Verdazzo!

A melhor loja virtual para palmeirenses

29 de fevereiro de 2012 por @parmerista  
Postado em: Verdazzo


A PALESTRAMANIA, patrocinador que muito orgulha o Verdazzo, anuncia seu novo site – hospedado no endereço que já é tradição: www.palestramania.com.br.

Há mais de dez anos localizada em frente à entrada principal do clube, na Rua Turiaçu, 1841, a PALESTRAMANIA é uma loja de uma família de palmeirenses. O novo site foi reformulado, de forma a proporcionar ao torcedor:

  • integração com mídias sociais;
  • mais informação e segurança;
  • maior variedade de produtos;
  • frete mais barato (com novas opções como E-Sedex e encomenda PAC);
  • opção de retirar na loja (o que isenta o valor do frete).

A PALESTRAMANIA só trabalha com produtos oficiais licenciados do Palmeiras, e para comemorar o lançamento do novo site, oferece a personalização de camisas oficiais (nomes e números) gratuitamente adquiridas de hoje até o fim do mês de março.

O Verdazzo parabeniza a PALESTRAMANIA pelo novo site, e convida a todos os leitores a marcarem como favoritos. Na hora de consumir qualquer produto relacionado ao Palmeiras, o local é a PALESTRAMANIA!

Pré-jogo: Linense x Palmeiras

29 de fevereiro de 2012 por @parmerista  
Postado em: Jogos, Verdazzo

E a pré-temporada continua: pela décima primeira rodada do Paulistão, o Verdão pega o Linense, no Gilbertão, onde nossa torcida deverá pagar R$50 pelo ingresso. A invencibilidade do Palmeiras, que já dura dezesseis jogos, mais uma vez será colocada à prova, enquanto o time busca o melhor ajuste para a fase decisiva, desta vez sem Marcos Assunção, suspenso.

Felipão não deve inventar na escalação, e João Vítor deve ocupar o lugar do experiente volante. Daniel Carvalho deve ser o cara das bolas paradas. O time que vai a campo deve ser Deola; Cicinho, Leandro Amaro, Henrique e Juninho; Marcio Araújo, João Vítor, Patrik e Daniel Carvalho; Maikon Leite e Barcos. Valdivia, que deixou o time há 24 dias, lesionado, tinha previsão de parar por duas semanas, mas segue fora.

O Linense vem fazendo mais que o esperado, ao ocupar uma das vagas para a fase final já com dez rodadas disputadas, e a principal razão disso é não ter perdido partidas quando jogou em casa. Os destaques do time são Makelele, ex-Palmeiras, Ademir Sopa, ex-Lusa, e Lenilson, que chegou a ser apontado como promessa de craque – e o SPFC caiu nessa. O técnico Pintado tem dúvida apenas no ataque, onde pode escalar Chimba ou Wellingon. O time: Douglas; Marcelo, Anderson Luis, Pablo e Alexandre Silva; Ademir Sopa, Makelelê, Elias e Éder; Lenílson e Chimba (Wellington).

A força do Linense em casa deve cair por terra esta noite, quando recebe um time grande pela primeira vez no ano. O Verdão, mesmo sem as bolas paradas de Kid Assunção, vence por 2 a 0, com gols de Daniel Carvalho e Barcos.

E-mail: conrado@verdazzo.com.br

A aritmética é cruel

28 de fevereiro de 2012 por @parmerista  
Postado em: Marketing, Verdazzo

O projeto de crowdfunding que visa contratar Wesley é um sucesso – pelo menos no que diz respeito à repercussão. Financeiramente, deve chegar a cerca de dez por cento – que corresponde exatamente à comissão que o site MOP – My Own Player vai ganhar pelo serviço prestado.

Isso nos leva a fazer algumas continhas.

Pela regra, se o montante não for atingido, o dinheiro dos doadores é estornado. Eu mudo meu nome para Marcelinho Carioca se a torcida juntar esses R$21 milhões. Mas é sabido que o Palmeiras vai inteirar o montante que faltar ao final dos 28 dias, pois o dinheiro existe. Assim, A MOP vai ter sua comissão de R$2,1 milhões – a não ser que o valor arrecadado não chegue nem aos 10%.

Vamos supor que a campanha perca muito o fôlego inicial – o que é a tendência natural – e o valor arrecadado seja de R$1,6 milhão, abaixo até do valor da comissão. O Palmeiras então compra o Wesley sem usar o sistema, a MOP devolve a grana e fica sem comissão, certo? ERRADO…

A MOP vai garantir sua comissão, LÓGICO, mesmo que abaixo dos R$2,1 milhões, ela mesma inteirando as cotas com R$500 mil, até chegar nos 10%. Em vez de embolsar R$2,1 milhões, ela perde o valor que precisou para inteirar essa quantia. Mas pelo menos ganha alguma coisa. Detalhe: ela não desembolsa nada, já que ela mesma é o agente arrecadador.

Ou seja: pela natureza do sistema, o esforço do torcedor só vai valer se a soma ultrapassar os 10%: R$2.137.800,00. Se o valor ficar abaixo disso, todo e qualquer centavo dado pelos torcedores do Palmeiras só terá servido para pagar a comissão à operadora.

Cruel, não? Não briguem comigo. É apenas aritmética.

Claro que jamais saberemos o quanto foi doado efetivamente por torcedores, e o quanto foi inteirado, a conta-gotas ou numa pancada só, pela MOP. Mas parece óbvio que, de forma natural, a operação não vai atingir os R$2,1 milhões. Foram arrecadados cerca de R$220 mil em 48 horas de campanha – R$110 mil/dia. É claro que essa razão vai despencar com o passar do tempo. Daqui a dez dias, se o volume diário chegar a R$20 mil, será uma vitória. Chegar aos R$2,1 milhões daqui a 26 dias parece muito difícil.

Aí voltamos a continha acima…

Ah, estou sendo pessimista? Não posso afirmar que a tendência é arrecadar menos? Então vamos para outro exercício: vamos supor que a conta chegue a extraordinários R$4,2 milhões, 20% do total. Excelente, não?

Muito bem: como já sabemos, R$2,1 mi é a comissão da MOP. Significa que metade do dinheiro arrecadado pela torcida foi para o sistema. Você doou R$100? R$50 foram para o MOP.

A você, que já fez sua doação, peço desculpas pela crueldade. São apenas números. Continuo achando que quem quer doar, deve fazê-lo. Mas precisa saber exatamente para onde está indo seu dinheiro.

Se a regra não for exatamente esta, o Verdazzo está aberto a qualquer esclarecimento que as partes envolvidas tenham a fazer.

E-mail: conrado@verdazzo.com.br

Crowdfunding

27 de fevereiro de 2012 por @parmerista  
Postado em: Marketing, Verdazzo

No clássico de domingo foi possível notar nas omoplatas dos jogadores o endereço www.wesleynoverdao.com.br. Trata-se de uma ação de crowdfunding para viabilizar financeiramente a compra do atleta junto ao Werder Bremen, da Alemanha.

Crowdfunding é o nome pomposo para a velha e conhecida vaquinha. O SCCP tentou fazer com o volante Cristian, aquele que até gravou um vídeo dizendo que era maloqueiro. O SPFC recentemente tentou fazer com Nilmar. Ambas as iniciativas fracassaram porque a negociação foi vetada pelos clubes detentores dos direitos ou pelos agentes. No caso de Wesley, todos querem que o negócio vingue.

