Guaratinguetá 2×3 Palmeiras
18 de fevereiro de 2012 por @parmerista
Postado em: Jogos, Verdazzo
O placar pode parecer apertado, mas a vitória foi bem fácil. Em um jogo típico de fase preliminar de campeonato paulista, o Verdão anotou mais uma vitória, e só não será líder ao final da rodada se o SCCP enfiar 4 gols de diferença no São Caetano, no Anacleto. A liderança é legal, mas não significa nada. O mais importante de tudo é a consistência com a bola rolando.
Felipão é Felipão. Mesmo contra um time extremamente frágil, e que teve duas expulsões durante o jogo, manteve a estratégia firme, visando sempre a manutenção dos três pontos. Pode ser feio tecnicamente, pode contrariar o desejo por um futebol à altura das Academias palmeirenses. Mas se bem executado, o esquema dá resultado – vide 1999.
Sem jogadores à altura do esquadrão campeão da Libertadores, Felipão este ano vem conseguindo tirar o tal “leite de pedra” – basta dar-lhe um ambiente minimamente administrável – o que faltou em 2011, muito em função de J30 e seu procurador. Hoje, felizmente, isso vem sendo possível – e já são cinco vitórias seguidas. Podem alegar que é campeonato regional. Mas o Palmeiras de 2012 não sofre mais da síndrome de time pequeno – coisa que nos assombrou nos últimos dois anos. Hoje o Palmeiras leva um gol – como o do tal de Pio, aos 10 do primeiro tempo – e tem personalidade suficiente para a reação. Desde o final da temporada 2009, cansamos de levar gols de times ridículos e sucumbir por falta de personalidade. O gol do tal de Pio foi um GOLAÇO, com todas em maiúscula, logo aos 11 minutos. Deola, nesse, nada tinha a fazer. Pois o Palmeiras continuou jogando bola .
Dominando completamente o adversário – como convém a um time grande que joga com o vice-lanterna do campeonato regional, o Verdão manteve a bola no chão, com poucos chutões da defesa, e calmamente buscou a virada. Com boas jogadas pelo lado direito, principalmente entre Maikon Leite e Barcos, o time prensou o Guará em seu campo. Barcos sofre falta na intermediária, à feição de Marcos Assunção. Ele bateu a falta muito bem, como sempre; a bola quicou à frente do goleiro que fez uma ótima defesa. Na sequência, escanteio, e aí não teve jeito: Jailson rebateu mal para o meio da área, e Arthur, outra vez, deixou o seu, numa bola que ainda desviou na zaga e matou o goleiro.
O Guará só chegava até a intermediária e tentava com chutes de longe. O Verdão mantinha o domínio pra virar o jogo. Maikon Leite e Barcos, ao que parece, se conhecem desde criancinhas, e infernizaram a defesa do time de Americ… do Vale do Paraíba. E foi numa jogada entre eles que saiu o pênalti, nos descontos do primeiro tempo: Maikon Leite aproveitou a tabela e saiu na cara do goleiro, e quando se preparava para fuzilar, na linha da pequena área, sofreu a falta por trás de Daniel, que foi expulso. Barcos cobrou no canto esquerdo alto e fez. Nem Marcos defenderia.
O Verdão voltou para o segundo tempo sem mudanças em relação ao time que saiu jogando – a não ser a troca forçada de Arthur, que se machucou (ao que parece, sem gravidade), por João Vítor, ainda no primeiro tempo. O time voltou em ritmo de carnaval, com o placar nas mãos, e só administrou a vantagem. Felipão colocou Gerley no Juninho, e o lateral gaúcho mostrou vontade de brigar pela posição.
O Verdão não corria riscos, mas também não mostrava aquela disposição de matar o jogo. E esse sono ficou mais evidente ainda depois que Maikon Leite saiu novamente na cara do goleiro, ainda fora da área, e foi seguro por Marcio Baggio, que foi expulso. Com dois a mais, o jogo virou brincadeira para o Verdão. Daniel Carvalho deu lugar para Vinicius, e o time voltou a ficar rápido. E aos 41, o gol que definiu a vitória: João Vítor foi chegando com a bola dominada e enfiou o canudo; Jailson foi com mão de alface para a bola e aceitou.
