Cura gay causa furdúncio no Jardim Leonor
19 de junho de 2013 por @parmerista
Postado em: Humor, Verdazzo
Uns dizem que a lei passou, outros dizem que não é bem assim, outros dizem até que não é lei nenhuma.
Pra nós, palmeirenses, isso na verdade não tem a menor importância.
Mas lá para os lados do Jardim Leonor… me-ni-na…

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Paulista de 1993: a fila, o jogo, a comemoração e o legado
19 de junho de 2013 por @parmerista
Postado em: Verdazzo
O programa ‘Verdazzo‘ desta semana, gravado na última segunda-feira, prossegue com as comemorações dos 20 anos da conquista do Paulista de 1993. O convidado é o comentarista Thell de Castro.
E-mail: conrado@verdazzo.com.br

Pelo Avanti, Nobre sinaliza nova alta nos ingressos
18 de junho de 2013 por @parmerista
Postado em: Marketing, Verdazzo
O site GE.net divulgou hoje matéria em que Paulo Nobre revela que vai insistir na estratégia de reposicionar os ingressos a preços altos a fim de que o palmeirense se sinta impelido a se tornar sócio-torcedor, assim que os mandos do time voltarem ao Pacaembu. A tendência é que o ingresso cheio para arquibancada volte a custar R$60, assim o sócio Avanti Minha Vida é Você pagaria R$30 para entrar no estádio e as outras categorias retirariam seus ingressos sem custo adicional às taxas mensais de R$70 (Sou Palmeiras) ou R$140 (Meu Palmeiras) que já lhes são cobradas.
Paulo Nobre, assim, obriga o torcedor a desembolsar uma alta quantia mensal caso queira assistir a todos os jogos do time. Se em média o Palmeiras faz três jogos em casa por mês, o sócio Avanti Minha Vida é Você vai desembolsar mensalmente R$120, e ainda tem que concorrer pelos ingressos, dos quais não tem garantia. As duas outras categorias não terão gastos a mais, o que faz com que a categoria Sou Palmeiras passe a ser a mais barata para os heavy users. Cada ingresso sairá por R$23,33. Caro, para quem é sócio-torcedor e quer em troca benefícios – um dos mais importantes deles é exatamente um ingresso mas barato.
Se o clube deseja aumentar a base de sócios-torcedores, deve ampliar o leque de benefícios e atrair o torcedor a se associar de forma prazerosa. Pagar o plano de sócio-torcedor deve ser um ato de amor ao clube, e não resultado de algo que pode até soar, no limite, como chantagem ou extorsão – os termos são tão pesados quanto o estrago nos bolsos.
Sabemos que está em andamento a definição de um pacote interessante de novas atrações para o torcedor se associar a alguma categoria do plano. Essa deveria ser a estratégia, pura e simples. O torcedor de fora da Grande São Paulo precisa ser mais valorizado; com alguma criatividade pode ser criada uma enorme série de atrativos para que o palmeirense mais distante sinta que o clube também lhe dá atenção – o mais óbvio é negociar um desconto na aquisição do pay-per-view, mas muitas outras vantagens podem ser viabilizadas. A própria mídia palestrina tem muito a oferecer ao clube para ajudar nessa empreitada, e o Verdazzo já se colocou inteiramente à disposição.
Já o sócio-torcedor da Grande São Paulo deve continuar sendo privilegiado na aquisição de ingressos, mas sem ser explorado. As arquibancadas do Allianz Parque, a partir do ano que vem, podem e devem estar lotada de sócios-torcedores. Mas seria muito melhor se todos os 45 mil membros Avanti lá estivessem sem a péssima sensação de estar lá fazendo algo que não deviam, que estivessem apoiando o Palmeiras sem estar extrapolando seus orçamentos familiares. E como nem todos os palmeirenses vão colocar o amor pelo time acima de suas famílias, a esse patamar de preços, é bastante provável que o estádio nunca fique cheio – nem perto disso.
A missão dos responsáveis pela estratégia de precificação é encher o estádio ao maior ticket médio possível, nessa ordem. A estratégia de Paulo Nobre não vai atingir esse objetivo: não deve encher o estádio e vai render prejuízo técnico ao time, que comprovadamente rende mais com o apoio das arquibancadas lotadas. E mesmo na ponta do lápis, talvez a renda marginal que consiga com a venda de planos Avanti não compense o que terá deixado de arrecadar nas bilheterias caso o preço praticado fosse mais acessível. Isso sem falar na impopularidade que torna a governabilidade mais difícil, naturalmente.
É urgente ampliar a base Avanti cada vez mais, mas de forma natural, aumentando os benefícios, sem colocar a faca no pescoço do torcedor. Definitivamente incrementar o preço dos ingressos – ainda mais com o time atual, jogando a segunda divisão – não é o caminho. Ainda dá pra fazer o certo, até porque Paulo Nobre ainda não abriu o preço – os R$60 pelo preço cheio ainda é apenas especulação. Dá tempo de pensar muito bem.
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O senhor sabe que tem votação hoje?
17 de junho de 2013 por @parmerista
Postado em: Política, Verdazzo
Grupo Fanfulla, trabalhando intensamente pela aprovação das Diretas. Ninguém foi poupado. Principalmente esse senhor.

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A exigência da carteirinha social, contra a decadência moral
16 de junho de 2013 por @parmerista
Postado em: Verdazzo
Neste sábado, tive a oportunidade de colaborar com uma ação do grupo Fanfulla, do qual faço parte desde 2008, na panfletagem a fim de orientar os sócios a comparecerem à votação que ratificou as eleições diretas para a presidência da Diretoria Executiva do clube a partir de novembro de 2014. Durante algumas horas, abordei os sócios e pude observar um comportamento que já havia presenciado uma ou outra vez, mas considerava ser exceções. Verifiquei que é uma regra muito sólida, informal, e que de excepcional não tem nada.
