Verdazzo!

Parabéns, goleirada!

30 de abril de 2012 por @parmerista  
Postado em: Verdazzo

No Dia do Goleiro, comemorado na última quinta-feira, o Verdazzo abriu o e-mail para que pelo menos três ou quatro leitores enviassem suas fotos defendendo suas metas. Pois foram mais de 20 fotos, fora os migués – o que teve de neguinho mandando foto com a camisa de goleiro sem nunca ter defendido nem chute do irmãozinho foi uma grandeza.

Vale a brincadeira. Muitos mandaram junto com as fotos seus relatos heroicos, as vitórias e os títulos. Confiram abaixo…

Parabéns, goleirada!




E-mail: conrado@verdazzo.com.br

Em 1989, Verdão despacha o SCCP para mais de 100 mil pagantes

29 de abril de 2012 por @parmerista  
Postado em: História, Verdazzo

Por Thell de Castro*

Vamos relembrar hoje uma partida magistral do Palmeiras no Paulistão de 1989, quando vencemos o SCCP por 2 a 0. O time era favorito, mas o título não veio. Só que a torcida parecia prever o futuro

No jejum de títulos que perdurou de 1976 a 1993, o Palmeiras teve algumas equipes que chegaram perto de conquistar um título, sendo que, pelo menos de acordo com os torcedores, algumas mereciam o caneco.

Há alguns dias, conversando com amigos na sede do Dissidenti, no lançamento da biografia de São Marcos, o pessoal estava falando do time de 1989, que foi um pecado essa equipe não ser campeã.

Eu tinha apenas cinco anos e não me lembro para discutir, mas consultei meu pai e outras pessoas e realmente todos falaram do time com um ar de decepção por não ter levado o título, mesmo com tudo a favor.

Quando ganhei uma coleção bem ampla de exemplares de Placar dos anos 1970 e 1980, doada por um tio, isso lá por 1995, lembro que um exemplar que mais me chamava atenção era do dia 21 de abril de 1989, que trazia a vitória do Palmeiras sobre o SCCP na capa e apontava que o título estava cada vez mais próximo.

O Palmeiras venceu por 2 a 0, deu um show de bola e o Panetone teve um público superior a 100 mil pessoas. Vamos relembrar essa reportagem.

Brilha, Verdão!

Fazia tempo que o futebol paulista não via uma cena tão impressionante. Movidas pela saudade de um grande clássico doméstico, as torcidas de Palmeiras e Corinthians coloriram as ruas da cidade e, num imenso cordão, foram chegando aos bandos ao Morumbi. O público de 102.187 pagantes acabou sendo apenas um prenúncio de que o Paulistão vai oferecer muitos momentos de emoção. Afinal, o segundo turno será pontilhado de clássicos que prometem mexer com o fanatismo da galera. E não há feriado prolongado que esvazie ou impeça esse fenômeno.

No caminho de volta, porém, o brilho era só alviverde. O resultado de 2 x 0 provou que o “Porco Mouche” – como provocaram os corintianos – não afundou em seu primeiro teste de fogo. Sinal de que o Palmeiras, independente da categoria do adversário, continua embalado no segundo turno. O oposto de um passado bem recente, quando adernava diante de alguma dificuldade. “Nem a derrota iria comprometer nosso trabalho”, acredita o volante Júnior.

Ainda não se sabe, no entanto, qual será a reação do Palmeiras após um fracasso no campeonato. Fazer o que? Invicto, o time parece ter incorporado a maturidade tão propagada pelo austero técnico Leão.

Um exemplo é o sempre controvertido Neto, que, substituído por Lino, disparou para o vestiário sem dar entrevista e com uma carranca de causar medo. “Uma atitude deselegante”, definiu o presidente do Corinthians, Vicente Matheus. Não é bem assim. Neto preferiu a mudez para evitar declarações comprometedoras de cabeça quente. “Resolvi me acalmar, antes de enfrentar os microfones”, explicou.

Autor do primeiro gol – numa jogada iniciada por Edu, que entortou Dida e cruzou na medida -, o falso ponta-esquerda reconheceu que esteve mal no primeiro tempo e culpou sua caneleira muito apertada, o que impedia de correr com desenvoltura. “Depois, eu tirei a caneleira e matei a pau. Por isso não queria sair”, choramingava.

Os resmungos do sorumbático Neto constatavam com a empolgação do vestiário repleto de torcedores, cartolas e ‘assessores’ da presidência.

