Armados e perigosos
30 de dezembro de 2011 por @parmerista
Postado em: Humor, Verdazzo
De férias, os boleiros costumam se divertir de outras formas, além das peladas entre “Amigos do Romário” contra os inimigos de outro qualquer da vida. Recentemente, alguns dos jogadores mais famosos foram vistos manuseando armamentos. Confira a preferência de cada um…

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Adeus, Rivaldo!
30 de dezembro de 2011 por @parmerista
Postado em: Verdazzo
Finalmente temos uma boa notícia neste período de reformulação do elenco. O Sport Recife anunciou na noite desta quinta a contratação de Rivaldo. Depois de um ano e meio, um dos piores jogadores que já vestiram nossa camisa em todos os tempos, que teve incríveis 97% de rejeição entre os leitores do Verdazzo em enquete feita no início do mês, finalmente deixa o clube.
O olho de Felipão falhou miseravelmente quando pediu a contratação desse jogador, após sua partida de reestreia como técnico do Palmeiras. O time jogou bem, mas perdeu por 4 a 2 do Avaí, em Florianópolis. Rivaldo nem foi um dos destaques do jogo, mas despertou a atenção de Felipão por ser canhoto e jogar tanto como volante, quanto como lateral. Foi uma aposta que deu errado.
Rivaldo fez 54 jogos pelo Palmeiras, e marcou um gol – na última partida de 2010, contra o Cruzeiro, na Arena do Jacaré, quando perder foi importante para jogar o SCCP para fora da fase de grupos da Libertadores, obrigando-os a enfrentar o Tolima. O único gol de Rivaldo com nossa camisa foi numa partida que não era tão interessante assim ganhar.
Um dos maiores símbolos da baixa capacidade técnica do elenco do Palmeiras, Rivaldo não deixará saudades. O que é melhor ainda é saber que ele vai ajudar o Sport Recife a voltar para onde nunca deveria ter saído: a segunda divisão. Luan, que foi apresentado como jogador do Palmeiras no mesmo fatídico seis de agosto de 2010, foi comprado por R$7 milhões e a chance dele ter destino semelhante é nula. Mas já pensaram se a gente coloca os dois de uma vez só no Sport? Melhor ainda: já pensaram se a gente empurrasse junto o Frizzo?
Comemorar a saída de jogadores ruins só tem sentido se chegarem bons reforços para repor suas saídas. No caso de Rivaldo, é praticamente impossível que qualquer contratação ou promoção de jogadores da base seja pior. Mesmo assim, a falta de reforços segue incomodando. A única contratação confirmada segue sendo a do lateral-esquerdo Julinho, do Figueirense, que repõe a saída de Gabriel Silva.
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Você gostaria de ter Richarlyson no Palmeiras?
28 de dezembro de 2011 por @parmerista
Postado em: Verdazzo
O post sobre o Richarlyson, como não poderia deixar de ser, estabeleceu a polêmica. Então que venha o tira-teima. Sem enrolação: você gostaria de ter o atleta no Palmeiras?
Ricky não!!!
28 de dezembro de 2011 por @parmerista
Postado em: Verdazzo
No início da noite de ontem uma notícia sacudiu a torcida palmeirense: o Atlético Mineiro estaria envolvendo Richarlyson numa troca por Pierre, o que teria sido até solicitado por Felipão, preocupado com o baixo rendimento pelo lado esquerdo do time. “Ricky” tem as mesmas características de Rivaldo: canhoto, joga pela lateral e também como volante.
A resistência da torcida poderia começar pelo fato de que em 2005, depois de um bom ano no Santo André, o atleta esteve em vias de assinar com o Palmeiras. Chegou a fazer exames médicos no clube, pela manhã, e no fim da tarde estava assinando com o SPFC. Uma atitude que não pode ser esquecida.
A torcida também pode torcer o nariz pela contratação pelo fato de que o jogador, após um bom ano em 2007, não vem jogando nada. Há três anos seu futebol vem deixando muito a desejar, e no próprio Atlético vem sendo reserva, sem conseguir uma vaga nem na lateral, nem na cabeça-de-área, onde o titular é… Pierre! Apesar de suas características de apoio pela esquerda, diferente de Pierre, que é volante clássico, fica difícil para o torcedor digerir uma troca entre um ídolo que está emprestado por um ex-jogador do inimigo que hoje é justamente seu reserva.