Para que isso aconteça, a meta estabelecida é de mais de R$21 milhões, que seriam suficientes não apenas para os direitos econômicos do jogador, mas também para o pagamento de seus salários por pelo menos três anos. No primeiro dia, foram arrecadados cerca de R$100 mil, em cotas de cem reais. Desses, cerca de R$25 mil vieram concentrados de três abastados torcedores de boa fé.

As doações são feitas através de um sistema chamado MOP – My Own Player. Pelas regras, a doação só se concretiza se a meta for atingida. Mas segundo o jornalista Paulo Vinicius Coelho, a transação já está garantida; o clube já conseguiu os recursos para o fechamento do negócio. O Palmeiras deve completar as cotas restantes ao final do prazo da ação, e ainda pagará 10% de comissão para o sistema MOP.

O crowdfunding é um conceito que já existe há algum tempo e há cases comprovando sua utilidade, principalmente em projetos ligados a ações sociais ou iniciativas de populares. Mas futebol profissional é diferente. Existem outros valores em jogo quando se envolve uma camisa sagrada. Chega a ser quase um desrespeito para com a torcida pedir-lhe dinheiro para contratar jogador. A forma de ampliar as receitas advindas do bolso dos torcedores, além da venda de ingressos e de produtos licenciados, é desenvolvendo um programa de sócio-torcedor honesto e bem-estruturado.

Uma ação de crowdfunding para trazer um jogador só poderia ser aceitável em casos de exceção, do contrário, explicita a falta de capacidade da diretoria, que assim transfere parte da responsabilidade da solução de um problema para os torcedores. Wesley é um bom jogador, mas não tem um apelo que faça com que uma ação dessa seja digna. Fosse um jogador consagrado, aí talvez a exceção se caracterizasse.

Mas o mais reprovável nessa história toda é que comunicação está sendo feita de forma que o torcedor tende a acreditar que está ajudando Wesley a ser jogador do Palmeiras, quando de fato ele só estará amortizando os juros de um fundo que já está garantido. Sem falar que se a arrecadação não atingir 10% do total (R$2.137.730,00), não paga nem a comissão do site, e a transação com vaquinha será mais cara que sem vaquinha – e nesse caso o Palmeiras não completaria as cotas e concretizaria a transação sem usar o sistema MOP – pelo menos é o que reza o bom senso.

Que o Verdazzo não seja acusado de emitir esta opinião por razões políticas. Quando circulou uma informação, felizmente falsa, de que o grupo político oposto ao atual chegou a disponibilizar uma conta no Banco Banif para repatriar Kleber, em dezembro de 2008, o pau também cantou através do blog Parmerista. O que está em questão aqui é o conceito, e não as pessoas.

Por fim, é importante deixar claro que o Verdazzo não desestimula ninguém a fazer as doações. Quem quiser fazer, que faça, será melhor para o Palmeiras. Mas o que deve ficar muito claro é que esse dinheiro não é para comprar o Wesley, e sim para que o clube gaste menos juros bancários numa operação de financiamento. Wesley está garantido. E que fique renovada a cobrança para que o clube reative urgentemente o Avanti, melhorado, de preferência depois de ouvir comissões de torcedores que já se disponibilizaram para tal.

E-mail: conrado@verdazzo.com.br

Palmeiras 3×3 SPFC

26 de fevereiro de 2012 por @parmerista  
Postado em: Jogos, Verdazzo

O Verdão esteve na frente por três vezes no placar, mas permitiu o empate, num clássico muito movimentado, apesar do calor. No fim, o placar de 3×3 foi justo pelo que os dois times fizeram em campo, embora o sentimento de frustração tenha ficado muito mais do nosso lado.

No início o Verdão teve muito mais iniciativa de jogo, bloqueando as tentativas do adversário, que tinha em Jadson um peso morto em campo, e Cícero perdido, alternando entre a meia e o ataque. Com a marcação firme, o Palmeiras dominou o meio de campo, e logo a cinco minutos, num avanço de João Vítor, veio a falta, no bico esquerdo da área. Daniel Carvalho surpreendeu a todos e bateu, no canto do goleiro, que viu a bola tarde demais: 1 a 0.

o SPFC fazia suas tentativas predominantemente com Cortez, mas João Vítor conseguiu congestionar bem o setor, restando apenas os arremates de média distância. Já o Verdão variava bem as jogadas, ora com Daniel Carvalho, ora buscando as tabelas com Barcos e Maikon Leite. E o segundo gol quase saiu numa finalização de fora de Daniel Carvalho, um dos melhores em campo enquanto teve fôlego.

A partida parecia sob controle quando num cruzamento da esquerda João Vítor ficou apenas olhando a entrada de Cícero, que concluiu com facilidade, empatando o jogo.

O gol animou o SPFC, que teve uma boa sequência, e quando parecia que ia tomar conta do jogo, Maikon Leite fez a jogada pela direita e jogou na área para Barcos; o argentino matou a bola, girou em cima de Paulo Miranda, levou Piris e fuzilou, fazendo um golaço.

O gol recolocou o Palmeiras no comando do placar e da partida, dentro de campo. A bola continuava rondando com perigo a área do SPFC que, por sua vez, só voltou a ameaçar em mais um tiro de fora, de Casemiro. Deola, como em todo o jogo, fez a defesa com tranquilidade, rebatendo para o lado.

Leão mexeu bem no time no intervalo, colocando Fernandinho no lugar de Jadson, e recuando um pouco Cícero. A substituição confundiu nosso sistema defensivo num primeiro momento, e o SPFC quase empatou aos 5, quando William José pegou uma bola espirrada na marca do pênalti, para firme defesa de Deola. Entretanto, aos 7, Cortez tentou entrar na área e foi impedido por Cicinho, que usou o braço na jogada. Conforme antecipou Felipão, assim como no pênalti “interpretativo” de quinta contra o Oeste, contra nós eles estão colocando na cal. William José bateu muito bem, sem chances para Deola.

Mais uma vez com o placar igualado, o Verdão foi para o jogo. Só que a nova formação tática do adversário não nos permitiu manter o domínio desta vez, e o jogo teve seu momento de maior equilíbrio. A marcação dos dois times apertou, e as faltas se sucederam – e os cartões amarelos. Cícero bateu uma falta no travessão de Deola, e Felipão então tirou Daniel Carvalho, morto, e colocou Patrik, que alternou com João Vítor a função de armador. O jogo seguia amarrado quando aos 26 houve uma falta pelo nosso setor esquerdo. A defesa do adversário achou que Marcos Assunção iria para a bola e não havia se armado ainda; Juninho bateu rápido e achou Barcos no segundo pau; o argentino dominou com categoria e fez seu segundo gol no jogo, colocando o Verdão na frente pela terceira vez.

Era hora de pegar a bola e não largar mais, não deixá-los ter a posse, cozinhar o jogo, e aproveitar um vacilo para fazer o quarto. Em vez disso, o Palmeiras aceitou a iniciativa do SPFC, e aos 30, Fernandinho pegou uma bola pela esquerda e avançou. Era só marcar sua perna direita. Marcos Assunção marcou à distância e permitiu que o atacante puxasse para dentro e soltasse o foguete, inapelável para Deola. Empate amargo, mas justo.

