jogadores que hoje são referências na vasta galeria de ídolos de nosso passado. Que venham os próximos dez anos, e que a seleção, em 2021, seja bem mais recheada de grandes craques.

Avanti: vale ou não vale?

25 de fevereiro de 2011 por @parmerista  
Postado em: Marketing, Matérias, Verdazzo

AvantiO Verdazzo recebe dezenas de mensagens a respeito do programa Avanti, e a pergunta que mais se repete é: vale a pena ficar sócio?

A resposta passa por muitas variáveis, é impossível cravar “sim” ou “não”, porque cada torcedor tem suas próprias características. Há quem vá ao estádio todo jogo, há quem só veja pela TV (por conveniência ou impossibilidade); há quem consuma produtos do Palmeiras vorazmente, há quem só quer saber de desconto no ingresso.

Desta forma, o Verdazzo desenvolveu uma planilha simples, onde o torcedor pode desprezar a maioria das variáveis em jogo e se concentrará em apenas quatro:
- o número de jogos por ano em que costuma ir ao estádio,
- o setor do estádio que costuma frequentar,
- se pretende comprar a camisa oficial e usufruir do desconto dado pelo plano, e
- qual plano Avanti adquirir (Prata, Ouro ou Diamante)

PlanilhaUsando a planilha, o torcedor deve inserir que plano quer consultar a viabilidade, e se pretende adquirir uma camisa oficial. A tabela será atualizada, e os valores indicam qual a economia o torcedor fará, de acordo com o número de vezes que vai ao estádio no ano (no caso, o Pacaembu), e com o setor que costuma frequentar.

No exemplo default da planilha, um torcedor que adquirir o plano Prata, não pretende comprar a camisa oficial, e costuma frequentar a arquibancada (verde, amarela ou tobogã), só vai ter vantagem financeira se comparecer a, no mínimo, 20 jogos – neste caso, a despesa empata. A partir do 21°, o plano passa a “dar lucro”.

Em outro exemplo, o torcedor que adquirir o plano Diamante e quiser adquirir uma camisa oficial com desconto, só terá vantagens se for um frequentador das cadeiras cobertas – nesse caso, a partir do 13° jogo. Se for frequentador das descobertas, só a partir de um pouco provável 32° jogo.

Claro que existe uma série de outras vantagens e benefícios que não entram nesse cálculo – alguns totalmente dispensáveis, como o kit de adesão, uma camiseta e um boné bem chinfrins. Há os descontos na rede de parceiros, que conta principalmente para o torcedor que gosta de consumir produtos do Verdão. Mas há outros bastante interessantes, e o principal deles, intangível, é a prioridade para adquirir os ingressos em relação aos torcedores que não são associados ao Avanti. Todas essas outras vantagens devem ser, na medida do possível, valoradas pelo torcedor, em seu critério pessoal, e confrontadas com um possível valor negativo auferido na planilha. De repente pode valer a pena.

Exemplo: torcedor que costuma ir na cadeira laranja, 15 jogos por ano, e quer comprar a camisa oficial com desconto – terá um “prejuízo” de R$226,41 no Plano Ouro.
- Mas se ele gastar R$500,00 por ano em produtos do Palmeiras, além da camisa oficial, com 8% de desconto economizará R$40,00 – o prejuízo diminui para R$186,41.
- Se ele ainda considerar que o Palmeiras pode jogar semifinais e finais de torneios como Copa do Brasil e Sulamericana, e que a prioridade de compra vale, por exemplo, R$50,00 (o que ele pagaria de ágio num cambista) por jogo, e o prejuízo pode já não existir mais.
- Se ainda considerar que o plano dá a chance de participar de ações especiais de contato direto com os ídolos (para si mesmo ou para os filhos), o que em certos casos, como diz o comercial, “não tem preço”, aí vale qualquer coisa.

A decisão, como o leitor pode perceber, está sempre estará ligada ao comportamento pessoal e aos valores de cada torcedor dá aos benefícios intangíveis.