Mas o fato é que 90% da torcida não quer Richarlyson porque ele é gay – ou aparenta ser, por seus trejeitos. Na verdade, ninguém pode afirmar se ele é gay ou não, e poucos parecem se importar com isso, mesmo porque, deve haver dezenas de jogadores homossexuais espalhados pelos times da primeira divisão – mas todos devidamente escamoteados: o futebol é um meio machista, onde a virilidade se confunde com a capacidade do atleta. No imaginário popular, compreensivelmente, um homossexual não se encaixa no estereótipo do jogador de futebol.
A resistência da torcida não vem do fato estrito de Richarlyson ser supostamente gay, mas pelos trejeitos com que o atleta se manifesta publicamente. “Ricky” é muito afeminado, e jogou por muito tempo no inimigo – exatamente o time que tem indissociavelmente atrelada a si a imagem de ser o “time das bonecas”, o que é exaustivamente explorado pelo torcedor palmeirense no escárnio do dia-a-dia, elemento cultural fundamental na popularidade do futebol. Até hoje, mesmo com Richarlyson fora do SPFC, o jogador é usado como símbolo – e o Verdazzo é um dos sites palmeirenses que mais utiliza essa condição cultural do futebol brasileiro para fazer humor.
Felipão, assim como no episódio da escolha do Canindé em detrimento ao Pacaembu, parece não se importar muito com o aspecto cultural do torcedor palmeirense. O treinador está focado exclusivamente na tentativa de montar um time – coisa que ainda não conseguiu em um ano e meio no clube, em parte por fatores que envolvem o ambiente, em parte por seus próprios erros. E o pedido por Richarlyson parece ser mais um desses equívocos, já que o atleta de fato não vem apresentando um bom futebol há algum tempo. Mais grave ainda do que isso é a resistência do torcedor: o atleta já chegaria com um carimbo na testa, e seria massacrado ao primeiro erro. Um treinador não pode ser refém de sua torcida, mas também não pode ignorar esses aspectos ao solicitar uma contratação.
O Verdazzo, por todos os motivos expostos acima, seria absolutamente contrário à contratação de Richarlyson. Felizmente, ontem à noite, em pizzada de confraternização de fim de ano entre os conselheiros do Palmeiras, tanto Tirone, quanto Frizzo foram enfáticos em negar que o jogador será envolvido na negociação por Pierre.
À torcida palmeirense, resta acreditar na palavra dos dirigentes. Convenhamos, era só o que faltava: todos ávidos por reforços, a diretoria fracassa em todas as tentativas e traria justamente o Ricky? Seria demais. Que tratem de fazer Felipão entender isso. Várias negociações falharam, que ele não use exatamente o Ricky em seus discursos como justificativa para eventuais – e prováveis – fracassos em 2012.
Vote na enquete: Você gostaria de ter o Richarlyson no Palmeiras?
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Retrospectiva do excelente ano do Palmeiras. Estamos falando de 72…
27 de dezembro de 2011 por @parmerista
Postado em: História, Verdazzo
Por Thell de Castro*
Estamos chegando ao fim de 2011. Em 2009, pedíamos que o ano de 2010 viesse logo. Em 2010, pedíamos que o ano de 2011 viesse logo. E ele veio… Agora, pedimos desesperadamente a chegada de 2012, mas, infelizmente, já pensando se não vamos clamar por 2013 logo nos primeiros meses do ano.
Como não foi um ano bom para retrospectiva, vamos falar de um ano de glórias: 1972.
Para explicar melhor tudo que aconteceu nesse maravilhoso ano, trago texto da coluna Sete Dias no Esporte, de Aroldo Chiorino, publicada em 1º de janeiro de 1973 na Folha de S. Paulo, ou seja, há quase 38 anos.