Orgulhoso pela reportagem que mereceu da revista japonesa Soccer Digest, o centroavante Gaúcho cumpriu a promessa de deixar a sua marca. Mas não esperava ganhar, depois da partida, uma dolorida injeção antiinflamatória, para amenizar uma antiga e incômoda lesão nas costas. “O ideal seria Gaúcho sair do time para um tratamento intensivo”, adverte o médico André Pedrinelli. “Nem pensar”, bronqueou o atacante, que travou um duelo especial com o zagueiro Marcelo. “Você tá de palhaçada comigo”, esbravejou o zagueiro, que derrubou o inimigo depois de levar um drible e perdeu a cabeça ao ouvir um sonoro ‘olé’ da feliz torcida do Palmeiras.

O nervosismo de Marcelo refletia o estado de espírito do Corinthians, que se abateu principalmente em dois instantes: na saída de Wilson Mano – aos quinze minutos de jogo com uma contratura muscular de primeiro grau – e no gol de Neto. “Depois desse golpe, ficamos perdido em campo”, admitiu o meio-campista Barbiéri. “A contusão de Mano quebrou meu esquema”, desculpava-se o técnico Ênio Andrade. “Ele era uma peça fundamental porque iria explorar a lentidão de Neto”. No final das contas, o feitiço virou contra o feiticeiro Ênio. No segundo tempo, Neto aproveitou a demora na recuperação do substituto Ari Bazão e cruzou para Gaúcho marcar.

Vicente Matheus não quis saber de discutir frustadas táticas de seu time. Acusou o juiz José Roberto Wright por não descontar um “mísero segundo no final do jogo”. Na verdade, a arbitragem de Wright esteve beirando a perfeição desde o cara-ou-coroa. Só escorregou feio quando, acidentalmente, quase marca um gol para o Corinthians, depois que a bola resvalou em sua cabeça. Repetiria a fatalidade que envolveu José de Assis Aragão: em 1983, desviou um chute de Jorginho e assinalou gol para o Palmeiras contra o Santos, naquela mesma trave do Morumbi. Se Wright fosse o artilheiro corintiano, poderia até haver uma onda de protestos do lado contrário. E Cláudio Adão – considerado pelo próprio árbitro uma pedra em seu caminho – nem estava em campo…

A vitória do Palmeiras, que não perde para o maior arquiinimigo há seis jogos, agradou também à velha geração de craques do clube. “Gostei do sentido de marcação e aí tem, com certeza, o dedo do Leão”, elogiou José Altafini, o Mazola, comentarista da italiana Tele Montecarlo. Muito bem lembrado. Toninho e Dario Pereyra não deram moleza para o ataque corintiano e Abelardo mostrou competência no desarme, embora falhasse constantemente nos passes. “Eu avisei: contra o Corinthians, meu futebol cresce”, orgulhava-se Dario Pereyra.

Por sua vez, o lateral Édson, o mais vulnerável na zaga, não se contentou com o resultado. “Poderíamos ter conquistado três pontos”, trovejou. E insistia que derrotar seu antigo clube não tinha um sabor especial.

Esgotada a dose mínima de empolgação que o transportou de volta aos tempos de jogador, Leão brecou a precipitada sensação do título, ainda distante. “Atingimos 60% da nossa capacidade”, avalia. A sequência de vitórias, entretanto, é sinônimo de um esperançoso verde lotando os estádios. E o diretor palmeirense Márcio Papa poderá até ganhar uma caixa de uísque na aposta com Vicente Matheus de que o Palmeiras será campeão de renda. Desde já, porém, a galera alviverde está se embebedando de alegria. Brilhantemente.

Na mesma revista, destaque para o jovem goleiro Velloso, que havia subido recentemente para os profissionais e fechou o gol nessa partida, tendo o devido foco da mídia naqueles dias.

O goleiro, depois do jogo, foi chamado pelo diretor de futebol Márcio Papa e ganhou seu primeiro carro, um Fiat Uno. “Mesmo que ele tomasse um frango, receberia o prêmio, porque já provou que é o titular do time”, explicou o cartola à revista. Velloso estava invicto há 578 minutos até então.

Outra reportagem da revista foi sobre Leão, que pedia calma, mas estava confiante. Leia abaixo.

Enfim, essa foi mais uma lembrança da história do Palmeiras. Não temos vergonha de relembrar fracassos. Ao contrário. Nunca fomos time de apito amigo ou que ganhou o jogo antes mesmo da partida começar.

