Verdão vai tentar liberar Henrique para a final
28 de junho de 2012 por @parmerista
Postado em: Arbitragem, Verdazzo
Como todos sabem, perdemos Henrique para o jogo da próxima quinta, em Barueri, devido a uma expulsão absolutamente injusta. O árbitro Ricardo Marques Ribeiro o expulsou por ocasião da confusão ocorrida no final do segundo tempo, após falta de Rondinelly sobre Barcos.
Agora leiam a súmula (clique aqui para ver a imagem). Para facilitar, o texto foi transcrito logo abaixo.
Aos 38 min do 2° tempo expulsei, diretamente o jogador n°03, Sr. Henrique Adriano Buss da equipe do S. E. Palmeiras, por partir em direção ao seu adversário n°33 Sr. Edilson Mendes Guimarães de forma agressiva, além de gesticular de forma ostensiva. Imediatamente o jogador atingido revidou com um empurrão e um soco no rosto. Ato contínuo o expulsei também e cumpro relatar que a partida encontrava-se paralisada.
Por fim informo ainda que não presenciei o início da ocorrência, sendo alertado pelo assistente n°01 Sr. Marcio Eustáquio Santiago e ainda pelo 5° árbitro Sr. Emerson Augusto de Carvalho, que me informaram ser o iniciador da ação, que ocasionou as expulsões o Sr. Henrique Adriano Buss n°03 da equipe da S. E. Palmeiras.
O lance é claro. Rondinelly fez falta por trás sobre Barcos, que ia em direção ao gol. O argentino caiu, e foi atingido enquanto no chão por Edilson e Fernando – e aqui não cabe dizer que foi ocasional, é evidente que os gremistas poderiam ter evitado o contato com o jogador caído se quisessem.
Henrique correu em direção aos gremistas para proteger o companheiro, mas em momento algum atingiu nenhum dos dois; sem dar motivo para “revide”, apenas defendeu seu companheiro. Edilson então atingiu Henrique com um soco no rosto. O árbitro viu tudo – tanto que imediatamente expulsou apenas Edilson.
Passaram-se alguns minutos, os gremistas pressionaram o árbitro com veemência. Pará recebeu cartão amarelo. De repente o árbitro, que parecia já ter o controle da situação, passou a conversar com o auxiliar (Marcio Eustáquio Santiago) e com alguém em seu ponto eletrônico, supostamente o 5° árbitro, Emerson Augusto de Carvalho. Eis que ele decidiu então expulsar Henrique por um lance que ele viu por completo. Na súmula, alegou não ter visto.
O fato é que, num lance em que Henrique foi vítima de agressão ao tentar proteger o companheiro que estava sendo atingido no chão, acabou sendo acusado de causar a confusão toda, e foi expulso por “partir em direção ao seu adversário (…) de forma agressiva, além de gesticular de forma ostensiva”. Se observarmos o vídeo, o André Lima, por exemplo, fez muito pior que isso e não levou nem amarelo.
Fica claro que foi uma ação equivocada, para dizer o mínimo; e suspeita, pela sequência dos fatos. Já com a situação sob controle, por que o auxiliar fez tanta questão de dedurar Henrique, que efetivamente não fez nada? E por que o árbitro passou a ouvir uma voz no ponto eletrônico que o orientava a expulsá-lo? E por que, mesmo tendo visto exatamente como tudo aconteceu, alegou que não viu?
Como se pode ver, os fatos apontam todos em direção a uma enorme injustiça, isso se não for algo premeditado, contra um jogador que vem reconhecidamente sendo a chave da eficiência e competitividade do time nos últimos jogos.
Num tribunal onde jogador força expulsão para conseguir efeito suspensivo, onde até jogos são anulados e disputados novamente, não deveria ser difícil, diante de tantas evidências, reverter a suspensão de Henrique. Cabe à direção do Palmeiras bater forte, mostra toda a indignação, apelar para a influência da FPF e de Marco Polo Del Nero, usar a imprensa paulista como aliada e exercer o máximo de pressão para conseguir que Henrique, a qualquer custo, seja liberado. É hora de mostrar força!!!
Aí lemos a seguinte declaração do diretor jurídico do clube, em entrevista ao portal UOL:
“Nosso dia para resolver isso é quinta-feira. Vamos tentar agir, mostrar que o Henrique não teve culpa, mas está difícil. Reconheço que é algo que não acho que vá acontecer. É difícil, mas vamos tentar”
Piraci de Oliveira
Ó vida, ó azar.
Case closed.
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B1 misterioso
27 de junho de 2012 por @parmerista
Postado em: Humor, Verdazzo
O presidente Tirone mostrou que já está familiarizado com microfones em entrevista ao portal UOL esta semana. Soltou uma frase absolutamente jenial. Em apenas uma frase, deixou aberta três possibilidades. Misterioso, B1 apenas jogou no ar sua verdadeira intenção com uma frase tão bem construída.
O que será que ele quis dizer???
*sacada do @RafaelScalize
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Reciclando… de novo…
26 de junho de 2012 por @parmerista
Postado em: Humor, Política, Verdazzo
E Juvenal Juvêncio demitiu Leão. Oito meses depois, nossa piadinha, que já está ficando tradicional, volta a ser reciclada.
Mas não foi o Juvenal que tirou sarrinho do Belluzzo por demitir técnico?
E agora, sem o leão, quem vai cuidar dos veadinhos?

Enquanto isso, a CBF adiou nosso jogo pelo Brasileirão. A partida contra a Ponte Preta, marcada para sábado, dia 7, estava entre as duas partidas das finais da Copa do Brasil. E a CBF adiou para… domingo, dia 8!! Ou seja, continua entre as duas finais. Tratamento evidentemente diferente do que conseguiu o SCCP, em suas partidas que antecedem as finais da Libertadores.
É a “força” desta diretoria nos bastidores. Estão todos de parabéns: B1, B2, Piraci, Del Nero, e toda esse pessoal, que na verdade estão mais preocupados em livrar a cara da turminha da torcedora do SCCP que comemorou gol contra o Palmeiras dentro do clube. Sensacional!