O jogo já tinha terminado, os jogadores já iam vestindo os abadás e as fantasias, quando, numa falta pela direita, o Guará ainda diminuiu, num frango de Deola, que já começa a deixar a torcida incomodada. De fato, duas falhas grosseiras num espaço de tempo tão curto são problemas para qualquer goleiro, e no caso de Deola, o problema é ainda maior, porque ele substitui ninguém menos que Marcos. Vai precisar de muita, mas muita personalidade – ou defender um pênalti num clássico – até que as cornetas parem de soar.
Como é muito pouco provável que o SCCP abra quatro gols sobre o São Caetano, manteremos a liderança na rodada de Carnaval, e mais do que isso, a tranquilidade para a sequência dos trabalhos. O crescimento de Maikon Leite com a presença de Barcos anima. Se Felipão conseguir equilibrar o time com um bom crescimento do lado esquerdo, e realmente fecharmos com Wesley, o Palmeiras vai ser um dos times a serem batidos no Brasileirão.
Atuações:
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Deola: partida tranquila até o último lance. Falta de concentração, nitidamente – não há a menor chance de atribuir a falha a deficiência técnica. 3 |
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Arthur: apareceu com mais frequência – até porque, o Verdão só usou o lado direito. E pela terceira vez foi agraciado com um gol. É muito rabudo. 8 |
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Leandro Amaro: se o Palmeiras levou alguns sustos, foram todos em cima dele. A fase não está boa. 4 |
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Henrique: o que seu companheiro tem de afobado, ele tem de tranquilo. Dá uma segurança absurda. 8 |
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Juninho: foi amarelado logo de cara, e acabou saindo para evitar compensações. Levou um chapelaço no lance do primeiro gol dos caras. 6,5 |
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Marcio Araújo: peça importante para que o time ocupasse e dominasse o meio-campo. 7,5 |
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Marcos Assunção: continua calibrado, de seus pés nasceu o primeiro gol, importante para a reação. E marcou bem. 8 |
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Patrik: faz o segundo bom jogo seguido. Correu, marcou, armou, carregou a bola. Encaixou bem no esquema. 8 |
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Daniel Carvalho: participou pouco na armação. Seu toque de bola é impressionante, tem uma qualidade excepcional. E ajudou bastante na marcação. 7 |
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Maikon Leite: provavelmente sua melhor partida pelo Palmeiras, mesmo num campo ruim. Enxergou a oportunidade na lesão de Luan e parece que não quer largar a vaga. 9 |
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Barcos: bela partida, preocupando a defesa do adversário o tempo todo, e participando ativamente na jogada do segundo gol, que ele converteu de pênalti. 9 |
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João Vítor: precisou fazer a lateral com a contusão de Arthur, e não comprometeu – e ainda achou um gol no final. 7,5 |
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Gerley: outro que mostrou enorme disposição para lutar pela posição. Isso é muito bom. 6,5 |
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Vinicius: com dois a mais, entrou para ajudar a matar o jogo. E o terceiro saiu após sua entrada. 6,5 |
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Felipão: acertou a defesa, e ao que parece acertou o lado direito. Com a saída de Luan, agora precisa pensar no lado esquerdo. Tá indo bem. 8 |
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
Pré-jogo: Guaratinguetá x Palmeiras
17 de fevereiro de 2012 por @parmerista
Postado em: Jogos, Verdazzo
Pala rodada de Carnaval do Paulistão, o Verdão vai a Guaratinguetá, para pegar o Americana – pelo menos esse era o nome do time até o ano passado, depois que mudou-se de Guaratinguetá. Confuso? Pois é, a falta de identidade e de raízes que esses clubes itinerantes proporcionam causam essa confusão e fazem do futebol mero business, escangalhando com a alma do esporte. Rebaixamento para a quinta divisão é pouco para essas “franquias”. Deviam ser rebaixadas para o quinto círculo do inferno.