Agora, pra fechar com chave de ouro, um achado presente na mesma revista. A Placar tinha uma seção logo na segunda página que trazia as fotos da semana. E olha como ela foi aberta!

Ninguém estava prevendo o futuro, mas bem que poderiam encontrar esse adereço para levar aos estádios nos dias de hoje…

* Thell de Castro é jornalista e publica todas as semanas uma coluna contando algum trecho da História do Palmeiras.

Partidazzo: Palmeiras 2×0 SPFC (2008)

28 de abril de 2012 por @parmerista  
Postado em: Partidazzo, Verdazzo

Partidazzo de Guilherme Garbi

Antes de contar sobre o partidazzo, quero contar um pouco da minha história. Infelizmente não tive a oportunidade de assistir ao vivo aos jogos dos nossos grandes times. Sou nascido em 92, e a primeira recordação 100% nítida de um jogo do Palmeiras que tenho é a da final da Copa do Brasil de 98, com o gol espírita do Oséas. Enfim, ter nascido nessa época acabou me privando de assistir in loco os nossos grandes times de 93, 94, 96 e 99 – desse último eu tenho recordações só pela televisão. Outro impasse foi minha mudança de São Paulo no final de 1998, o que me deixou 500 km mais longe do Palestra. Nada que me impedisse de ser doente pelo time.

No dia 20 de abril de 2008, com 16 anos, resolvi que iria ver a semi-final do paulistão. Palmeiras x Bambis, o inimigo histórico, valendo título, eu não podia perder. Convenci meu pai, sãopaulino assim como todo o resto da minha família (alguém tinha que se salvar), a me deixar ir a São Paulo pra isso. Foi fácil, e ele até quis ir junto.

Meu voo sairia da minha cidade às 11 da manhã, mas às 6h30 eu já estava acordado e nervoso, não conseguiria sossegar até que a partida acabasse, mesmo que ainda faltassem 10 horas pra que ela começasse. Assisti milhares de vídeos de nossas esquadras, decorei a narração do gol do César Sampaio contra as bibas, me arrepiei do começo ao fim assistindo o DVD da Libertadores pela centésima vez. Não via a hora de finalmente pisar no Palestra. Cheguei na capital por volta do meio dia e fui buscar os ingressos na casa de um amigo do meu pai, que tinha conseguido pra nós.

Ao chegar ao Palestra, foi como chegar em casa. A sensação de que aquele era o meu lugar, de que ali todo mundo tinha a mesma paixão que eu, que todos estavam tão nervosos quanto eu, que mesmo quem já havia estado lá outras 300 vezes tinha o mesmo frio na barriga que eu. As organizadas já faziam a festa do lado de fora com bandeiras e um caminhão de som, dando uma prévia de como seria quando passasse por aqueles portões da Turiaçu.

Já dentro do estádio, clima de guerra. A torcida gritava e cantava sem parar, a adrenalina tinha que passar para os jogadores dentro do campo, mas os primeiros minutos foram mornos. Dagobambi e Adriano Cachaça ameaçavam nossa zaga, mas nada de preocupante. Pelo nosso lado, Valdívia, Leo Lima e Diego Souza eram os que mais infernizavam a zaga colorida. E foi justo de Leo Lima o primeiro gol do Palmeiras que eu comemorei ao vivo. Pelo meio, num chute despretensioso, a bola pegou efeito e o goleiro de hóquei aceitou. O Palestra explodiu, e eu gritava feito maluco “CHUPA BAMBI” e comemorava com os torcedores que estavam à minha volta. O resto do primeiro tempo foi morno em termos de futebol, mas não paramos de cantar um só minuto.

No segundo tempo, São Marcos teve de trabalhar um pouco mais, mas podiam chutar quantas bolas quisessem, não ia passar nada. Ao vivo é nítido como São Marcos se impõe, como seus reflexos são coisa de outro planeta. E seu lance mais sensacional da partida veio justo na metade do segundo tempo, quando voltou pra buscar uma bola que parecia impossível, numa falta batida pela direita pelo Jorge Wagner. A única coisa que eu conseguia falar era “AQUI É SÃO MARCOS, PORRA”. Do nosso lado, Valdivia deitava e rolava no meio campo. E a cada drible a torcida se inflamava mais. O dia tinha que ser dele. Ele, que odeia tanto o time da Vila Sônia quanto nós da arquibancada, merecia fechar o caixão das meninas.

