Verdazzo!

Palmeiras 3×2 Atlético-MG

31 de julho de 2011 por @parmerista  
Postado em: Arbitragem, Jogos, Matérias, Verdazzo

Sob chuva fina, o Verdão venceu o Atlético-MG no Canindé, aproximou-se da liderança do campeonato, e agora seca os inimigos, que jogam no domingo. O time, sem Kleber, encontrou alguma dificuldade para furar a defesa do Atlético, que surpreendeu e veio com três zagueiros. A novidade foi a reintegração de Luan, e a dispensa de Wellington Paulista, liberado para o Grêmio. A negociação de Luan teve o desfecho na manhã do sábado – uma engatilhou a outra.

João Vítor fez o papel de Marcio Araújo. Com a entrada de Luan no time, Maikon Leite voltou para o lado direito, e Dinei fez o papel de Kleber. Felipão, ao contrário do que parecia, vai montando um esquema bastante rígido, sem alternativas táticas, tornando o time bastante previsível – o que preocupa para a sequência do campeonato, principalmente para a reta final.

Dorival Junior, por sua vez, surpreendeu ao escalar Lima como terceiro zagueiro, e Eron na lateral-esquerda. Cicinho teve bastante dificuldades no primeiro tempo, já que o garoto tendia a avançar bastante, e o Verdão demorou um pouco para acertar a marcação pelo setor. Lá na frente, Dinei continuava esbarrando em suas limitações naturais, e Valdivia tinha um certo espaço sobrando, que não era bem aproveitado.

O jogo deu uma balançada com os dois gols seguidos. O Verdão abriu o placar numa falta sofrida por Dinei pelo lado esquerdo, perto da lateral. Assunção tentou jogar na risca da pequena área, colocou força demais e acabou encobrindo o goleiro Giovanni, que falhou no lance. Um minuto depois, Luan errou um passe no meio e deu o contra-ataque para o Galo. Magno Alves recebeu e girou em cima de Cicinho, que foi ingênuo na jogada. A batida não foi muito forte, mas desviou e Mauricio Ramos e tirou Deola da jogada: 1×1.

Com o empate, o Atlético se retraiu, como que num vício de time pequeno que que vem para empatar. O Palmeiras cresceu, e articulou várias jogadas. Pelo menos três delas morreram nos pés de Maikon Leite, que entrou em campo calçando sapatilhas de balé, o que o fez escorregar e se estabacar pateticamente no chão em todos elas.

Cicinho e Valdivia cresceram bastante no jogo a partir da segunda metade do primeiro tempo. O lateral se apresentou mais ao ataque, e passou a cruzar bolas interessantes para a área do Galo, que renderam finalizações. O chileno, por sua vez, chamou o jogo para si, e não só articulou jogadas, tabelinhas e enfiadas de bola, como também arriscou jogadas individuais, finalizando para o gol. Ao final do primeiro tempo, o placar de 1×1 não era tão justo, embora o Atlético tenha tido uma excelente chance com Leonardo Silva, que aproveitou um cruzamento de Eron numa falta pela esquerda e cabeceou forte, para excelente defesa de Deola.

Sem alterações para o segundo tempo, o Verdão veio decidido a alcançar a vitória. Imprimindo um volume de jogo bastante alto, fez o segundo numa jogada de pressão: Marcos Assunção levantou para a área, a zaga rebateu mal, para o meio, e Luan chegou batendo de direita, forte, fazendo o segundo, aos 16 minutos. Aí vieram as mexidas: Maikon Leite, que voltou com travas altas, mas ainda de sapatilhas e ainda escorregando, foi sacado, para a entrada de Patrik. Embora ele tenha se posicionado aberto pela direita, sua tendência natural de se aproximar do meio deu mais agilidade a Valdivia, e foi o melhor momento do Verdão no jogo.

Dorival Junior mostrou que é um treinador de alto nível, ao fazer uma mexida tripla, e alterando o esquema para um 3-4-3, tirando Serginho, que não foi expulso pelo péssimo Sandro Meira Ricci num lance de segundo amarelo, e colocando Wesley, e trocando Jonatas Obina e Magno Alves por André e Neto Berola. Com um ataque veloz e descansado, o Atlético passou a ser muito perigoso, e o Palmeiras manteve o jogo sob controle ao segurar a posse da bola, sem rifar desnecessariamente. E assim chegou ao terceiro: belo passe de Gerley para Luan, que invadiu e cruzou, Valdivia foi travado na hora do chute, e a bola chegou em Patrik, que deu um toquinho sutil no canto de Giovanni, aos 34 minutos.

Parecia a definição do jogo, mas o Galo rapidamente deu o troco. E não é força de expressão: o maldito Neto Berola, numa corrida incrível, evitou a saída da bola pela linha de fundo, e no domínio já tirou Gerley, que ficou vendido da jogada. Com a bola pingando, apenas serviu a Wesley, que fechava pelo meio e cumprimentou de cabeça para o gol vazio, fazendo o Atlético voltar a ficar colado no placar.

O Verdão passou um certo sufoco no final, mas o Galo não teve forças para chegar ao empate. No final, o placar foi justo pelo que fizeram as duas equipes, e as cerca de dez mil pessoas que foram ao Canindé saíram satisfeitas do estádio, a não ser pela sucessão de odores a que foram submetidos: o vento que vinha da marginal trazia o cheiro podre do rio Tietê, que se misturava com a fumaça da churrascaria que fica entre o rio e o campo da Portuguesa. Calculem só o resultado.

