Palmeiras 1×0 União Barbarense
24 de fevereiro de 2013 por @parmerista
Postado em: Arbitragem, Jogos, Verdazzo

O Verdão martelou, martelou, martelou, e conseguiu no final o gol da vitória contra o retrancadíssimo time do União Barbarense, para alegria de 20 mil palmeirenses no Pacaembu. O resultado levou o time ao quarto lugar na tabela e garantiu tranquilidade durante a semana para Gilson Kleina preparar o time para o confronto em Assunção, contra o Libertad.
O time se portou muito bem, principalmente no primeiro tempo. Criou dezenas de oportunidades, mas parou na maioria das vezes na atuação espetacular do goleiro Walter. No segundo tempo o time continuou insistindo, perdeu Marcelo Oliveira expulso; mas mesmo com um a menos, empurrado pela torcida e com muita raça, conseguiu o gol da vitória a nove minutos do fim, com gol do estreante e palmeirense de infância Leandro.
O esquema sem centroavante de Gilson Kleina continua dando trabalho aos adversários, com Vinicius aberto e Souza, Patrick e Wesley envolvendo as defesas nas trocas de passes. O primeiro tempo começou morno, mas o time acendeu após jogada individual de Vinicius: ele recebeu a bola no campo de defesa, pela esquerda, enganou o marcador com uma finta de corpo e disparou; cortou para o meio para evitar o segundo marcador e bateu de fora, rasteiro, no cantinho – mas Walter fez a primeira da enorme sequência que faria a seguir. Foi um bombardeio.
Aos 20, Wesley roubou a bola na saída, invadiu e bateu fraco. É evidente que o meia precisa treinar mais finalizações. Aos 29, Marcio Gente Boa conduziu e abriu para Vinicius, que ligou com Wesley. Sem ser fominha, o camisa 11 levou para dentro e serviu Patrick, que também finalizou mal, facilitando para Walter. Aos 32, Weldinho apoiou pela direita e tocou curto para Patrick, dentro da área. Ele notou a chegada de Vilson e rolou – o chute saiu rasteirinho, cruzado, e bateu na trave antes de sair.
Aos 39, Marcio Gente Boa bateu de fora e exigiu boa defesa de Walter. Aos 41, Souza lançou Gente Boa por trás da zaga, Walter chegou primeiro mas largou – cometendo seu único erro no jogo – Marcio Gente Boa recuperou a bola e soltou para Vinicius, que bateu em cima da zaga. O final do primeiro tempo, sem gols, foi acompanhado de muitas palmas da torcida, que reconheceu o empenho do time.
O segundo tempo começou quente, e quase o União Barbarense solta a zebra no gramado, numa falta batida de fora, que parecia um cruzamento, mas mudou a trajetória e quase encobre Prass, que estava adiantado – a bola saiu por pouco. O Verdão respondeu rápido, com mais uma ótima jogada de Marcio Gente Boa, que recebeu bom passe de Vinicius, cortou o zagueiro e concluiu como gente grande, pra cima, mas Walter mostrou que não ia ser fácil vencê-lo ao espalmar para escanteio.
A contusão de Patrick Vieira, após choque com um defensor do União Barbarense, acalmou o ritmo alucinante, o que só interessava ao time do interior. O Verdão continuava tentando, mas sem tanta intensidade, recorrendo várias vezes ao jogo aéreo. Foi quando Wesley cometeu duas falhas seguidas: na primeira, passou errado na saída de bola, nos pés de Alex Reinaldo que invadiu a área com perigo mas foi desarmado por Maurício Ramos. Na segunda, tentou um passe de calcanhar displicente que também parou nos pés de um adversário. A torcida não perdoou – e nem Gilson Kleina: na hora chamou Valdivia, que foi para o jogo no lugar do camisa 11.
O chileno entrou mais uma vez muito bem e já aos 16 deixou Vinicius na cara do gol. A bola estava pingando, e o atacante fuzilou, mas ao alcance de Walter, que fez um milagre; no rebote, Souza tentou aproveitar de bicicleta mas a conclusão não ofereceu perigo. Um minuto depois, Marcio Gente Boa tocou para Valdivia que ajeitou de calcanhar para Vinicius, que bateu de fora; Walter deu rebote e Gente Boa tentou aproveitar de cabeça, mais uma vez sem perigo.
Foi quando Marcelo Oliveira dividiu uma bola numa descida de Bachin e o árbitro interpretou como falta e ainda deu-lhe o amarelo. Como já tinha levado um no primeiro tempo, acabou expulso. Mais um dos diversos erros que o árbitro Rodrigo Guarizzo do Amaral cometeu para os dois lados – diferente do bandeirinha que correu no sol, que errou todas contra o Palmeiras, nos dois tempos.
Mas mesmo com um a mais, o União Barbarense não tentou sair para o jogo e preferiu segurar o resultado. O 4-3-3 apresentado no papel era na verdade um 4-5-1 onde só o centroavante ficava como referência na linha do meio de campo. Kleina tirou Vinicius e colocou Leandro, mas o time continuava se ressentindo de uma referência na área. Perdendo um dos três meias (Wesley), e com Valdivia, que tem outra característica, o time passou a precisar muito de um NOVE-NOVE.
Aos 29, Bachin, impedido, saiu na cara de Fernando Prass e quase marcou, mas nosso goleiro saiu para o abafa e fechou o ângulo. Gilson Kleina então usou na omelete o ovo que tinha à disposição: mandou a campo Caio Mancha, o único centroavante do elenco em condições de jogo. E o menino quase fez o gol em seu primeiro lance, em cabeçada no cantinho após escanteio da direita. Walter operou mais um milagre.
E foi com a participação de Caio e Valdivia que saiu a jogada do gol de Leandro: o chileno tentou a enfiada para Caio, que faria o pivô; Itaqui cortou e tentou sair jogando, mas Caio aproveitou um cochilo e roubou a bola, tocando para Leandro, que foi rápido, cortou para o meio e bateu de direita, no cantinho de Walter, sem chances de defesa. Os três que saíram do banco resolveram o jogo.
Na comemoração, Leandro, palmeirense na infância, enlouqueceu, arrancou a camisa, foi para a torcida e vibrou muito. O atacante tinha errado tudo o que tinha tentado até então, mas corrigiu tudo com o gol e com a vibração que passou às arquibancadas. Um grande momento para os 20 mil torcedores, e em especial para uma certa pequena que eu levei ao Pacaembu pela segunda vez na vida – na primeira ela era muito novinha e nem se lembra. Foi o primeiro gol que ela gritou no estádio.

Aos 42, quase uma fatalidade estraga tudo: falta pela esquerda para o visitante, a bola ficou viva em nossa área e Vilson deu o estouro – a bola bateu num jogador adversário e ia no cantinho, mas Fernando Prass fez ótima defesa. Fosse no pebolim, seria um gol de chupeta. Como venho mencionando em vários jogos: se estivéssemos em outros tempos, a bola teria entrado, com certeza. Ah, aquela nuvem negra…
Veio o apito final e alguns sinais ficaram muito claros. Primeiro que a torcida abraçou o time, e respondeu positivamente à mudança na política de preços dos ingressos. Segundo que o time correspondeu às expectativas, e lutou até o fim, mesmo com um a menos. Terceiro que as arbitragens ainda são um ponto a ser focado pela atual diretoria – o bandeirinha do lado de lá foi uma vergonha, e Marcelo Oliveira jamais teria sido expulso se ainda estivesse jogando no SCCP pelo lance que cometeu. E finalmente, fica a certeza que antes tínhamos um centroavante mas faltava um time. Agora, temos um time e falta um centroavante. Kleina até que se virou bem com esse 4-5-1, mas com Valdivia no time muda tudo. É torcer para Kleber Pinheiro dar liga com o chileno. Mesmo assim, está claro: precisamos continuar buscando esse NOVE-NOVE no mercado, urgente.
Atuações:
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Fernando Prass: duas excelentes defesas no segundo tempo espantaram a zebra. 8,5 |
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Weldinho: vai pegando o jeito do time e se encaixando sem comprometer. Mas não empolga. 6,5 |
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Maurício Ramos: se teve um zagueiro que se destacou hoje foi ele, firme sempre que solicitado. 7,5 |
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Henrique: discreto, quase não participou do jogo. 6 |
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Marcelo Oliveira: está realmente com muita vontade, e acaba entrando mais forte do que deve em alguns lances. Quando não fez nada errado, acabou pagando. 5,5 |
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Marcio Gente Boa: que grande partida. Marcou, armou, driblou e concluiu. Kleina achou o jeito dele jogar. 9 |
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Vilson: outro que está bem encaixado no esquema atual, tanto na marcação quanto no apoio. Quase deixou mais um, desta vez em chute de fora. 7 |
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Patrick Vieira: só está faltando aquela poência nos arremates. Dentro da proposta tática, fez tudo certinho. 7 |
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Souza: seria o primeiro a ser sacado para a entrada de Valdivia, mas se garantiu em campo, com muita personalidade. 7 |
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Wesley: o destaque negativo do time, desta vez não tem defesa. Deficiente nas finalizações e displicente em dois passes seguidos. Inadmissível. 4 |
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Vinicius: apesar do gol feito que desperdiçou, fez uma boa partida, dando bastante trabalho à defesa do adversário com movimentação e força física. 7 |
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Valdivia: mudou completamente o estilo do jogo – e a defesa adversária não leu essa mudança. Um dos grandes responsáveis pela vitória. 8,5 |
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Leandro: estava errando absolutamente tudo o que tentava, com algumas jogadas até bizarras – provavelmente o nervosismo. Aí fez aquele gol. E vibrou, ah como vibrou! 9 |
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Caio Mancha: entrou para selar a mudança tática, e participou muito bem – quase deixou o seu, e foi fundamental no lance do gol. 8 |
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Gilson Kleina: quando o gol sai dos pés dos três jogadores que vieram do banco, não há muito mais o que comentar. 9 |
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
XV de Piracicaba 3×3 Palmeiras
4 de fevereiro de 2013 por @parmerista
Postado em: Arbitragem, Jogos, Verdazzo

Em jogo bastante movimentado e cheio de alternativas táticas, o Palmeiras empatou com o XV em Piracicaba por 3 a 3, e segue na zona intermediária da tabela – posição que deve ocupar até o final da fase de classificação. Ficou claríssimo: até contra equipes frágeis o 4-3-3 nessa configuração específica é suicídio. Talvez até seja possível manter três atacantes em campo, mas o esquema de proteção à zaga precisa ser melhorado. É para isso que, nesta fase de reestruturação, serve o Paulista.