Alheio a isso, o Verdão, que joga para recuperar a liderança, vai a campo sem Luan, que pára por dez semanas para uma cirurgia na sola do pé. Sua vaga deve ficar com Maikon Leite. Com exceção de Valdivia, cuja volta está prevista para o clássico conra o SPFC, Felipão não tem outros desfalques por contusão. O time só não terá Cicinho, suspenso, e o time deve ir a campo com Deola; Arthur, Leandro Amaro, Henrique e Juninho; Marcio Araújo, Marcos Assunção, Patrik e Daniel Carvalho; Maikon Leite e Barcos.
O Guaratinguetá de Americana é o penúltimo colocado no campeonato, vem de três derrotas, sendo duas por goleada: 4 a 2 para o Linense, em Lins; 4 a 0 para o Mirassol, em “casa”; e 2 a 1 para o Oeste, em Itápolis. O técnico Vilson Tadei, reserva de Muricy no SPFC nos anos 70, terá os retornos do atacante Lúcio Flávio e do meia Nenê, e deve escalar o seguinte time: Jaílson; Pio, Walter, Maicon Baggio e Fábio Carioca; Everton, Gercimar, Marcinho e Nenê; Djavan e Lúcio Flávio. Para o banco, o folclórico Tiago Cunha, aquele esmo que o Luxa trouxe do interior do Rio de Janeiro e que fez um golaço contra o Vasco no Palestra. Aliás, ele fez outro golaço no mesmo estilo há duas semanas, contra a Portuguesa. Vai entender.
Se o Verdão mantiver a pegada e não jogar a partida pensando no Carnaval, as chances de vitória são gigantescas. Por esse motivo, dá para apostar num belo resultado, ainda mais que o time da casa (?) vem numa fase tenebrosa. O Verdão vence por 3×1, com gols de Barcos, Maikon Leite e Marcos Assunção, e o Globo Esporte vai tocar música do Zé Ramalho.
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
Palmeiras 3×0 Ituano
11 de fevereiro de 2012 por @parmerista
Postado em: Jogos, Verdazzo
Tá certo que foi contra o Ituano. Mas desta vez o Verdão botou a bola no chão, principalmente no primeiro tempo, deixando a torcida satisfeita não só com o resultado, mas com o futebol apresentado. Considerando que estamos vendo os outros grandes com toda a dificuldade de passar por adversários do mesmo naipe, dá para dormir feliz.
A quarta vitória consecutiva veio até com facilidade. A primeira metade do primeiro tempo foi avassaladora, com Maikon Leite sendo bastante acionado, e Barcos se apresentando para o jogo com qualidade. Marcos Assunção estava numa tarde bastante inspirada também com a bola em movimento, e o que se viu foi um time muito rápido, envolvente. Bonito de ver.
E Maikon Leite prometia fazer um grande jogo. Aos 7, foi lançado em velocidade e cruzou para Barcos; o goleiro interceptou para o meio da área e Patrik, que vinha na corrida, cutucou de cabeça para o gol vazio: 1 a 0. Aos 15, arrancou pela direita e cruzou um pouco atrás para Barcos, que acabou cabeceando por cima.
Aos 22, falta sobre Cicinho pela direita e Marcos Assunção cobrou para o bololô. O goleirão, que é a cara do “ai se eu te pego”, tremeu; a bola passou e Barcos fechou no segundo pau para testar para o gol, fazendo seu primeiro com a camisa do Palmeiras.
O Verdão continuou tentando o gol, sempre pelo lado direito. A defesa do Ituano, percebendo a insistência, fechou o setor, e diminuiu o desequilíbrio na partida – mas não o suficiente para ameaçar o gol de Deola: a única finalização consistente do time só saiu no finalzinho do primeiro tempo, num escanteio que Jeferson Luis cabeceou para o chão, mas a bola saiu por cima do travessão.
Para o segundo tempo, Arthur voltou no lugar de Cicinho, amarelado. Doriva mandou seu time pressionar mais a saída de bola do Palmeiras, e as ligações diretas, raras no primeiro tempo, voltaram a dar o ar da graça. Fica claro que o time ainda tem uma deficiência na transição da defesa para o ataque, basta que o adversário pressione um pouco. Some isso ao fato do time já ter aberto dois gols de frente, e o segundo tempo foi bem mais fraco.