Confira a coluna na íntegra:
Palmeiras: todas as glórias
A seção de hoje será mais uma retrospectiva sobre o ano que acaba de terminar e menos sobre os fatos da semana que passou. Mesmo porque os fatos esportivos ficam bem mais raros nesta época do ano. Para começar, vamos focalizar o Palmeiras, que apresentou a equipe mais brilhante do futebol brasileiro na temporada de 1972.
Quatro títulos numa mesma temporada é qualquer coisa de importante para uma equipe. Praticamente sem procurar grandes reforços, o Palmeiras procurou trabalhar com o mesmo elenco do ano passado. E o resultado foi o melhor possível, pois ganhou os títulos do Torneio Laudo Natel, do Torneio de Mar del Plata, do Campeonato Paulista (invicto) e do Campeonato Nacional (o maior título em disputa no futebol brasileiro).
Para muita gente, o Palmeiras teria conseguido o impossível, porque sem grandes reforços e “com Dudu e Ademir da Guia no fim” nada poderia ser alcançado. Todos erraram, porque o técnico Osvaldo Brandão e o preparador físico Maffia souberam como trabalhar com o elenco que tinham à disposição. E a chamada dupla dos velhinhos provou que não estava no fim. Dudu e Ademir da Guia foram dois grandes baluartes da equipe, dois dos grandes responsáveis pelo sucesso que o Palmeiras alcançou na temporada de 1972.
Futebol calmo, tranqüilo e objetivo foram as principais credenciais apresentadas pela equipe palmeirense, que a rigor se deu ao luxo de prescindir do futebol-explosivo de Cesar. De um modo geral, a equipe nunca se atirou desesperadamente a luta em busca de uma vitória, preferindo sempre a tranqüilidade, aceitando, inclusive, um empate como resultado satisfatório.
E foi assim que o Palmeiras conseguiu ser campeão paulista invicto, fato que de há muito não acontecia em São Paulo. E, da mesma maneira, conquistou não só o título do Campeonato Nacional como também foi o clube que o maior número de pontos conseguiu.
Está certo que o Palmeiras conseguiu a classificação graças à derrota surpreendente do São Paulo (que jogava pelo empate) para o América, o que, no entanto, não vem lhe tirar os méritos da conquista final. O futebol do Palmeiras brilhou na temporada de 1972. Ficou com todas as glórias, merecidamente.
É isso. O time foi campeão de tudo que disputou e encantou a todos com o futebol apresentado. Além disso, ganharia mais títulos em 1973, 1974 e 1976.
Esperamos, com ansiedade, o dia em que leremos novamente uma resenha como essa.
Que seja muito em breve, apesar dos nossos dirigentes, que fazem de tudo para acontecer o contrário.
Boas Festas!
* Thell de Castro é jornalista e publica todas as semanas uma coluna contando algum trecho da História do Palmeiras.
Marcos ganha biografia; Palmeiras quer proibir
21 de dezembro de 2011 por @parmerista
Postado em: Marketing, Verdazzo
São Marcos ganhou uma biografia, escrita pelo jornalista Celso de Campos Junior. Prestes a encerrar a carreira, o maior ídolo do clube no século 21, que criou fama ainda no fim do século passado, será homenageado pelo clube e por torcedores, de forma oficial e não-oficial.
Campos Junior, torcedor do Palmeiras, que também já escreveu uma biografia de Adoniran Barbosa, investiu oito anos de pesquisa coletando dados, entre reportagens, fotos e depoimentos, para construir a obra. O resultado poderá ser visto sob o título “São Marcos de Palestra Italia“, publicado em 304 páginas pela editora Realejo.
O projeto do livro foi apresentado ao departamento de marketing do Palmeiras há cerca de seis meses, mas foi engavetado, com a justificativa de que outros projetos já estariam em andamento. De fato, três obras estão no forno com as bênçãos do clube: uma de fotos, de autoria de Cesar Greco, que cobre o dia-a-dia na Academia; um livro de causos, escrito por Mauro Beting; e uma biografia, a cargo de Paulo Vinicius Coelho.
Marcos ainda não se pronunciou oficialmente sobre o livro. Em princípio, não teria autorizado, mas deve verificar o conteúdo – caso não contenha nenhum trecho que o desagrade, não deve se opor. Costuma ser assim com todas as biografias não-oficiais.