Os times ainda ameaçaram buscar a vitória por mais cinco minutos, aí cansaram e resolveram se contentar com o empate. Aos 43, falta na intermediária, daquelas que Assunção coloca com veneno na área. Felipão, que já tinha colocado o Chico no João Vítor, mandou Ricardo Bueno no Maikon Leite. Não deu em nada. No último lance, Ricardo Bueno vinha pela esquerda e tinha Barcos à disposição, em condições de criar uma boa chance. Bueno não tocou para o argentino, tentou virar o jogo para o outro lado e não tivemos a chance de tentar o quarto gol.

Caímos no clichê: mandamos no primeiro tempo, eles foram melhores no segundo, e o empate foi justo. Mas o fato de termos estado três vezes na frente no placar frustra. De toda forma, o time aumenta a série invicta para dezesseis partidas, cumpre mais uma vez na pinta a meta estabelecida por Felipão de onze pontos a cada cinco jogos, e segue tentando achar seu melhor futebol para quando chegarem os jogos decisivos. Faltam nove rodadas para o começo do Campeonato Paulista.

Atuações:

Deola: não teve a menor chance nos gols, e fez boas defesas. Mostrou estar com o reflexo rápido ao rebater para o lado bolas que pareciam fáceis mas que desviaram em cima da hora. 8
Cicinho: ao que parece, saiu da zona de conforto e passou a se dedicar como se deve, inclusive na marcação. Foi infeliz no lance do pênalti, Felipão já tinha dado a letra: eles estão dando tudo. 7
Leandro Amaro: vai mostrando que clássico e jogo com time pequeno não lhe fazem diferença. Segue quebrando o galho sem matar ninguém do coração. 7
Henrique: partida sem sustos, comandando a defesa com personalidade. 7,5
Juninho: ao contrário de Leandro Amaro, parece ter balançado um pouco com a importância do jogo. Retraído, perdeu a maioria das disputas. 5
Marcio Araújo: quando não erra passes, é porque não aparece para fazer a saída de bola. Não sei se corneto ou se comemoro. 6
Marcos Assunção: segundo jogo seguido com o pé descalibrado. Sorte nossa: em cobranças de outros companheiros, dois gols. Convidou Fernandinho para entrar, sentar e ficar à vontade. 4
João Vítor: partida interessante manchada pela displicência no lance do primeiro gol do SPFC. 6,5
Daniel Carvalho: num jogo disputado em temperatura tão alta, era de se esperar que fosse cansar, ainda mais pelo tanto que correu. Enquanto teve gás, jogou muito. 8
Maikon Leite: teve espaço para tentar suas jogadas, mas desperdiçou quase todas. Numa delas, chutou quase em Assunción. Salvou-se pela assistência do segundo gol. 6,5
Barcos: o melhor do Palmeiras, disparado. Além dos dois gols, deixa os beques adversários tontos o tempo todo. É um perigo. 9
Patrik: boa partida, revezando-se com João Vítor na marcação do lado direito e na armação. Foi melhor marcando. 6,5
Chico: entrou a cinco minutos do fim no João vítor, só para melhorar a altura do time. S/N
Ricardo Bueno: está vendo sua batata assar e tentou resolver o jogo de todo o jeito – desde que Barcos não participasse. S/N
Felipão: a escalação de João Vítor foi um acerto para este jogo – o que não quer dizer que esteja nascendo um novo Luan pela direita. Pedro Carmona mais uma vez não foi para o jogo, mesmo com a saída de Daniel Carvalho. Vamos aguardar mais alguns jogos para ver se essa tendência é irreversível. Felipão adora contrariar, quanto mais enchem o saco dele, mais ele teima. 6


E-mail: conrado@verdazzo.com.br

Em 1998, Placar traça perfil de Luiz Felipe Scolari

26 de fevereiro de 2012 por @parmerista  
Postado em: Verdazzo

Por Thell de Castro*

No ano passado, com a desclassificação na semifinal do Paulista, goleada para o Coritiba e, depois, a campanha ruim no Brasileiro após os incidentes envolvendo #Judas30, parte da torcida passou a criticar o técnico Luiz Felipe Scolari, que, insistiu em jogadores e esquemas que não davam certo e, apesar dos pesares, chegou são e salvo a 2012 e, até agora, parece que vai dar um jeito no time.

Para falar mais sobre Felipão, vamos voltar no túnel do tempo novamente a 1998. Na semana passada, relembramos a conquista da Copa do Brasil daquele ano, que abriu o caminho para a vitória na Taça Libertadores da América de 1999.

Hoje vamos relembrar um perfil do técnico, que a revista Placar publicou em sua edição de julho de 1998 – que trouxe na capa a fatídica derrota do Brasil na final da Copa do Mundo para a França.

Vamos relembrar essa matéria de Christian Carvalho Cruz na íntegra:

O doce bárbaro

Aos berros, Felipão conquistou a Copa do Brasil. Mas, em casa, ele lava a louça e não tira o bigode porque a mulher não deixa

Que os machões do pampa não ouçam, mas Luiz Felipe Scolari é um gaúcho que chora. E não só por causa de uma emoção irrefreável como aquela que bateu nos minutos finais do jogo contra o Cruzeiro, na decisão da Copa do Brasil. Ali eram lágrimas de alegria. Mas, de desabafo. O gol de Oséas a dois minutos do término do jogo livrou o técnico do Palmeiras de um fardo de críticas que lhe ardia nas costas desde o fiasco no Campeonato Paulista.

Teve cronista esportivo deixando escapar que torceria contra o Palmeiras até que Felipão deixasse o comando. E teve jornal estampando foto do técnico com a corda no pescoço em pleno 21 de abril, Dia de Tiradentes.

A antipatia da imprensa se explica: seu jeitão tosco e mal-educado espantou quem estava acostumado com o bom-mocismo de Márcio Araújo, seu antecessor, e de outros técnicos “simpáticos”, que apreciam a luz de um holofote, como Wanderley Luxemburgo.

Scolari não gosta de falar com a imprensa. O faz com paciência, mas por obrigação. E com suas respostas atravessadas, criou todo um folclore em torno de si.

Gaúcho de Passo Fundo, 49 anos, casado há 24 com a professora Olga Scolari, é formado em Educação Física. Felipão ganhou fama de rude, disciplinador, exigente, boca-suja e sargentão (apelido que odeia). Adepto do “quem manda aqui sou eu”, é capaz de enclausurar o time inteiro em intermináveis concentrações. Para isso, basta desconfiar que tem jogador caindo na gandaia. “Se tu chegas de manhã e o cara te olha meio de lado, é porque ele estava festando à noite”, ensina. “Então, a gente concentra três dias antes do jogo”. No Sul, Felipão cuidava de tudo. Até da reconciliação do lateral Roger, do Grêmio, com a namorada. “Aquilo estava prejudicando o futebol do guri”, explica.

É por isso que, aos olhos de algumas pessoas, o gauchão acabou se tornando um sujeito dócil. No Criciúma, pelo qual foi Campeão da Copa do Brasil de 1991, pagou a premiação dos jogadores do próprio bolso. No Palmeiras, assim que chegou, encarregou o roupeiro Chiquinho de comprar 26 cestas básicas todo mês. Gasta quase 3 mil reais com elas, e as distribui ao staff palmeirense de todas as categorias.

