Verdazzo!

Bullying nele!

31 de julho de 2012 por @parmerista  
Postado em: Arbitragem, Verdazzo

E lá vem ele de novo. O auxiliar Roberto Braatz foi escalado para a partida de amanhã contra o Botafogo em Barueri, válida pela primeira rodada da Copa Sulamericana. O juiz da partida será Heber Roberto Lopes, que é irritante, mas costuma ser caseirão.

Braatz tem um histórico de problemas com Felipão, que começou numa partida contra o Atlético-MG, ano passado. Segundo o auxiliar, Felipão teria-lhe dito “além de gaúcho, é safado“. O que não faz sentido, já que, todos sabemos, Felipão não é baiano nem goiano. Mesmo assim, nosso treinador foi suspenso pelo STJD por três jogos, o que o motivou a também não ficar no banco voluntariamente na partida contra o Vasco, pela Sulamericana de 2011 – justamente para não encontrar o bandeirinha e não prejudicar o Palmeiras.

A pergunta que não pode deixar de ser feita, neste caso, é como a diretoria ainda permite que esse cara seja escalado em nossos jogos. No domingo passado ele não viu que a suposta falta sobre Montillo foi fora da área e deixou que o árbitro marcasse o pênalti. Por outro lado, viu perfeitamente que Artur estava impedido no gol que nos daria o empate, nos descontos.

Em nossa história recente, havia uma Lista Negra para que certos palmeirenses legítimos não se tornassem sócios do clube. Mas não existe Lista Negra para os árbitros que nos prejudicam.

Resta ao torcedor palmeirense pressionar o auxiliar o tempo todo amanhã, em Barueri, aproveitando a curta distância entre as cadeiras e o gramado. Por mais experiente que seja, ele tem que ser pressionado monstruosamente desde o momento em que chegar ao estádio, ainda do lado de fora, e o bullying deve durar até o apito final. Porque se tiver a chance, ele vai nos operar. De novo.

***

Por falar em Barueri, o post do Marco Néspoli no site da Web Rádio Antena Verde esgota o assunto – leia aqui. Temos que voltar ao Pacaembu imediatamente.

E-mail: conrado@verdazzo.com.br

Rumo ao título

30 de julho de 2012 por @parmerista  
Postado em: Arbitragem, Verdazzo

Já mencionamos aqui no Verdazzo o site Placar Real (www.placarreal.com.br). O trabalho mede para quem estão tendendo os erros de arbitragem no Brasileirão.

Ano passado, ficamos em terceiro entre os mais prejudicados com um saldo de seis pontos roubados em trinta e oito rodadas. O campeão foi o Vasco, com dez pontos tungados, devido aos quais o time ficou em segundo lugar no Brasileirão, cujo campeão todos lembramos quem foi.

Este ano caminhamos a passos largos para o título, com seis pontos subtraídos – em apenas treze rodadas já igualamos o saldo do campeonato inteiro de 2011.

Dizem que os erros de arbitragem tendem a se anular ao final do campeonato, e ninguém pode chorar muito. O Placar Real, fazendo a contabilidade dos erros com critérios definidos e documentando tudo com vídeos, desmente a tese. Não adianta minimizar os erros das arbitragens, eles existem e decidem campeonatos.

Ainda temos apenas treze rodadas disputadas. Os juízes que tratem de anular esses erros logo, pois estão nos devendo. E nossa diretoria podia deixar de ser banana e fazer algo a respeito – e que não seja uma vaquinha com a torcida para subornar os juízes. Esse título é um que os palmeirenses não fazem a menor questão de ter.

E-mail: conrado@verdazzo.com.br

Cruzeiro 2×1 Palmeiras

29 de julho de 2012 por @parmerista  
Postado em: Arbitragem, Jogos, Verdazzo

E a história se repete. A arbitragem tratou o Palmeiras como ao Engenheiro Beltrão – ou, no caso, um Tupi de Juiz de Fora da vida – e o Cruzeiro aproveitou para marcar seus dois gols. A derrota por 2 a 1 deixa o Verdão de novo na zona do rebaixamento, o que certamente vai atrapalhar o foco do time na Sulamericana. Luz vermelha acesa.

Felipão pode ser chamado de tudo, menos de previsível. Mais uma vez ele mandou a campo uma escalação diferente da que todos esperavam – e errou. Sacou Wellington, provavelmente visando preservá-lo depois da partida ruim contra o Bahia, e puxou Henrique para a zaga, preenchendo sua vaga no meio-campo com Patrik Fenômeno. Não podia dar certo.

O Cruzeiro forçou o jogo pelo lado esquerdo, principalmente com Wallyson e Montillo. A primeira jogada foi criada por Tinga, que lançou Wallyson nas costas de Artur; ele invadiu a área e tentou tirar de Bruno, mas exagerou, tocando para fora. O Verdão, por sua vez, tinha sérias dificuldades para criar. A primeira chegada foi exatamente com Patrik, que aproveitou uma rebatida da zaga após cruzamento de Mazinho, da meia-lua, mandou por cima.

A partida seguia truncada, mais por erros de passes do que por grandes méritos defensivos. Mesmo assim, o Cruzeiro conseguia criar algumas chances, parando em Bruno, que mais uma vez fez ótima partida. Aos 15, Borges fez a jogada em cima de Henrique e cruzou forte na pequena área, mas Bruno defendeu. Aos 20, Montillo fez a jogada pela esquerda e bateu forte no canto, para mais uma defesa de Bruno. E aos 32, Ceará bateu uma falta no travessão. Apesar das chances, o volume de jogo não foi tão superior, e a diferença era na proteção à zaga, extremamente frágil no caso do Palmeiras.

Mas se o Cruzeiro não conseguia aproveitar essa exposição da defesa do Palmeiras, o juizão gaúcho Fabricio Neves Correa estava lá para fazer sua parte. Montillo arrancou, mais uma vez pela esquerda, e João Vítor chegou na cobertura, dividindo forte. A falta foi duvidosa, mas se houve, foi claramente fora da área. Sua senhoria não teve dúvidas: pênalti contra o Tupi. Bruno foi muito bem nela, mas a batida de Borges foi de manual: 1 a 0. E assim foram os times para o intervalo.

Para o segundo tempo, Felipão sinalizou com a tradicional mexida dupla: colocou Obina no Patrik, dando toda a impressão que minutos depois tiraria Barcos para colocar o Maikon Leite. O time ficou com três atacantes, dependendo mais do que nunca de Daniel Carvalho na distribuição. Mesmo assim, o Verdão estava mais equilibrado, dominando as ações. Mas aos dez minutos, o auxiliar José Eduardo Calza resolveu o jogo para os mineiros: Tinga girou dentro da área e bateu prensado, a bola caiu para Wallyson que estava em claro impedimento; o bandeirinha nada marcou e Wallyson cruzou para Borges, dentro da pequena área, fazer o segundo.

E o time da casa teve logo em seguida a chance do terceiro, desta vez sem irregularidades: Wallyson escapou pela esquerda e saiu na cara de Bruno, que cresceu na frente do atacante e abafou a conclusão. Depois desta chance, com dois gols irregulares, o Cruzeiro passou a cozinhar o jogo, e Felipão, quem diria, foi para o tudo ou nada, tirando Daniel Carvalho e colocando Maikon Leite na ponta-direita. Mazinho continuou aberto pela esquerda, e ficamos com dois centroavantes, meio que disputando o mesmo espaço. A armação ficou a cargo de João Vitor, Marcio Araújo e Henrique, que acumularam funções.

