Atlético-MG 2×1 Palmeiras
31 de outubro de 2011 por @parmerista
Postado em: Jogos, Verdazzo
Pela terceira vez seguida, o Palmeiras perdeu por 2×1, desta vez para o Atlético-MG. Jogando o mesmo futebol medíocre que caracterizou todo o segundo turno, com erros de passe, de posicionamento, cobertura, a derrota deste domingo teve um ingrediente a mais: nunca foi tão escancarada a falta de comprometimento de parte dos jogadores para com o grupo. Felipão, por vezes, foi filmado em close, nos piores momentos do time em campo, e a expressão era de quem estava fazendo um exame de próstata.
Mais uma vez o time foi escalado com novidades: Thiago Heleno recuperou a posição, deixando Henrique no banco; Rivaldo foi o escolhido para atuar pela esquerda, provavelmente pensando em aumentar o poder de marcação sobre Neto Berola; Tinga entrou no meio-campo no lugar de Maikon Leite, e assim o time ficou armado num 4-5-1, com Valdivia à frente de uma linha de quatro volantes, e Fernandão mais adiantado. A ideia era fazer com que Tinga e Luan fossem opções de ataque pelos flancos, recompondo o meio quando perdesse a posse de bola. Na teoria, legal. O problema é a capacidade de execução desses inúteis.
Valdivia, que foi convocado para a seleção do Chile e que perderia os dois jogos seguintes ao do Coritiba, estava pendurado. Era fundamental que ele evitasse ao máximo levar um cartão amarelo neste jogo, para assim forçar o terceiro em Barueri, e cumprir a suspensão no jogo em que desfalcaria o time de qualquer forma. Mas logo aos 14 minutos, numa reclamação estúpida, desnecessária, num lance no meio do campo, acabou sendo advertido – e suspenso. Com um salário milionário, vai desfalcar o Palmeiras por mais três jogos seguidos.
A qualidade do passe mais uma vez foi uma lástima. É inacreditável o quanto esses caras erram passe. Diante de uma defesa bastante frágil, era só caprichar, que seria bastante fácil chegar na cara do gol. E foi o que aconteceu no único lance digno de nota feito pelo time no jogo todo: Valdivia achou um passe espetacular para Luan, por trás da zaga; mesmo se atrapalhando, ele conseguiu servir Fernandão, que teve todo o tempo do mundo para dominar, ajeitar, mas na hora de fazer o gol, falhou miseravelmente, batendo em cima de Renan Ribeiro.
A punição veio logo em seguida: Bernard alçou a bola em direção a Neto Berola, entre os zagueiros do Palmeiras; o ponta matou no peito, colocou na frente, e tocou na saída de Deola. Simples. Minutos antes, Berola já havia obrigado Deola a operar um milagre, ao disparar uma bomba que nosso goleiro espalmou para a trave. O Atlético tinha mais volume, nem tanto por méritos próprios, mas pela falta de interesse de quase todos os jogadores. Os poucos que se mantiveram correndo e disputando bolas foram Rivaldo, Luan e Fernandão. O resto parecia que não estava nem aí.
O time continuou sem pegada no segundo tempo, e Felipão começou as mexidas. Primeiro, Vinicius no Fernandão. Não deu tempo nem de respirar, e o Atlético fez o segundo, enquanto mais duas substituições eram preparadas. Depois de um erro de passe bizarro de Luan, ótima troca de passes do Galo, André deu o último toque com o calcanhar, deixando Felipe Soutto livre, na cara de Deola, e ele só escolheu o canto. Na sequência, entraram Maikon Leite e João Vítor, no Tinga e no Marcio Araújo.
Logo depois das mexidas, com 2 a 0 no lombo, Mauricio Ramos fez deliberadamente uma falta por trás em Daniel Carvalho, para ser expulso. Não há nenhuma dúvida de que ele quis o vermelho, no que foi prontamente atendido. Cinco minutos depois, numa jogada sem maiores consequências no meio de campo, Valdivia pegou pesado numa disputa com Pierre, levou o segundo amarelo e também foi para o chuveiro. Foi nítida a fala de Felipão, focalizado naquele momento: “Falta vergonha” – resta saber se referiu-se ao árbitro ou ao chileno.
Curiosamente, mesmo com nove, o Palmeiras teve seus melhores momentos nos quinze minutos finais – claro, ajudado pelo relaxamento do Atlético, que viu-se com o jogo ganho. O Palmeiras rearrumou a defesa, com Chico fazendo o zagueiro; dois volantes (João Vítor e Luan), e Maikon Leite e Vinicius atirados à frente. E mesmo assim, acabou achando um gol, em jogada de Maikon Leite pela esquerda, que cruzou na cabeça de Luan, que ganhou a disputa com Pierre. E na sequência, o Palmeiras teve três ou quatro escanteios em que poderia ter empatado o jogo – o que seria absolutamente insólito.
Desta vez ficou nítido que os caras estão de sacanagem. A melhora do time após a expulsão de Valdivia foi tão emblemática quanto surpreendente. Por outro lado, a expulsão de Mauricio Ramos, os erros de passe de dois metros, a falta de deslocamento, todos foram sinais claros de puxada de tapete. Ainda não está claro quem é o alvo, se Valdivia ou Felipão. De qualquer forma, é inadmissível. Isso só acontece num grupo sem comando, numa nau sem rumo. Tirone e Frizzo estão completamente perdidos.
Com exceção do Atlético, todos os nossos rivais na fuga do rebaixamento também perderam seus jogos. Assim, o Palmeiras segue a nove pontos da degola, a seis jogos do fim do martírio. Com dezoito pontos em jogo, mesmo perdendo tudo, o Palmeiras só cai se o Ceará, por exemplo, subir seu aproveitamento para 50% nas rodadas finais – o que parece bem pouco provável. É possível que mesmo com 41 pontos o time escape. Mesmo assim, a perspectiva de fechar o campeonato com uma sequência de nove derrotas, com apenas uma vitória no returno, é pavorosa.
E pior que isso, é saber que podemos ser o time que, na última partida, dará os últimos pontos necessários ao SCCP para que ganhe o campeonato. Com o agravante de ainda correr o risco de ser rebaixado, num Pacaembu com 95% de inimigos. O que será que Tirone e Frizzo vão fazer para reverter essa tendência?
