Palmeiras 1×2 Tijuana
15 de maio de 2013 por @parmerista
Postado em: Jogos, Verdazzo

E o sonho ficou para o centenário. Ganhar a Libertadores com um time montado em fevereiro era uma possibilidade remotíssima que só nossos corações permitiam acreditar. Sim, era possível, se repetíssemos a fórmula dos jogos anteriores no Pacaembu: garra, aplicação tática, torcida inflamada e sem cometer erros. Infelizmente abusamos das falhas e sofremos o castigo. Na verdade, a possibilidade desses erros aparecerem num elenco que tem furos claríssimos cresce a cada jogo. Chegou a hora. Estamos fora. A reação da torcida no Pacaembu ao final da partida não foi de desespero ou dor, mas sim de acordar de um sonho bom, como quem já sabia que isso aconteceria. Mas que ninguém se iluda: essa resignação não vai virar regra. A cobrança a partir de agora vai vir forte.
O início parecia promissor. O Verdão marcou a saída de bola dos mexicanos em cima e não lhes permitia ficar com a bola. A tática palmeirense após retomar a bola, no entanto, não era lá muito criativa. Com Wesley aberto e Tiago Real isolado, virando uma presa fácil para a marcação, restou ao time a ligação direta e buscar a segunda bola. Kleber Pinheiro abusou de resvalar a cabeça na bola para tentar achar alguém – sempre achava um zagueiro adversário.
Mesmo sem criar chances agudas, a bola ficava rondando a área mexicana o tempo todo; Bruno apenas assistia ao jogo. A tendência era que o time realmente chegasse ao gol na base da pressão. O Tijuana aos poucos foi se acalmando e começou a catimba antes mesmo dos 20 minutos, procurando armar confusões e enervar nossos jogadores, além da cera. Charles foi o primeiro a levar um amarelo de bobeira por causa disso.
Aos 24, Kleber Pinheiro foi derrubado a dois metros da meia-lua, frontal. Ayrton caprichou, tirou da barreira mas a bola bateu no travessão e caiu no meio da área. A torcida enlouqueceu e o gol tinha ficado maduro, era questão de tempo. Só que não: esquecemos que tínhamos que nos preocupar com nossos próprios erros. Henrique errou na saída de bola e foi desarmado; a triangulação saiu rápida e a bola sobrou para Riascos, todo desequilibrado – mas mesmo assim ele concluiu. O chute saiu fraquinho, sem o menor perigo mas Bruno, talvez desatento, talvez frio, talvez desconcentrado, talvez apavorado, levou o maior frango que um goleiro do Palmeiras já levou em quase 99 anos de História.
O time sentiu o baque, e murchou. A torcida tentou, mas os jogadores não responderam. O Tijuana intensificou a catimba e a qualquer choque desabavam no gramado sob a permissividade do árbitro venezuelano, um autêntico banana. O goleiro Saucedo demorava séculos para bater cada tiro de meta, com passinhos curtos que torciam os nervos dos 35 mil presentes. Tanto que o juiz levou o primeiro tempo até os 50 minutos. Não foram suficientes para que o Verdão criasse chances de gol com bolas trabalhadas. Wesley não se apresentava, o Vinicius que entrou em campo era o de 2012 e não havia perspectivas de melhora – pelo menos com aquela formação.
Gilson Kleina mexeu: tirou Wesley e mandou Souza a campo, e o time melhorou, com mais consistência no meio-campo. Charles estava amarelado e preocupava, mas o time se mantinha com mais posse de bola e o risco era válido.
O nervosismo continuava atrapalhando. Vinicius foi o quarto atleta de nosso time a receber o amarelo por uma disputa de bola inutilmente ríspida na bandeira de escanteio – enquanto isso, Arce levava o sexto amarelo do Tijuana por cera. Quem dera tivesse sido seu segundo.
Aos seis, uma falta do meio campo foi suspendida em nossa área. Ayrton passou em branco e atrapalhou Henrique, que podia ter gritado o famoso “deixa”. Henrique então rebateu mal com a cabeça, nos pés de Arce, que acertou um chutaço com incrível felicidade, uma cacetada no canto esquerdo de Bruno, que nada pôde fazer. 2 a 0 era bem complicado.
Kleina então foi para o tudo ou nada e tirou Charles para a entrada de Maikon Leite. Com três atacantes, o time ficou levemente mais perigoso. Maikon Leite acertou a primeira jogada e fez um bom cruzamento no segundo pau que Souza testou na rede, por fora, com o canto todo à disposição. A jogada empolgou a torcida, que ainda acreditava.
Na base do chuveirinho, o Verdão pressionava, enquanto os mexicanos se retraíam cada vez mais. Henrique quase fez após um bate-rebate na área, aos 13. E aos 15, Aguilar se atrapalhou em mais uma bola aérea e acabou tocando a mão na bola. Pênalti que Souza bateu no meio, deslocando o goleiro, diminuindo a vantagem. Era a hora de ir para a virada. Empatar o jogo logo na sequência era a chance do verdão nocautear o Tijuana, pois a velha torcida voltaria a eletrocutar os jogadores em campo. E aos 24 o time chegou ao empate, em bola cruzada da esquerda por Vinicius que Kleber Pinheiro cabeceou no cantinho – mas o bandeirinha viu impedimento. A TV mostrou que o gol foi legal.
O time não tinha criatividade, não conseguia acender a fagulha para a torcida fazer sua parte, e ainda era roubado. A vaca caminhava a passos largos para o brejo, era visível. No desespero, Kleina mandou Juninho a campo no lugar de Marcelo Oliveira, e abriu a avenida no nosso lado esquerdo. Os mexicanos, no entanto, estavam bem mais interessados em deitar e rolar pelo gramado do Pacaembu.
Aos 36 Riascos, aparentemente impedido, escapou livre e chegou cara a cara com Bruno, cortou para o lado e bateu para o gol, mas não foi rápido o suficiente e Mauricio Ramos conseguiu salvar acrobaticamente em cima da risca. O lance foi o último suspiro da torcida, que empurrou o time ao ataque na sequência, mas os chuveirinhos eram inúteis. Após mais uma bola pela linha de fundo que demorou 793 minutos para ser reposta, a torcida começou a deixar o estádio.
Nem a expulsão de Aguilar aos 39 animou a massa verde, principalmente depois que Souza bateu duas faltas realmente perigosas muito por cima do travessão. Souza ainda teve mais uma chance, de cabeça, mas caiu na linha burra dos mexicanos, que funcionou bem durante quase todo o jogo – na que não funcionou o bandeira ajudou. E aos 49 minutos o juiz acabou com nossa obsessão, com nosso sonho – pelo menos este ano. Ficou para 2014.
Só que para realizar o sonho no centenário, a Copa do Brasil virou obrigação. A montagem do time forte do ano que vem agora é a prioridade zero, a postura na janela do meio do ano tem que ser agressiva e bem-sucedida. A paciência e a compreensão tem data marcada para acabar: o dia que a janela do exterior fechar.
Agora nos resta lamber as feridas e nos concentrar, num primeiro momento enquanto a Copa do Brasil está distante, na disputa do Brasileiro. Serão mais onze longos dias. A torcida do Palmeiras merece mais que isso. Três ou quatro posições precisam de atenção urgente. VAMOS!
Atuações:
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Bruno: depois de duas partias estupendas, toma um peruzaço desses. Admitir a culpa nem é digno de admiração: foi tão frango, que não tinha outro jeito. ZERO |
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Ayrton: podia ter subido mais e se convertido numa alternativa para a criação do time. 5,5 |
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Maurício Ramos: apesar de estabanado, não cometeu nenhuma falha notável e ainda tirou uma bola importante que deu certa sobrevida ao time no final. 6,5 |
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Henrique: liderou o time na saída de bola, virou atacante no final, jogou com garra. Mas o que importa é que falhou nos dois gols. ZERO |
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Marcelo Oliveira: sem a vitalidade e a vibração dos jogos anteriores, virou um jogador abaixo da média. 4 |
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Charles: jogou muito nos primeiros quinze minutos, aí entrou na catimba e foi amarelado, seu futebol sumiu. 5 |
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Marcio Araújo: o que mais precisa para que ele seja definitivamente negociado? 4 |
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Wesley: apagado, omisso, acomodado. 3 |
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Tiago Real: não pode ser o meia de referência, não tem a característica de pensar o jogo. Seu negócio é toque rápido. 5 |
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Kleber Pinheiro: uma aula de como não se deve fazer. Jeitão de atacante de condomínio classe A, tem dificuldades no domínio, não sai a jogada de pivô. 4 |
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Vinicius: ele deve ter um irmão gêmeo, porque não é possível ser o mesmo cara. UM |
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Souza: entrou com lucidez, foi determinante para recuperarmos o meio-campo, mas não tinha com quem tocar – aí ia pras arrancadas. E as faltas no fim do jogo hein? 5 |
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Maikon Leite: começou bem, fez uma bela jogada de ponta clássico. Aí voltou ao normal. 5,5 |
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Juninho: deu um pouco de força ao lado esquerdo. Mas só um pouco. Depois passou. 4,5 |
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Gilson Kleina: nada do que tentasse hoje resistiria ao frangaço de Bruno. Poderia até ter ido melhor no timing das mexidas, mas está longe de ser um dos maiores responsáveis pela decepção. A conta é toda dos jogadores. 5,5 |
E-mail: conrado@verdazzo.com.br

Pré-jogo: Palmeiras x Tijuana
14 de maio de 2013 por @parmerista
Postado em: Jogos, Verdazzo
Finalmente chegou o dia. Depois de intermináveis duas semanas, o Verdão volta a campo a partir das 22h, no histórico Municipal do Pacaembu, para enfrentar o Tijuana do México em jogo válido pelas oitavas-de-finais da Copa Libertadores. No jogo de ida, um 0 a 0 que nos dá o direito de avançar com uma vitória simples. Empate com gols é deles; empate sem gols leva para os pênaltis.
Gilson Kleina sinalizou que vai mandar a campo o mesmo time que jogou no México, há duas semanas. Ainda sem poder contar com Vilson e Valdivia, o treinador perdeu Ronny, que teve que ir a Santa Catarina por conta de uma prosaica audiência judicial. Pelo menos ninguém teve apendicite. O time que deve ir a campo: Bruno; Ayrton, Mauricio Ramos, Henrique e Marcelo Oliveira; Marcio Araújo, Charles, Wesley e Tiago Real; Kleber Pinheiro e Vinicius.
O Tijuana driblou o cansaço viajando para cá com alguns dias de antecedência. Treinaram na marginal Tietê, na “fazendinha” do SCCP. A tendência é que o treinador mande a campo Saucedo; Ruiz, Gandolfi, Aguilar e Castillo; Pellerano, Arce, Corona (Madueña) e Martinez; Riascos e Moreno. A imprensa mexicana fala em fazer história em cima do Verdão. E é fato: se passarem pelo gigantesco Palmeiras, será um fato histórico para o clube de cinco anos de existência.
Nosso time teve tempo para aprimorar o posicionamento em campo estudando cada detalhe do time mexicano. É muito interessante enfiar um gol logo no início, para fazer o caldeirão ferver. Uma vez à frente no placar, a bola tem que ser nossa, sempre. A ordem é vibrar a cada dividida, a cada bica pela lateral, a cada carrinho. E quando o juiz apitar qualquer lateral contra nós, deve ser vaiado e xingado. É Libertadores!
Seremos quase 40 mil inflamados no Municipal, berrando a plenos pulmões, para mostrar ao Tijuana e ao mundo que existe algo além dos onze jogadores de verde em campo. Para passar pelo Verdão no Pacaembu vão ter que fazer algo realmente épico. Caiu no Pacaembu, tomou.
VAMOS, PALMEIRAS!!!
E-mail: conrado@verdazzo.com.br