O destaque negativo foi o árbitro Sando Meira Ricci, que conseguiu desagradar aos dois times. Dorival Junior reclamou bastante da arbitragem numa suposta falta no lance do segundo gol do Palmeiras. E Felipão foi expulso por reclamar, com razão, de diversas faltas não marcadas a favor do Palmeiras, e da não-expulsão de Serginho, num lance claro de cartão amarelo – seria o segundo. O Verdão chegou a 25 pontos, apenas 3 atrás do líder, que tem dois jogos a menos. A secação será forte na tarde deste domingo. Ao Atlético, resta lutar contra o rebaixamento. Com o reforço de André, a volta de Guilherme e o trabalho do ótimo Dorival Júnior, devem conseguir se manter na primeira divisão.

Atuações:

Deola: ótima defesa no primeiro tempo, numa cabeçada de Leonardo Silva. Não tinha o que fazer nos gols. 8,5
Cicinho: começou confuso, podia ter marcado melhor no lance do primeiro gol. Mas subiu bastante de produção na sequência. 7,5
Mauricio Ramos: vinha numa fase terrível, acobertada pelos gols marcados lá na frente. Desta vez, não marcou, mas como zagueiro (ora, vejam!) foi perfeito, partida memorável. 9
Thiago Heleno: partida discreta. Teve dificuldades quando o Atlético veio pra cima com três atacantes. 6,5
Gerley: continua mostrando personalidade. Marcou e apoiou bastante, correndo muito. No final, perdeu na velocidade para Neto Berola. Não dá para condenar. 7
João Vítor: jogou bem abaixo do que Marcio Araújo vinha mostrando. Mas também não comprometeu. 6
Marcos Assunção: parece numa fase física muito boa, aguentando o tranco e correndo o quanto precisa, aproveitando os atalhos do campo. Na bola parada, mais uma vez, decisivo. 8
Valdivia: demorou para aproveitar o espaço dado pelo Atlético, mas quando o fez, chegou a ter repentes geniais. Se voltar a fazer partidas inteiras como nesses momentos, estamos bem. 7,5
Luan: foi o personagem do jogo. Muito mal tecnicamente na maioria dos lances, mas participa demais do jogo. Entre tantos erros, acertos fundamentais para a vitória. 8
Maikon Leite: partida bisonha, marcada apenas por escorregões. 4
Dinei: só serviu para preencher os espaços e ocupar parte da defesa do Atlético. Pouco. 5
Patrik: entrou muito bem, dando mais dinamismo ao time e encurtando o toque de bola. Bem colocado, fez o gol que definiu o vitória do time. 8
Felipão: de repente deixa claro que o esquema nunca mais vai mudar, com jogadores fazendo sempre os mesmos papéis dos substituídos. Pode ser eficiente, mas quando o bicho pegar lá na frente, o time vai ficar manjado e previsível. 5

E-mail: conrado@verdazzo.com.br

 

Pré-jogo: Palmeiras x Atlético-MG

30 de julho de 2011 por @parmerista  
Postado em: Jogos, Matérias, Verdazzo

E lá vem mais um freguesaço. O Atlético é uma das maiores vítimas do Palmeiras em Campeonatos Brasileiros, e o jogo desta noite no Canindé tem tudo para aumentar as estatísticas. O Galo faz uma campanha muito fraca no campeonato, apesar de seu ótimo técnico, e o Verdão, mesmo desfalcado de Kleber e Marcio Araújo, deve fazer valer a superioridade e a boa adaptação ao estádio do Canindé.

Para o lugar de Marcio Araújo, Felipão já definiu Chico como substituto. E ao que tudo indica, Dinei entra no lugar de Kleber, mantendo o esquema maluco de usar Wellington Paulista como uma espécie de “Luan destro”. Enquanto isso, Patrik segue no banco. O provável time é Deola; Cicinho, Thiago Heleno, Maurício Ramos e Gerley; Chico, Marcos Assunção, Wellington Paulista e Valdivia; Maikon Leite e Dinei

Dorival Junior tem como desfalques os volantes Dudu Cearense e Toró. Gilberto e Richarlyson vão para o jogo. Seguem no banco Daniel Carvalho, Mancini e André, que deve entrar no segundo tempo. O time que vai a campo deve ser Geovanni; Patric, Rever, Leonardo Silva e Guilherme Santos; Serginho, Richarlyson, Gilberto e Caio; Magno Alves e Jônatas Obina. É um time muito fraco, muito abaixo das tradições do Galo, principalmente para quem já via futebol na década de 70. Não é à toa que o Dadá chora na TV.

O público esta noite no Canindé tende a ser muito bom, cerca de 15 mil pessoas, que devem ver uma ótima vitória do Verdão, apesar da teimosia de Felipão: Palmeiras 3×0 Galo, com gols de Dinei, Valdivia e Marcos Assunção.

E-mail: conrado@verdazzo.com.br

 

Figueirense 0×1 Palmeiras

28 de julho de 2011 por @parmerista  
Postado em: Arbitragem, Jogos, Matérias, Verdazzo

Numa partida camuflada pelos jogos cheios de gols na Vila Belmiro e no Couto Pereira, o Verdão venceu o Figueirense por 1×0, e quebrou duas escritas ao mesmo tempo: ao conseguir a primeira vitória fora de casa, foi também o primeiro time a bater o Figueirense no Scarpelli. O time se ressentiu mais uma vez de lucidez ofensiva, e o resultado, assim como no jogo passado, veio num detalhe. Com a vitória, o time subiu para o quarto lugar, e segue no comboio.

