Como é ruim ser pequeno
29 de janeiro de 2012 por @parmerista
Postado em: Arbitragem, Verdazzo
Enquanto o Palmeiras deixou de ter um pênalti claro marcado a seu favor em Catanduva, o SCCP mais uma vez foi escandalosamente ajudado pela arbitragem. O jogo contra o Linense, no Pacaembu, ainda estava 0 a 0, quando o zagueiro Fabão, de 2,04m, subiu de forma legal para fazer o gol. O árbitro Marcelo Rogério anulou, alegando que Fabão teria se apoiado no defensor para saltar e cabecear – como se ele precisasse. Os jogadores do Linense disseram que o juiz chegou até a lhes pedir desculpas depois. Algo como “Foi mal, mas é Timão, né… não tinha outro jeito… foi mal…”
Historicamente, em campeonatos regionais, time grande tem a prerrogativa de ser favorecido contra os times pequenos. Claro, é uma regra informal, mas consagrada no Rio, Belo Horizonte, Porto Alegre, em em qualquer capital brasileira. O SCCP não só faz valer essa prerrogativa, como também abusa dela: é favorecido contra pequenos e grandes; ganha com a ajuda do apito não apenas um joguinho aqui ou outro ali, mas campeonatos vários regionais e nacionais. Só não ganha Libertadores. É o time do apito.
Já o Palmeiras, tão grande quanto o SCCP – tanto que são os protagonistas da maior rivalidade do país – continua sendo tratado como o Engenheiro Beltrão. De que adianta ser grande, mas ser tratado como pequeno?
Cansei de ver a FPF ser presidida por dirigentes ligados ao SPFC, ao SCCP, até ao Guarani. Sempre pensei que quando finalmente chegasse a vez do presidente ser um palmeirense, pelo menos não seríamos mais roubados.
O grande zagueiro do Palestra Italia José Del Nero, neste momento, dá um duplo twist carpado de costas no túmulo.

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SCCP 0×0 Palmeiras
5 de dezembro de 2011 por @parmerista
Postado em: Arbitragem, Jogos, Verdazzo
Tudo começou quando Arnaldo Tirone levou o jogo do turno para Presidente Prudente. Tivesse mantido nosso mando para o Pacaembu, dando o tobogã para eles, e garantindo o direito de nossa torcida preencher seu espaço dinamente na rodada decisiva do campeonato, e as coisas já teriam sido bem diferentes. O fato é que apenas 1800 palmeirenses tiveram o direito de tentar empurrar o time neste domingo, num Pacaembu infestado de imundos. Para chegar ao estádio em segurança, a única alternativa foi marchar, a partir da Turiaçu, em direção ao estádio – 4,5 km sob um sol escaldante. Após uma hora de caminhada, chegamos ao Municipal, não sem antes termos que tomar bastante cuidado com uma ladeira ao lado do Pacaembu cheia de óleo diesel derramado, o que fez o chão ficar muito escorregadio e perigoso. Era a única via de saída de nossa torcida, e no caso de um confronto, o chão liso era uma grande desvantagem. Obra dos “leais adversários”.
Já no estádio a torcida do Palmeiras realmente deu show. É claro que em momentos de duelo, acabávamos sendo abafados, mas muitas vezes o canto de nossa torcida se impunha no estádio, e era muito claro o absoluto estado de pânico entre a imundície. Diante do melhor jogo do Palmeiras, era nítida a apreensão a cada ataque, a cada bola parada cobrada por Marcos Assunção.
Felipão, apesar de voltar a armar o time de forma ofensiva, insistiu em posicionar Valdivia e Patrik distantes, o que acabava dificultando a troca rápida de passes na frente. Mesmo assim, o chileno mostrou que estava numa tarde mais uma vez inspirada, e com boas jogadas individuais limpava a jogada e dava ótimos passes. O Palmeiras rondou a área do adversário durante todo o primeiro tempo e só correu perigo num lance perto do apito final. A superioridade verde ficou mais acentuada ainda quando houve o anúncio do gol do Vasco. A torcida palmeirense explodiu em alegria, e soltou a voz no Pacaembu, fazendo com que tanto torcedores como jogadores do SCCP realmente sentissem o golpe.
Com dois minutos de segundo tempo aconteceu o lance que todos prevíamos. Numa disputa de bola um pouco mais forte, Valdivia dividiu com Jorge Henrique por baixo, e em cima usou o braço na proteção. A imagem é clara, não há agressão em momento algum, o máximo que poderia ser alegado seria uma força excessiva, no que um cartão amarelo já seria suficiente. Jamais um vermelho. Mas Wilson Seneme, o árbitro que havia sido anunciado antes do sorteio, teve a chance que pediu a Deus, e expulsou o chileno sem pensar duas vezes.
O SCCP aproveitou o momento de instabilidade do Palmeiras, e embalado pelo anúncio do gol de empate do Flamengo, ensaiou uma pequena pressão. O Palmeiras demorou um pouco para se recompor, mas teve a bola do jogo quando Assunção bateu uma falta, Fernandão desviou de cabeça e ela bateu na forquilha, na volta Luan teve a chance do rebote mas bateu por cima, como pouco ângulo, mas sem goleiro.
Pouco depois Wallace foi expulso após pegada forte em Maikon Leite em jogada que também aceitaria apenas um amarelo. É óbvio que, mesmo expulsando um de cada lado, o prejuízo maior ficou do lado palmeirense, basta comparar Valdivia com “Wallace”. A partir dessa expulsão, o Verdão voltou a tomar as rédeas do jogo, com João Vítor na direita e Maikon Leite aberto, mas esbarrava na retranca de Tite e no próprio nervosismo dos jogadores, que ficou escancarado quando Jorge Henrique resolveu fazer gracinha para sua torcida e provocou uma briga perto do fim do jogo – o que também serviu para fazer o relógio andar.
O juiz apitou o fim do jogo e a torcida do Palmeiras se viu obrigada a se retirar do estádio. Com muita raiva e decepção, mas de cabeça erguida. Os jogadores, dentro de campo, dentro das limitações já conhecidas, se impuseram frente ao time que se sagrou campeão. O Palmeiras, apesar de uma fase negra principalmente nos meses de setembro e outubro, ressurgiu no campeonato, tirou o SPFC da Libertadores e fez os corintianos se borrarem de medo até o anúncio do fim do jogo no Engenhão. Essa dignidade ninguém nos tira.
Como notas extremamente negativas, registre-se as tuitadas de Judas30 durante o jogo, fazendo uma campanha covarde contra Felipão e deixando cada vez mais claro seu caráter. E Arnaldo Tirone, ao deixar o camarote aos 20 do segundo tempo, passando pela divisa entre as torcidas, foi xingado pela torcida do Palmeiras. Em vez de receber os apupos com altivez, e seguir caminhando, como cabe a um presidente, zombou da torcida, sorrindo e acenando ironicamente, deixando o torcedor que ainda teria que caminhar mais 4,5 km de volta enlouquecido de ódio.
O SCCP entra para a história como um dos piores campeões brasileiros de todos os tempos – talvez só não seja pior que o próprio SCCP, mas o de 1990, de Guinei, Jacenir e Tupãzinho. Um time covarde, comandado por um treinador covarde, que contou com a ajuda decisiva da arbitragem em jogos-chave, notadamente hoje, tanto no Pacaembu como no Engenhão.
Agora é hora de olhar para 2012. O trabalho para o ano que vem já começou. Nossas esperanças estão nas mãos de Cesar Sampaio, o gerente de Futebol que vai ter a dura missão de executar o projeto junto com Felipão e a Comissão Técnica, esbarrando nas limitações financeiras e principalmente políticas que o clube vai lhe impor.
Parabéns aos jogadores, que conseguiram dar a volta por cima e desempenharam com muita dignidade as missões de fim de ano, apesar de não ter sido suficiente para evitar o título do SCCP, que chega a seu quinto caneco nacional – coisa que já conseguimos em 1972, há 39 anos. Ainda precisam de mais três para nos alcançar. E uma Libertadores, é claro…
Atuações:
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Deola: partida tranquila, não foi muito exigido. Foi bem nas bolas aéreas, o que vinha sendo um grande temor. 8 |
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Cicinho: participativo, defendeu e apoiou com consistência. 7,5 |
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Leandro Amaro: encerrou o ano como titular, quem diria. E mais uma vez fez uma ótima partida. 8 |
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Henrique: voltou a exibir um futebol com segurança, exercendo liderança dentro de campo. 8 |
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Gerley: numa partida em que tinha tudo para tremer, mostrou personalidade, e encarou a guerra. 7 |
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Marcio Araújo: outro que teve a capacidade de vestir a armadura verde e guerrear. Sua indignação no lance do Jorge Henrique foi incomum. 7 |
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Marcos Assunção: fez boa partida com a bola rolando; demorou a calibrar o pé nas bolas paradas, e quando enfim acertou foi um terror. 7,5 |
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Valdivia: vinha sendo o melhor em campo até a expulsão, injusta. Há quem o condene pela imprudência, mas Valdivia foi para um lance forte, e se protegeu. 7,5 |
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Patrik: enquanto teve o chileno em campo, era uma boa alternativa mais aberto pela direita. Sem Valdivia, não teria condições de fazer a ligação, e foi sacado. 7,5 |
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Ricardo Bueno: o pior do time, cometendo muitos erros técnicos, como passes e domínio de bola. Matou muitos ataques nossos. Destoou. 3 |
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Luan: partida padrão, com o tempero do chute na bunda do Jorge Henrique. Teve a bola do jogo à disposição – errou. 7,5 |
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João Vítor: primeiro fez ocmeio, liberando Assunção; depois caiu para a lateral quando Cicinho deu lugar a Maikon Leite. Sem brilho. Valeu pela pegada no Jorge Henrique. 6,5 |
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Maikon Leite: foi uma boa entrada taticamente, mas não conseguiu concluir nenhuma investida que começou pela direita. 5,5 |
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Fernandão: meteu uma na trave, fez um gol anulado, mas estava lá – o que um centroavante precisa fazer. Venceu o duelo com Ricardo Bueno para ser o banco ano que vem. 8 |
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Felipão: sua atuação começou durante a semana, assumindo um papel de general na guerra de nervos. Montou o desenho do time razoavelmente bem, vencendo o duelo com Tite. Mexeu certo, apesar da ligeira demora em mandar Maikon Leite para o jogo. 8 |
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
Não fica um, meu irmão…
1 de dezembro de 2011 por @parmerista
Postado em: Arbitragem, Verdazzo
De acordo com o jornalista José Roberto Malia, o ex-árbitro Oscar Roberto Godoi garantiu no último domingo, na TV Gazeta, que o árbitro a ser sorteado para o Derby que decide o Campeonato Brasileiro seria Wilson Luiz Seneme. E não deu outra.
A situação remete a uma incrível sensação de déjà vu. Todos se lembram do episódio que antecedeu a semifinal do Paulistão deste ano, quando o jornalista do Jornal da Tarde Luiz Antônio Prosperi cravou que o sorteado seria Paulo César de Oliveira no início da semana, e a bolinha pescada pelo Coronel Marinho foi exatamente a dele.
Numa semana em que Andrés Sanchez é indicado a um cargo de diretoria na CBF e que uma resolução da entidade reformula a Copa do Brasil, casuísticamente distribuindo vagas para a competição nacional os times que disputam a Libertadores – inclusive, claro, o SCCP – uma previsão como essa se confirmando é assustadora.
Toda a apreensão que cercou a semifinal do Paulistão justificou-se com a arbitragem de PCO. O árbitro operou o Palmeiras com a expulsão de Danilo, apenas para citar o maior dos danos causados naquela partida, que terminou empatada e acabou sendo decidida na disputa de pênaltis.
Que os sorteios de arbitragens não são confiáveis, todos concordam. Que os árbitros que não são suscetíveis a “pequenas sugestões” não sobem na carreira, é mais do que sabido. Façam as contas. A chance do Palmeiras não ser roubado no próximo domingo é só uma: o SCCP jogar muita bola e não precisar da ajuda do juiz. Caso o Palmeiras confirme a boa fase, jogue bem, e encaminhe a água no chopp do rival, podem saber que o juizão vai aprontar.
E cadê os bastidores do Palmeiras num momento como esse?
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
Palmeiras 1×2 Fluminense
16 de outubro de 2011 por @parmerista
Postado em: Arbitragem, Jogos, Verdazzo
Ao final da partida, já do lado de fora do Canindé, um repórter do SBT abordou um torcedor e perguntou: “E aí, o que faltou hoje?” Continuei andando, e nem parei pra ouvir o que o cara respondeu. A resposta, no entanto, parece óbvia a todos palmeirenses: alma. O Palmeiras hoje é um arremedo de time. O elenco pode até não ser o dos sonhos dos torcedores, mas o futebol apresentado, principalmente no segundo turno fica muito abaixo até do potencial desse grupo. A alma foi embora.