E numa das primeiras participações de Maikon Leite, ele foi lançado na área e foi empurrado por Vitorino. Pênalti que Barcos bateu bem, deslocando Fábio. E o Palmeiras estava com uma configuração muito perigosa no ataque, com grandes chances de envolver a defesa do Cruzeiro e empatar o jogo. O preço para isso era não ter conexão entre defesa e ataque, a bola não chegava. Com deficiência crônica na armação, restava ao time a ligação direta, na grande maioria das vezes rebatida pela defesa azul.

A entrada de Betinho no Barcos, obviamente, não melhorou o time em nada, e restou ao Verdão recorrer às bolas paradas. Maikon Leite teve trezentas e quarenta e oito chances de levantar a bola na área, e só conseguiu fazê-lo direito no último lance, quando Artur escapou por trás da zaga e cabeceou para o gol, mas estava impedido. Contra nós eles acertam.

A derrota, a sétima em treze jogos pelo Brasileirão, chateia e preocupa. Mesmo com o time encaixado taticamente e com a perspectiva da volta de vários titulares em breve, estar na zona do rebaixamento é sempre um peso que ninguém quer carregar. E a forma com que a derrota vem, com erros claros da arbitragem, mostra que o clube continua com força zero nos bastidores, ao contrário do que a diretoria ameaçou se vangloriar depois das arbitragens na Copa do Brasil.

No meio a semana o time começa a caminhada na Sulamericana. Diante da perspectiva no Brasileiro, é vencer ou vencer, sob o risco de não ter mais nada a fazer até 2013. Mauricio Ramos e Marcos Assunção devem voltar. Em compensação, foi divulgada a notícia de que Cicinho foi vendido ao Sevilla, e não temos reposição. Vamos de Artur, e seu reserva será João Vítor ou Marcio Araújo. Segue o jogo.

E avisem a Dona Maria, a lavadeira do Cruzeiro, que não pode lavar as camisas junto com os calções e as meias, tem que separar as roupas brancas. Não é possível que tenham mudado a cor do calção e das meias do Cruzeiro para esse azulzinho que vimos na transmissão pela TV.

Atuações:

Bruno: mais uma vez, o melhor do time. Mas será cornetado nos comentários porque não pegou o pênalti. 9,5
Artur: em sua primeira partida como titular absoluto, seu setor foi a mina de ouro do Cruzeiro. Logo ele, que tem na marcação o ponto forte. 2
Leandro Amaro: dentro de suas possibilidades, partida razoável. Levamos alguns sustos, mas sem comprometer. 5,5
Henrique: sua volta à zaga nao chegou a ser brilhante. Sentiu a falta dele mesmo como volante, ajudando a proteção. 6,5
Fernandinho: se não brilha, também não compromete – é o mínimo que se espera do lateral reserva. 6
Marcio Araújo: deixou mais uma vez muito espaço, expondo a zaga. 4
João Vítor: jogou mais como armador do que como marcador – o que também explica a liberdade na armação do adversário. Não fez nenhuma das funções bem. 4,5
Patrik: podia ter mudado a história do jogo com dez minutos, quando teve uma bola limpa para conclusão, na meia lua. É um fenômeno. Bah… ZERO
Daniel Carvalho: manja um celular Hiphone? No começo parece que é, você se empolga… Poucas semanas depois, você quer devolver… 3
Mazinho: acompanhou a pouca inspiração dos meiocampistas. Vem caindo preocupantemente de produção. 4
Barcos: lutou bastante, procurou até voltar um pouco para buscar jogo, mas só teve com quem jogar no segundo tempo. Aí, saiu. 7,5
Obina: em relação ao Betinho, só tem mais nome. 5
Maikon Leite: desta vez o problema não foi nem o clássico correr x pensar. Eram faltas, a bola estava parada. Não dá para entender. Teve o mérito de sofrer o pênalti. 5
Betinho: em relação ao Obina, só tem menos nome. 5
Felipão: escalou errado, mas mostrou coragem para tentar consertar. Precisamos mais do que isso, professor. Temos meninos promissores que precisam de sequência, mesmo o Wellington. Se não forem para o jogo agora que temos quinhentos desfalques, quando irão? 4




 

E-mail: conrado@verdazzo.com.br

Pré-jogo: Cruzeiro x Palmeiras

29 de julho de 2012 por @parmerista  
Postado em: Jogos, Verdazzo

O Verdão vai ao novo estádio Independência para enfrentar o Cruzeiro, pela 13ª rodada do Brasileirão, buscando somar pontos apenas para aumentar a distância para a zona de rebaixamento. Claramente voltado para a Sulamericana neste segundo semestre, o time de Felipão vai jogar solto no Brasileirão, sem maiores responsabilidades – e até por isso tem a chance de encaixar bons jogos, principalmente jogando fora de casa contra times de camisa mais pesada.

Felipão continua lutando contra os desfalques – para a partida desta noite não poderá contar com Juninho, suspenso, além de Thiago Heleno, Maurício Ramos, Marcos Assunção, Valdivia, Román, Luan e Wesley, que continuam em recuperação. Em compensação, terá a volta de Cicinho, que cumpriu suspensão contra o Bahia. Felipão, no entanto, deve manter Artur no time titular, para manter o time seguro no lado direito. A dúvida é apenas entre Barcos e Obina no comando do ataque. O provável time: Bruno; Artur, Leandro Amaro, Wellington e Fernandinho; Henrique, Marcio Araújo, João Vítor e Daniel Carvalho; Mazinho e Barcos (Obina).

O Cruzeiro também tem muitos desfalques. Léo “Mazola” e Sandro Silva, de passagens ruins pelo Palmeiras, estão suspensos e Alex Silva não joga mais este ano. Ceará é dúvida – Diego Renan pode ser seu substituto improvisado, entrando Marcelo Oliveira na lateral-esquerda. Celso Roth vai ter a volta do volante Charles, que cumpriu suspensão, e deve escalar o time com Fábio; Ceará (Diego Renan), Rafael Donato, Mateus e Diego Renan (Marcelo Oliveira); Leandro Guerreiro, Charles, Willian Magrão e Montillo; Borges e Wellington Paulista.

Largar um campeonato tendo ainda 26 jogos pela frente é chato para o torcedor, mas é o estilo de Felipão, que nunca escondeu sua predileção pelas competições em mata-mata. Mas sabendo que o segundo lugar para o Palmeiras significa o mesmo que o 16º, a opção faz sentido. Jogando solto, o Verdão tem plenas condições de explorar os desfalques do Cruzeiro e voltar com um bom resultado. Explorando os contra-ataques, dá Palmeiras: 2 a 1, com gols de Barcos e Maikon Leite – este vai fazer o segundo, nos cinco minutos finais.

Com a escolha por manter Barueri como sede do time, devemos ter uma média de público por volta de 5 mil pagantes até o fim do campeonato. Ainda há chance de reverter essa escolha e fazer do Estádio Municipal do Pacaembu nossa casa para a Libertadores – para isso, devemos nos reambientar a ele desde já. O jogo da última quinta, se é que pode servir para alguma coisa, que seja para desmistificar Barueri. Não existe estádio da sorte. Time que joga bem tem mais chance de ganhar em qualquer estádio.

E-mail: conrado@verdazzo.com.br

Prazer sexual

27 de julho de 2012 por @parmerista  
Postado em: Arbitragem, Humor, Verdazzo

O juizão Antonio Frederico de Carvalho Schneider foi muito mal ontem. E não foi a primeira vez. Torcedores do Fluminense ficaram revoltados com sua arbitragem num clássico contra o Vasco em fevereiro deste ano.

De longe, Felipão fez uma observação sobre o momento em que ele marcou o inacreditável pênalti de Artur em Lulinha.