O gramado molhado atrapalhou muito as duas equipes no início do jogo. Mas o Verdão já teve uma chance logo com um minuto: Valdivia roubou a bola e esticou, Kleber saiu na cara de Wilson e tocou por baixo, mas o goleiro do Figueira foi muito feliz e desviou o suficiente para a bola sair. Com Wellington Paulista aberto pela direita, Maikon Leite pela esquerda, e Kleber fazendo um ponta-de-lança, Valdivia tinha muitas opções de jogada, e o domínio do Palmeiras era evidente. Até que numa falta batida pela esquerda, Mauricio Ramos cabeceou no pé da trave, e na volta Kleber dominou e fez o gol, mas o bandeirinha erradamente marcou impedimento.

Jorginho, percebendo a situação, atrasou a marcação do Figueirense, matando assim as tentativas de jogada de enfiada de bola do Palmeiras, e reequilibrando o jogo. O Palmeiras não se adaptou à falta de espaço entre a linha de defesa do Figueirense e a linha de fundo, quando deveria buscar mais os chutes de fora da área, e avançou perigosamente a linha de apoio, dando espaço para o contra-ataque do time da casa. Deola teve que se virar numa bola dividida com Aloisio.

O árbitro Alício Pena Junior é um dos piores, se não o pior, de todo o quadro que apita a Série A. Confuso, preguiçoso, não apitou o jogo. Parecia que estava lá de favor. E embora tenha prejudicado bastante o Palmeiras principalmente nas faltas sobre Kleber que deixou de marcar, podia ter mandado Thiago Heleno para o chuveiro ainda no primeiro tempo.

Felipão não mexeu no intervalo, esperando alguma atitude de Jorginho para então fazer algum movimento. O time da casa voltou com Elias, aquele que era do CAG nos 3×0 do Pacaembu, no lugar de Heber, e o time ficou com mais consistência na armação. Wellington Paulista fez o papel que normalmente é de Luan, só que do lado direito, cobrindo até as descidas do Cicinho – daí o posicionamento invertido de Maikon Leite, pela esquerda. Mas Wellington não tem nem de longe a força na arrancada que tem Luan, e seu desempenho mais uma vez ficou muito abaixo do desejado. Felipão não o escala como centroavante nem a pau, e o time ainda busca o melhor ajuste.

O jogo estava comendo solto, e Maikon Leite fez a jogada pela esquerda, tocando para Kleber e correndo para o meio. Kleber fez o breque e devolveu; Maikon Leite entrou driblando e tocou na saída de Wilson, mas a bola tocou a trave esquerda. Felipão então resolveu mexer no time, e tirou Valdivia para colocar João Vítor. Foi um desastre. O chileno não fazia lá uma grande partida, mas seu talento sempre dá a perspectiva de sair um lance genial a qualquer momento. A entrada de João Vítor emperrou o time, que passou a viver das bolas paradas.

Mesmo com a entrada de Luan no Wellington, Marcos Assunção passou a ser o personagem do jogo. Primeiro, bateu uma falta que obrigou Wilson a jogar para escanteio. Depois, com a bola rolando, arriscou um tiro de longe, e o goleiro mais uma vez defendeu com alguma dificuldade. Mas aos 37, numa falta pela lateral, não teve jeito: bola batida por Kid em cima de Wilson, que não conseguiu segurar; a bola espirrou, bateu na barriga de Mauricio Ramos que fechava, e foi para o gol.

Felipão colocou Chico no Maikon Leite, para fechar o time e resistir à pressão final. E foi um sufoco.Elias cobrou falta na área, Fernandes cabeceou de costas e a bola saiu raspando o pé da trave. Aloisio entrou driblando pela esquerda e cruzou, mas Fernandes chegou tarde e a bola passou. Mostrando nervosismo, o time rifou a bola várias vezes em vez de segurar perto da lateral e fazer o relógio passar. No final, deu tudo certo, e o Verdão trouxe os três pontos para casa, quebrando a já incômoda série de jogos sem vitórias fora de casa. Para o jogo contra o Atlético, sábado no Canindé, o time perdeu Marcio Araújo e Kleber com o terceiro cartão. Com as vitórias dos adversários diretos, a obrigação de vitória ficou maior ainda.

Atuações:

Deola: muito bem em todas as bolas que foi exigido. A condição do gramado valoriza mais ainda sua atuação. 9
Cicinho: deixou um buraco nas costas, mas nem assim conseguiu aparecer de forma consistente no apoio. 5,5
Mauricio Ramos: jogou muito mal, perdendo a maioria das disputas. Mas pela terceira vez no campeonato, deixa um gol, sendo o da vitória pela segunda vez. Ganha pontos. 7
Thiago Heleno: estava um tom acima do normal, chegando forte demais e contando com a complacência do árbitro. 6
Gerley: tradição no Verdão mantida: ótima partida para uma estreia. Não sentiu o peso da camisa, apoiou, marcou, com muita personalidade. Adeus Rivaldo? 7,5
Marcio Araujo: partida inferior à sua média habitual nos últimos meses, se perdendo na cobertura de Cicinho e eerrando muitos passes. 5,5
Marcos Assunção: chegou tarde na maioria dos lances, mas foi fundamental na parte final do jogo. 7,5
Valdivia: começou muito bem, mas seu jogo caiu quando o Figueirense mudou a marcação. Não estava bem, mas não era para ter sido substituído. 6
Wellington Paulista: nosso centroavante está cobrindo as descidas do lateral direito. Não há como ele jogar bem. 5
Maikon Leite: deslocado pela esquerda, era muito perigoso, embora não muito acionado. 7
Kleber: fez seu melhor jogo depois de sua volta, inclusive deixando o seu, mal anulado. Acabou levando o terceiro cartão no finalzinho. 7,5
João Vítor: com exceção de uma bola que conduziu pelo meio, mas bateu mal, não apareceu em campo. 5
Luan: tentativa de felipão de reorganizar o time, mas esbarrou na linha de marcação do Figueirense. 5
Chico: entrou só pra segurar a pressão final. Que desespero! S/N
Felipão: admito total incompetência para entender o que se passa na cabeça do mestre. Que fase. 3

E-mail: conrado@verdazzo.com.br

 

Shrek Neles!

