Verdão assina com Kia Motors por três anos
31 de janeiro de 2012 por @parmerista
Postado em: Marketing, Verdazzo
O Palmeiras fechou o patrocínio máster da camisa com a Kia Motors, empresa do ramo automotivo. Os valores divulgados extra-oficialmente dão conta que o clube receberá R$74 milhões por um contrato de três anos para estampar a marca da empresa sul-coreana no peito da camisa, onde ficava a marca da Fiat. Se confirmado, trata-se de um negócio excepcional, num momento em que o mercado sinaliza a tendência é inverter a curva de investimentos em esporte. Que o digam SCCP, SPFC e CRF, que continuam com o peito em branco.
O acordo provavelmente faz parte da estratégia da Kia Motors em combater os esforços da concorrente chinesa JAC Motors, que também busca direcionar seus recursos na busca de market share em ações ligadas ao esporte. A empresa sul-coreana, que já tem os naming rights da Copa Kia do Brasil, arrebata assim a camisa da terceira maior torcida do país e vai colher frutos inclusive no ano do centenário do clube, quando dezenas de ações importantes devem ser realizadas.
Com o acordo, a camisa do Palmeiras volta a ser a mais valiosa do país, contando os patrocínios da Adidas, Tim, Skill Idiomas e BMG. Pelo menos estes dois últimos, que poluem o visual da camisa, deveriam ser renovados ou substituídos no máximo até o final do contrato com a Kia, para que em 2015 o clube negocie uma camisa limpa, onde o patrocinador máster não terá que dividir o espaço com ninguém – e pague mais por isso.
A logomarca da Kia Motors estampou até o fim da última temporada o peito da camisa do Atlético de Madrid. A camisa alvirrubra não conflitou com as cores da empresa. Mas é de se imaginar que a estampa em nossa camisa será branca, diferentemente do estupro a que nossas mangas foram submetidas com a logo do banco BMG. Nesse caso, ponto para a Kia.
Parabéns à gestão Tirone, através da diretoria de marketing, pelo ótimo negócio. Demorou, mas saiu. O diretor Rubens Reis, que passou por momentos de muita pressão nos últimos dias por conta do buraco em nossa camisa, chegou até a dar publicamente a si mesmo um prazo para fechar o negócio – mas cumpriu. Felizmente para ele, e para todos nós.

E-mail: conrado@verdazzo.com.br
Daniel Carvalho e as bombas na Rússia
31 de janeiro de 2012 por @parmerista
Postado em: Verdazzo
O meia Daniel Carvalho deu ontem à imprensa uma declaração, no mínimo, polêmica: no período em que esteve na Rússia, teria recebido injeções de esteróides anabolizantes. Na verdade, a história foi muito mal contada. Ele diz que não tem certeza, mas “acha” que era a tal bomba, recurso que o CSKA teria usado para dar mais massa muscular ao atleta a fim de deixá-lo mais resistente ao futebol local, cuja característica é o uso da força.
O resultado é o que vemos hoje: um jogador muito acima do peso, com alguma dificuldade de se movimentar, e que perdeu uma de suas principais características: a explosão e a jogada em velocidade. Assim como vimos em Ronaldo (guardando as devidas proporções), o talento de Daniel não sumirá nunca, e ele consegue fazer a diferença em vários lances mesmo acima do peso, principalmente num campeonato fraco como o Paulistão. O que é frustrante é saber que, aos 28 anos, ele poderia estar fazendo muito mais.
O interessante dessa história toda é que o atleta deu a declaração num contexto nada profissional. Disse que tomou os tais esteróides, e que por isso jamais voltará a entrar na forma ideal; vai perder no máximo mais uns dois quilos e tá bom.
Tá bom o cazzo, cara pálida. A Sociedade Esportiva Palmeiras é uma entidade de futebol de alto nível, não um encosto. Chega a ser um insulto um jogador com sua forma física vestir nossa camisa, ainda mais com o nível salarial que a classe dos jogadores profissionais atingiu. Nesse patamar, o atleta tem a obrigação de estar em seu melhor estágio físico, a fim de desempenhar todo seu potencial dentro de campo. Tem que perder peso, seu Daniel!
Não faço a menor ideia sobre os efeitos dessas substâncias no corpo humano. Não entendo por que a massa corpórea adquirida através de anabolizantes é diferente para ser eliminada em relação à adquirida comendo macarrão e churrasco. De qualquer forma, cabe ao corpo médico e aos preparadores físicos do clube avaliar, diante da revelação do atleta, qual é seu melhor peso. Não é o jogador que vai estabelecer essa meta. Aqui não é casa da mãe joana.
O jogador parece não ter noção da gravidade das declarações que deu. Na verdade, ele já tinha jogado esse papo para a imprensa em Belo Horizonte, quando defendia o Atlético, mas não repercutiu na mídia nacional como agora – claro, aqui é Palmeiras. Mesmo sendo a Rússia um país que não faz controle antidopagem, a suposta prática do CSKA fere o regulamento da UEFA, que organiza a Champions League, que o clube russo disputa todo ano. Mas o atleta parece mais preocupado em não ter que perder todo o excesso de peso que exibe a enfrentar as consequências dessas afirmações.
Daniel Carvalho vem sendo um dos destaques do time nessas primeiras partidas do campeonato, e em função dele, Felipão acena com mudanças táticas importantes. Trata-se de um jogador muito talentoso, que tem que ser aproveitado ao máximo. Se cometeu erros no passado, a nós não cabe julgar. O que temos é que pagar-lhe o salário em dia, e dar-lhe todas as condições de atingir o esplendor da forma física. É dever do jogador profissional empenhar-se no limite, conforme orientação da comissão técnica, para atingir essa condição. Jamais pode ser tolerado no Palmeiras que o próprio atleta estabeleça seu peso ideal, ainda mais com essa história tão mal contada.