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
Romarinho é o cazzo
25 de junho de 2012 por @parmerista
Postado em: Verdazzo
A revista VIP de julho traz o que há de melhor entre os rebentos dos tetracampeões: Stephannie, filha do Bebeto.
Deixem os gambás com o Romarinho e vamos ficar com a Bebetinha!!!
*antes que alguém pergunte: não, não foi pra ela que o Bebeto fez o nana-nenê na Copa de 94; foi pro irmão dela, Matheus. Se bem que isso não faz a menor diferença!
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
Questão de honra
24 de junho de 2012 por @parmerista
Postado em: Verdazzo
Esta tarde, durante o Derby, vários associados acompanhavam a transmissão da partida dentro do clube pela televisão. Quando o SCCP empatou o jogo, uma sócia não se conteve e comemorou o gol. Isso mesmo. Uma associada torcedora do SCCP vibrou com um gol de seu time DENTRO DO PALMEIRAS. Na mesma semana em que nosso presidente prestigiou o lançamento de um livro de Andrés Sanchez e pediu um autógrafo não na página 3, mas em sua camisa, os legítimos palmeirenses associados do clube foram inflingidos a este tipo de afronta.
O artigo 33 do Estatuto, em seu inciso XI, determina:
Art. 33 - É defeso ao associado e constitui infração grave:
XI. Manifestar-se contra a SEP nas competições desportivas.
Na verdade, o artigo 33 do estatuto, redigido durante a gestão mustafista, tem incisos que em muito remetem a regras de regimes autoritários de triste memória. O inciso XI, no entanto, parece ser bem razoável. Um torcedor do SCCP comemorar um gol dentro do Palmeiras, contra o Palmeiras, é um completo absurdo.
Dezenas de legítimos palmeirenses, incluindo várias meninas, ficaram indignados e partiram para tirar satisfações. Percebendo o que fez, a associada passou a invocar sua relação de amizade com o diretor jurídico Piraci de Oliveira, ameaçando, aos gritos, de celular em punho (uau!), que ia chamar o amigo e tirar todos do clube, cheia das razões!
A folgada também é próxima da diretora social do clube, Sylvia Boggian, que correu em defesa da amiga. Fazendo valer sua condição de diretora, usou a autoridade sobre os seguranças, atitude que teria sido correta se fosse apenas para evitar que o clima esquentasse mais. Mas houve vários relatos de testemunhas de que a diretora, já protegida ao lado da amiga, passou então a ironizar os palmeirenses, deixando-os mais revoltados.
No fim, a tal torcedora retirou-se do clube alguns minutos depois, e tudo voltou ao normal.
Há alguns fatos emblemáticos nessa história toda:
- a comemoração do gol em si é inadmissível. Se eu tivesse algum amigo que torcesse para o SCCP e fosse sócio do clube, jamais permitiria que ele ficasse entre nós durante a transmissão. É falta de palestrinidade. É uma vergonha.
- a imediata reação da cidadã, de achar que por ser amiga do diretor jurídico Piraci de Oliveira poderia fazer o que quisesse. Isso é um retrato de como se sentem as pessoas que fazem parte do círculo próximo à diretoria e à presidência. Acham-se tão donos do clube que se vêem no direito de até comemorar um gol contra o Palmeiras.
- a atitude da diretora Sylvia, de zombar dos torcedores revoltados, pelo fato de ter a segurança a seu lado, é reprovável, para dizer o mínimo. Há certos princípios, que aprende-se em casa, que impedem que uma pessoa minimamente alinhada com relacionamentos sociais pratique. E ela é Diretora Social, vejam que ironia.
Os associados que presenciaram o fato – e são dezenas – já estão preparando uma representação para ser formalizada no clube, para que a associada seja, pelo menos, suspensa. Mais que a punição à torcedora rival em si, uma suspensão significaria o Palmeiras fazendo-se respeitado dentro de seu próprio território. A diretoria de sindicância, cujo diretor é Reynaldo Palazzi, por mais que tenha relações de amizade com os envolvidos, tem a obrigação de tratar o caso com absoluta isenção e defender a honra do clube e dos torcedores que se sentiram aviltados com a atitude. Uma absolvição, ou uma pena leve como “advertência” nos encherá de vergonha e nos fará crer que a atual diretoria não defende o palmeirense nem mesmo dentro do próprio Palmeiras.
Que tarde triste!

*este post foi construído depois de tomar dezenas de depoimentos. O Verdazzo mantém o espaço aberto para quem quiser acrescentar algum fato ou mesmo dar outra versão – basta entrar em contato pelo e-mail abaixo.
** 26/6 – 18h11 – segue versão da Diretora Social, Sylvia Boggian, enviada esta tarde:
No domingo próximo passado dia 24 de junho de 2012, ocorreria o jogo de futebol confronto em SCCP e Palmeiras, e estávamos reunidos na lanchonete do primeiro andar no aguardo, eu Sylvia Lucia Boggian, Rosangela Rodrigues, Alexandre Rodrigues, Sathie Ashita, Marcello Feliciano, Pedro Luis Grecco (Dir. Adjunto do Depto.Social), Tais Egea Uribe dentre muitos outros associados, e também 2 (dois) casais que provavelmente freqüentam muito pouco nossas dependências, pois não os conheço amiúde.Iniciada a transmissão e eu como sempre a caráter para ver meu Palestra, durante a mesma eis que a associada Fátima Ferreira passou por nós e alguém ousou brincar jocosamente tipo…….”sai gambá” por saber o time de gosto da mesma, coisas que lamentável e democraticamente não podemos impedir em nossas alamedas, embora seja eu contumaz no exercício dessa fiscalização quando acontecendo.
De passagem a associada Fátima se dirigiu para o fundo da assistência, onde estavam outros associados e após passei a ouvir pessoas que estavam ligando para o Piraci (nosso Diretor Jurídico) e como não entendi a motivação pois estava tudo normal, mandei uma mensagem para o Piraci, informando que lá estava tudo na mais perfeita ordem, ao que recebi em resposta: OK, se vc está aí fico tranquilo.