28 de julho de 2011 por @cesarmorelli  
Postado em: Humor, Verdazzo


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Boa Mauricio Ramos, o Shrek Palmeirense! Ta resolvendo muito mais que o nosso camisa 9…

Pré-jogo: Figueirense x Palmeiras

27 de julho de 2011 por @parmerista  
Postado em: Jogos, Matérias, Verdazzo

Jogo duro em Florianópolis. Nesta quarta-feira, o Figueirense, ainda invicto no Orlando Scarpelli, recebe o Verdão, que ainda não venceu fora e não pode sequer pensar em outro resultado que não seja a vitória. Pelo retrospecto de ambos no campeonato, uma vitória do Palmeiras é bem pouco provável.

O Figueirense teve um ótimo início de campeonato, mas vem perdendo força nas últimas rodadas. Nos últimos cinco jogos, ganhou apenas dos reservas do Santos, no sufoco, e vem de três empates, sendo dois em casa. Para o jogo de logo mais, terá o desfalque de Bruno na lateral-direita, e Jorginho ainda não definiu se escala Pablo, recém-chegado do Cruzeiro, ou improvisa Coutinho. O time que deve ir a acampo é Wilson, Coutinho (Pablo), Roger Carvalho, Edson Silva e Juninho; Túlio, Ygor, Maicon e Fernandes; Rhayner e Aloísio.

Felipão terá os desfalques de Gabriel Silva, na maldita seleção sub-20 da CBF, de Marcos, que precisa de um refresco, e de Henrique, que ainda não estreou e busca o melhor condicionamento físico. Na terça, o time treinou com Gerley na lateral-esquerda, e Wellington Paulista na frente. O jogador pode substituir Luan, em processo de desligamento do clube, a não ser que a diretoria do Palmeiras consiga um acordo com o Toulouse, dono dos direitos federativos do jogador. O time que deverá ir a campo é Deola; Cicinho, Mauricio Ramos, Thiago Heleno e Gerley; Marcio Araujo, Marcos Assunção e Valdivia; Maikon Leite, Wellington Paulista (Luan) e Kleber. Caso Wellington realmente vá pro jogo, Kleber deverá, mais do que nunca, voltar para buscar jogo, encostando em Valdivia. A diferença para o jogo em Volta Redonda é que Maikon Leite terá outro atacante a seu lado para dividir a atenção dos zagueiros. Tende a funcionar melhor.

Pode ser difícil pelos resultados recentes, mas como retrospecto não entra em campo, a camisa e o elenco do Palmeiras têm plenas condições de chegar ao resultado. O Verdão se impõe e ganha por 2×0, com dois gols de Kleber, que precisa mostrar jogo após toda a novela que fez questão de protagonizar.

E-mail: conrado@verdazzo.com.br

Tartá, e dois Futebol Cards do Romerito

26 de julho de 2011 por @parmerista  
Postado em: Matérias, Verdazzo

A apresentação de Martinuccio no Fluminense deflagrou um processo que pode durar até dois anos. O jogador assinou um pré-contrato com o Palmeiras em maio, com salários acertados e validade de três anos. O Fluminense por algum motivo resolveu considerar o documento inválido, cobriu a proposta do Verdão e o jogador fechou com o time carioca.

A postura do jogador, orientado por um agente, é a mais condenável na história toda. Num meio onde a palavra não vale quase nada, e tudo é resolvido pelas assinaturas nos contratos, o meia argentino extrapolou e passou por cima do papel que ele mesmo assinou. Talvez ele devesse se preocupar com o valor de sua assinatura, já que não se preocupa com o de sua palavra. Mas isso é problema dele.

O Fluminense não está ferindo nenhuma regra formal. Não é errado tentar defender seus interesses através dos meios legais. Não sabemos se foi pelo parecer do agente argentino, ou se pelo seu próprio corpo jurídico – o fato é que ao considerar o pré-contrato inválido, o clube carioca não teve o menor interesse em preservar um bom relacionamento com o Palmeiras, e  por causa de um Martinuccio. Agora, tanto o clube quanto o jogador estão sujeitos a arcar com as punições previstas no código da FIFA: até 6 meses de suspensão para o jogador, e dois anos sem poder comprar jogadores para o Fluminense, além da multa prevista no pré-contrato: R$50 milhões.

O valor é desproporcional. É claro que o Palmeiras pode negociar esse montante e desistir da ação na FIFA, principalmente pela necessidade de reajustar o fluxo de caixa. Mas jamais poderá aceitar migalhas.

O caso de Thiago Neves foi resolvido desta forma em 2007. O Palmeiras firmou o pré-contrato com o jogador, que embolsou algumas parcelas adiantadas, mas antes de se apresentar no Palestra, recebeu uma proposta maior do Fluminense, e preferiu jogar no Rio. O Palmeiras estava bem documentado e poderia ir à FIFA, mas aceitou receber, além do que já tinha adiantado, uma quantia em dinheiro mais o jogador Lenny, tido como uma enorme promessa, como compensação. O negócio à época foi considerado bem resolvido – isso antes de Lenny se tornar o novo Pedrinho.