Nesse período em que permaneci fazendo a panfletagem, mais uma vez testemunhei alguns conselheiros entrando no clube sem exibir suas carteirinhas sociais. Entre as catracas de entrada e saída, existe um portão para acesso de cadeirantes e carrinhos de transporte de materiais gerais, que também serve para que esses conselheiros e ex-diretores continuem a desfrutar de priviégios que tiveram em tempos idos, num exercício de afirmação sustentado por usos e costumes que contrariam os princípios de ética que tanto se tentam fazer valer na nova administração do clube.
O cartaz da imagem é emblemático: está afixado no próprio portão que fica entre as catracas de entrada e saída, que os conselheiros rompem para ignorar a apresentação da carteirinha. Os pretensos figurões quebram o regulamento com requintes de metalinguagem.
Os funcionários, coitados, tremem de medo só de pensar em barrar a quem um dia foram seus patrões. Talvez até achem que ainda são, não entendem nada da política do clube; se um dia abriram as portas para fulano ou beltrano, não seria agora que deixariam de fazê-lo. A não ser que sejam expressamente orientados a isso: barrar todo e qualquer sócio, do mais recente ao presidente do clube, que não apresente a carteirinha social.
Mas para que essa orientação seja colocada em prática sem que cause situações embaraçosas, é preciso também avisar aos que praticam essa transgressão há tanto tempo, apoiados nos usos e costumes. É preciso comunicar formalmente a todos os conselheiros, diretores e ex-diretores, que os funcionários estão autorizados e orientados a fazerem as regras serem cumpridas, e que tudo está sendo filmado pelo sistema de segurança do clube. E que quem tentar se impor se qualquer forma, constrangendo os funcionários, terá seu caso agravado.
A carteirinha social é a identidade do associado. Serve para legitimar a presença do palmeirense dentro da sede social. Registra a entrada num sistema que, quando devidamente desenvolvido, servirá para medir a usabilidade do clube e otimizar a oferta de serviços. Neste momento, legitima a entrada de sócios que estão em dia com suas mensalidades. Não são raros os relatos de conselheiros que usam desse expediente para entrarem no clube mesmo estando com as mensalidades em atraso, para depois usarem da anistia e deixarem de pagar alguns meses. Mas mesmo os sócios mais antigos, que já são remidos e não têm o problema da inadimplência, têm a obrigação moral de apresentar a carteirinha, até como forma de dar o exemplo aos sócios mais jovens.
O Palmeiras está passando por uma transformação administrativa e moral. A exigência da apresentação da carteirinha social é um símbolo dessa transformação. Não há mais espaços para que haja melindres por parte de qualquer velho associado por ter que apresentar sua identidade de sócio. A diretoria do clube tem esse desafio pela frente – é muito provável que, ao abraçá-lo, terá desgastes com um ou outro fulano que ainda vive na época do “você sabe com quem está falando?”. Mas é o preço de se moralizar por completo um clube que, há muito, vive em um processo de decadência moral que precisa ser revertido a todo custo.
E-mail: conrado@verdazzo.com.br

Eleições Diretas aprovadas em definitivo, finalmente!
16 de junho de 2013 por @parmerista
Postado em: Verdazzo
A mobilização geral foi baixa, mas finalmente podemos comemorar a homologação do resultado da reunião extraordinária do dia 1 de outubro, quando as eleições diretas no Palmeiras foram aprovadas, com restrições. Na ocasião, emendas foram propostas exigindo a instalação de filtros dentro do próprio Conselho Deliberativo para que uma chapa para concorrer à presidência da Diretoria Executiva fosse aceita. Depois de muitas idas e vindas, a proposta final, de 15% (equivalente, na prática, a cerca de 40 conselheiros) foi a que prevaleceu, devendo então ser aprovada em Assembleia Geral pelos sócios.
A AG do dia 4 de maio não conseguiu a aprovação, já que não houve o quórum mínimo. A AG deste sábado, em segunda chamada, aprovou o filtro de 15%, e por consequência, sacramentou as eleições diretas para novembro de 2014. O quórum mais uma vez foi baixo, mas suficiente: 785 sócios cumpriram seus deveres cívicos para com o clube, dos quais 699 votaram a favor, 82 votaram contra, e 4 se abstiveram.
Nunca é demais reiterar que esse filtro de 15% é altamente questionável. Afinal, a própria formação de uma chapa, com um candidato a presidente e quatro vices, já constitui um filtro natural, que rechaça o argumento de que o filtro serviria para rechaçar “aventureiros”, seja lá o que isso quer dizer. Um filtro que exige 40 assinaturas de conselheiros parece muito mais uma forma do Conselho Deliberativo manter seu poder sobre a escolha da Diretoria Executiva, mesmo com a votação, a partir de agora, ser direta através dos sócios. Mas a escolha por concordar com o filtro deu-se muito mais para encerrar este processo e fazer as diretas saírem. A partir de agora, com uma reforma estatutária em andamento, podemos repensar não só o processo eleitoral e seus eventuais filtros, mas todos os conceitos e processos que envolvem os poderes e a governança do clube.
Apesar de suficiente, o quórum mais uma vez foi baixo – mas não surpreende. Num sábado frio como o deste 15 de junho, é tradicional a baixa frequência dos sócios no clube. Levando-se ainda em consideração que estamos em obras, o que ainda causa alguns transtornos a quem tenta se locomover de um lado a outro da sede social, era de se esperar um baixo comparecimento.
O grupo Fanfulla teve participação ativa nesta votação. Com membros espalhados pelas três portarias, com panfletos, estimulou os sócios a irem ao ginásio e registrarem seus votos. Muitos, apesar de terem recebido a comunicação por escrito enviada pela diretoria na semana passada via correio, não tinham a menor ideia sobre o que se tratava a votação. Somando os sócios que foram informados e encaminhados ao ginásio, mais os quase cem votos do grupo, pode-se até especular que, não fosse essa atuação, o quórum mínimo mais uma vez não seria atingido.