Atuações:
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Deola: salvou-se. Fez várias defesas importantes e nada a fazer nos gols, ambos cara-a-cara. Talvez o Marcos pegasse, mas Marcos é Marcos. 8 |
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Cicinho: uma de suas piores partidas no ano. Tomou um baile do tal de Bernard, que parece que tem 15 anos. 2 |
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Mauricio Ramos: a jogada de sua expulsão é suficiente para afastamento sumário. ZERO |
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Thiago Heleno: não está nem aí com nada, só espera seu contrato vencer para mudar de time. 1,5 |
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Rivaldo: correu, tentou. Mesmo destoando positivamente da maioria quanto à vontade, faz tanta besteira com a bola que não dá pra aliviar. 3 |
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Chico: contaminado pela lerdeza e pela falta de atitude. 2,5 |
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Marcio Araújo: a sugestão recebida pelo Twitter é perfeita: deviam amarrar o cara no vestiário com um bilhete dizendo "Não aceitamos devolução". ZERO |
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Tinga: um dos jogadores mais irritantes que já vestiram a camisa do Palmeiras em toda a História. ZERO |
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Luan: descobriram o problema do Luan: apesar de canhoto, ele tem dois pés direitos. Notem: o gol foi de cabeça. 4 |
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Valdivia: autor da jogada mais genial da partida. Mesmo assim, sua atitude é imperdoável. Deve seguir o mesmo caminho de seu amigão J30. ZERO |
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Fernandão: esforçado, mesmo sendo o único atacante, também voltava para marcar. Mas o gol que perdeu foi decisivo para a derrota. 1,5 |
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Vinicius: brincou de homem-invisível nos 30 minutos que esteve em campo. ZERO |
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Maikon Leite: um dos poucos que se salvou. Entrou e fez o que se espera de um atacante de velocidade. 6 |
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João Vítor: não foi capaz de agredir o Atlético-MG. 3,5 |
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Felipão: sua escalação foi bastante questionável. As mexidas poderiam até funcionar, mas o gol e as expulsões acabaram com tudo. 3 |
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
O início do Paulistão de 1993 e a chegada de Edmundo ao Palmeiras
30 de outubro de 2011 por @parmerista
Postado em: História, Verdazzo
Por Thell de Castro*
Depois de fechar o contrato de co-gestão com a Parmalat e passar a nadar em dinheiro para grandes contratações, o Palmeiras montou um super time em 1993 e iniciou o ano como favorito para as competições que disputaria. Mas ainda tinha que uma desconfiança da mídia, em virtude de que, nem sempre, o que é um esquadrão no papel, vira um campeão em campo.
Após falar em nomes como Taffarel e Renato Gaúcho, entre outros, o Palmeiras contratou a revelação Edmundo, do Vasco, e nomes como Antônio Carlos, Roberto Carlos e Edilson.
A Folha de S. Paulo de 24 de janeiro de 1993 trouxe um guia sobre o Campeonato Paulista de 1993. Vamos retratar aqui como time do Palmeiras foi visto para a competição e também alguns dias após a estreia.

A primeira matéria é “Desafio às superpotências marca início do Paulistão”. No subtítulo: “São Paulo mantém time campeão do mundo e Palmeiras investe US$ 5,2 mi; Corinthians enfrente o Bragantino no principal jogo do primeiro domingo”.
De cara, o Campeonato Paulista de 93 parece ser um segundo round da luta entre as duas superpotências do futebol brasileiro, o São Paulo e o Palmeiras. O primeiro, vencedor do primeiro round, em 92, manteve a equipe campeã do mundo e sonha com um título inédito: o tricampeonato paulista. O segundo, vice em 92, quer a vingança e armou um megatime de US$ 7 milhões, US$ 5,2 mi só em 93.
Diante de São Paulo e Palmeiras, com seus 14 jogadores de seleção e um punhado de promessas, os outros 28 times surgem como os índios de um faroeste. (…) Só por São Paulo e Palmeiras, esta edição tem tudo para ser a melhor em anos; mas há o ‘plus’ do desafio aos coadjuvantes. Se estes resolverem lutar pelo Oscar, será um evento seguramente antológico.
Na mesma edição especial, na página 2, um acontecimento histórico para nós. A nota, sem grande destaque, é “Edmundo quer um troféu”.

O meia Edmundo, ex-Vasco, na sala de troféus do Palmeiras (foto), onde se apresentou ontem [sábado, 23 de janeiro de 1993], às 13h30. Edmundo disse que o trabalho da Parmalat “deixa o time mais forte e deve deixar o São Paulo mais preocupado”.
Repare que, naquela época, ninguém falava muito em Corinthians e Santos. Os gambás estavam em uma fase ruim depois do Brasileiro de 1990; os lambaris, então, viviam uma draga desde os anos 1980. O grande adversário era o bambi. Mas, como sabemos, a final daquele ano foi entre Palmeiras e Corinthians. Melhor, impossível.
Em “Telê mantém time; Otacílio vai montar nova equipe”, o duelo tático de Palmeiras e São Paulo.
Os técnicos dos grandes clubes da Capital travam, a partir de hoje, uma batalha tática. Telê Santana, do São Paulo, Otacílio Gonçalves, do Palmeiras, e Nelsinho, do Corinthians, enfrentam desafios diversos. (…)
Otacílio Gonçalves segue por um terreno mais desconhecido. Com o time reforçado por seis contratações, o técnico terá a missão de montar a equipe com diversas estrelas que atuam na mesma função. Disposto a tirar Mazinho da lateral e escalá-lo no meio campo, Otacílio terá que acertar a função tática de Edílson, Zinho, Edmundo e César Sampaio. Devem ir para a reserva Jean Carlo e Daniel.
O desafio do técnico palmeirense é conseguir o entrosamento ideal para que Evair não fique sozinho na frente. As melhores alternativas são as descidas pelas pontas de Zinho e Edmundo.
Na página 05, uma matéria somente para os investimentos palmeirenses: “Parmalat investe para enfrentar São Paulo”.

Entre os vários objetivos traçados pela Parmalat para este ano, um se destaca: a conquista do campeonato paulista pelo Palmeiras. Para atingir o objetivo, o time tem como principal rival o São Paulo, campeão paulista, sul-americano e mundial interclubes.
A equipe investiu cerca de US$ 5,2 milhões nesta temporada em contratações. Somados aos US$ 1,8 milhão injetado no ano passado, a Parmalat gastou o que pretendia investir na contratação de Diego Maradona. Enquanto o título não é conquistado, a empresa apresentou um crescimento de 20% nas vendas, depois de assinar o acordo com o Palmeiras.
“O São Paulo compete contra uma grande empresa”, analisou o presidente do clube, José Eduardo Mesquita Pimenta. (…) No final do ano passado, antes de o Palmeiras perder o título para o São Paulo, a Parmalat acertou a contratação do zagueiro Antônio Carlos, do Albacete espanhol, por US$ 1,5 milhão, e o lateral esquerdo Roberto Carlos, do União São João, por US$ 500 mil.