Sem Felipão, que inacreditavelmente foi dispensado do jogo (ao que consta, o acordo já havia sido fechado no início do ano) para comparecer ao casamento de seu filho em Portugal, o Palmeiras entrou em campo reforçado por Valdivia, e com Ricardo Bueno no lugar de Fernandão. A expectativa era de um bom jogo do chileno, até pela ausência de Edinho, suspenso. Mas além da boa atuação de Valencia, que foi um marcador implacável, o chileno esbarrou no posicionamento equivocado dentro de campo. Muito avançado, jogando boa parte da partida de costas para o gol, não teve muitas chances de organizar nossas jogadas de ataque.
O Fluminense logo alugou nosso meio de campo, dominando todas as ações, e jogando pelas pontas em cima de Paulo Henrique e Gabriel Silva, deitou e rolou. A primeira chance foi com Marquinho, que levou Henrique como quis e bateu forte, para ótima defesa de Deola. Aos dez, não teve jeito: lateral pela esquerda, Carlinhos bateu curtinho e recebeu de volta; ajeitou e cruzou para a área. Só havia Fred na área, e Thiago Heleno estava com ele – mas foi como se não estivesse: ele saiu da bola e Fred, sozinho, abriu bem os olhos e testou firme, fuzilando nosso goleiro. E tinha mais: bola na nossa área, Fred e Sobis, no meio de quatro palmeirenses, fizeram a tabela e Sobis bateu firme, para boa defesa de Deola.
O massacre prosseguia, e a festa era em cima de nosso lado esquerdo: Mariano escapou por trás de Gabriel Silva e Deco lançou; ele invadiu a área e rolou para Fred, que se tivesse alcançado teria feito com muita facilidade. Daí eles resolveram variar, e foram pela esquerda: Fernando Bob e Marquinho envolveram Paulo Henrique, Bob cruzou e Sobis bateu prensado. O Palmeiras estava nocauteado, mas o Fluminense parecia até que estava com pena de finalizar o jogo. E com cerca de 25 minutos, diminuiu o ritmo, o Verdão não tinha a menor condição de aproveitar, e o jogo seguiu morno até o intervalo – o Palmeiras só teve uma chance aos 45 com Ricardo Bueno, que aproveitou uma bola alçada por Chico e obrigou Diego Cavalieri a sujar o uniforme. Antes disso Murtosa ainda trocou Paulo Henrique por Rivaldo, colocando Marcio Araújo na direita – como se isso fosse melhorar algo.
O Palmeiras voltou para o segundo tempo com um pouco mais de disposição, contra um Fluminense inexplicavelmente apático. E isso foi suficiente para que o jogo ficasse equilibrado. Aos trancos e barrancos, principalmente em jogadas de Luan, o Palmeiras trocava passes e chegava com perigo na área do Fluminense. Numa ótima chance, Luan bateu cruzado, de dentro da área, e a bola saiu por muito pouco, com um leve desvio de Diego Cavalieri. O Fluminense perdeu Deco, que sentiu uma lesão na virilha, e o Palmeiras recuperou a força no meio-campo. Com o apoio dos pouco mais de 3 mil palmeirenses que encararam a garoa do Canindé, começou uma pequena pressão.
Ricardo Bueno é um jogador sem expressão. Parece que está fazendo favor de entrar em campo. É o retrato da falta de alma do time, embora esteja longe de ser culpado de qualquer coisa. Com um jogador desse quilate na frente, com Valdivia insistindo em jogar avançado, de costas para o gol, e com Maikon Leite achando que era o Julinho Botelho, pegando a bola e achando que ia resolver tudo sozinho, o Palmeiras não conseguia transformar o volume de jogo em chances reais. E foi num pênalti duvidoso inexistente que o time chegou ao empate: Luan tabelou com Valdivia e foi derrubado por se jogou na disputa com Martinuccio. O árbitro, que principalmente no primeiro tempo marcou tudo a favor do Fluminense, demorou um segundo mas colocou na cal. Valdivia deslocou Diego Cavalieri e definiu com tranquilidade, aos 27.
O Palmeiras seguiu mais interessado na vitória, e mesmo sem força, era mais presente. Patrik, que tinha entrado no Maikon Leite, não ajudou Valdivia na armação, e o time continuava estéril. E o jogo caminhava o fim, com a torcida praguejando contra outro 1×1, quando a bola foi estourada pela defesa do Fluminense pelo lado esquerdo. Abel gritou: “vaaaai Martinuccio!!!“, e ele foi, pra cima de Tiago Heleno, que estava de chuteira cor-de-rosa e só olhou. O gringo mercenário aproveitou e cruzou forte, Deola não alcançou e Fred ganhou de Gabriel Silva com facilidade para tocar para o gol vazio.
Não deu revolta, nem melancolia. Para se sentir assim, é preciso estar junto com a alma do time. Esse time não estabelece nenhum tipo de comunhão com a torcida. É um amontoado vestindo a camisa que aprendemos a amar. O sentimento é de vazio.
O time despenca para a décima-segunda posição no campeonato, uma colocação justa. E só não está mais para baixo porque fez um início de campeonato realmente bom. Graças a esse começo é que não corremos risco de rebaixamento, estando a confortáveis onze pontos de distância do Atlético-MG. Mais dois ou três pontos e não teremos mais riscos nem matemáticos – o primeiro rebaixado deve bater em 43 pontos. E que 2012 chegue logo. Ou será que é melhor que nem chegue?
Atuações:
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Deola: ótimas defesas durante todo o jogo, mas falhou no lance do segundo gol. 4 |
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Paulo Henrique: completamente perdido, foi bem sacado do time ainda no primeiro tempo. 2 |
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Thiago Heleno: participação direta nos dois gols do Fluminense. ZERO |
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Henrique: lento, foi envolvido com facilidade pelos avantes do Fluminense. 3 |
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Gabriel Silva: o primeiro tempo mereceria uma nota negativa; voltou para o planeta Terra no segundo. 3,5 |
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Chico: continua sendo um dos poucos que se salva no time. Hoje, foi um dos menos ruins. 6 |
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Marcio Araújo: vinha mal na ocupação dos espaços no meio-campo, até que foi para a lateral, onde conseguiu jogar pior. UM |
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Valdivia: sofreu com a falta de alguém para tocar curto, posicionou-se de forma equivocada, errou passes decisivos e só se salvou pela boa cobrança de pênalti. 5,5 |
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Luan: deu uma ou outra luanzada típica, mas no geral fez um bom jogo; de seus pés saíram as (poucas) chances do Palmeiras. 7 |
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Maikon Leite: precisa de uma bola só pra ele. 2 |
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Ricardo Bueno: o retrato da falta de alma do time. ZERO |
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Rivaldo: surpreendentemente, um dos que menos errou. 5 |
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Fernandão: mal pegou na bola. 3 |
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Patrik: NÃO pegou na bola. ZERO |
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Murtosa: ficou numa situação bastante difícil com a “licença” de Felipão. Melhor nem olhar a armação do time, porque não sabemos quem fez. A primeira mexida só se justifica com uma lesão. Nas outras, fez o básico. S/N |
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
Flamengo 1×1 Palmeiras
13 de outubro de 2011 por @parmerista
Postado em: Arbitragem, Jogos, Verdazzo
O clima de crise profunda era o prenúncio da derrota. A recusa dos jogadores em se concentrarem na noite anterior sugeria que Felipão já havia perdido completamente o controle do elenco. A expectativa, otimista, era de uma derrota por poucos gols, contando com uma certa benevolência do Flamengo contra um adversário entregue. Pois os jogadores que foram para o campo mostraram que tem sangue correndo naquelas veias, correram como não víamos há um bom tempo, sofreram um gol mas ainda tiveram forças para buscar o empate. Desta vez, nada a reclamar – a não ser o gol irregular do Flamengo. Pois é, se não fosse o bandeirinha, poderíamos ter até saído com a vitória.
De volta ao esquema com dois zagueiros, sem Marcio Araújo, e com a volta de Cicinho, Patrik e Luan, o Verdão começou surpreendendo o Flamengo em seu campo, fazendo uma ótima marcação, e construindo jogadas de gol, nas bolas paradas de Marcos Assunção e também com Fernandão e Luan, em chutes de fora. Até que aos quinze minutos, o Flamengo criou uma sequência impressionante, com duas cabeçadas no travessão e uma defesa de Deola à queima-roupa, tudo no mesmo lance. O estádio se animou, e o Flamengo acabou conquistando o domínio do jogo, forçando as tentativas mas parando no bloqueio do Palmeiras, que por sua vez se contentou em tentar as jogadas de contra-ataque com Maikon Leite e Luan.
Marcos Assunção caiu de mau jeito e lesionou a clavícula, dando lugar a Rivaldo. O Palmeiras perdeu as possibilidades das bolas paradas, e parou de tentar cavar faltas. O resultado foi um jogo bem mais agradável de se ver, embora prejudicado pelas conhecidas limitações técnicas de quase todos os nossos jogadores. A melhor chance foi com Maikon Leite, que aproveitou um cruzamento que Fernandão não conseguiu cabecear, mas Alex Silva, à frente de Felipe, desviou. O Flamengo só assustou no primeiro tempo em chutes de fora de Botinelli e Renato – este último desviou no meio do caminho e quase matou Deola. E o primeiro tempo ficou mesmo no 0×0.
Luxa mexeu no time, e voltou com Negueba e Jael nos lugares de Willians, amarelado, e Deivid. Ao trocar um volante por um atacante, deixou clara a intenção de ganhar o jogo – e nem poderia ser diferente. A marcação do Flamengo no setor não era exigida, já que Patrik mais uma vez não desempenhou o papel de meia criativo, e Negueba passou a dar trabalho para nosso lado esquerdo. Thiago Neves também passou a participar mais do jogo, acionando bastante Botinelli em cima de Cicinho. Felipão manteve as tentativas em cima de Maikon Leite e Luan, e o jogo era muio interessante taticamente.
Aos 10, Maikon Leite teve uma ótima chance, ao ficar no mano a mano com Alex Silva, tendo Fernandão solto pelo meio, mas tentou o drible e perdeu. Na sequência, saiu a jogada do gol do Flamengo: a bola chegou até Thiago Neves pela direita, ele bateu cruzado buscando Jael; o atacante, impedido, fez menção de cabecear, o que acabou tirando Deola da jogada. Quando ela passou pelo centroavante já era tarde, e nosso goleiro a viu morrer no cantinho.
Ricardo Bueno já estava pronto para entrar quando saiu o gol – ele acabou substituindo Fernandão. Bastava ao Flamengo continuar exercendo seu volume de jogo que as bolas esticadas para Luan e Maikon Leite dificilmente dariam em algo. Felizmente o Flamengo se retraiu após o gol, e permitiu ao Palmeiras ocupar mais espaço no campo. Cicinho subiu, e numa belíssima jogada, tocou para Maikon Leite por trás de Wellinton; o atacante chegou inteiro na jogada e bateu forte, alto, empatando o jogo.
Sem um centroavante, já que Bueno acabou jogando mais ou menos no mesmo estilo que Kleber, buscando jogo, o Palmeiras conseguia articular mais jogadas, mas sofria exatamente com a falta de referência. Mesmo assim, criou duas boas chances com Luan e Chico, em chutes da entrada da área. O Flamengo sentiu demais o golpe do gol e voltou a esbarrar na marcação do Palmeiras no meio. Rivaldo, visivelmente fora de ritmo, chegava atrasado em todas e cometia muitas faltas, o que sempre é perigoso contra um time que tem Thiago Neves, Renato Abreu e Botinelli.
Felipão ainda tentou colocar Tinga no Patrik, e aconteceu aquilo que qualquer palmeirense já sabia: nada. O Flamengo, também limitado pela ruindade de seus jogadores, especialmente o tal de Jael, não correspondeu aos mais de 22 mil torcedores, e acabou tendo que torcer no último lance do jogo para a bola não entrar e não acabar saindo derrotado. A bola foi para a área, mas Ricardo Bueno, que estava impedido, chegou um pouco tarde e cabeceou só de raspão. E acabou, mais uma vez, empatado – mas dessa vez podemos considerar o resultado como bom, diante da expectativa.
O grupo pode até ter discordado de Felipão devido ao momento. A imagem de João Vítor com a camisa rasgada, mais a influência negativa de Kleber, induziram o grupo a se recolher, mas nem de longe se confirma a hipótese de que o treinador perdeu o comando do time. Se existe um racha, é entre Kleber e todo mundo – talvez só Valdivia ainda tenha alguma simpatia pelo J30, o Judas do Palestra. O jogador encerrou sua carreira no Palmeiras e imortalizou a camisa 30 – ninguém nunca mais vai querer vestir essa porcaria de número.
