Verdazzo!

Nova camisa 2012-2013

17 de maio de 2012 por @parmerista  
Postado em: Verdazzo

Vejam abaixo imagens da nova coleção 2012-2013 da adidas para o Palmeiras. Ainda não vimos a segunda nem a terceira camisas.

Os detalhes da camisa 1 são prateados. O verde voltou a ser o mesmo das coleções anteriores a 2008, e o peito tem um desenho com detalhes no tom escuro das últimas coleções. Não há espaço para o patrocinador na manga ser horizontal, o que significa que o infame laranja da BMG continuará imundiciando a camisa na vertical, na frente e atrás. O brasão do clube permanece o mesmo, do mesmo tamanho, sem a atualização determinada no Manual de Identidade Visual.

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O que está pior?

17 de maio de 2012 por @parmerista  
Postado em: Humor, Verdazzo

O cabelinho é problema dele. Mas o futebolzinho, precisa melhorar hein…

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Atlético-PR 2×2 Palmeiras

17 de maio de 2012 por @parmerista  
Postado em: Arbitragem, Jogos, Verdazzo

Num jogo com dois tempos bem distintos, o Palmeiras conseguiu um bom empate no Durival de Britto e já começará o jogo da volta classificado, em Barueri, na próxima semana. Mesmo estando atrás no placar duas vezes e sendo escandalosamente operado pela arbitragem, o time manteve os nervos no lugar e controlou a partida, principalmente no segundo tempo, e na parte final do jogo esteve mais perto de vencer do que o time da casa.

O primeiro tempo foi caracterizado por um imenso latifúndio improdutivo no meio do campo. O Atlético, com três atacantes, ofereceu o espaço, mas o Palmeiras não aproveitou. Assim, a bola corria de um campo a outro com muita rapidez, os dois times chegavam à frente da área do adversário com facilidade. Com mais opções ofensivas, as chances do Atlético eram mais agudas. Enquanto Valdivia, Barcos e Mazinho tentavam envolver a defesa paranaense na base do toque, do outro lado os três atacantes do Atlético buscavam as jogadas de velocidade sobre nossos laterais.

O aspecto emocional era um fator chave na partida, e o Palmeiras não conseguiu segurar o ímpeto inicial do time da casa. Em falta pela direita, Ligüera cobrou no segundo pau. João Vítor perdeu a disputa com Renan Foguinho, que cabeceou para o meio, enquanto Bruno foi atrás de uma bola que não era dele. Barcos marcou a bola e deixou Bruno Mineiro com liberdade para conseguir a movimentação para fazer o cabeceio para o gol vazio. Logo depois, o único lance em que os paranaenses podem ensaiar reclamar do juiz: Ligüera invadiu pela esquerda e tentou cruzar, Mauricio Ramos fechou e a bola bateu no abdôme do zagueiro e depois em seu braço. O lance era interpretativo. O juiz não deve ter visto, porque se visse, interpretaria pênalti, claro.

Três minutos depois, o Palmeiras empatou, exatamente da forma que vinha tentando até então: bola de Valdivia para Barcos na área; no meio de dois zagueiros ele dominou, tirou o marcador mais próximo e deslocou o goleiro, batendo firme para o gol. Só que nem deu tempo de respirar e no lance seguinte Guerrón recebeu nas costas de Juninho, em escandaloso impedimento, entrou em diagonal e chutou cruzado; Bruno defendeu parcialmente e Edigar Junio colocou o Atlético novamente na frente. E ainda eram 22 minutos.

O jogo seguia aberto. Aos 26, falta para Marcos Assunção bater da intermediária. A cobrança saiu perfeita e tinha o endereço , mas um jogador da barreira do Atlético cortou acintosamente com a mão – o pilantra mandou seguir. Três minutos depois, nova falta, Kid mandou na gaveta mas Rodolfo foi buscar. Aos 34, troca de passes entre Valdivia e Barcos, o argentino conseguiu a finalização mas desta vez Rodolfo defendeu. O Atlético respondeu e quase ampliou, mais uma vez com Ligüera, que invadiu a área sozinho após corta-luz de Bruno Mineiro; lento, o meia gringo acabou desarmado por um incrivelmente preciso carrinho por trás de Mauricio Ramos. O Verdão ainda teve mais duas chances: com João Vítor, que bateu de dentro da área e Rodolfo defendeu, e em outra falta de Assunção, que explodiu no travessão. E assim acabou o agitado primeiro tempo.

Felipão corrigiu bem o posicionamento do time para o segundo tempo, e conquistou o meio-campo. O Atlético aceitou jogar pelo contra-ataque após ter conquistado a vantagem, e a posse de bola daí para a frente foi totalmente do Palmeiras. Logo aos cinco, Barcos tabelou com Mazinho e fuzilou, a bola desviou na zaga e foi no travessão. Aos sete, Juan Carrasco resolveu dividir uma bola com Valdivia fora do campo e  foi excluído do jogo. Em seguida, Barcos levou o terceiro amarelo numa disputa de bola e assim ficou de fora do jogo da volta.

Scolari então mandou Luan e Maikon Leite para o jogo, nos lugares de Cicinho e Mazinho. João Vítor foi pra direita, e o Palmeiras ficou no 4-3-3, aproveitando que o Atlético não queria mesmo saber de ocupar o meio-campo – ainda mais sem o técnico nem o preparador físico no banco para orientarem o time. E a mexida deu resultado rapidamente: tabela de Maikon Leite com Barcos, o ponteiro recebeu pela direita, cortou para o meio e mandou um foguete, de esquerda, na gaveta de Rodolfo, empatando novamente o jogo.

Logo na sequência, Guerrón deitou em cima de Juninho, invadiu a área e bateu cruzado, a bola saiu por muito pouco. Seria um castigo, depois de tanto martelar e achar o empate, o Palmeiras levar o terceiro imediatamente depois – sem falar no estrago psicológico. Do jeito que as coisas andam, era capaz de sair mais uns 3 gols do Atlético e o jogo acabar 6 a 2…

A defesa do Verdão, àquela altura, finalmente tinha tomado conta dos cansados atacantes do Atlético, e aí só deu Palmeiras. Com Maikon Leite inspirado, Rodolfo teve muito trabalho. Mas na jogada mais importante, Luan recebeu lançamento livre, conduziu até a área em velocidade, cheio de saúde, armou o canhão e… soltou um peido, frouxo, a bola demorou um dia e meio até chegar mansinha nas mãos de Rodolfo. O lance foi tão ridículo que os minutos que se seguiram foram apenas burocráticos, e o placar de 2 a 2 seguiu até o fim.

O juizão deixou de dar ainda dois pênaltis claros para o Palmeiras, sobre Cicinho e João Vítor. Considerando esses lances mais o gol irregular do Atlético, e o jogo poderia ter sido 4 a 1 para o Palmeiras, e fim de papo nas quartas-de-finais. A diretoria do Palmeiras tem a OBRIGAÇÃO de levar esses lances para a CBF antes do sorteio que definirá o árbitro do segundo confronto, e fazer um escarcéu. De qualquer forma, o resultado foi bom. Não foi ótimo porque qualquer vitória do Atlético o classifica, e isso não está descartado, mas empatar em 2 a 2 fora de casa com esse regulamento é bem interessante. No final de semana acontece a estreia no Brasileirão no Pacaembu, contra a Portuguesa, mas a cabeça, claro, deve estar toda no jogo da volta, que acontece na aprazível Barueri, dia 23. Estamos a cinco jogos do caneco.

Atuações:

Bruno: falhou no primeiro gol, mas compensou depois com duas boas defesas. 7,5
Cicinho: teve vida fácil, já que Bruno Mineiro, que estava em seu setor, não é ponta. E que cabelinho ridículo, minha nossa! 6
Mauricio Ramos: já se destacou antes do jogo, tamanha a pilha que aparentava. Com a bola rolando, tirou tudo e mais um pouco. Saiu por absoluta exaustão. Partidaça. 9,5
Leandro Amaro: envolvido em vários lances do ataque do Atlético, principalmente no primeiro tempo. 5,5
Juninho: perdido, não sabia se ia ou se ficava, e não fez nada bem. 5
Marcio Araújo: fez um primeiro tempo tétrico, um cone teria feito melhor. Acertou o posicionamento no segundo tempo, e ajudou a ocupar o meio-campo. 5
Marcos Assunção: também estava perdido no primeiro tempo, mas compensava com as bolas paradas, venenosíssimas. Pena que não entraram. 6,5
João Vítor: muito aberto pela direita, não encostava em Valdivia e não cobria as subidas do Cicinho. 5
Valdivia: outra boa partida do Mago, que deve ser poupado do jogo domingo. Agora que está na fase boa, não pode machucar de novo de jeito nenhum. 8,5
Mazinho: o campo pesado não ajudou muito seu estilo. Mesmo assim, incomodou a defesa do Atlético. 6,5
Barcos: boa, Pirata! depois de um bom tempo, conseguiu encaixar uma bela partida, com tabelas, finalizações, assistência e gol. 9,5
Luan: o lance ridículo no fim do jogo conta, claro, Mas até que ele não jogou mal, e exerceu a tal da importância tática com correção. 6,5
Maikon Leite: vai se firmando como algo que eu jurava que não existia: "jogador de segundo tempo". Pois é. De novo, entrou e mudou o jogo. E que golaço! 8,5
Román: entrou no Maurício Ramos, num momento em que o Atlético já não dava mais trabalho. 6
Felipão: armou o time um pouco atrás demais no primeiro tempo, mas aproveitou a ausência de adversários no banco no segundo e esmagou o Atlético. Ganha muitos pontos quando o substituto que acaba que entrar em campo mete gol. 8,5