Parabéns ao Fanfulla, e parabéns a todos os palmeirenses. Encerra-se assim mais um capítulo de nossa História – importantíssimo. As eleições diretas finalmente são uma realidade no clube, graças ao empenho de uma série de associados, de várias facções políticas, mas com um só objetivo: engrandecer o Verdão. Que venham as próximas batalhas.
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Sócios do Palmeiras convocados
14 de junho de 2013 por @parmerista
Postado em: Verdazzo

Se você é sócio do Palmeiras, tem uma obrigação a cumprir amanhã. Será realizada Assembleia Geral para referendar, pela segunda vez, o famigerado filtro de 15% para que um conselheiro possa homologar uma chapa para ser candidato à presidência do clube. Na primaira tentativa, o quorum mínimo não foi atingido.
Esse processo, se aprovado, garante a realização de eleições diretas para a presidência da Diretoria Executiva do clube em novembro de 2014. Por isso, é importante que o quórum seja atingido, e o pacote, finalmente fechado. A luta pelas eleições diretas foi muito intensa para que tenha um final tão melancólico.
Sócio, cumpra seu dever e compareça à votação, que será realizada no ginásio do clube, sem filas e sem complicações. E vamos em frente.
E-mail: conrado@verdazzo.com.br

Tudo faz sentido
14 de junho de 2013 por @parmerista
Postado em: Verdazzo
O time que voltará a campo dentro de três semanas terá, além do recém-contratado Mendieta, vários reforços vindos do DM: Vilson, Patrick Vieira e Valdivia, no mínimo. A volta do chileno, aliás, não podia acontecer sem que estivesse cercada de mais um tumulto: o atleta tornou pública sua insatisfação por não ter sido relacionado para as duas últimas partidas, contra Sport e América-RN.
Tá esquisito. Afinal, o que impedia a volta do jogador, que se lesionou de forma leve (previsão de um mês) há exatos três meses? Ele esteve prestes a ser relacionado por duas vezes, mas nas duas voltou a sentir dores com causas indetectadas pelos exames. Depois foi o contrário: declarou-se apto a entrar em campo nas duas últimas partidas disputadas no Nordeste, mas o DM vetou, alegando precaução. Alguém pode explicar?
Esta semana o chileno fez questão de divulgar à imprensa que faria um tratamento voluntário especial na folga dos atletas neste princípio de recesso, num esforço para demonstrar à torcida que está empenhado na recuperação (a exemplo do suposto tratamento preventivo que fez no Chile em janeiro e que usou como justificativa para se atrasar na apresentação do grupo). Mas se ele já estava se sentindo bem para os jogos no Nordeste, para que mais um tratamento especial? E esse tal de tratamento especial, já vimos, não adianta nada, não é?
Como tudo que envolve Valdivia e suas contusões, a história está cheia de pontos obscuros. Sua estratégia mesmo assim parece ter funcionado com parte da torcida que já o fez elogios pelo esforço; a maioria, entretanto, já não engole mais. Mesmo sendo um atleta com talento muito acima da média, nem que jogue muito bem dois ou três jogos vai apagar a desconfiança sobre si. Apenas uma longa sequência sem contusões dará ao torcedor palmeirense a certeza que ele é o quer aparentar: um atleta com condições plenas; que toda essa sequência foi uma enorme falta de sorte. Enquanto isso não acontece, seguimos lhe pagando um salário estratosférico e sem um DEZ-DEZ confiável – em 2013, atuou em apenas nove jogos e ficou de fora por 25 vezes.
Pelo menos agora chegou um paraguaio para lhe botar pressão.
Hmmm… olha… pensando bem, não é que algumas coisas começaram a fazer sentido?
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De volta ao planeta Terra
13 de junho de 2013 por @parmerista
Postado em: Matérias
No último post fiz uma brincadeira com os 20 anos do título paulista de 93, e fiz o pós-jogo em cima do vídeo completo, que está disponivel no final do post, capturado do YouTube. Foi a primeira vez que vi o VT do início ao fim, prestando atenção em detalhes, e foi emocionante não só pelas razões óbvias de relembrar o maior de todos os títulos, mas também pela viagem ao tempo.
Enumero aqui algumas lembranças e constatações depois desse delicioso exercício:
- como era fácil chegar na área, havia muito mais espaço. Os jogadores ficavam muito mais espalhados em campo.
- havia cerveja no estádio. Em tarde de clássico, o ritual era chegar no entorno do estádio ao meio-dia (isso mesmo), comer sanduíche de pernil e/ou calabresa, tomar cerveja até a hora em que os portões se abriam, por volta de 13h30/14h. Aí corríamos para dentro do estádio para pegar um bom lugar, e bebíamos muito mais cerveja, lá dentro. E nunca matei ninguém.
- dois pares de cordas separavam as torcidas, conforme o estádio ia enchendo as cordas eram deslocadas pelos PMs até a fronteira, em cima do placar.
- bandeiras, muitas bandeiras! Coisa linda!
- clássicos com menos de 60 mil pessoas eram considerados um fracasso. Naquela final, 104.401 pessoas estiveram no estádio, para uma renda de mais de 18 bilhões de cruzeiros. A inflação era uma coisa maluca, lembro que na época cheguei a fazer um cheque de 1 milhão de cruzeiros – era apenas para pagar um réveillon na pousada no litoral, o equivalente a uns 300 ou 400 reais hoje.
- os cabelos dos jogadores eram normais, o mais estranho ali era o Tonhão.
- as chuteiras eram invariavelmente pretas.
- e a bola era branca.
Foi possível identificar vários cantos que já foram esquecidos pela nossa torcida. Clássicos.
- Lêeeee, leleô! Leleô, leleô, leleô, por-cô!
- Só-dá-Verdão! Só-dá-Verdão!