No fim do segundo tempo, o êxtase. Depois de um escanteio mal cobrado, o chileno recuperou a bola e tocou para Wendel, que levou e nem pensou duas vezes, tocou de lado para Valdívia que só empurrou pra dentro. Sinceramente, eu achei que já tinha comemorado um gol, mas aquela foi a prova de que não. A cena era a melhor possível. Gol do Palmeiras, contra as Bibas, com Valdivia dançando e Rogéria reclamando. Ao meu lado, um cacique da política palmeirense comemorava energicamente, pulávamos juntos e gritávamos, mas não eram palavras, era alegria pura. Gritei até não ter mais voz. Desse momento até o final do jogo, todos nós ali presente tínhamos a obrigação de fazer a maior festa possível. E conseguimos.

Voltei para casa com um sorriso de orelha a orelha, depois de um dia extenuante e duas viagens, e ainda custei a dormir. Assisti 400 vezes os melhores momentos, e mais 500 vezes o gol do Valdívia. E cada vez me arrepiava, só de lembrar o que senti na hora.

Depois disso, nunca perdi uma chance de ir ao Palestra. Então, quando me questionam o porquê de torcer pro Palmeiras, eu não preciso fazer esforço para me lembrar. Só não explico, porque isso só entende quem vive.

Guilherme Garbi é Palmeirense por opção e por herança do bisnonno, un vero parmerista. Nascido nos anos 90, descendente de italianos e criado no Bexiga, aprendeu a cantar o hino do Palmeiras antes de saber o alfabeto.


20/04/2008
PALMEIRAS 2×0 SPFC
Campeonato Paulista – Semifinais

Estádio: Palestra Italia
Público: 27.680 pagantes
Renda: R$ 1.144.355,00
Árbitro: Wilson Luiz Seneme (SP)

Palmeiras: Marcos; Élder Granja, Gustavo, Henrique e Leandro; Martinez, Léo Lima, Diego Souza (Wendel) e Valdivia; J30 (Denilson) e Alex Mineiro (Lenny). Técnico: Vanderlei Luxemburgo
SPFC: Rogério Ceni; Alex Silva, André Dias e Miranda; Joílson (Sérgio Mota), Hernanes, Fábio Santos, Jorge Wagner e Júnior (Hugo); Dagoberto (Borges) e Adriano. Técnico: Muricy Ramalho
Gols: Léo Lima aos 21 do primeiro tempo e Valdivia aos 38 do segundo tempo.


Envie seu texto para a seção Partidazzo pelo e-mail conrado@verdazzo.com.br

Sport Club Caça ao Pageview

27 de abril de 2012 por @parmerista  
Postado em: Humor, Imprensa, Verdazzo

A briga por pageviews na imprensinha atinge níveis lamentáveis. Enquanto alguns se dedicam a rasteiras campanhas pessoais contra desafetos, outros seguem a fórmula velha, mas batida, do sensacionalismo.

Só que desta vez eles passaram dos limites. Pep Guardiola acabou de se demitir do Barcelona, e eles já trataram de colocá-lo no SCCP. Deve se juntar a tantos outros contratados nos últimos anos.

E-mail: conrado@verdazzo.com.br

Identidade visual

27 de abril de 2012 por @parmerista  
Postado em: Marketing, Verdazzo

O departamento de marketing do Palmeiras desenvolveu, ainda sob a gestão de Rubens Reis, um Manual de Identidade Visual a ser adotado pelas redações mundo afora. No dia 10 de fevereiro o Verdazzo publicou o visual final do brasão do clube readequado. Como não havia sido oficializado, ainda não foi possível até agora ver em nenhum jornal, revista ou canal de televisão o brasão em sua nova versão.

O novo manual foi finalizado e finalmente disponibilizado pela assessoria de imprensa. Todos os torcedores e profissionais podem ter acesso neste link: http://assessoria.palmeiras.com.br/IMAGENS/Palmeiras_Manual-Identidade-Visual.pdf.

Parabéns a todos os responsáveis por um passo importante na modernização do clube. Na verdade, trata-se de um passo básico, já precisaríamos estar bem mais à frente. Mas é um começo.

E-mail: conrado@verdazzo.com.br

Dia do Goleiro

26 de abril de 2012 por @parmerista  
Postado em: Verdazzo

Para um site cujo objeto é o Palmeiras, é muito fácil fazer homenagens aos goleiros. Provavelmente não existe no mundo um clube por onde passaram mais goleiros extraordinários, embora a maioria deles, ao contrário do que se acredita, não foram exatamente forjados aqui.