Brincando com a planilha, de forma objetiva, podemos concluir que a estrutura de valores do plano tende a favorecer bem mais o torcedor que frequenta os lugares mais caros do estádio, que atingirão o patamar de conseguir as vantagens econômicas indo a um número muito menor de jogos. Para o torcedor de menor poder aquisitivo, o plano só compensa caso ele vá a um número bastante elevado de partidas – o que acaba sendo, por vezes, incompatível com seus ganhos anuais, em termos absolutos.

O Verdazzo espera ter colaborado com o torcedor palmeirense, proporcionando esta ferramenta para auxiliar no processo de tomada de decisão quanto a adquirir ou não o Avanti. E também espera sensibilizar o Departamento de Marketing do clube a rever os conceitos e valores do plano. O formato atual pode até satisfazer a algum perfil de torcedor (meu caso, por exemplo, que vou no setor laranja certamente em mais de 30 jogos por ano, e não consumo produtos, terei uma economia de pelo menos R$180,00 e estou satisfeito), mas certamente deixa a desejar para uma grande fatia da torcida palmeirense.


Gostaria de agradecer ao economista Jorge Pires, que fez um belo estudo que inspirou este post. O trabalho está exposto em dois arquivos: uma planilha com simulações, e uma extensa e detalhada descrição das possibilidades dos torcedores em relação às ofertas do Avanti. Faça o download dos arquivos nos links abaixo.

Análise completa
Planilha auxiliar

Valdivia: craque ou apenas um bom jogador?

24 de fevereiro de 2011 por @parmerista  
Postado em: Matérias, Verdazzo

ValdiviaApós mais um mau resultado, daqueles que irritam profundamente a torcida principalmente pela forma que acontecem, a bipolaridade palmeirense se manifesta de forma violenta – para o lado negativo, claro. Os e-mails e tuitadas que chegam são estarrecedores. E quanto mais próximas do apito final, mais jacobinas são as soluções propostas. Perto da meia-noite, as mensagens vinham cobertas de sangue: tinha que mandar todo mundo embora, Felipão é ultrapassado e burro, o Palmeiras virou time pequeno, dentre tantos outros absurdos. Diagnósticos tão absurdos quanto as teorias conspiratórias.

Já começaram a enxergar grupo rachado por causa da comemoração do Adriano – ou a falta dela. A “melhor zaga do Brasil”, exagero por causa dos apenas três gols sofridos no Paulista, virou a pior zaga do mundo. Nossos jogadores não passam de derrotados, que nunca ganharam nada na vida. Inclusive o Valdivia. Epa!!!

Aqui eu parei pra pensar.

A argumentação é a de que o Valdivia só ganhou um Paulista na vida, mais nada. Foi apenas reserva do Chile (do Chile!!!) na Copa. O palmeirense o idolatra porque está carente de ídolos, mesmo tendo Marcos, Kleber e Felipão no atual elenco. Superdimensionado, teve sua idolatria colocada em xeque. Afinal, sabemos que nenhuma outra torcida o considera um craque, só a do Palmeiras.

Como na maioria das discussões sobre futebol, a polêmica já esbarra no conceito: o que é craque? É difícil estabelecer uma discussão sem objetivar os critérios. Como é que vamos decidir se fulano é ou não craque se não sabemos nem a definição de craque?

O fato é que Valdivia tem a empatia da maioria da nossa torcida. E não tem a dos outros torcedores, nem da imprensa. Diferente, por exemplo, de Marcos, reverenciado por todos. Entram nessa conta outros atributos além do desempenho em campo? Marcos, além de catar demais, é ídolo e exemplo fora de campo. Valdivia é provocador, marrento, foi tachado de cai-cai (sinônimo de trapaceiro, enganador, pilantra) – e a pecha pegou; além de ter protagonizado episódios não tão simpáticos aos olhos dos não-palmeirenses: vive dando “chute no vácuo”, mandou o Ceni calar a boca, sacaneou os gambás na comemoração do chororô, enfiou a bola na boca do Robinho num amistoso da Seleção, entre vários outros episódios. Será que sua condição de ídolo palmeirense não foi turbinada por essas atitudes? E será que é ídolo só por isso?