- Explode coração, na maior felicidade! É lindo o meu Palmeiras contagiando e sacudindo essa cidade!
Tempos bons que não voltam nunca mais…
Palmeiras 4×0 SCCP
13 de junho de 2013 por @parmerista
Postado em: História, Verdazzo
E o Verdão finalmente saiu da fila! Depois de um verdadeiro massacre, o time lavou a alma da torcida e levantou o troféu de campeão Paulista após quase dezessete anos. A metade verde do estádio viveu uma tarde de sábado inesquecível, invadiu as ruas da cidade – especialmente a Avenida Paulista, e mesmo agora, um bom tempo depois do fim da partida, ainda é possível ouvir os festejos da massa alviverde. O Verdão finalmente voltou ao patamar mais alto do futebol brasileiro, de onde provavelmente nunca mais vai sair.
A chegada ao estádio foi cercada de muita tensão, já que as duas torcidas eram muito numerosas e os caminhos muitas vezes se cruzaram nas ruas da capital paulista. Os portões se abriram por volta de 13h30, e a correria começou. Desde o início já ficou claro que a disputa pelo território seria intensa, mas os imundos levavam sempre uma pequena vantagem. A cada gomo conquistado, a cada metro que a corda avançou, de parte a parte, era como se fosse um gol.
Sofremos muito durante a semana. O escárnio de Viola, que imitou o porco ao marcar o gol na primeira partida, nos assombrou durante toda a semana. Mas nossa superioridade em campo foi evidente, o fantasma dos 16 anos era de fato nosso maior inimigo. Por mais que o time estivese jogando muita bola, ainda havia aquela desconfiança, aquele fator sobrenatural que poderia fazer com que o que já estava certo desse errado. E aquele gol do Viola só aumentou essa suspeita. Evair, que se lesionou no jogo contra o Mogi há quase dois meses e que entrou nos minutos finais da primeira decisão, finalmente sairia jogando, o que aumentou nossas esperanças. Mas o fantasma do jejum teimava em nos assombrar.
Tudo se dissipou logo a um minuto de jogo, quando a bola rolou. O Verdão com Evair em campo fica muito mais forte e engoliu os imundos. Na primeira jogada, Edmundo conduziu pelo meio, achou Evair dentro da área, tocou e correu; o Matador fez que ia devolver mas achou Roberto Carlos mais aberto e fez o passe de calcanhar; Roberto cruzou rasteiro para Edmundo, no segundo pau – era só tocar para o barbante mas a bola inexplicavelmente acabou saindo.
O time imprimiu um ritmo absurdo, e sufocou o SCCP, que mal pegava na bola. A marcação era intensa, e todos participavam da blitz, até Edmundo. O adversário, assustado com o ritmo de jogo do Verdão, parecia ter se esquecido que tinha a vantagem do empate, e passou a jogar acuado, como pequeno, apelando para a pancadaria logo de cara. Henrique chegou forte em Edmundo e já levou amarelo com 3 minutos.
As chances foram se sucedendo. Aos 12, Edmundo fez um carnaval dentro da área e quase conseguiu o toque para Evair, mas a defesa mandou a escanteio. Na cobrança, a bola foi rebatida e Zinho emendou uma bomba, que Ronaldo defendeu. Só aos 13 é que o SCCP deu seu primeiro chute a gol: Neto, de fora da área, sem perigo. Vendo o baile que estava levando, Nelsinho Batista fez a primeira mexida: Tupãzinho no Adil. Se Mazinho já estava absoluto no setor tendo que se preocupar com as caídas do ponta deles, ganhou um espaço importante, que ele aproveitaria muito bem principalmente no segundo tempo.
Só que num primeiro momento a mexida deu certo. Como meio-campo mais povoado, nossa ligação sofreu um pouco até reencontrar os caminhos, e o jogo passou a ficar mais físico. Houve muitas disputas de bola ríspidas, e o juiz teve que usar o cartão para controlar o jogo.
E o SCCP ameaçou armar uma pressão. Aos 27, Mazinho desarmou Ezequiel na bola, mas a arbitragem deu falta, na entrada da área. Neto bateu e Sérgio fez boa defesa, mandando a escanteio. Aos 32, Neto lançou Ezequiel pela esquerda, ele achou Viola livre na marca do pênalti, mas a cabeçada saiu fraca, nas mãos de Sérgio. E aos 34 Antonio Carlos abusou da categoria e jogou César Sampaio na fogueira na saída de bola; Tupãzinho recuperou e tocou para Viola, que bateu fraco, fácil para Sérgio.
E acabou aí; não aproveitaram, dançaram. O Palmeiras voltou a colocar a bola no chão e reiniciou o baile – e em grande estilo. Aos 36, ataque em massa do Verdão, Edmundo conduziu pela esquerda e levou o carrinho de Henrique; o corte foi parcial e a bola se ofereceu para Evair, que percebeu Zinho também em velocidade partindo pela direita. O toque, de primeira, foi brilhante; Zinho invadiu a área, protegeu a bola de Ricardo e bateu cruzado, de pé direito – a bola ainda tocou na trave antes de morrer o fundo do gol de Ronaldo.
Foi um fenômeno difícil de descrever. Uma enxurrada de emoções do lado verde do estádio, um grito de gol como nunca havia se ouvido, um urro estrondoso, um eco que ainda reverbera, até agora. Pela primeira vez em 16 anos o Verdão estava com a taça na mão – bastava que não levasse mais gols até o fim do jogo e na prorrogação – isso jamais tinha acontecido desde o gol de Jorge Mendonça no XV de Piracicaba, em 1976. O quase, que nos perseguiu por tanto tempo, parecia cada vez mais um pesadelo prestes a terminar.