A se ressaltar também a boa movimentação do time sem usar a muleta de Marcos Assunção. Obrigado a buscar outras alternativas ofensivas, o futebol do Palmeiras ficou um pouco mais vistoso, e só não foi melhor porque Maikon Leite e Luan têm o péssimo costume de correr enquanto pensam, e aí se atrapalham. É claro que é muito pouco, que não dá para criar maiores expetativas de nada para este ano, mas a disposição dos jogadores foi o mais importante, e nos permite imaginar que Felipão pode continuar pensando em comandar o planejamento do projeto de 2012. Só esperamos que ele seja mais feliz do que foi no de 2011. Esse é pra esquecer.
Atuações:
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Deola: duas defesas monstruosas, uma na cabeçada à queima-roupa de Thiago Neves, e outra num giro de Jael. Foi muito bem também nas bolas aéreas. Nada a fazer no gol. 9 |
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Cicinho: ótima volta, se garantindo na defesa principalmente em cima de Botinelli, e ainda fez uma ótima jogada no gol. 9 |
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Thiago Heleno: discreto, fez bem sua parte, principalmente em cima de Deivid no primeiro tempo. 7 |
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Henrique: bem dentro e fora de campo, parece que começa a ocupar a lacuna de liderança deixada por J30. 8 |
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Gabriel Silva: finalmente uma partida razoável, sem erros grosseiros. Que continue assim. 7,5 |
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Chico: mais uma vez comandou o bloqueio à armação do Flamengo, e ainda foi bem na saída de bola. 8,5 |
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Marcos Assunção: fazia uma partida razoável até sentir a lesão. 7 |
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Patrik: jogou muito mais como marcador do que como armador. 5 |
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Luan: mantendo a regularidade: correu muito, fez bons desarmes, e se atrapalhou bastante com a bola nos pés. 5,5 |
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Maikon Leite: vinha sendo o pior do Palmeiras disparado até fazer o gol. Depois, sumiu do jogo. 6 |
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Fernandão: continua fazendo boas partidas taticamente, mas desta vez se perdeu na técnica, judiando bastante da bola. 5 |
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Rivaldo: na falta do Gente Boa e do João Vítor, tivemos que recorrer a ele. Apesar de chegar atrasado em várias jogadas, fazendo muitas faltas, não nos levou ao desespero desta vez. 5 |
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Ricardo Bueno: partida razoável, parece que começa a se soltar. 6,5 |
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Tinga: entrou no fim e ficou ali tingando pelo meio-campo, como sempre. S/N |
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Felipão: o gaúcho enverga mas não quebra. Quando parecia que o fim da linha estava chegando, ele mostrou que continua firme e com o grupo sob um certo controle. A tendência é que ele consiga conduzir bem a situação, com o afastamento da liderança negativa. Em campo, foi obrigado a conviver com a ausência de Assunção, e não se saiu mal. 7 |
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
Palmeiras 1×1 América
1 de outubro de 2011 por @parmerista
Postado em: Arbitragem, Imprensa, Jogos, Matérias, Verdazzo
Após o gol de empate do América, ouvia-se nas arquibancadas do Canindé: “inacreditável!!! inacreditável!!!”. Não é. O pior de tudo, é que empatar com o América em casa já deixou de ser algo inacreditável para ser previsível. O Verdão foi fraco, indigno, impotente, e não conseguiu, em 45 minutos, fazer o gol da vitória, e ainda dependeu da paúra do árbitro que não deu um pênalti de Deola nos descontos; o time poderia até ter perdido. Esse é o retrato do Palmeiras hoje. Comparando com o time do primeiro semestre, e que foi bem até a quinta rodada quando meteu 5 a 0 no Avaí, não parece que são os mesmos jogadores.
O primeiro tempo não foi ruim. Valdivia, mesmo meia bomba fisicamente, fazia o suficiente para desequilibrar a partida. Contando com a ajuda de Fernandão, o chileno conseguiu articular lances interessantes, que não tiveram sequência pela ruindade crônica de Luan, Maikon Leite, Gabriel Silva e Marcio Araújo. Mas no início, o América foi quem jogou melhor e finalizou três vezes contra nosso gol, em dois chutes de fora perigosos, e em uma cabeçada firme de Micão que para nossa sorte foi em cima de Deola.
Aos poucos o Palmeiras foi se soltando, se livrou da marcação dos mineiros e passou a tomar conta do jogo, mas o primeiro grande lance foi, para variar, numa falta cobrada por Marcos Assunção, que beijou a forquilha de Neneca – que já tinha entregue a Deus. De vez em quando a jogada saía certa: pelos flancos, bola centrada para Fernandão, que ou tentava girar, ou tocava para trás buscando a chegada de Valdivia, que de frente para o lance, escolhia a melhor sequência. Infelizmente não tivemos muitas jogadas assim, um tanto pela falta de ritmo do chileno, outro pela total falta de entrosamento dos atletas, que parecem que são de elencos diferentes.
O volume de jogo era alto, e o América seguia parando o Palmeiras na base da falta. De tanto dar sopa para o azar, acabou levando um gol pouco provável: a falta foi pelo flanco esquerdo, quase sem ângulo; todos esperavam o cruzamento mas Marcos Assunção bateu direto, no ângulo oposto; ele ainda contou com a ajuda de Micão que desviou e tirou Neneca da jogada, e assim abriu o placar. Vantagem justa.
O time continuou jogando bola. Quando Valdivia tinha a chance de participar, ou tentava um passe ousado, ou acabava sofrendo falta que Assunção usava para levar mais perigo ao gol mineiro. Mas no último lance do primeiro tempo, a maldição: jogada de bola parada na direita, a bola foi rolada e o cruzamento veio. A defesa do Palmeiras estava uma verdadeira zona, deixando Kempes livre no segundo pau; ele teve sorte na bola desviada, ajeitou no peito e fuzilou Deola, empatando o jogo. Vejam na figura abaixo que gracinha estava nossa defesa no momento do cruzamento.

E o América voltou para o segundo tempo com tudo: logo no primeiro lance, Deola colocou para escanteio uma bola venenosa que foi alçada mas ninguém aproveitou. Na cobrança, Fabio Junior testou firme, e Deola fez uma defesaça. Apesar do susto, a disposição do América em vir para cima dava a impressão que permitiria ao Palmeiras os espaços que precisava para desenvolver seu jogo. Deu uma breve esperança de vitória. Mas do contrário, se os mineiros se satisfizessem com o empate e se fechassem, o jogo seria uma repetição do que foi contra o Grêmio e contra o Bahia.
E foi exatamente o que aconteceu. A pequena pressão do América do início do segundo tempo foi só um suspiro, e apesar de estarem lá atrás na tabela, precisando vencer, não se atreveram a sair para o jogo. E assim o Palmeiras sofre. No lance mais agudo, Assunção bateu escanteio da esquerda, Mauricio Ramos chegou solto no segundo pau e quando se preparava para o cabeceio foi chargeado, sofrendo pênalti. Mas mesmo assim tocou na bola, que ia para o gol e obrigou Neneca a fazer um milagre. Como não levou vantagem no lance, o árbitro baiano Jailson Macedo Freitas deveria ter assinalado o pênalti, mas não o fez.
O pé de Assunção então descalibrou. O Palmeiras teve uns trezentos e quarenta e cinco escanteios e faltas no ataque, mas todos os cruzamentos foram rechaçados sem dificuldades pela defesa ou por Neneca, que é bem alto. E Felipão, que já tinha colocado Gerley no Gabriel Silva por deficiência técnica, começou a substituir no ataque: primeiro foi Ricardo Bueno no Fernandão, e já perto do fim, Vinicius no Luan. Claro, de nada adiantou. Vinicius ainda teve a bola do jogo no final, numa bola que foi cruzada rasteira, para trás, mas o arremate explodiu na zaga. Um pouco antes, Deola dividiu com Gilson na área e deu toda a impressão de pênalti. A arbitragem do juiz baiano foi muito fraca. Há também quem reclame de um pênalti sobre Maikon Leite no primeiro tempo.
Mas não adianta reclamar do juiz, mesmo porque, se estivesse mal intencionado, teria colocado na cal o lance sobre Gilson. O Palmeiras mais uma vez esbarrou em suas limitações técnicas e emocionais. Tudo é resultado de um comando mal executado, em todos os níveis. Infelizmente somos obrigados a admitir que o empate não foi surpresa.
Não pode ficar sem registro o comportamento deplorável da imprensa após o jogo. Revanchistas, vingativos, associaram de todas as formas o mau resultado à determinação de Felipão de que os jogadores não conversassem com a imprensa. Bombardearam o treinador na coletiva de forma covarde. Velhas raposas vão ensinando seus vícios aos profissionais da nova geração, que ao que parece, estão absorvendo sem muito filtro. Ainda temos poucas boas exceções, mas no geral a imprensinha mostra que é mais fácil o Palmeiras tomar engrenar, é mais fácil o SCCP ganhar a Libertadores, do que eles fazerem um trabalho digno. Nojo.
Atuações:
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Deola: duas defesaças no segundo tempo, e sem chances no gol. 9 |
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Marcio Araújo: fraquíssimo na lateral. Aliás, onde será que ele estava na hora do gol? 3 |
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Maurício Ramos: perdido no lance do gol, parecia um pijama em lua-de-mel. 4 |
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Henrique: deu show na arte de marcar o vento. 2 |
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Gabriel Silva: uma das atuações mais bizarras de um lateral com a camisa do Palmeiras nos últimos tempos. ZERO |
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Chico: mais uma partida ok. É um dos poucos que ainda está se salvando nessa agonia. 7 |
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Marcos Assunção: como sempre, atuação de kicker. Foi muito bem até o meio do segundo tempo, depois descalibrou. Com a bola rolando, nulo. 6 |
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Valdivia: pouca quantidade, muita qualidade. A falta de ritmo influencia, claro. Sentiu a falta de alguém que encostasse. 7 |
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Luan: suas bizarrices técnicas são sempre compensadas pela aplicação tática e blablablá. Hoje, nem isso. ZERO |
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Maikon Leite: seu melhor lance foi um chute a gol que não passou perto no primeiro tempo. UM |
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Fernandão: útil como referência do ataque, mas teve dificuldades para aparecer mais para Valdivia. 6 |
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Gerley: começa a formar com Gabriel Silva a nova dupla Nhô Ruim e Nhô Pior. 3 |
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Ricardo Bueno: pensa num jogador nulo. S/N |
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Vinicius: entrou no fim e teve tempo de perder a bola do jogo. S/N |
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Felipão: foi bem ao colocar Valdivia desde o início. Só faltou abrir mão de Luan, para que o chileno tivesse alguém mais próximo, e deixando Maikon Leite livre para cair pelos dois lados. Mas para abrir mão de Luan, fica complicado para completar o serviço de Assunção no meio. O jogo na Vila é a chance de ver como ele vai resolver isso: Luan está suspenso. 5 |
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
Avaí 1×1 Palmeiras
18 de setembro de 2011 por @parmerista
Postado em: Arbitragem, Jogos, Matérias, Verdazzo
Com muita raça, o Verdão arrancou um empate do Avaí na Ressacada, após ter dois jogadores expulsos. O resultado é péssimo para a posição do time na tabela, e a diferença para o líder, que agora é o Vasco, subiu para dez quilométricos pontos. Mesmo assim, pudemos ver, pelo menos no segundo tempo, a mudança de atitude prometida pelo elenco durante a semana.
O time começou levando sufoco do Avaí, que parecia chegar com muita facilidade à nossa área. Não houve nenhum lance agudo, mas a insistência do time catarinense era preocupante, o que se confirmou aos cinco minutos: Batista chegou pela esquerda, não foi incomodado e bateu forte; a bola iria bem fora, mas Henrique tentou cortar e acabou fazendo apenas o suficiente para encobrir Marcos. Pode-se atribuir o lance do gol ao acaso – mas esse acaso só aconteceu porque o Palmeiras permitiu ao Avaí rondar nossa área. A tal mudança de atitude não tinha dado o ar de sua graça até então, o time entrou lerdo e até de certa forma, displiscente.
Graças à postura covarde do Avaí após o gol, o Palmeiras conseguiu tomar a iniciativa do jogo. Mas sem a presença de um meia de ligação, não conseguiu se impor, as bolas esticadas pela dupla de zaga e por Chico predominaram, e mesmo quando Fernandão conseguia fazer o pivô e escorar, a jogada não tinha sequência pela ruindade de Luan e Rivaldo. O Palmeiras, aliás, insistia muito pelo lado esquerdo, já que Marcio Araújo, improvisado na direita, foi poupado da função de apoio. E foi assim, sem um meia, e sem o lado direito que o Verdão foi criando chances na base da bola parada – a maioria mal batida por Marcos Assunção e não dando em nada. Aí veio o lance que mudou o jogo: Rivaldo, que já tinha o amarelo, fez uma falta por trás em Cleverson e foi expulso, aos 23. Menos ruindade no time é sempre bem-vinda. O problema foi que Felipão foi conservador e colocou Gerley no Fernandão, para recompor.