A homenagem do Verdazzo foge do lugar comum “Oberdan, Valdir, etc”, e vai para todos os palmeirenses que se aventuram pelos campos do mundo debaixo das traves. Você, torcedor comum, que quando era moleque gritava Leeeeeeããão!!!, Giiillmaaarrrr!!!, Velloooooooooso!!! e mais recentemente Maaaaaaaaaaaaaarcooosss!!! em suas peladas. Agora você recebe sua homenagem: envie sua foto atuando como goleiro para conrado@verdazzo.com.br, e ela será publicada aqui na próxima semana.

Abaixo, o Osmar Santos Show, time de society dos ex-alunos do interno da faculdade. Homenagem ao grande Osmar, o time marcou época entre 94 e 99. A foto é de 1998.

Parabéns, goleirada!

E-mail: conrado@verdazzo.com.br

Que belo bigode, hein?

26 de abril de 2012 por @parmerista  
Postado em: Humor, Verdazzo

E-mail: conrado@verdazzo.com.br

Paraná 1×2 Palmeiras

26 de abril de 2012 por @parmerista  
Postado em: Jogos, Verdazzo

Num campo muito pesado, o Verdão conseguiu um excelente resultado ao vencer o Paraná por 2 a 1 em Curitiba, e pode até perder por 1 a 0 no jogo da volta, daqui a duas semanas em Barueri, que estará classificado. O natural, depois de ver o potencial do time paranaense, é que o time não tome dois gols no jogo nem a pau. Mas em se tratando de Palmeiras, eu não duvido de mais nada, todo cuidado é pouco.

Felipão mandou a campo um time com duas novidades: Mazinho foi o escolhido para jogar ao lado de Barcos e fez sua estreia; e Bruno substituiu Deola, numa decisão acertada de Felipão. O time jogou num 4-4-2 disfarçado, já que Mazinho ora caía pela ponta esquerda, ora voltava para buscar jogo como um ponta-de-lança. É bem provável que isso tenha acontecido muito mais por indecisão e falta de entrosamento do estreante do que por determinação do treinador, mas o fato é que funcionou razoavelmente bem, confundindo a defesa paranista e fazendo com que o time exercesse um bom volume de jogo no primeiro tempo.

A primeira chance do jogo foi do Paraná, mas num chute de longe: Alex Alves arriscou e meteu a bola na gaveta, mas Bruno foi buscar, com alguma sobra – é a vantagem de ser muito alto e de ter uma envergadura realmente avantajada. O Verdão respondeu rápido, numa cobrança de lateral esperta de Cicinho, que achou Valdivia desmarcado na área; o chileno, que meteu um bigodaço, matou bonito e passou para Barcos, que acabou desperdiçando.

Mazinho então passou a se destacar. O atacante se alternava entre o meio e o flanco esquerdo, e por ser uma completa novidade, surpreendia o esquema defensivo de Ricardinho Trezentinho. Em sua melhor jogada, aos 19, driblou dois adversários, saiu na frente do goleiro e tocou, mas Thiago Rodrigues abafou. Mas aos 21 saiu o gol, dos pés de Kid Assunção, com script mais do que conhecido: falta da intermediária, Assunção bateu por cima da barreira; a bola quicou no gramado molhado e foi pro fundo do gol sem a menor chance de defesa.

O Paraná mal conseguia passar do meio-de-campo, e o gol do Verdão fazia justiça no placar – mas acendeu o time da casa, que passou a forçar um pouco mais. Numa chegada despretensiosa pela direita, Luisinho chegou a finalizar quase sem ângulo; a bola bateu na trave com desvio de Bruno antes de sair para escanteio. Assunção então pediu para sair, já com um gol na bagagem: sentindo duas pancadas sofridas no jogo anterior, no pé e na costela, preferiu se poupar e deu lugar a Patrik.

Como que por castigo, o time acabou sofrendo o empate logo em seguida: depois de jogada pela direita, o cruzamento veio rasteiro, para trás. A defesa estava mal posicionada e permitiu que Nilson concluísse, para defesa monstruosa de Bruno, mas no rebote Luisinho acabou empurrando para dentro. O empate mexeu com nossos jogadores, que tentaram com bastante vontade recuperar a vantagem ainda no primeiro tempo: no primeiro, Barcos fez boa jogada e finalizou forte, de esquerda, mas a bola subiu; e no segundo, Valdivia cobrou bem uma falta pela direita, Henrique chegou inteiro para o cabeceio mas mandou para fora. E ficou nisso.

