Um cacho de bananas
23 de janeiro de 2012 por @parmerista
Postado em: Marketing, Política, Verdazzo
O vice-presidente e diretor-financeiro do clube Walter Munhoz não é afeito a aparecer na mídia. Sempre na moita, leal a Mustafá Contursi, já anunciou sua “aposentadoria do Palmeiras” ao final deste mandato. Mas estava todo contente no sábado, nas dependências do clube. Ele se gabava da diretoria ter conseguido fechar com um centroavante. Mas não dizia o nome.
Deixou a todos muito curiosos, todos queriam saber de quem se tratava. Quando ele finalmente revelou que era o Barcos, foi uma decepção geral. Mas como assim “fechou com o Barcos”? É que mesmo com o anúncio oficial, feito na quarta, o atacante ainda não havia assinado contrato, e quando percebeu que o clube anunciou ao público, chegou pedindo um troquinho a mais.
A pergunta que não quer calar é: como é que o clube anunciou a contratação do Barcos com ele ainda fora do país? Mesmo que de forma bastante improvável houvesse alguém acompanhando o atacante no Equador e a assinatura tivesse se dado lá mesmo em Quito, não era óbvio que ainda faltavam os exames médicos? Como somos inocentes…
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Aliás, o mesmo Walter Munhoz foi bastante questionado no sábado sobre o patrocínio master na camisa, já que o diretor de marketing, Rubens Reis, de forma inacreditável anunciou à imprensa na semana passada que até o fim do mês o problema não só estaria resolvido, como seria em valor superior à base atual. O vice financeiro mostrou o quanto a diretoria está unida e todos confiam uns nos outros:
- Faz seis meses que ele fala isso…
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Afinal de contas, o que o diretor de marketing tem a ganhar ao fazer esse tipo de declaração? Ao dar a si mesmo uma deadline, só dá mais munição ao outro lado da mesa. Cuspiu pra cima, pra quê? A única coisa que explica declaração tão infeliz é a tentativa de diminuir a pressão sobre si. Ora, além do efeito ser justamente o contrário, mostra que não aguenta a pressão que o cargo exerce.
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O jogo contra o Bragantino não foi transmitido pela TV aberta, nem pelo SporTV, embora tenha acontecido no interior. Por algum motivo, as televisões transmitiram, inclusive para a capital, o jogo que aconteceu no Jardim Leonor. Restou ao palmeirense que não pôde ir a Bragança assistir pelo PPV.
O associado do clube está acostumado a assistir a jogos que não passam nem na TV aberta nem no SporTV no próprio Palmeiras. Pois os senhores pasmem: mudaram o plano de TV por assinatura dentro do clube, e não há mais pay-per-view disponível aos associados. Não é mais possível assistir aos jogos do Palmeiras nem dentro do próprio Palmeiras.
O que o palmeirense fez para merecer isso…?
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
Se esse é o Bueno…
23 de janeiro de 2012 por @parmerista
Postado em: Humor, Verdazzo

E-mail: conrado@verdazzo.com.br
Bragantino 1×2 Palmeiras
22 de janeiro de 2012 por @parmerista
Postado em: Jogos, Verdazzo
Em Bragança Paulista, o Verdão começou o campeonato com o pé direito ao vencer o Bragantino por 2×1, e soma os três primeiros pontos na corrida para ficar entre os oito melhores. Apesar do resultado, o time não jogou bem, e precisa evoluir muito se quiser chegar na reta final de forma competitiva.
Logo aos seis minutos, em escanteio que teve origem numa jogada de Tinga, aberto pela direita, Marcos Assunção cobrou na cabeça de Leandro Amaro, na risca da pequena área. O zagueiro, sozinho, nem precisou saltar para cabecear a bola no cantinho direito de Rafael, abrindo o placar. Parecia que o Palmeiras iria passar o trator no Braga – mas ficou na impressão.
O time da casa, armado no 3-5-2, intensificou a marcação em Valdivia, que já não tinha naturalmente, pelo esquema do Palmeiras, com quem tocar curto. A saída para o Verdão seria atacar pelos flancos, tanto com os laterais quanto com Luan e Tinga, mas isso não ocorreu. Jogando afunilado, o Palmeiras só foi melhorar depois de meia hora, quando Valdivia resolveu procurar o jogo mais pelos lados, confundindo a marcação. Já o Bragantino concentrou suas tentativas nas bolas aéreas, e a defesa do Verdão, principalmente no primeiro tempo, mostrou bastante indecisão, levando vários sustos.
Os times voltaram sem alterações para o segundo tempo, mas o Bragantino resolveu aproveitar melhor as subidas de Cicinho e passou a acionar mais o atacante Leo Jaime, pela esquerda. Rápido e perigoso, o atacante passou a infernizar o setor, até que aos 14, sofreu pênalti infantil de Cicinho. Wellington bateu, Bruno foi muito bem na bola mas não evitou o gol.
Com o empate, o Bragantino passou a ter como objetivo fazer o tempo passar, satisfeito com o empate. Marcelo Veiga abriu mão de tentar a vitória e congestionou o meio. Felipão (ou Murtosa) então começou as substituições: primeiro tirou Ricardo Bueno, que perdeu alguns gols no primeiro tempo e um feito no segundo, e colocou Fernandão, substituição que não ajudou muito. Valdivia passou a tomar conta do jogo, principalmente depois que mais de meio time do Bragantino já estava amarelado. A dez minutos do fim, Maikon Leite foi pro jogo, no lugar do Tinga.