Maikon Leite foi quem mais continuou com fome de bola, mas tecnicamente não correspondeu nem à própria vontade. Errou demais, tanto os dribles, mas principalmente as finalizações. Maikon Leite parece ter uma tendência incurável de finalizar na rede, pelo lado de fora, no canto esquerdo do goleiro, quando deveria buscar o canto oposto, chutando cruzado. É um detalhe para Felipão, e principalmente Murtosa, trabalharem.
Aos 15, só o Ituano tinha tido boas finalizações, e Felipão tentou mudar: mandou João Vítor no Daniel Carvalho, avançando Marcos Assunção. O Palmeiras melhorou a marcação, e voltou a pressionar. Num escanteio da direita, Kid colocou na cabeça de Arthur, que fez seu segundo gol em dois jogos pelo Palmeiras. Cicinho começa a coçar a cabeça.
A 15 minutos do fim, Felipão tirou Marcos Assunção, que saiu extremamente aplaudido, para colocar em campo Pedro Carmona. O meia gaúcho deu outra cadência ao time, mas com os companheiros todos cansados, pouco produziu. A melhor jogada foi uma assistência para Barcos, que tentou fazer um gol de placa por cobertura mas bateu mal, nas mãos do goleiro. E com mais uma ou outra finalização de fora do Ituano, o jogo terminou.
Com a vitória, o Verdão abre três pontos de SPFC e SCCP, que se enfrentam amanhã. Vitória simples do time feminino nos tira a liderança; empate ou vitória por até dois gols dos fedidos nos deixa na ponta para a próxima rodada, quando enfrentaremos o Guaratinguetá de Americana, na sexta feira no Dario Rodrigues Leite, nesse que deve ser o último jogo sem Valdivia – segundo a previsão médica na ocasião da contusão. Faltam doze jogos para o início do Paulistão.
Atuações:
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Deola: poucas finalizações em sua direção; bateu uma roupinha numa bola de longe sem maiores consequências, de resto foi tranquilo. 7 |
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Cicinho: apareceu bastante. Participou da jogada do primeiro gol e apanhou muito – numa dessas saiu a falta do segundo gol. Levou o amarelo e não voltou do intervalo. 7,5 |
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Leandro Amaro: um pouco afobado, mas sem comprometer. 6,5 |
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Henrique: definitivamente voltou a ser o grande zagueiro que conhecemos em 2008. Liderança e tranquilidade. 8 |
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Juninho: tímido, quase não apareceu. O Palmeiras foi quase nulo por seu lado. 6 |
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Marcio Araújo: boa partida, sem comprometer nos passes e ocupando bem os espaços. 7,5 |
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Marcos Assunção: defendeu bem, armou o time quando preciso, e ainda deu mais duas assistências. Fossem outros tempos, pediríamos seleção! 9 |
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Patrik: reagiu bem à péssima partida de quarta, mostrando mais comprometimento – foi recompensado com um gol. Viu como não é difícil? 7,5 |
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Daniel Carvalho: parou na marcação do Ituano e apareceu pouco. Mesmo assim, quando acertou os passes, proporcionou ótimos lances. 7 |
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Maikon Leite: se defendem o Luan porque ele não desiste nunca, faça-se justiça a Maikon Leite. E suas deficiências técnicas parecem ser mais fáceis de resolver. 7 |
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Barcos: teve um início de jogo fulminante, com jogadas por baixo, finalizações por cima, até achar o gol. Caiu no segundo tempo junto com o time; podia ter feito o segundo se tivesse feito o fácil. 8,5 |
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Arthur: dá pra ter mais estrela do que esse menino? Não fez nada de mais em todo o segundo tempo – a não ser mais um gol. 8 |
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João Vítor: mais uma vez sua entrada fez o Palmeiras ganhar o meio-campo – mas precisa melhorar o passe. 7 |
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Carmona: entrou a quinze minutos do fim, e até que deu um pouco mais de vida ao time. 7 |
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Felipão: mais um passo adiante. Com jogadores à disposição, começa a fazer o time render de verdade. Tá ficando do jeito que ele gosta – e a gente também. 8 |
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
Pré-jogo: Palmeiras x Ituano
11 de fevereiro de 2012 por @parmerista
Postado em: Jogos, Verdazzo
Em busca da liderança isolada do campeonato, o Palmeiras enfrenta o Ituano na tarde deste sábado no Pacaembu. Depois de três jogos mandando no meio de semana às 22h, finalmente a tabela inverteu e o Verdão deverá contar com um bom público. Mais que a ponta isolada da tabela, que será alcançada com uma vitória simples e com um empate entre SCCP e SPFC amanhã, o mais importante é a manutenção na evolução tática do time, com os novos contratados cada vez mais entrosados com os companheiros e com o esquema de Felipão.