Os times voltaram iguais para o segundo tempo, e o Paraná parecia bem satisfeito como empate. Com Mazinho deixando de ser uma novidade, Ricardinho trancou o setor e anulou o jogador, que não fez quase nada no segundo tempo. As jogadas então cada vez mais se focaram em Valdivia, que pelo miolo, tentava servir Barcos. O Palmeiras mandava no jogo e criava bastante, mas quando chegava na entrada da área não conseguia a sequência e acabava arriscando de fora.

E um fantasma voltou a assombrar o time: mesmo jogando melhor e dominando o adversário, numa falta aos 18 minutos Douglas Packer mandou a bola na forquilha, ela felizmente bateu na trave e saiu. Mas o filme passou na cabeça de todos os palmeirenses: o Paraná faz 2 a 1, o Palmeiras se perde emocionalmente e toma o terceiro e o quarto. Era só a bola, em vez de ir na trave, ter entrado. Felizmente, dessa vez não entrou.

O lance parece ter acordado o Palmeiras, que voltou à carga. Mazinho conseguiu boa jogada pela esquerda e cruzou, Barcos dividiu com o zagueiro e a bola foi para o gol – Thiago Rodrigues defendeu no reflexo. O argentino correu demais e estava extenuado – Felipão então mandou Fernandão em seu lugar. Apenas dois minutos depois, saiu o pênalti: bola dominada pelo zagueiro Henrique Alemão, que deu vacilo e permitiu que Patrik a roubasse, na tentativa de recuperar o tosco zagueiro cometeu o pênalti. Valdivia em vez de pedir para bater, pediu amarelo para o adversário, e quase acabou levando um para si. Enquanto isso, Henrique pegou a bola e colocou debaixo do braço. Ajeitou e bateu, com força, alto, fazendo o gol da nossa vitória.

Com o segundo gol, Felipão mandou a campo Román. Poderia tirar outro zagueiro, ou algum volante, para resolver o confronto pelas laterais. Mas tirou exatamente um dos que poderia resolver, Cicinho – embora o lateral estivesse numa partida abaixo da média. Mesmo assim, com três zagueiros, dois laterais e dois volantes, o time ainda quase fez o terceiro, numa bola alçada por Juninho que Patrik(!!!) cabeceou no ângulo; Thiago Rodrigues espalmou de leve e a bola bateu no travessão antes de voltar para o goleiro. Ainda deu tempo de Valdivia conseguir seu amarelo por jogar uma bola para o campo enquanto o Paraná cobrava um lateral aos 47 do segundo tempo. E o juiz encerrou a partida, com 2 a 1 no placar.

O resultado foi muito bom. O futebol jogado, diante das circunstâncias, pode ser considerado até melhor que o esperado. Boas partidas de Mazinho, Valdivia e Barcos. O estreante aprovetou ser o fator surpresa e construiu ótimas jogadas, e parece não ter sentido o peso da camisa – mas vamos com calma com o rapaz. Vencer marcando dois gols fora é um resultado excelente, e o Verdão só não se classifica daqui a duas semanas se tomar dois gols em Barueri. Mas não fala muito senão é capaz de tomar.

Atuações:

Bruno: ótimas defesas, e ainda quase operou um milagre no lance do gol. 8
Cicinho: começou bem, mas foi caindo de produção ainda no primeiro tempo, principalmente após o lance do gol do Paraná, quando foi um dos que falhou. 5
Mauricio Ramos: teve uma partida fácil mas mesmo assim se complicou – para sorte de todos, sem consequências. 5,5
Henrique: cada vez mais se converte no líder do time dentro de campo, o que pode ser um diferencial num eventual ressurgimento do time. 9
Juninho: ainda tímido, mas bem melhor que o jogador que andou se borrando nas partidas anteriores. 6
Marcio Araújo: marcou bem, passou ok. Se fosse sempre assim seria medíocre, mas passava. 6,5
Marcos Assunção: vinha sendo um monstro no meio-campo, e ainda guardou mais um de falta. Aí sentiu dores e saiu. 8,5
João Vítor: discreto, nem de longe faz o papel que a posição exige, de marcar e apoiar com eficiência. Burocrático. 6
Valdivia: bastante participativo, embora quase nada efetivo. Mas só de buscar o jogo já é uma evolução. Levaria um 8, mas pelo bigode, leva um 6.
Mazinho: aumenta a estatística de estreantes que jogaram bem. Mas bastaram 45 minutos para ficar manjado. 7,5
Barcos: outro que, na medida do possível, participou bastante. A escassez de gols começa a incomodar. 7
Patrik: com exceção de duas boas participações em lances isolados, foi o Patrik de sempre. 7
Fernandão: pode não ter resolvido nada, mas que foi pé quente, isso foi. 5,5
Román: entrou para aumentar suas estatísticas, e para ganhar o bitcho, claro. S/N
Felipão: foi bem na escalação, promovendo Bruno e Mazinho. A mexida final é que não dá para entender. 7