Tijuana 0×0 Palmeiras
1 de maio de 2013 por @parmerista
Postado em: Jogos, Verdazzo

Numa partida disputada com muita inteligência, o Verdão conseguiu um bom empate jogando no México, contra o Tijuana, na partida de ida da fase de oitavas-de-finais da Libertadores. O time soube dosar as energias, teve até chances de sair na frente, e conseguiu segurar a pressão dos mexicanos com grande atuação de Bruno. O jogo da volta acontece no dia 14 de maio, no Pacaembu.
O Verdão começou o jogo com bastante atitude, marcando forte a saída de bola do time da casa. Logo com um minuto, Wesley roubou a primeira e arriscou de fora, batendo por cima. Mas logo o time deu mostras que estava longe de estar adaptado ao gramado sintético num passe de Marcio Araújo por entre os zagueiros que ficou na medida para Kleber Pinheiro – ou ficaria, mas a corrida foi calculada para as condições normais e ela correu muito mais, ficando para o goleiro.
Aos 5, nova roubada de bola, de Charles – a bola sobrou para Kleber Pinheiro que bateu de fora, mas sem força. E aos 8, o lance polêmico: Wesley entrou driblando na área e sofreu um leve toque, insuficiente para derrubá-lo; ele deu mais um passo e desabou – o juiz preferiu não marcar. Houve o contato, mas ele tinha que ter caído antes de dar o passo para o juiz colocar na cal. E só aos 14 o Tijuana deu o primeiro chute a gol: na cobrança de falta pela direita, Henrique tirou da área e Pellerano pegou o rebote pra bater de fora, mas fraco, para fácil defesa de Bruno.
A partir dos 20 minutos o Palmeiras diminuiu a pressão na saída de bola, dosando o esforço físico, e o time da casa passou a dominar o jogo. Aos 24, Tiago Real errou um passe na ligação e veio o contra-ataque, a bola foi lançada para Riascos na área, Henrique rebateu e Martínez bateu para fora com muito perigo. Um minuto depois, o Tijuana conseguiu um cruzamento da direita, a bola caiu dentro da pequena área e Martínez se preparava para estufar as redes quando Ayrton se antecipou a ele e tirou por cima. Bruno ficou só olhando a bola cair dentro da pequena área.
A essa altura, Charles era o melhor jogador do Palmeiras, se desdobrando na marcação e parando as articulações dos mexicanos – até receber cartão amarelo, aos 34. Logo no lance seguinte, dividiu uma bola com Riascos na entrada da área e o juizão marcou falta; Arce bateu muito bem e a defesa de Bruno foi melhor ainda, mandando a escanteio.
A pressão do Tijuana aumentou num lance em que as condições do gramado novamente interferiram no domínio de bola; após disputa no meio-campo, os mexicanos construíram uma tabela muito veloz e Moreno saiu na cara de Bruno, totalmente livre, mas mandou a bola na lua, de forma bizarra. No final, mais um lance de muito perigo: após falta desnecessária de Ayrton na direita, Arce suspendeu na área e Riascos desviou de costas para o gol, mas a bola saiu raspando o ângulo esquerdo de Bruno. Depois de um ótimo início, o empate acabou ficando de bom tamanho ao final do primeiro tempo.
Gilson Kleina não mexeu no time para o segundo tempo, e a marcação na saída de bola voltou a acontecer. Com o gás renovado, o time fechava todas as saídas dos mexicanos e buscava uma brecha, um erro do adversário. Aos 4, Vinicius puxou o contra-ataque em diagonal e achou Kleber Pinheiro na direita; o chute saiu forte, cruzado, mas à direita de Saucedo.
O Palmeiras continuava dominando as iniciativas, mas o jogo era bem mais morno que o primeiro tempo. Só Vinicius é que estava com
um gás acima do normal, liderando todas as investidas do Verdão e atormentando o lateral Nuñez. Aos 9, ele sofreu falta perigosa, mas Ayrton bateu mal.
Do lado do Tijuana, o colombiano Riascos era, de longe, o jogador mais perigoso. Aos 17, ele fez uma fileira em nossa defesa e tocou para Ruiz, que tinha acabado de entrar; o mexicano conseguiu uma ótima finalização, cruzada, com força – mas Bruno espalmou para o lado. Seguiu-se uma pressão intensa dos mexicanos em volta de nossa área; nossos jogadores não tiveram experiência para parar o jogo na catimba e sofreu riscos que podiam ser evitados. É Libertadores, cazzo!
Aos 20, Wesley, que tinha feito um bom primeiro tempo mas caiu muito no segundo, deu lugar a Souza. Enquanto isso, a pressão do Tijuana prosseguia e Riascos arriscou um chute com muito veneno para mais uma defesa sensacional de Bruno. O gás do Palmeiras nitidamente tinha acabado, a segunda bola era quase sempre deles e o time se limitava a cercar a criação dos mexicanos – e a torcer por um erro. Aos 24, sem querer, Souza lançou Vinicius na esquerda; ele cortou para o meio e bateu cruzado para fácil defesa de Saucedo.
Com o predomínio cada vez maior do Tijuana, foi a vez de Henrique se destacar, tirando tudo, jogando com uma seriedade impressionante e aparentemente sem maiores problemas técnicos com as condições de jogo. O jogo ficou bastante físico, cheio de choques, e aí vimos uma arbitragem tendenciosa, caseira, marcando tudo para o time de vermelho. Martin Vazquez, uruguaio, é o nome do pilantra.
Aos 32 Vinicius desabou, extenuado, e Ronny entrou em seu lugar. Com Kleber Pinheiro isolado na frente, nossa missão passou a ser nitidamente torcer para o relógio andar mais rápido. Mas diferentemente do primeiro tempo, era possível notar que o Tijuana também tinha cansado e a partida estava aparentemente sob controle. Deu tempo apenas de uma pressão final dos mexicanos, com três tentativas de gol que não levaram grande perigo. Aos 49 o uruguaio encerrou o jogo.
O resultado foi bom, pois nos deixa a uma vitória simples da classificação. Por outro lado, nenhum empate interessa – se for com gols seremos eliminados, e se for em 0 a 0, óbvio, iremos mais uma vez para os penais. Temos que ganhar – coisa que, no Pacaembu lotado, parece ser algo que temos plenas capacidade de conseguir, nem que seja na marra. Mas um golzinho fora de casa teria sido muito bem-vindo. De qualquer forma, diante de tantas dificuldades, não há como não ficar satisfeito com desempenho do time, que fez a melhor de todas as partidas fora de casa na competição até agora.
O jogo da volta acontece daqui a duas semanas, sem nada para desviar nosso foco. Há tempo suficiente para a recuperação dos lesionados, com exceção de Fernando Prass. Tudo indica que o porquinho feio da Libertadores irá mais longe que muita gente imaginou – inclusive nossa torcida!
Atuações:
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Bruno: engata a segunda partida magnífica em seguida. E desta vez valeu muito. 9 |
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Ayrton: guardou bem a posição e não deu chances para o tal de Martínez se criar. 7,5 |
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Maurício Ramos: todo atrapalhado, tirou as bolas do jeito que deu, sem passar qualquer segurança. 5,5 |
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Henrique: com exceção de um lance no primeiro tempo onde ajeitou a bola para a conclusão do adversário, foi um monstro. Afastou todas e liderou a defesa. 8,5 |
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Marcelo Oliveira: jogou sério como sempre, e do lado dele também ninguém se animou a fazer gracinhas. 7 |
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Charles: brilhante, principalmente no primeiro tempo. No segundo, foi mais maneiro porque já tinha cartão, mas mesmo assim se garantiu. 8,5 |
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Marcio Araújo: se no campo normal já tem dificuldades com o domínio, imaginem aqui. 5,5 |
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Wesley: fez um bom primeiro tempo, sendo mais uma vez o incumbido de pensar o jogo e armar nossos ataques. No segundo tempo ficou na marcação de Pellerano. 6,5 |
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Tiago Real: parecia ser o que mais sentiu problemas com as condições do terreno. Aberto pela direita, errou quase tudo o que tentou. 3 |
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Kleber Pinheiro: jogou como um autêntico centroavante ruim. Fez o pino lá na frente, uma tentativa perdida aqui, um passe errado ali… 4 |
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Vinicius: mais uma boa partida, parece contagiado pelo espírito da Libertadores. Saiu exausto, depois de participar de quase todos nossos ataques. 7,5 |
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Souza: entrou bem, ajudou a prender a bola na frente se aproximando de Kleber Pinheiro. 6 |
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Ronny: podia ter entrado no Tiago Real, bem antes. Quando entrou o jogo já estava na fase em que o Palmeiras só esperava um erro. S/N |
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André Luiz: ótima maneira de garantir o supermercado do fim de semana. S/N |
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Gilson Kleina: apesar da insistência em Maurício Ramos e Márcio Araújo, montou o time corretamente. Demorou pra colocar o Ronny, e podia ter sacado o Tiago Real, que não acertava nada. 6 |
E-mail: conrado@verdazzo.com.br