 

E-mail: conrado@verdazzo.com.br

Pré-jogo: Atlético-PR x Palmeiras

16 de maio de 2012 por @parmerista  
Postado em: Jogos, Verdazzo

Agora a parada ficou séria. Nesta quarta, começa o funil da Copa do Brasil, e o Palmeiras encara o Atlético em Curitiba, às 19h30, pelas quartas-de-finais. O Verdão está a seis jogos do título, que além da vaga para a Libertadores, da paz no ambiente, e do refresco financeiro, vai dar alento à torcida que já está perdendo completamente a paciência. Precisamos deste título de qualquer jeito.

Felipão terá quase o time todo à disposição – apenas Henrique, suspenso, e Thiago Heleno, ainda em fase de condicionamento físico após cirurgia, desfalcam o time – e aí é que mora o perigo, já que sem a zaga titular, vamos para o jogo com dois escolhidos entre Mauricio Ramos, Román e Leandro Amaro. Como diria o mala-mor, vai ser teste pra cardíaco, amigo!

Por outro lado, Scolari conta com a boa fase de Mazinho, com Valdivia motivado e com o clima de guerra que ele mesmo está se encarregando de instalar entre os jogadores – à la Felipão. Só esperamos que essa pilha não passe do ponto e renda alguma expulsão, como a história recente nos lembra. Pelo menos não teremos PCO no apito – o ladrão da noite será Paulo Bezerra, de Santa Catarina. O time que deve ir a campo é Bruno; Cicinho, Mauricio Ramos, Leandro Amaro (Román) e Juninho; Marcio Araújo, Marcos Assunção, João Vítor e Valdivia; Mazinho e Barcos.

O Atlético vem de uma derrota por pênaltis na final do paranaense, sofrida. O vilão foi justamente quem vinha trazendo o time nas costas, o equatoriano Guerrón, artilheiro atleticano na temporada. Sinceramente, não dá para ter medo de “Guerrón”, que já mostrou ser apenas um jogador mediano. Seus gols no campeonato paranaense e nas fases preliminares da Copa do Brasil não o credenciam a nada – apenas a atenção que se deve ter com todo atacante adversário. O técnico Juan Carrasco faz mistério na escalação. O lateral esquerdo Héracles é dúvida, e pode ser substituído por Zezinho ou Paulo Otávio. Na direita, Gabriel Marques também não é certeza, e a opção será Cléberson. No meio, Paulo Baier e Alan Bahia, além do próprio Zezinho, disputam uma posição ao lado de Ligüera e Deivid. Assim, o provável time é Rodolfo; Cleberson (Gabriel Marques), Manoel, Renan Foguinho e Héracles (Paulo Otávio ou Zezinho); Deivid, Paulo Baier (Alan Bahia ou Zezinho) e Ligüera; Guerrón, Edigar Junio e Bruno Mineiro. É Edigar Junio mesmo, não foi erro de digitação.

O mais importante nesta partida, que será realizada no Durival de Britto – mesmo palco em que estivemos há três semanas, parece ser controlar o psicológico, tanto nosso quanto deles. A ferida da perda da final ainda não deve ter fechado, e sair na frente, além do gol fora de casa em si, será um golpe duro no adversário. O gol fora de casa é importante e o Palmeiras não poderá ir pensando em segurar o empate. Com um gol de frente, aí sim será possível armar o contra-ataque e partir para aumentar a vantagem. Mas se ficar só controlando o jogo esperando um erro do Atlético, esse erro pode não vir, e decidir em Barueri sem gols marcados fora vai ser complicadíssimo. Temos que ir pra cima!

Tudo vai depender de como os times se encaixarão no início do jogo, e de como a torcida local, fora de seu habitat, vai empurrar o time. Caso o Palmeiras se imponha desde o início, creio numa boa vitória, por 3 a 1. Mas se o Atlético fizer valer o fator casa e intimidar o Palmeiras, temo pelo pior – daí a preocupação de Felipão em pilhar o time. Sair na frente no placar será fundamental para os dois times. Vamo Verdão !!!

E-mail: conrado@verdazzo.com.br

Juquinha

15 de maio de 2012 por @parmerista  
Postado em: Verdazzo

A entrevista de Felipão em Barueri, após a partida contra o Paraná, continua cheia de pontas soltas. Setores da imprensa atribuíram o ataque de fúria do treinador ao fato da contratação de Betinho estar à época travada (diga-se, a mesma imprensa que promove campanha sistemática contra o treinador, motivada por vinganças pessoais contra ele e seu assessor particular, Acaz Fellegger). Havia discordância entre a própria diretoria do clube entre trazer ou não o jogador. Venceu a ala que quis porque quis trazê-lo.

Ano passado aconteceu um caso de um jogador obscuro imposto pela diretoria: o lateral direito Paulo Henrique. Atleta com números desprezíveis na carreira, sem qualquer destaque por onde passou, foi empurrado goela abaixo do treinador. Restou a Felipão ignorá-lo. Mal era relacionado. O treinador muitas vezes optou por improvisar Marcio Araújo ou João Vítor.

Voltando à entrevista de Felipão:

“Como técnico, passo seis nomes para contratar dois. Quem pega telefone é Sampaio, Frizzo. Na reunião de dois, três dias atrás, os nomes estavam lá. Foi dito que não tem dinheiro. Não tem, tudo bem. Estou contente com meu grupo. Só quero ter alternativa. Se não tem dinheiro, vão pescar algo, vão atrás. Depois, não venham passar para a torcida que eu contratei Juquinha. Tem de assumir essa merda!”

Felipão pediu Borges, trouxeram Betinho. Não é Juquinha, mas é Betinho. Então não parece que a revolta tenha acontecido porque parte da diretoria não queria a contratação de Betinho. Parece exatamente o oposto. Parece.

O “reforço” chega por três meses, ganhando R$15 mil por mês. Mas o que realmente espanta, é a frase do presidente de direito do clube a respeito da negociação:

“Ele veio, foi oferecido, não sei nem quem indicou, mas acabou aprovado pela comissão técnica e temos de apostar”
 
 

Nosso presidente se resigna. Fala entre os dentes. Parece conformado em fazer do Palmeiras um time coadjuvante, cheio de Juquinhas, e tira o corpo fora dizendo que a comissão técnica o aprovou – mesmo com Felipão dizendo que tem que assumir essa merda. Pior: Tirone justifica a contratação pífia com a falta de dinheiro, como se a falta de dinheiro não fosse resultado da absoluta incompetência dele e de sua equipe. E mesmo reclamando que está liso, prefere rasgar R$45 mil mais encargos e comissões num Juquinha a prestigiar a base.

Betinho não tem números expressivos. Não teve atuações expressivas. Não tem nada que justifique tamanha queda de braço, tamanha celeuma. Betinho não é aposta, é um bilhete da mega-sena. A chance de dar certo é ínfima.

Se foi realmente empurrado, Felipão provavelmente fará como fez com Paulo Henrique, e rarissimamente vai escalá-lo ou relacioná-lo, a não ser em casos extremos. Descobriremos quem pediu o jogador conforme o número de vezes que aparecer nas listas. E seja quem for o responsável, resta saber por que raios foram buscar um tão pouco credenciado jogador no São Caetano.

Aliás, sua apresentação, marcada para ontem à tarde, foi adiada para sexta. Será que melou?

E-mail: conrado@verdazzo.com.br

A cara da série B

14 de maio de 2012 por @parmerista  
Postado em: Política, Verdazzo

O palmeirense mais atento ao Twitter deparou ontem ao final da noite com um vídeo caseiro produzido pelo diretor jurídico do clube, Piraci de Oliveira. Nele, Piraci faz aos associados do clube uma proposta sedutora. Na teoria, magnífica, linda.