Nosso treinador poderia ter puxado o Luan um pouco para trás, poderia ter tirado o Tinga que não estava fazendo nada, poderia ter tirado até o Marcos Assunção, que só chegou atrasado e nem bola parada estava acertando. Ao tirar o centroavante, o time, que já jogava mal, mas pelo menos tinha uma referência, virou um time de várzea que acabou de se conhecer. E foi a sorte, quem diria, quem ajudou o Palmeiras no final do primeiro tempo: Pedro Ken fez uma falta pierresca em Luan na lateral da área; Assunção desta vez bateu bem, no primeiro pau, e Chico desviou no ângulo, sem chances para Mão-de-Alface. O Avaí imediatamente voltou a ter a postura ofensiva dos cinco primeiros minutos, e quase marcou o segundo. O panorama continuava assustador. O empate ficou de ótimo tamanho pelo primeiro tempo que o time jogou.
E o segundo tempo começou da forma mais desastrosa possível para o Verdão. Logo aos três minutos, Gerley entrou forte em Dirceu e foi expulso por Evandro Rogério Engenheiro Beltrão Roman. Foi um lance muito similar ao que Danilo fez em Liedson no Paulistão; pegou bola, mas a força com que o atleta entrou na jogada, mais o choque, deram a letra: na dúvida, expulsa o cara do Palmeiras. Aí o Verdão ficou com dois a menos, e Felipão rearmou o time num 4-3-1: Luan na lateral esquerda, uma linha de três no meio com Tinga, Chico e Kid, e Kleber um pouco mais à frente. E a tal da atitude finalmente apareceu.
Precisou o time ficar inferiorizado numericamente, ambas em jogadas de rigor do árbitro, para o time se encher de brios. E o que se viu foi um Palmeiras gigante em campo. Mesmo com dois a menos, colocou a bola no chão, e traçou a tática: manter a posse de bola o máximo possível, conduzir a bola perto da lateral, e esperar pelas faltas. E o Avaí mostrou por que está na zona de rebaixamento desde a primeira rrodada: um time burro, sem malícia, que aceitou a proposta e fez faltas seguidas, ajudando o tempo passar e proporcionando ao Palmeiras chances concretas de gol.
Aos 15, Toninho Cecílio colocou Rafael Coelho, um atacante forte e veloz, para tentar prensar o Palmeiras no campo de defesa. E logo aos 16, o atacante, cheio de vontade, prosseguiu na jogada após Roman marcar toque de mão; tocou Kleber por trás e, inapelavelmente, recebeu o vermelho. As coisas ficavam menos desequilibradas, mas o golpe psicológico no time da casa foi flagrante.
O Palmeiras seguia mais perigoso, e por duas vezes teve a chance de fazer o gol da vitória: Luan e Chico tentaram definir para o gol, quando Kleber fechava livre como centroavante, nas duas vezes. Era levantar a cabeça, rolar para o meio e correr para o abraço, mas preferiram as finalizações, que foram parar em Garopaba. O Avaí também teve suas chances, sempre com Willian chegando com perigo para finalizar, mas esbarraram no forte, aplicado e atentíssimo sistema defensivo do Palmeiras, principalmente em Maurício Ramos, uma verdadeira parede à frente de Marcos.
Evandro Roman permitiu que o Avaí fizesse quase 30 faltas, sem expulsar ninguém além de Rafael Coelho, que foi direto. O Palmeiras, com apenas quatro faltas cometidas no jogo, apenas uma no segundo tempo, teve dois expulsos. O time, no entanto, mostrou uma grandeza que há tempos não víamos dentro de campo, jogou como Palmeiras – ao menos no segundo tempo – e, sem se acovardar, conseguiu um ponto, ao menos, bonito.
A dois pontos da zona da Libertadores, se o time mantiver essa postura até o fim do campeonato, tem chances reais de alcançar a vaga. É continuar jogando como Palmeiras, honrando as tradições dessa camisa, e deixar a oscilação por que passam todos os times fazer o resto. Quem sabe, a três ou quatro rodadas do fim, se estivermos a cinco pontos do líder, não entramos na brincadeira de novo como azarões? Que não seja necessário um juiz nos operar e nos deixar com dois a menos todo jogo para isso acontecer. E que a lição tenha sido aprendida por Felipão de uma vez por todas: Rivaldo, não!
Atuações:
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Marcos: sem culpa no gol, deu algumas saídas meio estabanadas que felizmente não deram em nada. 6,5 |
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Marcio Araújo: ficou bem quietinho na dele, até a entrada de João Vítor, daí ajudou a compor bem o meio. 6,5 |
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Maurício Ramos: brilhou a estrela de Felipão. Escalado de surpresa, fez sua melhor partida pelo Palmeiras em três anos. Correu NOVE QUILÔMETROS! 9,5 |
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Henrique: não pode levar a culpa pelo gol, teve falta de sorte. No mais, fez uma grande partida de superação. 8 |
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Rivaldo: não consegue fazer uma mísera jogada que preste. A melhor coisa que fez foi ser expulso. Deveria reforçar o Palmeiras B imediatamente. ZERO |
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Chico: manteve a ótima sequência de partidas que vem desempenhando – e ainda fez um gol. Se tivesse assistido Kleber no segundo tempo, levava nota máxima. 9 |
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Marcos Assunção: primeiro tempo pavoroso, recuperou-se no cruzamento para o gol e no segundo tempo de extrema doação. Aguentou mais tempo que o Tinga. 7,5 |
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Tinga: correu, correu, mas não fez absolutamente nada. E quando a coisa apertou, pediu pra sair. Palmeiras B nele. ZERO |
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Luan: só salva o esforço. Errou tudo o que tentou, sendo desarmado pela própria bola várias vezes. Vamos valorizar a luta. 5 |
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Kleber: no primeiro tempo, ajudou a compor a mediocridade do time; no segundo, foi o retrato da dedicação coletiva, jogando como um grande líder. Só que levou mais um cartão besta. 7,5 |
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Fernandão: no esquema de chutão do primeiro tempo, fazia um pivozinho aqui ou ali, e dava trabalho aos zagueiros. Saiu cedo. 6 |
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Gerley: entoru no lugar do Rivaldo e fez o básico. Não merecia o vermelho direto, ainda mais que já tínhamos um a menos. 4,5 |
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João Vítor: ótima participação. Com bastante gás, foi uma importante válvula de escape e fonte de faltas pela direita. 8 |
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Thiago Heleno: entrou bem no fim, quando Maurício Ramos pregou. S/N |
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Felipão: escalação horrível, e a primeira substituição foi uma piada. Mas o espírito com que o time voltou no segundo tempo também é obra dele, bem como a atitude de jogo, extremamente prática e objetiva. Na média, 5. E como vieram me pressionar porque acharam a nota alta, ganha mais meio: 5,5 |
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
Palmeiras 2×1 Small Club
29 de agosto de 2011 por @parmerista
Postado em: Arbitragem, Jogos, Matérias, Verdazzo
Nem o Oliveira caçula deu jeito – e olha que ele tentou. Para cerca de 36 mil pagantes – o mesmo que seria auferido no Pacaembu, mas com apenas metade da renda, o Verdão ganhou o Derby por 2×1 e se manteve mais do que vivo no Brasileirão. A rodada marcou o final do primeiro turno, e o Palmeiras está em sexto, mas a apenas cinco pontos do líder – a mesma diferença para o sétimo colocado. Apesar de ter vivido todas as crises possíveis e imagináveis, o time chegou ao fim do turno na briga, em evolução, tem uma perspectiva nova com a chegada de um NOVE-NOVE, e em paz.
Tite armou seu time com três atacantes, mas na verdade Jorge Henrique atuava mais como quarto homem do meio, auxiliando Danilo. Felipão foi pro jogo forçando pelos flancos. A primeira chance foi deles, numa cabeçada de Wallace, aproveitando cruzamento de Jorge Henrique. Nosso troco foi rápido, com Patrik fazendo boa jogada pela direita e centrando para Kleber, que cabeceou forte, mas para fora. Aos poucos o Palmeiras foi dominando o meio de campo e tomando a iniciativa, e nessa pegada, outra chance foi criada por Kleber, agora pela esquerda: ele invadiu e bateu cruzado, com pouco ângulo, e Julio Cesar jogou pra fora.
Num lance fortuito, entretanto, o Small Club abriu o placar: após tiro de Ramon de fora, Marcos defendeu, mas deu rebote; na sequência a bola sobrou para Emerson fora da área; ele tentou cruzar, Henrique fechou com Liedson e a bola passou direto, iludindo Marcos. Ela ainda bateu na trave antes de ir para o gol. A vantagem era injusta, num lance de sorte.
O Palmeiras mantinha a lucidez tanto na marcação quanto na armação, e melhorou mais ainda quando Felipão trocou Patrik, que insistia em jogar aberto, por Fernandão. O centroavante, grandalhão que acabou de chegar do Guarani, além de dar a referência aos ataques do time, mostrou que tem estrela quando, num de seus primeiros toques na bola, disputou a bola com Julio Cesar após escanteio cobrado por Assunção; a bola espirrou e se ofereceu limpa para Luan fuzilar e empatar o jogo. O Verdão seguiu melhor, mas o primeiro tempo terminou mesmo empatado – só que com a nítida sensação que o jogo estava à nossa mercê.
No segundo tempo o Verdão foi mais dominante ainda. Marcos Assunção e principalmente Chico anularam a criação smalliana, e a presença de Fernandão no meio dos zagueiros incomodava demais. Valdivia apareceu bem, e além de distribuir o jogo, irritava os adversários. E numa dessas, quem teve liberdade foi Assunção, que achou Fernandão enfiado e levantou na medida. O grandalhão matou no peito, e sem deixar cair, tirou do goleiro com surpreendente categoria, marcando um golaço. Que estreia foi essa!
Com a vantagem, o Palmeiras cometeu seu maior erro no jogo, que foi tentar administrar a vantagem. Assim, o time abriu mão da posse de bola, e deu chances ao adversário de conseguir o empate. Num ataque iniciado por Willian, a bola passou por Paulinho, Liedson até chegar em Emerson, que ficou de frente para Marcos mas amarelou, batendo fraquinho. O jogo estava tranquilo mas podia começar a ficar perigoso.
Nossa sorte é que do outro lado o treinador que fala pouco estava numa tarde de inspirabilidade, e trocou Danilo por Willian, deixando Jorge Henrique como único armador. Foram minutos de marasmo no clássico: o Palmeiras abriu mão da ofensividade, e bloqueava todas as tentativas do Small Club – até que Tite tentou corrigir seu erro e colocou Morais no Jorge Henrique. Eles melhoraram um pouco, mas não o suficiente para nos ameaçar.
O resultado é que os últimos 20 minutos foram de muita briga, lances duros, provocações, até que Valdivia disparou mais um chute no vácuo, levando Chicão à loucura. A melhor chance do Palmeiras na parte final do jogo ficou com Luan, que arrancou pela direita, invadiu e bateu cruzado – torto, bem à sua moda. Perto do fim, o único susto: Liedson bateu de fora da área, ainda contou com a ajuda do morrinho, mas Marcos fez uma defesaça, digna de um vencedor de um Derby. O árbitro, que fechou os olhos para a pancadaria do time adversário, inclusive para tapas e cotoveladas, resolveu infartar alguns palmeirenses pelo mundo ao dar cinco minutos de desconto, mas nem assim deu: final de clássico, Verdão 2×1.
Estávamos realmente precisando dessa vitória, em todos os aspectos. Tecnicamente, o time mostrou que superou a fase de seca no ataque. Moralmente, o time entra num momento de recuperação, com um fato novo para estimular: a chegada desse grandão que ainda está longe de mostrar que é o cara que vai resolver nossos problemas, mas que foi importantíssimo no passo dado hoje. E na tabela, a rodada ajudou e recuperamos pontos importantes na diferença para os cinco primeiros. Estamos vivos, a Sulamericana não vai mais nos atrapalhar, as crises foram superadas e o momento é de subida. Um ótimo momento para entrar numa trajetória assim – só precisa ser ratificado com uma boa partida contra o Botafogo, no Engenhão, o que nos colocaria de volta até no grupo que se classifica para a Libertadores.
