Verdazzo!

A atualização do contrato da adidas

30 de maio de 2012 por @parmerista  
Postado em: Marketing, Política, Verdazzo

Ontem pela manhã o diretor jurídico Piraci de Oliveira fez, em sua conta do Twitter, comentários criticando a adidas e o contrato celebrado com o Palmeiras. O contrato foi celebrado em 2005 e foi atualizado pela última vez na gestão anterior. Aliás, como tudo que é da gestão anterior, a atual diretoria critica, boicota, extingue – mas não faz melhor. Se dependesse desse pessoal, não teríamos hoje a Arena sendo erguida a toque de caixa. Veja abaixo a lamentável sequência:

O fato é que o diretor jurídico fez críticas públicas a um parceiro. Isto não se faz. Um parceiro do porte da adidas deve ser tratado, no mínimo, com respeito. Piraci tem por obrigação rever o contrato, se notou pelas informações que vieram a público, que a empresa alemã ofereceu um montante muito superior ao Flamengo. E não pode usar o fato como gancho para auto-promoção, ainda mais de forma desastrada, expondo um parceiro e causando mal-estar desnecessário.

Um dos trechos mais deprimentes é o terceiro tweet destacado na imagem, quando nosso diretor – que é o presidente de fato do clube – afirma sem a menor cerimônia que não tem base técnica, mas acredita em algo. Pois é. O Palmeiras agora é o clube da fé. Quem manda, acredita em algo, e vamo que vamo.

O ex-presidente Belluzzo respondeu às declarações de Piraci, de que o contrato é ruim:

“Sobre o contrato da Adidas assinado em dezembro de 2010, quando eu era o presidente da Sociedade Esportiva Palmeiras, informo que os valores à época nos deixava como o segundo clube no país com o maior contrato de patrocínio junto a uma empresa de material esportivo, atrás somente do Flamengo.

Seguem os valores do contrato: R$ 17 milhões em 2011, R$ 17 milhões em 2012, R$ 17 milhões em 2013, e R$ 19 milhões em 2014. É importante ressaltar que o contrato anterior vencia em dezembro de 2011. O que fizemos foi atualizar os valores. É isso que uma gestão deve fazer.

Cabe, portanto, a quem me sucedeu, atualizar o contrato de acordo com mercado atual, se concluírem que os valores estão defasados. Mas o Piraci e o Mustafá devem estar com saudades do acordo que fizeram com a Rhumell, aquela marca pirata que ambos transformaram em oficial e até hoje o contrato é um mistério, já que ninguém nunca viu.”

Luiz Gonzaga Belluzzo

E-mail: conrado@verdazzo.com.br

Ministro Aldo Rebelo engrossa o coro pelas eleições diretas

29 de maio de 2012 por @parmerista  
Postado em: Política, Verdazzo

No último fim-de-semana, o Ministro dos Esportes Aldo Rebelo recebeu uma comissão de membros do movimento Acorda, Palmeiras! e foi enfático na defesa de uma reforma estatutária que contemple as eleições diretas, através dos sócios, para presidente do Palmeiras. Confira no áudio abaixo (para fazer o download, clique aqui com o botão direito do mouse e siga as instruções de seu navegador):

Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.

Ontem, em reunião do Conselho Deliberativo, o Ministro também esteve presente, e como convidado especial novamente defendeu as eleições diretas, criticando a atual gestão, a qual classificou como “trágica”.

É vital ressaltar que as eleições diretas são uma necessidade urgente. Não se pode esperar a eleição de 2015, o Palmeiras precisa, já no próximo biênio, de uma gestão comprometida apenas com os interesses do próprio clube, e não de um presidente que tenha que se preocupar em cumprir acordos eleitoreiros e distribuir carteirinhas para pessoas que há mais de 30 anos mostram-se incapazes mas que não largam o osso.

As eleições diretas já em 2013 devem ser a prioridade zero do clube. Obrigado Ministro Aldo Rebelo, pelo importante apoio!

Membros do movimento Acorda, Palmeiras foram recebidos pelo ministro

O jogo inesquecível da carreira de Ademir da Guia

28 de maio de 2012 por @parmerista  
Postado em: História, Verdazzo

Por Thell de Castro*

Na semana passada, relembramos reportagem da revista Placar de julho de 1993 sobre o jogo inesquecível da carreira de diversos craques. Em seu relato, Evair elegeu como jogo mais emocionante da carreira a final do Paulistão de 1993, contra o SCCP, que vencemos por sonoros 4 a 0.

Hoje, conforme prometido, trago o depoimento de Ademir da Guia, presente na mesma revista. E adivinhe contra quem foi o jogo inesquecível da carreira do Divino? Quem respondeu SCCP ganha um prêmio. Trata-se da final do Paulistão de 1974, quando mantivemos os rivais na fila com gol de Ronaldo.

Vamos ler a matéria na íntegra:

Para calar o Morumbi

Na chegada ao estádio, tudo se repetia como em todos os meus outros finais de semana. Desci do ônibus, onde ocupei o mesmo banco de sempre (o segundo do lado direito), passei pelo saguão e entrei no vestiário.

O ritual, ali dentro, também seguiu o procedimento normal. Coloquei primeiro as meias, depois o calção e iniciei o aquecimento. Por último, calcei as chuteiras e ajeitei a camisa verde, número 10, por dentro do calção branco. Detalhes rigorosamente iguais aos de um jogo comum. O nervosismo que tomava conta dos jogadores, no entanto, denunciava: a partida era muito especial.

Depois de vinte anos, Palmeiras e SCCP voltavam a decidir um Campeonato Paulista, em dezembro de 1974. O SCCP não ganhava um título desde a última final entre os dois, em 1954. Por isso, entrou em campo como se partisse para uma guerra.

Nós, os palmeirenses, também estávamos muito motivados, por se tratar de um jogo contra o SCCP. Não apenas pela rivalidade, mas, principalmente porque, do outro lado, estava nosso adversário mais forte naquele ano.

E jogar contra times de qualidade é sempre agradável. Eu, por exemplo, gostava de enfrentar o Santos e Pelé, nos anos 60: motivava-me enfrentar o SPFC, no início da década de 70; da mesma maneira, tornou-se especial participar de uma decisão contra o SCCP de 1974.

Pouco antes da entrada em campo, nosso capitão Dudu ainda veio conversar comigo, como acontecia na maioria das partidas. ‘Não deixe o Leivinha descuidar-se da marcação do meio-campo’, foi sua recomendação básica. Dudu era uma espécie de técnico dentro de campo. Gritava e orientava cada um dos jogadores. Como eu atuava perto do Leivinha, ele me fez aquele pedido. Em seguida, nos dirigimos para o campo.

Subimos pé ante pé os degraus que dão acesso ao gramado do Morumbi e, quando concluímos a caminhada, avistamos a multidão. Eram 120 000 pessoas, 70% das quais torciam pelo SCCP. Pior: todos enlouquecidos para ver o alvinegro voltar a ser campeão. Não há como negar que uma torcida favorável ajuda uma equipe de futebol.

Sabíamos e nos preocupávamos com isso. Mas o Palmeiras possuía uma imensa vantagem. Estava muito mais acostumado a participar de decisões. Os mesmos jogadores entravam em campo contra eles – exceto pelas ausências de Eurico, machucado, e César, suspenso – já haviam conquistado os títulos paulista e brasileiro em 1972 e alcançado o bicampeonato nacional em 1973. E nem os desfalques representavam um problema.

No Palmeiras daquela época, podia existir revezamento na equipe titular. Ninguém no elenco sentia dificuldades quando jogava, porque todos conheciam a forma de atuar da equipe. Havia conjunto.