Para tentar objetivar a discussão, apesar do título do post, a proposta é: vamos dar uma nota para o que Valdivia faz dentro de campo, com a camisa do Palmeiras. Sem maiores senões. Valendo desde 2006, quando foi contratado pela primeira vez, até o último jogo. A nota deve ser intuitiva, que cada um leve em conta o que achar que deve, mas sempre pelo que fez dentro das quatro linhas. Tiraremos a média ao final, e em cima desse número, poderemos reiniciar a discussão eterna se ele é “craque” ou não. Combinado?

Que nota você dá para Valdivia, pelo que ele fez dentro de campo, desde 2006 até o último jogo?

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Comercial-PI 1×2 Palmeiras

24 de fevereiro de 2011 por @parmerista  
Postado em: Arbitragem, Jogos, Matérias, Verdazzo

Comercial-PI 1x2 PalmeirasDá muita raiva no fim do jogo, da forma como foi. Se existe uma vitória com sabor de derrota, foi esta no Albertão. O Palmeiras precisava, e muito, ter uma semana livre para recuperação física e aprimoramento técnico e tático. Mas por não terem mostrado a mínima vibração necessária para honrar a camisa que vestiam, esses jogadores serão obrigados a fazer o jogo da volta, na próxima quarta. O mínimo que podem fazer nesse jogo é enfiar uma sacolada histórica e impiedosa. Mas dependendo do que fizerem no clássico domingo, o ambiente para o jogo pode ficar terrível.

Felipão escalou o time muito bem, com Patrik e Valdivia nas meias, Adriano e Kleber no ataque. Até o Rivaldo foi sacado. Só faltou mesmo o Marcio Araujo, mas esse não sai nem que Nossa Senhora do Caravaggio mande. De toda forma, o time veio no 4-4-2 clássico, com Adriano tendo a responsabilidade de fazer o papel do NOVE-NOVE, mesmo não sendo sua principal característica.

E o Palmeiras mandou no jogo. Com uma marcação forte no meio de campo, o time prensou o Comercial em seu campo, e criou várias chances muito boas: Mauricio Ramos, numa bola alçada, bateu firme, mas a bola, que tinha o endereço, foi desviada; Kleber cabeceou no travessão; e Adriano chegou cara a cara com o goleiro mas desperdiçou. E na insistência saiu o gol, numa boa troca de passes pela direita que caiu no pé de Valdivia. O Mago viu a entrada de Adriano e levantou na medida, para a cabeçada cruzada, sem chances: 1×0. Patrik logo em seguida teve a chance de aumentar, mas o goleiro defendeu com o pé.

O Comercial teve suas chances, sempre no nosso erro. Em jogos tão desequilibrados, é até certo ponto normal que o time, principalmente no setor defensivo, tenha momentos de desconcentração. Vejam: até certo ponto. O placar do primeiro tempo, de 1×0, não refletiu o que foi o jogo, e o Verdão, no mínimo, podia ter saído com mais um gol.

A volta para o segundo tempo não podia ter sido melhor. Logo a um minuto, lateral de Gabriel Silva na área, para Kleber. O Gladiador recebeu de costas, protegeu com o corpo e fez o giro, batendo forte de esquerda, por baixo do goleiro, fazendo o que seria o gol da classificação. O Comercial se borrou todo, e o Verdão encurralou os piauienses em sua própria área. O terceiro não saiu por detalhes, e o time foi aos poucos amolecendo.

As alterações de Felipão colaboraram para essa queda de ritmo, sem dúvida. Ao colocar Chico no Valdivia, o time perdeu toda a criatividade. A bola do jogo foi aos 26: tabela de Adriano com Kleber, que deixou o menino na cara do goleiro, em velocidade. Era cortar pro lado e correr pro abraço, mas o auxiliar assinalou impedimento erradamente. Depois dessa o jogo esfriou de uma vez, nada levava a crer que o placar se alteraria, para nenhum lado. Eis que, aos 32, os caras acharam um gol num escanteio: bola no segundo pau, Rafael testou firme, mesmo marcado por Mauricio Ramos, no ângulo de Bruno. O Verdão tinha 13 minutos, mais os acréscimos, para eliminar o jogo da volta.