Enquanto o São Paulo acertava a permanência de Raí por mais seis meses, a Parmalat investia em mais contratações. Depois de dois insucessos (Ricardo Rocha e Gerônimo), a empresa partiu para mais uma contratação de impacto: o meia Edmundo, do Vasco.
Com a demora do acerto, a Parmalat acertou outros três negócios. Contratou por empréstimo os pontas Marquinhos e Naná, do Andradina, por US$ 30 mil cada, e o meia Edílson, do Guarani, por US$ 1,3 milhão. Edmundo foi oficialmente contratado na sexta passada, por US$ 1,85 milhão. “Com ele, paramos durante um tempo de fazer negócios”, disse José Carlos Brunoro, diretor de esportes da empresa.
Edmundo é o sexto jogador da equipe que faz parte das convocações da seleção brasileira – os outros são Antônio Carlos, Roberto Carlos, César Sampaio, Evair e Zinho.
Confira o perfil do Palmeiras publicado na última página do caderno de esportes daquele domingo:

Na segunda, dia 25 de janeiro de 1993, além da derrota gambá na estreia para o Bragantino por 1 a 0, a Folha destacava na capa do caderno de esportes a contratação de Edmundo.

O meia Edmundo, 21, apresentou-se ao Palmeiras decidido a impressionar. (…) O jogador despertou também a maior recepção entre os novos contratados: cerca de 100 pessoas esperaram por ele na tarde de sábado.
Inicialmente impressionado, Edmundo logo tentou desfazer dois conceitos que acompanham sua carreira: a fama de jogador temperamental e uma certa arrogância ao seu declarar sempre vencedor em todo time em que joga. Mas, à medida em que procurava derrubar a fama, Edmundo só conseguiu fortelecê-la, para alegria dos torcedores que o cercavam.
Destaque para a resposta para a pergunta “você acredita que o Palmeiras já consegue atingir o mesmo nível técnico do São Paulo?”: “É difícil ainda dizer isso. Na teoria, sim. Boa parte da seleção brasileira está agora no Palmeiras e no São Paulo. (…) Mas sei que vamos chegar na frente do São Paulo nesse ano. A equipe é excelente e já podemos nos preocupar com a comemoração na avenida Paulista”. Dito e feito!
Na quarta, dia 27 de janeiro, o Palmeiras estrearia contra o Marília, às 20h30, no Palestra Itália.
O time não decepcionou. Para 27.516 pagantes, com renda de Cr$ 1.506.465.000,00, e Edmundo Lima Filho como árbitro, o time saiu perdendo, mas buscou a virada ainda no primeiro tempo e venceu por 2 a 1 jogando com Veloso, João Luís (Maurílio), Antônio Carlos, Edinho Baiano e Roberto Carlos; César Sampaio, Mazinho, Edmundo (Jean Carlo) e Zinho; Edílson e Evair. O Marília perdeu com Júlio César; Amauri, Miranda (que foi expulso aos quatro minutos do primeiro tempo), Cavalcanti e Ailton; Tozin, Edilson, Guilherme e Nei (Cássio); Catatau e Vladimir (Paulo César), técnico José Carlos Serrão. Catatau fez aos 2 minutos, enquanto Evair marcou aos 23 e César Sampaio fez o segundo aos 26.
Dessa forma, iniciamos nossa trajetória vitoriosa no Campeonato Paulista de 1993, que culminou no jogo de 12 de junho, quando vencemos o Corinthians por 4 a 0 e fomos campeões após 16 anos sem conquistas.
Que esses bons tempos voltem o mais rapidamente possível. E a torcida – como na última segunda – está fazendo a sua parte para que isso aconteça. Esperamos que a diretoria, o técnico e o time também façam as suas.

* Thell de Castro é jornalista e publica todos os domingos uma coluna contando algum trecho da História do Palmeiras.
Pré-jogo: Atlético-MG x Palmeiras
30 de outubro de 2011 por @parmerista
Postado em: Jogos, Verdazzo
Pela 32ª rodada do Brasileirão, o Verdão vai a Sete Lagoas enfrentar o Atlético-MG, em busca dos pontos que faltam para ter um final de ano sem sobressaltos. Sem qualquer aspiração, além de fechar a conta do rebaixamento, a única coisa que resta ao palmeirense para 2011 é secar os rivais. Deprimente.
O Galo vem no embalo da ótima vitória sobre o Fluminense no Engenhão e animadíssimo pela possibilidade de ultrapassar o Cruzeiro na classificação, e assim deixar o rival às portas da zona de rebaixamento. Cuca já fez até promessa caso o time ganhe o jogo, e confirma que Pierre, um dos maiores destaques do time, está confirmado entre os relacionados, apesar da multa de R$200 mil que o time terá que pagar ao Palmeiras caso escale o atleta. O provável time que vai a campo na Arena do Jacaré é Renan Ribeiro; Carlos César, Réver, Leonardo Silva e Triguinho; Pierre (Dudu Cearense), Filipe Soutto, Daniel Carvalho e Bernard; André e Neto Berola. O maldito Neto Berola.
O Palmeiras não deve contar com Ricardo Bueno, por não considerar que vale a pena desembolsar uma multa tão alta para tê-lo no jogo. Ao contrário, a diretoria preferiu aplicar um alto valor reforçando o bicho dos atletas que forem para o jogo. Além do atacante, Felipão também não vai contar com Marcos e Kid Assunção, e o provável time é Deola; Cicinho, Mauricio Ramos, Henrique e Gabriel Silva; Chico, Marcio Araújo, Valdivia e Luan; Maikon Leite e Fernandão.
Mais de 17 mil ingressos foram vendidos antecipadamente e a Arena do Jacaré deve ficar completamente lotada. Resta saber se o gordo bicho prometido aos atletas vai motivá-los a fazer uma partida ao menos digna. Infelizmente o futebol que os jogadores têm mostrado não inspira qualquer confiança, e a expectativa realista é de mais uma derrota. Para tentar praticar um pouco o otimismo, vamos cravar um empate: 1×1 em Sete Lagoas, com gol de Luan.
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
Rádio Fanfulla – especial
28 de outubro de 2011 por @parmerista
Postado em: Política, Verdazzo
Ontem foi gravada uma edição especial do programa Rádio Fanfulla. Como de costume, apresentei o programa, que teve como convidados Pepe Reale e conselheiros Renato Recchi e Toninho Blanes. Juntos, fizemos um relato de tudo o que aconteceu nos bastidores da histórica reunião do Conselho Deliberativo, na segunda-feira.