No comando do ataque a substituição tornava-se ainda mais tranquila porque o camisa 9 seria Ronaldo, que já vinha substituindo César há algum tempo. A única surpresa foi a presença de Jair Gonçalves, na verdade um volante, que entrou na lateral-direita.

A opção do falecido técnico Oswaldo Brandão, no entanto, foi muito inteligente. Jair Gonçalves marcaria o ponta-esquerda Adãozinho, que fechava pelo meio-campo. Portanto, a adaptação à nova função foi fácil.

Havia também outro ingrediente, que prejudicava os outros e auxiliava o trabalho, não apenas o de Jair Gonçalves, mas de todos os atletas palmeirenses. Sentíamos claramente o SCCP nervoso dentro do gramado.

Mesmo assim, houve dificuldades durante a partida. Tentávamos cumprir as determinações básicas dadas pelo técnico Oswaldo Brandão, na preleção do Lord Hotel, onde nos concentramos.

O ponta-esquerda Nei partia para cima de Zé Maria, impedindo-o de ir ao ataque; Luís Pereira evitava avançar demasiadamente, como costumava fazer; e éramos cautelosos nos primeiros minutos. Mas a partida estava muito igual. Não havia erros nem de um time nem do outro.

A marcação era rígida. Tentava me livrar abrindo espaços para os dois lados. Quando caía para a esquerda do nosso ataque, lá estava o médio-volante Tião no meu encalço. Quando voltava um pouco e vinha para a meia-direita, quem se aproximava de mim era o Rivelino. Os nomes mostram que o duelo era bastante difícil. Porém eles precisavam mais da vitória. Ninguém quer ser vice-campeão, principalmente nas condições em que o SCCP se encontrava.

Então, repentinamente, uma cobrança de falta violenta do Rivelino acertou a cabeça do Dudu, na barreira. Ele caiu desmaiado e saiu do campo de maca. Poucos minutos depois, estava de volta ao gramado. Se fosse um jogo comum, provavelmente não retornaria. Por isso, a visão do capitão à beira do campo pedindo para entrar mexeu com nossos brios. Ficamos ainda mais determinados em busca da vitória.

Então veio o gol. O cruzamento do Jair Gonçalves encontrou o Leivinha, que subiu mais do que toda a defesa e cabeceou. A bola caiu exatamente no pé direito do Ronaldo. O chute saiu forte, indefensável, no canto esquerdo do Buttice, goleiro argentino do SCCP.

Na verdade, foi esse o diferencial daquele jogo. O gol. Vaguinho, ponta-direita alvinegro, costuma reclamar até hoje, alegando que a chance do empate foi desperdiçada nos momentos finais, em um chute dado por ele próprio. Confesso que não me lembro dessa jogada. Mas um gol do SCCP acabaria com a única diferença a nosso favor. Um fator que contribuiu para dar um gosto especial àquela vitória, é que houve muito equilíbrio.

Costumam dizer até que a festa palmeirense não teve muita emoção, devido à presença de milhares de corintianos, tristes e calados, no Morumbi. Não é verdade. Os jogadores comemoraram demais, como sempre faziam. Uma emoção incalculável.

Prova disso é que vários atletas foram ao Parque Antártica, festejar junto à torcida mais um título do Palmeiras. Eu preferi ir para casa. À noite, ainda assisti ao vídeo-teipe da partida, mais uma vez seguindo à risca a rotina de minha vida de jogador. Tudo funcionava como se eu acabasse de participar de apenas mais uma, entre as muitas partidas da minha vida.

A vitória contra o SCCP, a faixa de campeão e tudo o que se passou dentro de campo, no entanto, garantiam: aquele havia sido o melhor de todos os jogos.

É isso. Novamente não tenho muitas palavras para comentar o texto, o próprio depoimento de ninguém menos que Ademir da Guia já diz tudo.

Estamos na reta final da Copa do Brasil, momento de união, de apoiar o time, independente dos problemas fora do campo.

Momento de gritar novamente: é campeão!

* Thell de Castro é jornalista e publica todas as semanas uma coluna contando algum trecho da História do Palmeiras.

Grêmio 1×0 Palmeiras

27 de maio de 2012 por @parmerista  
Postado em: Arbitragem, Jogos, Verdazzo

O Palmeiras jogou mais uma vez muito mal e foi derrotado pelo Grêmio no Olímpico. O time nem de longe lembrou a equipe aguerrida do jogo da última quarta, e mesmo com um adversário que também não jogou bem, foi presa fácil. Foi a primeira vez que Felipão foi derrotado por seu ex-clube comandando o Palmeiras.

O Palmeiras veio com várias novidades na escalação: Fernandinho fez a lateral esquerda – sua estreia; Felipe fez a meia, no já previsto trabalho de poupar Valdivia; e Luan fez o quinto homem do meio-campo, jogando aberto pela esquerda. Assim, Barcos seguiu sua sina de isolamento, e mal pegou na bola o jogo todo.

Nosso meio-campo abusou mais uma vez dos erros de passe, e desperdiçamos dezenas de posses de bola por erros de fundamento. Enquanto isso, Pará deitava e rolava em cima do nosso lado direito – João Vítor e Cicinho foram uma piada na marcação e o Grêmio descia constantemente com perigo pelo setor. E foi numa dessas que saiu o pênalti: bola nas costas de Cicinho, João Vítor chegou atrasado e fez pênalti em Pará. Leo Gago foi para a cobrança e tentou tirar de Bruno, que é muito grande, e acabou batendo no travessão.

Nem esse lance animou o Palmeiras, que continuou esbarrando em erros grotescos na hora de trocar passes, principalmente com João Vítor, Luan e Marcio Araújo. Felipe não aparecia para o jogo, e o trabalho de marcação de Leo Gago, Souza e do ótimo Fernando foi facilitado. Assim, o Grêmio ganhou o meio-campo e chegava à nossa área sem maiores problemas – as boas partidas de nossa dupla de zaga e a tranquilidade de Bruno garantiram o empate no primeiro tempo – além da trave, claro.

Felipão parecia estar satisfeito com a postura tática do time, pois trocou Felipe por Valdivia, acreditando apenas na melhora do desempenho técnico. Na defesa, a cobertura do lado direito foi corrigida e o Grêmio deixou de atacar pelo setor. Assim, só uma jogada individual ou uma bola parada resolveria o jogo.

Tivemos a nossa chance com Barcos, que arrancou pela esquerda, fez a jogada em cima de Naldo e bateu para o gol, com pouco ângulo, para defesa de Victor. O Palmeiras insistia com cinco jogadores no meio, sem aproveitar o espaço no campo de defesa do Grêmio e sem ganhar o duelo na meia-cancha. Luxemburgo colocou o garoto Rondinelly e deixou o time do Grêmio mais leve, insistindo na fragilidade do nosso lado direito.

Aos 25, finalmente Felipão decidiu tentar explorar o campo do Grêmio e mandou Maikon Leite para o jogo, mas incompreensivelmente sacou Barcos. Pela burrice e pela demora, acabou castigado: um minuto depois, falta na intermediária, Fernando levantou como Marcos Assunção, e André Lima raspou de cabeça para marcar. O atacante do Grêmio, na jogada, era marcado pelo veterano volante.

Aí acabaram-se os espaços no campo do Grêmio, e não foi possível usar a velocidade de Maikon Leite. O Palmeiras tentou o empate de forma desorganizada. Luan tentou finalizar de direita. Betinho foi para o jogo, no lugar de Assunção, e fez seu segundo jogo muito ruim.