Pré-jogo: Tijuana x Palmeiras
30 de abril de 2013 por @parmerista
Postado em: Jogos, Verdazzo
Vai começar o mata-mata mais importante do ano. Pensando exclusivamente no Tijuana, o time viajou quase dez mil quilômetros para a partida de ida de oitavas-de-finais da Libertadores, para jogar num estádio com gramado artificial onde a bola corre mais rápido e a bola pinga muito mais. Saberemos como o grupo reagiu à eliminação em Santos assim que a bola rolar.
Gilson Kleina anunciou o time que sai jogando depois do treino de reconhecimento do gramado, que aconteceu no início da noite de segunda em Tijuana, cujo fuso horário está quatro horas atrasado em relação ao de Brasília. André Luiz, que foi inscrito para a segunda fase da Libertadores, fica no banco – Maurício Ramos será o titular. No meio, Tiago Real ganhou a posição e será o responsável pela ligação com o ataque. O time anunciado é Bruno; Ayrton, Maurício Ramos, Henrique e Marcelo Oliveira; Marcio Araújo, Charles, Wesley e Tiago Real; Kleber Pinheiro e Vinicius.
O Tijuana é um clube de história ultrarrecente – foi fundado em 2007. Los Xolos, a exemplo do Verdão, ganharam os três jogos que disputaram em casa. O time poupou seus titulares nos últimos jogos pelo Torneio Clausura local, onde tinha poucas chances de avançar – acabou eliminado. Todos os seus esforços estão concentrados na Libertadores e os comandados de Antonio Mohamed esperam apoio maciço de 33 mil torcedores da cidade que faz fronteira com os EUA, no litoral do Pacífico. O destaque do time é o equatoriano Fidel Martínez, que usa um cabelinho esquisito. O time: Saucedo; Nuñez, Aguilar, Gandolfi e Abrego; Castillo, Arce, Martínez e Leandro; Riascos e Moreno. O brasileiro Leandro, que fecha o meio-campo, tem 35 anos e desde 2000 joga no futebol mexicano – antes de migrar teve passagens por Criciúma, Botafogo e Inter. Muito prazer.
Será um parada dura. Além do time do Tijuana, nosso time luta contra a adaptação ao gramado sintético, o cansaço da viagem e o momento psicológico ruim pela eliminação. Por outro lado, os atletas sabem que terão duas semanas até o jogo da volta para se recuperarem do esforço, o que os libera para darem tudo de si para compensar a falta que nossa torcida lhes fará. Tudo o que se espera é que os atletas mostrem uma atitude diferente das que vimos nas partidas que o time fez como visitante até agora.
Lembrando que nesta fase o critério de desempate é o saldo de gols, e depois o gol qualificado. Um empate sem gols, se não é um desastre, também não é exatamente um bom resultado, é quase o mesmo que perder por 2 a 1: obriga o time a vencer por 1 a 0 na volta. O gramado favorece o jogo de velocidade, e Vinicius deve ser bastante acionado. Nossa linha do meio-campo, mais do que nunca, vai precisar se desdobrar fisicamente para se manter compacta, para facilitar o toque de bola – a temperatura não deve ser obstáculo, a previsão é de 17º no momento do jogo.
É hora dos atletas mostrarem do que são capazes, de calarem seus críticos e de mostrarem que suas limitações técnicas estão bem acima do que o mundo pensa. Quinze milhões espalhados pelo mundo estarão com eles, acreditando. Inicia-se uma caminhada de oito passos. As partidas fora, como a de hoje, serão fundamentais para construir resultados em que possamos manter ou reconquistar a vantagem no Pacaembu, onde ninguém pode conosco.
VAMOS, PALMEIRAS!!!
E-mail: conrado@verdazzo.com.br

Santos 1×1 Palmeiras (4×2)
27 de abril de 2013 por @parmerista
Postado em: Jogos, Verdazzo
Foi por pouco. O Verdão jogou de igual para igual com o Santos, empatou no jogo de erros mostrando personalidade e raça, mas caiu nos pênaltis. Levando-se em conta todos os nossos desfalques, não há por que se envergonhar do desempenho do time; mas há muito a se lamentar pelos erros cometidos que custaram a classificação a uma semifinal contra o Mogi Mirim. Apesar da goleada deste sobre o Botafogo por 6 a 0, não há como não dizer que o caminho do Santos para a final está pavimentado – e dói saber que poderíamos ser nós.
Gilson Kleina armou o time num 4-4-2 clássico, com as famosas duas linhas de quatro bem definidas. Os dez primeiros minutos, mesmo sem o time fazer a marcação-pressão, foram inteiramente do Palmeiras, que alugou o meio-campo. Aos 6, Leandro humilhou Neymar e bateu de fora, para boa defesa de Rafael. Aos 9, Vinicius tabelou com Charles e cruzou rasteiro para Leandro, que desviou de leve e viu a bola sair muito perto do gol.
Marcelo Oliveira, que teoricamente deveria guardar posição, se mandava muito ao ataque, o que sobrecarregava o meio-campo. Arouca aproveitava o espaço e descia pela direita do ataque. Numa dessas ele tentou um cruzamento, errou o chute e a bola tomou a direção do gol, mas Bruno deu dois passos para trás e salvou, mandando a escanteio. Na cobrança, deixaram Neymar livre e a bola foi em sua direção; ele chutou mal, a bola ia para fora mas encontrou o pé de Cícero no caminho e acabou morrendo no cantinho de Bruno.
O gol abalou o nosso time, que demorou um bom tempo para se recompor. Perdemos o meio-campo e passamos a tomar sufoco. Aos poucos colocamos ordem na casa; primeiro na defesa, controlando as investidas de Neymar, depois no meio-campo, voltando a dominar o setor a partir dos 30 minutos. Foi quando entrou em campo a arbitragem, sem critérios, irritante e parcial de Guilherme Ceretta de Lima. Ele travou as jogadas do Palmeiras e inverteu faltas, enquanto seus auxiliares abusavam de errar contra nós nas marcações de impedimento. Sem falar que embarcava nos teatros irritantes de Neymar, que devia ser atleta de saltos ornamentais. Toda jogada é um salto ou um mergulho.
Aos 37, a primeira grande defesa de Bruno no jogo: Edu Dracena aproveitou uma bola disputada em nossa intermediária que espirrou para trás, fez o giro em cima de Mauricio Ramos e disparou uma tijolada, para excelente defesa de Bruno que espalmou parcialmente – a bola ainda acabou pegando no travessão. Neymar ainda teve tempo de bater uma falta – inventada – de média distância, mas Bruno desta vez não teve trabalho para fazer a defesa – e o árbitro terminou o primeiro tempo.
Seo Gilson mandou Kleber a campo, mantendo Leandro e Vinicius no jogo; Marcio Araújo e Charles ficaram mais plantados e Wesley virou o meia-armador. Uma tentativa que poderia ter funcionado bem se os atacantes se aproximassem mais do meia para sair jogo – resta saber se essa foi uma das novidades testadas nos treinos secretos da semana ou se foi um infeliz improviso.
De qualquer forma, o Palmeiras dominou as ações do segundo tempo desde o início, contando com a colaboração do Santos, que aceitou o domínio e se posicionou para o contra-ataque – algo de certa forma natural diante do placar. E se o Palmeiras tinha mais posse de bola, o Santos criava as chances mais perigosas no contragolpe. Aos 11, Montillo estava impedido, foi em direção à bola mas parou; nossa defesa parou junto porque o auxiliar levantou a bandeira. Cícero, que estava em posição legal, continuou na jogada, desceu livre e tocou para Neymar, com o gol à disposição. A borboletinha finalizou com alguma displicência, o que não diminui a monstruosidade da defesa praticada por Bruno, a segunda da noite.
Um minuto depois, Wesley achou um lançamento preciosíssimo para Leandro, que saiu na cara do goleiro, de frente, mas demorou para concluir dando chance para leo se recuperar no lance e salvar o Santos.
Muricy percebeu Alan Santos abrindo o bico e colocou Neto, que é zagueiro, no setor; além de colocar Miralles, descansado e bem mais veloz, no André. Definitivamente o jogo do Santos seria no contra-ataque. Aos 20, a marca registrada de Vinicius: um corte para o meio e um chute forte de direita, que assustou Rafael.
E o Seo Gilso abriu de uma vez, ao deixar Charles quase sozinho na contenção, e mandando Souza a campo – o coloradito, sabemos, tem muito mais a tendência de apoiar do que de marcar. E tudo tendia a melhorar, até que Kleina resolveu trocar o Vinicius pelo Maikon Leite. Em vez do time ficar mais leve, parecia que todos os jogadores passaram a semana comendo picanha.
Cícero achou Neymar solto pela esquerda e fez o passe, a bailarina tentou encobrir Bruno mas a bola saiu por muito.
Enquanto o Verdão não se achava no 4-3-3 ultra-ofensivo-sem-meias, o Santos continuava levando muito perigo nos contragolpes, e aos 33 teve a chance de matar o jogo: Montillo achou Neymar por trás da zaga, ele saiu cara-a-cara com Bruno que cresceu e fechou o ângulo, fazendo a defesa com os pés; no rebote, Miralles teve a chance de tocar para o gol mas Maurício Ramos salvou.
E aí Muricy resolveu nos dar uma força, tirando Arouca e colocando Marcos “um-a-menos” Assunção. E foi em cima dele que Leandro fez a jogada, abriu para Souza que cruzou com enorme perfeição achando Kleber na marca do pênalti; o cabeceio foi como um tiro, inapelável para Rafael. Tudo igual na Vila. Daí para o fim, o Santos teve duas chances com Neymar, nenhuma com muito perigo. A vaga foi para os pênaltis.
Era de se esperar que Bruno crescesse muito nas cobranças, diante da grande partida que fez. O efeito psicológico de sua atuação provavelmente intimidaria os batedores santistas. Mas a primeira cobrança ficou a cargo de Kleber Pinheiro, que parou na brilhante atuação de Rafael. Não foi apenas uma defesa, foi toda uma construção, deixando um canto escancarado na corrida de nosso atacante, se movimentando para tirar-lhe a concentração – e funcionou. A batida saiu fraca, no meio do gol, e Rafael defendeu com os pés.
A ótima defesa tirou o foco de Bruno, e os jogadores do Santos ficaram muito confiantes. As batidas saíram todas muito boas, Bruno chegou perto de defender apenas uma delas. Até que Leandro foi para seu tiro mas bateu sem muita força, dando chance para Rafael (que se adiantou em todas as cobranças) se consagrar. Final, Santos 4 a 2 nos pênaltis.
O time sai da competição sem ganhar nem perder nenhum clássico – empatou todos. Bateu de frente, jogou de igual para igual. Pagou por erros individuais, nesta e em outras partidas, que podiam ter posicionado o Palmeiras numa chave contra um time do interior. Mas se for pra perder, que seja o quanto antes – assim o foco na Libertadores fica mais ajustado. Coletivamente o time merece os parabéns, mas individualmente algumas orelhinhas precisam de um puxão.
Atuações:
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Bruno: provavelmente a melhor atuação de sua carreira. Justificou a confiança e o apoio depositados. 9,5 |
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Ayrton: meio perdidão na marcação a Neymar, mas não chegou a tomar um baile. 5 |
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Maurício Ramos: boa partida, tirou uma embaixo da trave; mas tomou um giro do Edu Dracena que quase deu em gol. DO EDU DRACENA. 7 |
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Henrique: bateria o último penal, mas não chegou nele. Deu uma ótima chegada no Neymar que serviu pra ele baixar a bola. 7 |
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Marcelo Oliveira: desceu demais quando devia ter ficado. Se fosse pra apoiar, jogava o Juninho. 6 |
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Leo Gago: bem no começo; caiu com o gol do Santos e acabou sacado no intervalo, mesmo sem cartão. 5 |
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Marcio Araújo: tanto volante no elenco, e ele sempre consegue uma vaga. Já foi dito que ele deve ser muito gente boa? 4 |
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Charles: bem na contenção, mas nem tanto no apoio como costuma ser. 6,5 |
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Wesley: quando a linha de quatro no meio foi desfeita, passou a ser o armador do time, e se não chegou a ser um Ademir da Guia, também não foi tão mal. 7 |
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Leandro: algumas jogadas de efeito, mas perdeu um gol na cara do goleiro e desperdiçou o penal. 2 |
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Vinicius: partida mediana, com algumas investidas interessantes. 6,5 |
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Kleber Pinheiro: sua batida no penal foi ruim, mas é mérito do goleiro que o desconcentrou. Bom lembrar que se não fosse ele, nem cobranças haveria. 6,5 |
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Souza: entrou bem aberto pela direita, mais para ajudar o ataque que a marcação, e foi fundamental na jogada do gol. 6,5 |
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Maikon Leite: herdou o papel que o Vinicius fazia ano passado: quando não tiver o que fazer, e não for mudar nada, coloca ele. 5 |
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Gilson Kleina: apesar de manter Ronny e Tiago Real fora enquanto Wesley se desdobrava para tentar fazer a função de meia, arriscou corretamente abrindo o time e mandando pra cima. No mata-mata, perdido por um, perdido por dez. Ninguém poderá chamá-lo de retranqueiro. 6,5 |
E-mail: conrado@verdazzo.com.br