Vale a pena ouvir todo o programa, para entender um pouco melhor todo o processo e ficar por dentro dos próximos passos. O programa Rádio Fanfulla vai ao ar, ao vivo, todas as quintas-feiras, a partir das 21h na Web Rádio Antena Verde, com a participação dos ouvintes, através do Twitter @fanfulla_sep.
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E-mail: conrado@verdazzo.com.br
Juvenal descobriu o que precisa
27 de outubro de 2011 por @parmerista
Postado em: Humor, Verdazzo
Nosso presidente é um banana. Arnaldo Tirone não se faz presente quando é necessário, e por isso nunca toma nenhuma atitude. Ele nunca tem a menor ideia do que deve ser feito.
Já no SPFC, clube modelo do universo, ocorre o contrário. O presidente Juvenal Juvêncio não só é extremamente participativo, como já descobriu o que falta ao SPFC para deslanchar na reta final do ano.

E-mail: conrado@verdazzo.com.br
O futuro, nas mãos de Felipão
27 de outubro de 2011 por @parmerista
Postado em: Verdazzo
Felipão tem duas missões até o fim deste ano: livrar o time do rebaixamento e fazer o planejamento para 2012. Ao contrário do que propalam os amigos repórteres, embora “os bastidores indiquem”, Scolari não deve pular o muro – trata-se apenas de espuma. O burburinho, iniciado pela jornalista Sonia Racy, ganhou força com a chegada de Leão ao SPFC. De longe o mais odiado pelos jornalistas, nosso ex-goleiro vai enfrentar todo o tipo de terrorismo, já que seu contrato vai só até o fim do ano. O tal “apalavramento” de Felipão com o SPFC é apenas parte disso.
Para este ano, há pouco a se fazer – e também pouco a conquistar. As previsões matemáticas indicam que a conta para ficar livre do rebaixamento é de 44 pontos. Com os atuais 41, alcançaremos o objetivo com uma vitória, uma mísera vitória em sete jogos. O que seria simples à primeira vista, no entanto, parece o Himalaia, dado o estado lamentável em que se encontra o moral de nosso elenco.
Felipão tenta melhorar a condição de nossos laterais, tanto na marcação quanto no apoio. Chegou a fazer treinos específicos com esses atletas durante a semana. Não parece que vai surtir efeito. Parte do nosso problema é de ordem técnica, mas o principal é o que se passa na cabeça de todos os atletas, não só dos laterais. Sem perspectivas, não sabem se continuam no time para 2012 ou se saem. Muitos deles até preferem sair – por isso mesmo, estão pouco se lixando com o futuro do Palmeiras. O resultado é a postura apática em campo, o chamado “time sem alma”, que nos mata de desgosto a cada vez que entra em campo. Sempre é bom lembrar, a responsabilidade disso é de todos, em ordem crescente: torcida, jogadores, comissão técnica, diretoria e presidente. Não é o caso de, mais uma vez, esmiuçarmos as causas dos problemas.
Para evitar a queda, por mais absurdo que possa parecer temer não conquistar três pontos em 21 por disputar, é preciso um plano emergencial. A tabela não é fácil. O primeiro desafio é o Atlético-MG, fora. O time está embalando, animado pelos últimos resultados, por ter deixado a zona do rebaixamento e por ter ultrapassado seu rival na classificação. Em seguida, o Coritiba, em Barueri; Grêmio, fora; Vasco, em casa; Bahia, fora; e os dois clássicos contra SPFC e SCCP para encerrar a temporada. Os próprios atletas, ao olhar essa tabela, devem desanimar mais ainda.
A forma de fazer esses jogadores se motivarem para cumprirem suas obrigações não passa por sensibilizá-los a honrar a camisa do Palmeiras, nem por fazê-los imaginar um 2012 melhor no clube, nem por jogarem pelo treinador ou pela torcida. Nada disso parece que fará efeito. A única coisa que vai uni-los em torno de escalar o Himalaia é dinheiro. Uma boa escala de premiações, por menos que eles mereçam. Eles devem ser estimulados com grana não só para alcançar os três míseros pontos, mas também para atrapalhar os planos dos nossos dois últimos adversários. Evitar que o SPFC se classifique para a Libertadores, e principalmente evitar que o SCCP ganhe o campeonato amenizaria bastante as frustrações do ano, faria as festas de fim de ano dos palmeirenses bem menos amargas. Se não dá para ter alegrias com o próprio time, pelo menos vamos evitar que os inimigos as tenham.
Para o ano que vem, Felipão já disse ter entregue à diretoria uma lista com seis nomes, dos quais ele espera pelo menos quatro. O diretor de marketing Rubens Reis, em evento nas Faculdades Trevisan, anunciou de forma brilhante que o clube tem dinheiro para trazer “qualquer jogador”. Rubinho deve ter se referido aos R$80 milhões que devem entrar no início do ano, vindos da Globo. O diretor se esquece, no entanto, que não é só o Palmeiras que terá essa injeção de recursos – todos os times da Série A verão seus cofres reforçados, o que só vai inflacionar o mercado. A corrida por bons jogadores envolverá todo mundo, não será fácil.
É difícil crer que quatro jogadores resolvam os problemas em nosso elenco. Por mais que haja férias programadas, e que os atletas teoricamente tendam a voltar em 2012 com a cabeça arejada e as baterias renovadas, os ranços cultivados em 2011 devem ser um forte empecilho para que eles rendam no ano que vem. O ideal seria fazer uma lista de quatro a seis nomes de confiança para serem preservados, e negociar todo o resto do elenco – e torcer para que Felipão fosse mais feliz desta vez na escolha dos jogadores. Na prática, isso parece pouco provável.
De qualquer forma, o treinador deve também aproveitar as férias para pensar em todos os erros que cometeu, desde a indicação equivocada de atletas, passando pela escalação em posições erradas, pelas declarações dúbias que causaram desconfiança nos atletas e pela inabilidade em contornar as insatisfações destes, tanto pela montagem tática do time quanto por essas declarações. Felipão é um semideus, mas não está imune a erros, e ele os cometeu em profusão em 2011. E deveria ter sido mais cobrado por isso por seus superiores.
Demiti-lo ainda me parece fora de questão, por vários motivos. Primeiro, porque a multa é alta. Segundo, porque ele não é caro – a maior parte de seu alto salário é bancada por patrocinadores, a parte que cabe ao Palmeiras é igual ou menor ao que recebe um Celso Roth da vida; e terceiro porque ainda se pode confiar mais no que Felipão, apesar de seu 2011 terrível, pode fazer, do que apostar nos nomes que o mercado tem a oferecer. Vejam que o SPFC apelou para Leão, e acreditem, o que tem disponível era daí para baixo.