E em sua segunda participação no jogo, Maikon Leite decidiu, ao completar de cabeça cruzamento de Valdivia que, sozinho, fez boa jogada pela esquerda. Talento de um, oportunismo do outro. E nada de tática. Daí para a frente, algumas tentativas inócuas do time da casa, e ficou nisso. Ótimo resultado diante do pouco que o time mostrou.
É claro que não se pode exigir logo no primeiro jogo pra valer da temporada que o time, fora de casa, desse um baile de bola, mesmo contra um adversário pouco qualificado. Os jogadores mostraram ainda alguma falta de ritmo, e duas contratações importantes ainda não foram testadas – Barcos e Daniel Carvalho. O Paulistão tem uma fase classificatória longa que vai servir exatamente para o time pegar corpo até as fases decisivas, tanto do Paulistão quanto da Copa do Brasil, em maio. Enquanto isso, seguimos aguardando mais reforços, mas tudo indica que B1 e B2 já tiraram o time de campo.
Atuações:
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Bruno: deu uns vacilos no primeiro tempo, nas bolas altas, mas fez boas defesas por baixo. Quase pegou o pênalti. 7,5 |
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Cicinho: apoiou bastante, mas preferiu afunilar. Mais uma vez a cobertura em suas costas falhou. Fez um pênalti bobo que podia ter custado a vitória. 7,5 |
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Leandro Amaro: instável: meteu um gol lá na frente, mas passou a cometer erros primários na sequência. Recuperou-se depois, voltando a jogar com segurança. 8 |
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Henrique: outro que passou por altos e baixos, principalmente nas bolas aéreas, mas acabou saindo-se bem no final. 7,5 |
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Juninho: ainda tímido, arriscou uma ou outra descida – até bateu pro gol. Mas precisa se soltar mais. 7 |
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Marcio Araújo: no momento de instabilidade da defesa, foi o que mais cometeu trapalhadas. Segue intocável. Como é que pode? 6 |
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Marcos Assunção: o mesmíssimo filme dos últimos dois anos: decisivo nas bolas paradas, uma temeridade com ela rolando. 7,5 |
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Tinga: fez boa jogada no lance que antecedeu o escanteio para o primeiro gol. E só. Muito fraco. 5 |
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Valdivia: apagado nos primeiros trinta minutos, caiu pelos lados para buscar jogo e engoliu o jogo. Melhor em campo. 9 |
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Ricardo Bueno: mais um para entrar para a galeria dos piores atacantes da História do Palmeiras. Como é ruim. 3 |
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Luan: o time joga tanto em função dele, que não é ele que tem que encostar no Valdivia pra dar jogo, tem que ser o contrário. Jogar em função do Luan é complicado. 6,5 |
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Fernandão: se escondeu da bola, a única diferença entre ele e o Bueno é que o primeiro faz a torcida passar raiva. 3 |
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Maikon Leite: mostrou estrela. A finalização foi idêntica à de Carmona no jogo contra o Ajax. Podia ter entrado mais cedo. 7,5 |
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Chico: só entrou para o Valdivia ganhar um aplauso especial. S/N |
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Felipão: Marcio Araújo, Luan e agora Tinga. Se formos ter esses três como intocáveis durante mais uma temporada inteira, vai ser bem difícil. 5 |
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A reinauguração do Estádio Palestra Italia em 1967
22 de janeiro de 2012 por @parmerista
Postado em: História, Verdazzo
Por Thell de Castro*
Enquanto a Nova Arena está sendo levantada, o Palmeiras fica sem estádio para mandar seus jogos e precisa jogar no Pacaembu, na Arena Barueri, no Canindé ou no interior.
É um mal necessário, que será logo esquecido quando, no ano que vem, mesmo com atraso, como foi anunciado, teremos nossa moderna arena – e sem investimento público, o que é melhor.
O clube já viveu essa situação em outra ocasião. Nos anos 1960, aconteceu uma grande reforma no Palestra Italia. Em 1933, o clube já havia feito uma grande reforma no estádio, implantando arquibancadas de concreto armado, entre outras melhorias. Vamos abordar essa reforma em outra ocasião.
Após a obra, a arquibancada foi reconstruída, o campo foi suspenso, dando origem ao termo “jardim suspenso” e os vestiários foram para o subsolo, entre muitas outras novidades.
A reinauguração aconteceu no dia 7 de setembro de 1967, feriado nacional, em partida contra a Esportiva, de Guaratinguetá, válida pelo Campeonato Paulista daquele ano. O Palmeiras venceu por 2 a 0 e o que se viu foi uma grande festa feita pelos 31.900 pagantes que presenciaram a partida histórica.
Vamos relembrar, com ajuda do arquivo da Folha de S. Paulo, como foi essa partida. A imagem da matéria não está 100% e não conseguiremos reproduzi-la na íntegra, mas confira alguns trechos adaptados:

Palmeiras inaugurou campo e ganhou de 2
A partida de ontem inaugurou o gramado novo Estádio Palestra Italia. Os capitães das equipes, Valdemar e Zozimo, convidaram o presidente do Palmeiras, sr. Delfino Facchini, para dar o pontapé inicial.
Embora sem nenhuma festividade, a não ser o pontapé inicial, a inauguração do novo gramado do Estádio Palestra Italia transformou-se num grande acontecimento, pelo entusiasmo de todos pela magnífica obra. É realmente um gramado extraordinário, e as dependências já concluídas, que se mostraram totalmente lotadas, acolheram 32.000 pessoas.
No primeiro tempo, o Palmeiras foi para o ataque, buscou mais a área do adversário e fez os dois gols com facilidade. Os gols foram marcados por Ademar e Rinaldo, esse de pênalti. Na segunda etapa, o nível do jogo caiu e o Palmeiras não marcou mais nenhum tento.