E-mail: conrado@verdazzo.com.br

Pré-jogo: Paraná x Palmeiras

25 de abril de 2012 por @parmerista  
Postado em: Jogos, Verdazzo

O adversário de hoje é fácil, muito fácil. O problema é que o Palmeiras, hoje, infelizmente não inspira qualquer confiança. Mostrando ser um time absolutamente despreparado mentalmente, o time vai ao Durival de Britto, em Curitiba, enfrentar o Paraná, time que fez apenas quatro jogos no ano, todos pela Copa do Brasil, e conseguiu uma vitória e três empates.

Com os desfalques de Luan, suspenso, e Maikon Leite, que sente dores no joelho, Felipão tem em aberto várias possibilidades para o jogo desta noite. Pode entrar com dois meias de criação, Valdivia e Daniel Carvalho, apostando no 4-5-1. Ou pode optar por um dos dois, que têm chances iguais de serem escalados – e neste caso a vaga de atacante ao lado de Barcos pode ser ocupada por Vinicius ou até pelo recém-contratado Mazinho. No gol, apesar da péssima fase, Deola está mantido. O time pode ir com Deola; Cicinho, Mauricio Ramos, Henrique e Juninho; Marcio Araújo, Marcos Assunção, João Vítor e Valdivia (Daniel Carvalho); Vinicius (Daniel Carvalho ou Mazinho) e Barcos.

O Paraná, que ainda disputará a segunda divisão do campeonato paranaense, classificou-se às oitavas-de-finais da Copa do Brasil após dois empates com o Ceará, levando vantagem nos gols fora de casa. O gol da classificação saiu na bacia das almas, o que mostra que o time tem brios. O técnico Ricardinho Trezentinho, em sua primeira experiência na função, só terá o desfalque do goleiro Luís Carlos, suspenso. O provável time: Thiago Rodrigues; Paulo Henrique, André Vinícius, Alex Bruno e Henrique; Alex Alves, Douglas Packer, Wendel e Luisinho; Elias e Nilson. O lateral-direito é aquele mesmo que esteve(?) por aqui no ano passado.

Diante da imprevisibilidade emocional do time, não dá para arriscar placar para esta partida. Só nos resta torcer. Por pior que tudo esteja parecendo, sabemos que o Palmeiras hoje tem mais dificuldade com os pequenos do que com grandes – logo, o Paraná parece ser o pior adversário no caminho ao título. Passando do time da segundona do paranaense, pegaremos Cruzeiro, Grêmio e Atlético-MG ou SPFC – convenhamos, nenhum mostrando um futebol maravilhoso e ainda têm o peso da camisa para atrapalhar. O campeonato está fácil, a gente é que faz ficar difícil.

E-mail: conrado@verdazzo.com.br

Aqui é Chelsea!

24 de abril de 2012 por @parmerista  
Postado em: Humor, Verdazzo

Tirone fez a profecia em agosto. Depois de passar pelo Barcelona, está quase se concretizando.

E-mail: conrado@verdazzo.com.br

Grosso!

24 de abril de 2012 por @parmerista  
Postado em: Humor, Verdazzo

E-mail: conrado@verdazzo.com.br

É hora de ir para a base

24 de abril de 2012 por @parmerista  
Postado em: Verdazzo

Ontem foi anunciado o empréstimo de Tinga para o Ceará. Gerley já foi para o Bahia. Chico negocia com o Coritiba e está próximo de acertar a saída. Em duas semanas, os contratos de Ricardo Bueno e Fernandão vencem, e no mínimo um deles deve ser dispensado. Chegaram Mazinho e Fernandinho. Felipão já anunciou que integrará Felipe, emprestado ao Mogi, ao elenco principal

Com isso, o elenco fica com a seguinte cara:

GOLEIROS: Bruno, Deola, Alemão e Fábio
Deola está na pior fase da carreira, mas seguimos longe de pensar em gastar dinheiro na posição. Bruno e Alemão estão prontos.