Duvida? Veja o video abaixo…

E-mail: conrado@verdazzo.com.br

Palmeiras de Barueri 0×2 Bahia

27 de julho de 2012 por @parmerista  
Postado em: Arbitragem, Jogos, Verdazzo

O Palmeiras perdeu para o Bahia por 2 a 0 na Arena Barueri e teve a reação no Campeonato Brasileiro interrompida. O resultado pode ter enterrado de vez qualquer pretensão neste longo campeonato, e faz com que todo o foco seja virado para a Sulamericana, competição que o time estreia já na próxima semana. O time até que não jogou tão mal, mas tropeçou numa certa auto-suficiência, na péssima arbitragem – e no Bahia, que jogou acima do que seu limitado time sugere.

O time entrou em campo com Obina como titular – Barcos, voltando da cirurgia de apendicite, começou no banco. E o time entrou arrasador, criando chances claras de gol: aos 4, Obina fez o pivô e serviu João Vítor, que chegou batendo de frente para o gol, mas deu chance para Marcelo Lomba defender. Pouco depois, Artur tentou a finalização com pouco ângulo, a bola bateu na rede por fora e assustou. Aos 10, escanteio que Henrique escorou, a defesa desviou e a bola saiu por pouco. E em novo escanteio, Wellington disputou com Lomba e a bola sobrou para Obina, que meteu para a rede, mas o árbitro viu falta no goleiro.

O massacre teve um personagem destacado: Obina, que participava de quase todos os lances e desnorteava a defesa do Bahia. O panorama que se desenhava era o mesmo do jogo anterior, e a tendência era uma vitória tranquila. Pois deve ter sido aí que o time subiu num certo salto e esqueceu que tem que jogar bola o tempo todo. Logo aos 14, o primeiro sinal: falha de Wellington na marcação, Kleberson, de dentro da área, bateu por cima do gol de Bruno.

O Palmeiras diminuiu o ritmo, Daniel Carvalho não conseguia ser o maestro que o time precisava, o Bahia melhorou a marcação e o jogo equilibrou. O Palmeiras criava chances em escanteios e faltas, e o Bahia jogava nos erros do Verdão – Leandro Amaro falhou na saída de bola, Kleberson tabelou com Zé Roberto e saiu na cara de Bruno, mas errou o gol feito. Apesar do volume ser maior, em chances claras de gol a partida já estava empatada.

Aos 32, a melhor jogada: Mazinho iniciou o lance tocando para Henrique, que deixou a bola passar entre as pernas para Daniel Carvalho, que limpou o lance para Obina que falhou miseravelmente, sem marcação. Depois de errar alguns passes bisonhamente, o atacante parecia ter o encanto quebrado, e de craque que calava a boca de todos os críticos voltava a ser o jogador desengonçado e caneludo de antes.

Mazinho continuava forçando o jogo pela esquerda, e o lateral Gil, que estreava no time de cima do Bahia, mostrava muito nervosismo – recebeu o amarelo e estava prestes a tomar o vermelho, quando acabou o primeiro tempo. Caio Junior foi esperto e não deixou o garoto voltar para o segundo tempo, colocando Diones como volante e puxando Fabinho para a lateral.

Já Felipão conseguiu estragar a consistência que o time mostrava tirando Daniel Carvalho para a entrada de Maikon Leite. Não que o Barril estivesse jogando o fino, mas o time estava organizado. Com a mexida, Mazinho passou a organizar o time, função que ele já mostrou por várias vezes que não tem condição de fazer. A entrada de Barcos no João Vítor aos 6 minutos foi pegadinha: é a manjada mexida dupla, onde Felipão sugere que vai abrir o meio de campo para induzir o adversário a um erro, e logo em seguida volta atrás – ele colocou o Patrik no Obina.

Com Patrik, Mazinho, Barcos e Maikon Leite, o time ficou muito pior do que no primeiro tempo, e apesar da blitz nos primeiros minutos após o intervalo, na base da empolgação, quando a partida voltou ao ritmo normal o Palmeiras se tornou um time completamente inofensivo, incapaz de furar o esquema de marcação do adversário, que ainda contava com uma noite inspirada de seus atletas, provavelmente querendo fazer o filme com o treinador novo.

Mesmo assim parecia que ia dar. Marcio Araújo, quem diria, parecia o Henrique: lançou-se à frente, tocou para Barcos que devolveu; Araújo então concluiu como ele mesmo e perdeu o gol. Pouco depois, Barcos disputou uma bola com Fabinho dentro da área, onde o adversário, mesmo sem intenção, conduziu escandalosamente a bola com o braço. A jogada não valeria nem em vôlei, mas valeu para o árbitro carioca Antônio Frederico de Carvalho Schneider, que não marcou o pênalti.

Aos 20, Caio Junior sacou Ciro Caganeira e mandou Lulinha para o campo, e em sua primeira jogada o pequeno refugo se jogou na área após contato com Artur – inacreditavelmente o juiz teve a coragem de marcar pênalti. Souza deslocou Bruno e abriu o placar.

Sem qualquer organização ofensiva, o Verdão não dava a menor esperança de que poderia empatar o jogo a não ser num lance fortuito. E com o contra-ataque armado, era nítido que o jogo estava muito mais para o Bahia: aos 35, Zé Roberto fez grande jogada e quase marcou, mas foi impedido pro Bruno; mas no minuto seguinte, o próprio Zé Roberto saiu na cara de Bruno que fez uma defesaça; Wellington tirou para a direção errada e devolveu para Zé Roberto que rolou para Souza, que chegava de frente e tocou para o gol vazio.

Foram mais dez minutos em que o Palmeiras mal ameaçou o gol de Marcelo Lomba, deixando claro que, sem poder apelar para a bola parada de Marcos Assunção, usar a configuração com Mazinho e Maikon Leite não dará resultado algumn, ainda mais quando quem fecha o meio é o Patrik. Barcos tem que ser titular, assim como Valdivia. Mas esse, infelizmente, sentiu uma dor na coxa na véspera e não foi possível vê-lo em campo na partida. Pois é.

Domingo o time vai a Belo Horizonte enfrentar o Cruzeiro, com pouquíssima motivação, já pensando no jogo da Sulamericana contra o Botafogo de Seedorf, na quarta. Continuamos fora da zona do rebaixamento, mas se quisermos jogar a Sulamericana com tranquilidade, esse perigo tem que ser afastado de uma vez o mais rápido possível. Que a derrota sirva de lição para todos que cometeram erros, desde os jogadores, passando por Felipão, e até a diretoria, que não pode baixar a guarda diante dessas arbitragens nocivas ao Verdão.

O jogo poderia ter sido no Pacaembu. Provavelmente teríamos de 10 a 12 mil pessoas, em vez de 7 mil. Possivelmente perderíamos da mesma forma. A diferença é que se isso acontecesse, muitos diriam que a culpa é do estádio pé-frio, “de gambá”. Que este jogo sirva para desmistificar essas bobagens. Se jogar bem, ganha em qualquer estádio que sirva como nossa casa.