O jornal destacou que Ademar foi o melhor atacante do Palmeiras no jogo, mas recuou no segundo tempo e fez o time produzir menos. Também foi destaca a violência de algumas entradas da equipe da Esportiva. Inclusive, curiosamente, o cronista destacou que “futebol é para homens”.
Essa foi a crônica da partida de reinauguração do Palestra Italia em 1967. Na época, sem grandes estratégias de marketing como temos hoje em dia (apesar da diretoria do Palmeiras não se utilizar delas em vários momentos), o fato passou meio despercebido e o que valeu foi o jogo mesmo.
Mas, em breve, estaremos escrevendo uma grande página em nossa história, com a inauguração da Nova Arena, e esperamos que o estádio seja gerenciado com profissionalismo e que dê muitos lucros e alegrias ao nosso querido Palmeiras.

* Thell de Castro é jornalista e publica todas as semanas uma coluna contando algum trecho da História do Palmeiras.
Follow @thelldecastro
Que assistência!
22 de janeiro de 2012 por @parmerista
Postado em: Humor, Verdazzo
Judas30 começa muito bem sua passagem pelo Grêmio.
Vai se acostumando, Judas. Praga de palmeirense é uma coisa muito séria.
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
Pré-jogo: Bragantino x Palmeiras
22 de janeiro de 2012 por @parmerista
Postado em: Jogos, Verdazzo
Começa neste domingo o Campeonato Paulista para o Palmeiras. Em Bragança Paulista, no Marcelo Stefani (o nome do estádio mudou mas aqui será sempre chamado pelo nome original), o Palmeiras enfrenta o Bragantino, e promove a estreia em jogos oficiais de pelo menos um dos quatro reforços contratados: o lateral Juninho, que já foi titular contra o Ajax, deve sair jogando.
Felipão, que não ficará no banco devido a suspensão, mantém a aposta em Tinga, enquanto Daniel Carvalho não atinge a forma física ideal. Resta saber se quando isso acontecer, será escalado. Pedro Carmona recebeu proposta do Japão e pediu para não ser relacionado enquanto estuda a negociação. Deola, suspenso, também é desfalque. Felipão deve mandar a campo Bruno; Cicinho, Henrique, Leandro Amaro e Juninho; Marcio Araújo, Marcos Assunção, Tinga e Valdivia; Ricardo Bueno e Luan. Existe a tendência para que Daniel Carvalho entre no segundo tempo e também faça sua estreia.
O Bragantino mantém pela trocentésima temporada seguida o técnico Marcelo Veiga, fato raro entre times grandes, e certamente inédito em qualquer time pequeno. A diretoria apostou em contratações de promessas, apesar de ter alguns ex-palmeirenses no elenco, como André Zuba e Francis. O time que deve entrar em campo é Rafael; Murilo Henrique, André Astorga e Luis Henrique; Victor Ferraz, Serginho, Wellington, Fernando Gabriel e Léo Jaime; Romarinho* e Giancarlo.
O time da casa ofereceria perigo se tivesse mantido a base, usando o entrosamento como arma. Como não é o caso, o Verdão, se conseguir dar opções de jogo curto para Valdivia, deve vencer com tranquilidade. Placar clássico, Bragantino 0×3 Palmeiras.
*Não, não é o Romarinho da base do Palmeiras.
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Madeixas
20 de janeiro de 2012 por @parmerista
Postado em: Humor, Verdazzo
O técnico Leão, do SPFC, disse que o motivo da lesão do goleiro-ajoelhador pode ter acontecido porque… bem, vejam vocês mesmos…

E-mail: conrado@verdazzo.com.br
A base, cumprindo seu papel
19 de janeiro de 2012 por @parmerista
Postado em: Verdazzo
O Palmeiras chegou às quartas-de-finais da Copa São Paulo depois da vitória por 3 a 2 frente ao bom time do Paulista de Jundiaí. O velho refrão “não estamos atrás do título, o que importa é revelar” sempre tem que ser repetido, e o Palmeiras cumpriu a missão ao mostrar vários bons jogadores que podem vir a ser aproveitados por Felipão ou pelos próximos técnicos do Palmeiras.
Na zaga, o grande destaque é Luiz Gustavo, capitão do time. Parece não apenas ser um zagueiro quase pronto em todos os fundamentos, mas também exibe habilidade suficiente para sair jogando e subir ao ataque. Já marcou três gols em jogadas de bola parada; também fez lançamentos, enfiadas de bola e limpa a jogada na armação – como aconteceu na jogada do primeiro gol frente ao Paulista, quando iniciou a jogada para Bruno Sabiá. Falando assim, parece um novo Luiz Pereira, e temos que ter calma para o menino não subir no salto. Mas que ele está mostrando muito potencial, é inegável.
O lateral-esquerdo Vítor Luiz vem fazendo uma boa Copinha, bem acima da média, e pode brigar com Gerley pela reserva de Juninho. No meio-campo, João Denoni, volante que ganhou a posição do centroavante Hugo Ragelli durante a competição, é um dos maiores destaques do time, com um ótimo porte físico, visão ampla da jogada e bom chute. Bruno Dybal vem fazendo uma competição correta, mas sem corresponder à enorme expectativa que se criou em torno das boas atuações em campeonatos anteriores.
Na frente, Diego, que também é chamado de Diego Souza e Diego Souza Xavier, foi o destaque principalmente nas partidas da primeira fase, exibindo um ótimo controle de bola. Enquanto o treinador mantinha Hugo no time, Diego jogava vindo de trás; com a ascensão de João Denoni, Diego foi avançado e não está rendendo tanto. A seu lado, Bruno Sabiá, atacante que joga pelo lado direito, sente a falta de um centroavante como referência, e também não vem rendendo o quanto já mostrou que pode, embora já tenha feito duas jogadas espetaculares nesta Copinha, que lembraram o animal Edmundo.