Após essa manifestação de solidariedade e conforto e acreditando inclusive que a presença de diretores no local estabelecesse um ambiente de cordialidade, fui conversar com o segurança Abel que estava presente no local para saber o que haviam conversado entre si, ao que fui informada que alguém havia gritado “gol’ quando do empate do jogo, o que não traduzia a realidade mesmo porque eu jamais deixaria tal fato acontecer em minha presença.
De se referenciar que democraticamente aceitamos associados apaixonados por outras agremiações, mas todos de meu relacionamento sabem muito bem minha postura dentro de minha instituição. Isso fica patenteado e juramentado por minha pessoa.”!!! ‘ J A M A I S ‘!!!
Durante essa conversação o segurança Abel me afirmou que não era esse o caso não e que ninguém tinha se manifestado em sentido de alegria pelo gol de empate de nosso adversário que estou tentando evitar de mencionar até o nome.
Encerrado o jogo e sem animosidade alguma acabei por me dirigir para minha residência na maior das tranqüilidades, embora de cabeça inchada pela derrota do meu amado Palmeiras. Não ocorreu nenhum tipo de intimidação, uso de força ou pressão psicológica pela posição do cargo de Diretora da SEP, nenhum tipo de alocação de amizades e deixar bem claro que ao saber da menção do nome de meu Diretor Jurídico, simplesmente mandei um torpedo via celular informando que tudo na paz e sem intercorrencias.
No final da noite de domingo em minha residência, fui sendo informada por amigos diversos que manifestações injuriosas, ameaçadores e caluniosas estavam sendo lançadas nos meios de comunicação social, tipo twitter e facebook , que me obrigou a intervenções de bloqueios tal a quantidade de remessas e ameaças com impropérios, numa injustiça ímpar em se sabendo de minha postura de palmeirense roxa, doente pelas coisas do meu Palestra, mãe de jogador de futebol e que sabe muito bem dessas coisas de torcidas.
Dessa forma, a quem possa interessar fica patenteada a verdade dos fatos que em direito de resposta democrático, deverá a exemplo das inverdades publicadas, serem inseridas nas páginas circulantes de informações de blogueiros e que tais, vias Google, sites, blogs e e-mails de todos os interessados.
Durmo em paz com a consciência tranqüila dos seres humanos de bem e que Deus proteja a todos, estando à disposição contínua de praticar o bem em minha instituição para a busca do bem comum indiscriminadamente para evitar ser vítima dos inconseqüentes.
São Paulo, 26 de junho de 2012
Sylvia Lucia Boggian – Conselheira e Diretora da Sociedade Esportiva Palmeiras.
Testemunhas: as declaradas nominalmente sem exceção
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
SCCP 2×1 Palmeiras
24 de junho de 2012 por @parmerista
Postado em: Jogos, Verdazzo
O Verdão saiu derrotado no Derby esta tarde no Pacaembu. O time caiu na armadilha do SCCP, tomou a virada e não reagiu. Com todos os titulares disponíveis, contra a equipe reserva dos rivais, o time não demonstrou o interesse necessário e deixou o adversário transformar o que deveria ser uma guerra num jogo morno. Foi onde ocorreu o nivelamento, e o jogo acabou sendo decidido na disposição e nos detalhes.
Depois de ter escondido Cicinho e Barcos até da lista de relacionados, Felipão os mandou para o campo. A impressão de domínio absoluto do Palmeiras ficou maior ainda quando, logo a dois minutos, Mazinho abriu o placar, após desviar chute errado de João Vítor.
O gol não abateu o adversário, que manteve o plano inicial: correr como doidos o campo inteiro e abafar as iniciativas do nosso time titular. E o Palmeiras, com a vantagem no placar, aceitou a proposta, apostando nos espaços que poderiam aparecer. Assim, o SCCP dominou completamente a partida até cerca de 25 minutos, quando foi obrigado a diminuir o forte ritmo – caso contrário ninguém chegaria vivo no intervalo.
Curiosamente, foi depois que o Palmeiras voltou a equilibrar as ações que saiu o gol de empate: jogada de Weldon pela direita, Juninho marcou de longe e permitiu o cruzamento, além de ficar pregado no chão e dar condição a Liedson, que se aproveitou de uma sonequinha de Marcio Araújo para pegar a bola escorada por William e cruzar para Romarinho empatar.
Com Daniel Carvalho em coma, o Palmeiras não conseguia articular jogadas, enquanto os jogadores do adversário se empolgavam com o apoio da torcida e viam no jogo a chance de se projetarem. Já os atletas do Palmeiras pareciam anestesiados por jogarem contra um time de reservas, mostrando nítida ignorância sobre a importância de um Derby.
Felipão fez duas mudanças interessantes no vestiário: tirou Daniel Carvalho para a entrada de Valdivia – até aí, normal, e necessário. Na segunda, puxou Henrique para a zaga, tirou Leandro Amaro e colocou Maikon Leite para jogar aberto pela direita. Embora a intenção tenha sido boa, era melhor ter deixado Henrique como volante e ter tirado Marcio Araújo ou João Vítor, duas autênticas múmias em nossa meia-cancha. Ao puxar Henrique de volta para a zaga e manter essa duprinha em campo, o time voltou definitivamente a ser a baba que era há algumas semanas.
Enquanto isso, o adversário continuava em seu jogo limitado, mas com 100% de energia. E a bola pune: numa ótima jogada individual, Romarinho puxou para o lado e achou o espaço para a finalização, que foi muito feliz, na gaveta.
Nem o placar adverso foi suficiente para fazer os jogadores do Palmeiras acordarem para a vida. A única exceção foi Henrique, que virou atacante, cabendo a João Vítor cobrir o setor. Maikon Leite também passou a participar mais do jogo, depois de levar o terceiro esporro de Felipão. Mas Valdivia manteve o nível de Daniel Carvalho e também não foi capaz de fazer a articulação, e o resultado não podia ter sido melhor.