O jogo começou em ritmo alucinante: no primeiro lance do jogo, ótima tabela entre Barcos e Maikon Leite, que chegaram com muito perigo à área adversária. Mas aos dois minutos o XV respondeu de forma fatal: falha ridícula de posicionamento de nossa defesa; Janilson cruzou no segundo pau e Marcio Diogo estava absolutamente livre para fazer de cabeça.
O gol deu moral ao time da casa, que passou a jogar mais do que pode e conseguiu se impor taticamente sobre o vulnerável esquema de Gilson Kleina. Em dois chutes de média distância o XV quase ampliou o placar, dando a impressão de tragédia anunciada. O Palmeiras tinha enorme dificuldade em fazer a ligação com o ataque. Nas poucas vezes que Valdivia recebia em condições de fazer a distribuição, o fez sem a mesma inspiração da partida anterior. A atuação era desastrosa.
O XV continuava chegando em nossa área com alguma facilidade, e Fernando Prass já era o melhor palmeirense em campo, quando o Verdão achou o empate, aos 38: escanteio da direita; a bola atravessou a área e caiu no pé de Henrique, que a amorteceu com categoria e bateu forte, rasteiro, no cantinho do goleiro. O empate não era merecido, e os minutos finais do primeiro tempo serviram apenas para o XV continuar atacando – e para Valdivia tomar mais um cartão amarelo estúpido.
Gilson Kleina acertou o posicionamento do time com a entrada de João Denoni no lugar de Vinicius. O ataque pelo lado esquerdo ficou então a cargo de Juninho, que continua com o desempenho muito inferior ao que mostrou no início do ano passado. De qualquer forma, os espaços no meio do campo foram preenchidos e o time passou a dominar completamente as ações.
Aos sete minutos, o provavelmente o lance mais inacreditável do campeonato: Marcio Gente Boa pegou a bola e foi indo, indo, indo… ninguém se preocupou, afinal, era ele. Quando chegou perto da área, cortou para a esquerda o primeiro marcador e bateu de esquerda. A bola foi bem no cantinho, Bruno Fuso ainda tocou nela que bateu na trave antes de entrar. Ele é tão gente boa que não mandou chupa pra ninguém, só comemorou com sorrisos e beijinhos na aliança. O Palmeiras estava na frente.
O jogo era bem diferente do primeiro tempo, o time já jogava bem melhor – mas não mostrava aquela gana de aumentar, de transformar sua superioridade em gols. Diante de um adversário acuado, o Palmeiras parecia satisfeito com o placar e só torcia para o jogo acabar, como se não fosse um jogo de futebol onde, sabemos, nem sempre a superioridade é traduzida no resultado.
E aos 28 aconteceu um erro de passe na frente da área – admito que não consegui identificar o artista. Diguinho pegou a sobra e entrou na área, mas se chocou com Marcio Gente Boa. O árbitro Marco Antonio Motta Junior tomaticamente colocou na cal, o ladrão. O próprio Diguinho cobrou e empatou: XV de Piracicaba 2×2 XV de Jaú.
Assim como o nosso empate no primeiro tempo foi acidental, o deles também tinha sido, e parecia que o Palmeiras faria o terceiro naturalmente, como se bastasse apertar um botão. Talvez até fosse assim mesmo, mas esqueceram de apertar. O XV aproveitou a pasmaceira e achou uma pressão: primeiro Diguinho cruzou e Vinicius Bovi cabeceou para defesa espetacular de Fernando Prass, na gaveta. No escanteio, Luiz Eduardo ganhou a disputa no alto e e cabeceou no travessão; no rebote Vinicius Bovi chutou de qualquer jeito e colocou no cantinho de Prass, virando o jogo novamente.
Gilson Kleina foi então para o desespero, e tirou Wesley e Marcio Gente Boa para colocar Patrick Vieira e Caio. Aí foi só bicão pra frente, chuveirinho, o famoso bumba-meu-boi. E deu certo: João Denoni avançou e suspendeu para Henrique, que aproveitou o posicionamento errado do goleiro Bruno Fuso e raspou de cabeça – a bola entrou devagarinho no cantinho direito, a pouco mais de um minuto para o fim. O gol desorientou o time do XV, e quase que o Verdão conseguiu a virada nos lances finais – seria sensacional.
Pela primeira vez na História do clube o palmeirense precisa saber que o time, já no início de um campeonato não tem a menor perspectiva de ser campeão. Há quem aceite e se resigne, entendendo que se pressionar vai ser pior. E não dá para recriminar quem não aceita essa situação, afinal, viver essa realidade não está em nosso DNA. A culpa? Deixemos pra lá, basta saber que não é de quem está trabalhando agora. Vamos olhar para a frente – se possível. O problema é que dar tranquilidade e maneirar nas cobranças nos dá uma moeda cujos lados são a evolução gradual e ordenada, e uma zona de acomodação abjeta. Aí é que entra a atuação da diretoria. Que cobrem evolução desse elenco com energia, porque a torcida não aguenta muito tempo essa situação.
Atuações:
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Fernando Prass: grande atuação. Mas há quem vai cornetá-lo por não ter defendido o pênalti. 9 |
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Ayrton: se me dissessem que o lateral direito foi o Odair Bruxa, eu acreditava. Mal foi visto em campo. 5 |
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Maurício Ramos: por incrível que pareça, mesmo nas falhas coletivas da defesa, estava fazendo bem sua parte. Partida correta. 8 |
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Henrique: vinha fazendo uma partida horrenda, mal posicionado e falhando. Mas transformou a má atuação em raça e em dois gols. O nome disso é atitude. DEZ |
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Juninho: taticamente correto, tecnicamente lamentável. 4,5 |
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Marcio Gente Boa: vinha fazendo uma partida típica, até o lance do gol. Depois, voltou a fazer uma partida típica. 6,5 |
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Wesley: tecnicamente muito bem, taticamente inexistente. 5,5 |
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Valdivia: um ou dois passes interessantes, mas se destacou mesmo pela falta de interesse e pelo cartão que foi um belo passo rumo a mais uma rodada sem jogar. 3 |
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Maikon Leite: enquanto tinha Vinicius do outro lado pra dividir mais as atenções da defesa, teve mais espaço e jogou muito bem. No segundo tempo, nem tanto. 7,5 |
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Barcos: quando a bola não chega, não tem muito o que fazer. Nas poucas vezes que chegou, limitou-se a trabalhar como pivô. 6 |
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Vinicius: como eu torço pra ele jogar bem, não só para ajudar a fazer gols como também pra render algum dinheiro. Ele tem porte físico que os europeus adoram. Mas ele não ajuda muito. 5,5 |
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João Denoni: sua entrada acertou o meio de campo. E ainda deu o passe pro gol salvador. 8 |
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Patrick Vieira: não pegou na bola. S/N |
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Caio Mancha: também não pegou na bola, mas se tivesse conseguido teria empatado o jogo antes do lance do gol do Henrique. S/N |
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Gilson Kleina: se o time tende a jogar só contra advrsários fracos este ano, então tem que ser montado para isso. O 4-3-3 parece ser uma ótima ideia. Mas tem que acertar melhor o esquema de proteção. O problema é que seu único CINCO-CINCO, o que mostrou faro de artilheiro hoje, é ruim demais. 6,5 |
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
Nada houve de anormal
29 de outubro de 2012 por @parmerista
Postado em: Arbitragem, Verdazzo
Parece piada. Parece post de humor. Mas é a súmula do jogo de sábado.
Duvida? Tá aqui, ó.

E-mail: conrado@verdazzo.com.br
Fatos novos
29 de outubro de 2012 por @parmerista
Postado em: Arbitragem, Imprensa, Verdazzo
E o que parecia bastante improvável diante das circunstâncias agora é perfeitamente possível: duas revelações feitas neste domingo se converteram em evidências concretas que o delegado da CBF Gerson Baluta teve participação na decisão tomada pelo árbitro de anular o gol de mão feito por Barcos.
O canal SporTV ouviu um especialista em leitura labial que comprova que Baluta influenciou o juiz Francisco Carlos Nascimento na decisão. Embora as câmeras não tenham registrado uma ordem específica, é possível perceber o delegado lamentando que além de anular o gol, o juiz deveria expulsar Barcos. Leia aqui.