Felipão colocou Tinga no Cicinho, e Miguel no Adriano, para tentar resolver, mas a resposta dos jogadores em campo foi patética. O time não teve brios para arrancar o gol na raça, não mostrou a fibra que acompanha os campeões. Não mostrou sequer personalidade para pressionar a arbitragem, tanto pelo erro grosseiro que definiu a partida, quanto pela cera vergonhosa feita pelo time da casa.

O Palmeiras conseguiu trazer para São Paulo um confronto contra um time semi-amador do interior do Piauí, cuja folha de pagamento inteira não dá o salário do Gente Boa (nem perto disso) e cujo massagista é literalmente um palhaço. Mas pior que o resultado foi a falta de atitude. Esse tipo de coisa dá medo. E tem clássico domingo…

Atuações:

Bruno: nada a fazer no gol, raspou numa bola que triscou também o travessão, e que podia dar problema. 7
Cicinho: foi um dos melhores em campo no primeiro tempo. Depois, caiu de produção junto com o time. 7
Mauricio Ramos: errou duas bolas sérias, o dobro de sua média de uma por jogo. Só que numa delas saiu o gol dos caras. 3
Danilo: desfez a impressão de “jogador vendido” que passou no jogo anterior. Jogou muito sério, e foi bastante participativo na orientação do posicionamento. 7
Gabriel Silva: nos primeiros 30 minutos parecia que era o Rivaldo incorporado. Depois foi se soltando e voltou a ser o Gabriel de sempre. 6
Marcio Araujo: sua postura insolente às vezes parece até provocação. Esse parece que não vai sair nunca mesmo. 3
João Vítor: um dos responsáveis por sufocar o Comercial em seu campo no primeiro tempo. Partida muito interessante. 7
Patrik: mais uma vez seu jogo fluiu bem enquanto esteve ao lado de Valdivia. Esperamos que Felipão tenha tido a mesma impressão e mantenha essa formação. 7
Valdivia: vai recuperando a forma; de novo deixou companheiros na cara do gol por váris vezes, e numa delas saiu o gol do Adriano. 8
Adriano: jogou de centroavante, que não é exatamente a dele. Teve três chances de centroavante: na primeira, errou; na segunda, guardou; e na terceira, o juiz roubou. 8
Kleber: já o vi mais aceso. Rende melhor quando pode buscar jogo e cair pelos lados, mas hoje não mostrou muito esse potencial. Fez um belo gol. 7,5
Chico: sua entrada – o que não quer dizer que foi sua culpa – apagou o ritmo do time muito cedo. Foi discreto, mas quase decidiu o jogo num chute de fora no final. 6
Tinga: não teve tempo nem de não fazer nada, o que fatalmente faria. Ou melhor, não faria. S/N
Miguel: entrou no fim só pra desvirginar. Mesmo assim, o queridão ainda teve tempo de desarmar um bom ataque do time ao fazer um pivô totalmente desajeitado. S/N
Felipão: recuou o time sem garantir o resultado e tomou. A apatia do time também pode ir um tanto pra sua conta. Aliás, a despeito da boa escalação, o resultado deve ir todo pra conta dele. ZERO

Jogador Dentinho faz ponta em filme da Bruna Surfistinha

23 de fevereiro de 2011 por @cesarmorelli  
Postado em: Humor, Verdazzo


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O problema é se o Dentinho na hora H… dá uma de gamba na Libertadores… AHUAHuAH!!!

Não acredita? Clique aqui ou … AQUI !!!

Palmeiras na Copa do Brasil 2011

23 de fevereiro de 2011 por @cesarmorelli  
Postado em: Verdazzo


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É hoje amigo torcedor palmeirense! Vamos continuar mostrando nossa força na web apoiando o time, seja nos sites e blogs ou redes sociais.

Vai Palmeiras!