No minuto final, Henrique sofreu pênalti de Gilberto Silva, mas o juizão foi caseiro e preferiu fingir que não viu. O próprio Henrique definiu a situação em entrevista à beira do gramado: “pênalti para o Palmeiras eles não dão, e a gente tem que ficar quieto”. Pois é…

O time assim segue em busca de mais 45 pontos para que não haja sobressaltos ao fim do campeonato. Mas pelo jeito, não vai ser fácil.

Atuações:

Bruno: fez boas defesas, principalmente no primeiro tempo. Cresceu no pênalti e intimidou Leo Gago. 9
Cicinho: no primeiro tempo foi um horror. No segundo tempo, foi apenas mal. Tomou um baile do Pará. DO PARÁ! ZERO
Leandro Amaro: não deu sustos, atuação correta. 7
Henrique: também foi firme e neutralizou Marcelo Moreno. 7,5
Fernandinho: estreia discreta. Não parece ser adepto de levantar a cabeça para jogar. 5,5
Marcio Araújo: errou praticamente todos os passes que tentou. Horrível. ZERO
Marcos Assunção: partida para esquecer. Até nas bolas paradas foi mal. 2
João Vítor: foi parceirão do Cicinho no baile que tomaram do Pará. DO PARÁ!!! ZERO
Felipe: parecia assustado, e nas poucas vezes que se apresentou foi individualista. 3
Luan: outro que errou quase todos os passes. Tentou até finalizar de direita. Pelo menos marcou o Gabriel. 3
Barcos: enfiado no meio dos zagueiros, fez o que foi possível quando a bola chegou. Apanhou bastante. 7,5
Valdivia: outro que apanhou demais, com a complacência do juiz. Assim, ficou difícil sair da marcação. 6
Maikon Leite: quando entrou, o jogo já não estava mais para ele, e sofreu com o isolamento tanto quanto o Barcos. 5
Betinho: entrou faltando pouco tempo, mesmo assim conseguiu mostrar que é bem fraquinho. S/N
Felipão: segue na gangorra. Depois de um comando brilhante em Barueri, armou esta pataquada no Olímpico. 2



 

E-mail: conrado@verdazzo.com.br

Pré-jogo: Grêmio x Palmeiras

27 de maio de 2012 por @parmerista  
Postado em: Jogos, Verdazzo

O Verdão enfrenta o Grêmio esta tarde em Porto Alegre, pela segunda rodada do Brasileirão, visando “recuperar” os irrecuperáveis pontos perdidos na estreia frente à virtualmente rebaixada Lusa, e também para reconhecer o terreno. Afinal, o Olímpico será o palco de uma das semifinais da Copa do Brasil, daqui a duas semanas e meia. A cabeça, no entanto, está voltada para o Brasileirão – pelo menos por enquanto.

Felipão terá apenas o desfalque de Daniel Carvalho para este jogo – o meia sofreu uma lesão na coxa na partida de estreia do campeonato. Valdivia vai para o jogo mais uma vez – e esperamos que saiba dosar suas energias para não sobrecarregar a frágil musculatura. O time que deve ir a campo é Bruno; Cicinho, Leandro Amaro, Henrique e Juninho; Marcio Araújo, Marcos Assunção, João Vítor e  Valdivia; Barcos e Mazinho.

O Grêmio está repleto de desfalques. Nada menos que seis jogadores estão no departamento médico: Edilson, Marquinhos, Julio Cesar, Werley, Bertaglio e Judas. Assim, Luxa deve mandar para o jogo a seguinte escalação: Victor; Gabriel, Gilberto Silva, Naldo e Pará; Fernando, Vilson, Leo Gago e Marco Antonio; Miralles e Marcelo Moreno.

Será mais um duelo entre dois dos maiores treinadores que já passaram pelo Palmeiras, e que, somados, conquistaram dezoito títulos pelo clube. A história entre os dois tem várias passagens tensas. Muitos anos se passaram; bem mais experientes, os dois devem até se cumprimentar com um abraço. As torcidas também nutrem uma camaradagem, e será uma das últimas oportunidades do palmeirense ir até o Olímpico, um estádio lendário que dará lugar em poucos meses à nova arena gremista. Para marcar a enorme superioridade do Palmeiras nos confrontos, teremos mais uma vitória do Verdão: 1 a 0, gol de Maikon Leite em cima da Avenida Pará.

E-mail: conrado@verdazzo.com.br

Partidazzo: Palmeiras 2×1 SPFC (2004)

26 de maio de 2012 por @parmerista  
Postado em: Partidazzo, Verdazzo

Partidazzo de Mailson Fiuza

O ano de 2004 não traz lá grandes recordações ao palmeirense mas pode-se dizer que foi um ano de resultados razoáveis para o contexto em que o Verdão se encontrava. O time tinha recém saído da nefasta Série B e, como ato de seu último ano na presidência, Mustafá Contursi resolveu simplesmente manter aquela base que venceu a segundona.

O início do ano chegou a inspirar alguma esperança na torcida ao ver o time chegar às semifinais do Paulistão contra o modesto Paulista de Jundiaí. Mas, daquela forma que o Palmeiras vem se tornando especialista, uma classificação certa virou uma eliminação dramática com direito a empate palmeirense no último lance do jogo e desperdício do pênalti que levaria à decisão contra o São Caetano – que tinha um dos melhores times do país mas que era nosso freguês à época.

Na Copa do Brasil, o Palmeiras avançava até as quartas-de-final e após classificação histórica contra o Goiás, o Verdão conseguiria sucumbir num 4×4 inexplicável diante do futuro campeão Santo André. Duas eliminações para times menores do interior foram o suficiente para que Jair Picerni fosse demitido. Para seu lugar, veio Estevam Soares que, mesmo rebaixando o Gama pra Série C ganhou um voto de confiança.

O moral arrasado do time começou a se levantar na primeira partida pós-Santo André. Uma histórica surra de 4×0 no Santos de Luxemburgo com grandes atuações de Muñoz e Vágner Love – que estava prestes ter sua venda sacramentada para o CSKA a preço de banana.

Passados os traumas, Estevam vinha de uma vitória e dois empates para, naquele 27 de Junho, encarar seu primeiro clássico. Para aquele jogo, o SPFC vinha em rota de colisão com seus simpatizantes. Em uma mesma semana, eliminação para um desconhecido Once Caldas na Libertadores e uma derrota para o Paysandu.

No Pacaembu, com mando palmeirense, a torcida cor-de-rosa resolveu assumir novas cores e levou faixas, fumaça e balões amarelos para simbolizar a pipocada na Libertadores.

O Palmeiras começou dominando as ações. O time tricolor parecia perdido em campo. O time de Estevam, mesmo com jogadores de qualidade questionável como Gabriel Santos, Magrão e Nen mostrava um entrosamento que deixava as meninas sem ação. Depois de perder algumas oportunidades, aos 36 minutos do primeiro tempo, Vagner Love, já vendido aos russos e que vinha fazendo uma temporada excelente, artilheiro do Paulista e do Brasileirão até o momento, aproveitou um bom cruzamento do competente Corrêa para, de cabeça, cumprimentar o rezador. Com 1×0 no placar, a torcida rosada esqueceu-se do jogo e passou a hostilizar seus jogadores. Luís Fabiano era uma das vítimas. Prestes a também ser negociado com o exterior, o atacante era carinhosamente chamado de Luís Pipoqueiro pela torcida do time sem ídolos.

Em campo, o Palmeiras seguiu melhor enquanto os tricolores, nervosos, distribuíam pancadas com a conivência de Sálvio Spínola – que antes já deixara de marcar uma penalidade em Love.