Na peça, de cerca de quatro minutos, Piraci desfia todas as soluções para o Palmeiras. E de fato, os problemas crônicos do clube tendem a acabar com uma ampla reforma estatutária, que vislumbre, entre outras coisas, eleições diretas. Na proposta de Piraci, seria montada uma comissão de trinta palmeirenses que discutiriam todos os pontos dessa reforma, e em seguida esses pontos seriam levados a um escritório de advocacia para que profissionais fizessem a redação do que seria o novo documento magno do Palmeiras. De fato, sensacional.

É uma pena, porque Piraci não está querendo fazer coisa alguma do que diz. Este passo visa apenas prolongar o engavetamento da proposta atual e principalmente a auto-promoção. Em 2015, parece irreversível, as eleições serão diretas, via Justiça. Ao orquestrar um movimento paralelo ao já existente, ele o esfria, controla a velocidade do seu, o conduz ao fracasso e posa como um grande líder revolucionário palmeirense – ideal para seu plano de chegar à presidência do clube em 2015.

Opor-se à ideia parece antipático, e ele aposta nisso para que sua proposta não seja desmascarada e assim ganhe adeptos – e ele, a desejada popularidade e o tempo para protelar a proposta que está na gaveta de Vergamini há mais de um ano. Em março de 2011 uma proposta assinada por 81 conselheiros chegou ao Presidente do Conselho, que a mantém trancafiada em sua gaveta, por determinação de Piraci. É essa proposta que tem que ser votada, já que cumpre todas as exigências estatutárias.

Piraci não é um democrata, como quer fazer parecer. Para ele, só a proposta dele serve. Alega que a que mandou Vergamini engavetar não tem um bom texto. Ora, isso quem decide é o voto, dos conselheiros e da Assembleia Geral. Mas para Piraci, algo só pode “correr o risco” de ser promulgado se ele tiver aprovado antes.

Piraci é o cérebro da atual gestão. Tirone não faz nada sem pedir sua autorização. Tudo o que se vê hoje no Palmeiras é resultado da forma com que ele enxerga a administração de um clube. A administração Tirone é uma projeção fiel do que será uma eventual gestão Piraci: amadora, para sintetizar numa só palavra.

Piraci lutou bravamente para que o projeto da Nova Arena não vingasse. Foi ele quem orientou Tirone a segurar a assinatura do Ret-Rat, no início do ano passado (ainda está fresco em nossa memória o movimento “Assina,Tirone“). Quem levou paulada da opinião pública foi o presidente, e Piraci, o mentor, não sofreu nenhum desgaste.

Piraci, em 2003, foi o arquiteto da lista negra que impediu vários palmeirenses de se tornarem sócios do clube por se manifestarem contra a administração Mustafá em foruns de internet e outros sites. Piraci é o legítimo sucessor de Mustafá na politica do clube.

A única maneira dessa proposta feita em vídeo ter alguma chance de ser levada a sério é autorizando Vergamini a desengavetar imediatamente a proposta das Diretas, cumprir o estatuto atual e convocar uma sessão extraordinária, para posterior ratificação (ou não) pela Assembleia Geral. Se Piraci realmente quiser o bem do clube, ele topa essa condição e teremos em 2013 as diretas para presidente, e o caminho continuará livre para outras reformas no estatuto que se fizerem necessárias.

Piraci, se quiser continuar nessa brincadeira com alguma dignidade, precisa libera o Vergamini para desengavetar a proposta, legítima, que ele mantém trancada. E por favor, tirar a jaqueta usada pela Comissão Técnica na Série B para se dirigir à torcida do Palmeiras, porque parece até provocação.

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Em 1976, Jorge Mendonça começava a se destacar pelo Palmeiras

13 de maio de 2012 por @parmerista  
Postado em: História, Verdazzo

Por Thell de Castro*

Na semana passada, trouxemos um perfil de Edu Manga, craque que se destacou no Palmeiras dos anos 1980, mas não conquistou títulos com a camisa do time. Hoje vamos falar de outro grande craque, Jorge Mendonça, que foi faturou o Campeonato Paulista de 1976 e só não fez chover em grandes jogos com a camisa do Palmeiras, onde ficou até 1980.

A revista Placar, então semanal, de 10 de setembro de 1976, trazia em sua capa uma foto de Jorge Mendonça comemorando um gol e o título: “O Verdão pede mais gol”.

Vamos relembrar boa parte da reportagem de José Maria de Aquino:

É o Jorginho sensação

Para Dudu, muito preocupado com o todo, com o conjunto, tentando a todo custo evitar o estrelismo no time, manhoso, tarimbado, macaco velho, conhecer profundo dessa gangorra que às vezes coloca o jogador lá nas alturas e que no dia seguinte pode afundá-lo completamente, para o velhinho ranzinza, até poucos dias seu companheiro de time, agora seu técnico, sempre aconselhando todos eles a falarem pouco e a jogadores muito, Jorge Mendonça é um jogdaor de futuro.

- Se ele continuar sendo obediente, humilde, cuidadoso como é. E se continuar treinando sério, querendo aprender todos os truques e todos os segredos da profissão, melhorando os chutes e a pontaria, subindo mais, cabeceando melhor, não se descuidando das orientações que recebe nos vestiários, gravando definitivamente que a função exercida pelo terceiro homem é uma das mais penosas e difíceis, se Jorge Mendonça continuar assim e conseguir essas coisas, acho que ele vai se tornar um bom jogador de futebol. Um grande jogador.

O BOM MENSAGEIRO

Exagero. Excesso de cuidado. Preocupação profunda de quem ainda é um pouco jogador, muito amigo, tudo isso misturado com a dedicação natural de um técnico e com o cuidado de um espírita, presidente do sindicato dos jogadores.

Para o goleiro Leão, ele é o tipo do atacante que quer ver sempre do seu lado, fazendo gols para seu time.

- Ele é do tipo traiçoeiro. Desses que a gente não percebe correndo, entrando pelo lado, longe de onde a jogada está sendo desenvolvida. Ele é do tipo que pisa macio, um tipo muito perigoso.

Para o centroavante Toninho, sem ciúme pelos gols que Jorge Mendonça vem fazendo – dez no último Campeonato, quarto colocado, atrás de Sócrates (15), Iaúca (14) e Enéias (13), sem jogar todas as partidas – ele é o próprio mensageiro da tranquilidade.

- É bom. É muito bom de bola. A gente não precisa olhar para o outro lado porque ele sempre está entrando, fazendo a minha sombra, preocupando ainda mais a defesa, aproveitando os centros que eu não consigo alcançar, ou ajeitando a bola. Durante algum tempo, aqui no Palmeiras, eu senti a falta de um companheiro mais presente, que não deixasse eu me sentir tão isolado, muito sozinho. Com ele do lado, a carga fica muito mais leve.

Ademir da Guia, amigo e identificado com Dudu, responde qualquer pergunta sobre Jorge Mendonça com um sorriso de tranquilidade. Fala das passadas largas que ele desenvolve pela direita, lembra de maneira simples e escondida que tem de correr e de entrar por qualquer dos lados e de entrar por qualquer dos lados e, por achar desnecessário, não faz comparações com seu antigo companheiro, Leivinha.

- Gosto muito do jeito dele jogar. Acho que já está quase no ponto, quase que totalmente entrosado com o time, e que poderá render ainda mais.

Para alguns torcedores, o grupinho mais fanático, frequentador de treinos, pedidos de autógrafos e criador de apelidos, ele já é o máximo. Pula tão bem quanto Leivinha, vai fazer muitos gols de cabeça, não pode ficar fora das próximas seleções, foi um dos maiores negócios que o Palmeiras já fez, é isso e é aquilo.

- Ele é ótimo e já devia estar no time há muito mais tempo. Só Dino não soube ver isso. Ele é legal. Ri e brinca com todo mundo. No Campeonato Brasileiro nós vamos chamá-lo só de Jorginho Sensação.

Para o próprio Jorge Mendonça, 23 anos (6-6-1954), 1,77 metro, 83 quilos, ponta-de-lança goleador, sorriso franco, olhar um pouco desconfiado, é apenas um principante querendo continuar no time, tentando ser definitivamente titular.

- Por enquanto, tudo vai indo bastante bem, mas não posso bobear. Eu ainda nem sou um titular absoluto. Sinto que vou bem. Sei que ainda preciso e posso melhorar, mas não vou entrar nessa de a camisa é minha e o boi não lamber. Erb está aí mesmo, esperando uma outra chance. Tem outros jogadores brigando por uma vaga no time e eu sei que Dudu não é de dar moleza a ninguém. Da mesma maneira que ele me deu uma chance e acreditou em mim, ele é capaz de me barrar, colocando outro que esteja melhor. Nada disso. Gramei um pouco no início, senti alguns problemas, perdi um pouco a confiança, esperei, recuperei e agora quero me firmar no time.

Mais uma qualidade e mais uma razão para continuar no time dirigido por Dudu. Jorge Mendonça cada dia mais está monstrando que não só tem assimilado as orientações do técnico Dudu como tem escutado e seguido os conselhos e os desejos do amigo Dudu.