O imbroglio dos direitos da TV

23 de fevereiro de 2011 por @parmerista  
Postado em: Matérias, Verdazzo

O grande assunto dos bastidores diz respeito às movimentações dos clubes em relação à negociação dos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro para os próximos anos (TV aberta, TV a cabo, pay-per-view, imagens via internet e celular). Primeiro, precisamos entender quem são os personagens:
- Clubes: 12 grandes, mais os médios e pequenos
- Redes de Televisão: Globo e Record
- Entidades: CBF e Clube dos 13

É preciso ficar claro que não existe transmissão sem a anuência dos dois clubes envolvidos em cada jogo. O Clube dos 13 (que na verdade são mais de 20, depois de adesões de clubes com nem tanto alcance) surgiu para dirimir essa dificuldade. Como a maioria dos jogos com interesse de transmissão envolve clubes afiliados ao C13, se existe a paz interna, não há problemas. E essa paz interna foi estabelecida através de uma tabela que dividia o bolo mais ou menos assim: Palmeiras, gambás, bambis, Flamengo e Vasco são da categoria 1; o Santos sozinho é categoria 2; Atlético, Cruzeiro, Grêmio, Inter, Fluminense e Botafogo são categoria 3 e os outros são categoria 4. Ocorre que o gambá cresceu o zoião e se achou no direito de ganhar mais, e seduziu o Flamengo a entrar nessa.

A CBF está rompida com o C13, que tem o comando de Fabio Koff, desafeto de Ricardo Teixeira. À CBF interessa enfraquecer o C13, para que os clubes criem uma nova entidade ou negociem separadamente. O episódio da Taça das Bolinhas foi preponderante para atrair o Flamengo ao movimento. Com Andrés, que só enxerga a cadeira da presidência da CBF na frente e faz tudo o que Teixeira manda, e Patrícia Amorim no bolso, Ricardo Teixeira conseguiu criar um pólo importante: CBF + Globo + Flamengo + gambá. Do outro lado, o Clube dos 13 é a favor de uma concorrência onde consiga maximizar seus ganhos, e não despreza a Record. O outro pólo então é C13 + Record + bambi.

Num movimento anunciado esta manhã, os outros três clubes cariocas anunciaram apoio ao Flamengo, e tornaram o bloco bem mais robusto. Resta saber o que Flamengo, Corinthians e CBF prometeram aos três clubes para que eles aceitassem o rompimento com o C13. Só sabemos que não foi equiparação de ganhos, que é exatamente o contrário do que motivou todo esse movimento. O que importa para eles é que com essas adesões, obriga os outros a se posicionarem logo. Enquanto eram só dois, mesmo sendo os dois maiores, dava pra brigar.

Santos e Cruzeiro tendem a se juntarem aos rebeldes, pois votaram contra Fabio Koff na recente eleição do C13. Os clubes gaúchos votaram em Koff, mas ainda não se pronunciaram, assim como o Atlético-MG. De qualquer forma, esses clubes permanecem no muro, assim como o Palmeiras, que também votou em Koff, mas que sob a influência de Mustafá, deve pender para o outro lado.

O que é bom para o Palmeiras? Primeiro, claro, ficar ao lado do vencedor, e segundo, ser parte importante no processo de decisão. Quanto maior a importância, mais força na hora de dividir o bolo. Quanto mais o clube demorar a se posicionar, mais ficará relegado à importância de um Coritiba ou de um Bahia na política do futebol nacional. O clube com a terceira maior torcida do país precisa se intrometer nessa negociação da forma mais sábia possível, com urgência. Ficar esperando demais apenas para escolher em qual canoa vai pular nos dará direito apenas às migalhas.

Se houver um racha, com divisão entre dois grupos, cada um com sua TV, será uma catástrofe, todos perdem. Só poderão ser transmitidos jogos entre times que pertençam ao mesmo grupo. Por exemplo, se o Palmeiras ficar ao lado apenas do bambi e dos gaúchos, jamais veremos na TV um jogo entre Palmeiras contra algum carioca. O mesmo aconteceria, ainda nesse exemplo, nos jogos entre o gambá e algum gaúcho. O público verá menos jogos, teremos uma avalanche de transmissões de jogos do nível de Atlético-PR x Goiás. O futebol, na prática, sai de cena. Menos gente vai ver, menos dinheiro vai circular, os patrocinadores vão sumir, e os jogadores vão fazer as malas pra jogar no Peru, que vai ser mais lucrativo. Ninguém quer isso – logo, não vai acontecer. Mas a decisão que vai reestabelecer a paz passa por todos os personagens, que hoje estão em conflito e aparentemente bipolarizando o jogo.