Atuações:
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Marcos: ficou vendido no gol, e fez uma grande defesa no final, num chute de Liedson. 8,5 |
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Marcio Araújo: sempre dando o desconto pelo improviso, fez uma partida correta, marcando e cobrindo sem se afobar. 7,5 |
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Thiago Heleno: ganhou na bola e no moral. Meteu o dedo na cara da Lacraia para ela ficar mais esperta. 9 |
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Henrique: partidaço, enfiou até a cara na chuteira do adversário para salvar a pátria. 9 |
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Gabriel Silva: o infeliz destaque negativo, fez uma partida horrível, errando praticamente tudo o que tentou, até cobrança de lateral. 2 |
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Chico: com a volta de Cicinho, Marcio Araújo volta pro banco, perdeu a posição. Chico vem jogando muito. Nem Danilo, nem Jorge Henrique, nem Morais viram a bola. 9,5 |
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Marcos Assunção: correu muito, marcou e apoiou, até descolar uma assistência – de bola rolando. Cansou no fim, e saiu. 8,5 |
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Valdivia: fez uma boa partida, embora não tenha sido o fator de desequilíbrio – a não ser o emocional, do outro time. Deve ser chato jogar contra ele. 8 |
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Patrik: enquanto esteve em campo, ajudou a criar uma boa chance, mas no geral estava meio escondido no flanco direito. 6,5 |
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Luan: partidaço. Jogar clássico bem dá salvo-conduto por umas boas 3 ou 4 partidas. Luan infernizou o lado direito deles no primeiro tempo, e o esquerdo no segundo. 9,5 |
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Kleber: começou bem, criando duas boas chances. Curiosamente, sumiu um pouco quando Fernandão entrou – era para ser exatamente o contrário. 8 |
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Fernandão: estreia fenomenal, participando dos dois gols. O segundo, de sua autoria, foi um golaço, mostrando uma categoria que se for mesmo sempre assim… 9,5 |
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João Vítor: entrou apenas para fazer o Marcos Assunção. Não fez tão bem. 6 |
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Felipão: mais engraçado que o baile que ele deu no Tite foram as entrevistas onde ele afirmava para todos com a maior cara-de-pau que quem fez tudo foi o Murtosa. Hilário! 8,5 |
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
O Palmeiras está sem moral
24 de agosto de 2011 por @parmerista
Postado em: Arbitragem, Matérias, Verdazzo
Desde sempre, juiz de futebol é uma entidade maldita. Seja errando, seja roubando, o crápula está sempre lá, atrapalhando o futebol. A figura do árbitro foi magistralmente satirizada por Ugo Giorgetti no delicioso e obrigatório filme Boleiros, de 1998, através do personagem Virgílio, interpretado pelo palmeirense Otávio Augusto (veja o vídeo no fim do post).
Em 2007, no antigo blog Parmerista!, inventamos o Dossiê Bambi, devido à intensa ajuda das arbitragens ao clube do Jardim Leonor. Uma contabilidade simples dos pontos atribuídos ao SPFC por erros das arbitragens. Apesar da audiência modesta, o trabalho teve alguma repercussão, lançou a semente e foi repetido em 2008 por outros blogs. Infelizmente, ao se notar a tendência das arbitragens, na condição de torcedores palmeirenses, nos sentimos obrigados a bater nessa tecla suja do futebol.
E não parou por aí. Em 2010, a moda entre a juizada era roubar para o SCCP, e na décima rodada do Brasileirão o Verdazzo lançou o Dossiê Gambá, que alcançou uma enorme repercussão. Sempre apoiado por videos, para desvincular nosso claro viés clubístico de fanatismo cego, o trabalho teve entre seus detratores um argumento interessante: os erros a favor do time da Marginal podiam até ser incontestáveis, mas não se falava dos supostos erros contra. A tese ainda sustentava que os erros a favor e contra todos os clubes existiam, mas tendiam a se anular ao longo da competição.
Em 2010 o jornalista Mauro Beting tentou, informalmente, fazer uma tabela mais abrangente, contabilizando todos os erros de arbitragem em todas as rodadas, criando assim uma tabela paralela. Iniciativa louvável, mas que demandava um trabalho hercúleo de análise de todas as partidas. Como esse trabalho se mostrou humanamente impossível, a tabela de Mauro acabou tendo desvios. Mesmo assim, deu um bom parâmetro para atestar a incompetência e/ou má-fé da juizada.
Mas torcedor de futebol é um animal impressionante. Eis que em 2011 surge o site Placar Real, com o conceito da tabela paralela, apoiado por vídeos de todas as partidas – o que era uma tarefa hercúlea e humanamente impossível, os torcedores de futebol foram lá e fizeram. O site não mostra nenhum viés clubístico, e tem critérios bem definidos para considerar um erro da arbitragem suficiente ou não para contar como alteração na tabela oficial do campeonato, definindo assim a tabela paralela. Um trabalho brilhante.
E em sua temporada de estreia, até a décima-oitava rodada do Brasileirão, o clube mais prejudicado no campeonato não é nenhum outro que não o… Palmeiras, claro.
O resultado do levantamento sugere que a arbitragem no campeonato está se saindo relativamente bem, com apenas dois entre os vinte clubes tendo seus resultados sensivelmente alterados depois da análise dos lances: Palmeiras, prejudicado em SEIS pontos; e Atlético-MG, tungado em cinco. Todos os outros, inclusive os clubes tradicionalmente ajudados pelas arbitragens – SPFC, SCCP e CRF – tem variações discretas, de até três pontos (a favor, claro), ou nulas. O site curiosamente desprezou o escandaloso pênalti sobre Kleber no clássico de domingo – mais uma mostra de que não há viés, apenas critérios – caso contrário o prejuízo contabilizado pelo Palmeiras seria de estratosféricos OITO pontos em dezoito rodadas.
O Atlético está com um time ruim de doer, e ainda está sendo roubado – o resultado é a décima-oitava colocação na tabela oficial. O Palmeiras está em sexto e sem os erros estaria em segundo, a apenas dois pontos do líder, a quem enfrenta domingo – na nossa contagem, contando o citado pênalti, já seria co-líder, perdendo apenas por um gol no saldo. Isso revela a tendência já natural dos árbitros a não tratarem o Palmeiras como time grande. Na dúvida, é natural: pró-grande. Os árbitros agem assim desde sempre, por medo da repercussão na imprensa e dos poderes ocultos dos bastidores.
Essa falta de moral está sendo refletida no tratamento jocoso da imprensa, sobretudo por parte de alguns setoristas, principalmente no Twitter. A FPF colocou ninguém menos que Paulo César de Oliveira para apitar um Derby decisivo no Paulistão deste ano, e pior: o resultado do ‘sorteio’ foi antecipado por um jornalista. O roubo previsto foi confirmado, e foi vergonhoso. E agora a CBF, numa atitude que parece até gozação, escalou (após ilibado sorteio) o irmão do pilantra, Luís Flávio, para apitar o Derby do próximo domingo.
O Palmeiras está sem moral. Pode ser contra time grande ou contra pequeno; em casa ou fora: hoje não se erra a nosso favor. O único erro significativo foi verificado em Volta Redonda, quando o auxiliar anulou um gol legítimo do Fluminense, numa partida em que saímos derrotados de qualquer forma – o erro não trouxe benefício significativo a não ser no saldo de gols. Nos tratam como o Engenheiro Beltrão do Paraná, ou como o Juventus da Moóca, e já faz tempo. Pior que a gente, nem o Botafogo. Só o Galo mesmo.
A pergunta feita no post do último link, quando fomos garfados num jogo contra o Goiás, permanece: ATÉ QUANDO VÃO CONTINUAR NOS ROUBANDO?
A diretoria do Palmeiras tem a OBRIGAÇÃO de fazer o Palmeiras voltar a ser tratado como grande, seja pela imprensa, seja pela comissão de arbitragem, seja pelo STJD, seja pelos juízes. Errar contra ou a favor, faz parte. Se os erros se anulassem, como para 90% dos clubes deste campeonato, estaria tudo certo. Mas não é o que ocorre. Somos constantemente achincalhados por repórteres-torcedores, fomos roubados em seis (ou oito) pontos em apenas 18 rodadas e ainda somos avacalhados com a escalação do irmão do Paulo César para o próximo Derby. Acorda, Frizzo! Acorda, Tirone!
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
SPFW 1×1 Palmeiras
21 de agosto de 2011 por @parmerista
Postado em: Arbitragem, Jogos, Matérias, Verdazzo
Num jogo extremamente previsível, o Verdão empatou com o SPFW em um gol e com isso aproximou-se apenas um ponto da liderança, e continua em sexto lugar, longe da briga. Pela quarta vez no campeonato o time foi prejudicado pela arbitragem, e já contabiliza oito pontos garfados – exatamente a distância que o separa da liderança.
O Verdão ficou sem Valdivia, suspenso. Felipão colocou Chico no time, como terceiro volante. Adilson perdeu Lucas, pelo mesmo motivo, e escalou João Filipe como terceiro zagueiro. Assim, defensivos, ambos os times decidiram jogar no erro do adversário, ou apostando numa ou outra jogada individual, ou nas bolas paradas. A preocupação primordial, dos dois lados, foi a defesa.
Mas logo aos 4 minutos, o Verdão quase abriu o placar: Marcos Assunção descolou um lançamento longo para Luan pela esquerda, ele disputou a bola com Piris, meio sem querer acabou ganhando, e bateu cruzado, forte, mas o goleiro de hóquei desta vez não se ajoelhou e defendeu. O Palmeiras bloqueava bem a armação do adversário, e conseguiu ser mais presente no ataque. Marcos Assunção bateu uma falta com força, mas saiu pelo alto. Só dava Palmeiras.
Foi quando finalmente as bailarinas tiveram seus cinco minutinhos: em duas jogadas em que a habilidade dos atacantes prevaleceram, foram criadas duas chances: na primeira, troca rápida de passes, Bibaldo tocou de calcanhar e Dagoberto bateu forte, rasteiro, e a bola chegou a raspar a rede lateral. Em seguida, Fernandinho recebeu uma bola esticada e girou em cima de Henrique, caminhou até a meia-lua e soltou um canhão. Marcos tinha dado dois passos à frente para diminuir o ângulo e defendeu magistralmente, espalmando para escanteio. Foi só, passou o trimilique bambi e elas voltaram à mediocridade habitual.
O Verdão voltou a pressionar e mandou uma sequência de cruzamento perigosos para a área adversária, sempre levando perigo; na terceira ou quarta tentativa, Luan tentou dar um voleio e se estabacou no chão. Mesmo caído, conseguiu aproveitar que a bola ainda tinha ficado para ele, e deu uma puxeta que foi mais uma vez defendida. As chances de gol do Palmeiras eram nas bolas paradas porque a criação foi confiada a ninguém menos que Marcio Araújo. O volante, que já não vem em boa fase ultimamente, mostrou por que é volante e não meia. Para completar, Patrik também não viveu uma grande tarde. Mesmo assim, ligeira vantagem para o Palmeiras no primeiro tempo, que caminhava para terminar empatado.
Por um desses rabos citados no pré-jogo, ainda deu tempo de sair mais uma jogada, e daí saiu o gol das meninas. E começou num lance de sorte: Rivaldo esticou para Dagoberto. Reparem que na matada, a bola sobe um pouco, e não era o que o atacante delas queria. No que a bola subiu, ficou mais fácil dar o toque que cortou Henrique Leandro Amaro da jogada. Marcos, como em todo lance frontal, deu dois passos à frente, mas desgraçadamente a bola ainda estava pingando. Daí foi fácil para Dagoberto dar um tapa e encobrir Marcos. Acabou até sendo bonito, mas que foi rabo, foi.
Mais uma vez saindo atrás no placar em um clássico, o Verdão teve que voltar para o segundo tempo mais ofensivo, e Felipão tirou Marcio Araújo para colocar Maikon Leite. Marcos Assunção adiantou-se um pouco, não como um meia, mas apenas o suficiente para ocupar melhor o espaço e distribuir as jogadas. A ligação estava seriamente prejudicada, e Kleber, agora com Maikon Leite lá na frente, pôde voltar mais para buscar jogo, como gosta.
A primeira boa chance foi aos dez minutos, em jogada de Kleber pela esquerda. Ele enxergou Patrik fechando no segundo pau e cruzou, Juan só olhou e Patrik testou firme, mas em cima do goleiro de hóquei, que se manteve em pé, e ficou fácil para fazer a defesa. O volume de jogo era todo do Palmeiras, o time da casa não tinha a menor articulação: pelas laterais não havia talento para isso, e pelo meio, paravam na parede de volantes armada por Felipão. E por manter muito mais a posse de bola, ia criando suas chances, até que aos 16, em mais uma falta batida por Marcos Assunção, Henrique cabeceou de costas para o gol e meteu no ângulo, sem chances, empatando o jogo. Resultado justíssimo.
Depois do gol, o Palmeiras diminuiu o ritmo e preferiu ir só na boa. O mesmo deu-se do lado de lá, para irritação das duas torcidas. Adilson tentou mudar o jogo de forma discreta, colocando Marlos no Fernandinho e depois Cícero no Bibaldo, mas nada adiantou. Felipão trocou Patrik por João Vítor – mais um volante. E tirando um chute de fora de Cicinho, o time não criou mais nenhum lance de gol.