Atuações:

Bruno: grandes defesas em lances que a defesa deu mole. Titularidade absoluta e indiscutível. 8
Artur: partida sem maiores sobressaltos a não ser pelo pênalti que não cometeu. Não dá nem pra dizer que ele foi imprudente. 6,5
Wellington: uma pena, mas o menino foi muito mal. Errou muitos passes, coberturas e ainda deu de graça para Zé Roberto a bola do segundo gol. ZERO
Leandro Amaro: também deixou a desejar na saída de bola, permitindo ao Bahia armar ataques perigosos. 4
Juninho: um dos poucos que estava mais pilhado que o normal, sem achar que o time exerceria a superioridade naturalmente. Mostrou atitude. 7,5
Henrique: mesmo jogando um pouco abaixo de seu normal, destacou-se diante dos demais. 7,5
Marcio Araújo: numa partida ruim, ora vejam, ele não teve a menor culpa. Um dos que menos errou. 7
João Vítor: não fazia nada além do que já sabemos que é seu potencial. Saiu sentindo aparentemente uma torção no joelho. 6
Daniel Carvalho: teve um ou outro lampejo, como a jogada em que deixou Obina na cara do gol. Mas é menos do que precisamos. 6
Mazinho: sem nenhuma inspiração com a bola nos pés: recebia, tentava jogadas óbvias e que não davam em nada. 5
Obina: começou com tudo, parecia que ia ser o craque da rodada mais uma vez, aí foi caindo, caindo, e sumiu. 6,5
Maikon Leite: ninguém pode falar que ele não tenta. Mas erra tudo, absolutamente tudo. 3
Barcos: aparentemente não sentiu a falta de ritmo, mas a configuração do time quando entrou não lhe foi favorável. 6
Patrik: pensa num picolé de chuchu. 4
Felipão: um dos maiores responsáveis, se não o maior, pela derrota. Desmontou o time que, se não estava brilhando, estava dominando completamente o Bahia que só criava nos nossos erros. Ao remontar o time com Patrik/Mazinho/Maikon Leite/Barcos, praticamente renunciou à vitória e ainda deu moral para o Bahia se armar nos contra-ataques. ZERO




 

E-mail: conrado@verdazzo.com.br

Valdivia em números

26 de julho de 2012 por @parmerista  
Postado em: Verdazzo

Muito se discute na torcida com relação a Valdivia. É senso comum que o jogador tem um talento acima da média e que resolve jogos a nosso favor. Por outro lado, sua tendência crônica a sentir a coxa incomoda, bem como a frequência com que perde jogos por estar suspenso.

Como estamos falando de futebol, especificamente de um jogador que desperta a idolatria de boa parte da torcida, aparecem nas discussões um componente a mais, difícil de lidar – e como todo ídolo, tem também seus detratores pelo simples fato de ser ídolo – todos aqui devem conhecer alguém que, sabe-se lá por que, “odiava o Marcos”. As pessoas são complicadas. Com isso, as tendências objetivas a favor e contra o jogador se mascaram.

O Verdazzo fez uma extensa pesquisa com todos os jogos do Palmeiras depois que o chileno voltou ao clube, a partir de agosto de 2010, não para por fim à discussão, mas para que tenhamos mais elementos, palpáveis, que idolatria/antipatia nenhuma possa mascarar.

Vamos aos fatos (atualizado em 17/5/2013):

  • Desde sua volta, o Palmeiras fez 201 jogos. Valdivia esteve presente em 91 (45,3%) e ficou de fora em 109 (54,7%).
  • Com Valdivia em campo, o Palmeiras ganha 57,5% dos pontos. Sem Valdivia, o índice cai para 47%.
  • Dos 91 jogos que fez, Valdivia ficou em campo os 90 minutos em 34 (37,4%), foi substituído em 37 (40,7%), entrou durante a partida em 17 (18,7%) e foi expulso em 3 oportunidades (3,3%).
  • Nestes 91 jogos, marcou 10 gols, recebeu 26 cartões amarelos e 3 vermelhos.
  • A maior sequência de jogos foi nove, logo no início, quando voltou ao clube.
  • Dos 110 jogos que não participou, 93 foram por lesão (84,5%), 12 por suspensão (10,9%), em 3 foi poupado (2,7%), em um foi dispensado (0,9%) e em um serviu à seleção chilena (0,9%).

Com estes números à disposição, fica um pouco mais fácil ponderar as informações intangíveis e/ou incertas: de que sua musculatura não seria adequada ao esforço exigido pelo calendário brasileiro, de que essa coxa dói em momentos no mínimo estranhos, de que seu salário é pago de forma integral, de que muda de idéia com relação a cumprir contratos ou não muito facilmente, de que joga muito, de que decide jogos e campeonatos a nosso favor, e assim por diante. Divirtam-se.

Abaixo, todos os jogos do Palmeiras desde que  Valdivia foi recontratado. Este estudo foi feito com base nos registros do próprio Verdazzo e com a indispensável consulta à Porcopedia.