No final do primeiro tempo, o juizão viu pênalti quando Fábio Simplício dividiu com Sérgio e se estatelou na área. Luís Fabiano avançou sem confiança alguma e praticamente recuou para o goleiro alviverde. A tarde estava perfeita para palmeirense e terrível para tricolores. Os simpatizantes se enfureceram ainda mais.

O segundo tempo foi quase uma repetição do primeiro. O Palmeiras dominava, Vágner infernizava e os tricolores se acovardavam. Até que, com 15 minutos da segunda etapa, Pedrinho cobrou falta à meia altura, Rogério Ceni ajoelhou e largou a bola de forma bizarra no pé de Vágner Love que, esperto, cutucou pra rede. Palmeiras 2×0. A partir daí, o Verdão administrou o jogo, a torcida ensaiou gritos de olé e a bambizada tinha surtos nas arquibancadas. No finalzinho, aos 38, Cicinho ainda descontou numa bola rebatida. Mas nada que estragasse a festa palmeirense.

Um clássico que marcou pela forma como o Palmeiras se impôs sobre um SPFC inoperante. Um clássico onde jogadores de pouco potencial técnico compensaram suas deficiências com dedicação e raça. Um clássico vencido com autoridade, que deu moral ao Palmeiras – na sequência, foram mais cinco jogos sem perder. Infelizmente, Mustafá aprontou das suas no final daquele ano. Faltando cinco rodadas para o fim do torneio, o Verdão era o terceiro colocado a apenas quatro pontos do líder Atlético Paranaense. Porém, o presidente, com o campeonato em curso, resolveu começar a dar férias para alguns titulares do elenco sob o ridículo pretexto de preservar o time para a pré-temporada e a Libertadores (na verdade, Mumu minava qualquer chance de o time entrar 2005 com um título). Dos últimos cinco jogos, o Palmeiras venceu apenas um, chegou a perder para o rebaixado Guarani e pro ameaçado Flamengo em casa e viu suas chances se resumirem a uma vaguinha para a Libertadores.

Mas aquele clássico ficará marcado como o dia em que o Palmeiras derrotou com autoridade um rival e ainda assistiu de camarote os simpatizantes tricolores entoarem para o rezador: “pqp, é o pior goleiro do Brasil: Rogério!”.

Mailson Fiuza, 22 anos, mora na Bahia, e quase foi parar no hospital ao passar mal vendo a final da Libertadores de 99.


27/06/2004
Palmeiras 2×1 SPFC
Campeonato Brasileiro – primeiro turno

Estádio: Pacaembu
Árbitro: Sálvio Spinola Fagundes Filho (SP)

Palmeiras: Sergio; Baiano, Nen, Gabriel Santos (Leonardo) e Lúcio; Marcinho Guerreiro, Corrêa, Magrão e Pedrinho (Adãozinho); Vagner Love e Munõz (Daniel Martins). Técnico: Estevam Soares
SPFC: Rogério Ceni; Cicinho, Fabão, Rodrigo e Lino (Fábio Santos); Renan (Gabriel), Fábio Simplício (Souza), Alexandre e Danilo; Grafite e Luis Fabiano. Técnico: Cuca
Gols: Vagner Love aos 36 do primeiro e 16 do segundo tempo; Cicinho aos 38 do segundo tempo.


Envie seu texto para a seção Partidazzo pelo e-mail conrado@verdazzo.com.br

Palmeiras de Barueri 2×0 Atlético-PR

23 de maio de 2012 por @parmerista  
Postado em: Jogos, Verdazzo

O Verdão fez um segundo tempo brilhante, venceu por 2 a 0 e despachou o Atlético pelas quartas-de-finais da Copa do Brasil, esta noite em Barueri. Numa partida em que brilharam as estrelas de Maikon Leite e Felipão, o time se impôs e avançou às semifinais, sem levar sustos e frustrando os rivais e o grosso da imprensa, que já batia o tambor fúnebre esperando por uma tragédia.

Felipão não aprontou nenhuma surpresa na escalação, e promoveu a entrada de Betinho no lugar de Barcos, ao lado de Mazinho no ataque. Nosso trio de volantes tentava fazer a dupla função de ajudar na armação e marcar, mas não fizeram bem nem uma coisa, nem outra – perderam o duelo com Alan Bahia, Zezinho e Ligüera, que chegaram mais perto de nossa área do que deviam, pelo menos nos primeiros vinte minutos.

Com o tempo o meio-campo do Palmeiras acertou seu posicionamento, e se ainda não conseguia fazer as ligações necessárias, pelo menos já não dava mais espaços para que o Atlético conseguisse a conexão com Bruno Mineiro e principalmente Guerrón, a surpresa de Juan Carrasco, que ameaçava fazer um carnaval em cima de Juninho. Assim, o resto do primeiro tempo foi marcado por um intenso duelo no meio-campo, com as bolas chegando eventualmente aos ataques sem rapidez e fazendo com que as defesas não fossem pegas desprevenidas.

Esse tipo de jogo estava de bom tamanho para Felipão – o jogo amarrado é tudo que o time que tem o placar favorável no mata-mata quer. Assim, o Verdão se satisfazia em levar o jogo nessa temperatura, apostando numa escapada de Mazinho ou Betinho, ou numa jogada de bola parada de Marcos Assunção. O Atlético tentava com mais disposição, mas esbarrava na limitação técnica de seus jogadores. De qualquer forma, não houve nenhuma grande chance no primeiro tempo de nenhum lado – a melhor delas foi uma bola enfiada de Valdivia para Betinho, que concluiu mal – e os times foram mesmo para o vestiário com 0 a 0 no placar.

Talvez a lição do jogo contra a Lusa tenha servido, e diante de um time com poucas variações ofensivas, Felipão deve ter decidido resolver o jogo fazendo gols, e não os evitando. Para o segundo tempo, o time voltou com uma postura diferente, e o nome mais marcante na volta do intervalo foi Valdivia, que saiu da marcação dupla de Deivid e Alan Bahia e passou a alimentar Mazinho com muito mais determinação. E o Verdão, embora não convertesse o domínio em chances efetivas, passou a exercer uma postura de time grande que quer matar o pequeno. Assim é que se faz!

Acuado, restou ao Atlético se defender enquanto o Palmeiras articulava. O golpe definitivo veio do banco, com duas mexidas certeiras de Felipão: primeiro, Luan, aplaudidíssimo, no Betinho; depois, Maikon Leite no Mazinho. Luan ficou aberto na esquerda, e Maikon Leite ocupou o miolo e a parte direita, em cima de Renan Foguinho. E foi sobre ele o drible da vaca, após jogada de lateral, que Maikon Leite aplicou para invadir a área, livre. Ele tocou para o meio, para Valdivia, que não dominou como queria, mas o suficiente para prolongar o passe para Luan na esquerda, sem goleiro, e aí foi só rolar para o gol. Linha de passe dentro das área, espetacular.

E com 1 a 0 no placar, o Palmeiras jogou mata-mata: cozinhou o adversário, amarrou o jogo, matou o tempo, catimbou, ao melhor estilo copeiro. Sem um futebol brilhante, mas competitivo, apoiado pela magnífica torcida. Deu gosto de ver!

A superioridade foi corooada com o segundo gol, para não deixar dúvidas: escanteio pela esquerda, e não foi Marcos Assunção quem bateu: Maikon Leite cobrou, Valdivia raspou e Henrique completou para dentro, fechando a tampa do Atlético e levando o Verdão às semifinais, coisa que não acontecia desde a épica vitória sobre o Flamengo em 1999. Guardando as imensas proporções, Maikon Leite foi o Euller de 2012.