A imagem de Marcos, por tudo que ele significa, deve ser preservada custe o que custar. Se Marcos achar que algum trecho não corresponde à verdade, ou se ele simplesmente não quiser que seja divulgado, pode pleitear na Justiça a supressão – como aconteceu há alguns anos com a biografia não-autorizada do cantor Roberto Carlos. Cabe ao Palmeiras dar todo o apoio jurídico a um de seus maiores ídolos nesse caso.
Mas o clube, através do diretor jurídico Piraci de Oliveira, sem ter a palavra definitiva de Marcos, já se antecipou: sem qualquer relação com o conteúdo, simplesmente por causa de royalties, decidiu abrir uma briga jurídica – que provavelmente vai perder.
A diretoria tem por obrigação zelar pelo patrimônio do clube, e isso inclui os ganhos sobre a marca Palmeiras. Mas isso envolve colocar numa balança o quanto se ganharia com royalties, de um lado, e de outro o ganho intangível, com uma obra que reforça no imaginário popular os feitos de uma grande figura palmeirense.
Querer que a atual diretoria jurídica do Palmeiras tenha esse tipo de visão além de um palmo à frente de seus narizes é exigir demais.
Aliás, em vez de se preocupar com as migalhas que possíveis royalties sobre a marca renderão, deviam estar fechando o maior contrato de patrocínio em camisas da História do futebol brasileiro. Mas pelo jeito, vamos romper 2012 com o espaço mais nobre da camisa vazio.
Aguardemos o veredito que realmente importa: o do biografado.
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
Bumba-meu-boi
21 de dezembro de 2011 por @parmerista
Postado em: Política, Verdazzo
Tudo começou quando Roberto Frizzo declarou à imprensa que a gestão anterior, quando o Brasileirão de 2009 entrava em sua fase decisiva, fez um “bumba-meu-boi” para anunciar a permanência de quatro jogadores (Cleiton Xavier, Diego Souza, Pierre e Maurício Ramos) – ao se referir ao aumento de salário dado aos quatro, bem como a compra de 100% dos direitos econômicos de Pierre. Segundo Frizzo, o tal “bumba-meu-boi” não se justificava porque ele verificou que o Palmeiras detinha apenas 15% dos direitos sobre o jogador.
“Fizeram aquele ‘bumba-meu-boi’ de que não sai ninguém e o Palmeiras tinha 100% do Pierre. Mas fui ver as porcentagens e o clube só tem 15%. Até mandei fazerem planilhas para entender o que aconteceu. Chega a me constranger tornar pública essa informação, mas não quero que pareça que enlouquecemos. Não posso trocar um atleta querido pela torcida, guerreiro, de quem gosto muito como homem, para chegar um jogador X, Y e Z com uma importância financeira que faça pensarem que ficamos loucos.”
A acusação além de reveladora, é gravíssima. Reveladora, porque mostra que a qualquer chance, a gestão atual, mesmo através de pessoas como Frizzo, notoriamente moderadas, não está pensando duas vezes antes de jogar sobre a gestão anterior qualquer vestígio de coisa errada que possa vir à tona. Além de desespero, a atitude denota grande incapacidade de lidar com a pressão.
E a declaração é muito grave, porque Frizzo chamou Belluzzo de mentiroso, mesmo não usando essa palavra. “Bumba-meu-bois” à parte, Frizzo deu uma mensagem clara: disseram uma coisa, mas na verdade é outra. E o fez baseado em supostos documentos.
Ocorre que Frizzo não leu os documentos, e apenas ouviu dizer de algum sapo de fora – em quem ele confiava. Dá pra imaginar quem fez as tais planilhas a que ele se refere, e o que tinham nela. Deu o passo em falso ao comentar com a imprensa. O fato, claro, gerou reação de Sergio do Prado, gerente administrativo recém-demitido, e Belluzzo, que viram-se na obrigação de se defender, com documentos.