Guarani E Entrou Brasileirão 2010
CAG D Substituído Brasileirão 2010
Atlético-MG V Substituído Brasileirão 2010
Fluminense E Substituído Brasileirão 2010
Cruzeiro D Substituído Brasileirão 2010
Vitória E Entrou
Brasileirão 2010
Vasco E Entrou Brasileirão 2010
Grêmio V Entrou
Brasileirão 2010
SPFC D Jogo todo
Brasileirão 2010
Grêmio Itinerante V Suspenso Brasileirão 2010
Flamengo V Substituído
Brasileirão 2010
Internacional V Substituído Brasileirão 2010
Santos E Substituído Brasileirão 2010
Avaí V Jogo todo
Brasileirão 2010
Botafogo E Substituído
Brasileirão 2010
Sucre V Substituído Sul-Americana 2010
Ceará E Suspenso Brasileirão 2010
Sucre V Jogo todo Sul-Americana 2010
SCCP D Entrou Brasileirão 2010
Atlético-MG E Substituído Sul-Americana 2010
Goiás V Lesionado Brasileirão 2010
Atlético-PR D Lesionado Brasileirão 2010
Guarani V Lesionado Brasileirão 2010
Atlético-MG V Substituído Sul-Americana 2010
CAG D Lesionado Brasileirão 2010
Goiás V Lesionado Sul-Americana 2010
Atlético-MG D Lesionado Brasileirão 2010
Goiás D Lesionado Sul-Americana 2010
Fluminense D Lesionado Brasileirão 2010
Cruzeiro D Lesionado Brasileirão 2010
XV Piracicaba E Lesionado Amistoso 2011
Botafogo-SP E Lesionado Paulista 2011
Ituano V Lesionado Paulista 2011
Oeste V Lesionado Paulista 2011
Paulista V Lesionado Paulista 2011
Portuguesa V Lesionado Paulista 2011
Mirassol V Lesionado Paulista 2011
SCCP D Lesionado Paulista 2011
Americana V Lesionado Paulista 2011
Mogi Mirim E Substituído Paulista 2011
Comercial-PI V Substituído
Copa do Brasil 2011
SPFC E Jogo todo Paulista 2011
Comercial-PI V Jogo todo Copa do Brasil 2011
Santo André E Lesionado Paulista 2011
Noroeste V Jogo todo
Paulista 2011
São Bernardo V Substituído Paulista 2011
Uberaba V Substituído Copa do Brasil 2011
São Caetano E Lesionado Paulista 2011
Linense V Lesionado Paulista 2011
Bragantino V Lesionado Paulista 2011
Santos V Lesionado Paulista 2011
Grêmio Itinerante V Entrou Paulista 2011
Santo André V Substituído Copa do Brasil 2011
Ponte Preta D Poupado Paulista 2011
Santo André V Jogo todo
Copa do Brasil 2011
Mirassol V Substituído
Paulista 2011
SCCP E Substituído Paulista 2011
Coritiba D Lesionado Copa do Brasil 2011
Coritiba V Lesionado Copa do Brasil 2011
Botafogo V Lesionado Brasileirão 2011
Cruzeiro E Lesionado Brasileirão 2011
Atlético-PR V Lesionado Brasileirão 2011
Internacional E Lesionado Brasileirão 2011
Avaí V Lesionado Brasileirão 2011
Ceará D Lesionado Brasileirão 2011
CAG E Lesionado Brasileirão 2011
América-MG V Lesionado Brasileirão 2011
Santos V Lesionado Brasileirão 2011
Flamengo E Lesionado Brasileirão 2011
Fluminense D Substituído Brasileirão 2011
Figueirense V Substituído Brasileirão 2011
Atlético-MG V Jogo todo Brasileirão 2011
Coritiba E Substituído
Brasileirão 2011
Grêmio E Jogo todo
Brasileirão 2011
Vasco D Seleção Sul-Americana 2011
Vasco D Jogo todo Brasileirão 2011
Bahia E Jogo todo
Brasileirão 2011
SPFC E Suspenso Brasileirão 2011
Vasco V Jogo todo Sul-Americana 2011
SCCP V Jogo todo
Brasileirão 2011
Botafogo D Lesionado Brasileirão 2011
Cruzeiro E Lesionado Brasileirão 2011
Atlético-PR E Lesionado Brasileirão 2011
Internacional D Lesionado Brasileirão 2011
Avaí E Lesionado Brasileirão 2011
Ceará V Lesionado Brasileirão 2011
CAG E Lesionado Brasileirão 2011
América E Jogo todo Brasileirão 2011
Santos D Lesionado Brasileirão 2011
Flamengo E Lesionado Brasileirão 2011
Fluminense D Jogo todo
Brasileirão 2011
Figueirense D Jogo todo Brasileirão 2011
Atlético-MG D Expulso
Brasileirão 2011
Coritiba D Suspenso Brasileirão 2011
Grêmio E Suspenso Brasileirão 2011
Vasco E Suspenso Brasileirão 2011
Bahia V Substituído Brasileirão 2011
SPFC V Jogo todo Brasileirão 2011
SCCP E Expulso
Brasileirão 2011
Ajax V Substituído Amistoso 2012
Bragantino V Substituído Paulista 2012
Portuguesa E Jogo todo Paulista 2012
Catanduvense E Lesionado Paulista 2012
Mogi Mirim V Substituído Paulista 2012
Santos V Substituído Paulista 2012
XV Piracicaba V Lesionado Paulista 2012
Ituano V Lesionado Paulista 2012
Guaratinguetá V Lesionado Paulista 2012
Oeste E Lesionado Paulista 2012
SPFC E Lesionado Paulista 2012
Linense V Lesionado Paulista 2012
São Caetano E Entrou
Paulista 2012
Botafogo-SP V Substituído Paulista 2012
Coruripe V Suspenso Copa do Brasil 2012
Ponte Preta V Substituído Paulista 2012
Coruripe V Suspenso Copa do Brasil 2012
SCCP D Jogo todo Paulista 2012
Paulista V Substituído Paulista 2012
Mirassol D Lesionado Paulista 2012
Horizonte V Lesionado Copa do Brasil 2012
Guarani D Lesionado Paulista 2012
Comercial E Lesionado Paulista 2012
Guarani D Entrou Paulista 2012
Paraná V Jogo todo
Copa do Brasil 2012
Paraná V Substituído
Copa do Brasil 2012
Atlético-PR E Jogo todo
Copa do Brasil 2012
Portuguesa E Poupado Brasileirão 2012
Atlético-PR V Jogo todo
Copa do Brasil 2012
Grêmio D Entrou Brasileirão 2012
Sport D Substituído Brasileirão 2012
Atlético-MG D Dispensado Brasileirão 2012
Grêmio V Suspenso Copa do Brasil 2012
Vasco E Lesionado Brasileirão 2012
Grêmio E Entrou
Copa do Brasil 2012
SCCP D Entrou
Brasileirão 2012
Figueirense V Entrou Brasileirão 2012
Coritiba V Expulso
Copa do Brasil 2012
Ponte Preta D Poupado Brasileirão 2012
Coritiba E Suspenso Copa do Brasil 2012
SPFC E Jogo todo Brasileirão 2012
Coritiba E Suspenso Brasileirão 2012
Náutico V Substituído Brasileirão 2012
Bahia D Lesionado Brasileirão 2012
Cruzeiro D Lesionado Brasileirão 2012
Botafogo V Lesionado Sul-Americana 2012
Internacional D Lesionado Brasileirão 2012
Botafogo V Lesionado Brasileirão 2012
Fluminense D Lesionado Brasileirão 2012
Flamengo V Jogo todo Brasileirão 2012
CAG D Substituído Brasileirão 2012
Botafogo D Lesionado Sul-Americana 2012
Santos D Jogo todo Brasileirão 2012
Portuguesa D Jogo todo Brasileirão 2012
Grêmio E Suspenso Brasileirão 2012
Sport V Jogo todo Brasileirão 2012
Atlético-MG D Jogo todo Brasileirão 2012
Vasco D Jogo todo Brasileirão 2012
SCCP D Jogo todo Brasileirão 2012
Figueirense V Substituído Brasileirão 2012
Ponte Preta V Substituído Brasileirão 2012
Millonarios V Entrou Sul-Americana 2012
SPFC D Jogo todo Brasileirão 2012
Coritiba D Lesionado Brasileirão 2012
Náutico D Lesionado Brasileirão 2012
Bahia V Lesionado Brasileirão 2012
Cruzeiro V Lesionado Brasileirão 2012
Millonarios D Lesionado Sul-Americana 2012
Inter D Lesionado Brasileirão 2012
Botafogo E Lesionado Brasileirão 2012
Fluminense D Lesionado Brasileirão 2012
Flamengo E Lesionado Brasileirão 2012
CAG D Lesionado Brasileirão 2012
Santos D Lesionado Brasileirão 2012
Bragantino E Lesionado Paulista 2013
Oeste V Entrou Paulista 2013
Penapolense D Entrou Paulista 2013
São Bernardo V Substituído
Paulista 2013
XV de Piracicaba E Jogo todo
Paulista 2013
Atlético Sorocaba V Lesionado Paulista 2013
Mogi Mirim E Lesionado Paulista 2013
Sporting Cristal V Lesionado Libertadores 2013
SCCP E Lesionado Paulista 2013
União Barbarense V Entrou Paulista 2013
Libertad D Entrou
Libertadores 2013
Tigre D Jogo todo Libertadores 2013
SPFC E Jogo todo Paulista 2013
Paulista V Substituído Paulista 2013
São Caetano E Lesionado Paulista 2013
Botafogo-SP V Lesionado Paulista 2013
Santos E Lesionado Paulista 2013
Mirassol D Lesionado Paulista 2013
Linense V Lesionado Paulista 2013
Tigre V Lesionado Libertadores 2013
Ponte Preta V Lesionado Paulista 2013
Libertad V Lesionado Libertadores 2013
Guarani V Lesionado Paulista 2013
Sporting Cristal D Lesionado Libertadores 2013
Ituano D Lesionado Paulista 2013
Santos E Lesionado Paulista 2013
Tijuana E Lesionado Libertadores 2013
Tijuana D Lesionado Libertadores 2013

E-mail: conrado@verdazzo.com.br

Pré-jogo: Palmeiras de Barueri x Bahia

26 de julho de 2012 por @parmerista  
Postado em: Jogos, Verdazzo

Vivendo aquela fase que dá gosto, o Verdão recebe o Bahia pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro, buscando subir mais um pouco na tabela. O adversário é o Bahia, que recentemente demitiu o técnico Falcão e atravessa um momento de turbulência – e o encarregado para estabilizar o ambiente é o velho Milhouse.

O principal desfalque para a partida desta noite em Barueri é mais uma vez Valdivia, que depois de ter a transferência para o mundo árabe frustrada, sentiu a coxa no rachão da tarde de ontem. Pois é. Ainda hoje o Verdazzo vai publicar um post detalhado sobre os números desta segunda passagem do chileno pelo clube. Com relação a Barueri, o Barneschi não deixa pedra sobre pedra neste e neste post. Pro inferno com esse estádio.