Os desfalques do Verdão são Valdivia e Luan, “que ficou realizando trabalho físico e fortalecimento muscular”. Felipão deve promover as voltas dos demais que foram poupados contra o XV na quarta-feira. Se não resolver poupar outros atletas, deve mandar a campo o seguinte time: Deola; Cicinho, Leandro Amaro, Henrique e Juninho; Marcio Araújo, Marcos Assunção, Patrik e Daniel Carvalho; Maikon Leite e Barcos.
O Ituano tomou de 4 em casa do Bragantino e o técnico Ruy Scarpino pediu o boné. Quem comandará o time hoje de forma interina é o ex-volante Doriva, auxiliar-técnico e chapa do Juninho Paulista, que é o presidente do clube. O time deve sofrer várias mudanças em relação ao último jogo, mudando a dupla de ataque e até o esquema tático – Doriva acenou com um 3-5-2 para esta partida, até para tentar copiar o que fez o XV com relativo sucesso na quarta-feira. O provável time: Douglas; Anderson Salles, Thiago Gomes e Victor Hugo; Alex, Allan Mota, Chapinha, Kleiton Domingues e Gustavo; Alan e Evando.
Clima interno favorável, jogadores brigando de forma saudável para se manterem entre os titulares, Luan fora, adversário em crise, sábado de sol. Tudo conspira para uma jornada feliz para o Verdão, que deve vencer e convencer por 4×0, com gols de Maikon Leite, Marcos Assunção e dois de Barcos.
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
Palmeiras 3×2 XV de Piracicaba
9 de fevereiro de 2012 por @parmerista
Postado em: Jogos, Verdazzo
Foi no sufoco, mas o Verdão conseguiu mais uma vitória e assumiu a liderança do campeonato, pelo menos até o complemento da rodada, quando ainda jogam SPFC e Paulista. Pouco mais de 8 mil pessoas viram um time irregular, com sérias dificuldades de sair jogando, e que foi salvo mais uma vez pelo talento, tanto de Daniel Carvalho no primeiro gol, quanto de Marcos Assunção, no segundo e terceiro.
O XV veio pro jogo marcando a saída de bola do Palmeiras, o que fez com que o time abusasse dos chutões. A bola raramente chegava em Daniel Carvalho, que não tinha como organizar as jogadas. A saída para o Palmeiras era usar as laterais, nas costas tanto de André Cunha quanto de Cazumba, já que o XV veio no 3-5-2 – mas tanto Arthur quanto Gerley se mantiveram atrás, e o Palmeiras ficou travado.
Patrik se escondeu da bola praticamente o jogo todo, e Maikon Leite teve sua noite de Luan, errando quase tudo o que tentou. Assim, coube a Fernandão tentar ajudar Assunção e Daniel Carvalho, se apresentando e fazendo o pivô em várias jogadas. E numa delas saiu o golaço de Daniel Carvalho – ele recebeu o passe para trás de Fernandão, saiu do meio de dois zagueiros e puxou para a esquerda; com muita força invadiu a área e concluiu cruzado, num chute perfeito.