O time agora aguarda o adversário, que vai sair amanhã do confronto entre Grêmio e Bahia, com todas as chances para os gaúchos, que coincidentemente serão nossos adversários no domingo, em Porto Alegre, pelo Brasileirão. Uma feliz coincidência de resultado e mando pode até fazer o time economizar uma viagem.

Parabéns aos atletas, ao técnico e à diretoria. O alto prêmio aos jogadores parece ter surtido efeito, e o árbitro, suspeitíssimo, não atrapalhou, embora não tenha dado um pênalti sobre Juninho. Felipão, sob extrema pressão, fez um de seus melhores trabalhos nestes dois anos. E os atletas, principalmente no segundo tempo, jogaram como se deve – com ou sem bicho turbinado, não importa, é isso que queremos: time se impondo, controlando o confronto e avançando. Falta pouco!

Atuações:

Bruno: só precisou orientar a defesa. 7,5
Cicinho: sem preocupações defensivas, avançou bastante e segurou o lado esquerdo do Atlético – sem muito brilho. 7
Leandro Amaro: jogou firme, seguro, sem problemas. 7,5
Henrique: partida brilhante, comandando a defesa e ainda conferindo o seu lá na frente. 9,5
Juninho: teve trabalho com Guerrón no primeiro tempo e com Edigar Junio no segundo. Até por isso, não conseguiu apoiar. 7
Marcio Araújo: fraco no primeiro tempo, cresceu junto com o time no segundo. 6,5
Marcos Assunção: referência do time no meio-campo, não teve muitas chances com a bola parada. 7
João Vítor: vinha sendo um dos mais fracos do time até achar uma jogada sensacional pela direita, com direito a drible da vaca. Se faz o gol, se consagrava. 6
Valdivia: apagado no primeiro tempo, foi o grande maestro do time no segundo – é o que se espera dele. 8
Mazinho: bem acionado o jogo todo, deu bons dribles e mostrou que é mais que um ciscador. 7
Betinho: até por ter entrado numa gelada, não honrou a tradição de estreantes que arrebentam. Esteve realmente muito travado. 4
Luan: o Luan de sempre, bem colocado quando o time fez a linha de passe na área. 8
Maikon Leite: acabou com o jogo. Eu desisto: existe, sim jogador de segundo tempo. É ele. DEZ
Patrik: entrou no fim para fechar o meio. S/N
Felipão: não só deu um baile no adversário, como mostrou que não perdeu a mão em mata-mata. E ainda sacaneou todo mundo colocando o Patrik no final. DEZ




 

E-mail: conrado@verdazzo.com.br

O que eles disseram

23 de maio de 2012 por @parmerista  
Postado em: Humor, Verdazzo

Todo mundo já deve ter visto o vídeo da WTorre que mostra a Nova Arena em novos detalhes e perspectivas. O que ninguém viu, e o Verdazzo traz com exclusividade, é o que figuras importantes da política palmeirense disseram…

*com a colaboração essencial de Manoel Pinho e Marcos Simonetti

E-mail: conrado@verdazzo.com.br

Pré-jogo: Palmeiras de Barueri x Atlético-PR

23 de maio de 2012 por @parmerista  
Postado em: Jogos, Verdazzo

Não adianta ficarem bravinhos com o título do post. Fiquem bravos com a diretoria que marca jogo em outra cidade, e ainda tem que aceitar que a Globo imponha o horário das 19h30 – e para piorar o azar, num dia em que os transportes ferroviários estão em greve. Vai ser #sussa chegar ao estádio!

Alcançamos o jogo de volta das quartas-de-finais da Copa do Brasil com uma boa vantagem, após o empate em 2 a 2 em Curitiba. E mesmo assim, poucos palmeirenses estão encarando o jogo de hoje com tranquilidade – e não é pela péssima partida jogada no último sábado. Infelizmente o time tem desapontado a torcida em jogos decisivos como o desta noite, não é necessário enumerar as decepções recentes. Por isso, todos estamos com o pé atrás.

Apesar disso tudo, o apoio deve ser total esta noite. Felipão terá dois desfalques importantes: Barcos, suspenso, e Daniel Carvalho, vetado após pancada recebida no último jogo. Temos que rezar para Valdivia não só aguentar o jogo inteiro como também para não forçar demais a frágil musculatura e não voltar para mais uma temporada no DM. Betinho deve fazer sua estreia. O provável time: Bruno; Cicinho, Maurício Ramos, Henrique e Juninho; Marcio Araújo, Marcos Assunção, João Vítor e Valdivia; Betinho (Luan) e Mazinho (Luan). As voltas de Assunção e Valdivia são um alento para que o time jogue melhor, pelo aumento do nível técnico e também para que o time volte à configuração tática a que está acostumado – todos em suas posições reais, sem improvisos.

O Atlético começou bem a disputa da Série B e meteu 4 no Joinville, fora de casa, com arbitragem do mesmo juiz que apita hoje – no mínimo uma irresponsabilidade da CBF. A dúvida de Juan Carrasco é Guerrón, que sente lesão. Paulo Baier sequer veio para São Paulo. Héracles volta ao time, e Zezinho volta para a meia. O provável time: Rodolfo; Pablo, Manoel, Renan Foguinho e Héracles; Deivid, Alan Bahia, Ligüera e Zezinho; Edigar Junio e Bruno Mineiro.

Até a diretoria percebeu que não dá para confiar muito no time e resolveu abrir o cofre, prometendo um bicho altíssimo pela classificação. Aí eles falaram a língua dos boleiros! Desse jeito, mesmo com todos os traumas, deve dar Palmeiras: 2 a 1, levando um sufoco absurdo no fim do jogo. E se por qualquer desgraça da vida for para os pênaltis, o Brunão resolve.

E-mail: conrado@verdazzo.com.br

O jogo inesquecível da carreira de Evair

20 de maio de 2012 por @parmerista  
Postado em: História, Verdazzo

Por Thell de Castro*

Aqui no Verdazzo, temos, todos os sábado, a seção do Partidazzo, onde os palmeirenses contam quais foram seus jogos inesquecíveis.

Seguindo a mesma linha, a coluna de hoje traz o jogo inesquecível da carreira de Evair, o matador, o eterno craque da camisa 9 do Palmeiras.

A revista Placar, quando já era mensal e temática, fez, em julho de 1993, um especial sobre o jogo inesquecível de diversos craques. Entre os entrevistados estavam Evair e Ademir da Guia – o depoimento do Divino nós traremos no próximo domingo.

Evair, é claro, elegeu como jogo inesquecível da carreira uma partida realizada um mês antes, no dia 12 de junho de 1993, contra o SCCP, onde saímos da fila após 16 anos sem título. Trata-se de um depoimento emocionante – e escrevo a coluna revendo a partida completa no YouTube.

De alma lavada

Chegamos ao Morumbi com os brios remexidos. Sofremos uma semana de provocações, críticas e muitas, muitas cobranças. Não de conselheiros, no Parque Antártica, como costumava acontecer anteriormente. Mas do nosso técnico e principalmente de nós mesmos, os jogadores. Até nos momentos que antecederam nossa saída da concentração, o diretor de esportes José Carlos Brunoro e o técnico Vanderlei Luxemburgo nos cobravam.

Apresentaram um vídeo que mostrava nossa vitória de 2 x 0 contra o SCCP, no primeiro turno, a comemoração do Viola no primeiro jogo da decisão, vencido pelo SCCP por 1 x 0, e uma série de outras cenas editadas. Tudo para nos motivar e acabar com a má imagem da derrota no domingo anterior.