Pressionado, Frizzo recuou, admitiu que de fato não leu os documentos porque o volume era muito grande (!!!), e delegou a tarefa. Ontem, foi obrigado a voltar atrás porque de fato os direitos econômicos sobre Pierre são 100% do Palmeiras, conforme o “bumba-meu-boi” feito pela diretoria em 2009.
Frizzo já havia deixado claro que não tinha a menor condição de ser o diretor de futebol em várias outras oportunidades. Esse episódio, no entanto, é a deixa definitiva para Tirone afastá-lo da diretoria, se é que estava esperando por uma. Uma trapalhada dessas, além de expor mais ainda a bagunça administrativa por que vive o clube, causou mais uma crise política, obrigando até Belluzzo, que sempre se manteve fora dos holofotes após o término de seu mandato, a se expor para se defender.
Se Arnaldo Tirone tem uma mínima esperança de que o futebol do Palmeiras salve sua gestão em 2012, o primeiro passo é afastar Roberto Frizzo do cargo de diretor. Pra ontem.
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
O dia em que o Palmeiras massacrou o Boca Juniors
20 de dezembro de 2011 por @parmerista
Postado em: História, Verdazzo
Por Thell de Castro*
Vamos relembrar hoje um dos jogos mais memoráveis da história da Sociedade Esportiva Palmeiras. Os mais novos não puderam assistir, outros puderam e foram ao estádio, e, boa parte, como eu, viu pela televisão.
Dia 09 de março de 1994, primeira fase da Taça Libertadores da América daquele ano. Após vencer o Brasileirão de 1993, o Palmeiras voltava à competição continental cercado de expectativas. E, depois desse jogo, ficamos mais animados ainda. Pena que uma maldita excursão internacional fora de hora mudou esses planos – mas isso fica para outro dia.
A Folha de S. Paulo destacou o jogo na capa do caderno de esportes daquele dia em “Palmeiras joga pela classificação”.

O Palmeiras faz hoje à noite, contra o Boca Juniors, no Parque Antarctica, sua segunda partida pela Taça Libertadores da América. O técnico Wanderley Luxemburgo acredita que um resultado positivo colocará o campeão brasileiro “praticamente classificado” para a segunda fase da competição, já que na sua primeira partida na Libertadores o time venceu o Cruzeiro por 2 a 0 e nesta fase classificam-se três equipes em cada chave de quatro.
A equipe palmeirense que enfrenta o Boca entrará em campo com a mesma formação que no domingo derrotou o Santos por 4 a 1, já que Rincón e Edmundo, contundidos, permanecem ausentes.
Assim, Amaral e Edilson continuam no time. Ontem, Edilson não participou do treino tático devido a uma pancada no joelho sofrida no domingo, mas o jogador não deve ser problema para hoje. Se não tiver condições, entra Maurílio.
O treinador Wanderley Luxemburgo pretende armar o Palmeiras com base nas informações passadas pelo supervisor Valdir de Moraes, que na semana passada foi a Argentina para assistir ao jogo Boca Juniors x Velez Sarsfield, também pela Libertadores. Segundo o supervisor, o Boca apresenta um conjunto “muito bom”. Ele destacou o volante Mancuso e o meia Carranza como os principais jogadores do adversário.
O mesmo jornal destacou que o time estava preocupado com a possível catimba dos argentinos. O jogo era esperado, mas não era nenhuma final de campeonato. Até aí, tudo certo.
Mas o que se viu em campo foi um show do Palmeiras. O primeiro tempo foi morno e terminou 1 a 0 para o Verdão. Mas, no segundo tempo, o time voltou com a corda toda e, comandados por Mazinho e Evair, aplicou uma sonora goleada de 6 a 1 nos argentinos. E cabia mais…
Mazinho, inclusive, com a atuação de gala, carimbou seu passaporte para a Copa do Mundo daquele ano. Ele marcou, deu toques precisos, quase fez um gol de placa ao driblar meio time do Boca, sendo parado apenas pelo zagueiro dentro da área, gerando o pênalti do quarto gol, e ainda deu um toque por cobertura magistral que bateu na trave e, no rebate, possibilitou o quinto gol. Luxemburgo o substituiu por Jean Carlo na metade do segundo tempo para consagrá-lo. Não deu outra: o estádio todo gritou o nome de Mazinho e a mídia fez campanha para Parreira levá-lo aos EUA, onde, inclusive, foi titular.