Mas muito mais grave que a revelação da leitura labial, que por si só talvez não configure uma prova concreta da influência de Baluta na decisão, foi o depoimento da repórter Taynah Espinoza, da TV Bandeirantes. Nele, a jornalista revela que o delegado perguntava aos repórteres dos veículos que faziam a transmissão pela TV os detalhes do lance, para posteriormente orientar o quarteto de arbitragem do que fazer para que não se cometesse um erro de fato que fosse explorado pela imprensa – provavelmente tentando preservar a CONAF de mais um desgaste. Ouça no player abaixo ou faça o download do áudio clicando aqui.
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Ao meter os pés pelas mãos e ir muito além de sua função, que seria a de meramente reportar à CBF os acontecimentos do jogo, e influenciar diretamente na decisão do quarteto, Baluta fez com que a emenda ficasse muito pior que o soneto. Não há mais como sustentar a validação desta partida, que tem que ser jogada de novo.
Que a torcida do Palmeiras não caia na conversinha de jornalistas parciais e de torcedores adversários: anular esse jogo DE FORMA ALGUMA manchará a imagem do Palmeiras. Reduzir todo o episódio a “o Palmeiras reclama por causa de um gol de mão que foi anulado” é no mínimo simplório, a começar pela origem do lance, onde Barcos é ostensivamente seguro por Índio e não consegue subir, aí apela para o toque de mão. Mas o mais importante de tudo é que o clube tem que resguardar seu direito de ser julgado de forma igual a todos os outros os clubes do mundo.
Erros de fato, onde o árbitro erra por não ter visto ou interpretado o lance da forma correta ocorrem às pencas em todos os jogos desde a época do avô de Charles Miller. O que não pode é o recurso eletrônico ser usado para mudar um erro de fato da arbitragem só contra o Palmeiras. Mesmo porque, só neste campeonato, por causa dos erros de fato das arbitragens, o Palmeiras é o time que mais foi prejudicado – e aqui mais uma vez será mencionado o site Placar Real, que aponta o Verdão como o time que mais posições perdeu por causa desse tipo de erro, ainda que não se concorde com todas as decisões aplicadas pelo site em seu exercício de correção: o Palmeiras perdeu muito mais que os seis pontos alegados.
Ainda há duas coisas muito erradas nessa história toda: primeiro que os repórteres estão dentro do campo para colher informações e transmitir a seus públicos, não aos personagens do jogo. Ao serem perguntados sobre qualquer coisa, mesmo que seja “quanto falta pra acabar?”, os personagens da imprensa estão influenciando no andamento da partida, o que já configura erro. Isso tem que ser revisto.
E mais importante que tudo isso é o tal dispositivo de comunicação usado pelos quartetos de arbitragem. Sob a alegação de que é para facilitar a comunicação entre juiz e auxiliares, o tal foninho está ligado a sabe-se lá mais quantas pessoas. Já houve mais episódios onde decisões foram tomadas com interferência externa desse dispositivo, o mais famoso deles numa partida da seleção da CBF pela Copa das Confederações de 2009, contra o Egito – o quarto árbitro (ou outra pessoa), depois de verificar pela TV, avisou o juiz Howard Webb que num lance onde havia sido marcado escanteio para o Brasil, o zagueiro egípcio tinha salvo um gol com a mão. O pênalti foi marcado. O uso desse dispositivo, pela transparência no esporte, deve ser abolido imediatamente, pra ontem.
A diretoria do Palmeiras tem a missão, que a esta altura já se tornou obrigação, de anular essa partida. O clube não pode ser rebaixado porque os juízes erram a torto e a direito contra nós, e quando errariam a nosso favor, foram corrigidos por interferência externa via recurso eletrônico. Que o jogo seja remarcado e que o Inter, como faz sempre no Beira-Rio, mostre mais uma vez que tem condições de ganhar do Palmeiras numa partida que pode transcorrer “normalmente”: com os erros de fato da arbitragem aceitos pela FIFA como decorrentes do contexto do esporte. Porque se esses erros não são mais toleráveis, então que se adote o recurso eletrônico de uma vez, e nos devolvam os pontos que nos puxam, no mínimo, cinco posições para baixo na tabela. Mas que não se tirem pontos do Palmeiras por erros de direito.
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
Mudaram a regra
27 de outubro de 2012 por @parmerista
Postado em: Arbitragem, Verdazzo

Desde que futebol é futebol, o juiz pode anular um gol se enxergar uma irregularidade. Desde que existem auxiliares, os chamados bandeirinhas, eles podem se manifestar e alertar o árbitro para algo fora das regras, e o árbitro pode acatar essa interferência. Desde que inventaram o “quarto árbitro”, ele pode fazer o mesmo papel que o bandeirinha. Todos podem e devem agir para que o jogo transcorra dentro das regras.
A FIFA vem sendo cobrada há muito tempo para que aceite a interferência do recurso eletrônico nos lances polêmicos. Refratária, a entidade máxima do futebol refuta a ideia, alegando entre outras coisas que a falibilidade dos árbitros faz parte do contexto do futebol.
O que se viu esta tarde no Beira-Rio foi um acinte. Barcos meteu pra dentro com a mão, isso é cristalino. O árbitro Francisco Carlos Nascimento, que deve ter alguma deficiência visual, deu o gol. O bandeirinha correu para o meio. O quarto árbitro não disse nada. Então, segundo o contexto do futebol que aceita a falibilidade do árbitro, é gol do Palmeiras! É?
Claro que não. Auxiliado pelas câmeras de TV, o “delegado da partida”, um certo Gerson Baluta, alertou o quarto árbitro, que por sua vez comunicou ao vesgo do juiz, que anulou o gol. E o que deveria ser uma anulação imediata, com direito a cartão para o Pirata, virou uma violação gravíssima às leis do jogo e mais um assalto ao Palmeiras – que praticamente teve a queda para a segunda divisão decretada com a derrota – só um milagre nos salvará do rebaixamento a esta altura.
Não se trata de defender o errado. A anulação seria algo correto. Mas teria que ser feita da forma correta. Do jeito que foi, abre a brecha para o pedido de anulação da partida. Mas para isso, o Palmeiras deverá provar que houve a interferência externa.
As imagens da TV são claras. Todos validaram o gol, e depois da pressão dos jogadores do Inter, o juiz mudou de ideia. Gilson Kleina disse ter visto o delegado do jogo, que não tem autoridade para interferir nas decisões da arbitragem, soprar o que viu (ou o que alguém viu e lhe transmitiu) ao quarto árbitro; que por sua vez, em juízo, vai dizer que viu com seus próprios olhos que o gol foi de mão e que apenas demorou um pouco para avisar o árbitro principal. Vai ser a palavra de um contra o outro. Provavelmente o STJD não vai acolher o recurso de nossa diretoria jurídica, e seremos prejudicados mais uma vez. O Palmeiras consegue ser roubado até quando lhe tiram um gol que de fato foi de mão.
Não é a primeira vez que isso acontece. Em 2006, pelo Campeonato Paulista, Edmundo marcou um gol no Mogi Mirim, com a mão. Depois de validar o gol, o juiz anulou – o quarto árbitro foi avisado pelo repórter Carlos Cereto – embora ele negue isso até a morte, (relembre o caso, a réplica do jornalista e minha tréplica).
O Palmeiras foi o único time na história do futebol que perdeu pontos por causa de um jogador dopado (Mario Sergio, em 1984). Depois foi o único a ter um gol invalidado por causa de replay, como no futebol americano. E agora abriu vantagem sobre o mundo inteiro, com duas ocorrências – desta vez com direito a rebaixamento. É fácil ser palmeirense.
E antes que alguém venha dizer, não será apenas esse lance o determinante de nossa mais que provável queda. Entre outras coisas, está a incompetência crônica de nossa diretoria, sobretudo o departamento de futebol, e tantos e tantos outros equívocos que vimos apontando dia após dia aqui no Verdazzo. Mas também entram na conta os vários pontos garfados, sobretudo nas rodadas iniciais do campeonato, pela arbitragem. A conta está chegando agora.
E-mail:conrado@verdazzo.com.br
O nome da nova mosca é Aristeu
5 de outubro de 2012 por @parmerista
Postado em: Arbitragem, Verdazzo
A indicação de Paulo César de Oliveira para apitar o clássico amanhã continua rendendo polêmica. A imprensa é praticamente unânime ao condenar a comissão de arbitragem por incluí-lo no “sorteio” – e sempre é bom colocar aspas nessa palavra – pelo simples fato de haver um vasto histórico do miserável contra o Verdão. É óbvio que, ao escalá-lo para o jogo, a CBF está movendo uma peça no jogo de bastidores que a nossa diretoria não sabe nem como começar a jogar. Eles são tão perdidos que devem ter pedido para seus filhos tentarem descolar o manual de regras na internet.
Piraci de Oliveira, oportunista como sempre, tratou de emitir um ofício solicitando à CBF que mudasse o árbitro. É a velha história de colocar tranca na porta depois que foi arrombada. O pedido foi tão sem cabimento que foi feito fora do prazo. Ou Piraci desconhecia a lei, ou não teve a menor vergonha de jogar para a torcida, sabendo que não daria em nada. Ou as duas coisas.