Pré-jogo: Santos x Palmeiras
27 de abril de 2013 por @parmerista
Postado em: Jogos, Verdazzo
Chegou a hora do mata-mata. Pelas quartas-de-finais do Paulistão, os caras de verde descem à casa de praia para enfrentar o Santos. Ambos os times têm desfalques, mas o Palmeiras leva desvantagem: além de mais problemas, ainda divide suas atenções entre Paulista e Libertadores nos próximos dias. O time do Santos nem pensa na Copa do Brasil, pois só jogará na semana seguinte – isso se o recurso do Flamengo-PI não for deferido – os piauienses alegam que Alan Santos foi escalado irregularmente no jogo de ida na primeira fase entre as duas equipes e querem a vaga.
Gilson Kleina ganhou um desfalque inesperado: Valdivia sentiu a coxa e está descartado. Realmente, muito inesperado, puta surpresa. Além dele, segue de fora o Patrick Vieira, além dos novos hóspedes do DM, Fernando Prass e Vilson. Kleina fez mistério no último treino e a escalação é absolutamente imprevisível. Arrisco: Bruno; Ayrton, André Luiz, Henrique e Juninho; Marcio Araújo, Charles, Leo Gago, Wesley e Tiago Real; Leandro. Mas se Weldinho, Mauricio Ramos, Marcelo Oliveira, Souza, Ronny, Vinicius ou Kleber Pinheiro (que voltou a ficar à disposição) forem escalados, não será nenhuma surpresa.
Muricy faz onda com mais uma frescura de Neymar e diz que o bobo-alegre será avaliado no vestiário. Conversa pra boi dormir, ele joga. Quem é desfalque é o lateral Galhardo, de luto. Como Bruno Peres está lesionado, quem deve jogar pela direita deve ser Alan Santos, improvisado. Giva é outro que sente lesão e não deve ser opção de banco. O time que devemos enfrentar é Rafael; Alan Santos, Edu Dracena, Durval e Leo; Arouca, Renê Junior, Cícero e Montillo; André e Neymar.
As duas equipes, tradicionalmente, fazem jogos com muitos gols. Por isso, em jogo movimentado, deve dar empate: 2 a 2, e o Verdão se classifica nas cobranças por pênaltis, com Bruno pegando dois. Tenho certeza. VAMOS PALMEIRAS!!!
E-mail: conrado@verdazzo.com.br

Ituano 2×1 Palmeiras
22 de abril de 2013 por @parmerista
Postado em: Jogos, Verdazzo

Em mais um jogo sem vibração, o Verdão foi derrotado pelo Ituano na rodada de fechamento da fase de classificação do Paulistão. Ao contrário do jogo contra o Sporting Cristal, pelo menos o time dominou o adversário e acabou derrotado por falhas individuais, tanto no ataque quanto do goleiro – Bruno teve uma tarde bastante infeliz. O resultado determinou que nosso próximo adversário será o Santos, em partida única eliminatória, e salvou o Ituano do rebaixamento – o Mirassol vai jogar a Série A2 em 2014.
Logo no começo do jogo, aos 3 minutos, bela jogada coletiva, que começou com Leandro pela direita; ele rolou para Vinicius que fez o corta-luz para Tiago Real já dentro da área; ele apenas tocou de calcanhar para a chegada de Wesley, que tinha o gol à disposição mas errou a batida, mandando por cima. Bela jogada, parecia que o time elétrico das partidas anteriores ao jogo de Lima estava de volta. Parecia.
A marcação do Ituano subiu, e o time sofreu na saída de bola. Henrique passou a esticar o passe, o que obviamente dificultava a criação de boas jogadas. O time da casa conseguiu seu primeiro objetivo que era travar a armação de nossas jogadas, no nascedouro. Aos 9, Fernando Prass se chocou com Tiago Bezerra na disputa por uma bola cruzada em nossa área, e contundiu o ombro esquerdo. Foi atendido, mas cinco minutos depois teve que ser substituído por Bruno, já que não suportou as dores.
O jogo continuava travado, mas aos 17, o Palmeiras conseguiu achar uma brecha: Vinicius foi lançado por Juninho em velocidade, por trás da zaga, e chegou livre na área. Ele podia ter aproveitado a bola pingando e tocado por cima do goleiro – seria gol certo – mas preferiu rolar para Wesley, que chegava também em ótimas condições. O meia tocou de chapa para o gol aberto, mas errou, por milímetros, mas miseravelmente errou. Com Leandro e Vinicius distantes do meio, Tiago Real muito aberto pela esquerda e Wesley numa tarde pouco inspirada, o time era neutralizado pela aplicada linha de marcação do Ituano.
Aos 41, Fernando Gabriel arriscou um chute de fora da área e acertou o travessão de Bruno, que estava batido. Aos 43, o Palmeiras respondeu, e em jogada que passou por Leandro e Vinicius, Leo Gago teve a chance do arremate, mas também bateu por cima. Foi a última jogada importante do primeiro tempo.
Gilson Kleina queimou a segunda mexida ao trocar João Denoni, amarelado, por Vilson. E a postura dos atletas na volta para o segundo tempo nos lembrou aquele time pelo qual nos apaixonamos há algumas semanas. Foram várias chances seguidas: aos 2, Wesley fez boa jogada pela direita e cruzou, achando Tiago Real que cabeceou com perigo. Aos 3, Tiago Real iniciou o ataque e tocou para Vinicius em profundidade, ele invadiu a área e surpreendeu, ao bater cruzado de esquerda mesmo – errou o alvo.
Aos 5, Leandro foi derrubado na meia-lua, e até agora tenho dúvidas se foi ou não sobre a linha – o que seria pênalti. O árbitro deu fora da área e Leo Gago bateu com incrível violência, explodindo a bola no travessão. E no lance seguinte houve um pênalti claro não marcado pela arbitragem, em lance de Weldinho, que alçou a bola na área mas Marcinho Guerreiro interceptou com a mão. O braço estava projetado para cima, em atitude clara de imprudência. O árbitro Flavio Rodrigues de Souza, que não dá pênalti pra nós nem a pau, mandou seguir. E aos 8, Leandro fez jogada característica pela direita, limpou a marcação e bateu cruzado, mas Anderson defendeu.
A blitz do Palmeiras deu um tempo, e o Ituano conseguiu respirar, embora não conseguisse criar nada – Bruno àquela altura apenas assistia ao jogo. Aos 19, Tiago Real fez um lançamento brilhante para Vinicius, por trás da zaga, mas ele dormiu ao invadir a área e permitiu ao zagueiro que lhe roubasse a bola.
Kleina mandou a campo Maikon Leite, no lugar do Wesley, aos 20. E aos 23 saiu o gol do Ituano: numa falta boba de Leo Gago, Tiago Bezerra suspendeu na área, errou o chute e a bola foi longa – o suficiente para enganar Bruno – e entrou direto. Uma falha terrível, que era um castigo para o Palmeiras pelo volume de jogo até então. Mas a resposta veio muito rápido: menos de um minuto depois, o jogo já estava empatado – Tiago Real lançou Maikon Leite na ponta direita, ele não tinha ninguém na área para cruzar e devolveu para Tiago, na meia-lua; ele arrumou e bateu daquele jeito, cruzada, rasteirinha, no canto. Tudo igual em Itu.
Aos 30, Leo Gago tentou mais um chute de fora, mas errou o alvo. Aos 31, mais um pênalti não marcado, desta vez sobre Tiago Real, que foi deslocado por Leandro Silva. E aos 37, o gol do Mirassol que fez com que o Ituano viesse com tudo pra cima, pois passou a ser o time a ser rebaixado com os resultados do momento. Era a chance que o Verdão tinha de conseguir os espaços que precisava para vencer o jogo.
Mas sabemos como um time inflamado pode ser letal – e fomos vítimas disso. O Ituano foi bravo, e conseguiu se impor perante um Palmeiras que se surpreendeu com a atitude do time do interior. Aos 38, mais uma bola no travessão de Bruno, de novo em chute de fora de Fernando Gabriel, de falta. Aos 40, entrou Marcão no Kleiton Domingues, em tentativa desesperada de colocar mais um atacante e povoar nossa área. Aos 42, boa jogada pela esquerda e Marinho bateu forte, para defesa de Bruno. Aos 46, a tentativa de Doriva deu certo: o Palmeiras tentava aproveitar os espaços deixados pelo Ituano e buscava o gol, mas perdeu a bola no ataque; Fernando Gabriel, disparado o melhor em campo, puxou o contra-ataque em velocidade, atravessou campo com a bola dominada observado por Weldinho e bateu; Bruno bateu roupa em bola fácil e Marcão, que acompanhou a descida observado por Juninho fechou para dar números finais ao jogo. O Ituano estava salvo do rebaixamento; caiu o Mirassol.
Que nossos jogadores tirem as lições dessa derrota. Garra ganha jogo, e serve para os dois lados. Gilson Kleina poupou tudo o que podia, o time perdeu as partidas que podia perder, mas agora não tem mais essa de “dosar”. É dedo na tomada até o fim. Serão até oito jogos, quatro pelo Paulista e quatro pela Libertadores, que nos poderão dar uma taça e uma vaga nas semifinais da competição continental. Quem falhou, falhou; agora é hora de, mais uma vez, fechar em torno do time e dar-lhes o combustível que eles já mostraram que sabem aproveitar. A começar do jogo do próximo fim-de-semana, contra o Santos. Que seja de preferência no sábado, para dar tempo para um embarque mais tranquilo para o México, já que a viagem promete ser longa.
Estamos na boca de dois títulos. Agora, mais do que nunca, é hora de mostrarmos nossa força.
VAMOS PALMEIRAS!!!
Atuações:
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Fernando Prass: tirou uma bola por cima e foi abalroado. Previsão não é animadora. S/N |
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Weldinho: não ajudou em nada nem na frente nem atrás – ao contrário, apenas olhou Fernando gabriel se aproximar para o lance do segundo gol. 4 |
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Maurício Ramos: homenageou Rogério Ceni ao se ajoelhar na frente de Fernando Gabriel para tentar fechar o ângulo. 5 |
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Henrique: discreto, tirou o que veio em sua direção. 6,5 |
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Juninho: boas intervenções ofensivas, mas sofrível na defesa, como de costume. 5,5 |
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Leo Gago: ficou devendo na saída de bola e na marcação; foi bem nas chegadas à frente – mas não estava com o pé calibrado. 6 |
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João Denoni: abusou das faltas até levar um amarelo e ser substituído no intervalo. Nem de longe lembrou o menino promissor do ano passado. 4,5 |
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Wesley: apagado, aparentemente desmotivado, e perdeu dois gols feitos. 2,5 |
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Tiago Real: o melhor do time, mesmo um tanto mal posicionado. Além do gol, fez a ligação para bons ataques. Recuperou-se da má atuação contra o Guarani. 8 |
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Leandro: não teve o brilho que se esperava, mas mesmo assim levou perigo ao gol de Anderson. 6,5 |
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Vinicius: não foi nem o Vinicius horroroso de antes, nem o jogador importante em que se converteu agora. Ficou no meio-termo. 6,5 |
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Bruno: partida para esquecer. Merece apoio – até porque, com a contusão de Prass, é ele ou o Alemão. Por este jogo, leva ZERO |
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Vilson: mergulhou na apatia geral. Nem pra tentar um golzinho de cabeça lá na frente… 5 |
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Maikon Leite: errou quase tudo o que tentou, mas a jogada do gol, quem diria, teve sua participação fundamental. 6,5 |
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Gilson Kleina: acabou a brincadeira, né Seo Gilso? Chega de poupar, agora é pé no fundo até o fim com tudo o que temos de melhor. O time desta tarde estava apático e distante. Sabemos que o sucesso tático depende da proximidade das peças para que o toque de bola funcione. Ou corrige isso, ou vamos para cumprir a obrigação, que é subir para a Série A e só. 4 |
E-mail: conrado@verdazzo.com.br