“Tudo o que tenho hoje devo ao Felipão”, agradece o meia Cuca, ex-jogador do Grêmio e do Palmeiras e, atualmente, técnico do Uberlândia, de Minas Gerais. Em 1987, Cuca e outros três companheiros se envolveram numa acusação de estupro durante uma excursão do Grêmio à Suíça. A diretoria Tricolor já havia decidido pelo seu afastamento, mas Scolari foi mais macho. Intercedeu pelo jogador e o escalou para o primeiro jogo do campeonato. Naquele dia, Cuca fez os quatro gols do chocolate que o Grêmio enfiou no Caxias. “O que me causa estranheza é o nível de exigência que ele impõe”, observa o ex-jogador. Uma vez, reservas e titulares do Grêmio se arrastavam num modorrento coletivo. Como o placar mostrava um eterno 0 x 0, Felipão perdeu a paciência. “Ninguém vai para casa enquanto não sair um gol”, gritou. Os reservas marcaram quando o sol já havia se posto. Os mosquitos castigavam a pele. Quando todos estavam exaustos e sedentos, o treinador voltou a atacar: “E os titulares não vão beber um gole d’água”.

Lágrimas no cinema

Mas é só chegar em casa para Scolari guardar as bombachas no armário. Lava a louça de todo o jantar e até liberou o filho Leonardo, de 15 anos, para usar brinquinho. “Quem manda, mesmo, é a minha nora. Ela é mais gritona. Com a Olga, o Felipe não tira farinha”, entrega dona Cecy Scolari, 75 anos, a mãe do técnico. A autoridade da mulher pode ser conferida no rosto de Luiz Felipe. São trinta anos cultivando o bigodão já grisalho. “Durão, o Felipe?”, espanta-se o delegado gaúcho e amigo íntimo da família, Ben-Hur Marchiori. “Um sujeito que assiste ao Ghost duas vezes e chora nas duas… eu diria que é delicado demais!”.

Outro grande amigo, o técnico Valmir Louruz, do Yokohama Flugels, do Japão, confirma a fama de chorão. Ele conta que, em 1983, Felipão era zagueiro do CSA, de Alagoas, e disputava um campeonato péssimo. Certo dia, Scolari chegou dizendo que ia embora, pois se sentia mal em ser pago para não trabalhar direito. “Ele até chorou no meu ombro, mas concordou em ficar”, lembra Louruz.

Esses arroubos de profissionalismo extremo, que chegam a constranger, ocorreram também no Palmeiras. Durante o Campeonato Brasileiro do ano passado, quando o Verdão passou cinco partidas sem vencer, Scolari procurou o supervisor Sebastião Lapolla. “Muito sem graça, ele veio me dizer que seu salário (150 mil reais por mês) estava muito alto para os resultados que o time vinha mostrando”, conta o dirigente. “Nem o deixei terminar. Ele estava quase pedindo uma redução salarial”.

Quem não se convence de tanta bondade é o ex-técnico Telê Santana. Apreciador do futebol bem jogado, Telê ajudou a criar a imagem de violento de Scolari – motivo pelo qual foi chamado de caduco pelo treinador gaúcho.

“Não adianta ele ganhar títulos e mais títulos. Isso não apaga nada. Eu o vi jogador e o vi comandar um time. Toda a violência que usava quando era zagueiro, ele repete nos clubes que dirige”, aborrece-se Telê. De fato, Felipão incorporou como ninguém a figura do “beque de fazenda”. Nas décadas de 70 e 80, vestindo as camisas de Aymoré, Caxias, Juventude, Grêmio e CSA, apavorou atacantes com seu estilo de muita força e pouca técnica. Talvez por isso não goste de defensores leves. “Zagueiro, para mim, não pode ser bonzinho”, diz. “Tem que saber puxar a camisa, pisar no pé, empurrar, como fazem o Mauro Galvão (Vasco) e o Gottardo (Cruzeiro)”.

Seu inimigo número 1, no entanto, é a imprensa paulistana. Scolari agrediu com um soco no rosto o repórter Gilvan Ribeiro, do jornal Diário Popular, e terá de responder na Justiça pelo seu gesto bruto. Nem assim demonstra arrependimento. “Que agressão, que nada, aquilo foi só um empurrão”, diz. “Será que o problema é mesmo nosso?”, questiona o jornalista Anelso Paixão, de A Gazeta Esportiva, que já teve um pedido de entrevista negado por Felipão. “Se fosse um ou outro colega… Mas ele brigou com todo mundo”. O fato é que, desacostumado a pressões, Luiz Felipe se acostumou com a imprensa de São Paulo. No seu Rio Grande, as coisas eram mais brandas.

No primeiro mês em São Paulo, Scolari telefonou para a irmã mais velha reclamando da dificuldade de trabalhar na cidade. Ao que Cleuza, de 53 anos, que já teve o nariz golpeado por um safanão do maninho, respondeu. “Não te queixes, Felipe. Largaste o Japão por um bom ganho. Te aguentes aí”.

No Bar do Elias, nem morto

Scolari vai se aguentando. Não simpatiza muito com a paulicéia, sai pouco de casa e, quando sai, repete passeios. Só ao Instituto Biológico do Butantã, já levou os filhos duas vezes. Visita também algumas cantinas italianas, onde degusta vinho tinto e queijo gorgonzola. No ano passado, animou-se quando ganhou um convite para ver o show do maestro Ray Coniff. “Bá, mas é claro que eu vou! Já perdi o The Mamas and the Papas”, entusiasmou-se.

Onde não vai de jeito nenhum é ao Bar do Elias, tradicional reduto de corneteiros alviverdes que fica ao lado do Parque Antártica. “Sei onde é e lá não passo nem na frente, não sou doido”, afirma Felipão. É bom mesmo.

O dia em que mudar de ideia, pode dar de cara com o cineasta Ugo Giorgetti, palmeirense da velha guarda, e aí estará feita a confusão. “Esse cara desvirtuou toda a história do clube. Eu gosto do Palmeiras que sempre deu espetáculo, dos tempos do Ademir da Guia. O Felipão me fez perder o tesão de sentar numa arquibancada e torcer pelo meu time querido”, fustiga o cineasta.

Mas Giorgetti não é Mustafá Contursi, o presidente, e, este sim, que tem poder para decidir o destino do Verdão, está satisfeitíssimo. “Os tempos da Academia acabaram, o Palmeiras agora joga para ganhar títulos, não para fazer bonito”, empolga-se Contursi, quase lascando um tchê no final da frase.

Nesse perfil, pudemos relembrar o início do trabalho de Felipão em São Paulo, que realmente foi conturbado, e as manias e trejeitos do nosso treinador.

Felipão segue praticamente do mesmo jeito – vide as respostas atravessadas para a imprensa no ano passado.

Mas, em 2012, esperamos que ele consiga devolver o Palmeiras ao caminho dos títulos, já que, finalmente, tem um bom time em mãos, com algumas peças de reposição, e um pouco de paz para trabalhar.

A questão dos jornalistas que torcem contra o Palmeiras, creio que continua em voga, com ou sem Felipão…

* Thell de Castro é jornalista e publica todas as semanas uma coluna contando algum trecho da História do Palmeiras.

Pré-jogo: Palmeiras x SPFC

26 de fevereiro de 2012 por @parmerista  
Postado em: Jogos, Verdazzo

O Verdão viajou ao Paraguai, onde pega, neste domingo, o SPFC, em clássico pela décima rodada do campeonato. Pelas contas de Felipão, um empate faz o time chegar mais uma vez à sua meta de fazer 11 pontos a cada cinco jogos, mas com a vitória da imundície ontem, a vitória é indispensável. Não que a classificação ao final desta fase importe muito, mas deixar os malcheirosos se distanciarem muito faz mal para o bom humor. E de mais a mais, clássico foi feito para ganhar, sempre. Temos que ir a campo para “matar os bambi”.