Se me permitem um relato pessoal, eu tinha quase 11 anos e já acompanhava tudo sobre o Palmeiras – da forma como era possível na época, em Matão (SP). Televisão, rádio AM e jornal A Gazeta Esportiva.
O jogo foi transmitido pela Rede Globo, com narração de Galvão Bueno, e tenho a fita guardada até hoje. Meu pai falou tanto desse ‘tal’ de Boca Juniors, preocupado, e eu fiquei morrendo de medo do jogo. Mas ele explicou também que somos o Palmeiras e não devíamos ter medo de nada.
Peguei no sono ao final do primeiro tempo e, logo no começo da segunda etapa, quando Evair deu um lindo passe de calcanhar para Roberto Carlos marcar, acordei, assustado, aos gritos de gol do meu pai, que me falava: “olha que jogada, olha que jogada”, e também do êxtase de Galvão Bueno. A partir daí, bem acordado, tive o privilégio de ser um dos palmeirenses que viu essa maravilhosa partida e que não dormiu mais pelo resto da noite. Ah, se já existisse o Twitter…

A Folha de. S. Paulo do dia seguinte, 10 de março de 1994, destacou na capa: “Palmeiras dá goleada na Libertadores”. No caderno de esportes, uma grande matéria na página 3, “Palmeiras aplica goleada histórica no Boca Juniors”, com subtítulo “Luxemburgo bate Menotti [técnico do Boca] e comanda os 6 a 1 pela Taça Libertadores”. Não será possível reproduzir a matéria porque ela está apagada, mas fica o registro da imagem abaixo.

Confira a ficha técnica da partida:
Palmeiras 6 x 1 Boca Juniors
Árbitro: Juan Francisco Escobar (Paraguai)
Palmeiras: Sérgio, Cláudio, Antonio Carlos, Cléber e Roberto Carlos; César Sampaio (Tonhão), Amaral, Mazinho (Jean Carlo) e Zinho; Edilson e Evair. Técnico: Wanderley Luxemburgo
Boca Juniors: Montoya, Soñora, Noriega, Giuntini e MacAllister; Peralta, Mancuso, Márcico e Carranza; Martinez e Da Silva (Acosta). Técnico: César Menotti
Gols: Cléber (15/1º), Roberto Carlos (06/2º), Edilson (09/2º), Evair (20/2º), Evair (26/2º), Jean Carlo (33/2º) e Martinez (34/2º)
Dois dias depois, na sexta, o Palmeiras voltava ao campo – o calendário, naquela época, era uma loucura, com jogo quase todo dia e time jogando três vezes por semana. O time enfrentaria o Santo André, pelo Paulistão, com uma equipe mista. O time venceu por 2 a 0, gols de Evair e Edílson, e assumiu a liderança isolada do Campeonato Paulista, que venceria naquele ano.
O time não ganhou a Libertadores de 1994. Só conquistaria a América cinco anos depois. Mas essa partida fica marcada como um dos maiores jogos da nossa história.
* Thell de Castro é jornalista e publica todas as semanas uma coluna contando algum trecho da História do Palmeiras.
Chocolate
19 de dezembro de 2011 por @parmerista
Postado em: Humor, Verdazzo
O presidente do Santos é um grande cara. Dentro do que se vê na cartolagem brasileira, pelo menos. Sabem como é, em terra de cego…
Mas depois de algumas declarações de LAOR na imprensa, pode-se entender de onde vem tanta marra dos meninotes da Vila…

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De novo???
18 de dezembro de 2011 por @parmerista
Postado em: Humor, Verdazzo
Torcida Jovem do Santos ainda está um pouco confusa depois do atropelamento desta manhã…
Uh tererê… uh tererê…

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Pô gente!