LATERAIS-DIREITOS: Cicinho e Artur
Os dois já viveram fases bem melhores. Hoje, deixam muito a desejar, mas ainda não é o caso de pensar em novas contratações para o setor.

ZAGUEIROS: Henrique, Thiago Heleno, Mauricio Ramos, Román e Leandro Amaro.
A dupla titular é sólida. Os três reservas somados não dão um. Complicado.

LATERAIS-ESQUERDOS: Juninho e Fernandinho
Juninho mostrou excelente potencial, mas murchou quando a pressão aumentou. Ainda tem um bom crédito. Fernandinho ainda é incógnita.

VOLANTES: Marcio Araújo, Marcos Assunção, João Vítor, Wesley e Patrik
Marcio Araújo é titular absoluto pelo terceiro ano, e só convence o treinador. Wesley é curinga, mas este ano não joga mais. Sem ele, não temos nenhum que seja ao mesmo tempo bom passador e bom marcador.

MEIAS: Valdivia, Daniel Carvalho, Carmona e Felipe
O chileno não se mostra confiável, Daniel Carvalho não mantém a regularidade, Carmona é apenas reserva. Coitado do Felipe…

ATACANTES: Barcos, Luan, Mazinho, Maikon Leite e Vinicius
Barcos é o NOVE-NOVE, mas não tem reservas. Luan e Maikon Leite têm deficiências claras. Vinicius é uma espécie de Thiago Gentil. E o menino do Oeste acabou de chegar.

É hora de ir para a base. Pior que está, não fica.

Historicamente, os melhores movimentos envolvendo as divisões de base acontecem quando vem uma baciada. São adolescentes, e vivem em bandos. Os meninos ficam mais à vontade tendo companheiros da turminha sempre ao lado, e a pressão diminui. A chance de vingarem quando sobem em grupo é bem maior. A chegada dos dois jogadores do Oeste já enfraquece a tendência, mas ainda é possível fazer a tentativa.

Parece bem pouco provável que a chegada de quaisquer reforços de outros clubes mude o panorama do grupo. Uma boa leva de meninos seria um fato novo. A torcida tende a ter mais paciência com um grupo de garotos, pelo menos num primeiro momento, o que serviria para atenuar a tensão, que beira o insuportável. A própria imprensa tenderia a ser menos predatória que o usual.

Um zagueiro, um volante, um meia, um centroavante e um velocista vindos da base, devidamente prestigiados pela comissão técnica, dariam a injeção de ânimo que o torcedor tanto precisa. Wellington ou Luiz Gustavo, João Denoni, Bruno Dybal ou Diego Souza Xavier, Caio Mancha e Bruno Sabiá podem muito bem compor essa nova geração. E não adianta esperar que isso parta de Felipão. Tem que vir de cima. Trabalho para César Sampaio, com o devido respaldo de Tirone e Frizzo.

Não se pode esperar nenhum resultado a curto prazo. Uma mexida dessas requer tempo para dar resultado, mas faz parte de um ciclo vencedor. Um clube vindo de uma sequência de títulos tem tranquilidade suficiente para recorrer à base para reiniciar o ciclo, voltando a colher frutos após dois anos. Nós não temos essa possibilidade porque a pressão é grande, mas temos que forçar o início desse ciclo de alguma forma: ou ganhando títulos na marra, ou fazendo o trabalho estruturado. Já vimos que a primeira opção, com essa diretoria, não vai. Então que se chame a molecada, e que o palmeirense esqueça de títulos pare este e para o próximo ano. Que se alivie a folha eliminando peças que claramente não rendem: mandem embora o Mauricio Ramos, o Marcio Araújo e o Patrik; emprestem o Valdivia, e se possível o Luan e o Maikon Leite. Façam a reestruturação técnica e financeira, para podermos pensar grande em 2014, o ano do centenário.

E-mail: conrado@verdazzo.com.br

Leite de pedra

23 de abril de 2012 por @parmerista  
Postado em: Verdazzo

E-mail: conrado@verdazzo.com.br

Aperto de mãos de alface

22 de abril de 2012 por @parmerista  
Postado em: Humor, Verdazzo

Essa tirada foi do meu amigo Tibé, no Facebook.

Eles devem estar comemorando a sociedade numa granja.

E-mail: conrado@verdazzo.com.br

Próxima Página »