O SCCP sentiu o gol, e o Verdão foi para o nocaute. Edílson arrancou pelo meio e mais uma vez sofreu falta violenta de Henrique. Aparecido aplicou-lhe o amarelo, para em seguida expulsá-lo, corretamente. O jogo pegou fogo, e numa disputa na lateral do campo, Edmundo tolamente entrou rasgando em Paulo Sérgio, que como sempre, pulou e caiu, se contorcendo. Não houve contato devido ao salto, mas a entrada foi perigosa – Edmundo abusou da sorte. O amarelo, no final das contas, foi justo, mas como Henrique havia acabado de ser expulso, houve muita pressão para que o juiz igualasse as coisas. Não houve jogo até o final do primeiro tempo, com muito bate-boca entre os jogadores. Melhor para o Verdão, que abriu vantagem no placar e no campo. E aplicava uma aula de futebol.
Os times voltaram sem alterações para o segundo tempo. Ricardo passou a compor a zaga ao lado de Marcelo, e Ezequiel e Paulo Sergio revezaram na marcação de Edmundo. O Verdão cadenciou os primeiros minutos, segurando uma possível blitz do adversário – por respeito às tradições do Derby. Quando percebeu que tinha pela frente um amontoado de jogadores amedrontados, partiu para o massacre.
Aos sete, Tonhão roubou uma bola em frente nossa área e armou o contra-ataque. Todo o nosso ataque participou do lance, a bola foi tocada entre Zinho, Edmundo, Edílson até chegar nos pés de Edmundo, que soltou um canudo que acertou o poste que segura a rede. Tonhão estava na área, como centroavante. Coisa linda.
Àquela altura, só o peso dos dezesseis anos é que poderia atrapalhar – e de fato, a cada ameaça de descida do adversário dava uma certa agonia, mesmo que nossos olhos vissem claramente que era como o Woody Allen tentando bater no Evander Holyfield. Mesmo assim, o frio na barriga era inevitável.
Bobagem, pura superstição. Não havia a menor chance do Verdão deixar de ganhar o jogo, nem o futebol com todas as suas surpresas seria capaz de nos tirar o caneco – não neste sábado. E isso ficou mais claro aos 15 minutos, quando Tonhão, após sair jogando e aplicar uma meia-lua em Leandro Silva, lançou Edmundo em velocidade, sem marcação; Ronaldo saiu enlouquecido da meta e deu no meio de nosso atacante. O goleiro já tinha amarelo mas Aparecido, corretamente, nem aplicou o segundo: vermelho direto. Tonhão correu em direção ao goleiro adversário e houve um “choque”: foi a deixa para o juiz diminuir a diferença numérica em campo e expulsou injustamente nosso zagueiro. No campo, dez contra nove.
Nelsinho tirou Tupãzinho para colocar Wilson no gol. Luxemburgo recompôs a zaga puxando Daniel para o setor. E o massacre se consumou. Aos 25, Edmundo tabelou com Edílson e saiu na cara do gol, mas Wilson conseguiu defender a conclusão. Mas era só questão de tempo: três minutos depois, a defesa do SCCP desarmou mais um ataque nosso, mas de forma parcial – a bola caiu nos pés de Mazinho, na intermediária. O lateral partiu comela dominada, foi caindo pela esquerda, imparável; invadiu a área e perto da linha de fundo cruzou rasteiro, achando Evair na pequena área – o Matador só escorou de chapa para as redes. Era o nocaute, e a certeza de que haveria a prorrogação. Após a explosão, a tensão das arquibancadas se dissipou, e os dois lados passaram a apenas aguardar o apito do árbitro para o tempo extra.
Mas estava tão fácil, que ainda deu tempo para mais um, em ritmo de churrasco: a torcida fazia a festa, cantava e vibrava, enquanto Daniel Frasson arriscou uma subida; lançado na área, ele conseguiu mais um cruzamento rasteiro e achou Evair na marca do pênalti. Com uma calma inacreditável, El Matador escolheu o canto e bateu colocado – a bola bateu na trave e se ofereceu para Edílson, que vinha na corrida, estufar as redes. Estava finalmente caracterizado o massacre, 3 a 0, e o moral na estratosfera, esperando pela prorrogação.
Aparecido nem deu descontos, para alívio geral: aos 45, terminou o tempo normal. E enquanto os times ouviam as instruções dos treinadores, por incrível que pareça mesmo depois de uma surra daquelas, o fantasma dos 16 anos voltou a rondar nossa arquibancada, como que se um encanto tivesse sido quebrado. Os comentários oscilavam entre cautela e medo. Ninguém ousava soltar o grito de campeão; o palmeirense, maltratado, não passava nem perto de um suposto clima de já-ganhou.
Mais uma vez, quando a bola voltou a rolar, percebemos que o pesadelo enfim iria acabar. Bastava não tomar gol, e o SCCP mal passava do meio-de-campo. Logo a dois minutos, Edmundo fez um carnaval e tabelou com Mazinho; recebeu de volta e invadiu a área pela direita. O cruzamento, mais uma vez por baixo, achou Edílson na pequena área, mas a bola foi por cima.
O SCCP teve sua chance. Aos sete, Viola pegou um chutão no lado esquerdo e partiu pra cima. A torcida deles fez um barulho que não fazia desde o primeiro tempo. Viola invadiu, gingou, tirou dois de nossos defensores e bateu forte, mas Sérgio defendeu. Se alguém disser que teve palmeirense infartando nesse lance, eu acredito.
Só que no lance imediatamente depois, veio o tiro de misericórdia. Zinho e Edílson construíram o contra-ataque no campo pouco povoado; Edmundo recebeu e foi pra cima de Ricardo, invadiu a área e foi chargeado depois de um giro incrível que o levava à pequena área. Aparecido marcou pênalti. Seguiram-se quase três minutos de reclamações; Ezequiel, descontrolado, foi expulso. Àquela altura, eles só estavam esperneando, mas sabiam que não havia mais o que fazer – afinal, Evair, que nunca perde pênalti, iria fuzilar Wilson.