O campeonato já não está “só no começo”. São seis rodadas com apenas dois pontos conquistados, e ao que parece qualquer aspiração de vaga na Libertadores já parece ter ido para o espaço. O time joga todas as fichas na Copa do Brasil. É bom que ganhem. Porque se o título ficar em Curitiba, daqui a dez dias, um tornado pode varrer a Academia de Futebol, sem perspectivas de recuperação no curto prazo.
Atuações:
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Bruno: fez boas defesas – bem mais que o Julio Cesar. O primeiro gol era difícil; o segundo, impossível. 7,5 |
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Cicinho: voltou ao padrão 2012 – triste. Foi um dos símbolos da apatia do time num Derby. ZERO |
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Mauricio Ramos: apesar da volta do famoso erro nosso de cada jogo – uma rebatida para a frente que podia ter dado em gol – foi firme nas divididas e não comprometeu. 7 |
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Leandro Amaro: discreto e eficiente. 7 |
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Juninho: desatento na marcação, teve apenas uma boa jogada pela esquerda, quando bateu cruzado e Barcos não aproveitou. 3 |
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Henrique: é o coração do time, jogou Derby como se deve. No final, era o verdadeiro centroavante. DEZ |
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Marcio Araújo: ninguém aguenta mais. Subam logo o João Denoni, pelo amor de deus! ZERO |
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João Vítor: a única coisa certa que fez foi um cute errado, que acabou no desvio de Mazinho para o gol. ZERO |
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Daniel Carvalho: parecia que estava pensando numa picanha. ZERO |
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Mazinho: sem aquela personalidade toda, não seria ele o cara a levantar o moral do time: acompanhou o grupo. Teve o mérito de fazer o gol. 7 |
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Barcos: desse, esperava-se mais. Acomodou-se diante da apatia geral e foi sua pior partida com a camisa do Palmeiras. 2 |
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Valdivia: entrou para mudar o jogo, mas não passou nem perto disso. 3 |
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Maikon Leite: deveria ter encarado como o jogo da vida, para reconquistar espaço. Só funcionou depois que Felipão berrou em sua orelha pela terceira vez. 3 |
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Fernandinho: entrou na maior fria de sua carreira. Não dava para esperar nada. S/N |
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Felipão: mesmo tendo feito uma mexida ousada, não foi a melhor. Mas não é por isso que merece as críticas hoje, e sim por não ter motivado o time a arrancar os olhos do rival no Derby. Ele sabe exatamente o que significa um jogo desses, e não podia ter permitido tamanha apatia do time. 4 |
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A gestão profissional que fez diferença no Brasileirão de 1993
24 de junho de 2012 por @parmerista
Postado em: História, Verdazzo
Por Thell de Castro*
Lembra como era gostoso comprar as edições especiais de campeões que a Placar soltava em dezembro ou janeiro nos anos 1990? Em 1993, 1994, 1996, 1998 e 1999 o Palmeiras esteve presente, para delírio da torcida. Bons tempos, que podem voltar agora, se conquistarmos o título da Copa do Brasil.
Vamos relembrar hoje o texto sobre a conquista do Campeonato Brasileiro de 1993 na edição especial dos campeões da Placar de janeiro de 1994, quando todos os times que venceram títulos no ano anterior foram destacados.

Detalhe básico: o Palmeiras figurava três vezes nessa revista, já que havia conquistado o Brasileirão, o Paulistão e o Rio-São Paulo. Quanta emoção!
Mas o foco, na coluna de hoje, será o Brasileirão. Leia a matéria na íntegra:

Agora, Tóquio
Fim da decisão entre Palmeiras e Vitória, no Morumbi. Os jogadores do Verdão fazem a festa. Correndo de um lado para outro, trocam abraços, pulam e gritam. Afastado dos outros, o meio-campista Mazinho dá, solitário, uma volta olímpica particular. Gira sua camisa 8 na mão direita. A alegria de seu sorriso contrasta com seus olhos lacrimejantes, enquanto repete insistentemente: “É alegria demais! Se dependesse da minha felicidade, daria umas dez voltas seguidas pelo campo”. Como ele, mais de 88.000 pessoas exibiam o mesmo riso largo e os olhos igualmente marejados de lágrimas em todas as dependências do estádio.
Pela primeira vez nos últimos vinte anos, os torcedores vestidos de verde e branco podiam gritar que seu time era o melhor do país. E todos desfilavam orgulhosamente, levando no peito uma faixa de tricampeão – uniam o título de 1993 aos de 1972 e 1973, conquistados pelo grande esquadrão liderado pelo eterno Ademir da Guia.
Para completar, espalhavam pelas ruas da cidade um novo grito de guerra. “Festa no chiqueiro,/ É Paulistão, Rio-São Paulo e Brasileiro”, cantavam em coro os torcedores alviverdes, divertindo-se com os três títulos conquistados pelo time em 1993.
A euforia, àquela altura, permitia até alguns exageros. Nas primeiras horas da manhã, o vice-presidente de futebol Seraphim Del Grande chegara a afirmar que a equipe que disputaria a final do Brasileirão, à tarde, era a melhor da história alviverde.
Verdade ou não, a esmagadora maioria da nação palmeirense não se importava em exaltar o elenco e soltava até algumas frases de efeito, para extravasar sua alegria pela fase de vitórias. “Esse time é um zoológico”, gritava um torcedor, explicando em seguida: “Só te animal!”.
O time palmeirense é, de fato, de altíssima qualidade. Não foi à toa, portanto, o duplo triunfo contra o Vitória na decisão, quando venceu por 1 x 0 na Fonte Nova e confirmou o título com os 2 x 0 do Morumbi.
Nem foi à toa também a equipe acabar como o melhor ataque da competição, com quarenta gols em 22 partidas – média de 1,81 gols por jogo. “Isso é só o resultado de um bom trabalho, criado pelo Palmeiras e pela Parmalat”, elogiava o meia Zinho, um dos principais líderes do elenco.