Cleber Abade poupou os amarelos durante todo o jogo. Os lances bruscos dos jogadores do São Paulo não eram advertidos, e apesar da bronca da torcida no calor do jogo, era um fato a se comemorar, porque se ele fosse rigoroso com os cartões, faria a média depois e tiraria vários dos cinco pendurados nossos. Mas aos 28 ele resolveu mostrar um amarelo – e logo para um dos mais importantes dos nossos pendurados, Cicinho. E para completar a safadeza, deixou de assinalar um pênalti vergonhoso, escandaloso, de João Filipe em Kleber, aos 40 do segundo tempo. O lance foi claríssimo, e era para decidir o jogo àquela altura. Mais uma vez o Palmeiras foi prejudicado, e não vemos uma atitude sequer da diretoria para reverter esse quadro.
O foco agora volta para a Sulamericana. O Verdão vai receber o Vasco no Pacaembu, e precisa vencer por três gols para evitar os pênaltis. Jogo de mata-mata é diferente, jogar com o objetivo de abrir três gols é diferente de jogar pelos três pontos. O jogo tem tudo para ser emocionante, e o Verdão, com o time completo, terá uma ótima oportunidade para encerrar essa fase de má pontaria e embalar de vez para o Derby de domingo em Prudente.
Atuações:
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Marcos: Fernandinho soltou a bomba frontal e ele fez uma ótima defesa. Fez a mesma coisa no lance do gol, mas não contava que a bola ia estar pingando: sem culpa. 8 |
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Cicinho: jogou preso para cuidar de Juan, e foi bem na defesa. No lance do amarelo, seguiu os critérios do juiz. Esse foi seu erro. 6,5 |
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Leandro Amaro: grande temor da torcida antes do jogo, saiu-se bem, sem comprometer. Por mais que tenha sido cortado no lance do gol, não tinha chances. 6,5 |
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Henrique: foi mal no lance de Fernandinho, que Marcos salvou. Livrou a cara com o gol. 7,5 |
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Rivaldo: partida surpreendentemente acima da média. Errou um ou outro lance bizarro, mas se apresentou, teve personalidade e até momentos de brilho. Juro. 7,5 |
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Chico: sua melhor partida com a camisa do Palmeiras. Vai crescendo no elenco. Um dos maiores responsáveis pela apatia do adversário. 8 |
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Marcos Assunção: brilhante nas bolas paradas, ok com a bola rolando. 7,5 |
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Marcio Araújo: não podemos confundir as más partidas de ultimamente com a má atuação de hoje. Ele teve que jogar na do Valdivia, que não é a dele. 5 |
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Patrik: ter que orbitar Marcio Araújo deve ser dose. Mesmo assim, não justifica a partida fraca e omissa. A cabeçada nas mãos do goleiro no segundo tempo foi irritante. 4 |
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Luan: apesar de ter jogado mal tecnicamente, cumpriu impecavelmente a função ‘Luan’ no esquema de Felipão, e de seus pés saíram duas das melhores chances do time. 7 |
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Kleber: sacrificado no primeiro tempo, jogou muito bem no início do segundo tempo, até o gol. Depois, acabou acompanhando o time na postura desinteressada até o fim. 7,5 |
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Maikon Leite: errou quase tudo o que tentou, mas foi sua entrada e seu posicionamento que possibilitou o massacre tático que culminou no gol de empate. 6 |
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João Vítor: entrou perto do fim, fechou o meio e arriscou uma ou outra descida. 5,5 |
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Felipão: não dá pra entender por que se conformou com o empate, quando poderia ter forçado uma vitória. 4 |
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
Palmeiras 1×1 Bahia
19 de agosto de 2011 por @parmerista
Postado em: Arbitragem, Jogos, Matérias, Verdazzo
Inacreditável. Quando a fase é ruim, conseguimos não ganhar de um timinho como o Bahia, com duas bolas na trave, inúmeros gols perdidos e sendo vergonhosamente garfados, em casa – mesmo sendo só um casebre alugado. Com o empate, o Palmeiras praticamente dá adeus às chances reais de brigar pelo título. Claro que há muita coisa para acontecer e matematicamente tivemos até um exemplo recente de que isso é possível – o Flamengo em 2009. Mas na prática, mesmo que o time engrene e saia da urucubaca, a diferença já se tornou grande demais e o time não dá sinais de que vai enfileirar uma sequência matadora que seria a chave para uma reação. Seguimos apenas à espera de uma recuperação na Sulamericana para tentar salvar o ano.
Felipão enganou todo mundo ao mandar Luan a campo entre os titulares. Todos os treinamentos sugeriam que o time entraria com Kleber, Maikon Leite e Dinei, mas para surpresa geral, Maikon Leite ficou de fora. Só que tudo foi por água abaixo aos seis minutos, quando Dinei sentiu uma lesão muscular, obrigando Felipão a recompor o time com Maikon Leite. Tudo o que veio sendo treinado em função da presença de Dinei na área foi pro espaço.
Kleber não fica na área, não tem jeito. E o Palmeiras, mais uma vez sem centroavante, precisou contar com noites de muita dedicação, principalmente de Maikon Leite, em quem o banquinho de seis minutos fez um efeito fantástico. O moleque entrou voando, e o Palmeiras teve várias chances de seus pés – a primeira aos 13 minutos, quando recebeu uma bola da esquerda, na meia-lua, girou em cima do zagueiro e bateu colocado, no pé da trave direita de Marcelo Lomba. Pouco depois, na única oa jogada de Luan em toda a partida, ele cruzou bem na risca da pequena área, Kleber dividiu com Marcelo Lomba e a bola passou até o outro lado, Maikon Leite surpreendeu a todos tocando direto para o gol com pouco ângulo, Lomba se recuperou rápido e ainda tirou com o pé.
Depois desses lances, a marcação do Bahia apertou, e o Palmeiras voltou a sentir dificuldades na armação. Para piorar o cenário, os volantes não estavam numa boa noite, e Carlos Alberto tinha muita liberdade para articular com Jobson e Junior. O jogo estava perigoso. Num lançamento longo, Cicinho errou feio na interceptação Jobson saiu na cara de Marcos, que abafou, na sequência o próprio Cicinho tratou de consertar a bobagem.
Valdivia foi entrando cada vez mais no jogo, e buscava boas enfiadas de bola nas movimentações de Kleber e Maikon Leite, mesmo muito marcado e sofrendo várias faltas – a maioria delas ignorada pelo péssimo árbitro goiano André Luiz de Freitas Castro. A defesa do Bahia cortou várias dessas metidas de bola na pontinha da chuteira, mas parecia que a qualquer momento uma iria passar. Numa jogada pela esquerda que o chileno apareceu para concluir a gol pela primeira vez: de Luan para Maikon Leite, que tocou para Kleber, aberto pela direita, Valdivia estava na trajetória, interceptou e bateu rápido, para mais uma defesa de Lomba, que àquela altura já era o melhor em campo.
O goleiro do Bahia, no entanto, não conseguiria defender a bola chutada por Kleber aos 43: de fora, o Gladiador bateu firme, com endereço, mas no último instante a bola quicou e tomou um inacreditável efeito para fora, acabou batendo na trave e correu na frente do gol. São lances como esses que nos fazem lembrar que, apesar de não acreditarmos em bruxas, elas existem.
O time voltou imprimindo o mesmo ritmo no segundo tempo. Aos 7, a primeira chance, num toque de Valdivia para Maikon Leite, que girou rápido e bateu forte, perto da trave esquerda de Lomba. No lance seguinte, finalmente o gol: numa rara boa jogada de Cicinho, ele partiu pra cima de Ávine e conseguiu jogar para a área; quem apareceu como centroavante foi Valdivia, que com muita esperteza conseguiu desviar com um toque sutil no canto direito de Marcelo Lomba. Era o fim de uma zica de mais de 300 minutos. E nada de joão-bobo: a comemoração como como homens.
O Bahia então saiu pro jogo, e numa cobrança de lateral, Carlos Alberto, no meio de três jogadores, e num vacilo incrível de Cicinho, conseguiu ainda o cruzamento no segundo pau, dentro da área – Diones Carioca, sem goleiro, perdeu o gol feito ao cabecear todo torto, para o chão. O erro custou ao rapaz o lugar no time: saiu Diones, entrou Jones. É sério.
Pouco depois, veio o lance capital do jogo e da sequência do Palmeiras no ano: falta para o Palmeiras perto da linha da área, do lado esquerdo. A barreira se posiciona muito perto. Valdivia reclama, todo chiliquento. O chileno, todos sabiam, estava pendurado, e o próximo jogo é um clássico. Havia uma porção de jogadores para exigir que a barreira fosse afastada, inclusive o cobrador da falta, Marcos Assunção. Mas parece que Valdivia fez questão de tomar o amarelo. A barreira continuou perto, Assunção teve que bater no canto do goleiro, que pegou, mas todo o estádio só pensava no cartão estúpido que Valdivia tinha levado.
O fato do time ter se desconcentrado por um instante por causa desse cartão, pensando no jogo de domingo, explica o gol tomado na sequência. Tudo começou numa falta sobre o próprio Valdivia em nosso campo de ataque, que o árbitro não marcou. O Bahia saiu rápido, e Fahel sofreu uma falta exatamente igual do lado esquerdo do ataque baiano. Na cobrança, a bola foi pra área e Titi, num impedimento grosseiro, se aproveitou do branco do time que ainda pensava no cartão e fez o gol de empate, aos 22.
O time se abateu, a torcida se abateu, até Felipão se abateu. E o Palmeiras esteve perto de tomar o segundo gol, não fosse Marcos crescer na frente de Reinaldo, em uma de suas defesas típicas, após passe de Carlos Alberto. E daí pra frente foi só desespero. Felipão colocou Chico no Marcio Araújo, que saiu reclamando, e liberou os laterais. Não adiantou muito. Depois, praticamente matou o time ao colocar Tinga no Luan, deixando Patrik no banco. O Verdão teve duas chances no final: numa falta que Marcos Assunção bateu na barreira, e numa rápida tabela em que Valdivia escorou para Maikon Leite, que teve a bola à disposição, na pequena área, mas concluiu sem firmeza, dando a chance da defesa a Marcelo Lomba. E o jogo acabou assim.
Temos que levar em consideração a falta de sorte de perder Dinei logo no início, por mais estranho que isso possa parecer. Na verdade, essa situação tinha que estar prevista, e tínhamos que ter peças para não depender do Dinei. Felipão tem boa responsabilidade nisso ao aproveitar Wellingon Paulista de forma errada, desestimulando o jogador que acabou preferindo voltar ao Cruzeiro. Nosso departamento médico andou vazio por muito tempo, o que camuflou a limitação numérica do elenco. Com a lesão de Dinei, um jogador que não tem similares no elenco (a que ponto chegamos!), essa fragilidade se expõe dramaticamente.
A nove pontos do líder, mesmo com tudo isso o time poderia estar brigando pela ponta não fossem os gritantes erros da arbitragem e a lamentável falta de pontaria verificadas nos últimos quatro jogos: Coritiba, Grêmio, Vasco e Bahia. Nesses jogos, perdemos exatos nove pontos, e poderíamos ter ganho todos. Tanto os erros de arbitragem como os erros técnicos de finalização são deficiências do departamento de futebol, da diretoria que não é eficiente nos bastidores, da comissão técnica que não apura os atletas nos fundamentos, dos jogadores, que não podem perder tantos gols feitos que até peladeiros fariam, e de todos que são responsáveis pela montagem do elenco, cujas deficiências vão ficar cada vez mais escancaradas daqui até o fim do ano, apesar do bom time titular.
Para domingo, além de Valdivia, perdemos Thiago Heleno e Gerley, suspensos. Convenhamos, o juiz fez seu trabalho de forma brilhante.