Além de Valdivia, Felipão ainda não poderá contar com Cicinho, suspenso, e o time de lesionados: Thiago Heleno, Maurício Ramos, Román, Marcos Assunção, Wesley e Luan. A novidade é a volta de Barcos, depois de uma inacreditável apendicite. Felipão deve mandar a campo a seguinte formação: Bruno; Artur, Wellington, Leandro Amaro e Juninho; Henrique, Marcio Araújo, João Vítor e Daniel Carvalho; Mazinho e Barcos. Já volta a ter cara de time.

Caio Júnior também está recheado de problemas para a partida: além de oito atletas estarem lesionados ou em fase de recuperação física, não poderá contar com Gerley, por questões de contrato – embora, neste caso, pareça mais um reforço. A dúvida está entre Gil e Diones – caso o primeiro jogue, Fabinho, que vem jogando improvisado na lateral-direita, volta à sua posição original no meio-de-campo. O time:  Marcelo Lomba; Gil (Diones), Danny Morais, Titi e Hélder; Fahel, Fabinho, Kleberson e Zé Roberto; Ciro e Souza. Um timaço de refugos.

O jogo é em Barueri, às 21h. Se num domingo de sol foram sete mil pessoas, devemos esperar menos que isso esta noite. Mesmo com pouco apoio da torcida, o Verdão deve manter o bom momento e conseguir mais três pontos com uma vitória por 2 a 0, com gols de Leandro Amaro e Mazinho.

E-mail: conrado@verdazzo.com.br

Caridade

25 de julho de 2012 por @parmerista  
Postado em: Verdazzo

O meia Felipe Wee Man foi negociado com o Atlético-PR, como vimos ontem no post que fez um panorama do atual elenco. O que não se sabia ainda era as bases em que o negócio foi feito. Com contrato até maio de 2013, o atleta foi cedido a seu novo clube… de graça! O raciocínio dos donos de lanchonete, corroborado pelo diretor tuiteiro em sua timeline é o seguinte: “o jogador não seria aproveitado aqui, e gerava despesas com salários. Logo, repassá-lo ao primeiro que aparecer é ótimo negócio, já que nos livramos dessas obrigações”.

Então funciona assim: você tem um carro usado, que por algum motivo não vai mais usar. Aí espera o primeiro que passar em frente sua casa e oferece o molho de chaves, toma todo o cuidado para fazer a transferência e se livra do IPVA. Genial!

A diretoria ainda alega que o Palmeiras não era dono dos direitos econômicos do jogador, e por isso não teria direito a nada, o que é uma falácia. Com um contrato em vigor, o atleta só pode sair se as cláusulas de rescisão forem respeitadas, e isso normalmente envolve o pagamento de uma multa, que pode muito bem ser negociada de acordo com o tempo restante de contrato. O Atlético quer o jogador pra já? Paga uma multa, ora. Mas nossa brilhante diretoria alega que se exigíssemos qualquer contrapartida o Atlético não faria o negócio.

É assim: você tem que dar o carro de mão beijada, não pode exigir nem um troquinho. Nem a taxa de transferência. Se você não pagar essa taxa, o cara que tava passando na rua vai te castigar e deixar você com o carro na garagem, pagando o maldito IPVA. Então você topa tudo. Não é genial???

Alguém ainda pode alegar que não é bem assim, que com o contrato vencendo em maio, essa seria uma oportunidade única de se livrar do Felipe, que poderia sair de graça de qualquer jeito em maio. Ora, não estamos falando de um fusqueta caindo aos pedaços, e sim de um dos maiores destaques do Campeonato Paulista deste ano, jogador que comandou o Mogi na conquista do título de campeão do interior. Será que não se consegue negociar um jogador com esse histórico recente?

Esgotados os argumentos, temos que perguntar: será que saiu de graça mesmo? Será que o Atlético ganhou um presente, recebeu caridade, assim, do nada?

Tudo o que sabemos é que perdemos um jogador e que nos cofres do clube ainda não entrou nada.

E-mail: conrado@verdazzo.com.br

Elenco renovado

24 de julho de 2012 por @parmerista  
Postado em: Verdazzo

Baixada a poeira do título da Copa do Brasil, a diretoria anunciou três mudanças no elenco: além da já previamente engatilhada contratação de Obina, foram dispensados o meia Felipe Wee Man e Deola – este, por empréstimo até o final do ano, para o Vitória. Felipe foi em definitivo para o Atlético-PR.

Deola é um grande goleiro, mas caiu em desgraça após uma sequência de falhas no Campeonato Paulista – a última delas, decisiva para nossa eliminação frente ao Guarani. Ninguém resiste a isso no Palmeiras, ainda mais tendo na reserva outro goleiraço como Bruno. Raphael Alemão, com 1,97m e 23 anos, parece ser o futuro do clube na posição e assume a condição de primeiro reserva. Fabio, com 22 anos e 1,96m, torna-se o terceiro goleiro e vem na cola. Aos 29 anos, Deola parece ter encerrado seu ciclo no Palmeiras, embora ainda tenha contrato até 2015 – mas se um dia voltar a ser integrado ao elenco, será muito bem vindo.

Felipe foi lançado por Jorginho num jogo contra o Santos, em 2009, com 19 anos. Com contrato até 2013, acabou não sendo aproveitado por Muricy e AC Zago, e rodou por Rio Branco, Bahia, Olaria, Guarani e Mogi Mirim, até receber uma chance de Felipão em 2012. Fez cinco jogos, todos pelo Brasileirão, nenhum completo: entrou durante o jogo uma vez, e foi substituído em outros quatro. Não foi bem em nenhum deles, mas mostrou ter potencial para ter um melhor rendimento, principalmente se tiver um esquema mais adequado a seu estilo de jogo, de toques rápidos e curtos. A Comissão Técnica, no entanto, avaliou que seria melhor para o clube e para o atleta que ele seguisse seu caminho num clube onde pudesse ser titular. O Atlético, que coincidentemente hoje é treinado pelo próprio Jorginho, investiu num meia que pode ter uma boa carreira.

O elenco, com as últimas mudanças, fica configurado da seguinte forma:

Goleiros: Bruno, Raphael Alemão e Fábio
Laterais-direitos: Artur, Cicinho e Luiz Gustavo
Zagueiros: Thiago Heleno, Maurício Ramos, Leandro Amaro, Román e Wellington
Laterais-esquerdos: Juninho e Fernandinho
Volantes: Henrique, Marcos Assunção, Wesley, João Vítor, Marcio Araújo e João Denoni
Meias: Valdivia, Daniel Carvalho, Patrik e Patrick Vieira
Atacantes: Mazinho, Luan, Maikon Leite e Vinicius
Centroavantes: Barcos, Obina, Betinho e Caio

Temos vários curingas no elenco, desde os mais experientes, como Henrique, até os mais novos – Luiz Gustavo tanto pode jogar na lateral como na zaga. A base, aliás, está sendo prestigiada na hora certa, com uma boa baciada após a conquista de um título, o que faz com que os meninos se sintam bem mais à vontade.

No gol, como sempre, estamos bem servidos. Na zaga, o bom desempenho do menino Wellington, mais as boas atuações de todos os zagueiros nos últimos jogos, principalmente após a recuperação da confiança com o título, nos deixa razoavelmente sossegados no miolo. Na lateral direita temos dois titulares, já que Felipão alterna entre Cicinho e Artur conforme o perfil de apoio pelo lado direito, dependendo do adversário; e na esquerda Juninho é absoluto, com Fernandinho fazendo o básico quando solicitado – bem melhor que Rivaldo e Gerley.

A subida de Henrique para a frente da zaga foi o que deu consistência ao time, e hoje podemos dizer que é o jogador mais importante do elenco. Com Wesley se recuperando, e Marcos Assunção renovando o contrato, o time titular está muito bem servido. Como opções, João Denoni parece ter mais bola que João Vítor e Marcio Araújo juntos, mas ainda precisa conquistar o espaço.