No futebol, isso se chama migué. Aqui, não…
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
Como é ruim ser pequeno
29 de janeiro de 2012 por @parmerista
Postado em: Arbitragem, Verdazzo
Enquanto o Palmeiras deixou de ter um pênalti claro marcado a seu favor em Catanduva, o SCCP mais uma vez foi escandalosamente ajudado pela arbitragem. O jogo contra o Linense, no Pacaembu, ainda estava 0 a 0, quando o zagueiro Fabão, de 2,04m, subiu de forma legal para fazer o gol. O árbitro Marcelo Rogério anulou, alegando que Fabão teria se apoiado no defensor para saltar e cabecear – como se ele precisasse. Os jogadores do Linense disseram que o juiz chegou até a lhes pedir desculpas depois. Algo como “Foi mal, mas é Timão, né… não tinha outro jeito… foi mal…”
Historicamente, em campeonatos regionais, time grande tem a prerrogativa de ser favorecido contra os times pequenos. Claro, é uma regra informal, mas consagrada no Rio, Belo Horizonte, Porto Alegre, em em qualquer capital brasileira. O SCCP não só faz valer essa prerrogativa, como também abusa dela: é favorecido contra pequenos e grandes; ganha com a ajuda do apito não apenas um joguinho aqui ou outro ali, mas campeonatos vários regionais e nacionais. Só não ganha Libertadores. É o time do apito.
Já o Palmeiras, tão grande quanto o SCCP – tanto que são os protagonistas da maior rivalidade do país – continua sendo tratado como o Engenheiro Beltrão. De que adianta ser grande, mas ser tratado como pequeno?
Cansei de ver a FPF ser presidida por dirigentes ligados ao SPFC, ao SCCP, até ao Guarani. Sempre pensei que quando finalmente chegasse a vez do presidente ser um palmeirense, pelo menos não seríamos mais roubados.
O grande zagueiro do Palestra Italia José Del Nero, neste momento, dá um duplo twist carpado de costas no túmulo.

E-mail: conrado@verdazzo.com.br
Catanduvense 1×1 Palmeiras
29 de janeiro de 2012 por @parmerista
Postado em: Jogos, Verdazzo
O Verdão não soube se impor diante do frágil adversário, jogou contra doze, e ainda cometeu um pênalti absolutamente estúpido. Não poderia mesmo sair com a vitória, e o empate em 1×1 reflete principalmente a falta que o time sente de Valdivia e de um verdadeiro centroavante – que todos esperamos que seja o argentino Barcos.
Felipão supreendeu na escalação, colocando Daniel Carvalho em campo desde o início, e Maikon Leite no ataque. Luan não ficou tão aberto pela esquerda como era de se esperar, fazendo mais um quarto homem do meio-campo, só que não encostava em Daniel Carvalho. Assim, o time dependia da visão de jogo do meia, que até acertou bons passes e deu volume ao time. O Catanduvense veio com cinco homens no meio-campo, o que dificultava ainda mais a vida de Daniel Carvalho, mas também permitia que nossos laterais descessem mais – e quem aproveitou foi Juninho, compensando a ausência de Luan pelo setor. Com toda a possibilidade de jogo, o nosso problema foi mesmo a pouca inspiração do pessoal lá da frente.
Além de pouco entrosados, já que o esquema é novidade, Maikon Leite e Ricardo Bueno abusaram de errar passes e conclusões. Quando conseguiram as raras finalizações, elas levaram pouco perigo. O goleiro João Paulo saiu com o uniforme limpo no primeiro tempo, mesmo com o Palmeiras tendo um amplo domínio da posse de bola.
No segundo tempo, uma mexida que poderia ter dado certo: Carmona foi pro jogo no lugar de Luan. Infelizmente o meia gaúcho, que entrou para apoiar no lugar de um jogador que aparentemente estava ali só para marcar, não apoiou nada – ao contrário, ficou escondido o tempo todo. O time continuou com um a menos na armação e Daniel Carvalho, cada vez mais cansado, ainda tinha que se virar sozinho. O jogo continuava amarrado, e os times só tiveram chances reais em cobranças de falta: Alemão mandou uma na trave direita de Deola, e Marcos Assunção mandou uma na forquilha direita de João Paulo, matando a coruja. Felipão então tirou o Barril de Carvalho de campo, colocando Patrik.
Nem deu tempo de ver como o time se comportaria, e aconteceu a fatalidade: Leandro Amaro foi se antecipar numa bola alçada na área, ela quicou numa irregularidade e desviou; nosso zagueiro acabou, no ato involuntário, esticando o braço. Pênalti ridículo, que desta vez o árbitro, que deixou de dar um a nosso favor no primeiro tempo sobre Ricardo Bueno, marcou sem pensar duas vezes. Osny bateu deslocando Deola e abriu o placar, aos 29.
Imediatamente Fernandão foi para o jogo no lugar de Maikon Leite, e o Verdão passou a fazer o que devia ter feito desde o início de jogo: um bombardeio sobre a meta do Catanduvense. Primeiro Ricardo Bueno, que em vez de chegar chegando e meter pra dentro, ficou pensando se faria com o bico ou com a sola, e com o gol vazio não fez nada. Depois, Marcos Assunção aproveitou uma vantagem e soltou a bomba de fora; João Paulo espalmou e ficou pelo menos três minutos caído no chão, fazendo cera.