Hugo Ragelli, centroavante, é um menino de 16 anos que tem números impressionantes em sua categoria. Está jogando a Copinha entre garotos mais velhos, e isso faz diferença. Tem tido atuações apagadas, mostrando nervosismo nas finalizações. Até por isso, acabou perdendo a posição – talvez o técnico esteja tentando preservá-lo. Mesmo bastante nervoso, quando entra no segundo tempo o time melhora bastante, já que dá ao ataque a referência para construir a jogada e preocupa mais os zagueiros adversários. A torcida precisa ter paciência que esse garoto ainda pode evoluir bastante, e em dois ou três anos estar pronto para jogar até entre os profissionais.
O treinador Marcio Rodrigues vem optando pelo esquema 3-5-2. O time vem ganhando todos os jogos, mas nota-se que os meninos estão com dificuldade de mostrar todo o potencial. Os alas Rafael e Vitor Luiz sobem, mas nem tanto quanto o esquema sugere. Quem acaba compensando é Luiz Gustavo, que atua como o velho líbero da década de 80. De qualquer forma, um esquema com três zagueiros só se justifica quando temos três zagueiros realmente muito bons, o que não parece o caso. Gabriel e Guilherme Almeida são zagueiros que, se não comprometem, por enquanto não saltam aos olhos e não justificam a opção pelo esquema.
Há quem critique o uso do 3-5-2 porque Felipão joga de outro jeito, e os meninos têm que ser treinados de acordo com o time de cima para estarem prontos para subir quando necessário. Apesar de fazer sentido, é um conceito equivocado, principalmente porque no Brasil a rotatividade dos técnicos é grande. A base não pode pretender ser um espelho do time de cima, porque não existe clube no Brasil que tenha uma escola definida. Aliás, poucos clubes no mundo podem dizer isso.
Daqui para a frente é lucro. A missão de revelar está cumprida. Méritos à equipe de Marcos Biasotto, que pegou essa molecada em 2009, com 14 ou 15 anos, e os lapidou; mas também para a atual equipe, que apesar da involução na metodologia, pelo menos não deixou a peteca cair. Os garotos estão aí, quase prontos. Se vão virar jogadores de verdade, o tempo dirá. Gabriel Silva, há dois anos, parecia ser um canhão, um lateral para brigar por posição para a Copa de 2014, mas seu desempenho quando subiu foi decepcionante. Por isso, é bom não nos empolgarmos com mais ninguém, e simplesmente apoiá-los, para que continuem a desenvolver seus potenciais e em brave darem muitas alegrias à nossa torcida.
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
Hernán Barcos chega ao Palmeiras
18 de janeiro de 2012 por @parmerista
Postado em: Verdazzo
A contratação do argentino Hernán Barcos, anunciada oficialmente ontem, tenta eliminar a maior carência do time: um matador. Com Ricardo Bueno e Fernandão, remendos contratados na base do desespero no segundo semestre de 2011, o time não foi a lugar algum. Desta vez o atleta contratado fazia parte da lista solicitada por Felipão. Chega, portanto, respaldado pelo treinador, e é a esperança de gols da torcida para a temporada.
Muito menos porque foi um pedido de Felipão ou pelos seus gols no YouTube, e muito mais pelo posicionamento de Roberto Frizzo durante as negociações, a contratação do jogador virou questão de honra para a torcida. Nosso diretor de futebol, com seu estilo único, tentou minimizar um possível fracasso com uma piadinha, uma frase de efeito. Causou um tsunami, com efeitos até junto à diretoria da LDU. Felipão, após o jogo contra o Ajax, deixou claro que queria o jogador e que o estilo comediante de B1 e B2 estava ultrapassando todos os limites. A efetivação do negócio foi vista como uma derrota de Frizzo, que é acusado no clube de sabotar negociações que “não são dele”.
Trata-se de um atacante com bom porte físico, mas sem grandes destaques na carreira. Tem condições de resolver o problema de gols do Palmeiras, claro – principalmente no Paulista, onde o nível das defesas é muito baixo, e até no Brasileirão, que também não anda lá um primor. Resta saber se Felipão vai escalá-lo como NOVE-NOVE que é, ou se vai colocá-lo como espelho de Luan pela direita e mandá-lo marcar as descidas do lateral-esquerdo, como fez com Wellington Paulista.
Antes de jogar pela LDU, Barcos nunca foi decisivo em nenhum time por que jogou. Aliás, jamais se firmou em time algum. Revelado pelo Racing, foi logo emprestado ao Guarany do Paraguai, ao Olmedo do Equador, ao Estrela Vermelha da Sérvia, ao Huracán, e para mais duas equipes chinesas, antes de jogar no time de Quito, onde finalmente fez duas boas temporadas.
A se ponderar: quando um jogador se adapta à capital equatoriana, fica fácil jogar. A altitude é um aliado fantástico. O Atlético-PR foi rebaixado no ano passado tendo no elenco a última sensação da LDU, Guerrón, que também fracassou no Cruzeiro. E o tal gol-sensação do Youtube, foi bonito, mostrou alguma habilidade e principalmente força, mas convenhamos: se o Deola leva aquele gol, seria massacrado.