Mas, além de um belo elenco – talvez o mais forte do futebol brasileiro no final do ano passado –, o Verdão de 1993 foi um grupo que teve amor à camisa em doses generosas, o que acabou proporcionando uma grande identificação entre jogadores e torcidas. Isso ficou nítido mais uma vez nos vestiários, após a conquista do título brasileiro, quando os titulares e reservas puxaram coros idênticos aos cantados nas arquibancadas. Não faltou sequer o tradicional banho de champanhe, outrora exclusividade são-paulina. “Pedi á diretoria para comprar a bebida”, contava o zagueiro Antônio Carlos.
Minutos antes, o zagueiro – pivô da maior crise da campanha por se envolver numa discussão com Edmundo – corria pelo campo abraçado com antigo desafeto. “A briga não foi boa, mas serviu para unir o elenco”, afirmava Antônio Carlos. “E foi um dos fatores primordiais para o título”.
Outra prova de união da equipe foi dada pelo centroavante Evair, que comemorou seu gol, o primeiro do triunfo sobre o Vitória, abraçado ao goleiro Sérgio. “Na hora da decisão, parece que a bola me procurava”, alegrava-se, aludindo também aos dois gols marcados na final do Campeonato Paulista.
Outra repetição da final do Paulistão foi a utilização das meias brancas, recomendação do vidente Robério de Ogum, amigo pessoal do técnico Wanderley Luxemburgo. Sob a alegação de que elas trazem sorte, foram utilizadas nas finais tanto do Paulistão como do Rio-São Paulo e do Brasileirão.
Mais até do que a conquista do título nacional depois de vinte anos, o que alegrava os palmeirenses eram as perspectivas para o futuro. “É o título mais importante do ano porque nos abre as portas para futuras conquistas internacionais”, garantia o técnico Wanderley Luxemburgo.
Uma certeza compartilhada por todo o elenco e também pela torcida, que pedia a permanência de um de seus maiores ídolos com um grito de guerra que projetava exatamente essa perspectiva otimista: “Fica Edmundo,/ pra ser campeão do mundo”.
O artilheiro
Durante todo o Campeonato, a torcida do Palmeiras foi do céu ao inferno com os lances de Edmundo. Ora ele marcava gols sensacionais e recebia gritos de incentivo das arquibancadas. Ora, dispersivo, abusava do individualismo e perdia bolas fáceis, levando os palmeirenses à loucura.
Mesmo assim, consagrou-se como o principal goleador do Palmeiras no Brasileiro, com onze gols marcados, e ganhou o respeito definitivo de todos. Apesar disso, foi o responsável pela grande crise vivida pelo time no Campeonato.
Depois de discutir asperamente com o zagueiro Antônio Carlos após o empate de 1 x 1 contra o SPFC, nas semifinais, chegou a ser afastado do elenco – por um dia. “Agora vou torcer pelo time”, afirmou na época.
Mas não precisou sofrer nas arquibancadas e, na finalíssima, acabou marcando o gol que carimbou o título, o segundo da vitória de 2 x 0 contra o rubro-negro baiano, no Morumbi.
Como a torcida diz, Edmundo é um animal. No melhor sentido possível.
Fica repetitivo vir com o mesmo discurso quase toda semana, além do que o Conrado e outros amigos dos blogs da mídia palestrina dizem, mas essa matéria mostra, mais uma vez, o que uma gestão faz com um clube.
Além do dinheiro, claro, que a Parmalat injetou no Palmeiras, tivemos um olhar profissional em tudo que acontecia no clube.
Claro que não eram mil maravilhas, mas, imagine só, se essa discussão entre Edmundo e Antônio Carlos acontece agora. Ninguém imagina qual seria o desfecho – era provável que os dois deixassem o Palmeiras – e a mídia teria assunto para quase um mês.
A saudade que sinto dos times de 1993 e 1994 é muito grande…
Estamos em uma final de campeonato após vários anos. As chances de conquista são enormes. A torcida está unida, o time parece estar unido e fechado com Felipão. O técnico quer o título mais do que ninguém, para apagar a imagem ruim dessa segunda passagem pelo Palmeiras e sair por cima no final do ano, se sair mesmo.
Enfim, chegou a hora!
Mas não é porque estamos em uma final que vamos nos esquecer das Diretas Já. Depois que passar toda essa euforia da final e a grande comemoração se conquistarmos o caneco, voltaremos à tona com esse assunto.
Avanti, Verdão!!!

* Thell de Castro é jornalista e publica todas as semanas uma coluna contando algum trecho da História do Palmeiras.
Pré-jogo: SCCP x Palmeiras
24 de junho de 2012 por @parmerista
Postado em: Jogos, Verdazzo
De volta ao Pacaembu, o Verdão encara o maior rival num duelo interessante: os dois clubes estão muito mal posicionados no Brasileirão, mas disputando finais de mata-mata. A partida desta tarde servirá para iniciar a recuperação do vencedor no campeonato, e jogar mais pressão sobre o derrotado.
E o vencedor tende a ser o Palmeiras, que acena com uma formação bem menos “desfalcada” que o rival. Felipão deixou de relacionar apenas três titulares: Cicinho, Marcos Assunção e Barcos. Henrique, fora da primeira final, é presença garantida. Thiago Heleno, embora relacionado, deve ser poupado. O time deve ir a campo com Bruno; Artur, Mauricio Ramos, Román e Juninho; Henrique, Marcio Araújo, João Vítor e Valdivia; Mazinho e Betinho.
Tite deve escalar uma equipe completamente reserva para o Derby. O jogo contra o Boca é logo nesta quarta-feira e o treinador não quer correr nenhum risco de perder algum titular. Seus desfalques serão apenas voluntários, já que não tem mais problemas para a partida a não ser os jogadores que já vêm em recuperação de cirurgia há algum tempo. O provável time é Julio Cesar; Weldinho, Paulo André, Wallace e Ramon; Marquinhos, William Arão, Douglas e Romarinho; Liedson e William.