Atuações:
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Marcos: podia ter saído com tudo na cabeça do Titi no lance do gol, apesar do impedimento. Mas pegou ótimas bolas durante a partida. 7 |
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Cicinho: de bom, apenas a assistência para Valdivia. Fez uma de suas piores partidas com a camisa do Palmeiras. 4,5 |
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Thiago Heleno: absoluto, jogando com cada vez mais personalidade. Um pecado o cartão que teve que tomar ainda no primeiro tempo. 8 |
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Henrique: por cima, absoluto. Permanece com a mania de driblar e dar passes. 6,5 |
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Gerley: arriscou umas subidas interessantes. Só tem que desistir de arriscar chutes a gol desastrosos. 6,5 |
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Marcio Araújo: incrível o espaço que Carlos Alberto teve na partida. Culpado no cartão do Thiago. Pela primeira vez em dois anos demonstrou emoções: saiu nervosinho ao ser substituído. 2 |
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Marcos Assunção: chegou atrasado na maioria das jogadas, e não conseguiu nenhuma boa batida nas bolas paradas. 4,5 |
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Valdivia: vinha sendo um dos melhores do time até resolver reclamar com o juiz. Se não foi de propósito, foi muito burro. Anulou o efeito do belo gol que fez. 5,5 |
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Kleber: obrigado a ser centroavante, coisa que não faz, compensou com empenho. Fez sua parte como em suas partidas típicas. O gol ainda não saiu, literalmente bateu na trave. 7,5 |
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Luan: acertou apenas uma boa jogada em toda a partida. Tem que ir pro banco. 2 |
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Dinei: quando uma vaga de titular cai no colo, tem que parar por 30 dias por lesão muscular. É muito azarado. S/N |
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Maikon Leite: foi o atacante mais efetivo do time, com várias finalizações, mesmo com pouco espaço. Mas precisa caprichar mais pra voltar a ir às redes. 8 |
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Chico: entrou pra segurar o meio e liberar os laterais, mas sua cobertura não adiantou muito, e o Bahia poderia até ter feito o segundo em contra-ataques perigosos. 5 |
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Tinga: parecia piada do Felipão quando ele chamou o Tinga do aquecimento. Mas não era. S/N |
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Felipão: deve ter sido a partida de maior pressão sobre Felipão em todas as suas passagens pelo Palmeiras. E mesmo com um empate em casa, saiu-se bem na coletiva e abafou a crise. Dentro de campo, pagou pelas más escolhas que fez na escalação, nas contratações e nas dispensas. 5 |
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
Vasco 1×0 Palmeiras
14 de agosto de 2011 por @parmerista
Postado em: Arbitragem, Jogos, Matérias, Verdazzo
Perder de seis, com o adversário dando um chocolate, deixando o time do Palmeiras tonto, é ruim. Mas não é tão indigno quanto perder de um a zero, errando pelo menos cinco gols feitos, e com o adversário tendo criado apenas duas chances no jogo inteiro. O Palmeiras deu um show de incompetência nas finalizações, e se não mereceu perder pelo volume de jogo, zombou de uma das máximas mais antigas do esporte, e tomou o castigo. Como dizer que não é merecido?
Com Dinei no ataque, o Palmeiras evoluiu demais no aspecto tático. A simples presença de um centroavante de ofício, mesmo limitadíssimo tecnicamente, fez com que o time voltasse a construir jogadas com começo, meio e fim. Em relação ao time que empatou com o Grêmio e que perdeu para o mesmo Vasco pela Sulamericana nos últimos oito dias, o crescimento foi assombroso. Com Chico e principalmente Marcio Araújo fazendo uma ótima partida no meio-campo, segurando a dupla Juninho e Felipe, a posse de bola ficou muito mais com o Verdão, que criou seguidas chances de gol, algumas muito claras.
A primeira nasceu numa jogada de Kleber, que cruzou para Dinei, que foi travado; Renato Silva ficou com o rebote e tentou despachar; Luan pressionou e bloqueou o chute; a bola sobrou limpa para Valdivia, de frente para o gol, mas o chileno não teve calma suficiente e soltou uma bomba por cima, desperdiçando a chance. Logo em seguida, jogada de Luan pela esquerda, que cruzou na linha da pequena área para Dinei, que foi pressionado por Renato Silva e não conseguiu o arremate. O massacre continuava, e Valdivia fez sua única jogada magistral do jogo, acertando um lançamento perfeito para Kleber que, em posição legal, saiu por trás da zaga, deu um lençol no goleiro e na queda da bola, em vez de tocar para o gol e correr para o abraço, esperou ela pingar para ajeitar o corpo, e com isso deu tempo da recuperação da zaga. A bola espirrou e Dinei ainda veio na corrida, tentando cutucar para dentro, sem sucesso.
Depois de trinta minutos em ritmo bastante acelerado e de uma avalanche de gols perdidos, o Palmeiras diminuiu um pouco a velocidade, um tanto para se poupar para o segundo tempo, outro tanto porque o árbitro resolveu travar o jogo, apitando faltas até do vento, especialmente se fosse sobre Juninho ou Felipe. Não podia encostar nas moças. O zero a zero seguiu até o fim do primeiro tempo, mas tudo indicava que, de tanto martelar, o Palmeiras acabaria achando no mínimo um gol.
Os times voltaram iguais, e Luan parecia que estava um tanto quanto além da dose, pilhado demais. Entrou em confronto aberto com Fagner, e desviou o foco do jogo. Em vez de continuar buscando os gols, o time passou a se preocupar em se digladiar com os jogadores do Vasco, e, apesar de continuar tendo o controle do jogo, o ritmo diminuiu. A única boa chance foi numa cabeçada de Chico, após escanteio, que foi no travessão. Pouco depois, Luan foi empurrado por Anderson Martins dentro da área, quando arrancava para o gol, mas o fraco árbitro deixou seguir. O Vasco teve sua chance em surpreendente jogada de Rômulo pela direita, ele passou por Henrique, invadiu a área e faria um golaço não fosse a esplêndida defesa de Deola. Bernardo também teve uma boa chance ao ser lançado na equerda, e do bico da pequena área bateu cruzado, mas a bola preferiu bater na trave e sair. Era o aviso.
Felipão demorou um pouco mas finalmente tirou Luan. Mas em vez de colocar Patrik, optou por Maikon Leite. Até poderia funcionar, e quase deu certo, numa rápida troca de passes entre Valdivia e Cicinho, o cruzamento veio na medida para Maikon Leite, de frente, com o gol aberto, mas o atacante fechou os olhos na cabeçada e conseguiu errar o alvo. Aí os tais deuses do futebol ficaram com o saco cheio do Palmeiras. Felipão ainda colocou Patrik no Dinei antes de ver, aos 35 minutos, o Vasco abrir o placar: Bernardo teve uma falta de média distância pela esquerda e cobrou com perfeição, ao lado da trave direita de Deola, que não teve chances.
Felipão foi para o tudo ou nada e sacou Marcio Araújo para a entrada de Vinicius, tentando corrigir o fato de ter tirado o homem de referência na área. E no primeiro lance, Vinicius, que entrou para jogar como centroavante, recebeu de Patrik uma bola açucarada, e saiu na cara de Fernando Prass, mas mostrou muita grossura no domínio – de canela, adiantou demais a bola e ainda atingiu o goleiro sem necessidade, permitindo ao adversário matar quase dois minutos na cera. O Vasco conseguiu segurar o resultado e comemora a segunda vitória seguida sobre o Palmeiras, que desta vez passou de todos os limites no que diz respeito a deixar seu torcedor com raiva. A forma com que os atacantes desperdiçaram chances escancaradas de gol é para deixar até o mais calmo dos torcedores indignado.
Passado o momento do jogo, resta ao time esfriar a cabeça e continuar a caminhada. Menos mal que os adversários diretos perderam pontos fáceis na rodada, e o desastre não foi tão grande. O time cai mais uma posição na tabela, e agora está em sexto, mas a sete pontos dos líderes – uma diferença que é perfeitamente ‘tirável’. Se por um lado a pontaria dos atacantes desanima, o mais difícil, que é recuperar um padrão de jogo aceitável, o grupo demonstrou que conseguiu. Tudo o que os jogadores precisam agora é da paciência da torcida para voltarem a acertar, e o próximo jogo, contra o Bahia no Canindé, será fundamental. Teremos três jogos-chave em sequência a partir do domingo: bambi no panetone, Vasco no Pacaembu, pela Sulamericana; e gambá em Prudente. O futuro do time nas duas competições pode ser selado na semana que vem, ou podemos continuar fortes nas duas. O que mais precisamos é da recuperação da confiança, no jogo contra o Bahia. Que torcedores e jogadores façam suas partes.
Atuações:
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Deola: uma defesa espetacular na jogada de Rômulo, e uma boa defesa numa falta de Bernardo, antes da outra onde saiu o gol, que foi indefensável. 8 |
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Cicinho: teve problemas quando Bernardo entrou no lugar do Éder Luís, e chegou a levar um cartão. Mas no geral fez uma partida razoável, tendo até participado de bons apoios. 6,5 |
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Thiago Heleno: continua sendo o maior destaque da defesa, seguro e consciente. 8 |
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Henrique: mostrou que está recuperado da má partida de quinta. Só precisa ter a humildade de tirar de bico quando precisa em vez de achar que é o Luís Pereira e sair driblando. 6,5 |
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Gerley: continua no nível entre Rivaldo e Gabriel Silva. Não compromete, mas está bem longe de ser a solução. 5,5 |
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Chico: bem no preenchimento de espaços no meio, quase deixou o dele num escanteio. Precisa melhorar o passe. 6,5 |
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Marcio Araújo: boa partida como segundo volante, no desarme foi brilhante; no apoio, deixou a desejar. Não que esperássemos que ele fosse um Mazinho… 6,5 |
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Luan: até participou da criação de algumas jogadas de gol, e se os finalizadores não tivessem errado, seria heroi. Mas até nisso deu azar. Aí resolveu brigar e acabou com o foco do time. 2 |
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Valdivia: errou um gol feito logo no início que mudou o rumo do jogo. Depois achou duas ou três jogadas boas no decorrer da partida. É pouco pelo que se espera dele. 5 |
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Dinei: perdeu um gol fácil, mas sua presença foi determinante para que o time voltasse a jogar taticamente bem. 6 |
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Kleber: outro que perdeu um gol fácílimo, mas também temos que reconhecer que foi importante na criação de outras tantas boas jogadas do time. 6 |
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Maikon Leite: esse entrou para decidir, teve a chance e desperdiçou, depois não fez mais nada. ZERO |
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Patrik: boa participação, deu o gol para Vinicius empatar. Devia ter entrado desde o início. 6,5 |
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Vinicius: tocou uma vez na bola. Com a canela. ZERO |
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Felipão: desta vez, foi corretíssimo, não teve culpa. Poderia ter tirado o Luan e colocado o Patrik na primeira, já resolvia o time, sem tirar o Dinei. A segunda mexida é que não foi boa. Mesmo assim, sai deste jogo com o moral totalmente recuperado, se é que alguma vez esteve ameaçado. 8 |
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
Palmeiras 0×0 Grêmio
7 de agosto de 2011 por @parmerista
Postado em: Arbitragem, Jogos, Matérias, Verdazzo
Frustração. Não há outro termo para descrever o sentimento do torcedor ao sair do Canindé após assistir o chato empate em 0×0 entre Palmeiras e Grêmio. Foi o maior público visto no estádio este ano, e apoio não faltou ao time, mas os jogadores não conseguiram furar o bloqueio do Grêmio e deixaram escapar dois pontos irrecuperáveis. Quase todos os astros do Palmeiras deixaram a desejar: Valdivia, Kleber e Felipão. Só São Marcos mesmo arrancou aplausos neste jogo lamentável, que merece ser esquecido.
Sem poder escalar Luan, suspenso, Felipão escalou Patrik em sua função, pela esquerda, pelo menos no início do jogo. Não funcionou, E vimos as peças do ataque do Palmeiras muito distantes entre si. Não tínhamos jogada. Marcio Araújo então passou a ocupar o setor, chegou de surpresa algumas vezes, mas na hora do último passe, ele se perdia. Maikon Leite então passou a jogar pela esquerda, isso ainda aos 20 minutos, foi quem levou mais perigo, mas o cruzamento não saía pela dificuldade com o pé esquerdo – era chegar no fundo e ter que virar o corpo para conseguir o passe, e aí a defesa do Grêmio tinha aquele tempo a mais para se posicionar.
Com os avanços de Marcio Araújo, nossa retaguarda ficou surpreendentemente desprotegida, dando espaços para as tentativas de aproximação de Lucio e Douglas. Marcos Assunção foi amarelado logo no início do jogo, e teve que maneirar nas chegadas. O resultado foi um show de Henrique, uma partida que tranquiliza a todos que ficaram desconfiados com os minutos sem ritmo mal jogados em Curitiba. Mas no ataque as coisas continuavam mal, com Valdivia, Kleber e Maikon Leite sem a menor coordenação, jogando cada um por si. Vez ou outra saía uma tabelinha, devido principalmente ao esforço de Patrik, o mais lúcido dos quatro no primeiro tempo.
Quem foi escalado para cair pelo lado esquerdo no segundo tempo foi Valdivia. E foi a melhor opção, já que ele compensou a falta do pé esquerdo com sua conhecida habilidade. Num lance genial, quando todos esperavam um passe, ele meteu a bola entre os zagueiros do Grêmio no cantinho de Victor, que teve dificuldades para defender. Em outra jogada pelo lado esquerdo, Gerley cruzou no segundo pau e Patrik fechou de voleio, quase fazendo um golaço. O Grêmio, que tinha conseguido bloquear o meio-de-campo no primeiro tempo, já era só defesa, e tentava ameaçar só nos contra-ataques. Num lance isolado, André Lima fez boa tabela com Lúcio Maldini e bateu para fora.
O árbitro Ricardo Marques Ribeiro também não agradou. Pareceu em vários momentos estar determinado a segurar o Palmeiras, dando vantagem em lances em que a falta nos favorecia, parando o lance quando a vantagem para nós era nítida, e permitindo ao Grêmio, um timinho que não honra a camisa que tem e não quis jogar bola, fazer uma sucessão de faltas sem punir com cartões. Ao todo, foram 27 faltas dos gaúchos, contra apenas 15 do Palmeiras. Mas o pior ainda estava por vir.