Mas foi só forçar um pouco que o Verdão chegou ao empate: escanteio da direita, Kid cruzou no primeiro pau e Fernandão mostrou para Ricardo Bueno como tem que ser um centroavante: meteu pra dentro de cabeça, aos 37. O Verdão ainda tinha oito minutos mais os descontos para virar o jogo, e atacou como pôde, apesar da inoperância de Pedro Carmona. Patrik converteu-se no articulador do time, e o Palmeiras criou mais chances de gol nos quinze minutos finais do que em todo o resto do jogo. Aos 47, mais uma vez Ricardo Bueno teve o gol à disposição após cruzamento da esquerda, mas errou bisonhamente. O juiz deu apenas três minutos de acréscimo e ficou nisso, mais um empate em 1×1 com cara de 2011.
É verdade que jogamos sem Valdivia. Também é verdade que, apesar do esquema mais ofensivo, essa formação precisa de mais encaixe. E também é verdade que o juiz nos garfou – além de termos cometido um vacilo fatal dentro da área. Mas mesmo com tudo isso, tem que ganhar do Catanduvense, de qualquer jeito. Felizmente o empate não deve nos custar muita coisa, talvez o mando numa semifinal ou final – o que vimos que não influencia em nada, já que o que importa é mandar no juiz. O Paulistão é um campeonato de 4 jogos, com 19 rodadas de pré-temporada. Porque não dá pra imaginar que nenhum dos grandes fique abaixo da oitava posição contra times tão ruins quanto esses do nosso interior. Aguardamos a volta de Valdivia, a estreia de Barcos, e que Felipão continue insistindo num esquema que pode até ser mais vulnerável atrás, mas que proporcione ao torcedor ver um time atacando mais e buscando o gol.
Atuações:
![]() |
Deola: duas ótimas defesas: uma num chute muito forte, pelo alto; e outra numa finalização de fora em que a bola quicou com perigo à sua frente. 8 |
![]() |
Cicinho: ficou mais preso que de costume, sem participar do jogo com decisão. 6 |
![]() |
Leandro Amaro: vinha fazendo uma partida correta até o lance bizarro do pênalti. 4 |
![]() |
Henrique: com exceção de uma pixotada na lateral esquerda no primeiro tempo, fez uma partida tranquila. 6,5 |
![]() |
Juninho: fez sua melhor partida pelo Palmeiras até agora, participando bastante do jogo, com bons cruzamentos e até finalizações. 8 |
![]() |
Marcio Araújo: alguma vez já foi dito aqui que ele só não sai do time porque deve ser muito gente boa? Qualquer um joga no nível dele. 5 |
![]() |
Marcos Assunção: boa partida, mostrou bastante segurança – talvez apoiado pela presença mais próxima de Luan. Mais uma assistência para a conta. 8 |
![]() |
Daniel Carvalho: mesmo uma pipa de gordo (a luz do sol deixou mais clara a forma de barril), jogou muito bem, já tomando conta do meio-campo do time. Se entrar em forma… olha… 8,5 |
![]() |
Luan: é muito melhor jogando como quarto homem do meio-campo do que aberto pela esquerda. Pelo menos não atrapalha nenhum ataque. 5,5 |
![]() |
Maikon Leite: posicionamento perfeito, tentativas lúcidas; mas a execução, sempre, horrível. 4 |
![]() |
Ricardo Bueno: iludiu a torcida com uma boa partida no meio da semana. Os gols que ele perdeu hoje, não se perde. 4 |
![]() |
Carmona: entrou e ficou brincando de esconde-esconde o tempo todo. 4 |
![]() |
Patrik: sua primeira participação matou um ataque da equipe, mas depois se recuperou e comandou o time na tentativa da vitória. 7 |
![]() |
Fernandão: centroavante é isso aí. Deram chance, meteu pra dentro. 8 |
![]() |
Felipão: aí sim, hein! Rendeu-se à falta de criatividade e arriscou mais. Contra o Catanduvense também é fácil, quero ver desenvolver mais o esquema e mantê-lo durante o ano. 8 |
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
O dia em que o Palmeiras assumiu o porco como mascote
29 de janeiro de 2012 por @parmerista
Postado em: História, Verdazzo
Por Thell de Castro*
A torcida do Palmeiras grita e pula feliz da vida nas arquibancadas de todo o Brasil ao som de “dá-lhe porco, dá-lhe porco”. Mas nem sempre foi assim. Até a metade da década de 1980, quando alguém queria denegrir o Palmeiras e os palmeirenses, se referia aos mesmos como “porcos”.
Essa história é antiga, a sua origem tem várias versões e vamos abordar isso em outra coluna. Hoje nós vamos mostrar um exemplo de coragem que o Palmeiras teve ao assumir o porco como mascote, ao lado do periquito, mais precisamente em 1986.
A capa da revista Placar de 10 de novembro de 1986 diz tudo. Jorginho e o porco, com um título chamativo: “O Palmeiras quebra um tabu: dá-lhe porco!”.

A carta ao leitor daquela edição, que me foi ‘doada’ por meu tio em 1995, junto com muitas outras dos anos 1970 e 1980, já diz tudo:

De Buenos Aires, onde acompanhou na semana passada mais uma conquista do futebol argentino, o repórter Divino Fonseca conta um fato curioso. Durante muitos anos, a equipe do River Plate, nova campeã da Libertadores da América, foi chamada pelos adversários de la gallina. E como reagiu o clube diante de um apelido a princípio pejorativo? Com inteligência: simplesmente resolveu assumi-lo.