Ainda estão disponíveis o Picerni, o Estevam…
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
Repercussão
25 de outubro de 2011 por @parmerista
Postado em: Imprensa, Verdazzo
Os grandes portais se renderam à força da manifestação de ontem. Confira abaixo reportagens feita pelo Globo Esporte e Lance!, e também alguns links para a cobertura:
Palmeiras 1×0 buraco
25 de outubro de 2011 por @parmerista
Postado em: Política, Verdazzo
E o Verdão voltou a vencer. Não foi de goleada – nem tinha como ser – mas foi muito significativo. Na verdade, o Palmeiras quebrou um tabu hoje: venceu pela primeira vez em muitos anos seu maior inimigo, jogando com vários a menos.
Em jogo, o empacotamento de duas propostas antagônicas: as eleições diretas e o comitê gestor. Ao colocar as duas no mesmo bolo, a estratégia de Mustafá Contursi, Piraci de Oliveira & friends era de anular a força da eleição direta, tornando o presidente do clube uma figura decorativa, de direito – atualmente , isso ocorre apenas de fato.
Nossa torcida mobilizou-se através da internet, e começou chegar a partir das 17h30. Pouco depois das 18, conforme previsto, uma chuva torrencial caiu sobre a Zona Oeste da capital paulista – não o suficiente para afugentar os torcedores que, com megafones, já entoavam palavras de ordem pelas diretas e contra o comitê gestor. Os conselheiros iam chegando em seus carros, e iam sendo devidamente hostilizados pelos torcedores – no limite da civilidade: muitos xingamentos, mas sem qualquer ato de violência, nenhum chute em carro, nenhum objeto arremessado. E se tivesse, o pau ia comer, pois aproximadamente 30 policiais estavam se mostrando com bastante vontade de que um tumulto começasse para distribuir pancada. Pelo menos era o que parecia.
A torcida não parava de chegar, mesmo com alguns precisando ir embora cedo. E às 20 horas chegou um caminhão de som, valorosamente cedido pelo primeiro heroi que precisa ser mencionado: o torcedor Rodrigo Fraccari. Depois de bastante argumentação com a PM, que estava disposta a não deixar o equipamento ser ligado mesmo com os ofícios de autorização dos órgãos competentes sendo apresentados – e com a ajuda fundamental do conselheiro Guilherme Gomes Pereira, o equipamento foi liberado para uso e o barulho aumentou.
Gritos de ordem vindos da torcida, mostrando toda a indignação, mais a locução dos torcedores no caminhão, que fez um barulho respeitável, serviram de combustível para os conselheiros progressistas que estavam dentro da sessão, da mesma forma que funcionaram como agente intimidador para os reacionários.
O presidente do Conselho, José Ângelo Vergamini, tentou de todas as formas empacotar as duas propostas, no que foi duramente rechaçado por um batalhão de conselheiros torcedores. Renato Recchi chegou a apontar o dedo para Vergamini e chamou-o de mentiroso. Os conselheiros Vicente Criscio, Ricardo Galassi e José Corona fizeram pronunciamentos inflamados contra o golpe. O grupo de oposição deixou claro que se o pacote fosse oficializado, estaria sendo configurada uma desobediência ao estatuto, e que tinham elementos suficientes para impugnar a sessão. O conselheiro Gilberto Cipullo foi o último a falar, e fez o arremate, dando o golpe de misericórdia. A situação não teve o que fazer a não ser recuar – e desistiram do pacote.
Há cinco ou seis anos, isso seria impensável. A oposição a Mustafá, composta por cerca de 30 conselheiros, que “cabia numa Kombi”, segundo o próprio, sempre acabava se curvando às suas artimanhas, por não ter musculatura política. Pois hoje são mais de 80, e dentre esses, dezenas de vigorosos integrantes da torcida de arquibancada, que já são resultado de uma campanha de conscentização e de estímulo à associação de palmeirenses ao clube. Foram esses conselheiros com sangue nos olhos que reforçaram o pessoal da Kombi, e empurrados por uma multidão molhada pela chuva, não permitiram que, dessa vez, o golpe se consumasse.
Os relatos dos nossos conselheiros, à saida da reunião, eram carregados de empolgação. Entre outras frases, pode se citar que “eles agora estão vendo que as coisas estão diferentes“; “eles estão assustados“; “a força que veio de fora foi algo fora do comum“, “tinha velhinho se borrando de medo lá dentro“. Entre outras. Isto é sensacional.
O comportamento dos mais de 600 torcedores, no pico de presença, foi exemplar. Em nenhum momento houve qualquer agressão ou tumulto. Mas o espírito era tenso, de cobrança extrema, exatamente no limite entre a indignação e a brutalidade; na conta certa. Os policiais, sempre tensos, sempre prontos a iniciar o confronto. Mas quando a notícia de que as propostas não seriam colocadas em votação juntas chegou à calçada da Marquês de São Vicente, a festa explodiu. Uma sensação de vitória indescritível, com muitos cantos e abraços. Um passo muito saboroso em direção ao resgate do clube.
Na prática, o que o recuo da situação significa? Que a hecatombe não vai se concretizar. Evitou-se que a coisa piorasse. Mas melhorar mesmo, ainda não melhorou nada. Porque as diretas continuam precisando ser votadas pelo Conselho, e isso continua dependendo do senhor José Ângelo Vergamini colocar a mãozinha na gaveta. Aliás, o senhor Vergamini, quando chegou à Academia, depois de driblar os oficiais de justiça por muito tempo, foi finalmente citado e agora tem 15 dias para responder ao juiz por que não coloca a proposta das diretas em votação. Vai dar uma desculpa qualquer. Mesmo assim, pressão nele!
Tivemos uma vitória expressiva, mas foi apenas mais um passo. Tudo começou com a criação da página das Diretas no Facebook. O movimento foi crescendo, e era criticado por quem não enxergava no que uma página no Facebook podia ajudar o Palmeiras. Pois quando ela ultrapassou os 2 mil membros, foi lançada a campanha pela manifestação. Alguns desdenharam, primeiro por achar que não haveria mais de 25 manifestantes (Folha de S.Paulo), outros por achar que uma manifestação pacífica seria inútil. Pois não foi, e cerca de pelo menos oitocentas pessoas – considerando que muita gente precisou ir embora antes que outras tantas chegassem – mostraram a força da nossa torcida para aqueles conselheiros, que realmente sentiram o golpe.