Mas o que mais revoltou nesse capítulo não foi a negativa em se mudar o juiz, e sim o comentário feito pelo tal de Aristeu Tavares, presidente da Comissão Nacional de Arbitragens:
“Não podem transferir para a arbitragem o problema que o Palmeiras vem enfrentando desde que acabou a Copa do Brasil. É inaceitável o clube querer arrumar desculpa por estar nesta situação”
Aristeu Tavares
É o seguinte, senhor Aristeu: o Palmeiras é o time mais roubado deste campeonato, assim como foi um dos que mais pontos perdeu por causa da arbitragem no ano passado. O senhor acabou de assumir o cargo, e demonstra estar completamente alheio aos problemas da gestão de seu antecessor Sergio Corrêa, torcedor ferrenho do SCCP. O Palmeiras está numa posição ruim na tabela mas não é só por causa dos nossos próprios erros. Pode colocar aí, se for seguir apenas o critério do site Placar Real, no mínimo seis pontos a mais em nossa conta – tudo tungado pelos seus juízes.
Infelizmente nossa diretoria não tem moral nenhum. “Nosso” homem na CBF age como torcedor do SCCP. Nossa diretoria é composta por bananas e por um palhaço cibernético oportunista. E lá vai o PCO apitar mais um clássico com o Palmeiras. Mesmo com este histórico.
Saiu Sérgio Corrêa, entrou Aristeu Tavares. Só mudou a mosca.
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
PCO, de novo. É inadmissível.
3 de outubro de 2012 por @parmerista
Postado em: Arbitragem, Imprensa, Verdazzo
A CBF definiu ontem, por “sorteio”, que o maldito Paulo César de Oliveira será o árbitro do clássico contra o SPFC no próximo sábado. É, aquele mesmo do gol de mão do Adriano. Aquele mesmo que tanto nos garfou em Derbies. Não dá pra citar tudo aqui, acessem o dossiê completo com a folha corrida do meliante clicando neste link.
O Palmeiras deveria vetar a presença de PCO nos sorteios de nossos jogos. Aí vem o diretor jurídico Piraci de Oliveira, que deve ser irmão por parte de mãe do cidadão, e diz pelo Twitter que nenhum clube pode vetar árbitros. Claro que não pode, formalmente. É aí que entram os chamados bastidores, a força política de um clube nas esferas de poder do futebol. A força do Palmeiras se resume a entrevistas de Tirone e Frizzo dizendo que esperam o bom senso da CBF, entre outras cretinices.
Em matéria tendenciosa e sacana, o portal UOL (que novidade!) ouviu dirigentes dos times pequenos contra quem lutamos contra o rebaixamento. Foram levantadas suspeitas de que o Palmeiras seria favorecido pela comissão de arbitragem, porque “o Del Nero é palmeirense”. O Palmeiras é um dos times mais roubados do campeonato (confira aqui), os caras colocam o PCO pra apitar o jogo contra o SPFC na casa deles, e ainda somos nós os favorecidos? E justo pelo Del Nero? Eles só podem estar de sacanagem. Todos eles.
Mais uma vez o reino da bananolândia nos deixou ao deus-dará. O time vai para o abate no sábado. A única chance de vitória é uma apresentação épica.
É inadmissível o que fazem com o Palmeiras.
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
A máfia do apito caprichou
24 de setembro de 2012 por @parmerista
Postado em: Arbitragem, Verdazzo
O problema nas arbitragens de futebol é mundial. É possível perceber reclamações em todas as ligas. Com cada vez mais câmeras espalhadas pelos estádios, as reclamações são cada vez mais numerosas – e é exatamente nisso que a juizada se apóia em sua defesa, clamando por sua condição de humanos, que não podem competir com os olhos eletrônicos.
Por outro lado, nós, torcedores “paranoicos”, observamos que os times prejudicados e favorecidos são sempre os mesmos. Nesta rodada, tivemos pelo menos cinco erros importantes, que servem para dar o tom de como os juízes se comportarão daqui até a rodada 38:
Figueirense x Palmeiras
Aos 25 do primeiro tempo, Maikon Leite escapa em contra-ataque e sofre falta de Helder, por trás, em chance clara e manifesta de gol. O juiz Wilton Sampaio não aplicou o cartão vermelho. Na cobrança de falta, Valdivia, em posição de impedimento, a mais de dez metros do goleiro, fica saltando enquanto Assunção se prepara para a cobrança. A falta é batida, indefensável, mas o árbitro anula o gol. Pode-se até discutir se Valdivia, mesmo a uma distância tão grande do goleiro, participou da jogada – mas o cartão vermelho para Helder é indiscutível. Confira a jogada abaixo, a partir de 2min41s.
Atlético-MG x Grêmio
Neto Berola tentou, por duas vezes, entrar na área do Grêmio, mas foi impedido por Anderson Pico e Gilberto Silva. Na primeira, com falta clara, na segunda, discutível. O árbitro Heber Roberto Lopes nem pensou em marcar falta, que para quem tem um cobrador como Ronaldinho é mais que meio gol.
CAG x Flamengo
No gol do time da casa, a jogada começa com Marcos sendo lançado pela direita e partindo pra cima de Ramon, que falha e comete pênalti. O juiz Paulo Cesar de Oliveira se recusa a marcar, mas mesmo assim o CAG faz o gol com Joilson. O Flamengo virou o jogo; e perto do fim, quando sofria pressão, PCO inventou pênalti depois de uma falta fora da área. O time carioca não precisou da ajuda de PCO para vencer, mas ele fez bem sua parte. Resta saber se o STJD vai tirar mandos do Flamengo depois que sua torcida atirou rojões sobre o goleiro Marcio do CAG.
Fluminense x Náutico
Já nos descontos, Souza cobrou a falta para a área do Fluminense; Kim cabeceou e Diego Cavalieri fez uma defesa espetacular, mas no rebote Kim já se preparava para marcar quando foi abalroado por Gum. Pênalti escandaloso que o juiz Pablo dos Santos Alves preferiu ignorar.
Botafogo x SCCP
Com o jogo empatado em 1 a 1, O SCCP ataca: Romarinho bate para o gol, Jefferson dá rebote e Martinez, impedido mais de um metro, tenta aproveitar o rebote e acaba levando um tranco de Lucas. Sandro Meira Ricci “tomaticamente” coloca na cal. Roubar para o SCCP é normal; o curioso, reparem aos 23s, é o tira-teima que a Globo coloca para inocentar o ataque do SCCP no primeiro lance. A linha do recurso eletrônico é completamente torta em relação à da grande área, o que deixa muito claro que não se pode confiar nem um pouco no estagiário que aplica o programa.
Ajudar Flamengo, Fluminense e SCCP parece ser claramente a missão da turminha de preto. Apitar pró-SCCP é cartilha básica, bem como ajudar o Flamengo – ainda mais em tempos de perigo de rebaixamento. Ajudar o Fluminense também não é grande novidade – basta lembrar de 2009 – e este ano isso envolve também prejudicar o Atlético-MG.
Outra pré-disposição mais do que clara é nos atrapalhar. Nossa situação já está suficientemente complicada, e parte da responsabilidade nisso é dos árbitros, que já abusaram do “direito” de nos prejudicar neste campeonato. Mas parece que a determinação desses canalhas é infinita, e nada indica que isso vai acabar tão cedo.
Cabe à imprensa fiscalizar, à nossa diretoria tomar atitudes, e a nós, torcedores, espernear. Esta foi apenas a 26ª rodada e eles já mostraram o quanto estão dispostos. Faltam 12. Estamos de olho.
Vamos lá, bananada, nós imploramos… façam alguma coisa lá na CBF, não deixem eles roubarem a gente mais ainda!
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
Palmeiras 3×1 Sport
7 de setembro de 2012 por @parmerista
Postado em: Arbitragem, Jogos, Verdazzo
Esse é o Palmeiras. O time respondeu à presença de mais de 30 mil pessoas no Pacaembu e bateu o Sport com bastante raça. O time ainda está na zona do rebaixamento, mas agora a apenas dois pontos do primeiro concorrente fora dela. O resultado trouxe alívio, mas de forma alguma pode ganhar ares épicos. Entre os jogadores não há absolutamente nada a se comemorar. O foco já deve estar no Atlético.
Felipão errou na escalação ao deixar mais uma vez Artur no banco e improvisar Correa no setor. Ele não tinha a quem marcar, já que o Sport mal passou do meio-campo, não avançou o suficiente para tentar cruzamentos e fez falta no meio-de-campo, onde João Vítor fazia o que sua limitação técnica permitia. Por outro lado, Tiago Real tentava jogar próximo a Valdivia, e assim o jogo de ambos tendia a render mais.
As jogadas saíam, mas faltava o último toque, aquele deslocamento para iludir a defesa adversária. E isso não acontecia porque Obina era a única opção, já que Luan permanecia margeando a linha lateral esquerda. O Palmeiras, assim como aconteceu contra o Grêmio e Portuguesa, teve pleno domínio da bola mas não o transformava em chances de gol – não como o volume de jogo sugeria.
Mas o Sport é um time muito, muito ruim, e mesmo com essas deficiências táticas o time acabou achando algumas brechas que poderiam ter se transformado em gols. Depois de entrar várias vezes na área adversária, quando buscou por diversas vezes iludir a arbitragem cavando pênaltis, o ataque funcionou pela primeira vez aos 29 minutos com Obina, que recebeu um passe perfeito de Correa e bateu na saída de Magrão, mas a bola foi na trave pelo lado de dentro e não quis entrar – nem nas tentativas após o rebote.
O lance animou o Verdão – e assustou a defesa do Sport. Cinco minutos depois, ótima jogada que passou por todo o ataque do time: Valdivia, Luan, Valdivia de novo, Obina, até que a linha de passe chegou em Tiago Real que fechava pela direita e soltou a patada, mas Magrão defendeu. Se tivesse que haver um vencedor no primeiro tempo, obviamente teria que ser o Verdão – mas quase Felipe Azevedo decretou a zebra ao aproveitar um cruzamento da esquerda com uma belíssima cabeçada – Bruno foi no rodapé esquerdo e fez o milagre. Era só o que faltava.