O hype causado na torcida dá ao jogador de 27 anos uma responsabilidade exagerada. A novela que envolveu a contratação de El Pirata fez até com que alguns torcedores sintonizassem pela internet rádios equatorianas para acompanhar o desfecho. Barcos já tem fãs incondicionais em nossa torcida, que se revoltam contra qualquer senão acerca de sua contratação. Defendem que foi artilheiro da Sulamericana e da Recopa. Na verdade, foi vice-artilheiro da Sulamericana de 2011, com sete gols – a LDU foi finalista. Na de 2010, quando o time chegou às semifinais, fez três. Foi, de fato, artilheiro da Recopa: fez dois gols, em dois jogos. Os novos fãs também valorizam que o jogador “fez questão de jogar no Palmeiras”, abrindo mão de uma suposta proposta dos Emirados Árabes, que convenientemente apareceu durante a negociação de valores. Só falta dizerem que ele é palmeirense, como Judas30. Menos…
Barcos é uma incógnita: tanto pode ser um Evair, como um Gioino. Seu desempenho vai passar por sua adaptação ao futebol do país, ao clube e à forma que Felipão vai armar o time. Sua contratação é bem-vinda. O argentino é a esperança de gols, é a derrota de Frizzo. Mas continua sendo apenas Hernán Barcos, ilustre desconhecido, e deve ser tratado de acordo com sua envergadura. Um endeusamento precoce pode apenas aumentar a intolerância contra ele no primeiro jejum de gols. É melhor ter cautela.
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
Temos um goleiro!
17 de janeiro de 2012 por @parmerista
Postado em: Verdazzo
No jogo contra o Ajax, no sábado, um dos melhores, se não o melhor em campo foi Deola. Em pelo menos três oportunidades nosso novo titular fez defesas extraordinárias – numa delas, com a mão trocada, deu um tapa de gato numa bola que parecia já estar lá dentro.
Marcos, sempre que perguntado sobre sua aposentadoria, muitas vezes citou a excelente forma de Deola, Bruno e Raphael Alemão como um dos fatores que o deixou à vontade para tomar a decisão. Com Sua aposentadoria, chegou a hora do nosso camisa 22 fazer aquilo para que tanto treinou a vida toda: fechar a meta do Verdão.
Deola chegou ao Palmeiras em 1999, vindo do Atlético Sorocaba. Foi vice-campeão da Copa São Paulo em 2003, no time que tinha Vagner Love e Edmilson – o time só não ganhou aquela Copinha por uma pane inacreditável, já que vencia por 2 a 0 até os 29 do segundo tempo. Depois de permanecer como terceiro goleiro do Palmeiras por três anos, como opção a Marcos e Diego Cavalieri, viu a ascensão de Bruno e acabou rodando por times paulistas, emprestado: Juventus, Guarani, Barueri e Sertãozinho – titular em todos os times, onde pegou bastante quilometragem.
Após o Paulista de 2008, com a venda de Diego ao Liverpool, voltou ao Palmeiras definitivamente, e travou com Bruno a chamada “disputa saudável” para ser a primeira opção para substituir Marcos. Deola saiu-se melhor, e desde 2010 assumiu quando necessário o lugar do Santo Goleiro na meta do Verdão.
Ser um colega de profissão de Marcos pode ser muito gratificante em muitos aspectos, mas as dificuldades que Sua enorme sombra trazem são inegáveis. Tanto Deola quanto Bruno sofreram quando tiveram que substituir Marcos, principalmente entre 2008 e 2009. O próprio Diego Cavalieri também sofreu com a desconfiança da torcida em 2007, quando foi titular praticamente o ano todo.
Agora Deola vive um desafio maior ainda: ele não é mais apenas um temporário. Eliton Deola, aos 28 anos, chega à titularidade efetiva do gol do Palmeiras. Em ótima fase desde 2010 – todos se lembram da magnífica partida contra o Fluminense, em Barueri, quando foi hostilizado por torcedores porque devia “deixar” os cariocas ganharem – nosso goleiro começou o ano literalmente voando baixo, num desempenho técnico muito acima dos companheiros.
Dos 78 jogos do Palmeiras em 2010, Deola participou de 36, assim como Marcos – Bruno foi titular em seis. Em 2011, foram 41 com Deola, contra 27 do titular e 3 de Bruno. Foram pouquíssimas falhas – uma sequência ruim no fim de 2011, nas bolas altas, num momento em que o emocional do elenco todo estava estraçalhado. Todo goleiro comete erros e a maioria vira gol – mas a frequência de falhas Deola parece ser bastante baixa em comparação aos goleiros de outros times.
Diante de tudo isso é que é hora da torcida abraçar nosso novo goleiro. Em vez de fazermos o que o Brasil fez com o pobre e recém-aposentado Rubinho Tartaruga na F1, vamos dar a Deola, que além de tudo é roqueiro, o apoio e a tranquilidade para suportar a pressão natural que é jogar no Palmeiras. Sim, temos um goleiro. Ele já mostrou ser bom o suficiente para ter nosso voto de confiança.
Mande sua mensagem de apoio ao Deola pelo Twitter: @Deola22
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
Imagens de São Marcos
17 de janeiro de 2012 por @parmerista
Postado em: Humor, Verdazzo
Na procissão do último sábado, os torcedores puderam carregar dezenas de estandartes com divertidíssimas montagens de São Marcos junto a personalidades e fatos históricos.
Abaixo, todos podem acessar o pacote completo com as imagens. Divirtam-se!
Créditos: Divulgação
O dia em que o Palmeiras venceu o Palmeiras B pela Copa SP
16 de janeiro de 2012 por @parmerista
Postado em: História, Verdazzo
Por Thell de Castro*
Em mais uma daquelas coisas que só acontece no futebol brasileiro – e, mais especialmente, com o Palmeiras – o time enfrentou a si próprio em uma competição. Como assim? Eu explico: na Copa São Paulo de Futebol Júnior de 2005, por uma incrível coincidência, o Palmeiras enfrentou o Palmeiras B na segunda fase.