Em São Paulo, por coincidência, na mesma semana, outro time glorioso, o Palmeiras, deu uma idêntica demonstração de sagacidade e espírito esportivo: adotou o porco, simpático animal com o qual as demais torcidas do Estado tentavam hostilizá-lo. No sábado passado, um dos maiores ídolos palmeirenses, o atacante Jorginho, concordou em posar para PLACAR com um vistoso leitãozinho.
Nestes tempos de escassez de carne, foi mais difícil encontrar um pequeno suíno vivo – tarefa que coube ao assistente Rafael Vieira Filho – do que convencer Jorginho a ser fotografado com ele, no estúdio da Editora Abril, por Luís Gomes. O jogador topou com muito bom humor o convite do repórter Nelson Urt.
Carlos Maranhão
A grande matéria, de Nelson Urt, da página 20 em diante, também explica bem os fatos, inclusive a origem do apelido.

Muita gente custou a acreditar no que estava ouvindo. Para comemorar a vitória por 1 x 0 contra o Santos, quarta-feira passada, 29 de outubro, no Pacaembu, a torcida do Palmeiras, ainda com certa timidez, tomava o veneno atirado pelos adversários. “E dá-lhe porco, e dá-lhe porco, olê, olê, olê…”, cantava o refrão.
Domingo, no empate de 0 x 0 com o invicto São Paulo, no Morumbi, a massa alviverde assumiu de vez, e o porco virou moda – uma espécie de novo parceiro para o tradicional periquito. “Gostei da musiquinha e do impacto deste novo grito de guerra”, aprovou Jorginho, enquanto afagava os pêlos róseos e espetados de um leitãozinho, com que posou para uma foto especial para PLACAR.
Até há pouco tempo, chamar palmeirense de porco era bem pior que lhe xingar a mãe. Como o nome do animal também designa indivíduos sujos, grosseiros e obscenos, não havia maior provocação à honra palestrina. Nas derrotas, o humilhante coro de “porco, porco” ecoava pelos estádios a perseguir a galera. Estava reacesa uma ofensa usada na época do pós-guerra, para designar os italianos facistas. No futebol, fora recriada por corintianos, em 1968, quando só o Palmeiras votou contra a inscrição de dois jogadores para os lugares dos alvinegros Lidu e Eduardo, mortos num acidente de automóvel.
“Quando não se pode com um inimigo, junta-se a ele”, lembra um ditado a socióloga Sílvia Calegari. “Assumir o apelido é um antídoto para se livrar dele”, recomendava aos palmeirenses. Sílvia, corintiana de 28 anos, foi uma das pessoas que mais estimularam seu patrão, o empresário João Roberto Gobbato, a lutar pela adoção do porco como símbolo palmeirense, idéia defendida pelo falecido repórter Marco Aurélio Borba, em PLACAR, há três anos.
Há dois anos, ao iniciar no Parque Antártica um movimento para a adoação e comercialização do porquinho, Gobbato provou um deus-nos-acuda. Perdeu o cargo de diretor de marketing do clube, quase ficou sem a carteirinha de conselheiro e ainda por cima ganhou o apelido de “Porcato”. Quarta-feira passada, no Pacaembu, ao ouvir a torcida cantando o refrão, ele se sentiu, enfim, recompensado. “Ninguém mais segura o porco”, bradou Gobbato, sob o olhar de reprovação dos velhos cardeais da Onorata Società que povoavam a tribuna de honra do estádio. “Agora o movimento está partindo de um universo de mais de 3 milhões de palmeirenses em todo o país”, orgulha-se.
“É a mãe” – O apoio vem de todas as camadas. Como Jorginho, os outros jogadores sentiram boas vibrações vindas da arquibancada. “Até aplaudi quando ouvi o corinho”, conta o capitão do time, Vágner, que também é chegado num pagode. Dessa maneira, já não há mais briga quando os históricos desafetos corintianos se referem ao Parque Antártica, antigo Jardim Suspenso, como “Torresmão”, ou, ainda, “Pururucão”.
Nem todos, porém, concordam que o porquinho passe a ocupar, ao lado do periquito, que já ganhou até estátua nos jardins do clube, um lugar de destaque na gloriosa história do Palmeiras. Os radicais contra-atacam com velocidade: “Porco é a mãe de quem falou”, ralhou o conselheiro Vittorio Alessandro. “É um desrespeito a nossas tradições”, dispara o delegado de polícia Affonso de la Monica, diretor de esportes amadores.
Os torcedores nem querem dar ouvidos às reações contrárias e comemoram a adoção do suíno como mais uma memorável vitória sobre “aquele timeco da Marginal sem número” – referência ao não menos glorioso alvinegro do Parque São Jorge. “Porco é o nosso novo grito de guerra”, festeja José Carlos Burti, presidente da TUP, a maior torcida uniformizada do Palmeiras. “De agora em diante, quem gritar porco só estará ajudando a incentivar o Verdão”.
Há dois anos, a TUP ensaia seu contragolpe. Os chefes da torcida chegaram a comercializar, com sucesso, um casal de porquinhos de porcelana, vendido a 5 cruzados. Dado o êxito, eles sentiram que a idéia ganhava força e unanimidade entre os adeptos. Outras torcidas uniformizadas aderiram à estratégia, que tinha como quartel-general o escritório de Gobbato. “Agora é porco na cabeça deles”, bombardeia Cleo Sóstenes, presidente da Mancha Verde, a segunda mais numerosa força palmeirense. “Os conservadores terão de engolir”.