Aliás, aquele jogo me fez ser alvo de gozações até dentro de casa. Na segunda-feira, quando entrei no elevador do meu prédio, vi um rapaz, com a camisa do SCCP, se aproximando. Educadamente, esperei por ele. Era um vizinho, com quem tenho pouco contato. Ele estava louco para tirar um sarro! Acho que lhe faltou coragem enquanto estava ao meu lado, mas, ao deixar o elevador, começou a gritar Viola. Que absurdo!

Eu, porém, tinha um problema mais sério além da gozações: provar para mim que podia jogar os noventa minutos (ou 120) no mesmo nível dos meus colegas, pois voltava de uma contusão.

Só teria certeza disso quando a bola começasse a rolar. Os ônibus entraram juntos no estádio e pudemos presenciar a festa dos jogadores deles.

Estava nos provocando de novo. Não bastava já terem feito tudo o que fizeram no domingo anterior, incluindo aquela comemoração do Viola, que ele chamou de Gol Porco.

Um dos corintianos, que prefiro não citar o nome, fazia gestor irônicos na nossa direção. O olhar deles dizia: “Vocês não têm chance. Serão vice-campeões”.

O nosso olhar, no entanto, era mais forte, e afirmava: “Vamos ganhar a qualquer custo!”.

Não dava para entender porque festejavam tanto. Só venceram o primeiro jogo por causa daquele gol do Viola. Um gol achado! Na segunda partida seria diferente.

Quando entramos no gramado, a emoção foi mais forte. É impossível não se empolgar vendo aquele povo pintando um lado inteiro do estádio de verde e branco e gritando seu nome, como fizeram comigo.

Puxa, é demais! Você se desdobra em campo para alegrar aquela torcida. Principalmente sabendo que, do outro lado, está o SCCP. E que ganhar o título depois de dezesseis anos, contra ele, é o sonho de todos que estão nas arquibancadas.

Bastou o juiz apitar o início do jogo para cada torcedor perceber que nossa determinação não era conversa fiada. A única dúvida que restava continuava sendo sobre a minha atuação.

A primeira bola que tocasse me daria a respostsa, se estava ou não estava bem.

É sempre muito importante o início da partida. Então, recebi, na altura do meio-campo, pelo lado direito.

A bola veio alta, e de primeira, lancei o Edílson em velocidade. Ainda tomei a falta e o zagueiro Henrique levou o cartão amarelo. Não tinha dúvidas. O jogo era nosso, e eu iria atuar muito bem.

Um minuto depois, dei aquele toque de calcanhar para o Roberto Carlos, que cruzou para o Edmundo chutar para fora. Pensei no perigo que corríamos perdendo um gol logo no início. Mas logo nos acalmamos. Em nenhum instante fomos inferiores ao SCCP.

Então veio o lance do gol. Toquei para o Zinho, que invadiu a área e chutou rasteiro, no canto direito do Ronaldo. Não vi mais nada na minha frente. Só pensava em Deus. Na torcida. Na vitória!

Só tínhamos que manter a cabeça no lugar. Sabíamos disso, porém às vezes é difícil. Quando o Edmundo deu aquela entrada no Paulo Sérgio, cheguei nele e pedi calma no mesmo instante. Acho até que não fez a falta. Na verdade, o Edmundo nem relou no Paulo Sérgio. Mas o juiz podia tentar equilibrar as coisas, expulsando um jogador nosso. Deu medo!

Eu precisava também vencer a marcação individual feita pelo Marcelo. Onde eu ia, ele ia atrás. Até na hora que o Edmundo veio jogar do lado esquerdo e eu caí pela direita, o zagueiro corintiano saiu no meu encalço. Estava cansativo. E não dava para parar.

Com 1 x 0 e o SCCP com um homem a menos, tentei descansar no fim do primeiro tempo. Para isso, deixei de marcar homem a homem para fazer esse trabalho a partir do meio-campo. Mas veio a voz do banco de reservas: “Vamos pegar na saída da bola, para não dar espaço”, gritava o Luxemburgo.

Eu me superei. No segundo tempo fiz o gol, e novamente não via nada na minha frente. Só a alegria.

Então veio a hora do pênalti, já na prorrogação, depois de termos vencido no tempo normal por 3 x 0.

Caminhei em marcha à ré até encontrar César Sampaio.

Não bato pênaltis sem falar com ele. Sabendo disso, veio até meu ouvido e disse baixinho: “Vai em paz, em nome de Jesus Cristo”. Aí corri tranquilo e bati. Goleiro num canto, a bola no outro.

E eu correndo para a torcida. Mas naquela hora, me disseram, ainda houve uma coisa mais bonita. A torcida toda de mãos dadas, nas arquibancadas, fazendo uma corrente de fé pela vitória. Confesso que não vi. Mas acho lindo!

Com o pênalti convertido, era só comemorar. Puxa, falei tanta coisa, que nem lembro mais!

Era a hora do desabafo. Lavei minha alma!

Aliás, como toda a nossa torcida. Prometi que até mataria um boi para um churrasco junto dos meus amigos em Ouro Fino, onde tenho um sítio. Não foi preciso, porque fizeram em meu lugar. Mas eu mataria mesmo um boi pela vitória!

O único problema gerado por esse jogo foi que não o gravei e agora vou precisar correr atrás de uma fita.

Mas meus amigos de Crisólia, minah terra natal, já me garantiram que me presentearão com a gravação da partida.

Afinal, é uma partida para guardar e, sempre que sobrar um tempo, rever no videocassete.

E, daqui a alguns anos, é claro, mostrar para os meus filhos o dia em que ajudei o Palmeiras a ganhar o título. Com 4 x 0 contra o SCCP.

Creio que não seja preciso escrever mais nada, o depoimento de Evair já disse tudo.

Só digo uma coisa: queremos o nosso Palmeiras, o Palmeiras que conhecemos, de volta. E pra já!

Primeiro Tempo
Segundo Tempo
Prorrogação
* Thell de Castro é jornalista e publica todas as semanas uma coluna contando algum trecho da História do Palmeiras.

Palmeiras 1×1 Portuguesa

19 de maio de 2012 por @parmerista  
Postado em: Jogos, Verdazzo

Poucas vezes saí de um estádio tão transtornado. Era apenas um jogo de turno do Brasileiro, contra a quase inexistente Portuguesa, e o time poupou titulares. Mas a forma como se postou em campo, foi indigna, medrosa, covarde. O Palmeiras que eu aprendi a torcer nunca jogou assim. Nem o Palmeiras de Felipão de 98/2000, com futebol de resultados mas copeiro, jogava tão mal e revoltava tanto.

A escalação de Patrik e Luan foi incompreensível. No limite, escala um, ou outro. Pra que os dois? Mais uma vez, Barcos ficou isolado na frente, enquanto Mazinho, em boa fase, ficou no banco. E mesmo cheio de jogadores “polivalentes” o time jamais ganhou o meio-de-campo, não funcionaram defensivamente, muito menos ofensivamente. Uma desgraça. E assim, Barcos mal pegou na bola.

Com a Portuguesa cheia de jogadores muito ruins dominando o jogo taticamente, só poderíamos ter um jogo muito feio, com chances fortuitas de gol. A primeira oportunidade foi da Lusa, numa jogada individual de Luis Ricardo pela direita. Ele entrou como quis na área do Palmeiras e deu uma bica que explodiu no peito de Bruno, que fechou bem o ângulo. E já tínhamos quase vinte minutos.

O Verdão só foi criar uma boa chance aos 37, e conseguiu o gol: excelente troca de passes entre todo o setor ofensivo. Com quatro passes de primeira, Luan, Patrik e Daniel Carvalho envolveram a defesa da Lusa, no último toque Patrik dividiu e a bola sobrou limpa para Luan que, de fora da área, acertou um chute raro, no cantinho. Um belo gol do Palmeiras. Uma vantagem só se justificava pela superioridade técnica do Palmeiras, se é que isso justifica alguma coisa.