A arquibancada verde deu as mãos. De forma espontânea, todos se uniram numa corrente de fé enquanto o Matador se concentrava para a cobrança. Um silêncio sideral se instalou no estádio, quase foi possível ouvir as passadas de Evair em direção à bola. Aos dez minutos do primeiro tempo da prorrogação, Wilson suicidou-se ao se estabacar para a esquerda. Evair só rolou para o lado direito do gol, nem tão no canto assim. E correu em direção à massa alviverde, em transe. Gritos, abraços, lágrimas. O pesadelo estava muito próximo de acabar.
Foram vinte minutos de carnaval. Boa parte da torcida do outro lado jogou a toalha e abandonou o time, deixando o estádio. Não havia mais nada que nos separava do grito, apenas o relógio. A euforia foi crescendo, o olé estava estabelecido, mas ninguém gritava “campeão”. Luxemburgo tirou Evair e colocou Alexandre Rosa, para que o Matador pudesse celebrar com a torcida enquanto a bola ainda rolava. Foi a prorrogação mais festiva da História do futebol mundial. A dois minutos do fim, Vanderlei Luxemburgo deixou o banco e declarou à imprensa que ia para o vestiário porque a festa era dos jogadores.
Aos 15 do segundo tempo do tempo extra, José Aparecido de Oliveira encerrou a partida – e também uma era. Os fracassos do Palmeiras, enfim, terminaram. Finalmente com um time à altura de nossas tradições, pudemos testemunhar o nascimento da Terceira Academia de Futebol. Com uma administração profissional, a co-gestão com a Parmalat, a despeito de tantas desconfianças, enfim mostrou-se vencedora. O Verdão, mais uma vez pioneiro, mostra ao país um novo caminho e tem tudo para voltar a ser um grande papa-títulos. Que venham. Nossa torcida merece tirar a barriga da miséria, depois de tanto sofrimento.
E começamos em grande estilo. Desde a ladeira da Padre Lebret, se espalhando por toda a cidade, o cenário era enlouquecedor. Uma multidão vestida de verde e branco tomou as ruas, e não havia bebida suficiente para todos nos bares. Conhaque, cachaça, cerveja – especialmente a Kaiser Bock – molharam o grito de campeão que teimava em não sair. Algo me diz que esta vitória e esta festa não serão esquecidas tão cedo. Parabéns, torcida palmeirense. Estamos de volta!!! Se segura aí imundície, que vem muito mais!!!
Atuações
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Sérgio: sempre seguro e bem colocado. Venceu todas as desconfianças sobre si. DEZ |
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Mazinho: deitou e rolou, ajudado por Nelsinho Batista. O lance do segundo gol foi espetacular. Depois de ser muito criticado ano passado, está completamente redimido. DEZ |
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Antônio Carlos: só erra quando abusa de sua imensa categoria. E na hora que o pau quebra, bota moral. DEZ |
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Tonhão: jogou demais. Tirou tudo, e ainda armou contra-ataques, aparecendo como centroavante. Expulso injustamente pelo juiz. DEZ |
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Roberto Carlos: a aposta no menino do União São João deu frutos. Tem tudo para ir à Copa no ano que vem. DEZ |
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César Sampaio: o Monstro do Parque Antarctica comandou o esquema de marcação que esmagou o SCCP. Que volante! DEZ |
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Daniel Frasson: Substituiu Amaral com tranquilidade, e apareceu bem no meio, na zaga e até no ataque, participando decisivamente do terceiro gol. DEZ |
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Edílson: sua rapidez é imarcável. Quando a bola de Evair partiu, ele devia estar no meio do campo. Quando voltou, surgiu como uma flecha para fazer o seu. DEZ |
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Zinho: o maestro do meio-campo, comandou os ataques com personalidade. Outro que superou as frustrações de 92. DEZ |
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Edmundo: o jogador mais endiabrado que já passou pelo Palmeiras honra o grito que lançaram outro dia: é um animal. DEZ |
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Evair: mostrou a Nelsinho Batista que não pode ficar de fora de time nenhum. É gritante a diferença do time sem ele, e com ele. E a frieza no pênalti? DEZ |
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Alexandre Rosa: teve a honra de entrar em campo para que Evair celebrasse com as arquibancadas. Merece um DEZ |
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Jean Carlo: participou do olé mais fácil de todas as finais da História. DEZ |
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Vanderlei Luxemburgo: pegou o barco andando, segurou o leme e armou o time direitinho. A parte motivacional, depois da derrota no primeiro jogo, foi fundamental. E a saída de campo no final foi uma jogada brilhante de nosso jovem treinador, que ao que parece tem um enorme futuro pela frente. DEZ |
E-mail: conrado@verdazzo.com.br

Como foi seu 12 de junho de 1993?
12 de junho de 2013 por @parmerista
Postado em: Promoções, Verdazzo
O dia 12 de junho de 1993 é uma das maiores datas da História da Sociedade Esportiva Palmeiras. Depois de passar 17 anos sofrendo com times muito piores do que os que temos visto ultimamente; depois de derrotas inacreditáveis com times que eram realmente bons, depois de passar por humilhações que culminaram com Viola imitando o porquinho após o primeiro jogo da final, eis que naquele sábado nossa alma foi lavada. Saímos da fila em cima deles, com uma goleada incontestável, acachapante. Um 4 a 0 eterno.
Já ouvi muitas histórias daquele dia da boca de amigos e conhecidos, e muitas são de arrepiar. Por isso, está aberta aqui a tribuna para que vocês contem as SUAS histórias daquele 12 de junho, e de tudo o que o antecedeu.
Enviem suas histórias até domingo, dia 16 de junho para o e-mail conrado@verdazzo.com.br. A melhor delas será publicada aqui no Verdazzo e vai ganhar de presente o livro “O Exorcismo de 1993“, do Marcello Paciello da Silveira, cujos detalhes vocês encontram no post anterior, na gravação do programa ‘Verdazzo‘ desta semana. Se quiserem – mas não vale para o concurso – podem compartilhar suas histórias aqui nos comentários também.