- É, eu o escuto mesmo. Todo mundo diz que, se conselho fosse bom, seria vendido e não dado, mas eu ainda penso um pouquinho diferente. Não custa nada a gente ouvir o que os mais velhos e mais experientes têm a dizer. O que a gente deve fazer é seguir o que é bom, o que vale a pena, e jogar fora o que não presta. Sempre se aproveita alguma coisa, e o que vem do Dudu a gente aproveita quase tudo. Ele diz para a gente não falar muito, não ficar mascarado, não dar entrevistas a toda hora, mas eu não sou caladão assim só por esses motivos, só pelo que ele falou. Eu já era meio trancado antes mesmo de vir pra cá. Longe da imprensa, só no meio da turma, sou bem mais descontraído. Pego no pé de todo mundo.

SIMPLES E ALEGRE

E pega mesmo. Brinca muito com Alexandre, um dos administradores do clube, sempre usando o telefone de sua sala, falando e escutando os conselhos do pai, Niltro Mendonça, ainda em Silva Jardim, cidadezinha do Estado do Rio de Janeiro, onde passou sua infância e onde foi descoberto por Eusébio de Andrade, ex-presidente do Bangu. Fala constantemente com seu padrinho de casamento, no Recife, escutando mais conselhos e pedindo para que mesmo lá de longe ele dê uns puxões de orelha no amigo Vasconcelos, um pouco impaciente e desanimado com a reserva. Atende os torcedores, promete um presente para Diva, uma antiga torcedora, muito ligada aos jogadores, chama o ex-juvenil Gilvã para almoçar em sua casa. Mudou-se com mulher e filho para uma casa em Pirituba, longe do luxo da cidade, de alguns bairros procurados por outros companheiros, não fuma, não gosta de beber e no joguinho de baralho, na concentração, quase sempre ganha de todo mundo.

- Estou mais preocupado em guardar um bom dinheiro, comprar algumas propriedades (já comprei um apartamento em Niterói), em cuidar do físico para poder jogar mais uns doze anos, e depois voltar para Silva Jardim. Lá é que a vidinha é boa e tranquila. A pracinha, as mangueiras, o apito do trem, o Dinho, o Tomate, o Batata, a Pafumo, o Carlão, o Ferrugem, a turma dos tempos de pelada, que vivia pegando coco verde na roça, é disso que eu sinto saudade.

(…)

E as coisas começaram a ir bem para Jorge Mendonça quando o Palmeiras trocou Dino Sani por Dudu. Jorge não consegue, ou finge não conseguir, lembrar-se de muitos detalhes – datas, casos, fatos – relacionados com sua vida, mas esse ele não esquece. Não esquece e chega a deixar um pouco de lado os conselhos de Dudu, quando fala dele.

- Foi contra o Guarani, no primeiro turno. No tempo de Dino, eu já tinha entrado algumas vezes no time, mas nunca me sentia bem, solto, confiante. Nunca conseguia jogar os 90 minutos nem dois ou três jogos seguidos. Era sempre na base do quebra-galho, para tentar virar um jogo praticamente perdido, ou era na base do favor, pegando um jogo decidido apenas para ganhar bicho integral. E eu não gosto de nada disso. Nenhum jogador deve gostar ser escalado no meio do jogo para fazer os gols que o outro não fez, nem deve aceitar ser escalado de favor ou por proteção.

Com a simples troca de técnicos, sem que por isso o time mudasse radicalmente sua maneira de jogar, as coisas passaram a correr bem para os lados de Jorge Mendonça. O time estava concentrado, Jorge conversava tranquilamente com Samuel, seu companheiro de quarto, e Dudu não gastou mais que 2 minutos para lhe dar o aviso que estava esperando.

- Prepare-se. Você amanhã vai entrar jogando e eu não pretendo sacá-lo do time antes do final. Só se você pedir ou só se você não conseguir mostrar o futebol que tem. E, se mostrar pelo menos a metade, vai continuar no time. Tchau.

(…)

Apenas gostou e ficou esperando a hora de o jogo começar. Foi no dia 9 de maio, não marcou nenhum gol no empate de 2 a 2 contra o Guarani, mas sentiu-se tranquilo e feliz. Jogou os 90 minutos e sabia que continuaria no time. À noite, depois do jogo, pegou a mulher e saiu para jantar num restaurante da cidade.

(…)

Fez dois gols contra o Botafogo (4 a 0), no domingo seguinte, e garantiu, ainda mais, sua condição de novo dono da camisa 8, que antes era de Leivinha. Fez mais outros, sempre ajudando o time a chegar ao título, fez o gol que decidiu tudo e que antecipou a conquista, contra o XV de Novembro de Piracicaba, quando as coisas já não pareciam tão fáceis e logo depois de ele perceber que o goleiro Doná estava saindo em falso nas bolas altas centradas para a área. E fez os dois gols (2 a 1) que derrotaram o SCCP no último jogo do Campeonato Paulista, quando tudo já estava decidido mas ainda se esperava pelo carimbo na faixa de campeão. Mais que dez gols que marcou e que o fizeram artilheiro do time no Campeonato, na frente de Toninho e de Ademir da Guia (sete gols cada), Jorge Mendonça fez gols importantes, decisivos e bonitos. Gols mais ou menos raros, depois que Pelé parou.

Na reportagem, pelo menos nessa época, Jorge Mendonça parecia estar com a cabeça no lugar. Mas em 1979, por exemplo, teve uma briga com o técnico Telê Santana e, no ano seguinte, deixou o Palmeiras. Jogou em outras equipes, teve grande fase no Guarani, mas nunca mais repetiu os bons tempos alviverdes.

Ainda na matéria, é citado que o jogador não bebia. Não podemos afirmar sobre aquela época, mas Jorge Mendonça teve problemas sérios de alcoolismo, além de dificuldades financeiras, contando com a ajuda de locutores e ex-jogadores.

Faleceu, devido a problemas cardíacos, aos 51 anos, em 17 de fevereiro de 2006.

Esse foi o perfil de Jorge Mendonça, mais um grande nome que vestiu a camisa da Sociedade Esportiva Palmeiras.

* Thell de Castro é jornalista e publica todas as semanas uma coluna contando algum trecho da História do Palmeiras.

Semana agitada

11 de maio de 2012 por @parmerista  
Postado em: Política, Verdazzo

Caros leitores, antes de mais nada gostaria de pedir perdão a vocês pelo pouco tempo que tenho podido dedicar ao site esta semana, que foi realmente bastante agitada. Tivemos assuntos importantes que não tive a chance de desenvolver com a profundidade que vocês estão acostumados. Por isso, apenas para abrir o tópico para que se discuta sobre os assuntos sem que fique com gosto de (muito) requentado, segue um breve apanhado do que aconteceu de mais importante esta semana. Sentem a ripa nos comments!

Reunião do Conselho Deliberativo

Na segunda-feira tivemos uma reunião onde foram tratadas três pautas – apenas duas delas relevantes: o sumiço de R$290 mil dos cofres do clube, e as supostas ofensas do conselheiro José Corona ao presidente do clube em programas de rádio.

O conselheiro José Corona, além de manter em plenário tudo o que disse na rádio, desqualificando de forma contundente a administração Tirone, conseguiu ser absolvido, sustentando o direito de qualquer associado criticar a administração da SEP.

Na pauta mais importante da noite, o Conselho rejeitou a proposta da comissão que analisou o caso do sumiço do dinheiro, que pedia punição aos envolvidos – os conselheiros Pedro Renzo, Antonio Carlos Corcione e  Francisco Busico. Ao contrário do que possa parecer, a punição na prática não significaria nada – eles ficariam proibidos de exercer qualquer função em nível de direção por alguns anos. Não correriam risco de serem expulsos nem mesmo de perder a cadeira no Conselho. Seria uma bela duma pizza.

A rejeição do parecer direcionou o caso para a formação de uma nova comissão e atrelou a resolução do caso à investigação que está em curso no âmbito criminal, já que as as versões do caso são extremamente contraditórias e algumas baseadas em documentos em que há até a suspeita que sejam adulterados ou falsos. A única certeza é que o dinheiro sumiu.

O presidente do conselho, José Angelo Vergamini, protagonizou a condução mais apatetada que se tem notícia na história recente do órgão. Absolutamente perdido, ridicularizado pelos colegas, deixou latente que não tem a menor condição de exercer a função. Um triste retrato do comando palmeirense.

Além de punição rigorosa aos culpados, que precisam ser identificados, é de se esperar que os casos em que o escritório do conselheiro Pedro Renzo defende o Palmeiras, caso realmente seja comprovada sua culpa, não sejam repassados a outros advogados membros do conselho ou da diretoria. O Palmeiras precisa recorrer a profissionais do mercado para satisfazer suas necessidades, e os mesmos não podem ter ligações políticas ou pessoais com qualquer membro das esferas de poder do clube. A isso dá-se o nome de transparência. Certo, diretoria?