Pré-jogo: Ituano x Palmeiras
21 de abril de 2013 por @parmerista
Postado em: Jogos, Verdazzo
O Verdão fecha sua participação na sonolenta fase de pontos corridos do Paulistão contra o Ituano, no estádio Novelli Junior, em Itu, a partir das 16h. Já classificado, e atualmente na quinta posição, o time cumpre a tabela numa rodada em que todos jogam simultaneamente, e aguarda a formação da chave. Uma vitória, combinada com apenas um entre vários resultados possíveis na rodada, nos leva ao G4 e nos dará o mando de jogo na próxima fase. Podemos terminar a fase até em segundo lugar, segundo as probabilidades abaixo:
Vitória por 1 gol nos dará uma posição a mais em cada um dos casos abaixo:
- Santos perde do Penapolense na Vila
- Mogi perde do SPFC em Mogi
- Ponte perde por 2 gols do Bragantino em Bragança
Vitória por 2 gols nos dará uma posição a mais em cada um dos casos abaixo:
- Santos perde do Penapolense na Vila; ou empata* marcando menos gols que nós hoje
- Mogi perde do SPFC em Mogi
- Ponte perde do Bragantino em Bragança
* Por exemplo, SAN 1x1 e PAL 2x0, ou SAN 2x2 e PAL 3x1. Se der SAN 3x3 e PAL 2x0, o Santos fica na frente pelos gols pró. E se marcarem o mesmo número de gols (PAL 2x0 e SAN 2x2, por exemplo), empatam em tudo e a posição se definirá por sorteio.
Vitória por 3 ou mais gols nos dará uma posição a mais em cada um dos casos abaixo:
- Santos perde ou empata com o Penapolense na Vila
- Mogi perde do SPFC em Mogi
- Ponte perde do Bragantino em Bragança
Fica claro que uma vitória por pelo menos dois gols aumenta nossas chances de ganhar posições. Ficar em quarto garante o mando na próxima fase, mas a semifinal tenderia a ser com o SPFC em mando deles, já que estão inalcançáveis em pontos. Ficar pelo menos em terceiro seria melhor, pois teríamos a chance de conquistar o mando na semi caso nosso adversário, o segundo colocado, avance com um empate (vencendo nos pênaltis). Vale a pena secar para que ao menos duas dessas três condições sejam satisfeitas.
Probabilidades à parte, Gilson Kleina decidiu que vai com o que tem de melhor à disposição, para garantir que nossa parte será cumprida. Ou quase: Ronny, Márcio Araújo e Marcelo Oliveira serão poupados. Por suspensão, André Luiz, Ayrton e Charles estão fora e entram zerados no mata-mata. E os lesionados são Kleber Pinheiro, Leandro Amaro e Patrick Vieira – além de Valdivia. O time que vai a campo é Fernando Prass; Weldinho, Maurício Ramos, Henrique e Juninho; Vilson, Leo Gago, Souza e Tiago Real; Leandro e Caio. No banco: Bruno, Fernandinho, João Denoni, Wesley, Vinicius, Maikon Leite e Emerson.
O Ituano está com a faca no pescoço e precisa da vitória para escapar da degola sem depender de ninguém. O que pode parecer uma dificuldade extra pode na verdade nos facilitar as coisas, já que jogar contra um adversário fechadinho num campo pequeno é sempre mais difícil. O time vinha numa série negativa de cinco jogos sem vitória (quatro derrotas), mas o resultado de 3 a 2 sobre o Paulista na última rodada reacendeu a esperança no time do presidente Juninho, que tem como técnico seu chapa, Doriva – aquele. A única dúvida é o atacante Adaílton, que se for vetado dará lugar a Marinho. O time: Anderson; Leandro Silva, Cléber, Vítor Hugo e Patrick; Marcinho Gardenal, Paulinho, Cambará e Fernando Gabriel; Tiago Bezerra e Adaílton (Marinho).
É praticamente impossível que a maldição se cumpra esta tarde: Marcinho Gardenal NÃO FARÁ gol no Palmeiras. Com um a menos para se preocupar, o time deve se impor e vencer o jogo, e acredito em dois gols de diferença: 3 a 1, com gols de Leandro, Tiago Real e Souza. E o time terminará em terceiro na tabela. VAMOS PALMEIRAS!
E-mail: conrado@verdazzo.com.br

Sporting Cristal 1×0 Palmeiras
19 de abril de 2013 por @parmerista
Postado em: Jogos, Verdazzo