Esta é uma data inesquecível, que merece ser comemorada para todo o sempre. Somos tão grandes que podemos, sem problemas, esquecer por um dia tudo de ruim que enfrentamos atualmente e celebrar essa conquista, sem negativismos do tipo “só vivemos do passado” e etc.
HOJE É DIA DE ALEGRIA!
*caso não queira esperar o fim da promoção e comprar logo o livro, clique aqui.
E-mail: conrado@verdazzo.com.br

O título de 1993, e toda a fila que o antecedeu, num livro
12 de junho de 2013 por @parmerista
Postado em: Verdazzo
O programa ‘Verdazzo‘ desta semana, gravado na última segunda-feira – antes, portanto, do jogo contra o América-RN, recebeu Marcelo Paciello, autor do livro “O Exorcismo de 1993″, um delicioso relato dos anos da fila e da libertação que foi a conquista do Paulistão de 1993, que completa 20 anos exatamente hoje. Imperdível.
O link para adquirir o livro, do qual tive a honra de escrever a contra-capa, está aqui.
E-mail: conrado@verdazzo.com.br

América-RN 0×2 Palmeiras
12 de junho de 2013 por @parmerista
Postado em: Jogos, Verdazzo

Venceu, trouxe os três pontos, mas jogou mal. Mais uma vez contra um time extremamente frágil, o Verdão ficou devendo futebol, e o placar só veio porque o desnivelamento técnico era gritante. Vimos em Ceará-Mirim um time sem padrão tático e principalmente sem pegada, um tanto desmotivado. Se o que importa é a vitória, então está tudo certo; o time chega à pausa do torneio de seleções no G4 e sobrando em relação aos outros. Mas a torcida do Palmeiras merece mais.
Com Henrique deslocado para o lugar de Marcio Araújo; André Luiz entrando na zaga; Wesley no lugar de Charles, que sentiu o chamado “desconforto”, e a estreia de Serginho no lugar de Leandro, Gilson Kleina persistiu no erro de montar um time sem ligação. Serginho, perdido, não se definiu se era atacante, meia armador ou ponta-de-lança. Assim, o time vivia mais uma vez das bolas esticadas, buscando os três avantes. O mais lúcido deles era Vinicius, que tinha alguma facilidade em cima do lateral Norberto. Serginho e Caio Mancha eram invariavelmente desarmados ao tentarem das sequência às jogadas.
Mesmo assim, o Verdão tinha completo domínio da partida. O time do América de Natal era incapaz de trocar três passes – em parte pela forte marcação de Henrique e Wesley – auxiliados muitas vezes por Serginho e Vinicius, em parte por sua extrema ruindade. Com dez minutos de jogo o Palmeiras já tinha criado duas chances: uma com Ayrton, que finalizou cruzado sem muita direção, e outra com Caio Mancha, que recebeu um cruzamento da direita, livre, mas concluiu de forma displicente, sem ajeitar o corpo, com o pé direito. A vitória do Palmeiras já estava rascunhada, a questão era saber como ela seria construída de fato.
Com o passar do tempo o time foi aumentando o predomínio em campo, mas ainda tinha dificuldades em construir as jogadas de ataque, principalmente porque Ayrton e Juninho erravam quase tudo o que tentavam. Tiago Real passou a participar mais do jogo e a arriscar lançamentos. Aos 21, ele ligou com Vinicius pela esquerda, mas Andrey saiu no abafa e fez a defesa.
Vinicius já era, de longe, o melhor em campo, e todas as tentativas eram direcionadas a ele. Depois de mais uma tentativa aos 22, ele chegou às redes, aos 27: lançamento brilhante de Tiago Real, desta vez Vinicius chegou antes que o goleiro, cortou para o lado e tocou com muita felicidade, pelo alto, evitando o corte do zagueiro que chegou para defender a meta. Um belíssimo gol.
Com a vantagem, o time se lançou à frente e o América, acuado, precisou sair para o jogo: o técnico Bob Fernandes tirou o volante Daniel e mandou a campo o atacante Alex, escancarando um pouco mais o meio-campo. Wesley achou um espaço para o apoio, e conseguiu um bom tiro de fora aos 36, mas a bola foi desviada no meio do caminho a escanteio. Seguiu-se uma boa sequência de escanteios para o Palmeiras, mas o time não conseguiu aproveitar. E assim terminou o primeiro tempo, com vantagem do Verdão no placar, mínima; e no campo, ampla.
Bob Fernandes mexeu de novo no intervalo: tirou Fabinho, volante que joga mais adiantado, para colocar Jerson, que tinha um jeitão de quem jogava mais plantado, para consertar o buraco que tinha aberto na primeira alteração. Os jogadores do Palmeiras mostraram nos primeiro minutos do segundo tempo uma vontade que foi rara em todo o jogo. Com menos de um minuto, Vinicius, à sua maneira, foi entrando na área mas concluiu mal; aos 3, Ayrton bateu falta da esquerda, a bola espirrou e se ofereceu para Serginho, que bateu fraco, facilitando para Andrey. Aos 4, foi a vez de Caio tentar a finalização após jogada individual. O Verdão buscava o gol para poder se tranquilizar de vez.
Depois de mais algumas tentativas de chegar à área do América, aos 15 o Verdão teve sua melhor chance, em chute de fora de Serginho. A bola fez uma curva e talvez raspasse a trave antes de sair, mas Andrey conferiu e espalmou a escanteio. E foi a última chance do Palmeiras antes do time decretar, por conta própria, o fim do jogo. O time parou de jogar por completo e permitiu ao América tentar articular jogadas e a ameaçar o gol de Bruno.