Com exceção da dupla de ataque, o adversário é risível, e se estivesse coma camisa da União Barbarense, ninguém estranharia. Mesmo poupando alguns jogadores, o time que Felipão mandará a campo é largamente superior. Só não podemos cair no velho já-ganhou, porque Derby é Derby. Está aberta uma oportunidade de ouro de fazer um placar histórico – e dependendo de como isso seja construído, por que não, plantar uma semente de crise no adversário num momento importante de sua história. É para isso que servem os Derbies.
Num Pacaembu que deve receber um público modesto devido aos times que vão a campo, só podemos acreditar numa vitória do Verdão: 4 a 0, com três de Betinho, que vai entrar para o rol das lendas dos Derbies, como Magrão “genro do Nairo” e Obina.
VAMO VERDÃO!
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
Pérolas do YouTube
22 de junho de 2012 por @parmerista
Postado em: Humor, Verdazzo
Lembram daquele tiozinho do River Plate? Num video caseiro, algum espírito de porco – no pior sentido – gravou o pobre quase infartando no jogo que precedeu o rebaixamento do River para a Segunda Divisão da Argentina. Um autêntico clássico do YouTube (reparem o tio xingando o Román a partir de 0:45, quando ele faz o pênalti).
Pois no jogo da semana passada, em Porto Alegre, as câmeras caseiras voltaram a funcionar. E dos dois lados: sobre um gremista e sobre um palmeirense. Prepare-se para muitas risadas, principalmente na do palmeirense. Mas um aviso: tire as crianças da frente do computador…
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
Final será em Curitiba
22 de junho de 2012 por @parmerista
Postado em: Verdazzo
Em sorteio realizado esta tarde na sede da CBF, ficou decidido que o primeiro jogo da final da Copa do Brasil terá o mando do Palmeiras. Inicialmente marcada para o dia 4 de julho, a partida foi deslocada para o dia 5 para não coincidir com a final da Libertadores, que será disputada também aqui na capital paulista. O segundo jogo será dia 11 de julho, no Couto Pereira.
A grande polêmica está sendo com relação ao local do primeiro jogo. Depois do caos enfrentado pela nossa torcida ontem – estima-se que mais de 3 mil pessoas não conseguiram chegar a tempo de entrar no estádio – a tendência é que o jogo seja realizado no Morumbi, já que Felipão inventou que o Pacaembu não serve, e os jogadores embarcaram na superstição.
A diretoria finge estar de acordo com o técnico, mas na verdade só pensa em trocados. Adora a ideia de jogar no estádio do SPFC pela renda, pra fechar a continha de padaria que é o orçamento do clube. Valorizar o torcedor? Desprestigiar o investimento do rival? Não passa pela cabeça dos donos de lanchonete. Enfim, tudo indica que será mesmo naquele estádio maldito.
Outro ponto que aflige o palmeirense é o fato de decidir fora. Sem dúvida, fazer o último jogo em casa é uma vantagem considerável – ou era, pelo menos até inventarem essa regra do gol qualificado. Uma estatística antiga, colhida por mim mesmo há algum tempo, apontou que 70% dos confrontos são vencidos por quem decide em casa sem a tal “regra dos gols fora”.
Mas a Copa do Brasil, desde sua criação, adota o critério do gol qualificado. De 1989 a 2011, foram 23 edições. Contando apenas os confrontos a partir das quartas-de-finais (quando os times são mais equilibrados entre si), em 161 embates, o time que decide em casa saiu vencedor em 83 (51,5%), contra 78 (48,5%) triunfos de quem decide fora, praticamente um empate.
Em finais, curiosamente, os times que decidiram fora de seus domínios foram campeões em 13 vezes (56,5%) contra 10 (43,5%) dos mandantes – e essa diferença foi construída nos últimos três anos (SCCP contra o Inter em 2009, no Beira-Rio; Santos contra o Vitória, no Barradão em 2010; e Vasco contra o Coritiba ano passado, no Couto Pereira). Ou seja, decidir fora definitivamente não é mau negócio – pelo menos historicamente.
Há que se saber jogar com essa regra. Se acontecer a situação em que os placares estão iguais (por exemplo, Palmeiras ganhou por 2×1 na ida e o Coritiba acabou de fazer 2×1 no jogo da volta), o próximo gol do Palmeiras valerá mais que o próximo do Coxa. Caso quiser decidir sem usar os pênaltis, valeria a pena o Palmeiras se atirar pra cima do Coritiba para tentar o segundo de qualquer jeito, pois estaria a apenas um gol de obrigar o adversário a fazer dois – e se nessa atitude o Palmeiras se abrir e tomar um, continuará precisando de apenas um lá na frente. Esse, claro, é só um exemplo.
Seja no Pacaembu, no Morumbi ou em Barueri, seja em casa ou fora – o que importa neste momento, mais que tudo, é estarmos todos unidos em torno da conquista. Vamos invadir os dois estádios com toda a força da nossa alma e levantar mais esse caneco. Afinal, nós já estamos fazendo por merecer há muito tempo!
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
Palmeiras de Barueri 1×1 Grêmio
22 de junho de 2012 por @parmerista
Postado em: Jogos, Verdazzo
Num verdadeiro jogo de mata-mata, digno dos velhos Palmeiras x Grêmio, o Verdão eliminou os bambis do sul da Copa do Brasil e avançou às finais contra o Coritiba. As partidas acontecem dias 4 e 11 de julho, e os mandos ainda devem ser definidos. A partida foi marcada por uma intensa guerra de nervos dentro de campo. Como em toda guerra, houve baixas dos dois lados – melhor para o Verdão, que é comandado por um general de cinco estrelas.
O campo encharcado devido à chuva que caiu o dia todo na Grande São Paulo fez com que Felipão optasse por deixar o time o mais pesado possível. Marcos Assunção foi vetado e deu lugar a Marcio Araújo. Daniel Carvalho e Artur foram os escolhidos para tornar o time mais apto aos choques – e foi uma decisão corretíssima.