O jogo já começou durante a semana, com provocações de ambos os lados. A polêmica envolvendo a liberação de Lucas pela CBF acendeu o espírito chorão das bonecas, que reclamam de ter que ir ao Paraguai, do sol, e do uniforme que terão que usar – já que o Palmeiras repetirá a tática de jogar todo de branco. Já Felipão, para equilibrar a pressão, soltou uma relação de pênaltis marcados neste campeonato, afirmando que o time é o que menos tem pênaltis marcados a seu favor. Na guerra de nervos que antecede um clássico, vale tudo.

A superestrutura e o departamento médico de outra galáxia não estão sendo suficientes para o SPFC mandar a campo o que tem de melhor: Leão não terá à disposição nada menos do que sete jogadores – nem todos titulares. Com o que sobrou, deve mandar a campo Denis; Piris, Paulo Miranda, Rhodolfo e Cortez; Denilson, Casemiro, Jadson e Cícero; Lucas e William José.

O Verdão continua sem Luan, Fernandão e Thiago Heleno. E disseram que Valdivia está fora, que nem viajou para o Paraguai. Se ele não foi visto por ninguém em São Paulo depois do embarque, tudo pode acontecer. Felipão já mandou engessar a perna de Arce numa véspera de Gre-Nal, e o lateral foi a campo. O provável time: Deola; Cicinho, Leandro Amaro, Henrique e Juninho; Marcio Araújo, Marcos Assunção, Patrik e Daniel Carvalho (Valdivia); Maikon Leite e Barcos.

Fica a torcida por uma grande partida de Deola – ou, no mínimo, que seja um jogo sem sustos. Vindo de duas falhas em cinco jogos, Deola tomou um prestenção de Felipão no último jogo, quando escalou Bruno. Agora o titular tem que remar tudo de novo para recuperar a confiança da torcida, e a dele próprio.

Para 27.777 pagantes, o Verdão ganha das bailarinas de Leão por 3×1, com gols de Leandro Amaro, Daniel Carvalho e Barcos – de pênalti.

E-mail: conrado@verdazzo.com.br

Partidazzo: Sport 1(1)x(3)0 Palmeiras (2009)

25 de fevereiro de 2012 por @parmerista  
Postado em: Partidazzo, Verdazzo

Partidazzo de Marisa Aziliero

Escolher uma partida inesquecível para falar é difícil, existem tantas e tantas, que nos orgulham a cada dia mais torcer por esse time. Eu poderia falar da partida que consagrou nosso Santo, o qual é o meu maior ídolo, ou aquela final de libertadores de 99, a copa do Brasil daqueles 4×2 pra cima do Flamengo, ou até mesmo o mais recente 3×0 em cima do vitória pela sul-americana de 2010, ou ainda os jogos que eu presenciei em estádio mesmo não tendo algo mágico, épico, só o fato de estar presente.

Mas, pra mim essa partida do dia 12 de maio de 2009, pelas oitavas de final da Copa Libertadores da América, tem um gostinho especial.

Era de manhã, o jogo não seria transmitido em canal aberto, foi uma correria ligando para todos os lugares da cidade para conseguir reservar um lugar para a hora do jogo, ligando para mais 4 ou 5 amigos, para ir junto como futuramente iríamos fazer na classificação na sul-americana em 2010.

A ansiedade e o nervosismo eram grandes, se não bastasse, todos nos declaravam como eliminados, e as horas, ah, elas não passavam.

Uma hora antes do jogo, os moleques passaram aqui, e a gente foi para o restaurante que iria passar o jogo. Com camisa vestida, bandeiras nas mãos, cada um com suas manias, mas todos com a mesma esperança. Chegando lá, éramos acostumados a pegar os lugares mais próximos da TV, porém já estavam lotados, o que nos sobrou um lugar aos fundos, de onde era horrível para ver o jogo. Poucos minutos antes do jogo começar, o dono resolveu colocar um telão, parece que ele já adivinhava o que iria acontecer, e queria garantir que todos vissem bem, aquela partida.

Começa o jogo, e o primeiro tempo inteiro só deu Sport, o nervosismo aumentava, cada vez que eles se aproximavam do gol, dava medo, e o Palmeiras, para piorar, estava todo recuado. Terminado o primeiro tempo, notava-se o nervosismo presente ali no restaurante, e a ansiedade para ver o que aconteceria, até mesmo por quem não era palmeirense. Na nossa mesa, tinha gente orando, beijando escudo, impaciente, xingando, de todos os jeitos que se pode imaginar, menos calma. Eu permanecia sentada na cadeira, com os olhos focando o telão que estava bem a nossa frente, ao lado melhor dizendo, se alguém falou comigo, eu não escutei, a única coisa que eu queria escutar era o jogo, e o gol.

Depois de uma eternidade que aqueles 15 minutos de intervalo representaram, começou o segundo tempo. O Palmeiras voltou melhor, ou será que foi o Sport que voltou pior?, enfim.. o Palmeiras conseguiu controlar melhor o jogo, porém, se não fosse aquele eterno camisa 12 no gol, novamente teríamos levado uma bela de uma goleada já. Mais uma vez, Marcos, jogou por ele e pelos outros.

Luxemburgo resolve fazer mudanças no time, tira Keirrison e Diego Souza e coloca Willians e Ortigoza para dar velocidade ao time, até que não parecia ser uma má ideia. Tudo permanecia normal, até a saída de Souza para entrar o experiente volante que veio da Russia, Mozart, mas que foi juvenil ao cometer uma falta dura e desnecessária e levar um amarelo logo na primeira vez que pegara na bola.

Aí, o Sport começou a melhorar em campo, foi chegando, foi apertando, foi criando, até que aos 36 minutos, Luciano Henrique passou como quis pela esquerda e deu para Wilson abrir o placar. 1×0 para o Sport.

O nervosismo, que já era grande, tornou-se maior, ainda mais quando ao 48 minutos, Ciro acertou a bola na trave. Acabou o segundo
tempo, a partida iria para os pênaltis. O Palmeiras não tinha Diego Souza, Keirrison, e Lenny, os cobradores que fizeram gols em 2009, e Mozart bateu para a defesa do Magrão.

Mas se do lado de lá, eles tinham um grande Magrão para defendê-los, aqui, a rima é uma solução. É de seleção. É a salvação. Luciano Henrique bateu mal, e a bola não entrou. Igor empatou, Danilo bateu rasteiro e virou o placar, 2×1, do mesmo modo que há dez anos atrás o Palmeiras havia virado a decisão contra o Deportivo Cali.

Fumagalli desperdiçou mais um para o Sport, Armero mandou no ângulo direito, na melhor cobrança da série. 3×1 Palmeiras. O Sport não poderia perder, tinha que fazer o gol. Tensão dos dois lados, no restaurante o povo da nossa mesa estava ajoelhado em frente ao telão, todos falavam VAI QUE É TUA MARCOS, o silêncio surgiu, estavam todos confiantes, e tinham razão. Quando se tem uma muralha, santificada, a seu favor, não há muito o que temer. Dutra era o escolhido da vez, arrumou a bola, bateu no canto direito, aquele mesmo canto onde Marcelinho batera o pênalti de 2000, no mesmo canto onde o Zapata chutou para fora o pênalti de 1999, no canto onde a bola passou por cima da meta, interceptada por aquela pessoa iluminada.