Tem que jogar com a alma e o coração; não jogou, perdeu. O Verdão fez uma apresentação decepcionante em Lima e acabou derrotado por 1 a 0 pelo fraco Sporting Cristal. Mesmo perdendo, diante dos outros resultados, acabou como líder do grupo – mas ficou como o pior dos primeiros colocados e caiu numa chave desagradável.
O time entrou em campo com um desfalque inesperado: Ronny sentiu uma amigdalite e foi vetado no vestiário. Gilson Kleina arriscou mandar a campo o menino Emerson, mas não foi bem sucedido na escolha. O meio-campo ficou com Marcio GB, Charles, Souza e Juninho. Insuficiente para vencer a batalha pelo setor, pouco criativo e com um ataque muito verdinho para alimentar. Assim, o time se limitou a lutar pela bola, sem saber exatamente o que fazer com ela, contra um Sporting Cristal que só não queria passar vergonha, mas que acabou gostando do jogo.
No início, apenas bolas longas de Lobatón levaram perigo ao gol de Fernando Prass. Na primeira, o peruano bateu falta e Caio Mancha cabeceou para trás, quase fazendo contra; na segunda, a cobrança foi direta, no ângulo – mas sem tanta força, e Prass mandou para escanteio. O Palmeiras era acuado e não conseguia articular nada.
Sem muito esforço, o time da casa foi chegando, e numa tabela bem tramada, Calcaterra saiu na frente de Prass, que fez ótima defesa com as pernas. O lance acordou nosso time, que enfim saiu para o jogo, mas sem nenhuma lucidez. Muito espalhados em campo, os jogadores nem de longe lembravam a equipe compacta e aguerrida dos últimos jogos. A apatia reinava.
Com a disposição do Cristal em atacar, aos poucos os espaços foram aparecendo, e em duas oportunidades tivemos a chance de arrematar, mas Emerson e Caio Mancha decidiram tocar a bola quando o certo seria tentar afundar o goleiro. Quase no fim do primeiro tempo, um chute de longe foi interceptado por Rengifo na área; ele bateu firme mas por cima, perdendo gol feito. Parecia que a previsão de 1 a 0 para o Verdão, chorado, sofrido, se confirmaria no segundo tempo.
Só parecia. logo aos três minutos, o Cristal achou seu gol: Ávila conduziu pela direita, foi trazendo para o meio, contou com a proteção de um companheiro que fez a parede e acertou um belo chute, na gaveta. O golpe que queríamos desferir, acabamos levando. O abatimento que deveria dominar os peruanos, caiu com tudo sobre nossas cabeças.
O time não teve energia, não teve vibração para reagir. Nenhum jogador colocou a bola debaixo do braço e gritou com os outros. Um time que tem como característica a vibração não será capaz de nada com essa postura de derrotados. E não conseguiu mesmo. A marcha dos gols em Assunção começava a assustar, já que o Tigre encostou no saldo de gols ao abrir 4 a 2, e nada indicava que nosso time mudaria o panorama em Lima. Gilson Kleina, aos 20, tentou acender a faísca ao colocar Tiago Real no Marcelo Oliveira, puxando Juninho para a lateral. Não funcionou, já que o esquema continuou o mesmo e nossa dupla de ataque apenas assistia ao duelo pelo meio de campo.
Foi então que Seo Gilso teve o estalo: chamou Maikon Leite e disse pra ele entrar e acabar com o jogo. Maikon Leite acabou foi com nossa paciência, ao protagonizar um dos maiores festivais de jogadas estúpidas que a América Latina jamais viu. O repertório foi grande: arremates fáceis por cima do gol, dribles inconsequentes, jogadas para o lado errado, até uma tabela com Ayrton que finalmente daria certo – só que a conclusão não foi rasteirinha, cruzada, no canto e sim toda torta, no lado do goleiro, muito pra fora. Uma vergonha que foi completada pelo cartão amarelo bizarro por empurrar Rengifo para fora do campo quando este saía, substituído. Cem dólares na conta do Palmeiras.
O gol do Libertad, que diminuiu a vantagem do Tigre para 5 a 3, deu a liderança do grupo para o Palmeiras e foi comemorado pela nossa torcida – mas não foi tão bom assim. Fomos para na chave “de cima”, a mais forte, e agora vamos para a fronteira do México com os EUA jogar num campo de grama sintética contra o Tijuana. A decisão será no Pacaembu, em datas a serem confirmadas – as oitavas-de-finais acontecem entre 24 de abril e 8 de maio.
Teremos condições de trocar três atletas – um deles certamente será André Luiz. Vinicius, Wesley, Henrique e Valdivia também devem voltar, bem como Kleber Pinheiro e Ronny – e talvez até Patrick Vieira, se o Palmeiras folgar na semana que vem. É mais de meio time. De qualquer forma, não adianta nada receber todos esses reforços e jogar sem vibração, de longe a marca mais forte do sucesso desse time.
Dedo de novo na tomada, e que venha o Tijuana!
Atuações:
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Fernando Prass: fez uma grande defesa no primeiro tempo. O gol foi na gaveta; já vi um goleiro pegar algumas como essa, mas ele tinha uma auréola na cabeça. 7 |
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Ayrton: burocrático, apático, como todo o time. 5,5 |
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Vilson: começou bem, tirando tudo la de dentro por cima. Depois caiu no desinteresse geral. 6 |
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Maurício Ramos: deixou uns buracos no meio da área de vez em quando. Tenso. 5 |
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Marcelo Oliveira: um dos poucos que manteve um certo nível de vibração; tentou algumas arrancadas mas logo ficava sem opção de jogo. 6,5 |
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Marcio Araújo: foi só ele voltar. Cadê o GB que metia um gol por jogo em fevereiro? 4 |
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Charles: lutou pelo domínio do setor, até tentou chegar à frente para o arremate, mas sem pontaria. 5,5 |
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Souza: deveria ser o cérebro da equipe, mas o Tico e o Teco não estavam muito a fim. 5 |
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Juninho: sem a função específica de revezar com Marcelo Oliveira, seu posicionamento foi sem sentido. Aí ele jogou mal, claro. 4,5 |
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Caio Mancha: sem a vibração da torcida, era um peso morto em campo. Na única chance que teve, em vez de fuzilar, tocou de forma bisonha. 4 |
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Emerson: entrou para uma prova de fogo, e não foi bem. Assustado, contribuiu para a apatia geral. 4 |
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Tiago Real: sua entrada não surtiu o efeito tático desejado. Na verdade, nem foi culpa dele: nada funcionaria sem aquela vibração coletiva. 5 |
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Maikon Leite: ninguém pode dizer que ele entrou apático, isso é fato. Mas sua energia era neutralizada por sua extrema falta de capacidade de pensar. 2 |
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Wendel: quem não mandou um "agora vai" quando o viu na beira do campo? S/N |
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Gilson Kleina: essa foi na ferradura. As escalações de Emerson e Juninho foram muito infelizes – com Tiago Real e Wendel desde o início o time jogaria mais compacto e talvez acendesse a faísca. Manteve o time disperso, não corrigiu, e tomou. 3 |
E-mail: conrado@verdazzo.com.br

Pré-jogo: Sporting Cristal x Palmeiras
18 de abril de 2013 por @parmerista
Postado em: Jogos, Verdazzo
O Verdão encerra sua participação na fase de grupos da Libertadores, já classificado, contra o Sporting Cristal, a partir das 19h45 no Estádio Miguel Grau, em Callao – uma espécie de Barueri peruana. O time já está classificado, mas a partida é fundamental para a definição dos emparceiramentos na próxima fase, e definitivamente não queremos perder, muito menos empatar – a derrota seria ruim, mas um empate seria pior ainda, pois nos jogaria no lado que vai se desenhando como o mais difícil da chave. Uma vitória nos mantém no lado mais ameno dos confrontos, e o adversário tende a sair do vencedor da partida entre Grêmio x Huachipato – se empatarem, seria o Real Garcilaso. Tudo isso, claro, dependendo dos resultados dos jogos do Libertad e do Fluminense. Se der zebra, muda tudo. São 81 combinações possíveis.
Concentrado na partida, Gilson Kleina decidiu poupar Henrique e Vinicius, pendurados. A escolha parece acertada, já que Vilson e Ronny, os substitutos, estão em boa fase e os cartões serão zerados para a próxima fase – mas se algum pendurado levasse o terceiro, ficaria de fora da primeira partida do mata-mata. O único recuperado dos lesionados de costume é Maikon Leite, que está à disposição. Valdivia está clinicamente liberado, mas Kleina preferiu esperar mais um pouco. Assim, o time que vai a campo deve ser Fernando Prass; Ayrton, Maurício Ramos, Vilson e Marcelo Oliveira; Marcio Araújo, Charles, Souza, Juninho e Ronny; Caio Mancha.
Roberto Mosquera tem quatro desfalques por lesão: Reyes, Quina, Arroé e Delgado. Pelo que os peruanos estão chamando de “despedida digna”, o time vai para o jogo com o que tem de melhor à disposição, mesmo lutando para manter a ponta no campeonato local. Assim, o provável time é Penny; Valverde, Alvarez, Ayr e Uribe; Cazullo, Lobatón, Calcaterra e Sheput; Ávila e Rengifo.
Uma das grandes preocupações de Gilson Kleina, com razão, é manter o time com os pés no chão. As cinco vitórias seguidas podem fazer um ou outro atleta pensar que é o Ademir da Guia e arruinar o espírito de doação total que foi construído com tanto afinco. Por mais que os peruanos entrem para valer, se o Palmeiras se impuser em campo e sair na frente, o desinteresse do adversário surgirá naturalmente e a partida ficará mais fácil de administrar. A marcação-pressão nos primeiros minutos deverá ser a chave. Dá Palmeiras, 1 a 0, com gol de Caio Mancha. E o palpite é que voltaremos ao Peru daqui a duas semanas. A conferir.
E-mail: conrado@verdazzo.com.br

Palmeiras 4×1 Guarani
14 de abril de 2013 por @parmerista
Postado em: Jogos, Verdazzo