Eles não são fáceis de se vencer assim, e certamente preparam outras investidas. Mas agora nós já sabemos o caminho. Manifestações como esta, agora, vão ocorrer sempre. A pressão vai aumentar, cada vez mais. E quanto pior o time jogar em campo, maior vai ser a força desta torcida.
O próximo movimento é em direção ao senhor Vergamini, para que abra a maldita gaveta e coloque na pauta as eleições diretas. Ganhamos essa por 1 a 0. Mas muitas outras ainda virão pela frente. Acompanhe pelo Facebook: http://facebook.com/diretas.palmeiras.
Parabéns a toda a torcida do Palmeiras. É um enorme orgulho fazer parte disto tudo.
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
Leão na floresta encantada
24 de outubro de 2011 por @parmerista
Postado em: Humor, Verdazzo

E-mail: conrado@verdazzo.com.br
Pré-jogo: Palmeiras x buraco
24 de outubro de 2011 por @parmerista
Postado em: Política, Verdazzo
Hoje, a partir das 18h30, em frente à Academia de Futebol (Av. Marquês de São Vicente, 2650), será dado o pontapé inicial na longa batalha entre a torcida do Palmeiras e os conselheiros retrógrados, que insistem na subserviência a Mustafá Contursi e levam o Palmeiras cada vez mais para dentro do buraco.
O Palmeiras é muito grande e ainda não cabe no buraco que estão cavando. Só permanece grande porque a torcida se mantém firme. E esta noite dará uma grande demonstração de força.
Os conselheiros que se reunirão hoje na Academia para discutir propostas de reforma estatutária têm que estar cientes que não estão falando sobre seus quintais. Parece ridículo, mas é o que se passa na cabeça da maioria deles. Parecem desprezar as consequências terríveis para milhões de pessoas dessa política de cabresto a que se submetem.
Nada vai mudar de hoje para amanhã, é bom que todos saibam – mesmo porque, a reunião de hoje não vai deliberar nada. Mas é o primeiro passo. Na manifestação pacífica desta noite, os conselheiros que vão discutir as propostas saberão que haverá uma resistência por parte da torcida, e que nas próximas reuniões, se o caminho que se desenhar for o do buraco, que haverá mais gente ainda, cada vez mais revoltada com o destino que estão dando ao Palmeiras.
Se por algum motivo a manifestação de hoje não se mostrar forte, nada vai mudar de hoje para amanhã, nem nada vai mudar nunca. Temos que dar o primeiro passo, e é hoje!
Dicas:
- Os momentos mais importantes são a chegada e a saída dos conselheiros – respectivamente, por volta das 19h e 23h. Se você não puder chegar à Academia até as 19h, não há problema, sua presença no momento da saída também é muito importante.
- Embora o time mereça que se proteste contra os últimos desempenhos, o foco é no golpe do conselho gestor. Não vamos dispersar as energias.
- É possível que haja gente infiltrada na manifestação com o intuito de causar tumultos, e assim desvalorizar o movimento frente a imprensa, que deve comparecer em bom número para registrar o ato. Leve seu celular e/ou câmera, e registre TODA cena de exaltação que você testemunhar, para que os envolvidos sejam identificados e denunciados.
- Leve um lanche e água na mochila para se alimentar. A noite não será curta.
- O estacionamento na Marquês de São Vicente só é liberado pela CET a partir das 20h, portanto, procure ruas próximas para estacionar.
- Para quem vai pelo transporte público, a melhor opção é pegar o metrô, descer na Estação Barra Funda, e caminhar por 20 minutos, conforme o mapa abaixo (clique na imagem para ampliar). Caso prefira encurtar a caminhada, pegue o ônibus na Rua José de Oliveira Coutinho (Cohab Antártica – linha 117Y-10), que percorrerá o mesmo caminho e pára na porta da Academia.
- Siga o Twitter @DiretasJaSEP, e curta a página do Facebook Diretas Já no Palmeiras para se manter sempre informado sobre as últimas novidades do movimento.
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A ‘quase’ venda de Marcos para o Arsenal em 2003
23 de outubro de 2011 por @parmerista
Postado em: História, Verdazzo
Por Thell de Castro*
A situação não é boa agora (temos uma excelente chance de protestar pacificamente nesta segunda), mas, pode crer, era crítica em 2003. O Palmeiras disputaria a segunda divisão do Campeonato Brasileiro, Mustafá Contursi era o presidente, o time levou uma surra do Vitória em casa na Copa do Brasil, entre outros vexames.
Para desespero da torcida palmeirense, no dia 22 de janeiro de 2003, a Folha trouxe na capa do caderno de esportes, em letras garrafais: “Por US$ 4 mi, Palmeiras cede Marcos ao Arsenal”, anunciando a venda do santo ao time inglês.

Trechos da matéria:
O goleiro Marcos embarcou ontem para Londres para acertar sua transferência por 2,5 milhões de libras (US$ 4 milhões) para o Arsenal, time que conta com outro pentacampeão, Gilberto Silva.
Com a venda do palmeirense e o meia Kleberson ouvindo várias propostas do exterior, o Brasil deve ficar na temporada de 2003 sem nenhum dos titulares do time vencedor da Copa de 2002.
As carreiras dos dois atletas ganharam projeção graças ao técnico Luiz Felipe Scolari. Desde o meio de 2001, Marcos assumiu o gol da seleção sonhando com a ida para o futebol europeu.
A negociação, porém, só veio agora, após a desastrosa campanha do Palmeiras no Brasileiro 2002 – acabou rebaixado.
Essa informação não escapou à imprensa britânica. “Depois da impressionante atuação na Copa do Mundo, Marcos sofreu um retrocesso com o descenso do seu time, o Palmeiras”, descreveu o serviço on-line da rede BBC.
Oficialmente, o Arsenal não comenta o caso. Por seu lado, o Palmeiras divulgou um comunicado dizendo que o jogador foi liberado para viajar e negociar com “um clube inglês” e “com a condição de retorno para São Paulo até no máximo sexta-feira”.
Marcos vai ficar dois dias em Londres conversando com os dirigentes do Arsenal para acertar um contrato de quatro anos. Ele quer se apresentar de vez no segundo semestre. Porém o clube, que tem dois goleiros reservas contundidos, quer o jogador lá.
“Preciso de um tempo para arrumar minhas coisas e me acertar com meus apis e meu filho”, argumenta. Sua mãe, Dona Antônia, já aceita trocar a pacata Oriente (cidade natal de Marcos, a 465 km a noroeste de São Paulo) por Londres. “Vou e depois convenço meu marido a ir também, afinal, Londres não é o fim do mundo”.