Resta saber se Valdivia segue no elenco ou se vai mesmo beliscar mais uma transferência. Caso saia, precisa ser reposto de imediato, e essa tarefa será dificílima, já que a janela do exterior fechou e só podemos contar com jogadores que não tenham feito seis jogos pela série A – ou apelar para a série B. E mesmo que Valdívia fique, o baixo rendimento de Daniel Carvalho preocupa, principalmente para a Libertadores. A meia sem dúvida é a posição que neste momento pede mais carinho da diretoria.

No ataque, após uma série de tentativas fracassadas, podemos dizer que contamos com uma bela variedade. Jogando abertos, com características de menos ou mais marcação, dependendo da postura do adversário, Felipão pode contar com Mazinho, Luan e Maikon Leite, além de Vinicius. E como referências na área, Barcos, Obina, Betinho e Caio. Tá até sobrando gente. Felipão pode, inclusive, optar por jogar com dois centroavantes, em partidas em que o campo esteja mais pesado.

O Brasileirão e a Sulamericana serão decisivos para a avaliação de vários jogadores. A Comissão Técnica deve usar esses jogos para definir em quem pode confiar para a disputa dos importantes campeonatos de 2013, e em quais posições vai buscar reforço. O apelo da disputa da Libertadores é um enorme facilitador, tanto para buscar investidores/parceiros, como para atrair o interesse dos jogadores e seus empresários. Basta saber atuar no mercado – e Cesar Sampaio vem fazendo um belo trabalho e mostrando que supriu as deficiências latentes de B1 e B2. Seguimos confiantes!

E-mail: conrado@verdazzo.com.br

No Alto da Glória

24 de julho de 2012 por @parmerista  
Postado em: Verdazzo

O vídeo abaixo foi produzido pelo Gabriel Santoro, que já é conhecido de toda a torcida e dispensa apresentações. Depois de lançado, foi retirado do ar a pedido de um certo @coxavideos, alegando direitos autorais.

Ora, é vídeo de torcida, registro de estádio, e o vídeo não tem fins comerciais. A atitude é mesquinha, típica de maus perdedores.

A torcida do Palmeiras já capturou o video e está subindo para diferentes links para que todos possam apreciar mais este brilhante trabalho.

E-mail: conrado@verdazzo.com.br

Outra novela, NÃO!!!

23 de julho de 2012 por @parmerista  
Postado em: Verdazzo

Como toda novela, o enredo é cópia de uma anterior. Todos se lembram: o time vinha num ótimo momento, com o moral elevado depois de uma ótima sequência nas rodadas iniciais no Brasileirão. Os 5×0 frente ao Avaí, com brilhante atuação de J30, foram a deixa: o jogador foi na imprensa e começou a forçar a barra, afirmando ter uma proposta de fora. No caso, era o Flamengo, que não queria pagar multa da rescisão. Ao atleta e a seu procurador, o melhor dos mundos era forçar a saída, já que os grandes volumes de dinheiro circulam por ocasião das transferências. Assim, mesmo que custasse a completa deterioração do ambiente por meses a fio, o objetivo tinha que ser alcançado. E ele conseguiu, acabou achando um Grêmio da vida para fazer de trouxa.

Como resultado do desgaste, o time entrou numa inacreditável espiral negativa, que quase custou a saída de Felipão. O time jogava um futebol tétrico: ou perdia por 1 a 0 ou empatava em 1 a 1, e de candidatos ao título passamos a fugitivos do rebaixamento. A tendência só foi revertida com a chegada de Cesar Sampaio, que passou a administrar as situações em que Felipão precisava se poupar para poder focar no preparo do time, e que Frizzo não tem capacidade para tal.

Eis que pouco mais de um ano depois, depois de uma bela vitória contra o Náutico, onde foi um dos melhores em campo, Valdivia aparece com a mesma historinha. O chileno usou uma frase emblemática:

“Contratos existem para serem quebrados”

Não, Valdivia. Contratos existem, num primeiro momento, para serem cumpridos. Em casos extremos, eles podem ser quebrados, desde que se cumpram as cláusulas de rescisão. Isso é a conduta que se espera quando se trata com figuras com um mínimo de ética. Ocorre que essas cláusulas tendem a ser renegociadas pela parte mais afetada pelo conflito – invariavelmente, os clubes. Daí a frase: “jogador, quando quer sair, ninguém segura”. É o que Kleber obrigou o Palmeiras a fazer ano passado. É o que parece que Valdivia está tentando fazer.

O jogador alega que o episódio do sequestro-relâmpago de que foi vítima fez com que sua esposa optasse por sair do país, levando os filhos, de forma “definitiva” (pelo menos por enquanto), e que ele não consegue viver sem a família. É um argumento difícil de rebater, mesmo que tenhamos dezenas de motivos para desconfiar. Foi um movimento tolo: se ele não fizer a família voltar, sua permanência aqui depois dessa declaração será uma vergonha – para ele mesmo.

Valdivia é um talento indiscutível, e desequilibra partidas – quando quer. Recentemente, teve diagnosticada uma deficiência nas fibras musculares, o que faz com que não tenha condições físicas de suportar 100% da carga que o calendário brasileiro exige. Seu salário, no entanto, é de 100%, e não é baixo. Seu custo/benefício é altíssimo, e ele tem que provar toda semana que vale a pena. Se quer sair, o clube não deve se opor – deve zelar apenas por garantir que seus interesses sejam preservados.

Sendo assim, que Valdivia apresente a tal proposta que diz ter, e que cumpra o que diz o contrato. Se os valores determinados pelas cláusulas de rescisão são altos, que renegocie, mas que o faça de forma a não deteriorar nosso ambiente e com mais respeito pelo Palmeiras do que J30 demonstrou. Que sinalize o mais rápido possível que não quer mesmo ficar, para que o clube use os recursos que recentemente entraram nos cofres com a conquista da Copa do Brasil numa reposição à altura.

E se não for sair, que encerre já essa história, e não toque mais no assunto. Todos fingem que nada aconteceu, e tocamos a vida. O que não podemos admitir é que se inicie, mais uma vez, a mesma novela. Isso não pode acontecer de forma alguma.

E-mail: conrado@verdazzo.com.br

Palmeiras de Barueri 3×0 Náutico

22 de julho de 2012 por @parmerista  
Postado em: Jogos, Verdazzo

Há quem ache que é por causa do estádio. Não é. O Palmeiras jogou com muita confiança, teve um índice de passes certos impressionante; ainda teve pela frente um adversário fraco, e o resultado foi o esperado: uma vitória tranquila por 3 a 0, mesmo ainda com cinco titulares de fora. As únicas certezas que temos com relação a Barueri é que é muito difícil de chegar, de estacionar, e pior, muito difícil de entrar no estádio. Quem tentou comprar ingressos a partir das 15h30 ainda estava na fila às 16h30. Isso num jogo de míseros sete mil pagantes. Explica aí, diretoria.

Com bola rolando, foi um passeio. O Verdão deitou em cima do Náutico, desde o início do jogo. O primeiro gol saiu aos 19 minutos, mas antes disso já haviam sido criadas três ótimas chances: um chute de Mazinho da entrada da área, um gol anulado de Obina, impedido, e um chute cruzado de Valdivia, que Felipe M.D.A. mandou pra escanteio. Esse volume todo era fruto de muita inspiração técnica de todo o time, com passes precisos e compactação. Como um título faz bem!

Obina balançou as redes pela primeira vez em sua volta ao time depois de uma ótima jogada de João Vítor, que desceu pela direita e puxou para o meio; quando enxergou o buraco na zaga enfiou a bola com a força certa para Obina chegar nela e bater cruzado, forte: 1 a 0. Na sequência o Náutico teve seu único momento de pressão no jogo, em três escanteios cobrados por Lúcio que fizeram Bruno trabalhar bastante.