Palmeiras 3×1, classificado para as quartas de final da Libertadores de 2009.

Marcos corre para a bandeirinha do escanteio, se ajoelha, todos vão atrás, é felicidade, é choro, as lágrimas não davam para conter, era a nossa resposta, para todos aqueles que nos davam como eliminados, para quem não acreditou. Eu tremia, chorava, abraçada em um amigo, a bandeira nos cobria, e agora era a hora de sair, comemorar.

Na rua, cantando o hino, entre lágrimas, abraços, buzinas, foguetes, mas o melhor de tudo, pela primeira vez entre tanta gente que estava sentindo a mesma coisa, ou pelo menos parecida. Não, não era um título, mas era um “partidazzo”, o qual só ocorreu graças a uma única pessoa, a qual não precisa citar, todo Palmeirense sabe. Por 20 anos ele iluminou a meta verde, por 20 anos ele é o objetivo final, inicial e total da academia. Ele é um marco histórico, singular, marcante. Um nome que não precisa ser repetido por mais que ele repita e reitere o monstro que é. Um nome que não é preciso escrever, até porque ele é indescritível.

E há exatamente 12 anos atrás, nessa mesma data, havia começado a canonização desse Santo, pelas defesas que todos nós sabemos, que todos nós nos orgulhamos, e lembramos com os olhos cheio de lágrimas.

Marisa Aziliero  tem 17 anos, mora em Coronel Vivida, Paraná, tem como um de seus sonhos e metas formar-se em psicologia esportiva e atuar no Palmeiras. É autora do livro Infinitamente Amor, uma declaração de amor ao Palmeiras.


12/05/2009
SPORT 1 x 0 PALMEIRAS – Pênaltis: 1×3
Libertadores da América – Oitavas-de-finais

Estádio: Ilha do Retiro
Público: 28.487 pagantes
Árbitro: Carlos Chandia (Chile)

Sport: Magrão; César, Igor, Durval e Dutra; Andrade (Moacir), Daniel Paulista (Sandro Goiano), Paulo Baier (Fumagalli) e Luciano Henrique; Ciro e Wilson. Técnico: Nelsinho Baptista
Palmeiras: Marcos; Maurício Ramos, Danilo e Marcão; Wendel, Pierre, Souza (Mozart), Cleiton Xavier e Armero; Diego Souza (Willians) e Keirrison (Ortigoza). Técnico: Vanderlei Luxemburgo
Gol: Wilson aos 37 do segundo tempo.
Pênaltis: Magrão defendeu Mozart, Marcos defendeu Luciano Henrique; Marcão marcou, Igor marcou; Danilo marcou, Marcos defendeu Fumagalli; Armero marcou, Marcos defendeu Dutra.

Marcos


Envie seu texto para a seção Partidazzo pelo e-mail conrado@verdazzo.com.br

Parpites: Palmeiras x SPFC

24 de fevereiro de 2012 por @parmerista  
Postado em: Promoções, Verdazzo

Tem clássico, então tem parpites no Verdazzo! A promoção novamente terá como prêmio a biografia de Marcos: São Marcos de Palestra Italia, de Celso de Campos Jr. O livro é sensacional, você não pode deixar de ter em sua estante. E aqui você tem a chance de levar na faixa.

Para concorrer, basta deixar nos comentários deste post o placar do jogo Palmeiras x SPFC, que acontece neste domingo em Presidente Prudente, mais os artilheiros do Verdão e o público pagante, para casos de desempate.

Lembrem-se: o prêmio só sai se o Palmeiras ganhar. Nada de parpitar empate ou derrota, hein? Caso o Verdão não vença, ninguém ganha.

Combinado? Então consultem o regulamento oficial, deixem seus parpites nos comments deste post, e boa sorte!

E-mail: conrado@verdazzo.com.br

Palmeiras 1×1 Oeste

23 de fevereiro de 2012 por @parmerista  
Postado em: Jogos, Verdazzo

A expectativa de todos era de uma vitória, se não por goleada, pelo menos sem sustos. Mas dessa vez o time não repetiu as boas atuações dos últimos jogos e parou no forte – e competente – esquema defensivo do Oeste de Itápolis, e ficou no empate, para decepção dos 9.478 torcedores que compareceram ao Pacaembu nesta chuvosa noite de quinta. O resultado deixa o Verdão na terceira colocação do campeonato, colado nos times da frente. O time agora direciona todo o pensamento para o jogo de domingo contra o SPFC.

A proposta defensiva de Roberto Cavalo ficou evidente desde o primeiro minuto, com o Oeste marcando a partir da intermediária do Palmeiras com muita intensidade. Jogando no erro do Verdão, o time de Itápolis acabou se beneficiando logo a dez minutos, numa saída de jogo errada do Palmeiras no meio-campo. Leandro Amaro estava fora da posição, a bola foi ligada com rapidez para Mazinho, que invadiu a área; Marcio Araújo veio na corrida e deu o tranco no meia, fazendo o pênalti. O próprio Mazinho tirou Bruno da foto e abriu o placar.

O Verdão, como já mostrou em outras partidas em que saiu atrás, não se abateu com o gol e continuou buscando o jogo. Mas ao contrário das vezes anteriores, encontrou um time que se manteve firme, sem afrouxar, e sem se cansar. É impressionante como esse time de Itápolis correu o tempo todo – e também impressionante como deram sorte de pegar um juiz do estilo “que deixa o jogo seguir”. O jogo foi cheio de jogadas fortes, mas o árbitro só assinalou 14 faltas durante o primeiro tempo – oito a nosso favor.

Barcos era o jogador que mais dava trabalho à defesa do Oeste. O argentino já mostrou que tem fome de gol. No primeiro lance após o gol, já recebeu na entrada da área e girou em cima do zagueiro, emendando um canudo que ia no ângulo, mas Zé Carlos desviou com a pontinha do dedo. E na base das jogadas de bola parada, o Palmeiras continuou criando, sem levar muito perigo. O fato é que o jogo não fluía, e o time não criava alternativas, facilitando para o trabalho de marcação do adversário.

Foi só no fim do primeiro tempo que o Palmeiras acordou. Aos 41, numa boa jogada de Barcos, que mais uma vez girou sobre o marcador e fuzilou, o goleiro deu rebote para o meio da área, e Maikon Leite, que saiu do meio de três zagueiros, chegou antes que todos e conseguiu cutucar para o gol, empatando o jogo. Na pressão da torcida, o Verdão foi pra cima do Oeste ainda nos minutos finais, e a impressão que deu é que se houvesse mais uns dois ou três minutos por jogar, a virada chegaria.

Roberto Cavalo surpreendeu na volta para o segundo tempo e colocou Wanderson, meia, no lugar do zagueiro Fabrício. E o Oeste de fato começou o segundo tempo mandando no jogo, ocupando o meio-de-campo. O time do interior, que no primeiro tempo só esperou pelos erros do Palmeiras, gostou do jogo e se aproximou cada vez mais de nossa área, conseguindo alguns arremates perigosos, tanto em bolas alçadas quanto em chutes de fora.