Felipão consertou o equívoco na escalação ao mandar Artur para o jogo no lugar de João Vítor – e Correa foi para o meio, com liberdade para chegar a frente e ser mais uma opção para trocar passes e envolver a defesa do Sport. Logo aos dois, Valdivia fez grande jogada e enfiou para Luan, que escapou da marcação pela esquerda, invadiu, ficou com o gol à sua mercê mas chutou na rede, por fora. Era desesperador, parecia que mais uma vez a bola não iria entrar nunca.
Mas ela entrou – e da forma mais improvável: troca de passes pela direita, Correa recebeu na meia, enxergou a brecha, avançou um pouco e bateu no meio do gol – Magrão fez a pose para a defesa mas engoliu um frangaço monumental. O Pacaembu explodiu, um barulho ensurdecedor. O grito de gol veio do fundo da alma – e a comemoração dos jogadores junto à torcida correspondeu ao sentimento geral.
O Sport então ameaçou desfazer a retranca e vir para cima, mas a falta de qualidade de seus jogadores era flagrante. Felipe Azevedo tentou um chute de fora, mas a bola foi para muito longe. Pouco depois, Rivaldo, logo quem, arriscou bater do meio da rua, de pé direito. Houve quem gargalhasse. A bola subiu, subiu e depois desceu, desceu… venceu Bruno, bateu no travessão… e um palmo dentro do gol. Impressionante. Silêncio completo no Pacaembu. Gol de Rivaldo, de pé direito.
“É a nuvem negra… é essa nuvem negra que não sai de cima da gente…”
Arnaldo Tirone, nos camarotes
“Eu sou destro!?!?! Eu sou destro?!?!?!”
Rivaldo, comemorando o gol
“Pacaembu maldito! Estádio de gambá!”
Hardy Har Har, vendo pela televisão
“VAMOS PALMEIRAS!!!”
30 mil palmeirenses no Pacaembu e 18 milhões pelo mundo
Foi para esses últimos que os jogadores fizeram o segundo gol – e foi um prêmio para Tiago Real, o melhor jogador em campo. Ele iniciou a jogada pela direita e tocou para Luan. Enquanto este fazia o giro, Correa puxou um marcador, Obina puxou outros dois e Tiago Real correu em diagonal. Luan fez um passe mágico, primoroso, por cima da zaga. Tiago Real podia ter batido de primeira, mas teve calma para amortecer e fuzilar Magrão, um minuto depois do gol de empate. O Sport não teve a chance de aproveitar qualquer desespero que viesse a se instalar.
E ainda havia Obina. Logo em seguida, ele recebeu de Correa pela direita, invadiu e, com pouco ângulo, tentou meter a bola rasteira entre Magrão e a trave, mas errou o alvo. Na sequência, Mauricio Ramos deu um balão; Obina escorou para Juninho na esquerda e correu para a área. Juninho cruzou, Tiago Real ajeitou e Obina enfim achou o caminho das redes: 3 a 1.
Não havia mais nada que o Sport pudesse tentar. A dose de sorte já havia sido toda usada. Mesmo a arbitragem, que tentou de todas as formas prejudicar o Palmeiras, brecando nosso ataque inventando faltas e marcando impedimento até em arremesso lateral, já não tinha o que fazer, pois o Sport sequer chegava perto de nossa área. Só restava saber de quanto ia ser.
Com o jogo decidido, o Verdão relaxou um pouco, e deu chance para Gilberto quase diminuir, aos 39 – mas àquela altura, mesmo que o Sport fizesse o segundo, a apatia era tão grande que não havia a perspectiva de tomar sufoco no final – bastava o Palmeiras voltar a jogar com força total.
No final, Henrique sofreu falta na meia-lua. Correa ameaçou bater, a barreira se desmanchou e Valdivia deu um toquinho por cima do bolo – a bola foi mais uma vez na trave. E acabou assim. Vitória maiúscula do Verdão, que volta à décima-sétima posição, a apenas dois pontos do Coritiba e a quatro do Bahia. Santos, Flamengo e SCCP já começam a ficar na alça de mira.
Todas a festa e essas continhas, no entanto, só podem ficar entre nós, torcedores. Os jogadores não tem nada o que festejar, tudo o que precisam fazer é colocar desde o vestiário o foco no Atlético, próximo adversário em Belo Horizonte. O ex-líder do campeonato está em fase descendente, e vai vir com tudo pra cima do Verdão, que tem que aproveitar os espaços que vão surgir. Uma vitória é perfeitamente possível – coisa inimaginável há três ou quatro dias.
Há muito o que remar ainda. VAMOS PALMEIRAS!!!
Atuações:
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Bruno: defesaça no fim do primeiro tempo; não teve nenhuma chance no gol, embora as cornetas tenham tocado no Pacaembu. E deu um vacilo no fim, sem consequência. 7,5 |
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Correa: quando não precisa marcar é bastante útil. Devia ter entrado no meio desde o início. 8 |
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Maurício Ramos: jogou sério, mas falhou em bolas bobas e errou uma cobertura de forma perigosa. 5,5 |
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Thiago Heleno: a parte dele foi tranquila, sem sustos. 7,5 |
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Juninho: bastante acionado, acertou pouco – mas valeu pela bola do terceiro gol. 7,5 |
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Henrique: há quem diga que precisa voltar para a zaga. Estão completamente enganados. 8 |
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João Vítor: se estivesse no Sport ou no Náutico ninguém acharia estranho. 5 |
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Valdivia: abusou de querer cavar faltas principalmente nos primeiros trinta minutos. Quando resolveu jogar bola, jogou bem. 8,5 |
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Tiago Real: muitos estreiam muito bem. Poucos jogam muito bem a segunda partida. E já guardou o primeiro – e que gol importante. 9,5 |
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Luan: o Luan de sempre: errou passes, matou contra-ataques, tretou, mas correu como um maluco. E saiu do normal no passe para o segundo gol. Muito bom. 8 |
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Obina: outro brigador, tentou tanto que acabou achando. 8,5 |
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Artur: sem função defensiva, não foi lá tão participativo nas descidas. 5 |
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Maikon Leite: desta vez não atrapalhou tanto. Foi pouco acionado. Hmmm… será que uma coisa é consequência da outra? 3 |
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Marcio Araújo: ele é tão gente boa que o Felipão mandou ele pro campo pra ganhar o bicho. S/N |
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Felipão: errou na escalação, consertou no intervalo. Ganhou uma bela dor de cabeça, já que escalar Tiago e Valdivia contra times grandes fora de casa é contra sua religião. Mas vai tirar qual? 7 |
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
Rumo a mais um recorde
23 de agosto de 2012 por @parmerista
Postado em: Arbitragem, Humor, Verdazzo
A piadinha é reciclada, mas vale a pena. Essa juizada realmente tá de sacanagem com o Verdão.
A sacada foi do leitor Antonio Frederico.
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
Palmeiras de Barueri 1×0 Flamengo
16 de agosto de 2012 por @parmerista
Postado em: Arbitragem, Jogos, Verdazzo
O Verdão jogou com um a mais em dois terços da partida e fez apenas o suficiente para conseguir os três pontos ao vencer o Flamengo por 1 a 0 em Barueri. Num jogo em que o juiz Célio Amorim travou excessivamente marcando falta em qualquer contato e dando cartão amarelo como quem dá boa noite, o Palmeiras se acomodou com a vantagem e cozinhou o adversário até o apito final. Como prêmio, saiu da zona de rebaixamento e ocupa a 15ª posição na tabela.
Mais uma vez Felipão surpreendeu, deixando Obina no banco e mandando Mazinho para o jogo. E mais surpreendente ainda foi o posicionamento da dupla de ataque: Mazinho como meia-atacante, e Barcos um tanto aberto, caindo pela esquerda, com Patrik bem aberto pela direita. O toque de bola fluía, rápido, e as jogadas eram travadas a todo momento pelos cariocas – e pelo juiz, que via falta em tudo.
Rapidamente Ibson levou o primeiro cartão por uma entrada realmente forte em Valdivia. O Verdão dominava o meio-de-campo e tentava achar Barcos bem colocado entre Wellington e Leo Moura. Fazendo o pivô, tentando o giro ou servindo os companheiros que vinham de trás, argentino era um tormento para os flamenguistas. Do outro lado, Vagner Love tentava jogadas de velocidade, mas foi rechaçado por Thiago Heleno e Maurício Ramos todas as vezes.
Aos 23, a única chance do Flamengo em todo o jogo: Negueba trouxe da esquerda, ganhou de Marcos Assunção e bateu cruzado – a bola saiu por pouco, assustando Bruno. Mas o Verdão continuava superior, dominando as ações no meio-campo e rondando a área do Flamengo, embora não conseguisse criar chances agudas. Valdivia devolveu a consciência ao time, que rodava a bola com alguma paciência e com bom índice de acerto de passes. Até que numa dessas trocas, Ibson pegou Valdivia mais uma vez, e foi pro chuveiro.
Não deu tempo para o Flamengo acertar a marcação: três minutos depois, na jogada pela direita, Artur bateu cruzado para o gol; Felipe rebateu e Barcos conferiu o rebote mandando para o gol, abrindo o placar. A posição de Barcos é duvidosa até na foto. Mesmo que estivesse impedido, é o tipo de marcação que mesmo quando acontece contra nós, não há o que reclamar. O lance é tão próximo que não há como o bandeira estar 100% convicto – e na dúvida, tem que deixar seguir. É assim que tem que ser porque está na regra, e também porque o mandante somos nós e a arbitragem tem que respeitar o Palmeiras, principalmente em mando nosso. Ponto. 