O melhor jogador do Fluminense hoje é nosso velho conhecido Diego Cavalieri – e goleiro não é exatamente nosso problema. Fred é um centroavante importante, mas tem frequentado demais o departamento médico dos cariocas, além de ter o salário muito alto. E vamos pensar: por que o Fluminense abriria mão do Fred pra ter Martinuccio? Não faz sentido. O atual elenco do Fluminense não tem nenhuma grande promessa que valha a pena apostar. Na verdade, depois de Lenny, o bom senso manda que a pendência, desta vez, seja quitada em dinheiro.

Rumores dizem que o Fluminense teria feito uma proposta de €700 mil para que o caso não fosse à FIFA, e o Palmeiras teria recusado. A informação é mais confiável do que a começou a circular hoje, de que o Palmeiras teria pedido €1,5 milhão mais 15% dos direitos econômicos do jogador – o que teria sido também recusado pelos cariocas. A verdade é que essa negociação vai além de uma mera compensação para o Palmeiras. Por mais que o caixa esteja precisando rápido de um reforço, a honra do clube está em jogo. Encerrar o caso por migalhas fará do Palmeiras uma piada nos bastidores do futebol. Seremos vistos como o time café com leite. Não pode.

O Dr. André Sica, advogado constituído do clube, declarou ontem na Rádio Antena Verde que a posição do Palmeiras neste momento é ir até as últimas conseqüências, ou seja, levar à FIFA, mesmo que leve dois anos para sair o veredito. É isso que esperamos. Mesmo que a indenização fique abaixo dos R$50 milhões previstos, desta vez não vamos aceitar qualquer Tartá mais dois Futebol Cards do Romerito, como disse meu amigo Luiz Mousinho.

O Fluminense, clube que precisou de nossa indispensável ajuda pra conseguir chegar ao título brasileiro ano passado, por causa do Martinuccio resolveu quebrar o bom relacionamento com o Palmeiras. Azar deles. O tempo dirá quem perdeu mais com essa manobra.

Quanto ao jogador, cairia bem no elenco do Palmeiras, e seria bem-vindo. Mas nem de longe é motivo para desespero. O Palmeiras segue sua vida, e ainda busca no mercado um reforço para o setor. O Fluminense ganha um bom jogador que pode custar muito mais caro do que acha que pagou. Principalmente porque praga de palmeirense, ultimamente, tem feito dezenas de vítimas.

E-mail: conrado@verdazzo.com.br

Fluminense 1×0 Palmeiras

24 de julho de 2011 por @parmerista  
Postado em: Arbitragem, Jogos, Matérias, Verdazzo

Em mais um jogo de muita marcação e muito mal conduzido pelo trio de arbitragem, o Verdão não teve forças para marcar gols, e acabou não resistindo no segundo tempo, ao tomar um gol do infame Marquinho, que acabou determinando o resultado do jogo. A defesa do Palmeiras começa a se mostrar insegura, principalmente pelo lado direito, e o ataque já há dois jogos não justifica a grande expectativa da torcida.

O Fluminense começou melhor, e logo no início Deco bateu uma falta na direção de Fred, que cabeceou firme, à queima-roupa, e obrigou Marcos a fazer uma defesa sensacional. Bem marcado, sem conseguir articular as jogadas com consciência, o time da casa ainda teve chances num chute de longe de Edinho, que Marcos desviou com a ponta do dedo, e numa improvável tabelinha onde Diguinho saiu na cara do gol mas não dominou. O Palmeiras deu o troco, com Maikon Leite conseguindo duas jogadas de velocidade e saindo de frente com Diego Cavalieri, mas as conclusões não foram boas. Conforme o tempo passava, o Palmeiras acalmava o ímpeto do adversário e pouco a pouco ia tomando conta do jogo.

O campo de jogo, além de parecer muito curto, estava em péssimas condições, indigno para um jogo entre profissionais, com placas inteiras de algo que lembrava grama se descolando do chão a todo momento. Além de prejudicar o toque de bola dos dois times, foi ruim para a estratégia palmeirense, de explorar a velocidade de Maikon Leite e eventualmente de Luan, que já tem dificuldades num campo perfeito, quanto mais num pasto como o de Volta Redonda. Kleber jogou mais perto de Valdivia do que de seu parceiro de ataque, o que também explica o baixo aproveitamento de nosso setor ofensivo. Já o Fluminense tinha em Deco seu melhor jogador, mas Fred estava enfiado no meio de nossos dois zagueiros, isolado, e não tinha a aproximação de Marquinhos nem de Souza. Aí a explicação do primeiro tempo ter sido tão travado.

Para o segundo tempo, Abel voltou com Ciro no lugar de Souza, empurrando o time para cima do Verdão. Com mais um atacante para atrair a atenção da zaga, Fred ganhou mais espaço, e teve três chances: na primeira, logo a 15 segundos, o cruzamento estava em sua direção, mas Marcio Araújo desviou; na segunda, tentou fazer o gol dando um sem-pulo cheio de estilo, mas bateu mal; e na terceira estava com a jogada para si mas não teve arranque para chegar antes de Marcos, que saiu em seus pés.

Assim como no primeiro tempo, o Palmeiras foi acalmando o jogo, e voltou a assumir o controle das ações. Abel então mandou Rafael Sóbis a campo, tirando Deco, e deixando o time com apenas o fraco Marquinho na armação, e três atacantes. Era hora do Verdão tomar conta de vez do meio-campo. O time começou a ocupar mais o campo do Fluminense, quando houve o lance capital do jogo: Valdivia sofreu falta clara de Edinho na meia-lua, e seria o seu segundo cartão amarelo. Heber Roberto Lopes mandou seguir. Pouco depois, num cruzamento da esquerda de Carlinhos, Marquinho entrou livre e fez o gol, mas o bandeira anulou erradamente.