18 de dezembro de 2011 por @parmerista
Postado em: Humor, Verdazzo

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Resposta ao diretor da base do Palmeiras
16 de dezembro de 2011 por @parmerista
Postado em: Política, Verdazzo
Na última segunda-feira o Terceira Via Verdão, site parceiro e companheiro de grandes batalhas, publicou longa entrevista com o diretor das categorias de base Jair Jussio. Em determinado trecho, Jussio declarou:
“Aí tinha o caso do B. Estava em último lugar e eu tinha assumido fazia mais um mês, e tinha mais um mês e meio para tirar o B da zona do rebaixamento. Já pensou se eu caio com o time B? Outro dia o pessoal do Fanfulla [ grupo político de oposição da SEP ] esteve aqui. Veio o Conrado [ Cacace, membro do Fanfulla e responsável pelo www.verdazzo.com.br ]. Ele até falou: ‘não tem problema cair!’. E eu disse: Se eu cair, você é o primeiro a me encher o saco. O Palmeiras cair? Não importa se é a terceira ou quarta divisão. Não tem que cair em lugar nenhum.”
O conselheiro vitalício Jair Jussio, atual diretor das categorias de base e muito ligado a Mustafá Contursi, costuma receber a todos muito bem, com extrema cordialidade. Assim relatou Vicente Criscio, do 3VV, e assim foi conosco, numa visita de uma comissão do grupo Fanfulla da qual participei em fevereiro deste ano formada para entender o trabalho pretendido por Jussio numa área tão importante e estratégica para o futebol do Palmeiras.
Na entrevista ao 3VV, Jair reportou parte de um diálogo que houve naquela oportunidade – e que de fato ocorreu. Mas é importante contextualizar. O início do diálogo deu-se com Jair dizendo que o time B estava por um fio de cair para a série A3 do Campeonato Paulista, e que eles estavam combinando com a Mancha Verde um esquema de apoio maciço no jogo decisivo, contra o São Bento, em Sorocaba, porque não podiam cair de jeito nenhum – apesar que que seria bom para os meninos que isso acontecesse, já que a diferença entre A2 e A3 é grande – na A2 o jogo é bem mais pegado, jogam contra caras rodados e experientes, e a molecada sente muito mais a pressão, ao passo que na A3 os times costumam montar seus times também com molecada, e o estilo de jogo é bem mais adequado.
Diante dessa colocação, do próprio Jair, foi que respondi, dizendo que se para o desenvolvimento dos meninos seria melhor jogar a A3, então que fosse, que escalasse o sub-11 e perdesse o jogo, porque o que importa é que esses garotos se desenvolvam como profissionais da melhor forma possível e tenham condições de um dia vestirem a camisa do Palmeiras – o verdadeiro. Jair então deu a resposta que ele tornou a reproduzir na entrevista ao Vicente: “Se eu cair, você é o primeiro a me encher o saco. O Palmeiras cair? Não importa se é a terceira ou quarta divisão. Não tem que cair em lugar nenhum.”
***
Meu caro Jair, eu não te enchi o saco nem depois do sub-20 tomar de 7×0 do América de Minas no Brasileiro que está sendo jogado no sul do país. Os resultados em campo, insisto, não são o mais importante na sua função. Assim como também não é mais importante o resultado financeiro, a suposta economia que você se orgulha de ter feito. Se o orçamento do time B caiu de R$250 mil para R$130 mil, não são R$120 mil economizados, e sim R$130 mil que continuam a ser rasgados, porque o time B não revela ninguém – pelo menos para o Palmeiras. É a respeito disso que eu vou encher seu saco.
Seria preferível que o time B gastasse R$250 mil por mês e ao fim de cada ano tivesse 2 ou 3 jogadores prontos para serem aproveitados pelo técnico do Palmeiras. Se não cumpre essa função, não deveria existir, ponto. Seria preferível que o coordenador das categorias de base até janeiro deste ano, Marcos Biasotto, tivesse dado continuidade a seu trabalho – taí o time sub-17, que foi o primeiro a ser formado integralmente sob seus métodos, sendo campeão e com vários meninos chegando perto da etapa final de lapidação. Ao contrário, caro Jair, por economia demitiu-se Biasotto, que foi para o Grêmio, e contratou-se o Claudinei Muza, que também já foi demitido. É a respeito disso que eu vou encher seu saco.