Depois do gol, e com a vantagem numérica em campo, o Palmeiras limitou-se a rodar a bola e ir só na boa. Thomas, que em tese estava jogando mais avançado antes da expulsão, voltou um pouco para ajudar no meio, Negueba e Love ficavam distantes entre si e isolados do resto do time. Estava realmente fácil. Quase no fim do primeiro tempo, Mazinho recebeu um bom passe dentro da área, no lado esquerdo, e bateu rápido, pelo alto, facilitando a defesa de Felipe. Se desse rasteiro era gol.
Com dores no joelho, Marcos Assunção foi sacado, para entrada de Marcio Araújo. O panorama não se modificou: o Verdão dominava o meio-campo mas tinha uma certa preguiça para definir o placar; o Flamengo não conseguia diminuir o espaço entre seus jogadores e a bola chegava pouco em Love e Negueba. Barcos, por duas vezes, tentou o arremate da entrada da área e em embas levou bastante perigo. Mazinho também teve sua chance mas bateu por cima, sem muito perigo.
Os cartões saíam em profusão. Houve um momento em que o Palmeiras tinha sete amarelados em campo. Felipão então tratou de melhorar o passe e deixar o jogo menos vertical ao colocar o Fernandinho no Mazinho. Patrik continuava abertão pela direita e Artur descia com alguma constância. Foi o máximo que o time fez em termos de variação. De resto, só bola esticada para o Barcos fazer seus pivôs.
No fim do jogo, já com Obina em campo no lugar de Barcos, Fernandinho teve a chance de fazer um golaço depois de entrar na área driblando. Na hora de tirar o dez, deu uma bicuda na bola, que subiu, levando Valdivia, que aguentou ficar em campo o jogo todo, à loucura. Ainda deu tempo de Mattheus levar um cascudo e cair no chão como um molequinho mimado. Ouviu da torcida, nas duas vezes que participou do jogo depois do lance, o singelo coro de “viadinho”. É muito humilhante. Jogador que é jogador quer que xinguem sua mãe. Chamar de viadinho é muita humilhação.
E acabou assim, meio sem graça, mas com o objetivo principal alcançado. E ganhar do Flamengo sempre tem um gosto ótimo – depois de nossos rivais históricos e de nossos inimigos, talvez seja o confronto em que o time mais tem obrigação de entrar rasgando em todas. Ainda mais um time limitado e cheio de garotos esforçados, que acabou sendo deixado na mão pelo volante experiente.
A sequência do campeonato prevê jogo em Goiânia, contra um dos lanternas, e o time vai bem desfalcado no meio. Resta saber se João Vítor terá curado a ressaca a tempo e será relacionado, e se as dores de Marcos Assunção terão passado. O certo é que Henrique está suspenso pelo terceiro cartão. Como Correa provavelmente não terá ainda condições de jogo, devemos finalmente ver o menino Denoni pegando mais quilometragem. Enquanto isso, outro volante do Palmeiras acabou com o jogo em Recife, jogando pelo Náutico: Souza Ferrugem. Olho nele!
Atuações:
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Bruno: as bolas que chegaram foram fáceis, deve ter chegado no vestiário com o uniforme limpo. Os méritos estão na gritaria com a defesa, bem postada. 7 |
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Artur: tomou umas entortadas do Ramon que não precisava. No apoio, errou a maioria dos cruzamentos. 4,5 |
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Maurício Ramos: marcar o Love é sempre complicado. Saiu-se muito bem. 7,5 |
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Thiago Heleno: jogando sério como sempre, podia ter sido expulso numa entrada muito firme logo no primeiro lance do segundo tempo. O juizão pipocou. 7 |
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Juninho: ficou preso pelo apoio de Leo Moura e não apareceu como poderia. 5,5 |
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Henrique: mais uma vez, jogou muita bola. Não deu a menor chance para a molecada do Flamengo se criar. 8 |
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Marcos Assunção: discreto, apenas rebateu bolas. Pouco. 4 |
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Patrik: muito aberto pela direita, escondido do jogo. Não serviu nem para segurar o Ramon. 3,5 |
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Valdivia: belíssima partida, chamando o jogo, atraindo as faltas – o cartão vermelho de Ibson é na conta dele. Pena que joga menos de 50% das partidas. 8,5 |
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Mazinho: cada vez mais vai se firmando com um futebol de bom reserva. A vaga de segundo atacante para 2013 está abertíssima. 6 |
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Barcos: outro que joga demais, está numa fase espetacular. Zagueiro que joga contra ele fica tenso o jogo todo. 8,5 |
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Marcio Araújo: errou passes como sempre, mas no geral foi bem. Deu dois botes durante o jogo que parecia o César Sampaio: saiu com a bola dominada e de cabeça erguida. Ô loco! 7 |
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Fernandinho: burocratizou um tanto o meio de campo. No fim, fez uma bela jogada – e como diria o locutor, disse para si: “agora eu se consagro”, antes de isolar a bola por cima. Que fase! 6 |
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Obina: para evitar que o juiz expulsasse o Barcos no fim, entrou, e ganhou um pouco de tempo – e um amarelinho, para variar. S/N |
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Felipão: todo mudo queria os três pontos, ele entregou os três pontos. É isso aí. 6 |
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
Os dez maiores roubos da História do Palmeiras
12 de agosto de 2012 por @parmerista
Postado em: Arbitragem, História, Verdazzo
“Os juízes erram contra todos“. O mantra é repetido pelos jornalistas que insistem em acreditar que erros de arbitragem são fatos inerentes ao futebol e de frequência randômica.
Se erram contra todos eu não sei, mas acho difícil um clube de camisa forte ser tão prejudicado como o Palmeiras, principalmente nos últimos anos.
Abaixo, o Top 10 dos maiores roubos históricos contra o Verdão.
Carlos de Oliveira Monteiro
O SCCP já era o campeão paulista de 1941 e na penúltima rodada do segundo turno o Palestra Italia disputava o vice-campeonato contra o SPFC no Parque Antarctica, como era chamado na época. Na época, terminar em segundo tinha uma importância muito maior do que hoje e o jogo foi cercado de muita expectativa. Echevarrieta abriu o placar para nós aos 33 minutos. Aos 38, depois de um escanteio na área do Palestra, ouviu-se um apito do árbitro Carlos de Oliveira Monteiro, o Tijolo. Os tricolores já voltavam para o campo de defesa quando foram surpreendidos com a marcação de um pênalti a favor. Hortêncio bateu e empatou a peleja.
Tijolo anulou um gol de Echevarrieta no segundo tempo, e logo depois o SPFC faria o segundo. Perto do fim do jogo, Echevarrieta faria mais um, novamente anulado pelo árbitro, que ainda expulsou de campo o argentino que não se conformava com as marcações. Uma chuva de laranjas e garrafas caiu sobre o gramado. O roubo foi tão acintoso que o Palestra anunciou oficialmente que não disputaria o campeonato do ano seguinte como forma de protesto. Decisão que, sabemos, seria revertida – não houve Tijolo que nos tirasse o título de 1942.
Armando Marques
Armando Nunes Castanheira da Rosa Marques é a maior prova de que não existe “melhor juiz”. Considerado por toda a imprensa merecedor de tal honraria à época, esse cidadão foi responsável por alterar o rumo de pelo menos três campeonatos: o Brasileiro de 74, quando anulou um gol legítimo do Cruzeiro na final contra o Vasco; o Paulista de 73, quando simplesmente errou a contagem na decisão dos pênaltis entre Santos e Portuguesa, e o título acabou sendo dividido entre as duas equipes; e o Paulista de 1971.
A final do Paulistão de 71, entre Palmeiras e SPFC, apontava 1 a 0 para o adversário no Morumbi. O resultado dava o título ao time do Jardim Leonor, time do governador do estado, Laudo Natel, que estava sentado no banco de reservas do SPFC. A ditadura militar estava em seu auge. Eurico centrou da direita, e Leivinha meteu uma tijolada com a testa para o fundo do gol. Armando Marques imediatamente anulou o gol, alegando que foi com a mão. O jogo terminou 1 a 0 e o Palmeiras não conseguiu o título. Anos depois, Armando Marques admitiria que o gol foi de cabeça.
Arnaldo Cezar Coelho
A final da Copa Brasil - era como se chamava o campeonato brasileiro em 1978 – foi disputada entre Palmeiras e Guarani. O time campineiro era uma das grandes sensações do campeonato, tendo passado com facilidade por Sport nas quartas-de-finais e pelo Vasco nas semifinais. O Verdão, comandado por Jorge Vieira, ainda tentava encontrar uma nova identidade após a aposentadoria de Ademir da Guia. Leão, titular absoluto da Seleção Brasileira, era o grande nome do elenco, que além dos adversários dentro de campo, tinha que brigar com o diretor de futebol Mustafá Contursi por causa das premiações.
No jogo de ida, aos 24 do segundo tempo, Leão fez uma fácil defesa e se preparava para repor a bola quando Careca, de apenas 18 anos, colocou-se à sua frente. Leão deu-lhe um arriscado chega-pra-lá, que Arnaldo Cezar Coelho, outro amigo dos poderosos – sua eterna condição de comentarista de arbitragem da Globo não deixa dúvidas – não titubeou para marcar pênalti e ainda expulsar o goleiro do Palmeiras. O meia Escurinho foi para o gol, e Zenon converteu a penalidade, dando a vitória ao Guarani. No jogo da volta o Palmeiras não teve forças para reverter a vantagem no Brinco de Ouro e o Guarani foi campeão.