Cria de nossa base como lateral-esquerdo, Marquinho é um jogador arrogante que não joga nem 10% do que acha, e foi dispensado do Palmeiras em 2007 quando deu chilique exigindo aumento de salário. O erro do bandeirinha foi um enorme alívio, que compensava o erro anterior de Heber – mas o alívio durou pouco, e cinco minutos depois Marquinho abriu para Mariano na direita e correu para área; nossa defesa só assistiu e o cruzamento veio na medida para o meia do Fluminense, que testou forte para o gol. Marcos ainda espalmou, mas a bola morreu no cantinho, ao lado da trave. Tomar gol do Fluminense dá muita raiva, e desse Marquinho, então, dá muito mais.

Felipão tentou ocupar melhor o meio-de-campo colocando Patrik no Maikon Leite, mas o jogo não era para toque de bola nem para jogadas pelo chão. A melhor opção do Palmeiras seria pelas faltas laterais, mas Heber só marcava as faltas distantes, frontais, e deixava a barreira do Fluminense andar em todas. A sensação de impotência do time era agravada pela canalhice do árbitro. Felipão então tirou Valdivia, que voltou ainda em primeira marcha, e colocou Dinei pra ver se saía alguma coisa num bololô. Mas como, se o Palmeiras não conseguia nem colocar a bola na área? No final, o 1×0 foi merecido para o Fluminense, que conseguiu aproveitar sua chance num jogo que, estava claro, seria decidido nos detalhes.

O Verdão caiu uma posição na tabela, e ocupa o quinto lugar. Menos mal que o Cruzeiro venceu no Pacaembu e a distância para o líder permanece a mesma. Outros concorrentes diretos também tropeçaram, e em casa, contra times fracos. O resultado em Volta Redonda foi péssimo, mas é fato que dano na rodada poderia ter sido muito maior. O próximo compromisso será na quarta, em Florianópolis, contra o Figueirense, e Felipão terá apenas dois dias para adaptar o time à presença de Valdivia, Maikon Leite e Kleber, um trio tem um potencial enorme, mas que precisa de entrosamento.

Atuações:

Marcos: duas grandes defesas no primeiro tempo. Talvez há dez ou doze anos pegasse a cabeçada do gol. 9
Cicinho: confuso no ataque e péssimo na marcação. 3
Mauricio Ramos: já havia amarelado para Ronaldinho na quarta, e hoje Fred o fez borrar o calção. Os dois gols de Marquinho foram em cima dele. Ainda bem que Henrique chegou. ZERO
Thiago Heleno: apesar de bem mais jovem que seu parceiro, encarou Fred e não deu mole. Foi um dos poucos que se salvou. 6,5.
Rivaldo: com ritmo de jogo já é complicado, sem ritmo nem dá pra comentar. 5
Marcio Araujo: incansável, se desdobrou para anular a armação do Fluminense, principalmente quando havia três meias para ele e para o Kid. 7,5
Marcos Assunção: fez o que pôde ao lado de Marcio Araújo, e não teve a ajuda de Heber para manter as barreiras na distância certa. 6
Valdivia: desentrosado, abusou das jogadas individuais, tentando vários chutes de fora, nenhum forte, nem na direção do gol. 5
Luan: era uma das opções de ataque interessantes para o desenho do jogo, mas parou em sua limitação e também no estado do gramado, desfavorável a seu estilo de conduzir a bola. 5
Maikon Leite: mesmo isolado e pouco acionado, foi o jogador mais perigoso do time. Errou nas execuções. 6
Kleber: apesar da luta, tecnicamente vai deixando a desejar, não sendo nem de longe merecedor do aumento que reivindicou e que tanta confusão causou. 4
Patrik: entrou para dar mais consistência ao meio-campo, mas esbarrou nas substituições de Abel, que fechou o outro lado e não deu brechas. 5
Dinei: entrou no desespero. Para nosso desespero. S/N
Felipão: quando os detalhes favoreceram Abel, ficou vendido. Tentou o que seria possível, mas foi facilmente neutralizado. Vai ter bastante trabalho para reorganizar o ataque e o lado direito da defesa. 4,5

E-mail: conrado@verdazzo.com.br

Pré-jogo: Fluminense x Palmeiras

23 de julho de 2011 por @parmerista  
Postado em: Jogos, Matérias, Verdazzo

Pela décima-primeira rodada do Brasileirão, o Verdão vai a Volta Redonda enfrentar o Fluminense. Ao contrário do que tenta promover a imprensa, o Fluminense não é inimigo do Palmeiras por causa do caso Martinuccio. É uma polêmica barata, baseada em pareceres jurídicos. O Palmeiras fez o que tinha que fazer, e o Fluminense fez o que achou que estava em seu direito. A batalha fora de campo terá desdobramentos, e o Verdão vem sendo bem representado. A nós, basta aguardar.

A grande atração da partida será a volta de Valdivia, de volta após 84 dias – o chileno se recuperou de uma contusão muscular e depois serviu a sua seleção pela Copa América. Gerley, recém-chegado do Caxias, pode estrear no lugar de Gabriel Silva, que voltou para a seleção sub-20 da CBF. Felipão deve mandar a campo Marcos; Cicinho, Mauricio Ramos, Thiago Heleno e Gerley (Rivaldo); Marcio Araújo, Marcos Assunção, Luan e Valdivia; Kleber e Maikon Leite.