Vamos aos fatos. A matéria “Tabela põe Palmeiras um passo à frente”, da Folha de S. Paulo de um dia antes do jogo, em 15 de janeiro de 2005, elucida o fato. Preste atenção, amigo, nas pérolas ditas pelo ‘adorado’ dirigente.

Nos mata-matas na Copa São Paulo, há apenas uma certeza: o Palmeiras já está nas oitavas-de-final. Um regulamento esdrúxulo, a “lei de Murphy” e uma equipe que jogou por duas garantiram que o Parque Antarctica veja amanhã, às 11h10, o clássico de um time só.
Inscritos no mesmo torneio, as equipes A e B do Palmeiras acabaram dependendo uma da outra para passar da primeira fase.
Quando entrou em campo contra o Juventude, o Palmeiras B sabia que jogava por si e pelo “irmão”. O empate lhe garantia a liderança do grupo e salvava o time A por índice técnico – acabou em oitavo entre as dez equipes que se classificaram pelo critério.
“Entramos em campo com um pouco de pressão, porque também tínhamos que ajudar o Palmeiras A”, afirmou Niltinho, técnico do infantil que comanda o B.
Procurada pela Folha, a assessoria do presidente recém-empossado, Affonso della Monica, recomendou que a reportagem buscasse alguém da gestão anterior para comentar o jogo.
Para o ex-presidente Mustafá Contursi, o clássico não é apenas inédito. “É inédito e pioneiro. Isso mostra que nós estamos à frente das outras equipes”, afirmou.
O ex-presidente não considera a situação desleal com as agremiações que só inscreveram um time. “Elas que se organizem. Nós temos 148 atletas. Acho desleal que o Palmeiras tenha que se atrasar por causa dos outros”.
E foi além. “Acho até que nós tínhamos que ter mais equipes disputando as competições”, disse o cartola, que se define atualmente como “um mero consultor”.
Uma resolução da Federação Paulista de Futebol, no último dia 10, impede que a dupla inscrição ocorra nos próximos campeonatos organizados pela entidade, mas aceita o inconveniente na atual edição da Copa São Paulo.
“Assumo o erro porque sou presidente da federação. Foi um equívoco do nosso departamento técnico, que achou que o Palmeiras poderia escalar dois times porque pagou duas inscrições, mas daqui para a frente isso não vai mais acontecer”, disse Marco Polo Del Nero.
O cartola minimiza a situação pelo argumento de que o Palmeiras B não poderia perder seu último jogo para garantir a vaga.
“Como eles tinham que buscar o empate, não houve um resultado arranjado”, afirmou o dirigente, que achou irônico que o próprio regulamento levasse ao confronto – o emparelhamento dos clubes no mata-mata estava previamente estabelecido pelas posições que obtivessem como líderes do grupo e pelo índice técnico.
“Você vê, que coisa? Ainda bem que foi agora, que não foi numa final”, afirmou o presidente.
Quando a Folha o entrevistou, em 3 de janeiro, um dia antes do início da competição, Del Nero disse que não havia possibilidade de as duas equipes se enfrentarem. Na mesma entrevista, porém, ponderou que isso beneficiaria um clube na Copa, que terá o recorde de 163 jogos, e afirmou que o caso seria “seriamente estudado”. “Erros e acertos são perfeitamente normais nas atividades de todos nós”, afirmou ontem.
Mas complicam. No Palmeiras, ainda não há definição sobre qual equipe entrará de verde amanhã.
Veio a partida, cercada até de certa expectativa, inclusive pelo fator curiosidade. O jogo, na manhã de domingo, 16 de janeiro de 2005, foi transmitido ao vivo por várias emissoras de televisão. Eu me lembro de ver pela TV Cultura.
O Palmeiras “A” ganhou do Palmeiras “B” por 4 a 0. Como a Folha de S. Paulo relatou em grande matéria de capa no caderno de esportes do dia seguinte, foi o dia em que a vitória e a derrota valeram a mesma coisa. Os pouco mais de 3.000 torcedores que foram ao estádio fizeram, sim, uma grande festa.

Leia trechos da matéria:
O Palmeiras se superou. Atuando como visitante em seu próprio Parque Antarctica, a equipe jogou de branco, goleou o Palmeiras por 4 a 0 e passou às oitavas de final da Copa São Paulo de Juniores.
Tristeza só para o time verde. Apesar de ter encerrado a primeira fase como líder do Grupo T, o Palmeiras sucumbiu à categoria do rival, atual campeão paulista sub-20, fazendo a festa de cerca de 3.000 palmeirenses presentes.
A torcida foi atraída pela curiosidade da chance inédita, ao menos na Copa SP, de ver um jogo oficial entre as equipes A e B do mesmo clube – uma façanha pioneira, segundo o ex-presidente palmeirense Mustafá Contursi, responsável pela inscrição.
(…)
“Qualquer um que ganhar vai me deixar feliz”, disse o comerciante José Luiz Pires, 43, com o filho Gabriel, 11. “Quero saber é se tem alguém que preste para jogar na Libertadores”, afirmou o auxiliar de escritório Jedson Mota, 23.
Diversão não faltou. Podendo torcer em dose dupla, os fãs se deliciaram desde antes da partida, aplaudindo igualmente a entrada dos Palmeiras A e B. Por determinação da FPF, o mando era do time B, que já atuava no Parque Antarctica desde a primeira fase.
O jogo começou com muita disposição dos Palmeiras. Tanto que o zagueiro Reinaldo, do B, levou amarelo por entrada dura no meia Zé Forte, logo aos 2min. A torcida vaiou o cartão.