O gol poderia dar ao Palmeiras mais espaços, mas o XV manteve a pegada firme no meio-campo e continuou explorando nossos erros. Deola fez duas boas defesas em chutes de Kazumba e Hugo. A dupla de atacantes adversários dava bastante trabalho à nossa zaga, e numa jogada pela direita Marcio Araújo Marcos Assunção pierrou e fez uma falta tola no bico da área. Ricardinho bateu meio de qualquer jeito, e aí Deola falhou miseravelmente, tomando seu maior frango com a camisa do Palmeiras até agora.
A organização tática do XV, fruto de bastante tempo com o mesmo técnico, era nítida em campo; e o Palmeiras não conseguia acertar três passes seguidos. O final do primeiro tempo veio acompanhado de merecidas vaias ao desempenho do time.
Sem mudanças para o segundo tempo, Maikon Leite caiu para a esquerda, para explorar o costado de André Cunha. Ele teve alguma dificuldade em lances em que a perna esquerda seria fundamental. E quando o ataque era pela direita, quem caía pelo flanco era Fernandão, ficando Maikon Leite como centroavante. Tudo errado. A sorte é que logo a três minutos Marcos Assunção aproveitou uma falta de meia distância a seu estilo, colocando mais uma vez a bola no ângulo. Seria Assunção o melhor cobrador de faltas da História do Palmeiras?
Felipão mandou a campo João Vítor no lugar de Patrik, e o time melhorou, ganhando um jogador a mais no meio-campo, diante da atuação apagada do substituído. Com mais capacidade de trocar passes, o Palmeiras teve seu melhor momento no jogo, mas não foi capaz de criar jogadas para definir o placar. E Barcos acabou indo para o campo, no lugar de Fernandão.
O time diminuiu o ritmo, e tomou uma pressão do XV. No primeiro lance, bola alçada, e Deola, que poderia ter agarrado a bola, socou, a bola voltou e Deola, aí sim, afastou de novo. Na terceira tentativa, no mesmo lance, Deola se chocou com Hugo, que, caído, ficou em vantagem e com o gol aberto. Maurício Ramos teve muita presença de espírito e chegou de ladrão, mas em vez de sair jogando ou afastar a bola, bateu de forma estabanada para o fundo do nosso gol. Maldita presença de espírito.
Parecia que o jogo ficaria nos 2×2 diante da inoperância ofensiva do time, mas Marcos Assunção mais uma vez resolveu a parada: dois minutos depois do gol do XV, ele bateu uma falta de longe em direção à área; Arthur se antecipou à zaga e marcou de cabeça, colocando o Verdão à frente no placar pela terceira vez.
Daniel Carvalho cansou, e em vez de mandar a campo Pedro Carmona, Felipão preferiu fechar mais o meio colocando Chico. É fato que ele teve um papel importante na pressão final do XV, mas a questão é: será que tomaríamos a pressão se tivéssemos em campo outro meia para cadenciar o jogo e ajudar a reter a posse de bola? Isto é Felipão. Tomamos um baita sufoco, mas conseguimos segurar e dormimos líderes.
Que sejam dados os devidos descontos: Cicinho fez muita falta pela direita, Maurício Ramos é aquilo ali mesmo, Valdivia é o craque do time, e Deola teve sua noite para esquecer. Diante de tudo isso, e levando ainda em conta que Felipão está testando alternativas, o resultado foi muito bom. O XV não jogou como um time que está na ponta de baixo da tabela, e se tivesse esse desempenho em todos os jogos poderia estar brigando por vaga. O Palmeiras terá agora pela frente Ituano, Guará e Oeste, e tem tudo para assumir a liderança do campeonato antes de enfrentar o SPFC, na décima rodada. E que Barcos acerte o rumo, precisaremos dele.