Ulisses Tavares da Silva
Em 1986 o Verdão amargava 10 anos de insuportável fila. Depois de bater na trave em 1983, 1984 e 1985, parecia que em 1986 o jejum acabaria. A semifinal do Campeonato Paulista era contra o SCCP, time que já havia goleado três semanas antes por gloriosos 5 a 1. O primeiro jogo da semifinal foi jogado para mais de 96 mil pagantes e teve a arbitragem de Ulisses Tavares da Silva Filho, que determinou a vitória do inimigo por 1 a 0. O Palmeiras reverteu a vantagem na volta e venceu por 3 a 0, com direito a gol olímpico de Éder, e foi à final contra a Inter de Limeira – e acabou perdendo. A fila, sabemos, acabou apenas sete anos depois.
Mas a arbitragem de Ulisses no primeiro jogo da semifinal foi criminosa. Num mesmo Derby, conseguiu anular um gol legítimo de Vagner Bacharel; marcou escanteio num lance que o zagueiro Edvaldo ESPALMOU a bola por cima do travessão em chute de Mirandinha; validou o gol do SCCP aos 41 do segundo tempo, num lance em que Edson cruzou a bola depois de receber em impedimento, e ainda expulsou Edu Manga, o craque do time, por reclamação. Ulisses não conseguiu atrapalhar a classificação palmeirense, mas sua atuação jamais será esquecida.
Claudio Cerdeira
Palmeiras e Grêmio foram rivais ferozes no meio da década de 90. Os times se enfrentaram pelas quartas-de-finais da Libertadores de 1995. O Verdão já não tinha o esquadrão de 93/94, e depois de um mau início em 95, fez boas contratações e o time já estava bem encaixado, apesar da falta de um matador – Rivaldo jogava como atacante ao lado de Müller, e Valber era o único meia.
O jogo de ida foi disputado no estádio Olímpico. O placar apontava 0 a 0 e seguia equilibrado quando o árbitro Claudio Vinicius Cerdeira expulsou Rivaldo numa dividida com Rivarola, quando deveria ter expulsado os dois – ou nenhum. Depois, Dinho acertou uma cabeçada em Valber, e Cerdeira nada fez. Valber então revidou com um soco, abrindo o nariz do volante gremista. Ele expulsou Valber, e só depois de muita pressão de nossos jogadores acabou diminuindo o estrago expulsando Dinho. Já fora de campo, Valber e Dinho partiram para a briga, o goleiro Danrlei resolveu participar e deu um soco por trás no meia do Palmeiras, o mundo inteiro viu, até Cerdeira, que deixou passar. Depois de tudo isso, como resultado, o Grêmio perdeu o brucutu Dinho, enquanto o Palmeiras ficou sem os talentosos Valber e Rivaldo. O time de Felipão aproveitou bem o saldo e abriu 5 a 0 no placar. No jogo de volta, o Palmeiras ficou muito próximo de reverter a situação ao fazer 5 a 1, numa das partidas mais memoráveis de nossa História.
Ubaldo Aquino
Em 2001 Palmeiras e Boca Juniors repetiam, pelas semifinais da Libertadores, o duelo do ano anterior, quando se enfrentaram na fase final. Mais uma vez o primeiro jogo foi marcado para a Bombonera, e o Palmeiras treinado por Celso Roth tinha Lopes Tigrão em fase iluminada. O time não sentiu a pressão da torcida xeneize e dominava o time da casa, abrindo o placar com Alex aos 18. O paraguaio Ubaldo Aquino então resolveu entrar em cena e inventou um pênalti sobre Schelotto, que o mesmo cobrou e empatou. No fim do primeiro tempo, o volante Fernando foi escandalosamente derrubado dentro da área, mas Aquino mandou seguir.
No segundo tempo, Fabio Junior recolocou o Palmeiras à frente, Barihjo empatou, e um jogo que deveria ter terminado em 3 a 1 para o Palmeiras, ficou nos 2 a 2. Na partida de volta, em noite inspirada de Riquelme, o Boca chegou abrir 2 a 0 em pleno Palestra; o Verdão buscou o empate mas acabou sucumbindo mais uma vez na decisão por tiros livres.
Wilson de Souza Mendonça
Em 2006 o time do Palmeiras era muito ruim, mas mesmo assim conseguia avançar nas competições. Na Libertadores, estava nas oitavas-de-finais contra o SPFC, e empatou o jogo de ida no Palestra por 1 a 1. No jogo de volta, saiu perdendo, mas empatou aos 12 do segundo tempo com um gol de Washington Dumbo. Aos 19, Edmundo saiu na frente do goleiro de hóquei e quando ia entrar na área foi derrubado por Leandro Gianechinni, que foi expulso. O jogo estava para nós?
Era o que parecia, e o time atacava o SPFC com muito perigo. O gol da classificação sairia a qualquer momento, até que aos 36 do segundo tempo o árbitro Wilson de Souza Mendonça interveio. Pasmem, ele foi escalado pelo então chefe da arbitragem nacional, Armando Marques (aquele de 1971), que mesmo assim o criticou no dia do jogo. Mendonça cortou um ataque do Palmeiras, armou o contra-ataque para o SPFC (isso mesmo, note a narração de Cleber Machado no video abaixo, embora o lance em si não apareça), Junior invadiu a área mas foi desarmado legalmente por Cristian Mendigo. Wilson Mendonça não teve pudores e colocou na cal, e assim fomos eliminados de mais uma Libertadores.
Marcos Tadeu Peniche Nunes
O jogo era válido pela segunda rodada da Copa do Brasil de 2007. O time de Caio Junior não era muito inferior ao atual time do Palmeiras. Depois de perder o jogo de ida para o Ipatinga por 2 a 0, o Verdão tinha a missão de reverter a situação no Palestra. Depois de massacrar o time mineiro, o placar final foi igual: 2 a 0, e a decisão foi para os pênaltis.
Diego Cavalieri atravessava uma fase esplendorosa no gol do Palmeiras, e já havia defendido uma cobrança do Ipatinga. Bastava Edmundo converter sua cobrança que a classificação estaria selada, mas o Animal chutou para fora. Mesmo assim, havia ainda a chance de Diego defender a última batida do Ipatinga. Adeílson cobrou, e nosso arqueiro fez uma defesa espetacular, garantindo a classificação – não aos olhos do bandeirinha Marcos Tadeu Peniche Nunes, que mandou a cobrança voltar alegando que Diego havia se movimentado antes da cobrança. A imagem abaixo é definitiva: Diego não estava nem com um pé na linha, estava mesmo é com os dois na hora da cobrança. A decisão seguiu para as alternadas e o Ipatinga avançou.

Paulo César de Oliveira
Esse tem até dossiê, preparado pelo jornalista Fernando Galuppo e publicado aqui mesmo no Verdazzo neste post. Notoriamente torcedor do SCCP, PCO operou o Palmeiras em uma longa série de jogos. Os mais notórios são a final do Paulistão de 2011, e a semifinal do Campeonato Paulista de 2008, contra o SPFC, no Morumbi (reparem como somos roubados contra eles nesse estádio). Nesse jogo, o atacante Adriano fez um gol com a mão em Marcos. PCO seguiu o ritual de Armando Marques, mas ao contrário: o gol de mão foi considerado como gol de cabeça, e foi validado. O SPFC venceu por 2 a 1, mas a vantagem foi revertida no jogo seguinte numa tarde épica no Palestra.
No Paulistão de 2011, depois de ter sido anunciado como árbitro do jogo antes do sorteio por um jornalista, PCO entrou em campo e fez o serviço. Todos se lembram da expulsão absurda de Danilo, e de como conduziu o jogo de forma a anular o domínio do Palmeiras, que mesmo com um a menos era melhor em campo. Aqui o relato do jogo.
Carlos Eugênio Simon
O Fluminense estava à beira do precipício no Brasileirão de 2009. O Palmeiras, ao contrário, depois de ter aberto larga vantagem na liderança, havia tropeçado contra Avaí, Santo André e Náutico e deixou os adversários chegarem perto. A vitória por 4 a 0 frente ao Goiás e o empate contra o SCCP no Derby, no entanto, reanimaram o time, e uma vitória contra o Fluminense deixaria o time, tendo quatro rodadas pela frente, dois pontos à frente do SPFC e cinco pontos à frente do terceiro colocado.
Carlos Simon anulou o gol legítimo de Obina de forma criminosa. Não há hipótese de ter sido um erro, a má intenção é clara. O episódio não custou apenas os pontos daquela partida, mas rendeu uma suspensão e um processo sobre o presidente Belluzzo, e o completo abatimento do elenco, que perdeu a liderança, o título, a classificação para a Libertadores e deflagrou uma crise no clube que até hoje temos dúvidas se foi controlada.