Felipão mandou João Vítor no lugar de Patrik, mas o time continuou sem capacidade de articular, muito em função dos erros de passe. Pressionados pela marcação, nossos jogadores não conseguiam conduzir a bola em direção à área adversária, seja para colocar a dupla de frente em condições de arremate, seja para forçar os dribles e chamar as faltas. Enquanto isso, o Oeste continuava forçando, principalmente pelo lado direito de nossa defesa, onde Cicinho deixava uma avenida.

Arthur foi para o jogo aos 30, cheio de gás. Alto, foi uma das tentativas de Felipão de melhorar a condição na jogada aérea, e também para tentar acertar a marcação pelo setor. E funcionou, o time ensaiou uma nova pressão, o Oeste passou apenas a se defender, e parecia que ia dar certo. Mas aí Daniel Carvalho cansou, entrou Vinicius em seu lugar e o time ficou sem cérebro, cabendo a Marcos Assunção e João Vítor tentar articular alguma coisa. Foi quando ficou claro que seria na sorte ou na bola parada. O Verdão teve duas chances, uma com Román aos 35, num cruzamento de Assunção, e aos 38, com o próprio Kid; em ambas a bola quicou na frente do goleiro que conseguiu tirar para escanteio. E mais nada.

Felipão, que preteriu Carmona no banco, deixou o time sem criação no fim do jogo, e tem que pagar parte da conta pelo mau resultado. Mas não foi Felipão que errou quinhentos e setenta e dois passes durante o jogo, nem foi ele quem pareceu um tanto acomodado, achando que o placar viria a qualquer hora. Faltou gana ao time do Palmeiras para vencer o jogo.

O resultado não é nenhum desastre. Vínhamos de cinco vitórias, e com apenas mais um empate no clássico, domingo, atingiremos a meta de 22 pontos em dez jogos, estabelecida desde o início. O que preocupa é a oscilação. Quando parece que o time está encorpando, pegando um ritmo forte, acaba acontecendo um jogo ruim como esse. De toda forma, mantemos o crédito ao grupo. Vamos repetir o mantra que vem desde o início do campeonato: o Paulistão é um campeonato de quatro jogos, e o que importa mesmo é que o time chegue na fase final voando; não precisa ser agora. Que sejam feitos os testes. E que as lições sejam realmente aproveitadas.

Atuações:

Bruno: errou apenas uma reposição de bola, de resto, foi bem, inclusive nas (poucas) bolas altas. Fez uma defesaça no segundo tempo, num chute cruzado. 7,5
Cicinho: um dos mais acomodados, errando alguns lances até com displicência. 3
Leandro Amaro: vai mostrando que está no mesmo nível dos zagueiros reservas dos outros times grandes. Nada mais que isso. 6
Román: mostrou bom senso de colocação, mas com a bola no pé deu medo. Lembrou muito o Agnaldo, zagueiro reserva da primeira época de Felipão no Palmeiras. 6,5
Juninho: continua prejudicado pela falta de desenvolvimento do nosso setor esquerdo. Não sabe se vai ou se fica. 6
Marcio Araújo: mais uma vez abusou de errar passes. Podia ter evitado o pênalti, embora tenha ficado no fogo e chegado na corrida. 5
Marcos Assunção: com o pé descalibrado, sobreviveu por conhecer os atalhos do campo. 5,5
Patrik: estava indo tão bem… de repente, voltou a fazer uma partida muito abaixo da crítica, aceitando completamente a marcação do adversário. 3,5
Daniel Carvalho: mais uma vez mostrou talento acima da média, em lances geniais. Também conseguiu se impor no físico, pareceu mais fino. Mas não resolveu. 7
Maikon Leite: salvo pelo oportunismo do gol. Erra jogadas incríveis por falta de fundamento. A seu favor, ter que cair pela esquerda algumas vezes – aí quebra mesmo. 7
Barcos: encheu o saco dos zagueiros o tempo todo, mesmo um tanto isolado conseguiu criar chances sozinho – inclusive a do gol. Se aprimorar o cabeceio, vira um monstro. 8
Arthur: entrou a quinze minutos do fim e fez mais que Cicinho em 75 minutos. 6,5
João Vítor: pode até ser uma boa opção de apoio enquanto marcador, mas jamais pode ser o cara da armação. 5
Vinicius: entrou na parte final do jogo para dar mais trabalho à zaga e o máximo que conseguiu foi sofrer uma falta no bico da área. S/N
Felipão: errou na montagem do banco mais uma vez, só que hoje fez falta. Sem Valdivia, não há explicação para Carmona ficar de fora do banco, a não ser para testar João Vítor. OK, deu errado. Quero ver agora, hein Bigode? 4


E-mail: conrado@verdazzo.com.br

Pré-jogo: Palmeiras x Oeste

23 de fevereiro de 2012 por @parmerista  
Postado em: Jogos, Verdazzo

No maldito horário das 19h30, o Verdão enfrenta o Oeste de Itápolis, no Pacaembu, pela nona rodada do Paulistão. O horário só não é mais maldito que o das 22h. Será possível que a FPF e a CBF não compreendem que, na capital paulista, fazer jogos muito cedo prejudica a chegada dos torcedores por problemas de trânsito, e jogos muito tarde afugentam os torcedores que dependem de transporte coletivo para voltarem para casa?

Precisando da vitória para se manter na liderança, o Verdão vai para o jogo embalado pelas cinco vitórias consecutivas, mas além de vencer o jogo, deve se preocupar com os cartões amarelos dos pendurados Maikon Leite e Leandro Amaro. O time terá os desfalqus de Valdivia, lesionado, e Henrique suspenso; e caso Felipão não resolva poupar titulares visando o clássico de domingo no Paraguai, deve ir a campo com Deola; Cicinho, Mauricio Ramos, Leandro Amaro e Juninho; Marcio Araújo, Marcos Assunção, Patrik e Daniel Carvalho; Maikon Leite e Barcos.

O Oeste de Itápolis é comandado por Roberto Cavalo, ex-meia que comandou o Vitória no Brasileirão de 93, e que chegou à final contra o Verdão. Batia faltas muito bem, mas com a bola no pé, era meia-boca. Foi jogador de Felipão no Criciúma, em 1991, quando o time catarinense conquistou a Copa do Brasil. Cavalo terá os desfalques certos de Gualberto e Tadeu, que pertencem ao Palmeiras; Val Baiano rescindiu contrato esta semana e já deixou o clube. Assim, o centroavante do Oeste, ainda indefinido, será o terceiro ou quarto da lista: Assisinho ou Serginho. O goleiro Zé Carlos é dúvida, pois sentiu uma lesão no jogo anterior. O provável time, com três zagueiros, é Zé Carlos (Paulo Musse); Adriano Alves, Éder Lima e Fabrício; Paulo Vítor, Dionísio, Leandro Mello, Mazinho e Fernandinho; Marcinho Beija-Flor e Assisinho (Serginho).

O terceiro centroavante do Oeste de Itápolis não deve fazer gols contra o Palmeiras no Pacaembu, não é possível. Levar um gol de alguém chamado Marcinho Beija-Flor também não é muito provável. Assim, o Verdão deve vencer sem ser vazado, e Barcos fará os dois gols da partida para um público que deve beirar os 9.800 pagantes.

E-mail: conrado@verdazzo.com.br

A vez de Valdivia

22 de fevereiro de 2012 por @parmerista  
Postado em: Verdazzo

Valdivia já está no Palmeiras, nesta segunda passagem, há mais de um ano e meio. Apresentado em julho de 2010, com cinco anos de contrato, o chileno não vem justificando o altíssimo investimento feito pelo clube, ainda na gestão Belluzzo.