Na partida mais fácil do ano, o Verdão dominou o Guarani amplamente, dormiu um pouco no segundo tempo e quase se complicou, mas no final sacramentou a goleada por 4 a 1. O resultado permitiu ao time ultrapassar o SCCP na tabela, enquanto aguarda o resultado dos jogos de Mogi e Ponte. Mais importante que isso foi manter o embalo e ligar o alerta: nosso time só pode tirar o pé do acelerador quando o sistema defensivo estiver a pleno, sob pena de tomar sufoco de qualquer time – até do Guarani.
O time do interior ensaiou uma marcação-pressão logo na saída do jogo, talvez preocupado com o efeito que um gol do Palmeiras no começo do jogo poderia causar. E tinha razão, mas essa marcação durou apenas três minutos. Com jogadas agudas pelo lado esquerdo, o Palmeiras deixou claro que o primeiro gol era questão de tempo. Aos sete, Vinicius fez a jogada e cruzou rasteiro, Ronny chegou um pouquinho atrasado; aos 8, mais uma vez Vinicius, que invadiu a área, cortou para o meio com pouco ângulo e bateu firme – Renan deu rebote mas Tiago Real se atrapalhou no domínio e perdeu a chance.
Aos 11, a tendência se confirmou: a triangulação começou com Vinicius, passou por Tiago Real que acertou seu único lance no jogo, colocando Leo Gago, que vinha em velocidade, em condições de arremate. Ele dominou e bateu forte, cruzado, no canto esquerdo de Renan, abrindo o placar.
Com o gol o Palmeiras deu uma relaxada, compreensível no sentido de dosar a condição física. Com naturalidade, sem forçar, o time exercia o domínio do jogo, apoiado em grandes atuações da dupla de volantes, Leo Gago e João Denoni, implacáveis. A ligação, a cargo de Souza, Ronny e Tiago Real, no entanto, deixava um pouco a desejar, e o domínio não se tranformava em chances de gol. Assim, o segundo só podia ter saído de chuveirinho: Souza bateu escanteio, a zaga rechaçou mas a bola voltou para ele, pela esquerda. Os zagueiros ainda estavam na área e Souza, com mais ângulo, caprichou no cruzamento, achando Vilson entre os defensores do Guarani. A testada não saiu lá muito forte, mas Renan aceitou: 2 a 0.
Aos 36, quase Vilson fez outro, novamente em bola cruzada por Souza, desta vez em cobrança de falta – ele errou uma cabeçada fácil, sem marcação, perdendo gol feito. E depois dessa, com 2 a 0 no placar o Palmeiras definitivamente passou a esperar pelo apito do árbitro, guardando as energias para o segundo tempo.
E o time voltou com tudo, determinado a aumentar o placar. Aos cinco, Leo Gago fez ótima jogada pela esquerda – sempre por ali – e cruzou rasteiro, para trás, por onde chegava Tiago Real. O meia tentou o arremate mas a zaga bloqueou; no rebote Vinicius fez a jogadinha de sempre: driblou para o meio e bateu forte de direita, nas mãos de Renan.
Em rara jogada pelo lado direito, Ayrton achou um cruzamento no primeiro pau e Souza conseguiu a cabeçada, para ótima defesa de Renan; a bola ficou à sua disposição no rebote mas caiu no pé esquerdo e o arremate foi extremamente infeliz. O time já dava demonstrações de acomodamento e Gilson Kleina mexeu duas vezes: Weldinho no Ayrton (sentiu uma dividida) e Rondinelly no João Denoni. Diante da completa apatia do Guarani, Seo Gilso arriscou tirar um dos volantes para dar mais volume no setor ofensivo. Deu errado.
Leo Gago ficou como único responsável pela marcação no meio, já que Souza, porque não quis recuar ou porque não foi orientado para tal, continuou adiantado. E o time perdeu o meio-de-campo, de forma surpreendente. O Guarani começou a gostar do jogo e dez minutos depois achou seu gol, em falha de Weldinho: a tabela do Guarani saiu em cima dele, que marcou a bola, e Everton saiu livre na cara de Fernando Prass, fazendo o gol bugrino.
E em vez do time acordar, a postura apática se manteve – ficou claro que àquela altura não era nem dosagem de energia nem falta de vontade: o problema era tático mesmo, corrigido com a entrada de Charles no lugar de Souza. O Guarani vinha com tudo, pressionou com algum perigo, mas o Verdão recuperou a capacidade de executar uma boa saída de bola, e o terceiro saiu de forma natural: aos 42, em rápido contra-ataque, Vinicius tocou para Rondinelly, que enxergou bem Charles chegando pela direita e rolou; o volante pegou de primeira, rasteirinho, no canto direito de Renan, matando o jogo.
E teve tempo para mais. Ronny tentou de fora e obrigou Renan a espalmar para escanteio. Enquanto a torcida comemorava o resultado, de certa forma aliviada, Leo Gago armou mais um contra-ataque com Ronny, que recebeu de costas na altura do meio do campo, tocou para Vinicius e correu; Vinicius girou o corpo e lançou Ronny, que colocou na frente e bateu mais uma vez cruzado, rasteiro, fechando o placar.
A principal lição do jogo: não pode abaixar a guarda nunca, nem contra o time mais fraco do mundo. Lá dentro é o famoso onze contra onze, e nosso diferencial tem sido a vibração. Se perder essa característica, vira um time frágil. É claro que é impossível fisicamente manter a pegada 100% do tempo, mas isso precisa ser dosado corretamente. A tentativa de Gilson Kleina de colocar o time mais em cima do Guarani deu errado, talvez quando puder contar com os jogadores mais talentosos do elenco como Valdivia e Leandro isso seja possível. E vamos em frente, em busca de uma vaga no G4 no Paulista e do primeiro lugar na Libertadores, para garantir mandos no Pacaembu. VAMOS, PALMEIRAS!
Atuações
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Fernando Prass: sem grandes sustos, levou um gol no meio das canetas. Foi forte, de perto, mas talvez desse para desviar com o pé. 6 |
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Ayrton: seu setor foi pouco acionado, na única vez que desceu conseguiu um bom cruzamento. 6 |
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Vilson: partida fácil lá atrás, destacou-se na frente, deixando um e quase fazendo outro. 8 |
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André Luiz: havia muito tempo que não tínhamos um zagueiro tão tranquilo. 7 |
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Marcelo Oliveira: com a confiança na estratosfera, arriscou até jogadas de efeito, e se deu bem em todas. 7,5 |
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Leo Gago: partidaça, dando consistência ao meio-campo, fazendo lançamentos – como o do quarto gol – e aparecendo como opção de ataque – deixou o seu. 9 |
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João Denoni: embora não tão vistoso quanto Leo Gago, foi importantíssimo para o domínio do setor. Quando saiu isso ficou claríssimo. 8 |
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Souza: está cada vez mais adiantado, e parece que se esqueceu de como jogar de volante. Uma boa assistência e um gol feito perdido. 7,5 |
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Tiago Real: o passe para o gol de Leo Gago foi a única boa participação. Errou muitos passes, matou muitas de nossas posses de bola. 4 |
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Ronny: sua boa atuação foi premiada com o gol no fim. Toca rápido, joga de cabeça erguida. Valdivia vai ter que jogar muito para voltar ao time. 8,5 |
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Vinicius: outra grande atuação, participando de gols e deixando a defesa do adversário enlouquecida, apesar de ser o único atacante. 8,5 |
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Weldinho: entrou para dar chance do Guarani empatar. 3,5 |
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Rondinelly: entrou sem a mesma intensidade do resto do time, parecia em outra frequência. Mesmo assim, deu o passe para o gol de Charles. 6 |
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Charles: sua entrada consertou o erro tático das primeiras mexidas, acabou com a gracinha do Guarani e ainda foi conferir pessoalmente o gol que definiu o jogo. 8 |
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Gilson Kleina: mais uma vez armou o time corretamente, dosando os titulares sem perder a pegada do time; a primeira mexida foi uma tentativa válida que deu errado, mas corrigiu – talvez pudesse ter colocado o Charles um pouco antes para não termos corrido tantos riscos. 7 |
E-mail: conrado@verdazzo.com.br

Pré-jogo: Palmeiras x Guarani
14 de abril de 2013 por @parmerista
Postado em: Jogos, Verdazzo

Sem tempo para ressaca, o Verdão recebe o pobre Guarani no Pacaembu, em jogo que pode servir para escalar posições na tabela em busca de vantagens importantes. No entanto, Gilson Kleina parece realmente focado na Libertadores e decidiu poupar quatro titulares. Contra um Guarani que foi rebaixado matematicamente com os resultados dos jogos de sexta-feira, no entanto, o time deve dar conta.
Kleina anunciou que Juninho, Henrique, Marcio Araújo e Wesley não jogam hoje, poupados. Além deles, Leandro está suspenso e é desfalque, bem como a legião do DM. Com pouca atividade desde o jogo de quinta, há poucas pistas sobre como o time será armado taticamente: 4-4-2, 4-5-1 e 3-6-1 foram as últimas formações vistas, e qualquer uma pode ser usada esta tarde no Pacaembu. Tampouco se sabe quais dentre os relacionados irão para o jogo e quais serão poupados, ficando no banco. Não dá pra arriscar nenhuma escalação. Abaixo, a lista dos convocados por Kleina:
Goleiros: Fernando Prass e Bruno
Zagueiros: Vilson, André Luiz e Mauricio Ramos
Laterais: Ayrton, Weldinho e Fernandinho
Volantes: João Denoni, Marcelo Oliveira, Charles, Leo Gago e Souza
Meias: Rondinelly, Ronny e Tiago Real
Atacantes: Caio, Vinicius e Emerson.
O Guarani caiu de novo. O time campineiro, que apostou no ex-lateral Branco como treinador para a temporada, será dirigido pelo auxiliar Paulo Pereira, que viu uma debandada de atletas durante a semana, que também foi marcada pela derrota para o Confiança-SE pela Copa do Brasil. Não existe motivação possível para esses jogadores a não ser tentar chamar a atenção do Palmeiras – ou de outros times – para uma possível contratação. Quem não sonha nem com isso é Thiago Gentil, aquele, que aos 33 anos mostra todo seu valor no time do interior. A provável escalação é Renan; Oziel, Tiago Pagnussat, Montoya e Marquinhos; Michel Elói (Wellyson), Coutinho, Cadu e Thiago Gentil; Erik e Ronaldo Mendes.
Se o Confiança ganha, o mistão do Palmeiras, na atual fase, deve ganhar também. Com a torcida em estado de graça, espera-se algo entre 13 e 15 mil torcedores esta tarde no Municipal, a não ser que o mau tempo atrapalhe. Uma vitória pode nos proporcionar até três posições na tabela, dependendo dos outros resultados. Vimos como o mando no Pacaembu está nos proporcionando vantagens dentro de campo ultimamente, e não podemos perder a chance de conseguir essa vantagem para o mata-mata. VAMOS, PALMEIRAS!
E-mail: conrado@verdazzo.com.br

Palmeiras 1×0 Libertad
11 de abril de 2013 por @parmerista
Postado em: Jogos, Verdazzo