Entrevista do Felipão

Nosso treinador continua no olho do furacão. Recebe dezenas de críticas, a maioria relacionadas a seus ganhos – burras e covardes, já que ninguém a não ser ele próprio e a diretoria sabem o quanto efetivamente saem dos cofres do clube e quanto está a cargo dos patrocinadores pessoais. As críticas que Felipão efetivamente merece poucos fazem, e estão diretamente relacionadas ao que ele faz no comando do time, nada mais. Se Felipão tem ingerência em qualquer outro aspecto que envolve o dia-a-dia do clube, é por omissão da diretoria.

As verdadeiras razões da entrevista de Felipão ainda permanecem obscuras. Os recados foram enviados, em código, para B1, B2 e o presidente Piraci. A tropa de choque já foi acionada, e uma enxurrada de matérias, sobretudo na Folha/UOL, bombardeiam o técnico, que enverga mas não quebra. Ou quebra?

O fato é que Felipão explodiu em hora errada, levando tensão para os jogadores num momento delicado. Em vez de capitalizar a boa vitória e motivar ainda mais o grupo para a sequência da Copa do Brasil, abriu mais uma rodada da péssima relação que foi construída com essa gestão, e isso é reponsabilidade dos dois. E quem perde, como sempre, os leitores já estão cansados de saber.

Copa do Brasil define os quadrifinalistas

Com a conclusão da rodada de volta das oitavas-de-finais, os confrontos das quartas foram definidos, inclusive os mandos, em sorteio ontem na sede da CBF. Os clubes à esquerda decidem em casa:

PALMEIRAS x Atlético-PR
Grêmio x Bahia
Goiás x SPFC
Coritiba x Vitória 

Quem será o campeão da Copa do Brasil?

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Apesar de tudo, chegamos no funil. E como um dos mais cotados ao título – ao lado apenas do Grêmio, o Verdão se mantém com campanha 100% na competição. O Atlético-PR é apenas um time da Série B, e não dá para negar o favoritismo. As semifinais, se der a lógica, devem ter confronto entre Palmeiras x Grêmio e SPFC x Coritiba. E daí para a frente, tudo pode acontecer, nenhum dos quatro times desgarra dos outros para cima ou para baixo. Méritos para o Coritiba, que mesmo com uma camisa inferior, conseguiu se equiparar aos outros três grandes.

Em futebol, sabemos, não há “lógica”, muito menos em confrontos mata-mata. Os quatro favoritos precisam ratificar a condição no campo, e o Palmeiras tem totais condições para tal. A se lamentar o desfalque de Henrique no jogo de Curitiba, mas a superioridade do elenco deve ser imposta. São apenas seis jogos para um título que vai ser extremamente importante para o futuro próximo do clube, tanto no aspecto financeiro, como no estratégico – além do mais importante de tudo: dar alegria à imensa e sofrida torcida.

E-mail: conrado@verdazzo.com.br

Vinte anos depois…

10 de maio de 2012 por @parmerista  
Postado em: Humor, Verdazzo

Vamos deixar claro: o Mazinho que aqui chegou em 1992 era um cracaço, e o atual só fez dois jogos. De forma alguma trata-se de uma comparação do futebol jogado pelos dois.

Mas que começou bem, isso começou…

*sim, o velho Mazinho tinha a língua pguesa…

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Palmeiras de Barueri 4×0 Paraná

10 de maio de 2012 por @parmerista  
Postado em: Jogos, Verdazzo

O Verdão não deu chance para o azar, venceu o Paraná por 4 a 0 em Barueri, e classificou-se para as quartas-de-finais da Copa do Brasil, quando enfrentará o Atlético-PR, que venceu mais uma vez o Cruzeiro e garantiu sua vaga. O jogo acontecerá na próxima quarta-feira e o sorteio para definir a ordem dos mandos será amanhã na sede da CBF.

Mesmo num palco bizarro, a torcida do Palmeiras compareceu em bom número – quase onze mil pessoas – e fez seu papel, apoiando o tempo todo. É verdade que o time ajudou, tomando conta do jogo a partir dos cinco minutos, e abrindo o placar com 25. Ao superar a pressão de abrir o placar, tudo ficou mais calmo e, sem pressão, contra um adversário realmente muito fraco, o resultado veio naturalmente.

Felipão manteve Mazinho no lugar de Maikon Leite no ataque. E foi o reforço vindo do Oeste que acabou com o jogo. Caindo pela esquerda, em cima do ignóbil Paulo Henrique, era o responsável pelas jogadas mais agudas do time, já que Barcos parece estar com o futebol afundando: lento, pouco participativo, escondido no meio dos zagueiros adversários. Mas com a marcação em cima da saída de bola do Paraná, e com Valdivia aceso, as jogadas com Mazinho saíam com facilidade, embora um tanto afuniladas.

A chance do Paraná era uma bola parada ou encaixar um contra-ataque. E aos nove minutos Douglas, cria da base dos gambás, aproveitou uma falha na cobertura pelo lado direito e ficou livre na frente de Bruno, mas bateu cruzado, torto, perdendo a chance de um gol que poderia mudar radicalmente a história do confronto.

Mas o Verdão era dono absoluto do jogo. Controlando o ritmo, finalizava a todo o momento, até que aos 22 Marcos Assunção cobrou falta da direita no segundo pau, Mazinho entrou por trás da zaga e escorou para o gol vazio: 1 a 0, justiça no placar da arena Barueri. E logo depois, a dupla expulsão: Douglas mostrou que é realmente cria de quem é, ao empurrar deslealmente Henrique em cima de Bruno. O zagueirão ficou furioso e foi ter um tête-à-tête com o gambá, e o juizão, que apitou certinho, mandou os dois pra rua. Felipão não mexeu, apenas deslocou Marcos Assunção para a zaga, e o time seguiu sem problemas, pressionando o Paraná em busca do segundo gol. Perto do fim do primeiro tempo, Barcos ficou na barreira e levou uma bolada na cabeça. Ficou atordoado e acabou caindo no gramado. Ainda chegou a voltar para o jogo, mas acabou substituído no intervalo.

Com Román na zaga, Marcos Assunção voltou ao meio-campo, e contra um adversário sem a menor consistência, o time continuou exercendo um grande volume de jogo. Os três gols do segundo tempo, razoavelmente espaçados, ilustram esse cenário. Não foram resultado de apagão ou de erros individuais causados pelo estado de nervos do adversário, e sim da abissal diferença técnica. Aos 6, Mazinho recebeu no mano a mano com o zagueiro central, cortou para a esquerda a dois passos da área, e aproveitou o cantão aberto do goleiro para bater com firmeza, fazendo o segundo.

O passeio continuou, e aos 17 Valdivia aproveitou ótima jogada de Mazinho pela esquerda – o atacante driblou com facilidade um adversário e bateu cruzado; a bola abriu muito mas o chileno entrou de carrinho para corrigir a jogada e fazer um gol após seis meses – e vibrou bastante!

Aos 27, Maikon Leite, que havia entrado alguns segundos antes no lugar de Mazinho, aproveitou um passe errado no grande círculo e disparou. Com os pulmões zerados, não teve dificuldade em ganhar na corrida dos zagueiros e aproveitou que o goleiro caiu de bunda antes da finalização para tocar fácil no canto esquerdo, fechando o placar. 4 a 0, sem o menor esforço.

Aí Felipão tirou Valdivia para colocar… Daniel Carvalho? Promover a estreia de Felipe? Não, ele colocou o Patrik. E o jogo acabou com 30 do segundo tempo, ninguém quis saber de mais nada. Maikon Leite só tocou na bola no lance do gol e mais nada, nem o juiz teve paciência e encerrou o jogo aos 45, sem dar um segundo sequer de acréscimo.

O Atlético-PR está num patamar bem superior ao Paraná, embora isso não queira dizer muita coisa. O Palmeiras é largamente superior, e corre os mesmos riscos: erros de posicionamento, cobertura, passes errados, nervos expostos. O potencial do adversário neste caso é irrelevante. O Palmeiras só perde do Atlético se fraquejar diante de seu maior adversário: o próprio Palmeiras. Serão sete dias para analisar videos, preparar o time tática e mentalmente. A torcida mostrou que está junto, apesar de maltratada. E faltam seis jogos para um título de âmbito nacional e para a vaga na Libertadores. Eu confio. Com o pezão atrás.