O presidente Nelson Tadini Duque não é contrário à idéia. Se fosse, tarde demais. Como um rastilho de pólvora, o movimento incendiou a massa e está fora de seu controle. “É sensacional mas não iremos oficializar o porco, já que temos o periquito”, pondera. Apesar dos óculos fundo-de-garrafa, Duque enxerga longe. Ele sabe o quanto é importante respeitar o sentimento de uma das maiores torcidas do país.
Isso ajuda a garantir altos lucros como de domingo, no Morumbi, que, segundo o borderô, acolhei mais de 60 000 pagantes e 1,717 milhão de cruzados de renda. Numa curiosa ilusão de óptica, contudo, a impressão era de que havia bem mais gente no estádio. Outra curiosidade: apesar da presença em campo de dois irretocáveis artilheiros, Careca e Mirandinha, o rapaz que pilota o marcador eletrônico teve uma tarde ociosa. Palmeiras e São Paulo fizeram o único jogo da rodada a terminar como começou, tudo igual e em branco.
Durante a semana passada, no entanto, o próprio presidente Duque tratou de estimular o comparecimento ao grande clássico travando com o seu colega do São Paulo, Carlos Miguel Aidar, um duelo de bastidores. “Será uma festa verde”, provocava. “Colocaremos no Morumbi meia dúzia de palmeirenses para cada são-paulino”.
O verde não foi maioria. As torcidas, entretanto, cumpriram sua parte e dividiram o estádio. Quem estava de volta de uma viagem que durou quatro meses, desde a excursão para ver a Copa do Mundo, no México, surpreendeu-se com as diferenças. “Fiquei espantado ao ouvir os palmeirenses gritando porco”, admirava-se Hélio Silva, chefe da Torcida Uniformizada do São Paulo. “Acho que isso pode deixa-los mais raivosos”, teme.
“E o gambá? – Gobbato, patrono do projeto porco, não acredita que o novo mascote trará uma carga de agressividade aos torcedores. “Poderá, isto sim, reforçar nossa masculinidade”, acredita. Gobbato se refere ao suíno como um animal de enorme resistência e insaciável apetite sexual.
“Achei lindo de morrer”, delira a bela torcedora Sílvia Toledo, militante da TUP. “É um animal bonito”, define Marcelo Lima, diretor da torcida. “Quero ver se os outros vão ter peito de assumir o Gambá ou o Bambi”, desafia.
Prendendo as patas e afagando a nova vedete da massa, de pelos clarinhos que encobrem o couro avermelhado e muita banha, Jorginho sente-se à vontade. Há sete anos no Palmeiras, ele é remanescente da época em que, das arquibancadas, os inimigos gritavam “porco” para humilhar e intimidar. Agora, quando a torcida canta “e dá-lhe porco”, Jorginho tem a sensação de que a vitória está muito mais perto. “Só espero estar aqui para ouvir o grito de porcão campeão”, sonha.
Para isso, o Verdão conta com um aliado a mais e um inimigo a menos. E não será a associação com um animal que ronca e fuça que irá diminuir o Palmeiras.
Porcão ou não, ele tem o destino dos gigantes pela própria natureza.

A reportagem, além de relatar esse acontecimento histórico, mostra a força da torcida, que adotou o porco e passou como um trator por cima de pessoas que pensam apenas em seu próprio umbigo. Isso em 1986, quando não existia internet, Twitter, mobilização de massa como hoje em dia e a torcida era menor.
Se a nossa torcida conseguiu fazer com o que porco fosse adotado, há quase 30 anos, vai conseguir as Diretas Já, a profissionalização da gestão do clube, a saída de diretores que não honram a história alviverde, entre outras conquistas que virão.
E dá-lhe porco, e dá-lhe porco…
* Thell de Castro é jornalista e publica todas as semanas uma coluna contando algum trecho da História do Palmeiras.
Follow @thelldecastro
Pré-jogo: Catanduvense x Palmeiras
28 de janeiro de 2012 por @parmerista
Postado em: Jogos, Verdazzo
O Verdão vai a Catanduva, que não recebe um grande há 20 anos, para enfrentar o Grêmio Catanduvense, clube com apenas 12 anos de idade, que estreia na Série A1 e que “rivaliza” com outro Grêmio Catanduvense, aquele alvirrubro que andou pela primeira divisão paulista no fim da década de 80 e início da década de 90 – e que perdia de todo mundo. Chegou a ter a infame alcunha de “Catanduperde”. Dizem que o apelido foi dado pelo nosso atual diretor de futebol.
Felipão recebeu a notícia na manhã deste sábado de que não vai poder contar com Valdivia, que não se recuperou de uma pancada no tornozelo recebida no jogo contra a Lusa; Carmona deve ter mais uma chance e deve assumir a armação do time. Mas nem tudo são más notícias: Tinga não foi sequer relacionado – o que realmente dá um ânimo ao torcedor para a partida – e Maikon Leite ocupa sua vaga. Ou será que Felipão vai de Patrik? A provável escalação: Deola; Cicinho, Henrique, Leandro Amaro e Juninho; Marcio Araújo, Marcos Assunção, Luan e Carmona (Patrik); Maikon Leite (Patrik) e Ricardo Bueno.
O técnico do Catanduvense, Roberval Davino, só acena com uma dúvida para a partida: pode escalar o time no tradicional 4-4-2, ou reforçaria o meio-campo, deixando o centroavante Alemão isolado à frente. Só quando a escalação for liberada é que saberemos se ele vai escalar o atacante Lúcio – único jogador conhecido do grande público, com passagens por Goiás, Flamengo e Santos – ou se reforça o meio com o volante Ricardo Oliveira. O time: João Paulo; Lorran, Cleber, Ednei e Anderson Paim; Fabinho Carioca, Du, Washington e Alex William; Alemão e Lúcio (Ricardo Oliveira).