Há outras dezenas de erros grosseiros contra o Palmeiras, alguns não podem deixar de ser citados:
- Anselmo da Costa, na Vila Belmiro em 2002, pelo Brasileirão, deixou de anotar o gol de Zinho em que a bola passou mais de um palmo da linha e foi um dos resultados determinantes para nosso rebaixamento;
- Oscar Roberto de Godoy, na primeira final do Paulistão de 99, que roubou o jogo todo para o SCCP que ganhava apenas por 1 a 0, mesmo com o Palmeiras jogando com o time reserva por conta da Libertadores. No final, o segundo gol deles ainda nos deixava com chances de reverter, e mesmo após o relógio ter ultrapassado os descontos anunciados, deixou o jogo seguir até que fosse marcado o terceiro gol;
- Sálvio Spínola, que anulou um gol de cabeça de Max Pedreiro contra o SPFC em pleno Palestra afastando o time pela disputa do título do Paulistão de 2007; e no ano seguinte expusou Diego Souza com um minuto de jogo num jogo pela reta final do Brasileirão;
- e por aí vai…
Não é por ser palmeirense, mas eu não consigo imaginar um time que tenha sido tantas vezes roubado em finais ou eliminado em mata-matas por causa de “erros” de arbitragem. “Erros“, que segundo a imprensa, acontecem contra todos, “alguns um pouco mais, outros um pouco menos“.
Se você gostaria de mencionar algum jogo em que fomos garfados, fique à vontade e faça seu relato nos comentários – ou simplesmente deixe seu recado para essa classe de trabalhadores tão honrada: os árbitros de futebol.
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
Peguem leve com o bandeira
9 de agosto de 2012 por @parmerista
Postado em: Arbitragem, Humor, Verdazzo

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Botafogo 1×2 Palmeiras
9 de agosto de 2012 por @parmerista
Postado em: Arbitragem, Jogos, Verdazzo
Obrigado tabela, por colocar o Botafogo na nossa frente de novo. Como estávamos precisando dessa vitória! Diante de um mar azul de espectadores, o Verdão venceu novamente o Botafogo com mais dois gols de Barcos, e renovou o ânimo para a sequência deste chatíssimo, pelo menos para nós, Campeonato Brasileiro.
E o time mais uma vez não jogou nada bem. Felipão manteve Daniel Carvalho no banco, e deu mais uma chance para Fernandinho na armação. Thiago Heleno, sem ritmo, ficou no banco, e Patrik fez o papel do João Vítor. E tomamos um baile no meio-campo, conforme o previsto. A diferença é que o contra-ataque estava armado com Barcos e Obina, o que confundia a dupla de zaga do Botafogo. E foi assim que nos mantivemos perigosos durante quinze minutos.
Mesmo bem armados para o contragolpe, levamos aperto desde o início do jogo. O Botafogo deu muito trabalho para Bruno, que mais uma vez foi um dos melhores em campo. É verdade que ele começou mal, dando uma borboletada e proporcionando a Elkeson finalizar com o canto aberto, mas felizmente a bola saiu. Depois disso, no entanto, foi uma muralha – ainda mais depois do primeiro gol de Barcos.
A jogada foi construída num contra-ataque: Artur conduziu pelo flanco enquanto Obina e Barcos partiam pelo comando; Obina pela direita e Barcos pela esquerda. A zaga botafoguense fechou toda em Obina, e a bola chegou limpa em Barcos que dominou, esperou Antonio Carlos chegar para fazer o corte, humilhando-o. Aí tocou com extrema precisão no cantinho de Jefferson, abrido o placar. GOLAÇO!
O jogo teve seu melhor momento logo após esse lance. Andrezinho girou dentro da área e bateu no canto, para defesa de Bruno. Na sequência, Obina foi lançado em velocidade; mostrando ótimo preparo físico ele ganhou da zaga na corrida e bateu muito forte, da entrada da área, buscando o canto esquerdo de Jefferson, mas a bola saiu por pouco. E Elkeson se aproveitou do cochilo de Mauricio Ramos, aplicou-lhe um chapéu e fuzilou Bruno, que fez uma defesa monstruosa.
Mas nosso goleiro ainda teria muito trabalho pela frente, já que o Verdão abdicou completamente da posse de bola e aceitou a pressão dos donos da casa. Aos 24, bola em nossa área, e Elkeson mandou uma tijolada com a testa, e Bruno mais uma vez operou um milagre. Nosso lado direito era uma piada, e Marcio Azevedo fazia o que bem queria pelo setor, nas costas de Artur. Nossa sorte foi que o lateral sentiu uma pancada na região lombar e não conseguiu seguir no jogo, entrando Lima em seu lugar.
O reserva ainda aproveitava a falha crônica de nossa defesa pelo setor, mas sem a qualidade do titular, e a pressão diminuiu um pouco. O Botafogo só foi criar novamente já perto do fim do primeiro tempo, quando Fabio Ferreira, que deveria sofrer uma ação pública para nunca mais poder deixar o cabelo crescer mais que dois milímetros, aproveitou mais um vacilo de nossa zaga e fuzilou do bico da pequena área, mas o chute saiu torto.
Se qualquer mudança no intervalo, os times voltaram para o segundo tempo e o massacre continuou. Se Loco Abreu ainda estivesse no time carioca, iria enjoar de fazer gols. Nossa sorte é que eles não tinham nenhum centroavante.
A sorte, no entanto, não poderia durar para sempre, e em mais um cruzamento da esquerda, Andrezinho fechou como um legítimo camisa nove e empurrou para as redes, contando com uma preciosa colaboração de Maurício Ramos. Não há como não admitir que o empate era mais do que justo.
Felipão tirou Obina e mandou Daniel Carvalho para o jogo. Estava armando. Ao fazer essa mexida, induziu Oswaldinho a abrir mais o time, e foi o que ele fez: mandou Vitor Junior no Fellype Gabriel. Era a chance para colocar Mazinho e matar o jogo na correria. Mas nem precisou: Fernandinho fez uma belíssima jogada pela esquerda, judiou do tal de Lennon e invadiu a área. Barcos se posicionou na pequena área e recebeu o passe açucarado; aí foi só correr para o abraço.
Desnorteado, o Botafogo poderia ter sido finalizado aos 31, quando Patrik Fenômeno enfiou para Barcos, que saiu em posição legal de mais de um metro, claramente, sem margem para dúvida. Mas o auxiliar Antonio Guimarães Lugo, do Mato Grosso do Sul, invalidou a jogada que o argentino finalizou, para variar, para o fundo das redes. Um erro grosseiro da arbitragem, que felizmente, desta vez, não nos roubou nenhum ponto – mas quase.
O Botafogo voltou à carga com força e foram quinze minutos de pressão fortíssima, que culminaram com uma finalização de Andrezinho na trave, a vinte segundos do fim do jogo. Brunão, além de tudo, tá com sorte. Se o Verdão não fez por merecer os pontos pelo desempenho na partida, continua com muito crédito pelos pontos que foram roubados pelas arbitragens em rodadas anteriores. E olha que eles tentaram de novo.
Tão importante quanto os três pontos foi o fato de ninguém ter se machucado no criminoso gramado do Engenhão. E o pior é que no domingo, às 18h30, voltaremos ao mesmo local para enfrentar o Fluminense. Enquanto isso, nosso diretoria sai para a balada, durante o jogo. E ainda tuitam para informar…
Atuações
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Bruno: já tem um monte de moleque jogando bola por aí e narrando as defesas: Bruuuunoo!!! Por uns bons anos, ele será o cara. 9,5 |
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Artur: levou um festival de bolas nas costas. Resta saber se havia um esquema para cobri-lo que não funcionou, ou se ele enlouqueceu. Pelo menos nosso primeiro gol saiu numa dessas. 6 |
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Maurício Ramos: que ele joga com raça, é inegável. Mas por que será que falha tanto? Pela brilhante reta final que fez na Copa do Brasil, juro que eu queria elogiar o cara… 2 |
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Leandro Amaro: jogou o suficiente para fazer a sua e ainda consertar algumas falhas do parceiro. 7,5 |
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Juninho: com Fernandinho fazendo bem o apoio e ocupando mais seu lado, acomodou-se. 5 |
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Henrique: só por ter entrado no lugar do Marcio Araújo, já sai com uma nota maior. E mais uma vez jogou bem: não fosse ele, e o domínio do Botafogo teria sido bem maior. 8 |
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Marcos Assunção: pelo segundo jogo consecutivo, pegamos um adversário que se preocupou demais em não fazer faltas. Aí foi apenas um volantão burocrático. 6 |
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Patrik: é a prova viva de que Felipão tem senso de humor. 4 |
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Fernandinho: mais uma vez, fez melhor que Daniel Carvalho, embora sem nenhum destaque – até a jogada fantástica do segundo gol. 7,5 |
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Obina: mais uma vez teve papel importante ao confundir a zaga adversária e abrir espaços para Barcos. Está com o preparo físico em dia, e voltou várias vezes para ajudar a defesa. 7,5 |
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Barcos: mais um partidazzo. Só não aprendeu ainda a falar português – suas entrevistas são incompreensíveis. Mas metendo gol desse jeito, quem se importa? DEZ |
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Daniel Carvalho: esse é malandro, assiste o jogo do melhor lugar e nem paga ingresso. 3 |
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Betinho: entrou só porque é alto, para ajudar nas bolas paradas na nossa defesa. Felipão não tem jeito. S/N |
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Felipão: ao insistir com Fernandinho na meia no lugar de Daniel Carvalho, está dando o recado claríssimo para a diretoria. Se não se mexerem para 2013, ele sai. 6 |
E-mail: conrado@verdazzo.com.br





















“Não podem transferir para a arbitragem o problema que o Palmeiras vem enfrentando desde que acabou a Copa do Brasil. É inaceitável o clube querer arrumar desculpa por estar nesta situação”


