Desde sua apresentação, o Palmeiras entrou em campo 103 vezes. Valdivia esteve presente em apenas 47, menos da metade. Em sua primeira passagem pelo clube, entre 2006 e 2008, fez 93 jogos, um índice bem mais alto – e ainda temos que considerar que em 2006 Tite o manteve por um bom tempo na reserva.

Os números são mais alarmantes ainda quando verificamos os gols marcados: em sua primeira passagem, fez 24 gols em 93 jogos, um índice muito bom para um meia armador. De 2010 para cá, foi às redes somente seis vezes. Valdivia marcou míseros dois gols em 2010 e apenas quatro em 2011.

A favor do chileno, várias desculpas e explicações:
- todos os boleiros que voltam do Oriente Médio se queixam que o ritmo físico lá é bem diferente, e que levam um tempo para se adaptarem;
- Valdivia sofreu uma lesão incomum, a tal da fibrose, que demorou para ser corretamente diagnosticada e tratada;
- o meia queixa-se de ser perseguido disciplinarmente pelas arbitragens, levando muito mais cartões do que merece;
- as constantes convocações para a seleção chilena são algo que o meia não podia recusar e o Palmeiras nada poderia fazer.

São explicações e desculpas, aceita quem quer. O fato é que ainda há mais de três anos de contrato por cumprir, e há tempo para o alto investimento dar retorno. Mas para isso, Valdivia precisa voltar a ser o cara.

Por ter chegado ao clube em 2006, mesmo com tantas ausências, o meia é o jogador que mais atuou com a camisa do Palmeiras no elenco atual. Com as saídas de Pierre, Marcos e J30, reina sozinho como ídolo da torcida. Essa representatividade, tanto numérica quanto no respeito da torcida, precisa ser ratificada em forma de liderança.

Todo time campeão tem um grande líder dentro de campo. Daniel Carvalho tem bagagem e personalidade, mas pouco tempo de clube, além de não ter sequer a titularidade – é opção de banco para o próprio Valdivia. Barcos já demonstrou que pode ocupar esse papel no futuro, mas chegou ao clube outro dia. Essa Função tem que ser exercida por Valdivia, por toda sua História no Palmeiras.

O clube precisa de Valdivia, agora. Precisamos que ele entre nas partidas e faça a diferença, se possível com gols. Que seja um dos pilares do grupo frente à imprensa, e que exerça liderança junto aos companheiros. Livre da má influência de J30, o chileno vem demonstrando comprometimento e vontade, apesar de ter sofrido duas lesões no jogo contra o Santos e de estar mantendo em 2012 a baixa média de presença: apenas cinco dos nove jogos do ano.

2012 é o ano em que Valdivia vai mostrar se o investimento pesado do clube em seus direitos federativos valeu a pena ou não. Domingo é uma ótima oportunidade para começar a trilhar esse caminho.

E-mail: conrado@verdazzo.com.br

Guardem um pouco!

21 de fevereiro de 2012 por @parmerista  
Postado em: Humor, Verdazzo


Imagens: Rede TV!

Humor à parte, tem muita gente que dedica suas vidas para os desfiles de Carnaval e certamente estão arrasadas com o desfecho da apuração. Os responsáveis devem ser punidos com rigor. E a torcida organizada do SCCP, que protagonizou cenas de vandalismo não só no Anhembi como nas ruas da capital paulista, ateando fogo em carros alegóricos, deve ser extinta sumariamente. Aguardamos a atuação do Ministério Público.

E-mail: conrado@verdazzo.com.br

Lembram do Bunda-de-Urso?

21 de fevereiro de 2012 por @parmerista  
Postado em: Verdazzo

A Portuguesa acaba de anunciar a contratação de Diego Souza, ex-Palmeiras. Não se trata, é claro, do jogador top de linha – e contestado – que passou pelo Verdão entre 2008 e 2010, nem do menino que brilhou com a camisa 10 do Palmeiras na última Copa São Paulo. O Diego Souza ex-Palmeiras que a Lusa contratou é o que passou pelo clube entre 2002 e 2005.

Nascido em 1984, o atleta teve sua primeira chance no Palmeiras na Copa dos Campeões de 2002, sob o comando de Vanderlei Luxemburgo, que o lançou como lateral-esquerdo. Na época, o time sofria na posição. Os atletas que Luxa tinha à disposição eram os ignóbeis Adalto e Misso. Obviamente sem sucesso com nenhum dos dois, tentou improvisar Daniel Martins, reserva de Arce, mas também deu errado. A tentativa de usar o jovem meia, que ainda era apenas Diego, foi a que deu melhores resultados – mas nada que empolgasse, tanto que o garoto foi logo emprestado para o Joinville.

Diego Souza voltou ao Palmeiras em 2003, e disputou a Copa São Paulo daquele ano, sendo vice-campeão – o time ainda tinha Deola, Alceu, Vagner Love e Edmilson. E com a pífia campanha do time principal no início do ano, que culminou com a derrota por 7 a 2 para o Vitória na Copa do Brasil, Diego Souza subiu junto com vários de seus colegas da base e, beneficiado pelas constantes contusões de Pedrinho, foi um dos pilares da campanha do acesso, que recolocou o Palmeiras na Série A.

Jogando como meia, envergando a camisa 10, Diego Souza também era referência no meio-campo do time de 2004, que fazia ótima campanha no Brasileirão, mas numa zebra inacreditável, empatou em 4 a 4 com o Santo André no Palestra e foi eliminado da Copa do Brasil, fato que precipitou a queda de Jair Picerni. Logo depois, o malfadado presidente do clube resolveu vender Vagner Love por migalhas, e viu o time que liderava o campeonato, já comandado por Estevam Soares, perder força.

Diego perdeu espaço no time com a chegada de Estevam, que preferia o time com o infame Elson. O time não conseguiu nada em 2004, e no início de 2005, com a chegada dos reforços Christian Mendigo e Marcel, que Estevam chegou a comparar a Leivinha, Diego Souza mais uma vez ficou apenas como opção de banco. Num jogo em Araras, contra o União São João, em que foi substituído, bateu boca-violentamente com Estevam. Sem moral, o técnico acabou demitido. Diego Souza, entretanto, deixaria o clube poucas semanas depois, negociado com o Vissel Kobe.

No Japão, Diego Souza passou por cinco clubes, e durante esse período acabou se envolvendo com a cantora Simony, aquela mesma do Balão Mágico, com quem tem um filho. Sete anos depois de deixar o futebol brasileiro, perto de completar 28, o atleta volta ao país para jogar na Lusa.

Diego Souza recebeu da torcida do Palmeiras o apelido de Bunda-de-Urso porque tinha, digamos, um porta-malas um pouco maior que os padrões de atleta profissional, apesar de ter apenas 21 anos. Mesmo assim, era veloz e habilidoso, e através dele Jair Picerni conseguiu montar um time que desenhava contra-ataques mortais, consagrando Vagner Love.

Fica a curiosidade para saber como o jogador evoluiu em sua passagem pelo oriente. Em breve, quando estrear com a camisa da Portuguesa, bem mais experiente, saberemos. Pelo visual “Cazalbé”, já podemos desconfiar…

E-mail: conrado@verdazzo.com.br

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