No intervalo, Felipão trocou Leandro Amaro por Mauricio Ramos – só pode ter sido por alguma lesão ou precaução. O jogo, claro, não mudou. A Portuguesa apenas intensificou a marcação na saída de bola do Palmeiras e os chutões da defesa eram irritantemente frequentes. Nossos volantes e laterais eram incapazes de iniciar uma jogada.

Daniel Carvalho sentiu uma entrada mais forte e deu lugar a Mazinho. O jogador, dizem, também jogava como meia no Oeste, mas o que se viu esta noite no Pacaembu não o credencia a exercer a função de forma alguma. De qualquer forma, quando ainda era uma novidade tática no jogo, conseguiu envolver a defesa da Lusa e quase fez o segundo num chute da marca do pênalti, mas Weverson fez uma defesa sensacional e espalmou.

Aí o Palmeiras abusou da paciência do torcedor. Com pouco mais de vinte minutos, simplesmente parou de jogar e ofereceu a posse de bola para a Lusa. Poucas vezes se viu um time tão desinteressado em campo. Vestindo a camisa do Palmeiras – mesmo essa nova, cujo impacto visual infelizmente não ficou nada bom em campo – os jogadores pareciam que estavam ali só para bater o cartão. Uma afronta.

E o castigo veio aos 41. Depois de duas chances reais, uma bola na rede por fora e uma defesaça de Bruno num chute de Raí, a Lusa chegou ao empate numa jogada de escanteio: pela esquerda, a bola foi centrada e a defesa espanou para o lado oposto, o rebote ficou incrivelmente com um jogador da Lusa que cruzou. Rodriguinho, 1,74m de altura, cabeceou com toda a tranquilidade no canto direito de Bruno, sendo placidamente observado por Henrique.

Aí o Palmeiras se encheu de brios e foi pra cima, tentando desesperadamente a vitória – coisa que não merecia porque não fez por onde durante 85 minutos. E quase a injustiça se concretiza num chute de Maikon Leite, após bololô na área em que Patrik estava impedido – a bola explodiu na trave. No fim, empate justo e revoltante.

Felipão passou dos limites com essa insistência em Luan e principalmente em Patrik. Provavelmente no jogo mais fácil do campeonato ele escalou uma formação excessivamente cautelosa, sacando do time Mazinho que vinha em ótima fase e insistindo em manter o jovem Felipe no banco. Se empatou com essa merda da Portuguesa, vai ganhar de quem?

Depois deste espetáculo tétrico, a única esperança do ano é a Copa do Brasil. É torcer para que Assunção e Valdivia voltem inspirados e ratifiquem a classificação, contra um Atlético que retomou o embalo metendo 4 a 1 fora de casa na estreia na Série B. Falando nela, faltam 45 pontos. Que os deuses nos ajudem.

Parabéns, Tirone. Pelo menos seu time foi campeão hoje.

Atuações:

Bruno: uma ou outra falha nas bolas altas, mas pegou duas bolas boas, uma em cada tempo. 7,5
Cicinho: absurda e irritantemente mal tecnicamente. ZERO
Leandro Amaro: jogou apenas o primeiro tempo e o setor foi muito pouco exigido. 6
Henrique: vinha fazendo uma partida tranquila até falhar bisonhamente no gol. 2
Juninho: qual será o verdadeiro Juninho? Esse ou o do início do Paulistão? 2,5
Marcio Araújo: esse é o Gente Boa que todo mundo conhece: errando passes, incapaz de fazer a saída de bola e marcando mal, deixando espaços. ZERO
João Vítor: ninguém pode dizer que ele não é um cara solidário. Se o Gente Boa não faz nada, ele é que não ia fazer. ZERO
Patrik: só não leva um zerão porque no final acabou sendo sacrificado para marcar o Raí, já que o Cicinho não fazia nada. Pela aplicação tática, 3
Daniel Carvalho: sentiu a falta de ritmo e esteve longe de ser o articulador que já mostrou ser no Paulistão. 5
Luan: a não ser pelo gol, também foi o Luan que todos conhecemos, a velha calça jeans. Mas pelo menos guardou um belo gol. 6
Barcos: coitado, deu pena. Isolado na frente, implorando por uma bola. Na única que chegou, girou em cima do zagueiro e bateu bem, cruzado, mas deu defesa. 6
Mauricio Ramos: só jogou o segundo tempo, e não comprometeu. 6
Mazinho: na cabeça do Felipão, ele também pode ser meia, mas o Felipe não pode. Taí o resultado. 4
Maikon Leite: no único lance digno de nota, enfiou uma bomba na trave. Deu azar. S/N
Felipão: assim não dá. Essa insistência com determinados jogadores acaba com a paciência de qualquer um. Custa orientar para valorizar a posse de bola? Ganhar de 1 a 0 tá bom? OK, então não deixa a bosta da Portuguesa pegar na bola, gira ela, passa, mas não dá a bola pra eles! Enfiou dois pontos vocês sabem bem onde. ZERO, com negrito.


E-mail: conrado@verdazzo.com.br

Um Partidazzo em que o placar pouco importa (1992)

19 de maio de 2012 por @parmerista  
Postado em: Partidazzo, Verdazzo

Partidazzo de Renan Kalil

O meu primeiro Partidazzo foi uma derrota. Não se trata de menosprezar as vitórias ou de demonstrar uma predileção pelo sofrimento. Não, senhores. Trata-se da primeira partida em que eu me identifiquei com a Sociedade Esportiva Palmeiras por inteiro. Trata-se da partida em que a convicção alviverde se tornou absoluta.

Estávamos em 1992. Eu tinha 8 anos. Nessa época, já acompanhava futebol intensamente. Sabia de uma quantidade de dados enorme sobre os campeonatos que aconteciam. E acompanhava o Palmeiras em todos os jogos que disputava. Contudo, dos torcedores dos times grandes paulistas, o meu era o único que não tinha sido campeão até então. O SPFC tinha conquistado o Brasileiro-91 e a Libertadores-92. O SCCP, o Brasileiro-90. E o Palmeiras, até então, nada na minha curta existência.

Apesar disso, 1992 foi um ano em que eu sentia que as coisas pareciam que iriam engrenar. As notícias que eu via da parceria com a Parmalat me davam a impressão, dentro do que um garoto de 8 anos consegue apreender disso, que haveria a possibilidade de o Palmeiras ganhar um título. Era a tal da esperança que florescia em mim no time de Palestra Itália.

Pois bem. A primeira final que eu vi o Palmeiras jogar foi a do Paulista-92. Depois de passarmos pelo quadrangular, em que enfrentamos o SCCP, o Guarani e o Mogi Mirim (era o embrião do que viria a ser o Carrossel Caipira no ano seguinte), a euforia era enorme. Eu diria que incontrolável – minha mãe que o diga.

O problema é que enfrentaríamos o SPFC. Se o Palmeiras estava com um time promissor, que dava esperanças ao torcedor que via bons jogadores em ação, o SPFC havia acabado de conquistar a Libertadores e entre os dois jogos das finais venceu o Barcelona no Mundial. Ou seja, o time de Telê seria indigesto.

E de fato, foi. Perdemos o primeiro jogo. 2 a 4.

O segundo foi marcado para o fim de dezembro. Dia 20. Eu me recordo que nesse mesmo dia minha família tinha marcado a viagem de fim de ano. E lá estava eu tentando fazer os cálculos para saber se eu conseguiria ver a final. No final das contas, deu certo.