Esta é a visão do momento, uma interpretação do que parece estar acontecendo nos bastidores. É coisa de peixe grande, coisa que nós, torcedores, sequer sonhamos em participar e na verdade, não queremos nem saber. O que nos interessa é a bola rolando. E queremos ver a bola rolando, de preferência com nossos clubes fortalecidos, com bastante dinheiro vindo do detentor dos direitos, seja ele Globo ou Record. De preferência alguém que respeite o torcedor e não imponha jogos em horários esdrúxulos. Mas o mais importante para nós é que o Palmeiras se posicione bem, e rápido, nesse imbroglio.

Se tem uma coisa que Mustafá Contursi sabe fazer bem é política. Ele sabe como poucos defender seu lado numa disputa. Tem um enorme poder de persuasão e de atrair pessoas para seu lado. Resta saber se o lado que ele defende vai ser benéfico ao Palmeiras ou a outro interesse qualquer.

Mas por que estou citando Mustafá e não o nosso presidente de direito, Arnaldo Tirone? Ora, alguém aqui imagina que quem está telefonando para o Rio de Janeiro a todo momento nas últimas horas e conduzindo o posicionamento do Palmeiras nessa história toda seja alguém que até outro dia passava horas e horas jogando tênis no Harmonia e que conhece de bastidores de futebol tanto quanto eu ou você, leitor? Cazzo…

Verdazzo Classic Rock – 22/fev/2011

23 de fevereiro de 2011 por @parmerista  
Postado em: Matérias, Podcasts, Verdazzo

Ozzy

Ozzy

O Verdazzo Classic Rock do dia 22/02/2011 está disponível.

Clique no player abaixo, ou faça o download.

Para ouvir o programa ao vivo, basta acessar a Rádio Estação Palestra todas as terças-feiras, a partir das 21h.

Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.


Playlist:

Pink Floyd – Not Now John
The Beatles – Revolution
Led Zeppelin – Friends
U2 – Pride (In The Name Of Love)
Dr. Sin – Futebol, Mulher e Rock And Roll

Elvis Presley – Suspicious Minds
Big Brother And The Holding Company – Piece Of My Heart
The Police – King Of Pain
Ozzy Osbourne – Mr. Crowley (live)

Thin Lizzy – Whiskey In The Jar
Metallica – Whiskey In The Jar
Whitesnake – Here I Go Again
Pantera – Rise

The Who – I Don’t Even Know Myself
Dead Kennedys – Viva Las Vegas
Van Halen – Why Can’t This Be Love
Grand Funk Railroad – We’re An American Band
AC/DC – If You Want Blood (You’ve Got It)

Para fazer download: clique com o botão direito aqui, e salve conforme as instruções de seu browser.

Pré-jogo: Comercial-PI x Palmeiras

22 de fevereiro de 2011 por @parmerista  
Postado em: Jogos, Matérias, Verdazzo

Comercial-PI x PalmeirasE começa mais uma Copa do Brasil para o Verdão. Sob o comando do técnico que mais venceu a competição (mesmo estando dez anos sem dirigir clubes do país), o Palmeiras é um dos favoritos ao título, ainda mais por não ter nenhum time dos considerados grandes no caminho até a penúltima fase. Nosso provável caminho até a semifinal será Comercial-PI, Uberaba, Sport e Coritiba. A semi tende a ser contra o vencedor de Flamengo e Atlético-MG, e a grande final, muito provavelmente contra o bambi.

Antes de pensar lá na frente, no entanto, o Verdão precisa se concentrar no primeiro passo. O Comercial, equipe de Campo Maior, cidade de 45 mil habitante que fica a cerca de 80 quilômetros de Teresina, cujo mascote é um BODE, é o atual campeão piauiense. O time esteve desmontado desde o fim do campeonato, em junho, e retomou os treinamentos no início do ano. Desde então, fez cinco amistosos, e ganhou apenas um.

Futebol é onze contra onze, blá blá blá, etc, mas a pergunta, apenas entre nós, torcedores, é: de quanto vai ser? Porque não é possível, mesmo num gramado ruim, que o Palmeiras não vença o Comercial de Campo Maior, até porque terá maioria absoluta no Albertão, em Teresina. O Verdão jogou no mesmo estádio, ano passado, quando enfrentou o Flamengo do astro Jardel, e a presença da torcida palmeirense na capital piauiense é massacrante.