O jogo acontece no estádio Silvio Salles, que tem capacidade para 14 mil pagantes, 8 mil dos quais reservado à torcida palmeirense. O clube local estabeleceu o preço do ingresso da arquibancada a R$80. O Verdão só poderá esbarrar em suas próprias limitações, diante de um adversário tão pouco qualificado. Deve vencer por 2 a 0, com gols de Marcos Assunção e Luan.
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
O Michelangelo do Photoshop
27 de janeiro de 2012 por @parmerista
Postado em: Verdazzo
O Conselho Deliberativo do Palmeiras, em reunião ordinária na noite de quinta-feira, decidiu homenagear São Marcos com um busto na Nova Arena.
O responsável pelas ilustrações do site oficial do clube é realmente um “artista”. Para comunicar à torcida da decisão, vejam abaixo o que o nosso Michelangelo do Photoshop fez.
No início da década de 80, com muito atraso, o clube homenageou Ademir da Guia com um busto, ao lado dos de Junqueira e Waldemar Fiúme. Mas o busto ficou tão ruim que parecia o Biro-Biro, jogador do SCCP à época. Mandaram fazer outro, que ficou um pouco melhor.
Tá certo que isso aí foi só uma viagem do nosso Michelangelo. Mesmo assim, jamais poderia ter sido publicada no site oficial do clube. Esperamos que a homenagem a nosso Santo Goleiro não passe nem perto desta aberração!!!
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
PS: Com quem isso aí se parece? Shrek? Sargento Pincel? Mussum?
Selo lá
26 de janeiro de 2012 por @parmerista
Postado em: Humor, Marketing, Verdazzo
O SPFC, sempre inovador, lançou o celular bambi. Legal, o Palmeiras também podia lançar o seu, mas esperar iniciativas importantes da diretoria de marketing desta gestão, onde não se tem sequer um profissional para tocar o departamento, ficando o diretor dependendo apenas de dois auxiliares administrativos, é querer demais.
Só que o pessoal do Jardim Leonor exagera. Vejam a página do site oficial do clube, clicando aqui.
Além do celular ser cor-de-rosa, dois trechos chamaram atenção:
” Cada jogador recebeu um kit para poder desfilar com seu novo presente.”
“Desfilar“? Really? Será que o redator não poderia ter escolhido outro verbo, como “mostrar”, até mesmo “exibir”? Tinha que ser “desfilar”???
“Além deles, foram sorteados 15 celulares para membros da imprensa, que também ficaram satisfeitíssimos com a ação.”
Ah, que bonito!
Uma coisa é fazer um press kit incrementado, com brindes interessantes. Faz-se agradinhos honestos aos jornalistas, que inconscientemente (ou não), vão sempre ter aquela boa-vontade a mais na hora de escrever. Isso faz parte do jogo, o Palmeiras também deveria fazer. Mas distribuir presentes caros, um celular de R$300, ultrapassa, e muito, os limites da ética.
Bem, tanto uma frase, quanto outra, refletem perfeitamente a identidade do clube em questão. Para quem já distribuiu ingressos para o show da Madonna, não é surpresa para ninguém.
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
15h08 – Fui informado pelo leitor @_filiperufino que o Palmeiras tem, sim, seu celular, igualzinho o do bambi – mas não é rosa, é claro. Só que ninguém fica sabendo. Pelo visto, a iniciativa é da empresa de tecnologia, e não dos clubes. Logo, a crítica à estrutura de marketing do Palmeiras permanece válida. Conheça o celular do Palmeiras aqui.
Palmeiras 1×1 Portuguesa
26 de janeiro de 2012 por @parmerista
Postado em: Jogos, Verdazzo
Depois de um péssimo primeiro tempo, o Palmeiras levou um gol no início do segundo tempo, e mesmo tomando conta do jogo só conseguiu fazer um. O empate não foi injusto, apesar do volume de jogo no segundo tempo. O que ficou claro, mais do que nunca, é que as saídas de Tinga e Luan, para as entradas de Maikon Leite e Daniel Carvalho melhoraram bastante o time.
O primeiro tempo foi uma das coisas mais horrorosas dos últimos tempos. O Palmeiras não conseguia trocar três passes seguidos, frequentemente parando nos de sempre: Marcio Araújo, Tinga e Luan. As poucas chances criadas foram em chutes de longe, deixando mais evidente do que nunca que essa configuração do time não vai a lugar algum. E aqui peço licença para IMPLORAR ao Felipão para que nunca mais escale o time assim.
A Lusa continua sendo apenas a frágil Lusinha de sempre, com um time muito fraco e dependendo de lampejos de Edno. Mesmo com Marcio Araújo e Marcos Assunção em noites ruins, dando bastante espaço, não foram capazes de assustar Deola nos primeiros 45 minutos. Que castigo para os 8 mil pagantes que foram ao Pacaembu na agradável noite de aniversário da capital paulista.
O segundo tempo já começou prometendo, com a troca de Tinga por Maikon Leite. O Verdão sinalizou que ia partir para cima da Portuguesa, Marcos Assunção bateu uma falta perigosa para defesa de Weverton. Mas num vacilo imperdoável da defesa, Marcelo Cordeiro conseguiu enganar Cicinho e cruzou para Maylson, entre Assunção e Juninho, que aproveitou e completou para o gol, aos 4 minutos.