(Só falta chegar um monte de espertão aqui e dizer que isso foi resultado de mudar o jogo para Barueri…)

Atuações:

Bruno: sem muito trabalho, mostrou-se um tanto indeciso em bolas que passaram à frente do gol. 6
Cicinho: boa partida, se apresentando no ataque e fechando bem seu lado. Acabou ficando sem cobertura em algumas descidas. No final perdeu uma boa chance de fazer o quinto gol. 7,5
Mauricio Ramos: jogou com uma vontade incrível – e muitas vezes acabou cometendo faltas perigosas e desnecessárias por conta disso. 6
Henrique: perdeu a cabeça no lance com o gambá – por mais que qualquer um de nós tivesse feito o mesmo, ele, como segundo capitão do time e líder em campo, não podia ter feito. 5
Juninho: aproveitou a avenida Paulo Henrique e deitou e rolou. Ainda mais que o Paraná não atacava por seu setor. 8,5
Marcio Araújo: sem trabalho duro na marcação, arriscou até um apoio. Meteu uma linda bola para Cicinho, que não aproveitou. Mas errou muitos passes bobos. 6,5
Marcos Assunção: importante ao assumir a zaga após a expulsão e chamar a responsa, eximindo Felipão de ter que mexer no time. Uma das melhores jogadas do time em campo. 8
João Vítor: mais uma vez, lento e burocrático. Não vai aproveitando a chance de ouro que tem na vida. 5,5
Valdivia: mais importante que o gol foi a vontade com que comemorou. Fiquei até com medo que ele se machucasse na comemoração. 8,5
Mazinho: tô com vontade de elogiar muito, mas já sou escolado. Seus dribles na vertical são muito interessantes, e mostrou também ter chute de fora. 9,5
Barcos: o pior do time. Com esse jogo, são 11 em que fez apenas dois gols. A média despenca assustadoramente. Tá guardando? 4
Román: apesar de ter trabalhado pouco, foi sua melhor meia-partida com a camisa do Palmeiras, arriscou até uns dribles. 6,5
Maikon Leite: entrou, fez um gol alguns segundos depois e não pegou mais na bola. Bom, meteu um gol, né? 7,5
Patrik: manja aqueles moleques que são os donos da bola, colocam ela debaixo do braço e acabam com o jogo? O Patrik acabou com o jogo sem colocar a bola debaixo do braço. S/N
Felipão: fez o básico, tava indo bem até a última e provocativa mexida. Pra que fazer isso? 6,5


E-mail: conrado@verdazzo.com.br

Pré-jogo: Palmeiras de Barueri x Paraná

9 de maio de 2012 por @parmerista  
Postado em: Jogos, Verdazzo

Ainda sob o efeito da revolta por saber que temos que ir a Barueri em seis jogos pelo Brasileirão, faremos um novo reconhecimento do terreno esta noite, pela Copa do Brasil. O jogo, contra o Paraná, não é apenas eliminatório. Em caso de improvável eliminação as consequências na Academia de Futebol serão catastróficas, e teremos um banho de sangue – no sentido figurado, é bom deixar claro.

Por outro lado, a ratificação da já bem encaminhada classificação pode dar outro ânimo ao grupo. Passando pelo Paraná Clube, o adversário da próxima fase está entre Atlético-PR e Cruzeiro – nenhum dos dois times mete medo em ninguém. O adversário nas semifinais está entre Grêmio, Lusa e Bahia – um pessoal que também enfrenta problemas. E a final tende a ser com o Coritiba, que vive um momento melhor que Botafogo e SPFC, os principais candidatos do outro lado da chave. Serão mais seis jogos para conquistarmos um título, e garantirmos a vaga para a Libertadores. E isso muda tudo.

Por isso, é importantíssimo que a torcida que comparecer ao estádio esta noite vá desarmada. Durante o jogo, apoio total. Mais uma vez, a nossa parte, temos que fazer, e direito. Reclamamos do zagueiro, do volante, do atacante… mas o décimo segundo jogador precisa jogar certinho para continuar com moral para poder reclamar depois.

Felipão poderá contar com uma novidade para a partida. O meia Felipe, que volta de empréstimo depois de um brilhante campeonato paulista pelo Mogi, está liberado na CBF e foi relacionado. O meia, no entanto, não deve sair jogando, e Scolari deve manter o time que jogou pela última vez há duas semanas, em Curitiba, a não ser que resolva promover a volta de Maikon Leite aos titulares: Bruno; Cicinho, Mauricio Ramos, Henrique e Juninho; Marcio Araújo, Marcos Assunção, João Vítor e Valdivia; Mazinho (Maikon Leite) e Barcos.

O Paraná iniciou a disputa da segunda divisão estadual mas o técnico Ricardinho Trezentinho poupou a maioria de seus titulares visando à partida em Barueri. Mesmo assim, deu azar, e perdeu o lateral Henrique. Fernandinho, que já foi o melhor lateral-esquerdo do Brasileirão jogando pelo Cruzeiro em 2008 – mas que viu sua carreira afundar inexplicavelmente – assume o posto. O time: Luis Carlos; Paulo Henrique, André Vinícius, Alex Alves e Fernandinho; Cambará, Douglas Packer, Luisinho e Wendell; Douglas e Nilson.

Em CNTP, dá Palmeiras. O problema é manter essas condições. Não dá para ter medo do Paraná, mas do Palmeiras dá, e muito. Se eu fosse apostar minhas fichas esta noite, apostaria no Verdão. Mas modestamente. Pezão atrás. E apoio total.

E-mail: conrado@verdazzo.com.br

Palmeiras de Barueri

8 de maio de 2012 por @parmerista  
Postado em: Verdazzo

A CBF divulgou ontem que nada menos que meia dúzia de jogos com mando do Palmeiras no Campeonato Brasileiro de 2012 serão disputados em Barueri. Segundo a entidade, atendendo a um pedido do próprio clube.

Pior: dos seis jogos, quatro são contra times grandes, de camisas importantes, sendo dois clássicos estaduais, contra Santos e SPFC. Ao menos nenhum desses jogos será às 22h, quando não há transporte coletivo para a volta. Vejamos:

17/06 (dom) 16h – Palmeiras x Vasco
01/07 (dom) 18h30 – Palmeiras x Figueirense
15/07 (dom) 18h30 – Palmeiras x São Paulo
22/07 (dom) 16h – Palmeiras x Náutico
04/08 (sáb) 18h30 – Palmeiras x Internacional
25/08 (sáb) 18h30 – Palmeiras x Santos


A gestão B1 comete mais um atentado contra o torcedor palmeirense. Jogar em Barueri, tendo o Pacaembu à disposição, é no mínimo falta de respeito com o torcedor. Os custos de ir a Barueri de carro são absurdos, contando combustível, pedágio e estacionamento. Mas a excelente malha do Metrô/CPTM está aí pra isso. Ainda mais nos clássicos, onde é sempre muito bom fazer novas amizades com outras torcidas.

Está na cara que quem fez essa escolha não entende nada de torcida, não entende nada de jogo de futebol. Já há quase dois anos sem estádio, alternando entre Pacaembu, Canindé, Barueri e Prudente, o Palmeiras não se fixa em casa nenhuma. Nem o torcedor, nem os jogadores, nem ninguém consegue se sentir em casa – o resultado está aí.

Boa parte da responsabilidade disso recai sobre Felipão, que não esconde de ninguém que não gosta do Pacaembu, e acaba transmitindo esse absurdo mal estar em relação ao Estádio Municipal para os atletas. Cabeça de jogador é assim mesmo, e Felipão, mesmo técnico, é ex-atleta e parece não ter sublimado essas crendices. Ele realmente acredita que tirando os jogos do Pacaembu o desempenho vai melhorar.

Não vou engrossar o coro de hostilidades a nosso treinador. Se Felipão não cometer nenhum ato deliberadamente lesivo ao Palmeiras, terá sempre meu respeito por seu passado, embora, mais uma vez, esteja indo muito mal.

Mas no limite, Felipão é um empregado do Palmeiras. Cabe à diretoria dizer NÃO. Cabe a Tirone, Frizzo e Piraci encararem o grosso da torcida do Palmeiras no Pacaembu, e responderem por eventuais maus resultados. E cabe a eles serem ovacionados se o time jogar bola e ganhar. É isso que queremos: nosso time jogando bem, vencendo, em nossa casa. Sim, o Pacaembu é nossa casa na falta do Palestra, como foi em boa parte de nossa História. Todo mundo já está cansado de saber: o maior campeão da história do Estádio Municipal é o Palmeiras!

Acredito que ainda haja tempo de reverter a medida. Se a diretoria ainda quer um pouco de respeito da torcida, que recoloque, no mínimo, os quatro jogos contra os grandes – Vasco, Inter, SPFC e Santos, no Pacaembu. E se querem mesmo passear um pouco, que levem para o interior ou outros estados os jogos contra Náutico e Figueirense – mas que aproveitem a oportunidade e extraiam dessas viagens novas formas de conseguir receitas para o clube – o grupo Fanfulla já deu sugestões formal e informalmente para se conseguir isso, mas o marketing do clube ignora solenemente, assim como todas e qualquer sugestão preparada pelo grupo – e isso vem desde o surgimento do Fanfulla, em 2008.