Felipão continua com os desfalques dos dois goleiros titulares, mas Bruno, em grande forma, segue na posição. Thiago Heleno, Marcos Assunção e Luan também serão poupados. Quem ganhou uma chance, pelo menos na viagem, foi o garoto Miguel. Resta saber se será relacionado para o jogo, já que a delegação de 19 jogadores terá um corte. Está entre ele e Max Santos. O time provável: Bruno; Cicinho, Danilo, Mauricio Ramos e Rivaldo (Gabriel Silva?); Chico, Marcio Araujo, Tinga (Patrik) e Valdivia; Kleber e Adriano.

São poucos os mortais, a não ser os moradores do estado do Piauí, que conhecem pelo menos alguns jogadores do Comercial, e que podem dizer o que podemos esperar desse time. Desta forma, vamos assumir que vamos jogar contra o vento. E se Felipão trocasse mesmo Rivaldo e Tinga por Gabriel e Patrik, arriscaria dizer que o Palmeiras ganharia bem, com quatro ou cinco gols de frente. Como não deve fazer isso, o placar deve ser curto; os jogadores, após fazerem a vantagem, vão começar a pensar no clássico e vão segurar o ritmo. Comercial 0×2 Palmeiras, dois gols de Adriano.

Mogi Mirim 0×0 Palmeiras

21 de fevereiro de 2011 por @parmerista  
Postado em: Jogos, Matérias, Verdazzo

Mogi Mirim 0x0 PalmeirasEm mais um jogo fraco, o Palmeiras escancarou a necessidade de um NOVE-NOVE, e ficou no 0×0 com o medíocre Mogi Mirim. Com  resultado, o time ainda se mantém na liderança isolada do campeonato, mas permitiu que os outros três grandes embolassem nas posições seguintes, e terá que manter a ponta em mais um clássico, contra os bambis.

Valdivia começou jogando, mas parece não encaixar nesse esquema 4-5-1 proposto por Felipão, com duas linhas de quatro e jogo pelas pontas. Como a mobilidade não é o seu forte, ainda mais voltando de um longo tempo inativo, o chileno ficou muito isolado, sem ter com quem tocar a bola. Nas poucas vezes que tentou fazer sua jogada característica e enfiar a bola por trás da zaga, para deixar um companheiro na cara do gol, parou na linha defensiva do Mogi, extremamente recuada e compacta.

A proposta era mesmo jogar pelas pontas, com Luan e Tinga apoiando bastante. Mas ambos fizeram partidas muito ruins, principalmente Tinga. Restavam as chegadas dos laterais. Cicinho ainda se lançou ao ataque no primeiro tempo, mas no segundo ficou preso, preocupado com Roberto Jacaré. Já Rivaldo… bem, podemos dizer que ele rivaldou o jogo todo e que não há mais a menor condição de tolerá-lo em campo.

O Mogi se posicionou para pegar o Palmeiras no contra-ataque, e nas vezes que chegou, levou bastante perigo, com algumas finalizações frente a frente com Bruno. Na melhor do primeiro tempo, um chute cruzado de Geovanne passou perto da trave esquerda do Palmeiras. Mas não foi nada comparado com a linda linha de passes feita pelo Palmeiras dentro da área do Mogi, que resultou numa finalização forte de Luan, cruzada. O goleiro João Paulo defendeu bem, mas se fosse um NOVE-NOVE, tinha guardado.

Para o segundo tempo, o Palmeiras parece que voltou dormindo, e o Mogi criou três chances consecutivas. Na melhor delas, mais uma vez Roberto Jacaré apareceu em ótimas condições, em cima de Thiago Heleno, e bateu muito bem, para ótima defesa de Bruno. Era hora de mexer. Aos 9 minutos, Felipão então colocou o Patrik no Tinga, e os momentos que se seguiram foram os melhores do time. Com Valdivia ainda em campo, sobrou espaço para a velocidade de Patrik. O Verdão realmente deu a impressão que abriria o placar. Na primeira jogada de Patrik, toque para Valdivia, de letra para Kleber que recebeu de frente para o gol, sem marcação, para mais uma ótima defesa de João Paulo.