O Fluminense terá a volta de Fred, que volta da Copa América, mas tem os desfalques de Leandro Euzébio e Julio César. Abel Braga ainda vai pegando o jeito do time, que vem de duas derrotas no campeonato, para o Flamengo e para o Coritiba, e a dúvida é entre promover a estreia de Rafael Sóbis, manter Ciro, ou reforçar o meio com Marquinho. A provável escalação: Diego Cavalieri, Mariano, Gum, Marcio Rosário e Carlinho; Edinho, Diguinho, Souza e Deco; Ciro (Rafael Sóbis ou Marquinho) e Fred.

A entrada de Valdivia deve dar muito mais liberdade a Kleber, que sem o parceiro precisava se preocupar em voltar para buscar jogo. Edinho deve colar no chileno, e será um duelo interessante. Vai sobrar espaço para Luan, vamos aguardar. Num estádio que não deve receber um grande público – até porque a torcida do Fluminense praticamente não existe – o Verdão deve impor seu melhor momento e vencer o jogo por 2×1, com gols de Luan e Cicinho.

E-mail: conrado@verdazzo.com.br

Palmeiras 0×0 Flamengo

21 de julho de 2011 por @parmerista  
Postado em: Arbitragem, Jogos, Matérias, Verdazzo

Ficou para o segundo turno. Apesar da presença maciça da torcida, cheia de sangue nos olhos, o Palmeiras não teve forças para abrir a defesa do Flamengo e ficou no empate sem gols. O resultado é muito ruim, e o time começa a se distanciar da liderança. É preciso reagir imediatamente, antes que a missão fique impossível.

A postura das equipes desde o início foi muito cautelosa. Pilhados pelos acontecimentos extra-campo, os jogadores entraram com uma preocupação enorme em primeiro não deixar jogar, para depois entrar resolver algo lá na frente na base do talento. E o Flamengo foi mais bem-sucedido nessa tática nos primeiros vinte minutos. Enquanto o Palmeiras não conseguia articular uma jogada sequer por nenhum setor, o Flamengo, com Thiago Neves e Ronaldinho bem abertos conseguiam ao menos chegar perto da área. Numa dessas Thiago Neves armou um chute cruzado, da lateral da área, que Marcos espalmou sem dificuldades. No mais, nossa defesa levou vantagem nítida. Intuitivamente, a percepção é que nesse período a posse de bola ficou muito mais para eles.

Aos poucos o Palmeiras foi equilibrando as ações, à medida que Maikon Leite passou a ser mais acionado. Ainda sem qualquer entrosamento com Kleber, e com menos ajuda de Cicinho que gostaria, nosso ponteiro fez o possível por seu setor, com bastante velocidade, mas errando bastante nos passes. Na jogada mais aguda do jogo, ele foi pra cima do marcador e cruzou rasteiro para Luan que fechava na segunda trave, mas não alcançou. A segunda metade do primeiro tempo acabou sendo toda do Palmeiras, que ainda teve chances nas bolas paradas, com Marcos Assunção e Thiago Heleno.

Felipão tentou deixar o time mais solto no segundo tempo, reposicionando os volantes para que Gabriel Silva auxiliasse Luan pelo lado esquerdo, e o lateral quase deixou o seu num belo chute de fora, com a perna direita. Thiago Neves, nitidamente cansado, parou de incomodar e nosso lado esquerdo realmente cresceu, embora não conseguisse dar sequência nas jogadas. Patrik não tinha um meia como referência para servir de apoio, e acabou fazendo uma partida abaixo da crítica. Em seu lugar, Felipão colocou Tinga – pior não ia ficar.

A falta de um armador também sobrecarregou Kleber, que jogou com a disposição de sempre, encerrando – pelo menos até dezembro – a novela mais chata de 2011. Felipão então colocou Dinei no Maikon Leite, exausto, e aí que Kleber teve que voltar mesmo para buscar a bola. Mas o time não encaixou as jogadas, e teve que se contentar com dois chutinhos bem meia -boca de fora da área, um de Tinga, outro de Marcio Araújo. O Flamengo também viveu apenas de conclusões de fora, duas de Ronaldinho, sendo uma de falta que fez Marcos trabalhar.

No final, o lance que justificou, pelo menos em parte, toda a expectativa pelo jogo: num suposto lance em que o tal do fair-play deveria ter sido observado – pelo menos na opinião dos flamenguistas, Kleber arrancou com a bola surpreendendo a defesa, mas concluiu mal, para fora. Imediatamente formou-se o bolo, mas infelizmente não tivemos nem um mísero safanão. OK, uma briga poderia desfalcar seriamente o time nas próximas rodadas e não teria sido uma boa para o Verdão, mas que eles estavam merecendo, estavam.

O árbitro Leandro Vuaden deixou de marcar um pênalti em Kleber ainda no primeiro tempo. Como sempre, deixou o jogo correr, para os dois lados, e não teria influenciado no resultado do jogo não fosse o penal não marcado. No final, o 0×0 ficou bem adequado para a proposta dos dois times. Um resultado muito decepcionante, principalmente pela expectativa que cercou a partida.

O Verdão agora vai ao Rio enfrentar os bambis-RJ, e mesmo uma vitória não necessariamente significa que recuperaremos os pontos perdidos esta noite. Pagamos pela incapacidade de nos livrarmos da marcação do Flamengo, pela falta de um meia como Valdivia, e pela má partida de quase todo o time. Se ainda tivermos alguma aspiração em relação ao título, a hora de engatar uma boa sequência de vitórias é agora.