E parece ser essa a tônica das gestões do Palmeiras: total desprezo pela voz dos torcedores. Para eles, pouco importa o que pensam os 3 ou 4 mil que vão em todos os jogos, aconteça o que acontecer; ou os dez a doze mil que vão no mínimo a 20 jogos por ano; ou os mais de 15 milhões espalhados pelo mundo. Não estão nem aí. Por razões que só eles conhecem, resolveram mandar os jogos em Barueri – nada menos do que seis partidas das dezenove que o Palmeiras tem mando – e a conta pode aumentar nas tabelas de setembro até o fim do ano.

Ah, e eles pretendem lançar o programa de Sócio-torcedor no início do campeonato. Com seis jogos marcados para Barueri! Não são brilhantes?


Alguns colegas já manifestaram suas opiniões a respeito dessa medida. Recomendo em especial os posts do Barneschi e do Daniel. Não que eu concorde 100% com eles, mas são opiniões de muito valor e que devem ser levadas em conta.

E-mail: conrado@verdazzo.com.br

Um perfil de Edu Manga, destaque da equipe nos anos 80

6 de maio de 2012 por @parmerista  
Postado em: História, Verdazzo

Por Thell de Castro*

Na matéria de hoje, vamos relembrar o meia-esquerda Edu, conhecido como Edu Manga, que fez sucesso no Palmeiras no final dos anos 1980.

Sinceramente, não vi o jogar, mas dizem que foi um pecado não ter sido campeão pelo Palmeiras. Os amigos podem falar sobre isso nos comentários.

A revista Placar fez uma matéria de capa com o jogador em sua edição de 25 de maio de 1987. Vamos relembrar na íntegra o texto, que é curioso, inclusive, por mostrar o que os jogadores costumavam fazer naquela época em seus horários de folga, os carros que tinham, salários bem menores, etc.

Nos passos do Divino

O jovem meia do Palmeiras desponta como uma promessa brilhante, viaja com a Seleção e já é comparado a Ademir da Guia, o mais ilustre dono da camisa 10 alviverde

Um forte aroma de goleada pairava no ar. Na tarde de 14 de dezembro do ano passado, o São Paulo vencia o Palmeiras por 2 x 0, pela Copa Brasil, com certa facilidade.

Até que, aos 36 minutos do primeiro tempo, o meia-esquerda alviverde Edu disparou um míssil de canhota e diminuiu a diferença. O goleiro tricolor Gilmar disse que a bola parecia o cometa Halley – ele sabia que passou, mas jura que não viu. Embalado pelo gol, O Palmeiras conseguiu empatar no primeiro tempo.

Naquele dia, o jovem Eduardo Antônio dos Santos saiu de campo festejado – e os torcedores começaram a suspeitar de que um novo ídolo estava nascendo. “Foi o gol mais bonito que fiz até hoje”, escolheu.

Jogadas de refinada técnica e raro oportunismo como aquela foram decisivas na hora que o técnico Carlos Alberto Silva o convocou para a Seleção Brasileira que está fazendo uma excursão pela Europa e por Israel. “Senti um frio na barriga quando ouvi meu nome”, extasia-se ele, que, aos 20 anos, já é apontado como uma das maiores promessas do futebol brasileiro nos últimos tempos.

“Ele tem potencial para jogar pelo menos três Copas do Mundo”, calcula o fanático palestrino Giovanni Bruno, dono da concorridíssima cantina Il Sogno di Anarello, em São Paulo.

AUTÓGRAFOS E BEIJOS

Muitos chegam a apontar Edu como herdeiro nato da mística camisa 10 de Ademir da Guia. Entre eles, o próprio Divino: “Acredito que Edu será meu sucessor. Seu excelente desempenho me impressiona”.

Outros preferem um pouco mais de cautela. “Edu tem de melhorar muito para ser comparado a Ademir”, acredita Nélson Ferraz, membro da torcida organizada Mancha Verde.

O próprio jogador prefere abrigar-se da avalanche de confetes e reconhece algumas de suas deficiências: “Chuto mal de direita e minhas cabeçadas saem tortas”. Aos poucos, porém, procura eliminar seus defeitos com muita dedicação aos treinos, sempre na esteira do ditado italiano segundo o qual “piano, piano si va lontano”. Ou, trocando em miúdos, “devagar, se vai longe”.

A escalada meteórica de Edu, que pode ser comparada com a atual inflação, serviu para multiplicar o assédio das fãs da noite para o dia, como as taxas do overnight. O telefone de sua casa em Osasco, cidade em que nasceu, na região oeste da Grande São Paulo, toca insistentemente. Quem se desespera com isso é sua irmã, Eliana, encarregada de despachar as tietes. “Ligam até de madrugada”, queixa-se a menina.

Depois de cada partida, então, uma dezena de fãs costuma cercar o jogador em busca de autógrafos e beijinhos.

E o que diz sua namorada, Alessandra Bianca, 15 anos, diante de tanta perturbação? Bem, ela não se perturba. “Edu é muito reservado”, define. “Fica meio constrangido com todo esse tipo de coisa”.

Preocupada mesmo anda dona Ana Quitéria dos Santos, mãe de Edu. Ela teme que as manchetes em todos os noticiários esportivos mexam com a cabeça do filho mais novo, como já aconteceu com tantos outros garotos desta idade.

“A fama não me abala”, tranquiliza Edu, afagando a mãe, sua fã desde os tempos das peladas no Atlético de Osasco.

Edu, de fato, dá total atenção a todos os torcedores que o procuram e não nega favor nenhum.

DISCOS E ESFIHAS

Continua também visitando os mesmos lugares e os amigos de sempre, pilotando seu Escort XR-3 preto. Volta e meia, está se deliciando com as apetitosas esfihas da lanchonete do velho amigo Carlinhos, que fica no bairro de Presidente Altino.

Edu gosta tanto dos pequenos discos recheados de carne que não se inibe em entrar na cozinha para ajudar a prepará-las. Em seus passeios pelas ruas de Osasco, ainda desfruta de um certo anonimato. Tanto que ele mesmo é quem faz suas compras.

Antes de embarcar com a Seleção, por exemplo, Edu aventurou-se num hipermercado da região. Saiu de lá, no entanto, apenas com um LP de pagode – ritmo favorito dele e da grande maioria dos boleiros – de Lecy Brandão.

Abandonou, ao menos por enquanto, a ideia de rechear seu armário com novas calças brancas e camisas xadrezes. “Nossa, como as roupas estão caras”, espantou-se com os preços.

Edu, na verdade, evita aborrecer-se com os problemas do cotidiano. Hoje é um irrecuperável cuca-fresca. “Ele mudou bastante”, atesta seu procurador, Antônio Augusto, mais conhecido por Chaleira. “Antes, Edu era um casca-grossa”. Para se ter uma ida, na categoria júnior, foi expulso de campo cinco vezes. “Eu era mesmo enfezado”, admite.

ESPERTEZAS E TRAQUINAGENS

“Se levasse um pontapé, ficava logo irritado”. Num de seus atos intempestivos, Edu quase disse adeus ao Palmeiras, quando ainda atuava nos infantis. O técnico Zelão afastou-o da equipe sem maiores explicações.

Deixou o menino encostado durante dois meses. Um episódio que jamais ocorrera desde que Edu havia entrado pela primeira vez no Parque Antártica com 12 anos, levado pelo treinador Ettori Marchetti.

Em razão disso, Edu resolveu trocar de ares e mudou-se para a Portuguesa. Passou apenas um mês no Canindé. Foi o bastante para os dirigentes do clube, espertos como são, perceberem que se tratava de um raro talento.

“Voltei ao Palmeiras só para pegar minha liberação, mas os dirigentes se recusaram a entregá-la”, conta. Cidinho, técnico dos juvenis palmeirenses, aceitou dar-lhe uma chance. Edu arrebentou nos treinos e ganhou de cara a posição de titular.

Sempre seguindo os conselhos do irmão mais velho, Antônio Sérgio, apelidado de Tonigatto, Edu enterrou as traquinagens do passado.

“Gosto de alertá-lo sobre as falsas amizades que infestam nosso futebol”, explica Tonigatto, lateral que jogou no próprio Palmeiras em 1981 e hoje, depois de passagens pelo Blumenau, Goiás, Nacional e Novorizontino, aguarda propostas de outros clubes.

O novo ídolo do Palmeiras só não tem mesmo paciência para organizar seu minúsculo quarto, que divide com um primo.

No chão, amontoam-se camisas, bermudas, discos e até a amarrotada fantasia que vestiu no Carnaval, desfilando na escola Unidos do Peruche, ao lado de Gérson Caçapa, inseparável amigo e companheiro.