Valdivia teve a chance de fazer o seu, ao tocar para Marcos Assunção e correr para a área. Kid alçou a bola, o chileno ainda conseguiu escorar, mas o goleiro defendeu. Um pouco depois dos 20, Felipão sacou Valdivia, e colocou Adriano, para forçar de vez o jogo pela direita. Mas não funcionou, e sumiu o jogo de Patrik, que depois disso só fez uma boa jogada – a que deu início à melhor chance do time no jogo: lançamento por trás da zaga para Luan, pela esquerda; o cruzamento veio por baixo, Kleber não alcançou, mas ela chegou limpa em Adriano, que concluiu forte, pelo alto. O goleiro João Paulo, que por duas vezes falhou de forma ridícula contra o gambá no meio da semana, fez uma defesa impressionante, e saiu vibrando como se fosse um gol.

Após esse lance, o Palmeiras diminuiu o ritmo e se contentou com o empate, a entrada de João Vítor no Kid foi o maior retrato disso. Ainda tivemos algumas chances, mas muito mais no piloto automático do que na vontade ou na organização tática. Quem poderia ter feito o gol foi o maledetto Jacaré, que ainda cabeceou uma bola no rodapé, que Bruno buscou muito bem. No final o 0×0 ficou de bom tamanho pelo que os times se propuseram a  fazer. O Palmeiras perdeu dois pontos que nenhum dos outros grandes vai perder, e está dando sopa pro azar, porque tem clássico na próxima rodada e os rivais estão se aproximando.

Antes do clássico, tem a estreia a Copa do Brasil, desta vez com Felipão. O objetivo do jogo de quarta, no Piauí, não pode ser outro que não a vitória por dois gols, para eliminar o jogo de volta. Mas se jogarem com a vontade que jogaram hoje, os jogadores devem ficar satisfeitos se não perderem o jogo.

Atuações:

Bruno: duas ótimas defesas, e uma batida de roupa desculpável. 8,5
Cicinho: começou bem, mas depois se retraiu, preocupado com Roberto Jacaré. E foi bem na marcação. 7,5
Danilo: jogador vendido, por mais que se esforce e tente se concentrar, não é a mesma coisa. 6
Thiago Heleno: teve que cobrir Danilo várias vezes, e falhou e pelo menos duas delas, que quase deram em gol. Não vem inspirando confiança. 5,5
Rivaldo: chega, né… Não dá mais pra aguentar tantas rivaldagens em campo. 3
Marcio Araujo: o lance final do jogo é o retrato de seu futebol. Parece que vai, mas na hora do vamos ver… 5,5
Marcos Assunção: ainda estamos esperando pela calibragem certa no pé – é o que justifica sua permanência no time. O tal de Geovanne deitou e rolou. 4,5
Tinga: péssimo, teve o dom de atrapalhar três ou quatro ataques seguidos. Materinha babaca no Globo Esporte não ajuda em nada. Um chazinho de banco está mais do que na hora. 3
Luan: uma repetição de sua última atuação, contra o Americana: muito vigor físico, muito importante taticamente, ajudou demais a defesa; mas lá na frente, como atacante, necas. 5
Valdivia: além da evidente falta de ritmo, pareceu pouco à vontade no esquema tático. Vamos observar com muita atenção a evolução de sua readaptação ao time. 6
Kleber: teve a bola do jogo em seus pés por pelo menos duas vezes, mas falhou. O que sempre limpa sua barra é sua atitude. 5,5
Patrik: enquanto Valdivia esteve em campo, teve espaço e foi bastante agudo. Depois da saída do chileno, a marcação sobre ele se fechou, e ele sumiu. 6
Adriano: também teve uma bola para definir o jogo e se consagrar, mas não teve tranquilidade. 5,5
João Vítor: a instrução de Felipão, para que ele fechasse o meio para garantir o resultado, foi decepcionante. Ele não tem nada a ver com isso e obedeceu. S/N
Felipão: às vezes seu excesso de cautela tira os palmeirenses do sério. Mas isso vem no pacote Felipão e todo mundo estava cansado de saber disso. 4

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