A primeira chance veio em seguida, quando o atacante Bruno recebeu lançamento longo por trás da defesa palmeirense e desperdiçou diante do goleiro Bruno, para desespero dos radialistas.
“Confunde bastante. Os dois são Palmeiras, tem Bruno dos dois lados e o que é atacante ainda joga com número de zagueiro”, comentou Odinei Ribeiro, da rádio Record, sobre o camisa 3 do B.
O jogo não empolgava. Quando torcida tentou empurrar todo mundo, aos gritos de “porco”, o time A pegou no tranco primeiro.
Em falha de Wesley, Zé Forte tocou bola para o atacante Marquinhos, que tabelou com Fernando e fuzilou Brian para abrir o placar, aos 17min do primeiro tempo.
A festa foi comedida. “Preferi comemorar comigo mesmo, em respeito aos comanheiros do outro time”, disse um solidário Marquinhos, no intervalo.
Mas a arquibancada delirou. Primeiro, cantou “festa no chiqueiro”. depois, bradou que o Palmeiras era “o time da virada”. E mostrou que podia até apelar: “Se o Palmeiras não ganhar, olé, olé, olá/O pau vai quebrar”.
Em lances de humor, o Palmeiras tentava ampliar a vantagem sobre si mesmo. Numa bobeira do meia Paulinho, o atacante Elias arriscou de longe e quase encobriu Brian com um golaço.
A resposta do Palmeiras veio numa cobrança de falta de Everton, em que Wesley perdeu a chance cara a cara com Bruno.
(…)
O segundo tempo começou com a pressão palmeirense pelo empate.
(…)
Aos 12min, o juiz Rodrigo Bragueto assinalou pênalti de Reinaldo num empurra-empurra em um lance de escanteio e o expulsou. A torcida achou exagero e xingou o juiz. Mas voltou à festa quando Elias converteu.
(…)
Desarrumada, a zaga B permitia que o ataque rival entrasse face a face com Brian. Aos 21min, o goleiro, destaque da partida, não evitou o gol de Marquinhos, que avançou da meia esquerda, invadiu a área e chutou: 3 a 0.
No afã de defender as cores do Palmeiras de uma derrota maior, Paulinho levou a pior numa dividida e torceu o joelho direito.
(…)
Aos 29min, o placar foi fechado quando o zagueiro André Gáucho (B) tentou cortar a bola e acabou chutando para trás, encobrindo Brian. Era o quarto e último.
“Foi bonito, bem disputado e uma festa para o clube”, disse o técnico dos profissionais, Estevam Soares, que comentou a partida para a TV Cultura.
Nas oitavas, o time A enfrentará o União São João. Os eliminados prometem torcer. “Ficou a equipe que melhor representa o clube”, resignou-se Niltinho.
Confira abaixo a ficha técnica do jogo:

E foi assim, numa manhã de janeiro de 2005, que o Palmeiras venceu o Palmeiras B por 4 a 0 pela Copa São Paulo de Futebol Junior daquele ano.
Como dizem no Twitter, parabéns a todos os envolvidos…
* Thell de Castro é jornalista e publica todas as semanas uma coluna contando algum trecho da História do Palmeiras.
Follow @thelldecastro
Procissão
16 de janeiro de 2012 por @parmerista
Postado em: Verdazzo
No último sábado a torcida do Palmeiras realizou a primeira homenagem a São Marcos, o maior goleiro que já vestiu a camisa do clube em todos os tempos. Mais de cinco mil torcedores se acumularam na rua Turiaçu a partir das onze horas da manhã, e perto das duas da tarde, o trio elétrico rumou ao Pacaembu. A caminhada de três quilômetros durou aproximadamente uma hora, e foi o ponto alto de um dos dias em que mais valeu a pena ser palmeirense na vida de qualquer um que esteve presente.
O sentimento que percorreu os corações de cada um dos presentes é indescritível. Para quem não teve a chance de comparecer, talvez através das fotos, e principalmente do vídeo abaixo, seja possível captar uma parte do que foi o dia 14 de janeiro de 2012. A não ser nas grandes comemorações de títulos, é difícil recordar passagens de tamanha palestrinidade coletiva.
Marcos atingiu um patamar único. Uma pessoa simples, humilde, naturalmente conseguiu cativar a uma nação. As atitudes do homem complementam o desempenho do atleta fantástico. O resultado foi o tributo que se viu na zona oeste de São Paulo no sábado.
Mais uma vez a torcida do Palmeiras mostrou por que é diferenciada. Sem apoio do clube, promoveu a homenagem de forma autônoma, e conseguiu a atenção de toda a imprensa ao arrastar uma multidão pelas ruas da capital paulista. Isso porque o time está numa fase ruim. Imaginem se as coisas estivessem boas dentro de campo.
Foi um dos dias mais felizes de toda a minha vida de torcedor do Palmeiras. As imagens e o vídeo abaixo são tudo o que pude captar do evento, e através deste post, são repartidos com a torcida.
Eu tenho muito orgulho de ser palmeirense. Isso, eles não vão tirar da gente nunca.
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
Palmeiras 1×0 Ajax
15 de janeiro de 2012 por @parmerista
Postado em: Imprensa, Jogos, Verdazzo
Saiu melhor que a encomenda. Diante de um impressionante público de 25 mil pessoas, o Palmeiras começou a temporada de 2012 com um ótimo resultado. A vitória por 1×0 sobre o Ajax, pelas circunstâncias da partida, foi inesperada, já que o time europeu está em plena intertemporada, com um padrão tático já definido e apenas dando manutenção física a seus atletas, enquanto o Palmeiras está em início de trabalhos, com os jogadores sem ritmo e ainda fora das condições físicas ideais.