“‘Manga’ é um craque fora do comum”, analisa Caçapa. Manga, aliás, é um dos apelidos de Edu, por ter “o rosto chupado”. O outro é “Patão”, em razão dos lábios virados que mais parecem um par de bicos.

TRISTEZA E EMOÇÃO

Por pouco, o destino não separou os dois. Em março passado, Edu foi sondado por Jorge Vieira, ainda técnico do SCCP.

Sem contrato, Edu recebeu um grande número de telefonemas de Vieira dizendo que o recém-eleito presidente Vicente Matheus aguardava apenas a fixação do preço de seu passe. “Achei melhor renovar com o Palmeiras”, diz o atleta, que ganha agora 30 mil cruzados mensais.

(…)

“Seu Hélio [pai de Edu e torcedor do SCCP] não gostou nada da forma como Edu – que na infância torcia pelo São Paulo – comemorou o segundo gol na vitória contra o SCCP, no Pacaembu, dia 12 de abril passado.

Foi graças a sua enorme capacidade física (faz 100 m em 11 segundos) que ele deu um pique irresistível, marcou o gol com sua venenosa perna esquerda e, cheio de gás, saiu correndo em direção à torcida.

“Sempre jogo bem contra o SCCP”, constatou. “Mas é só coincidência”.

Trepou seu corpo de 1,85 m e 78 kg no alambrado e comemorou feito um doido. “Fiquei triste pelo meu SCCP e, ao mesmo tempo, emocionado pelo meu filhão”, jura seu Hélio.

A família Santos aposta mesmo na estrela ascendente de Edu. Ali, todos acreditam que ele vai confirmar duas previsões: será, em pouco tempo, o herdeiro de Ademir da Guia e o novo ídolo do futebol brasileiro. Já sentem até um aroma diferente pairando sobre ele. Sentem o cheiro do sucesso.

Mário Sérgio Venditti

Edu teve excelentes atuações com a camisa do Palmeiras, inclusive em 1988 e 1989, mas as previsões não se confirmaram – não virou ídolo do futebol brasileiro e muito menos foi o herdeiro de Ademir da Guia.

Em 1989, Edu foi negociado, seguindo para o México. Se tornou ídolo do América, onde é lembrado até hoje.

De acordo com o Almanaque do Palmeiras, de Celso Dario Unzelte e Mário Sérgio Venditti, Edu Manga atuou em 184 partidas com a camisa alviverde, marcando 42 gols. Foram 86 vitórias, 65 empates e 33 derrotas.

Segundo o Que Fim Levou?, do portal de Milton Neves, ele foi dono de bar e, em 2008, morava em Itu, última informação que se tem do ex-atleta.

Fica a lembrança das boas atuações de Edu com a camisa do Palmeiras e a tristeza por não ter conseguido um título, como a final do Paulistão de 1986.

Mas como nem tudo são conquistas nesta vida, pelo menos vale lembrar todos os gols que marcou e belas jogadas que fez contra os bambis e nos gambás, suas vítimas preferidas.

* Thell de Castro é jornalista e publica todas as semanas uma coluna contando algum trecho da História do Palmeiras.

Partidazzo: Palmeiras 5×0 Ponte Preta (2008)

5 de maio de 2012 por @parmerista  
Postado em: Partidazzo, Verdazzo

Partidazzo de Conrado Cacace

Peço licença aos leitores para publicar um partidazzo. Ontem completaram-se quatro anos de nossa última conquista, o Paulistão de 2008. O Palmeiras tinha um timaço, recuperou-se de um péssimo início de campeonato e chegou à fase final voando. Nas semifinais, mesmo sendo roubado no jogo de ida no Jardim Leonor, despachou o SPFC com autoridade, conforme lembrou o leitor Guilherme Garbi na semana passada. E no dia 4 de maio, após vencer o jogo de ida em Campinas, o Verdão sagrou-se campeão paulista pela 22ª vez.

Esta partida será meu partidazzo, não só pelos quatro anos completados ontem, nem porque foi nosso último título, mas também porque marca uma data bastante especial. No dia 4 de maio de 2008, tive o privilégio de batizar minha filha Cecilia na missa semanal que ocorria na sede do Palmeiras todos os domingos. O evento foi marcado com algumas semanas de antecedência, claro, mas posso garantir que não houve mera coincidência de datas. Aquele domingo teria que ser perfeito.

Depois da cerimônia, já quase onze da manhã, já tinha voltado para casa. O papai se transformou no torcedor, começou o ritual de todo domingo de jogo decisivo. Cuidado com as peças de roupa a serem usadas, não pode ter nenhuma zicada – embora eu não seja supersticioso e não creia nessas bobagens. Despedi-me de minha família e voltei à Turiaçu, onde se respira Palmeiras, principalmente em dia de jogo. O ambiente, cercado de palmeirenses, bebendo cerveja e comendo pão com calabresa, é parte desse ritual.

A confiança era enorme, afinal, só não seríamos campeões se a Ponte nos vencesse por dois gols de diferença. Diferentemente dos dias atuais, o grupo esbanjava confiança, e nem os próprios torcedores do time campineiro acreditavam de verdade numa reviravolta. E o que se viu em campo confirmou as expectativas: completo domínio do Verdão, que aos 34 minutos já tinha feito dois gols, sacramentando o título. A sequência da partida só serviu para saborear ainda mais a conquista, como que o filme não só daquele semestre passasse em nossas cabeças, mas todo o martírio vivido desde o ano 2000, e todas as humilhações que vivemos nos primeiros anos deste século. Era a porta da redenção se abrindo, um futuro de glórias era avistado no horizonte.

Com cerca de quinze minutos do segundo tempo, a torcida começou a festa, acendendo sinalizadores, pulando e cantando. Foi quando a Polícia Militar, num ato covarde e premeditado, reprimiu a celebração nas arquibancadas, com violência. Toda a ação da PM foi relatada aqui, num post do velho blog Parmerista!.

Eu estava no chamado setor Visa, as cadeiras do lado oposto às numeradas, e naquele momento não pude perceber com exatidão o que ocorria nas arquibancadas. De minha cadeira cativa, acompanhava o jogo em pé, quando, lá pelos 25, não me contive e desci para a mureta. O jogo em si já não era o principal. O que me parecia mais importante era estar o mais próximo possível de onde tudo acontecia.

Fui premiado: foi eu descer para a mureta e presenciei a poucos metros uma avalanche de gols. O terceiro, de Valdivia, foi o mais bonito, aos 28. Em seguida, aos 30 e aos 32, mais dois de Alex Mineiro. Era bom demais para ser verdade – e era. Veio o apito final, a explosão de felicidade, e o grito de É CAMPEÃO pulsou no Palestra. O troféu foi erguido por São Marcos, e curti bem de pertinho a alegria da volta olímpica, com destaque para Valdivia, extremamente emocionado, com uma bandeira do Chile sobre os ombros.

No final, tentei ir para a Turiaçu para a comemoração, mas a Polícia Militar não permitiu. A rua foi fechada, e a festa, dispersa na base da bomba de gás. Tudo por causa dos mortais sinalizadores, que eles hoje permitem tranquilamente em todos os estádios.

Mesmo com a relativa frustração por não poder festejar, voltei para casa com a sensação de ter vivido um dia completo. Minha filha, com pouco menos de um aninho, foi a primeira – e até agora única – criança a ser batizada em solo sagrado, no mesmo dia de uma conquista incontestável. Hoje, perto de fazer cinco, ela curte os jogos do Palmeiras ao lado do papai aqui, todo orgulhoso.

Não tem como esse, mesmo não sendo o jogo mais importante nem mais emocionante que eu já vivi, não ser meu Partidazzo, não é  verdade?

Conrado Cacace é editor do Verdazzo


04/05/2008
PALMEIRAS 5×0 Ponte Preta
Campeonato Paulista – Final

Estádio: Palestra Italia
Público:
27.927 pagantes
Renda:
R$ 1.433.350,00
Árbitro: Cleber Wellington Abade (SP)

Palmeiras: Marcos (Diego Cavalieri); Élder Granja, Gustavo, Henrique e Leandro; Pierre, Martinez, Diego Souza e Valdivia; Alex Mineiro (Lenny) e J30 (Denilson). Técnico: Vanderlei Luxemburgo
Ponte Preta: Aranha; Eduardo Arroz, João Paulo, César e Vicente; Ricardo Conceição, Deda, Elias (Giuliano) e Renato; Luis Ricardo e Leandro (Wanderley). Técnico: Sergio Guedes
Gols: Ricardo Conceição (contra) aos 19 e Alex Mineiro aos 34 minutos do primeiro tempo; Valdívia aos 28 e Alex Mineiro aos 30 e aos 32 minutos do segundo tempo.


Melhores momentos


Jogo completo


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