Fico muito preocupado em você direcionar energias para apoiar viagem da organizada para incentivar o time B, com medo das possíveis consequências políticas para você em caso de uma queda do time B da A2 para a A3, quando você mesmo disse que seria melhor para os meninos que eles disputassem a A3. Meu caro Jair, você colocou seus interesse políticos à frente da função primordial, que é desenvolver talentos para serem aproveitados pelo Palmeiras. É a respeito disso que eu vou encher seu saco.
Você tem completa razão quando diz que o Palmeiras não pode cair nunca. De fato, o Palmeiras não pode mesmo. Em 2002, seu padrinho e mentor Mustafá Contursi levou o Palmeiras à segunda divisão, e isso jamais poderá se repetir. Quando eu disse que não haveria problema no Palmeiras B cair, é porque o Palmeiras B não é o Palmeiras. Que isso fique bem claro.
Um abraço,
Conrado
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
Felipão joga a bomba para B1 e B2
15 de dezembro de 2011 por @parmerista
Postado em: Verdazzo
O técnico Luís Felipe Scolari concedeu entrevista ao jornal “O Estado de S. Paulo”, onde joga toda a responsabilidade por eventuais – e prováveis – fracassos em 2012 na diretoria.
A conversa, que deu-se por iniciativa do próprio técnico, que solicitou a entrevista através de seu assessor de imprensa Acaz Fellegger, deixa claro que Felipão não está satisfeito com a forma com que as negociações estão se desenrolando, que o que recebeu até agora – apenas o lateral-esquerdo Juninho, para suprir a saída de Gabriel Silva – é muito pouco, e ainda disse que se for para trazer jogadores do mesmo nível do que já temos, é melhor não mexer.
O treinador declarou ainda que caso esse cenário, bastante provável, se confirme, a torcida não deve criar nenhuma expectativa para 2012: será mais um ano como coadjuvante. Scolari declarou-se ainda que não vai pedir demissão mesmo que tenha que trabalhar com um elenco pouco qualificado, e deixa subentendido que não deve ser cobrado por resultados. Numa clara provocação a Tirone e Frizzo, a dupla B1 e B2, cita rivais que estão constantemente levando a melhor sobre o Palmeiras na disputa por reforços no mercado. E escancarou a fragilidade do clube em relação a empresários, ao declarar que não vai lutar para segurar jogadores em caso de proposta de transferência. Segundo Scolari, usando Kleber e Giuseppe Dioguardi como exemplos, os empresários que se sentem contrariados “arrebentam com o time”.
Felipão fez o que tinha que fazer. Foi até light, podia ter batido mais forte, mas preferiu uma forma mais amena de lavar as mãos e dizer à torcida que só vai ter leite se lhe derem uma vaca. A verdade é que pedra não dá, nem nunca deu leite.
O pedido do treinador para passar o recado através da imprensa revela que a situação, num termômetro de quem está lá dentro, está muito fria, que os reforços estão muito longe de serem contratados, e que quando qualquer coisa evolui, chega um Fluminense da vida (a que ponto chegamos!) e nos rouba. A pressão normal, na conversa direta, já não deve estar surtindo efeito; Felipão aparenta não dar o menor crédito à capacidade da intrépida dupla B1 e B2, e decidiu incrementar a pressão via imprensa – e torcida.
Há três cenários possíveis diante desse movimento: a) Tirone e Frizzo vão finalmente se mexer, e teremos camarão para 2012, Felipão vai finalmente mostrar a que veio com um time minimamente competitivo; b) pressionados, B1 e B2 vão contratar qualquer coisa que oferecerem por preços acima do mercado, apenas para darem satisfação – e teremos o ruim e caro; c) a dupla não vai alterar em um milímetro a forma como vêm agindo, e teremos mais um ano de Botafogo e Atlético-MG.
Façam suas apostas.
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
Diretoria se reúne visando contratações
15 de dezembro de 2011 por @parmerista
Postado em: Humor, Verdazzo

E-mail: conrado@verdazzo.com.br