Plunct, plact, zuuummm! E o Palmeiras f… mais um! Quem viveu a década de 90 se lembra perfeitamente da paródia de Raul Seixas inventada por nossa torcida, quando as sequências de vitórias eram uma rotina. Pois, quem diria, apenas duas semanas depois de uma hecatombe, o Verdão engatou a quarta vitória seguida. Mais que isso: assegurou a classificação às oitavas-de-finais, e acabou com mais uma invencibilidade. Tem mais algum invicto em algum outro campeonato aí pra gente se classificar em cima?
Gilson Kleina cumpriu o prometido e escalou o time com um lado esquerdo bastante reforçado. Marcelo Oliveira, ora como zagueiro, ora como volante, ora como lateral, foi decisivo para anular o ponto forte do time paraguaio, que se ressentiu muito da ausência de Velázquez, suspenso. Mesmo assim, o time paraguaio veio ousado e tentou sufocar o Palmeiras nos minutos iniciais, sabendo que um gol aumentaria demais a pressão sobre nossos jogadores. Aos 3, Romero conseguiu achar um espaço e cruzou, Mauricio Ramos espanou mal e Samudio fechou no segundo pau, mas errou a conclusão. Susto!
O Palmeiras, no entanto, logo controlou a ansiedade e assumiu o domínio do jogo. Aos 5, num contra-ataque, Marcelo Oliveira conduziu e tocou para Wesley, o toque para Ayrton veio rápido, e nosso lateral se preparava para invadir mas sofreu falta. O péssimo juiz uruguaio Daniel Fedorzuck permitiu qua a barreira avançasse e a boa cobrança acabou desviada para escanteio. Na cobrança, Henrique teve o gol à disposição, cabeceando da linha da pequena área, mas errou o alvo.
E se o ponto forte do Libertad era seu lado direito, o do Palmeiras, reforçado, era o esquerdo. Assim, no primeiro tempo, o jogo ficou concentrado na faixa junto às cadeiras laranja do Pacaembu. O Verdão marcava a saída de bola para não dar chance ao time paraguaio de tomar qualquer iniciativa. Postura perfeita para um time inferior tecnicamente, mas que sabe aproveitar o fator campo.
Aos 18, Vinicius entrou driblando, em jogada característica; cortou para o pé direito mas a bola desviou na zaga, indo a escanteio. O Libertad então intensificou a marcação e contou com a complacência do árbitro, que deixava Guiñazu bater à vontade. Nosso setor esquerdo, com Vinicius, era nossa válvula de escape, mas o time sentia muito a falta de uma referência na área – Caio sentiu lesão e não tinha condição de atuar o jogo todo, sendo poupado para o segundo tempo. E com o Libertad neutralizando nossas investidas, a parte final do primeiro tempo transcorreu sem chances agudas – o lance de destaque foi o cartão para Guiñazu, finalmente, apenas aos 41 minutos.
O time voltou decidido para o segundo tempo, e logo a 40 segundos o time aproveitou um cochilo da defesa paraguaia, que permitiu que Ayrton chegasse ao fundo e cruzasse, da direita. Quem apareceu como homem-surpresa, como um centroavante, foi Juninho, livre, mas ele cabeceou por cima. Se fosse um centroavante de ofício, faria.
A pressão continuava absurda. Aos 3, Marcelo Oliveira subiu pela esquerda, tocou para Vinicius, aberto, e correu pelo meio. Vinicius fez o cruzamento baixo, e Oliveira teve que girar o corpo para tentar a conclusão de calcanhar, meio de letra, mas o goleiro defendeu bem e Guiñazu completou o serviço tirando da área. Mas aos 8, a pressão deu resultado: Wesley levou pelo meio e arriscou de meia-distância, mas o chute não saiu forte. Ainda bem, senão Charles não conseguiria interceptá-lo; o volante matou a bola meio sem jeito e bateu do jeito que deu, na direção do goleiro – mas a conclusão veio com potência e passou por entre suas canetas, morrendo no fundo do gol. O Pacaembu explodiu.
Kleina já preparava Caio para o jogo, mas preferiu segurar um pouco mais após o gol. Provavelmente ia tirar Souza, que já estava amarelado, abrindo um pouco o meio. O Verdão poderia ter ampliado aos 13 em jogada de Vinicius, que invadiu pela esquerda mas foi travado; Souza, impedido, aproveitou o rebote e exigiu grande defesa de Muñoz.
Aos 16, o lance que mudou o jogo: Wesley, que tinha tomado um cartão amarelo idiota no fim do primeiro tempo por cair na catimba e discutir com um paraguaio, disputou a bola de forma bastante dura com Romero. O uruguaio Fedorzuck, que realmente não cheirava bem, aparentemente não percebeu que Wesley já tinha amarelo e aplicou-lhe mais uma advertência, sendo obrigado a expulsá-lo. Ficou muito forte a impressão de que se ele soubesse que Wesley já tinha amarelo, não lhe advertiria de novo.
O Libertad aproveitou o momento e veio pra cima. Aos 17, o ataque paraguaio foi de pé em pé; a defesa do Palmeiras aliviava parcialmente até a bola chegar a Samudio, que bateu cruzado, e Mauricio Ramos aliviou por cima, quase metendo pra dentro. O Palmeiras mostrou que aprendeu com as lições recentes e passou a catimbar, esfriando o jogo – bem diferente daquele time ingênuo que tomava passa-moleque de times mais experientes em momentos de maior tensão.
Aos 20, a última tentativa de gol do Palmeiras, na bola parada: Souza bateu para a área, Vinicius raspou de cabeça com perigo, mas Muñoz defendeu. O Libertad então subiu a marcação de vez e prensou o Palmeiras no campo de defesa. Gilson Kleina tirou Souza, amarelado, e colocou Thiago Real, para tentar fazer o time ficar mais com a bola no pé. Logo depois, Vinicius sentiu cãibras e teve que dar lugar a Caio. O time ficou completamente desfigurado em campo, sem qualquer organização ofensiva.
Aos 32, Gamarra sofreu falta de Henrique; ele mesmo bateu no segundo pau e Benítez – que havia feito um de cabeça no jogo de Assunção – testou para baixo, mas Fernando Prass fez uma defesa sensacional com os pés e salvou o Verdão. Aos 34, Wendel entrou no lugar de Charles, exausto, e ajudou a fechar o muro de defesa de nossa área.
Na base da raça, o Palmeiras neutralizou as descidas do Libertad. A torcida jogava junto, e vibrava a cada desarme, a cada chutão pela lateral. O time paraguaio só conseguiu criar mais uma chance, com Samudio, que recebeu um passe na esquerda e bateu cruzado, para fora. No mais, mesmo com um a menos, o Verdão impedia a aproximação para criar jogadas trabalhadas, e só restava ao visitante os chuveirinhos, bem de longe – todos rechaçados por nossa defesa. E assim o jogo foi até os 48, quando o juizão apitou e decretou nossa classificação.
O Verdão vai quebrando paradigmas, um após o outro. Enquanto elencos caros e badalados seguem se matando para conseguir a classificação na bacia das almas, o Palmeiras chegou lá com uma rodada de antecedência. Todo mundo sabe que não se ganha Libertadores montando o time em fevereiro – só que esqueceram de avisar isso para nosso elenco. A partida de hoje mostrou que a partida contra o Tigre não foi acidente, e que o time atingiu um estágio de comprometimento poucas vezes visto. Jogadores medianos, mas com uma incrível obediência tática, num esquema que não privilegia individualidades, trouxeram a torcida de volta a seus lados, e o resultado é um coquetel explosivo: um time que bate de frente com qualquer um no Pacaembu com a torcida a nosso favor. Na pior das hipóteses, em mata-mata, dá confronto equilibrado com qualquer time. E quando é assim, dá até pra começar a olhar os jogos da Champions League com mais interesse.
Nos próximos dez dias, teremos pela frente partidas de relativa importância, onde temos interesses a defender e esforços a administrar. Enfrentaremos Guarani, Sporting Cristal e Ituano. O jogo no Peru vale a liderança da chave, o adversário já está eliminado e deve entrar desinteressado. Os jogos pelo Paulista podem valer o direito de mandar partidas decisivas no Pacaembu – o que já ficou claro ser uma vantagem indispensável. O Pacaembu, aquele que alguns dizem ser casa de gambá. Pois é.
Parabéns a todos: atletas, comissão técnica e torcida. Foi mais uma noite épica, que encheu de orgulho o maltratado coração palmeirense. E que venham as próximas. Que orgulho! VAMOS, PALMEIRAS!
Atuações:
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Fernando Prass: liderança, catimba e uma defesa sensacional no segundo tempo. 8 |
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Maurício Ramos: falhou logo no primeiro lance, mas depois foi um monstro. Até no lance que quase fez gol contra, foi salvador. Tirou tudo. 8 |
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Henrique: depois de alguns jogos fora, voltou para dar segurança ao setor defensivo. Quase deixou o dele lá na frente. 7 |
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Marcelo Oliveira: mais uma vez esbanjou raça, e foi importantíssimo para neutralizar o setor direito dos paraguaios. E ainda teve tempo para apoiar. 8,5 |
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Ayrton: partida corretísima num setor pouco acionado. Fez muito bem sua parte. 7,5 |
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Charles: participou de todas as saídas de bola – errou alguns passes mais ousados, mas foi fundamental. E achou mais um gol. Tem estrela. 9 |
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Marcio Araújo: mais errou que acertou, mas estava no estado de graça de todo o time, então não comprometeu. 5,5 |
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Souza: ora como volante, ora como meia, bagunçou o meio-campo dos paraguaios, que não sabiam a quem marcar. 7,5 |
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Wesley: uma ótima atuação que foi prejudicada pelo cartão estúpido – o primeiro. No mais, compôs com Souza uma dupla que infernizou os paraguaios. 6 |
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Juninho: conseguiu, de forma impressionante, uma ótima sintonia com Marcelo Oliveira, e o revezamento funcionou muito bem. Brincou até de centroavante. 7,5 |
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Vinicius: nem de longe lembra aquele Vinicius que, quando entrava, era certeza de que não mudaria o jogo em nada. Que grande partida. 8,5 |
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Tiago Real: quando entrou, o jogo já tinha outra configuração, e teve que se limitar a compor o sistema defensivo. 6 |
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Caio: na mesma situação, quase não recebeu nenhuma bola. S/N |
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Wendel: apesar de ter entrado a dez minutos do fim, participou bastante da contenção aos ataques paraguaios. 6,5 |
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Gilson Kleina: definitivamente subiu de patamar. Mostrou que conhece muito de futebol e de liderar um elenco – é verdade que com um ambiente blindado isso fica menos difícil, e está aproveitando muito bem. Sem os dois jogadores mais talentosos do elenco – Leandro e Valdivia – montou um time encardidíssimo, que tá jogando certinho, com padrão tático mesmo sem nunca ter jogado nessa formação – sinal que os jogadores compreenderam exatamente o conceito implementado. DEZ |
E-mail: conrado@verdazzo.com.br

Pré-jogo: Palmeiras x Libertad
11 de abril de 2013 por @parmerista
Postado em: Jogos, Verdazzo
Chegou o dia do jogo mais importante do ano – até agora. O Verdão recebe o Libertad no Pacaembu, a partir das 19h15, pela quinta rodada do Grupo 2 da Libertadores e pode definir a classificação em caso de vitória. O time vem embalado: após o desastre de Mirassol, conseguiu três vitórias consecutivas e recuperou a auto-confiança e o apoio da torcida, que esgotou os ingressos com dois dias de antecedência.
Gilson Kleina tem o velho problema de não poder contar com Leandro, Leo Gago, Rondinelly e André Luiz. Além deles, Kleber Pinheiro, Patrick Vieira, Valdivia, Maikon Leite e Leandro Amaro seguem lesionados e Vilson cumprirá o segundo jogo de suspensão. Por outro lado, Kleina poderá contar com as voltas de Henrique e Wesley. Ronny e Caio são dúvidas, já que acusaram incômodos desde a última partida. Kleina ensaiou um esquema com três zagueiros, mas tanto Marcelo Oliveira quanto Henrique podem se transformar em volantes com a posse de bola. O time: Fernando Prass; Maurício Ramos, Henrique e Marcelo Oliveira; Ayrton, Marcio Araújo, Charles, Ronny (Tiago Real) e Juninho; Vinicius e Caio (Wesley).
A única baixa do time paraguaio é Velázquez, expulso no jogo anterior – Guevgeozián vai em seu lugar. O treinador Rubén Israel faz mistério na composição do meio-campo, mas deve mandar Mendieta para o jogo para não perder muita força ofensiva. Caso resolva fechar mais, optará por Romero. O discurso adotado pela equipe paraguaia é de que vieram para buscar a vitória. O time: Muñoz; Moreira, Benítez, Benegas e Mencia; Eguren (Aquino), Guiñazú, Mendieta (Romero) e Samudio; Núñez e Guevgeozián. Gilson Kleina já declarou que deve montar um esquema específico para marcar o lado direito do Libertad, considerado por ele o ponto forte do time paraguaio.
Conforme mostrado no post anterior, na prática, empate e derrota rasa significam a mesma coisa. Por isso, caso o jogo esteja empatado, o time tem a obrigação de se lançar à frente, marcar pressão no campo todo, e arrancar a vitória a fórceps. Num torneio de tiro curto, equilibrado, é fundamental jogar com o regulamento. Não existe a hipótese de se satisfazer com o empate esta noite.
Concentração, seriedade, maturidade, gana. Se levarem isso para o campo, a camisa e a torcida farão o resto. A noite tende a ser épica; mas se entrarem dispersos, se jogarem com displicência, se não souberem administrar os nervos e a catimba, ou se acharem que podem resolver a qualquer momento, não conseguirão nada. O ideal é sair na frente nos primeiros minutos, como no jogo contra o Tigre, e impor a superioridade durante o resto da partida de forma natural.
A única certeza é que a torcida fará sua parte. VAMOS, PALMEIRAS!!!
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
