Se o Palmeiras já tinha mostrado uma disposição diferente, com o gol virou pressão total. Precisou o time sair perdendo para mostrar um futebol, se não vistoso, que pelo menos respeita a torcida, que quer ver o Verdão sempre agredindo o adversário, e não só jogando burocraticamente e esperando um erro ou uma bola parada.
Aos 15, Felipão milagrosamente tirou Luan e colocou Daniel Carvalho. Mesmo em forma de barril, o novo reforço mostrou consciência com a bola nos pés. Sentiu pouco a falta de ritmo nos primeiros minutos, mas rapidamente já estava invertendo jogadas e distribuindo jogo. Valdivia chegou mais perto da área, e aí só deu Verdão. Foi um massacre, com chances seguidas – numa delas, Valdivia perdeu uma chance inacreditável, que Ricardo Bueno ainda tentou consertar, mas à frente da linha da bola, só conseguiu jogá-la na trave.
Finalmente aos 35, veio o gol, em jogada que iniciou com Daniel Carvalho, que percebeu Maikon Leite caindo pela direita e fez o lançamento. O ponta fez boa jogada e cruzou com precisão para o meio da área – onde estava Ricardo Bueno, que se deslocou bem para chegar na frente do zagueiro e completar, finalmente, para dentro do gol. O Verdão continuou pressionando em busca da virada, mas ficou mesmo no empate.
Embora Murtosa tenha sido oficialmente o treinador, sabemos que quem dá um jeito de mandar é o Felipão, e pela primeira vez ele sinalizou que pode abrir mão de Tinga, e mais surpreendente ainda, de Luan. O time ficou nitidamente mais inteligente, com mais opções de saída e com possibilidades reais de envolver o adversário, com Maikon Leite aberto pela direita, Cicinho dando opções de triangulação, e Valdivia mais avançado, com o apoio de Daniel Carvalho. Até Ricardo Bueno ficou mais confiante. Resta saber se Felipão vai chegar em casa e se auto-chibatar, ou se realmente vai assimilando a ideia fazer uma mudança crucial no time.
Atuações:
![]() |
Deola: honestamente, da arquibancada verde, não vi nada errado em sua atuação, embora alguns amigos já o tenham cornetado no Twitter. 7 |
![]() |
Cicinho: como sempre, bastante participativo, mas desta vez não conseguiu conectar as jogadas. 6 |
![]() |
Leandro Amaro: partida tranquila, principalmente por cima. 7 |
![]() |
Henrique: quase não teve trabalho, pode até ter voltado pra casa sem tomar banho. 7 |
![]() |
Juninho: mostrou mais potencial defensivo que ofensivo desta vez. Arriscou poucas descidas. 6,5 |
![]() |
Marcio Araújo: errou praticamente tudo que tentou. 2 |
![]() |
Marcos Assunção: além de fraco na marcação, estava com o pé descalibrado. Triste partida #100. 4 |
![]() |
Tinga: jogou tão mal, mas tão mal, que até o Felipão perdeu a paciência. ZERO |
![]() |
Valdivia: bastante marcado, era o único sinal de inteligência até a entrada de Daniel Carvalho. Perdeu um gol feito. 7 |
![]() |
Ricardo Bueno: reagiu bem às cobranças após o péssimo início de ano. Tentou vários chutes da entrada da área, se deslocou, buscou jogo, e foi recompensado com o gol. 8 |
![]() |
Luan: tentou abrir o placar com 8 segundos chutando de fora, um bom lance. Mas ficou nisso, depois só atrapalhou. 5 |
![]() |
Maikon Leite: mudou o jogo. Participou bastante, ora indo ao fundo buscando os cruzamentos, ora se enfiando entre os zagueiros para sair na cara do gol. Num cruzamento, saiu o gol. 8 |
![]() |
Daniel Carvalho: a enorme galeria de boas estreias tem mais um integrante. Mostrou inteligência e personalidade. Mas ainda está muito gordo. 8 |
![]() |
João Vítor: entrou no fim e só conseguiu errar passes. S/N |
![]() |
Felipão: escalação errada, como sempre, mas desta vez não apenas corrigiu como deu um bom sinal. Vai, comandante! 7,5 |
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
#KidBengala100
25 de janeiro de 2012 por @parmerista
Postado em: Verdazzo
Marcos Assunção fará sua centésima partida pelo Palmeiras esta noite, contra a Portuguesa.
Sua presença no time é controversa. É um jogador absolutamente decisivo. O time se mostra terrivelmente dependente de seu talento nas bolas paradas – mas será que se o esquema abrisse mão de Assunção, não poderia também abrir mão de Luan para ajudar a preencher o lado esquerdo e assim ser mais ofensivo?
Apesar da dúvida, fica aqui a homenagem do Verdazzo a um dos jogadores mais centrados e profissionais do elenco. Se ele é ou não âncora do time, não é culpa dele, e sim de quem o escala. Quando ele está lá, faz sua parte, e muito bem. Parabéns, Marcos Assunção!

E-mail: conrado@verdazzo.com.br
Pré-jogo: Palmeiras x Portuguesa
25 de janeiro de 2012 por @parmerista
Postado em: Jogos, Verdazzo
E lá vem a Barcelusa. O Verdão volta a campo na noite desta quarta-feira, feriado na capital paulista, para enfrentar a Portuguesa, pela segunda rodada do Campeonato Paulista, no Pacaembu. O Palmeiras segue invicto desde a 33ª rodada do Brasileirão e 100% nos dois jogos em 2012 até agora. Já a Lusa, campeã da segunda divisão e do “Troféu Sócrates”, estreou em jogos oficiais com derrota em casa para o Paulista de Jundiaí.