Assim que chegamos em Canela, no Rio Grande do Sul, achei uma televisão que transmitia o jogo e lá fiquei o tempo todo. Tomamos o primeiro gol no primeiro tempo. Já estava muito difícil. E, embora o SPFC tivesse sido campeão mundial alguns dias antes, o Palmeiras pressionava muito e peleava em igualdade de condições.

Entretanto, o segundo gol do SPFC me doeu na alma. No momento em que o Palmeiras tentava empatar o jogo, o SPFC arrumou um escanteio, o Cesar (nosso goleiro à época) não segurou e o Cerezo mandou em direção ao gol. O Dida, nosso lateral esquerdo, tentou tirar. Em vão. Até eu ver o lance umas dez vezes, tinha certeza que não tinha sido gol. Mas foi.

Mesmo com 0 a 2 no placar, o Palmeiras continuou brigando. E isso deixou marcas profundas em mim. Para um garoto de 8 anos, um time que, mesmo com uma desvantagem absurda (2 a 4 do primeiro jogo e 0 a 2 no segundo), continuava tentando fazer alguma coisa, criar uma jogada ou marcar um gol era algo admirável. Ali eu via algo que mais tarde eu fui conhecer com o nome de entrega. Essa foi uma das razões pelas quais eu não consegui sair da frente da televisão e, quando Zinho fez o nosso gol, me fez perguntar para o meu pai: “E falta quanto?”. Eram 45 minutos do segundo tempo.

Como todos sabem, o Palmeiras perdeu a final do Paulista-92. Apesar disso, aquela derrota foi o ato final da fila palmeirense. Dali a sete meses, naquele mesmo estádio, o time liderado por Evair daria fim à angústia do torcedor palestrino.

Aquele jogo foi marcante para mim. Ainda que a abstinência alviverde de títulos continuasse, o jogar futebol com alma daquele time foi algo que me impressionou. Mesmo sabendo que a reviravolta seria improvável, o Palmeiras não parou de jogar futebol. A maior prova disso foi o gol do Zinho.

A palestrinidade é uma herança dos meus avós, muito bem repassada pelo meu pai. Depois daquele jogo, ao ver a entrega do time, ao entender que o Palmeiras não significava simplesmente a necessidade de vencer um título, compreendi a dimensão da importância e a dignidade inerentes àquela camisa. Convicções que foram reforçadas na medida em que eu conhecia a nossa História.

O Palmeiras, ao fazer com que a minha profissão de fé ocorresse em uma derrota, acabou por me dar uma lição importantíssima: a de que, mesmo quando sucumbimos, há aprendizados relevantes a serem incorporados para que o ato seguinte possa ser maior e vitorioso.

Não tenho memória de como aquela derrota repercutiu no Palestra Italia, mas há indicativos de que foi produtiva. Os Paulistas de 93-94 e os Brasileiros 93-94 são indícios fortes disso. Lamento apenas que as diretorias dos anos 2000 em diante não tenham compreendido como os reveses possam ser aproveitados. Caso contrário, não teriam ocorrido a Segunda Divisão, o Paulista (Paulista-04), o Santo André (Copa BR-04), o Ipatinga (Copa BR-07), o Atlético-GO (Copa BR-10) e o Goiás (Sulamericana-10).

O Palmeiras precisa dos palmeirenses.

Renan Kalil é palmeirense e teimoso. Acho que valeu a pena!


20/12/1992
SPFC 2×1 Palmeiras
Campeonato Paulista – Final

Estádio: Morumbi
Público:
110.887 pagantes
Renda:
CR$ 5.228.880.000,00
Árbitro: José Aparecido de Oliveira (SP)

SPFC: Zetti, Vitor (Válber), Adílson, Ronaldão e Ronaldo Luis; Pintado, Toninho Cerezo (Dinho), Raí e Cafu; Muller e Palhinha. Técnico: Telê Santana
Palmeiras: César, Mazinho, Toninho, Edinho Baiano e Dida; César Sampaio, Daniel (Maurílio), Cuca (Carlinhos) e Jean Carlo; Evair e Zinho. Técnico: Otacílio Gonçalves
Gols: Muller aos 24 do primeiro tempo; Toninho Cerezo aos 15 e Zinho aos 45 minutos do segundo tempo.


Envie seu texto para a seção Partidazzo pelo e-mail conrado@verdazzo.com.br

Pré-jogo: Palmeiras x Portuguesa

19 de maio de 2012 por @parmerista  
Postado em: Jogos, Verdazzo

O Verdão abre o Campeonato Brasileiro de 2012 enfrentando a Lusa, no Pacaembu, mas com a cabeça no jogo contra Atlético pela Copa do Brasil. Sabemos que em campeonatos de pontos corridos todos os jogos são importantes, e que pontos perdidos de forma besta sempre fazem falta – assim como os perdidos de forma normal. Por isso, nossos jogadores têm que andar na estreita linha entre procurar ganhar este jogo de todas as formas e não se prejudicarem fisicamente para a sequência de jogos decisivos pela Copa do Brasil.

Felipão terá o desfalque do zagueiro Román, convocado pela seleção do Paraguai, que joga em La Paz pelas eliminatórias da Copa do Mundo. Depois de um mau início, o Paraguai leva o jogo muito a sério e deslocou seus jogadores para a capital boliviana três semanas antes da partida, para a aclimatação. Román deve voltar dessa temporada correndo mais que o Usain Bolt. Além de Román, Valdivia e Marcos Assunção serão sabiamente poupados. Assim, o time que deve ir a campo é Bruno; Cicinho, Mauricio Ramos, Henrique e Juninho; Marcio Araújo, João Vítor, Patrik e Daniel Carvalho; Mazinho e Barcos. Tudo indica que Felipe deve entrar durante o jogo.

A Lusa entra em campo para confirmar que é o maior favorito ao descenso. Perder pontos para a Portuguesa será desastroso para qualquer time, ainda mais em casa. O time de Geninho não tem desfalques e deve ir a campo com o seguinte esquadrão: Gledson; Luiz Ricardo, Diego, Rogério e Raí; Leo Silva, Boquita, Ananias e Wilson Matias; Rodriguinho e Ricardo Jesus.

É vencer ou vencer. Não se pode admitir, mesmo poupando Assunção e Valdivia, que o time perca pontos para a absolutamente ridícula e frágil Portuguesa. Muito, muito frágil. Fragilíssima. Tem que esmagar. Para pouco mais de sete mil pagantes no Pacaembu, dá Verdão: 3 a 0, com três de Barcos.

E-mail: conrado@verdazzo.com.br

Nova camisa 2012-2013

17 de maio de 2012 por @parmerista  
Postado em: Verdazzo

Vejam abaixo imagens da nova coleção 2012-2013 da adidas para o Palmeiras. Ainda não vimos a segunda nem a terceira camisas.

Os detalhes da camisa 1 são prateados. O verde voltou a ser o mesmo das coleções anteriores a 2008, e o peito tem um desenho com detalhes no tom escuro das últimas coleções. O brasão do clube permanece o mesmo, do mesmo tamanho, sem a atualização determinada no Manual de Identidade Visual. O azul da camisa de goleiro lembra o usado por Velloso em 1989, mas os detalhes são em azul-calcinha em vez do branco.

Não há espaço para o patrocinador na manga ser horizontal, o que significa que o infame laranja da BMG continuará imundiciando a camisa na vertical, na frente e atrás. Há costuras nos espaços publicitários destinados às omoplatas, quero ver como é que vão fazer pra aplicar o logo da Arcor…

E-mail: conrado@verdazzo.com.br

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