Aos 16, Alex conseguiu fazer uma jogada individual e bateu forte, a bola desviou na zaga e caiu fácil nas mãos de Bruno – resta saber o que aconteceria se ela não desviasse. Mais duas finalizações se seguiram, sem perigo – mas o espaço que o time da casa encontrava era inaceitável.
Tiago Real saiu do jogo, aparentemente sentindo algum tipo de mal-estar. Fernandinho entrou em seu lugar, mas não reeditou o bom jogo feito em Itu, já que pegou o time absolutamente desinteressado. Mesmo assim, ainda houve uma grande chance: Caio recebeu dentro da área pela esquerda e abriu para Juninho, que deu o tapa para o meio; Henrique fechou e cabeceou no contrapé de Andrey; a bola venceu o goleiro do América mas não a irregularidade do gramado: bateu sobre a risca e sobrenaturalmente voltou para o campo de jogo. Imaginem se deixássemos de ganhar o jogo por causa dessa bola.
E isso quase aconteceu aos 27: o glorioso Cascata, que até mostrou que pega bem na bola, mandou um canudo de fora, obrigando Bruno a voar no canto esquerdo e espalmar para o bico da grande área, onde estava Junior Negão, que dominou e bateu para o gol, obrigando Bruno a fazer nova defesa – mas ele estava impedido e o bandeirinha parou a jogada. Um grande susto, e ótima intervenção de Bruno. Lance capital.
Ananias foi para o campo e fez sua estreia pelo Verdão ao substituir Serginho, que melhorou no segundo tempo. Mas ambos os times já estavam cansados, e as jogadas de ligação direta eram quase todas rechaçadas pelas defesas. Até que aos 47 do segundo tempo Ananias recebeu uma bola na meia-lua, puxou de lado e bateu; Andrey desviou com a ponta do dedo e a bola beijou a trave, no rebote Fernandinho escorou para dar números finais ao placar: 2 a 0 para o Verdão.
Mais um jogo padrão de Série B: o Palmeiras, mal, vence um time muito pior. Essa será a tônica deste campeonato; os adversários não vão subir muito o nível, e a tendência é o Palmeiras embalar e aumentar sua diferença frente aos demais, com um ou outro percalço. Isso não quer dizer que devemos estar satisfeitos com o futebol apresentado pelo time. Mais uma vez a exibição foi pífia, muito longe do aceitável. O resultado pode mascarar o baixíssimo nível do jogo coletivo apresentado pelo time, mas quem prestou um pouco de atenção no jogo e não apenas na bola percebeu. Tem que melhorar, e muito! Seo Gilso vai ter muito trabalho nas próximas semanas.
Atuações:
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Bruno: mais uma vez foi exigido com rigor apenas uma vez, e foi muito bem. 8 |
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Ayrton: espero que o pessoal da Lusa não tenha tido tempo de ver o jogo. 4,5 |
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Maurício Ramos: praticamente um espectador do jogo. 6,5 |
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André Luiz: parecia um tanto sem ritmo, lento, desligado. Perdeu uma bola boba no primeiro tempo que podia complicar. 5,5 |
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Juninho: Maldini do Agreste reloaded. 3,5 |
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Henrique: como volante, seus lançamentos longos não foram tão longos assim, e ele errou menos. 6 |
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Wesley: apesar de escalado na posição que mais se sente à vontade, foi discreto. Quando apareceu, foi bem. 6,5 |
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Tiago Real: partida sofrível, mas com o brilho de um lançamento genial para Vinicius fazer o primeiro gol. 6,5 |
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Serginho: perdido no primeiro tempo, achou um cantinho no segundo, caindo pela esquerda, e se firmou. Teve boas participações. 6,5 |
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Caio Mancha: fraquíssimo. Já o vi metendo gols contra adversários melhores que esse América. 3 |
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Vinicius: muito bem no primeiro tempo, caiu um pouco no segundo. Hoje, é titular indiscutível. Que fase! 8 |
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Fernandinho: entrou com o time totalmente desinteressado, mas deu sorte de pegar um rebote no penúltimo lance do jogo e guardou. Bom sinal. 7,5 |
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Ananias: também ia passar despercebido no jogo não fosse a ótima jogada que originou o segundo gol. Se o goleiro não desvia com a pontinha, o gol seria dele. 7 |
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Marcelo Oliveira: esse não dá pra julgar, a não ser pelo quase-pênalti que fez quando ainda estava 1 a 0. Que susto. S/N |
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Gilson Kleina: o time implora por um articulador mas ele insiste com o Tiago Real, que visivelmente não faz essa função. Quando a providência divina lhe dá uma força e tira o GB do time, ele consegue se complicar sozinho. Faltou também ligar o time e exigir que eles decidissem o jogo mais cedo. A preguiça coletiva foi inadmissível. 4 |
E-mail: conrado@verdazzo.com.br

Os decanos da mídia palestrina: Paixão Alviverde, 18 anos
11 de junho de 2013 por @parmerista
Postado em: Matérias
Todos os palmeirenses estão convidados para a festa de 18 anos do primeiro programa feito exclusivamente para palmeirenses: o Paixão Alviverde.
Confira abaixo. Chegarei meio tarde, mas irei.
Todo o respeito a quem começou a bagaça!
FESTA DOS 18 ANOS
MÚSICA AO VIVO
DIA 17 DE JUNHO
A PARTIR DAS 19H30’
SEU BERALDO BOTEQUIM
Endereço: Avenida Jurema, 90 – Moema – São Paulo – SP
Telefone: (11) 5051-5966
FACEBOOK: http://www.facebook.com/seuberaldo
Site: http://www.seuberaldo.com.br/CONVITE: R$ 15,00
RESERVAS:
PAULO D’ANGELO – 99534-8256
MARINHO – 97504-7574DEPÓSITO IDENTIFICADO
SANTANDER – 033
AGÊNCIA – 3412
C/C – 01001628-0

