O goleiro de 29 anos quer se despedir do time jogando o Paulista, a Copa do Brasil e o Brasileiro.
Depois terá a missão de substituir David Seaman, titular do gol do Arsenal e da seleção inglesa. Mesmo com a pretensão do goleiro de 39 anos de jogar mais uma temporada, todos dão como certa sua aposentadoria no meio do ano.
A Copa foi o cartão de visita de Marcos, mas para Seaman foi o calvário, após levar um frango no gol de Ronaldinho que eliminou a Inglaterra nas quartas-de-final. Parte da imprensa, e também da torcida, pediu retiro imediato. Mas como o Arsenal faz boa campanha (é líder no Nacional e de seu grupo na Copa dos Campeões), Seaman seguiu como titular do atual campeão inglês. (…)
Revelado no Palmeiras, Marcos começou como reserva de Velloso e se firmou no time titular no fim de 1998. Seu maior feito foi a conquista da Taça Libertadores 99, defendendo pênaltis, o que lhe valeu o apelido de “São Marcos”.
O jogador tinha contrato até julho de 2004 com o Palmeiras, mas sua transferência deve lhe render US$ 400 mil (10% da transação).
O temor palmeirense é que Marcos repita agora o que fez no fim de 2002, quando chegou a pedir para não jogar e depois se contundiu – atualmente, está lesionado. A venda de Marcos foi anunciada um dia após a saída oficial do lateral Arce.
Na mesma página da matéria, uma curiosidade daquelas que o Palmeiras é campeão em gerar: o time anunciou a contratação do atacante Carlos Castro, 32 anos, que jogava no Necaxa, do México. “O clube informou que o colombiano foi indicado pelo técnico Jair Picerni”, dizia o texto.
Na mesma Folha do dia seguinte, ao contrário da manchete arrebatadora em letras garrafais, uma pequena nota dizia que existia um impasse na contratação do goleiro.

Marcos não deve cumprir a promessa de se reapresentar na sexta-feira ao Palmeiras. Segundo seu empresário, Claudio Guadagno, ainda há um impasse para a assinatura. O goleiro visitou instalações do clube e conversou com dirigentes. A imprensa inglesa saudou sua ida. “Seaman treme com Marcos voando para Londres” foi a manchete do diário londrino Guardian.
No dia 24 de janeiro, nova reportagem do jornal, na capa do caderno de esportes, mas sem o mesmo destaque da manchete principal de dois dias atrás. “Marcos é esperado no Palmeiras, mas não pelo técnico do Arsenal”.
O goleiro Marcos, titular da seleção na Copa, é esperado hoje no Palmeiras, e não no Arsenal. A negociação do jogador com o clube inglês não foi definida. O técnico do Arsenal, Arsene Wenger, disse em entrevista ao site oficial do time que Marcos é só uma opção e que nada está acertado. (…)
Quando saiu do Brasil, o ídolo palmeirense planejava defender o time do Parque Antarctica até o meio do ano, juntando-se ao Arsenal apenas em junho. O valor da transação entre os clubes seria, na verdade, um pouco inferior a US$ 4 milhões (US$ 3,8 milhões), mas esse não seria o problema. A questão é que o Arsenal não está certo da aquisição do goleiro do penta – quer um jogador que possa atuar desde já e por muito tempo no clube. (…)
Marcos, que não joga há quase três meses, já admite se apresentar agora ao clube londrino. (…) Quando Marcos embarcou, a negociação parecia certa. O empresário Cláudio Guadagno, o ex-diretor palmeirense Marcos Bagatella e o executivo Dick Law viajaram com ele para a Inglaterra.
No sábado, dia 25, véspera da estreia do time no Paulistão contra o Mogi Mirim, a Folha destacou na terceira página do caderno de esportes: “Marcos fica no Brasil até o meio do ano”.

“Saí daqui jogador do Palmeiras e voltei jogador do Palmeiras”. Marcos está de volta mesmo ao time do Parque Antarctica. O goleiro se apresentou ontem ao clube após a sua viagem de negócios à Inglaterra, onde planejava acertar contrato com o Arsenal, treinou com os seus companheiros em uma tarde chuvosa e disse em uma coletiva que fica pelo menos até o meio do ano no Palmeiras.
“Acho que todo jogador de linha pensa em se destacar e ir para a Europa. Goleiro quase não tem mercado lá. Então nem pensava em me transferir. Fui pego de surpresa com tudo isso. Tenho muita coisa para resolver aqui e não teria como ir agora”, disse Marcos, sobre a negociação frustrada.
Após essa reportagem, o burburinho diminuiu e foi sumindo da mídia. No dia 1º de fevereiro, uma pequena nota no jornal disse que Marcos ainda estaria negociando com o time inglês, que havia contratado o goleiro francês Warmuz, de 32 anos.
Para sorte do torcedor palmeirense, Marcos ficou. Foi um dos líderes do time na Série B, ganhou o Paulista de 2008 e passou por tudo que aconteceu nos últimos anos sem arranhar sua imagem de ídolo, como uns e outros conseguiram derrubar em poucas semanas.
Teve problemas, lesões, ficou fora de muitos jogos, vimos ainda Sérgio, Diego Cavalieri, Bruno e Deola jogarem em seu lugar, mas o santo continua no elenco, pelo menos até o final do ano, se salvando em meio a vários jogadores que, nitidamente, não têm comprometimento com o clube.
Como o Conrado já citou em vários posts, é uma pena vê-lo se despedir do futebol nessa situação atual do Palmeiras. Mas, quem sabe, ele resolva nos presentear com um mais ano de atividade, mesmo que jogue pouco.
Enorme azar do Arsenal e grande sorte nossa que você ficou. Obrigado, São Marcos, por tudo que fez por nós até hoje.

* Thell de Castro é jornalista e publica todos os domingos uma coluna contando algum trecho da História do Palmeiras.
Palmeiras 1×2 Figueirense
22 de outubro de 2011 por @parmerista
Postado em: Jogos, Verdazzo
Em mais uma partida lamentável, o Palmeiras ratificou que é um time sem alma, e perdeu do Figueirense por 2×1 no Canindé, e com isso ficou a apenas dez pontos da zona do rebaixamento, com uma partida a mais. Nem na década de oitenta vimos um time com uma atitude tão derrotada em campo. Temos ainda sete jogos pela frente, e nenhuma perspectiva de vencer qualquer um deles. Precisamos garantir três empates, o mais rápido possível, para chegar aos 44 pontos e não temermos o rebaixamento. Se chegarmos aos dois últimos jogos, contra SPFC e SCCP, precisando do resultado para não cair… não quero nem imaginar…
O meia Elias, do Figueirense, deu uma entrevista ao final do jogo. Perguntado sobre qual seria o segredo do Figueirense para estar fazendo uma campanha tão “boa” – para os padrões do Figueirense – ele respondeu que o grupo está bastante coeso e focado, e que o ambiente de trabalho é favorável. Notem que ele não enalteceu nenhum jogador em específico, ou o esquema tático. Apenas boas condições de trabalho.