O Palmeiras começou o jogo da mesma forma que em Porto Alegre, ainda mais ajudado pelo campo pesado. Várias poças, sobretudo na faixa central do gramado, ajudavam o Verdão a impedir a articulação do Grêmio – que já é capenga naturalmente por contar apenas com Marco Antonio na função. Rapidamente o Palmeiras criou a primeira chance, pelo flanco esquerdo: Mazinho fez a jogada e cruzou rasteiro, Daniel Carvalho se atirou de carrinho, ainda chegou a tocar na bola mas não o suficiente para colocar para dentro.
E com o campo pesado e o meio do campo semialagado, a saída era a ligação direta ou as jogadas pelas laterais. A marcação era dura dos dois lados, mas o Palmeiras era mais cuidadoso, sabendo que as bolas paradas eram a maior chance do Grêmio. Assim, cercando, trancando os gaúchos, o time correu poucos riscos – mesmo assim, Bruno teve algum trabalho com as bolas insistentemente alçadas na área.
Aos 17, a segunda grande chance do Verdão: João Vítor levantou da direita e Mauricio Ramos, no segundo pau, testou firme, no chão, mas Victor fez uma ótima defesa com o pé. Aos 28, o Grêmio assustou num chute de fora de Souza, que passou perto – Brunão fez um golpe de vista arriscado.
O sistema defensivo do Palmeiras finalmente falhou – e foram duas vezes: na primeira, Pará teve liberdade e cruzou rasteiro, para a entrada da área, de onde Marco Antonio bateu firme, para grande defesa de Bruno. Na segunda, Souza ganhou disputa com Henrique e cruzou para Judas, que da marca do pênalti se preparava para fazer o gol quando foi travado por Artur, que comemorou como se fosse um gol. A parte final do primeiro tempo foi toda do Grêmio, que acabou se adaptando melhor às condições do jogo.
E o segundo tempo começou com panorama idêntico. Muitos lances ríspidos, e não foram raras as entradas desleais por parte dos gremistas: Fernando, Marco Antônio, Gilberto Silva, e claro, Judas, estavam com as caixas de ferramentas abertas, e liberadas pelo juizão, o péssimo Ricardo Marques. Mas a verdade é que era um jogo com essa cara, e cabia ao Palmeiras dar o troco na mesma moeda, aproveitando a bananice do árbitro e do fato de estar em casa.
Aos 15, o jogo começou a mudar: Valdivia foi para o jogo, no lugar de Daniel Carvalho; e André Lima entrou no Marco Antonio – Luxa colocou o Grêmio no 4-3-0-3. Mais do que nunca o Grêmio ia para a ligação direta, e o Verdão, perigosamente, aceitava a pressão. Judas tentou jogada pela esquerda, disputou com Marcio Araújo e cavou uma falta. Edilson cobrou, a bola quicou na risca da pequena área e Bruno não conseguiu segurar; Fernando pegou o rebote e abriu o placar, emudecendo a Arena Barueri.
Mas Valdivia já estava em campo e devidamente aquecido, no ritmo do jogo. O Grêmio, animado com o gol, deu mais espaços para o Palmeiras. Foram seis minutos de muita tensão, até o empate: Valdivia aproveitou o vazio no miolo e avançou, tocou para Juninho na esquerda e correu para o meio, o lateral devolveu com precisão e o chileno apenas tocou no contrapé de Victor, empatando o jogo. Enlouquece a torcida!
O gol fez o Grêmio, que até aquele lance estava superior mentalmente no jogo e com jeitão de empate, desmoronar. E se ainda sobrava alguma esperança, ela acabou no lance que Valdivia fez uma embaixada – técnica, para manter o controle da bola – cercado por quatro gremistas. Aí a gauchada endoidou, e quando Barcos se preparava para invadir a área em velocidade foi calçado por trás por Rondinelly, que foi expulso. Houve um princípio de confusão; Edilson deu um soco no rosto de Henrique e foi expulso. Cinco minutos depois, orientado pelo bandeira, e principalmente pela voz misteriosa no ponto eletrônico, o árbitro escolheu Henrique para ser expulso pelo nosso lado para não desequilibrar tanto. Em vez de apitar o jogo, mediou. Péssimo, nocivo. Henrique será uma perda imensurável para o primeiro jogo da final – isso se não fizerem palhaçada e não o suspenderem por mais jogos.
A partida recomeçou sete minutos depois, e Valdivia bateu a falta na trave. Mas na verdade não havia mais jogo, apenas burocracia: o Grêmio, imortal, estava entregue, de joelhos ante ao Palmeiras. Foram mais oito minutos de festa da torcida, que se molhou, passou frio, sofreu para chegar ao local do jogo, mas que ao final foi recompensada.
Foi uma noite poética pra o futebol e para a nossa torcida. E o Grêmio foi o adversário perfeito. Em um jogo de mata-mata, proporcionou todos os ingredientes: deu trabalho na bola, deu porrada, e ainda tinha dois personagens ideais para uma vingança: Luxemburgo e Judas. Só faltava ter sido numa final. E só faltava ter sido num palco digno. Barueri, definitivamente, não dá.
Agora, o Coritiba. Time certinho, encaixadinho, com a mesma base do ano passado. O palmeirense não pode entrar na pilha de “vingar” o resultado dilatado da partida do ano passado. A maior vingança será conquistar o título. O Coritiba é um time que vem jogando uma bola certinha, mas é apenas o Coritiba, uma equipe média do cenário nacional e que JAMAIS vai rivalizar com o Palmeiras. Devemos respeitar o time, o adversário, e jogar bola, mas nunca aceitar uma rivalidade que não tem cabimento.
Parabéns, torcida palmeirense! Às finais!