Mas aos 29 saiu o segundo, e foi um golaço. Henrique roubou a bola com uma categoria impressionante e tocou para Cicinho na direita; o lateral percebeu o deslocameno de Obina e enfiou em profundidade, aberto. Obina, como um ponta, com velocidade(!!!), foi em direção ao fundo, observou Mazinho fechando por trás do zagueiro e fez um cruzamento primoroso. Notem no vídeo a precisão, tanto de força como de direção. Messi Black não tinha como errar, a bola chegou na medida, com o goleiro batido: 2 a 0.

O massacre do Palmeiras continuou, e Valdivia, depois de roubar a bola de Araújo, tentou surpreender Felipe M.D.A. batendo por cima, colocado, mas o goleiro conseguiu espalmar. Ainda houve uma pequena pressão nas bolas paradas, mas o primeiro tempo ficou mesmo nos 2 a 0, com absoluta tranquilidade.

Gallo mexeu no time no segundo tempo, tirando o Maldini do Agreste e colocando João Paulo, para segurar Cicinho; e Ramirez, mais pegador, entrou no lugar de Gustavo no meio, para intensificar a marcação sobre Valdivia. O Náutico ameaçou equilibrar as ações, mas levou o soco na ponta do queixo logo aos cinco minutos, com o gol de Marcio Gente Boa. A descrição do gol merece um parágrafo à parte.

Nosso camisa 8 roubou a bola muito bem, ainda no campo de defesa. Aí não tinha pra quem passar, e vinham dois marcadores do Náutico como Scanias lotados pra cima dele. Sua única alternativa foi sair em disparada, pra não apanhar. Quando ele viu, já tinha passado a linha do meio do campo, e ninguém chegava nele. Aí ele chegou perto da área e, como sempre, se livrou da bola, tocando para Obina e correndo para o lado, onde certamente não participaria mais da jogada. Ufa? Nada disso: Obina girou e bateu na trave, e a bola voltou desgraçadamente para o lugar onde Marcio Araújo havia se escondido. Quase foi possível ouvir ele gritar: F**DEU, O QUE EU FAÇO AGORA? Com o gol vazio, e a bola rolando fraquinha em sua direção, ele prendeu a respiração. O tempo parecia ter congelado. Ele virou o pé para o lado, e tocou de chapa, meio com o tornozelo. E funcionou, A BOLA FOI PRA REDE!!! Gol do Marcio Araújo!!!

O evento é tão raro que ele nem sabe como comemorar. Nunca ouvi tantos CHUPAS dos meus amigos num gol do Palmeiras. Sem dúvida alguma, uma situação bizarra. Mas divertida!

Com o placar definido, Felipão passou a administrar o jogo. Cicinho, amarelado, deu lugar a Artur, e Gallo perdeu a mudança que tinha feito para neutralizá-lo. O jogo do Palmeiras ficou mais pela esquerda, até a entrada de Betinho, no Obina, que saiu aplaudidíssimo. De fato, fez um partidaço.

Valdívia foi outro que desequilibrou, e quando a torcida tolamente passou a gritar olé no toque de bola do Verdão, o chileno começou a apanhar – e Felipão rapidamente colocou Daniel Carvalho em seu lugar, para prevenir mais uma possível lesão. Restou ao Náutico tentar o gol de honra na base do abafa, com chuveirinhos que nossa defesa rechaçou com tranquilidade. No fim, 3 a 0 ficou bom para o Náutico. Foi um banho de bola do Verdão.

Já era possível ver esse espírito no time desde o jogo contra o SPFC. A expulsão de Henrique e os outros desfalques fizeram que o time não rendesse o que podia tanto no clássico quanto no jogo seguinte, em Curitiba. Mas hoje, com apenas metade dos titulares de volta, já foi possível ver um time extremamente seguro, confirmando a tese lançada na época das nuvens negras: tínhamos bons jogadores, que se fossem para outros times, jogariam bem – e de forma análoga, se colocassem os onze do Barcelona com nossa camisa, ficaria em décimo no Brasileirão. O problema era estrutural, e seria necessária uma ruptura para que isso fosse revertido. O título da Copa do Brasil, que veio de forma bastante improvável, na raça, constituiu esse ponto de inflexão. Agora, até o Marcio Araújo faz gol.

A fase nos faz pensar com muita seriedade na Sulamericana – e por que não? – no próprio Brasileiro. São dezoito quilométricos pontos. O time precisa enfileirar uma grande sequência, e fechar o turno com pelo menos 28 pontos – para isso, precisa fazer 18 dos 24 que estarão em jogo. Se chegar a essa meta, vai correr atrás de fazer entre 37 e 40 no segundo, o que também não é fácil, mas necessário para descontar a quantidade enorme de pontos perdidos no início. Ainda dá, e com o time nesse nível de confiança, não custa nada acreditar.

Atuações:

Bruno: muita segurança em todo o jogo, e ainda pegou uma bola excelente junto à trave, num escanteio. 9
Cicinho: aproveitou bem o espaço que lhe deram no primeiro tempo. A jogada do segundo gol teve sua participação fundamental. Mas ainda errou mais que a média. 7,5
Wellington: parece estar aproveitando bem a maré. É assim que o clube poupa contratações inúteis. Vamos torcer para continuar nessa pegada. 8
Leandro Amaro: com um menino da base ao lado, saiu-se mais uma vez muito bem como o xerifão da zaga. Confiança, já disseram uma vez, é tudo. 8
Juninho: teve bem mais trabalho com Alessandro do que Cicinho com Lúcio. Mas mesmo assim o colocou no bolso. 8
Henrique: houve quem dissesse que parecia o Cesar Sampaio. A comparação é pura empolgação. Mas mostra o quanto jogou, com uma categoria impressionante. 9,5
Marcio Araújo: a descrição do gol foi uma brincadeira. Jogou bem acima de sua média, como todo o time. Criou a jogada do terceiro, foi agraciado com um rebote e meteu pra dentro. 9
João Vítor: a jogada do primeiro gol lembrou outro volante histórico, que tem um xará no time atual. Impressionante. 8
Valdivia: grande partida. Comandou o time, irritou o adversário, um autêntico 10. Só não precisa ficar com nhénhénhé na entrevista. Se for sair, que seja logo. Não aguentamos mais uma novela. 9
Mazinho: não chegou fazer nenhuma jogada espetacular – e nem precisa. Mas jogou com muita consistência e eficiência. 8
Obina: Um gol, uma assistência, e um chute na trave que o rebote deu em gol. Não tem como não levar um DEZ.
Artur: não subiu tanto quanto o Cicinho, mas mesmo assim teve uma chance de ir às redes numa jogada de escanteio. Quase. 7
Betinho: quando entrou o time já tinha baixado a temperatura, mas ele mesmo assim, fez muito bem sua parte. Que fase! 7
Daniel Carvalho: entrou a dez minutos do fim, e aí o time só queria tocar a bola. S/N
Felipão: armou o time sem nenhuma grande sacada; e foi ajudado pela jornada brilhante de todos os jogadores. Quando os boleiros rendem assim, fica fácil. 7




 

E-mail: conrado@verdazzo.com.br

Escândalo

22 de julho de 2012 por @parmerista  
Postado em: Humor, Verdazzo

Fernando Alonso venceu o GP da Alemanha de F1, pilotando uma Ferrari. O time de Maranello, todos sabem, é patrocinado pelo banco Santander, que também patrocinou o GP.

A torcida do Coritiba não se conforma com mais esse escândalo.

E-mail: conrado@verdazzo.com.br

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