Não teria cabimento fazer comparações entre a capacidade técnica dos dois elencos. O ambiente deteriorado do Palmeiras é que faz com que os jogadores não consigam jogar futebol, um esporte coletivo. Com a bola nos pés, ninguém se desmarca – não por preguiça ou por desinteresse, mas por medo e intranquilidade. E quando o adversário ataca, nossa defesa não se posiciona como se tivesse obrigação de roubar a bola do inimigo, ou impedi-lo de fazer o gol. Limitam-se a cercar – e mal.
Os dois gols do Figueirense foram assim. No primeiro, Wellington Nem recebeu uma bola esticada pela direita, e teve espaço para chegar até a área, já que Gabriel Silva não estava na jogada. Henrique o acompanhou enquanto ele foi entrando na área, ele levou para o fundo e cortou para o meio em cima de nosso zagueiro ‘de Seleção’; mesmo com pouco ângulo, acertou uma bomba na forquilha. No segundo, quando o Palmeiras jogava melhor em busca do empate, Wellington Nem jogou para a área onde Julio Cesar era o único jogador no meio de três palmeirenses, mas mesmo assim ele achou o espaço para escorar com força para as redes.
Vemos os jogadores saindo cansados de campo; luta não falta. Mas o Palmeiras não é uma equipe de futebol. São onze em campo sem um propósito, sem objetivo, sem tesão de jogar bola. E estão com o salário em dia. A deficiência na liderança é flagrante. E tudo começou com o episódio Kleber, nunca podemos nos esquecer disso. A atitude do jogador e seu empresário, mais a incapacidade da diretoria e do treinador de colocar ordem na casa, incluindo as investidas de aproveitadores sanguessugas, foram os ingredientes desse coquetel explosivo. Ou implosivo. O Palmeiras implodiu.
Estamos em outubro, e o planejamento para o ano que vem já deveria ter começado, mas não se tem notícia de absolutamente nada nesse sentido. O futuro não parece negro apenas para as sete últimas partidas do ano, mas para todo o ano que vem. Se escaparmos do rebaixamento este ano, nada indica que teremos sucesso em 2012, já somos o candidato mais forte ao descenso. E enquanto isso, nossos caciques tentam perpertar um golpe no futebol, tirando o comando do diretor para dá-lo a um comitê em que um diretor vai se esconder atrás do outro enquanto os vexames vão se sucedendo.
Precisamos dar o soco na mesa. Só nos resta fazer todo o barulho possível na próxima segunda-feira, em frente à Academia de Futebol, exigindo a votação da reforma estatutária em favor das eleições diretas, em separado do tal comitê, e não no mesmo pacote. Teremos um sério desfalque – a principal organizada, que de forma incompreensível, mesmo depois de abertos vários tópicos em seu fórum convocando os associados para comparecerem, anunciou que estará ausente no mesmo dia em que o fórum foi retirado do ar. Agora é que cada palmeirense que comparecer terá que gritar mesmo por dois. Só a torcida vai salvar o clube e o time.
Nos vemos segunda-feira.
Atuações:
Todo mundo sem nota. Um time sem alma não pode ter suas atuações técnica ou taticamente avaliadas.
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
Pré-jogo: SEP x Figueirense
22 de outubro de 2011 por @parmerista
Postado em: Jogos, Verdazzo
A oito rodadas do final do campeonato, a SEP volta a campo neste sábado, em busca de três pontos que nos salvará do rebaixamento – que não necessariamente serão conquistados num único jogo. No entanto, pela saúde mental da torcida, seria ótimo que essa missão se concretizasse o quanto antes.
O adversário já não tem muito a aspirar em 2011: está confortável em relação a uma possível queda, e não alimenta qualquer sonho de alcançar a Libertadores. Virão soltos, e se perceberem que o jogo pode complicar, vão se satisfazer com um empate. Jorginho não poderá contar com o volante Ygor e com o lateral-direito Bruno. Em seus lugares, entram Jônatas e Pablo. O provável time para o jogo desta tarde é Wilson; Pablo, Roger Carvalho, Edson Silva e Juninho; Jônatas, Túlio, Maicon e Elias; Wellington Nem e Júlio César. O tal de Elias, que fez três gols no Pacaembu quando defendia o CAG, ano passado, é o perigoso.
Felipão completa a significativa marca de 350 jogos à frente do time – o 96° na segunda passagem – e terá os desfalques de Marcos, em fim de carreira; Marcos Assunção, que ainda se recupera da queda sofrida no jogo contra o Botafogo; e Thiago Heleno, suspenso. Resta saber se o time conseguiu criar um mínimo de motivação para a partida – como se o simples fato de vestirem a camisa do Palmeiras, e com os salários em dia, já não fossem o suficiente. O provável time: Deola; Cicinho, Maurício Ramos, Henrique e Gabriel Silva; Chico, Marcio Araújo, Valdívia e Luan; Maikon Leite e Fernandão (Ricardo Bueno). Maldito seja Judas30, que resolveu se achar maior que o clube e que faz uma falta danada.
O fato mais lamentável é a ausência de Marcos. Perto de encerrar suas atividades como atleta profissional, já deixa a torcida com saudades. É uma oportunidade a menos de tentar gravar para sempre na memória a imagem desse mito em campo com a nossa camisa.
Como provavelmente não teremos chuva, a tendência é o público ser um pouco maior que o do último jogo, contra o Fluminense. Para cerca de 6 mil torcedores, a SEP empata com o Figueirense por 1×1, com gol de Cicinho. Que triste!
* apesar do clube já ter voltado atrás na ridícula declaração do diretor adjunto de comunicação Leonardo Volterrini, este post registra o protesto contra a intenção de censura contra alguns blogs e sites mantidos por torcedores, substituindo o logo do clube por uma tesoura, e o nome do clube por SEP. A partir do próximo, voltaremos ao normal.
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
Heineken Legendary Football
21 de outubro de 2011 por @parmerista
Postado em: Matérias
“Hey, handsome! Do you want to score?” Muito bom…
Clique em “Get in the game” para conhecer o jogo Star Player no Facebook.





