Atuações
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Bruno: jogar num campo nessas condições, com o adverário abusando das bolas aéreas, é uma roubada. O posicionamento da defesa foi perfeito. No final, saiu-se bem. 7,5 |
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Artur: jogou com vibação, encarou a pancadaria gremista e garantiu seu setor. O desarme no Judas foi excepcional. 9 |
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Mauricio Ramos: jogou como se fosse um sujeito acostumado a vencer, com personalidade, nem parece o mesmo cara. DEZ |
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Thiago Heleno: outro que fez uma partida fenomenal, uma parede. Quem diria, saiu chutado do gambá… DEZ |
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Juninho: cometeu alguns deslizes na marcação – que, já sabemos, não é seu forte. Mas compensou com a tabela no lance do gol. 7,5 |
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Henrique: comandou a primeira linha de marcação, e dosava bem a catimba, como um grande líder. Foi expulso injustamente. 9 |
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Marcio Araújo: além das limitações naturais, o campo não era pra ele. A falta besta – cavada, até, foi desnecessária. 6 |
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João Vítor: outro que ficou abaixo da média, também por não ser exatamente um cara forte. Andou dormindo em alguns lances. 6 |
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Daniel Carvalho: reagiu diante da sequência terrível que vinha fazendo, e participou bem do jogo, embora sua faixa de campo fosse a mais prejudicada pelas poças. 7 |
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Mazinho: lúcido, achou seu espaço na meia-esquerda e deu trabalho. O passe para Daniel Carvalho logo a dois minutos foi sensacional. 7,5 |
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Barcos: apanhou até não poder mais. Catimbou, irritou, lutou, mesmo ficando isolado boa parte do jogo. 9 |
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Valdivia: e eis que o chileno resolveu acabar com um jogo. Que ele é capaz disso, todos sabemos. Pena que não joga sempre assim. DEZ |
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Leandro Amaro: entrou no fim, com a parada já resolvida. S/N |
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Patrik: idem. S/N |
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Felipão: armou a equipe direitinho, mas mesmo assim correu sérios riscos. O time abriu mão de jogar no segundo tempo, sofreu um gol, e parecia que a vaca estava indo para o brejo – foi salvo pela inspiração de Valdivia. Ainda falta dar ao time a confiança e a personalidade para controlar um jogo na bola – na catimba nem sempre vai funcionar. 7 |
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
Vou festejar!
21 de junho de 2012 por @parmerista
Postado em: Verdazzo
Enquanto festeja, deixe sua mensagem para Judas.
Chora, não vou ligar…

E-mail: conrado@verdazzo.com.br
Quem nunca?
21 de junho de 2012 por @parmerista
Postado em: Humor, Verdazzo
SCCP 1×1 Santos
Coritiba 2×0 SPFC

E-mail: conrado@verdazzo.com.br
Pré-jogo: Palmeiras de Barueri x Grêmio
21 de junho de 2012 por @parmerista
Postado em: Jogos, Verdazzo
Dia de decisão. O Verdão vai a campo em Barueri para ratificar a vaga na final, que será contra o Coritiba, que reverteu a vantagem bambi ontem à noite. O Grêmio vem para a partida como franco-atirador, já que precisa de uma vitória por dois gols.É mais um capítulo na rivalidade histórica entre os dois times, que se intensificou principalmente na década de 90, quando os atuais técnicos estavam em lados invertidos.
Felipão terá apenas o desfalque de Luan, que se machucou contra o Vasco. Há quem diga que o desfalque é para o Grêmio. Nosso reforço no meio-campo, o neo-volante Henrique, deve ser mantido, e Marcio Bad Boy tende a continuar no banco, a não ser que Marcos Assunção, que também saiu do último jogo sentindo uma pancada, seja vetado. Valdivia volta a ficar à disposição depois do episódio do sequestro-relâmpago. Assim, a escalação mais provável é Bruno; Cicinho, Mauricio Ramos, Thiago Heleno e Juninho; Henrique, Marcos Assunção (Marcio Araújo), João Vítor e Valdivia; Mazinho e Barcos.
O Grêmio virá para o tudo ou nada – e nem poderia ser diferente. Precisando de uma vitória por dois gols (desde que por 3 a 1 para cima), o time não tem outra alternativa que não seja atacar. Luxemburgo pode até vir com um esquema com três atacantes, que já ensaiou contra o Náutico – mas falhou. Além do mais, essa “poposta” expõe demais o meio-de-campo, que é o setor-chave do jogo. Com as voltas de Souza e Werley, Luxa deve mandar a campo Victor; Edilson, Werley, Gilberto Silva e Pará; Fernando, Souza, Léo Gago e Marco Antonio (Miralles); Kleber e Marcelo Moreno.
Ao Palmeiras basta administrar a vantagem, mas isso deve ser feito com inteligência e personalidade, e não da forma como jogaram contra o Vasco, domingo, após fazer o gol. O time deve manter a posse de bola e gastar o tempo. A chave é se manter com a bola nos pés, com paciência e catimba, e o tempo fará o resto. A tendência é que o Palmeiras saia classificado: dá 1 a 1, com o Palmeiras saindo na frente e o Grêmio, desesperado atrás de três gols, conseguindo o empate só no fim.
A se lamentar a postura covarde da diretoria, ao marcar um jogo dessa envergadura para Barueri. Contrariando o site oficial do clube, que falou em 4.500 ingressos, o presidente Piraci afirmou via Twitter que só foram disponibilizados 2.500 aos gremistas. Mesmo que tenha sido apenas um erro de informação entre o financeiro e a equipe do site, 2.500 significam cerca de 8% do volume total colocado à venda, colados atrás de um dos gols, fazendo uma pressão enorme. No Olímpico, tivemos direito a apenas 5%, muito longe do gramado, lá nos cafundós do Judas.
Por falar em Judas, aqui vai uma inspiração para a partida. VAMO VERDÃO!!!
Chora, não vou ligar
Chegou a hora, vais me pagar
Pode chorar, pode chorar
É o teu castigo
Brigou comigo
Sem ter por que
Vou festejar, vou festejar!
O teu sofrer, o teu penar
Você pagou com traição
A quem sempre lhe deu a mão
E-mail: conrado@verdazzo.com.br

“Nosso dia para resolver isso é quinta-feira. Vamos tentar agir, mostrar que o Henrique não teve culpa, mas está difícil. Reconheço que é algo que não acho que vá acontecer. É difícil, mas vamos tentar”




