Se Campeonato Paulista não é parâmetro para nada, segunda divisão é muito menos. A Portuguesa “encantou o mundo” na campanha do título da Série B em 2011. O técnico Jorginho Rinus Michels, cultuado por parte da torcida do Palmeiras até hoje pela campanha de 6 jogos que fez no comando do time em 2009, perdeu duas peças importantes: Fabrício e Marco Antônio. Em compensação, reforçou a meia com Michael, aquele mesmo que foi revelado aqui em 2007, e contratou para o ataque Rodriguinho, refugo do Fluminense, e Vandinho, ex-Avaí e Flamengo – no entanto, só este último deve nos enfrentar. O time que deve ir a campo hoje é Wéverton; Luis Ricardo, Leandro Silva, Renato e Marcelo Cordeiro; Boquita, Léo Silva, Maylson e Henrique; Vandinho e Edno.
O Verdão só deve mudar o time em relação ao que venceu o Bragantino no gol: Deola volta de suspensão no lugar de Bruno. Os reforços Román, Daniel Carvalho e Barcos seguem em trabalho de condicionamento físico; o atacante é o que parece mais perto de entrar em condições de estrear – ontem participou ativamente do rachão, marcando dois gols, embora a imprensa tenha preferido destacar que ele perdeu um. O time: Deola; Cicinho, Henrique, Leandro Amaro e Juninho; Marcio Araújo, Marcos Assunção, Tinga e Valdivia; Ricardo Bueno e Luan.
O jogo marca a centésima partida de Marcos Assunção pelo Palmeiras. Mas o que a torcida espera mesmo é mais uma grande partida de Valdivia, que é nitidamente o ponto de desequilíbrio entre os dois times. O Palmeiras já foi bem mais superior à frágil Barcelusa. Mesmo assim, deve vencer esta noite, com alguma dificuldade: 2×1, com gols de Cicinho e Luan.
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
Acorda, Palmeiras!
24 de janeiro de 2012 por @parmerista
Postado em: Política, Verdazzo
Muito tem se falado sobre a fragmentação da oposição no Palmeiras. De fato, a pluralidade de grupos e entidades importantes faz com que os ideais sejam mais difíceis de serem atingidos. Pensando nisso é que alguns associados buscaram uma forma de unir esses grupos, se não de forma definitiva, pelo menos em ações pontuais. E assim nasceu o Movimento Acorda, Palmeiras!
Cada grupo e chapa que compõe o movimento mantém sua autonomia e identidade. Não se trata de uma fusão, mas sim de um canal para que grupos distintos possam convergir quando a ação for de interesse comum.
Estão representados sete grupos políticos, cujos componentes estão de alguma forma filiados a três das quatro chapas que participaram da última eleição para o Conselho Deliberativo. Os blogs e sites que participam do movimento serão identificados com selos e farão parte da “AcordaNet”. Acesse o release clicando neste link.
Esta veio prontinha
23 de janeiro de 2012 por @parmerista
Postado em: Humor, Verdazzo

Obrigado ao eterno ídolo bambinesco pela piada pronta, e ao leitor Eduardo Matos pelo link.
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
Respeitem o Felipão!
23 de janeiro de 2012 por @parmerista
Postado em: Verdazzo
É fato que Felipão não vem sendo feliz desde que voltou ao clube, há um ano e meio. Tanto nas indicações de reforços, quanto na forma como vem os usando, podemos contabilizar mais erros do que acertos. Não há dúvidas que se esperava muito mais de nosso treinador quando foi anunciada sua contratação, em junho de 2010.
Não faltam motivos para que os torcedores demonstrem insatisfação com Scolari. A tendência a insistir com Tinga e Marcio Araújo parece desagradar a todos. O esquema tático, a relação ruim com a base, a insistência com Luan, e seu salário também são motivos para que um aqui, outro ali, dêem sua cornetada no treinador – inclusive o Verdazzo.
São poucos os que hoje mantêm o apoio sem restrições ao treinador. Há quem já tenha perdido totalmente a paciência e já queira sua demissão. Há também quem só não pede sua cabeça porque não vê quem o possa substituir – além do problema da alta multa. E há quem tenha suas restrições, mas ainda o enxergue como melhor opção para o clube. De toda forma, a corneta está soando.
O direito de cornetar é sagrado para nossa torcida. Um dia alguém disse “Faça-se a luz“, mas mesmo antes disso já havia palmeirenses cornetando, no escuro. Nem Marcos passou ileso – não será Felipão, nem ninguém, que conseguirá.
O que não dá para aceitar é que junto com as cornetadas venham manifestações desrespeitosas com um dos maiores técnicos que já passaram por nosso clube. Felipão pode estar errando, mas não o faz por má fé nem por negligência. Alguém com sua história no clube e sua postura no dia a dia pode não estar imune a cornetas, mas deve estar imune à falta de respeito.
Hoje podemos ver que as críticas a Felipão vêm acompanhadas de xingamentos iguais aos que deveriam ir para B1, B2 e todas as ratazanas que os rodeiam. É muito triste ver parte da nossa torcida tratando um ídolo da mesma forma como os ineptos que estão na direção do clube.
Está faltando alguma coisa nessa história. Pode ser falta de discernimento, e espero que seja. Porque se não for, é falta de educação, o que é bem pior. Essa parcela da torcida bem que podia ter um pouco mais de respeito com um ídolo.
E-mail: conrado@verdazzo.com.br