Victor ainda apareceu mais uma vez num chute de fora de Patrik, após um passe de calcanhar de Henrique. A bola tinha o endereço certo – a jogada aconteceu após mais uma falta de Marcos Assunção batida na área sem que assustasse a defesa do Grêmio, muito alta. As bolas aéreas definitivamente não eram a melhor opção para este jogo. Mesmo assim, Felipão mandou Dinei para o jogo, no lugar do Maikon Leite, que saiu bravinho. E não é que ele teve duas bolas muito boas para definir o jogo, em falhas da defesa do Grêmio? O centroavante conseguiu dois arremates, e nas duas os defensores do Grêmio se atiraram em direção à bola, salvando Victor, que teria sérios problemas nas duas.
Mas quem teve a bola do jogo mesmo foi Leandro, do Grêmio, após uma jogada irregular: André Lima fez falta claríssima em Marcos Assunção, mas o juiz, que realmente dava a impressão de estar mal intencionado, não marcou nada. Com a defesa desprevenida, a bola chegou até Leandro, de frente para Marcos, e ele tentou jogar por cima, confiando que o Santo Goleiro sairia em seus pés. Muito experiente, Marcos esperou o toque e apenas saltou, como num bloqueio de vôlei, evitando a catástrofe. Tudo graças ao péssimo árbitro.
Felipão ainda tentou colocar Vinicius no Patrik, o que deixou o time mais acéfalo ainda na frente. Infelizmente as peças de ataque do Palmeiras, de reconhecido talento, ainda não acharam o entrosamento e a coordenação ideal. O campeonato vai passando, e os pontos vão sendo perdidos. E Felipão tem uma enorme responsabilidade nisso. Certamente agora vai se abrir um debate sobre a importância de Luan para o time – o que é um erro. Luan é importante para o esquema que Felipão treina há vários meses. Não houvesse uma dependência tática tão grande desse jogador, e talvez as coisas estivessem mais fáceis. O álibi de Felipão neste caso é o pé esquerdo de Luan. Único canhoto do setor ofensivo deste elenco, Luan não teria tido as dificuldades que nossos atacantes tiveram hoje ao jogar pelo lado esquerdo, e que acabaram consagrando o volante improvisado na lateral Adilson. Que irônico.
O time volta a campo agora na quarta-feira pela Copa Sulamericana, contra o Vasco em São Januário – time que vive uma grande fase. Mas o Palmeiras antes disso ainda vai remoer os pontos perdidos esta semana, principalmente os desta noite contra o Grêmio. O Flamengo venceu mais uma, e já abriu largos seis pontos. E ainda temos que secar os rivais paulistas amanhã. O campeonato vai ficando cada vez mais difícil, mas ainda há tempo para uma reação – que está intimamente ligada a um acerto do setor ofensivo. Não é possível termos um aproveitamento tão baixo com jogadores tão qualificados.
Atuações:
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Marcos: uniforme lindo, sacaneado pelo juiz no segundo tempo – mandou trocar por causa das meias do Grêmio. Ah, duas ótimas defesas. 9 |
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Cicinho: cada vez menos presente no ataque – talvez fosse uma válvula de escape importante, como foi no Paulista. 7 |
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Mauricio Ramos: cometeu um erro grave, como sempre, ao passar mal uma bola que rendeu um ataque perigoso ao Grêmio. Desta vez, não deu em nada. 5 |
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Henrique: partida espetacular, um monstro na zaga, e arriscou até passe de calcanhar no ataque. Deve fazer uma dupla intransponível com Thiago Heleno. 9 |
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Gerley: Gabriel Silva não terá dificuldades em recuperar a posição, o menino já mostrou sérias limitações. Mas bate Rivaldo, de longe. 5 |
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Marcio Araújo: que dificuldade nos passes, hein, Gente Boa? Apesar dos erros, foi importante taticamente, aparecendo até como homem-surpresa no ataque. 6 |
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Marcos Assunção: num jogo cheio de faltas, não bateu bem nenhuma – a melhor foi numa que só assutou porque desviou na barreira. Foi amarelado cedo, e está fora do próximo jogo. 6 |
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Valdivia: teve seu melhor momento no segundo tempo, quando foi incumbido de cair pela esquerda. Mostra que não desaprendeu, com lances geniais. Mas coletivamente está devendo. 6,5 |
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Patrik: o mais lúcido do ataque, correndo por todos e tentando preencher os espaços. Mas também errou passes demais. Se faz aquele gol de voleio, era para placa. 7 |
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Maikon Leite: aberto pela esquerda, não funcionou. Pela direita, também não. A seu favor, o pouco espaço do Canindé. Não justifica. 4,5 |
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Kleber: anulado pela defesa do Grêmio. Sai demais da área e se furta a ser a referência de ataque do time. A verdade é que Kleber parece que ainda não fez o sétimo jogo. 4 |
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Dinei: partida interessante, dentro de suas limitações. Teve duas boas chances, foi bem nas duas. 7 |
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Vinicius: entrou no finalzinho e não fez nada. S/N |
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Felipão: a coisa está feia, mestre. Nossa proposta de contrato vitalício permanece intocada, mas precisamos que esse ataque funcione. O time precisa jogar mais compactado, as peças de ataque estão muito distantes. Já era tempo disso estar sendo corrigido, de mostrar alguma evolução. 3 |
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
Coritiba 1×1 Palmeiras
4 de agosto de 2011 por @parmerista
Postado em: Arbitragem, Jogos, Matérias, Verdazzo
Tivemos em Curitiba
mais um jogo pegado, renhido. O Verdão, após perder Thiago Heleno, expulso na parte final da partida, segurou o empate, e segue no bolo. Pelas circunstâncias do jogo o resultado não foi ruim, mas as vitórias dos concorrentes diretos faz com que o Palmeiras fique um pouco para trás na tabela – nada desesperador, principalmente porque a rodada passada tinha sido muito boa.
O Palmeiras entrou em campo ligeiramente modificado em relação ao planejado: Maikon Leite, muito gripado, ficou de fora até do banco. Patrik foi para o jogo em seu lugar, e tivemos a perspectiva de um melhor rendimento de Valdivia. O Verdão começou bem o jogo, não deixando o Coxa tomar conta do campo no embalo da torcida, que compareceu em bom número ao Couto Pereira, apesar do frio de 3 graus. Mas num escanteio, aos 9 minutos, Pereira ganhou fácil de Mauricio Ramos e obrigou Marcos a fazer um milagre; Jeci chegou na corrida e aproveitou o rebote para abrir o placar. Justo o Jeci. E ele ainda comemorou como um joão-bobo. Nada podia ser pior.
O estádio se incendiou, e o Coritiba teve cinco minutos de domínio absoluto, dando a impressão que poderia aumentar a vantagem rapidamente. Marcos foi obrigado a sair nos pés de Bill para evitar o segundo gol. Um pesadelo se desenhou na mente do torcedor palmeirense, mas logo se dissipou, com o time reagindo e se recolocando no jogo. Kleber, Patrik e Valdivia jogavam bem próximos entre si, o que facilitava o toque. Aos 20, Kleber sofreu uma falta pela esquerda, que Marcos Assunção cobrou no primeiro pau, e contou com o desvio de Leo Gago que matou o goleiro Edson Bastos. O gol de empate calou o Couto Pereira.
Daí para a frente o Palmeiras tomou conta do jogo, dominando o meio-de-campo e envolvendo o Coritiba, mas não esperava que entrasse em campo o décimo-segundo jogador dos paranaenses. O árbitro Célio Amorim passou a prejudicar o Verdão em lances seguidos. Primeiro deixou de dar amarelo para Jeci numa jogada idêntica à que tinha acabado de advertir Valdivia. Na reclamação dos jogadores do Palmeiras, amarelou Kleber e Luan. Logo em seguida, de frente para o lance, não deu um pênalti claríssimo, escandaloso, de Emerson sobre Luan.
O Palmeiras ainda teve outra chance numa falta batida por Marcos Assunção que Edson Bastos defendeu, e no último lance do primeiro tempo, Valdivia escapou por trás da zaga num lançamento espetacular de Assunção; o chileno matou a bola e já se preparava para marcar, quando foi assinalado o impedimento. Num lance exatamente igual, duas horas antes, um gol foi validado no Pacaembu.
Os times voltaram iguais do intervalo, e o Palmeiras veio mais a fim de vencer o jogo. As tabelas entre Valdivia e Kleber saíam, mas sem muito brilho, nada que surpreendesse a defesa do Coxa. Luan mais uma vez participou demais do jogo, mas sempre daquela forma atrapalhada que já conhecemos. O Coxa parava na forte marcação de nossa dupla de volantes e de Cicinho, que foi um monstro no fundamento. Foi quando Marcelo Oliveira deu um passo à frente: tirou Leandro Donizete, que já estava amarelado, e colocou Anderson Aquino.
Felipão ficou com a faca e o queijo nas mãos, mas não aproveitou. Com a proteção à zaga do Coritiba enfraquecida, era hora do Palmeiras explorar a velocidade no contra-ataque, tirando Patrik e colocando Vinicius. Mas Felipão não fez nada. E o Coritiba cresceu, passando a dominar o meio-de-campo. Num passe errado de Mauricio Ramos, Rafinha cortou e enfiou a bola para Bill, que ia sair na cara de Marcos. Thiago Heleno foi obrigado a cometer a falta, e foi expulso. Com um a menos, o Palmeiras teve que abrir mão da vitória e passou a defender o ponto do empate. Henrique fez sua reestreia ao entrar no Patrik para recompor a defesa, e ainda frio, quase quebrou a espinha num corte de Rafinha dentro da área; o meia do Coxa soltou a bomba para fazer o gol da vitória, mas Marcos fez uma defesa sensacional, salvando o Verdão, e ficou nisso.
As vitórias dos concorrentes diretos deixou um gosto amargo, mas o empate, diante das circunstâncias, não vai fazer ninguém dormir de cabeça quente, a não ser pela atuação do juiz. Para o jogo contra o Grêmio, o time perdeu Thiago Heleno, expulso, e Henrique deve cobrir a vaga. Além da torcida pelo Palmeiras, segue a secação aos rivais – que nesta rodada não funcionou muito – e o bolo de cima tem agora, definitivamente, a presença do Vasco, que resolveu entrar numa ótima fase bem na semana do confronto com o Verdão pela Sulamericana. Tudo é difícil.
Atuações:
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Marcos: só não leva dez porque a bola do primeiro milagre acabou entrando. E nem foi culpa dele. 9,5 |
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Cicinho: partida muito firme na defesa, como poucas vezes. Só desceu na boa, e nessas, também teve boas participações. 8,5 |
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Mauricio Ramos: voltou ao normal. Como não falhou no jogo passado, resolveu compensar nesta partida – e como compensou. ZERO |
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Thiago Heleno: não vinha mostrando nada excepcional, até a jogada do sacrifício, em que impediu o gol de Bill. Valeu. 7,5 |
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Gerley: em sua terceira partida, já nos fez sentir saudades de Gabriel Silva. Afobado na marcação, fez faltas bobas e errou muitos passes. Saudades de Rivaldo? Ainda não. 3,5 |
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Marcio Araújo: voltou com tudo da suspensão, foi fundamental para o domínio do meio-de-campo exercido pelo Palmeiras. Se seu passe fosse um pouco mais apurado… 7,5 |
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Marcos Assunção: um dos melhores do time, tanto na marcação como na saída. Pena que a bola não passou tanto por ele. O Palmeiras precisa dar menos chutão. 8 |
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Valdivia: vai melhorando, foi sua partida mais consistente desde a volta, mas sem brilho algum. E é brilho o que esperamos do chileno. Sabemos do que ele é capaz. 6 |
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Patrik: como esperado, o time teve mais consciência com sua presença. Não foi simplesmente um cover do Maikon Leite, e o time com ele mostrou variação. 6,5 |
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Luan: ficamos à espera de chutaços como aquele contra o Cruzeiro. Conforme desconfiávamos, aquele foi o único na vida, agora só na próxima. Erra demais. 5,5 |
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Kleber: amarelado logo no início, perdeu a intensidade. Parece que ele joga mais quando reclama. Mesmo assim, foi o mais lúcido do ataque. 6,5 |
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Henrique: bem-vindo de volta, xerife. Mas vamos falar de jogo só no sábado; o desta noite, deixa pra lá. S/N |
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João Vítor: entrou no finalzinho só pra gastar o tempo e fechar mais ainda o meio-de-campo. S/N |
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Felipão: teve a chance de ganhar o jogo na primeira mexida do Coritiba, mas ficou parado. Quase levou um castigo imenso. A fase não está boa. 4 |
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