Quarto colocado no fraco campeonato holandês, o Ajax está muito longe de honrar as tradições de uma camisa tão vencedora. Foi possível perceber que são jogadores bons tecnicamente, que não perdem a posse de bola por passes bobos, mas sem a criatividade que sempre foi característica do futebol holandês. Assim, as chances criadas no primeiro tempo foram muito mais resultado da lentidão de nosso sistema defensivo do que propriamente por mérito dos atacantes. O mais perigoso deles era o uruguaio Lodeiro.
O Palmeiras, com exceção de Juninho pela lateral esquerda, foi o mesmo time que encerrou o ano. Felipão escalou Tinga na quarta vaga do meio-campo, e ele continuou apenas tingando, como em todo 2011. Luan também fez uma partida sofrível, que acabou compensada com a jogada final, que resultou no gol de Carmona. As chances de gol, como de costume, foram resultado de bolas paradas. Leandro Amaro mandou uma na trave, e Henrique obrigou o goleiro a fazer uma defesa milagrosa. Cicinho foi um dos grandes destaques do jogo, principalmente no apoio – deixou seu lado desprotegido, mas aí tinha que ter combinado melhor com o Gente Boa a função da cobertura. Coisas de jogo de pré-temporada.
A tendência era que no segundo tempo o Ajax arrebentasse com o Palmeiras, pela diferença de estágio físico dos times, mas como era amistoso e o limite de substituições foi ampliado, as várias mudanças nos favoreceram: do lado deles, abaixou terrivelmente a qualidade dos jogadores, e do nosso, colocou atletas descansados. Gerley entrou no Juninho (estreia interessante, mostrou personalidade), Fernandão no Ricardo Bueno, que não fez nada; e Mauricio Ramos entrou no Leandro Amaro.
O segundo tempo foi tão fraco como o primeiro. O Ajax conseguia criar algumas chances, mesmo com os reservas. O grandalhão russo Bulykin incomodava nossa zaga. Mauricio Ramos deu emoção ao jogo ao reviver o recuo de Denys de 1986, mas a sorte é que Henrique ainda conseguiu fazer falta antes que o 23 saísse na cara do gol. Deola fez três defesas sensacionais, mostrando que a falta de ritmo do grupo não se aplica a ele. Temos um goleiro.
Valdivia deu lugar a Carmona aos 15, e Maykon Leite entrou no Tinga. O panorama do jogo não mudou. Como no ano passado, o time não tinha consistência no meio-campo, já que Luan mantém sua vaga cativa jogando aberto pela esquerda, deixando o meia-armador sem ter com quem tocar. Tanto Valdivia quanto Pedro Carmona jogaram bem, cada um a seu estilo: o chileno achando passes mágicos e enfiadas de bola improváveis, e o gaúcho tentando arrancadas com a bola dominada, mas ambos paravam na apenas correta marcação dos holandeses.
Foi um jogo ruim, mas que acabou sendo muito agradável pelo desfecho: a sensacional jogada de Luan pela esquerda, em velocidade, mesmo aos 49 do segundo tempo; ele descolou um cruzamento incrivelmente preciso no segundo pau para Pedro Carmona, que fechava pela direita e testou firme, no cantinho. A comemoração do meia foi espetacular: primeiro se jogou no canto direito imaginário, imitando a defesa de Marcos no pênalti de Marcelinho, depois fez o gesto característico do Santo Goleiro, ajoelhando-se e apontando os indicadores para cima. Após o apito final, despencou no choro, muito emocionado, e foi amparado pelos companheiros. A torcida palmeirense, que nos últimos cinco minutos corretamente deixou a festa de lado para protestar contra a diretoria e a falta de contratações, explodiu em alegria.
Parte da imprensa deu muito mais destaque às vaias da torcida do que ao jogo em si. Alguns chegaram a dizer que as vaias eram direcionadas ao time, e que hove coros de “timinho”. Não acreditem neles. Todas as manifestações, sem exceção, foram direcionadas a B1 e B2, exigindo contratações. É claro que é cedo para avaliar, e até Tinga, Marcio Araújo e Luan merecem uma trégua, um tempo para iniciarem o ano com tranquilidade e, quem sabe, melhorarem seus rendimentos em relação a 2011. Mas nem precisava do jogo de ontem para saber que o time precisa de reforços urgentes, principalmente no ataque. Resta saber se quando (e se) chegarem atacantes, Felipão vai escalá-los em suas posições originais, e se vai abrir mão do esquema em função de Luan.
Felipão, aliás, demonstrou estar de saco cheio de B1 e B2, e ontem, com razão, abriu fogo contra a dupla nas entrevistas pós-jogo. Depois que Frizzo declarou publicamente que o atacante Barcos não viria para o Palmeiras porque Felipão havia recusado, o técnico veio a público e disse que quer, sim, o jogador, e lamentou que atletas acabem deixando de vir para o clube por causa de piadinhas, em clara referência às tentativas de fazer humor de Frizzo e Tirone ao comentar negociações. Essa entrevista pós-jogo deve ter desdobramentos, vamos acompanhar.
O jogo foi precedido pela fantástica procissão em homenagem a São Marcos. O evento, claro, terá um post todo especial, com videos e imagens exclusivas. Fiquem espertos aqui no Verdazzo.
E-mail: conrado@verdazzo.com.br

























































