Atuações:

Marcos: não trabalhou muito, apenas duas defesas muito fáceis para alguém com sua categoria. 7,5
Cicinho: ficou preso pela presenção de Ronaldinho, aberto por seu setor. Travou um bom duelo, sem amarelar. 6,5
Mauricio Ramos: uma saída de bola que deu calafrios no Pacaembu, e no resto foi OK. 6
Thiago Heleno: como sempre, jogando o feijão com arroz, mostrando muita eficiência. De quebra, uma bela cobrança de falta. 7,5
Gabriel Silva: fez um péssimo primeiro tempo, com um aproveitamento muito baixo nos passes. Melhorou um pouco no segundo tempo. 5,5
Marcio Araujo: preocupado com Renato Abreu no primeiro tempo, desceu mais no segundo e até arriscou um tiro de fora. 6,5
Marcos Assunção: parecia com o pé calibrado, mas não teve a colaboração dos companheiros – nem do juiz – para ter mais faltas à disposição. Formou a parede de proteção sem sustos. 6,5
Patrik: ressentiu-se de um meia para orbitar. Sem a referência de um camisa dez, seu futebol cai muito. 4
Luan: bem marcado por Leo Moura, destacou-se no fim do segundo tempo, quando passou mal, vomitou em campo, mas interrompeu a golfada quando a bola veio em sua direção. 6,5
Maikon Leite: correu como um maluco, conseguiu uma ou duas jogadas que tiveram sequência, mas na maioria das vezes ficou preso. Já os vimos jogar bem melhor. 7
Kleber: voltou a ser o Gladiador de sempre, como se nada tivesse acontecido. Não brilhou, mas de forma alguma ficou abaixo da média dos companheiros. 7
Tinga: quando entrou no Patrik, a única certeza era que pior não ficaria. Não ficou. O que não quer dizer que melhorou. 5
Dinei: entrou na parte final do jogo, tentando aproveitar jogadas de bola parada, que quase não aconteceram. S/N
Felipão: o tanto que foi bem na defesa, deixou a desejar na frente. Mas os joadores também não ajudaram. 6

E-mail: conrado@verdazzo.com.br

Pré-jogo: Palmeiras x Flamengo

19 de julho de 2011 por @parmerista  
Postado em: Jogos, Matérias, Verdazzo

A tabela do Brasileirão tem toques de bom-humor: marcou confrontos contra Flamengo e Fluminense em seguida. Um está, outro esteve em rota de colisão com o Verdão na disputa pelos passes de jogadores importantes, ambos à carioca: na malandragem. O Rio de Janeiro continua lindo, os cariocas são gente muito boa, e a cartolada não se emenda.

O Flamengo está atravessado. Além da postura da presidente Patricia Amorim no caso Kleber, figuram no time da Gávea Ronaldinho Gaúcho, Thiago Neves, David Braz, Felipe, Renato Abreu… a fina flor da sociedade. Admito que estou sonhando com esse jogo há mais de dois meses. Junior Baiano disse uma vez às vésperas de um jogo importante de Libertadores: “vou morder a língua no vestiário pra entrar no jogo com gosto de sangue na boca”. Tô nessa vibe.

Felipão ainda não poderá contar com Valdivia, que se apresenta hoje, terça, ao clube, nem com Henrique, ainda em processo de adaptação. Mas Kleber deve jogar, e finalmente veremos em campo a esperada parceria entre ele e Maikon Leite. Gabriel Silva foi liberado pela Seleção sub-20, e o time que deve ir a campo é Marcos; Cicinho, Mauricio Ramos, Thiago Heleno e Gabriel Silva; Marcio Araújo, Marcos Assunção, Patrik e Luan; Maikon Leite e Kleber.

O Flamengo não tem problemas importantes e Luxemburgo deverá mandar a campo Felipe; Léo Moura, Welinton, Ronaldo Angelim e Junior Cesar; Airton, Willians, Renato Abreu e Thiago Neves; Ronaldinho e Deivid. Uma das principais armas dos cariocas é a bola parada, e conta com três bons batedores. Willians é um dos melhores volantes em atividade no país e Felipão, mais do que nunca, deve evitar o setor, forçando pelas extremas até para segurar Léo Moura e Junior Cesar, que adoram apoiar. O time do Flamengo é forte, mas o time do Palmeiras encaixa bem pra jogar contra.

Não podemos admitir menos que 30 mil pagantes no Pacaembu. É guerra. Temos que fazer a diferença gritando, cantando e apoiando o tempo todo, e seguir no comboio com os líderes do campeonato. Imagino uma noite memorável: Palmeiras 4×1 Flamengo, lembrando 1979.

E-mail: conrado@verdazzo.com.br

Brasil só observa balanço do Paraguai

17 de julho de 2011 por @cesarmorelli  
Postado em: Humor, Verdazzo


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E bambizada… aprende como é que se faz!

A América não é para MANO. #CORINTIANOU

17 de julho de 2011 por @cesarmorelli  
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Tevez já havia dado o aviso na eliminação da Argentina.

É Copa AMÉRICA e não Copa PAULISTA! Time com um corintiano no comando não poderia ir longe mesmo.

Pato, Ganso e a Calopsita Neymar ainda vai… mas Gambá e Burro não dá! Tanto jogagor pra mandar bater penalty foi escolher bem quem: André Santos.

Senta lá, Mano.

SIN TENER NADA! Argentina corintianou na Copa América 2011

16 de julho de 2011 por @cesarmorelli  
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E a profecia se cumpriu mais uma vez: a AMÉRICA não é para GAMBÁ!

#CHUPATEVEZ

Babado no SPFW: Adilson Batista assumiu!

16 de julho de 2011 por @cesarmorelli  
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Agora amigos, olhem só a forma como ele comemorou uma vitória pelo Cruzeiro… imaginem agora… treinando o SPFW… como será que vai fazer hein? HAUahuahuahuah !!!

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