Atuações:
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Deola: tinha feito duas ótimas defesas, aí tomou um frangaço. Parece que sentiu, e seguiu nervoso. Pelo menos admitiu a falha, não culpou companheiros ou o refletor. 3 |
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Arthur: vinha quebrando a tradição de jogador que estreia no Palmeiras ao fazer uma partida tímida, mostrando algum nervosismo. Aí achou um gol… 7 |
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Mauricio Ramos: um erro grave por jogo, a saga continua. E que erro. 3 |
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Henrique: confirma a tendência de jogar bem quando o ambiente está bom. Felizmente o Henrique irregular do ano passado parece que foi embora. 7,5 |
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Gerley: se alguém não lembrava por que tivemos que buscar o Juninho em Santa Catarina, agora lembrou. 5 |
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Marcio Araújo: voltou ao normal, com dieito até a pierrada. 4 afobado, errando muitos passes. Mas não fez aquela falta… 6 |
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Marcos Assunção: dentro de suas limitações, foi uma figura importante para não perdermos o meio de uma vez. E para variar, decidiu de novo. 9,5 |
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Patrik: não dá para entender um jogador que tem uma chance de ouro na vida jogar de forma tão desinteressada. 2 |
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Daniel Carvalho: muito marcado, sofreu com os erros de passes, Quando teve uma boa chance, conferiu. É diferenciado. 8,5 |
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Maikon Leite: tentou, tentou, tentou. Errou, errou, errou. Teve lance em que ele até apostou corrida com a bola – e ganhou! 4 |
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Fernandão: partida correta, manteve a calma e fez bem seu trabalho, apesar das caídas pela direita. Lidou bem com a sombra de Barcos no banco. 7,5 |
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João Vítor: sua entrada deu mais força ao meio-campo do time. 6,5 |
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Barcos: entrou com o time mais preocupado em se defender, e teve poucas chances de pegar na bola. 6 |
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Chico: entrou a dez minutos do fim, e dentro da proposta de Felipão, teve papel importante. 6,5 |
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Felipão: fez rodízio no elenco, e pagou por isso. Mesmo assim, podia não ter tomado o sufoco que tomou, mas isto é Scolari. 5 |
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
Pré-jogo: Palmeiras x XV de Piracicaba
8 de fevereiro de 2012 por @parmerista
Postado em: Jogos, Verdazzo
Palmeiras e XV de Piracicaba voltam a se enfrentar em jogo oficial após dezessete anos esta noite no Pacaembu. O último confronto foi em 1995, quando o XV foi rebaixado para a segunda divisão do Campeonato Paulista. Na verdade os times se enfrentaram em dois amistosos recentemente, quando o tradicional time do interior desempenhou seu atual triste papel no cenário do futebol: sparring.
Felipão acena com pelo menos quatro mudanças em relação ao time que começou o clássico em Prudente: além de Valdivia, lesionado, deve poupar Leandro Amaro, Cicinho e Luan. Artur e Román fazem suas estreias, e há a expectativa pela entrada de Barcos, seja no lugar de Luan, ou até no de Fernandão – nesse caso, ainda haveria uma vaga no time titular, que pode ser de Maikon Leite ou Patrik. O provável time: Deola; Artur, Román, Henrique e Juninho; Marcio Araújo, Marcos Assunção, João Vítor e Daniel Carvalho; Fernandão (Barcos) e Maikon Leite (Patrik).
O técnico Moisés Egert, que a exemplo de Marcelo Veiga no Bragantino já tem alguma longevidade à frente do XV de Piracicaba (completa hoje 100 jogos), vai mandar a campo a força máxima. O time, que conseguiu apenas cinco dos quinze pontos disputados, deve ir a campo com Gilson; Everton, Toninho e Marcus Vinicius; André Cunha, Adilson Goiano, Marcus Lima, Ricardinho e Alex Cazumba; Paulinho e Hugo. O André Cunha é aquele mesmo, que andou por aqui em 2005. E o tal de Cazumba é a revelação bambi de algumas copinhas atrás. Pois é…
O salário pingou na conta da rapaziada, e a vitória de domingo animou ainda mais a torcida. Se não tivermos aquelas tempestades no fim desta tarde, um ótimo público deve comparecer ao Pacaembu, para testemunhar uma boa vitória do Verdão por 2×0, com gols de Daniel Carvalho e Maikon Leite.
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
Santos 1×2 Palmeiras
5 de fevereiro de 2012 por @parmerista
Postado em: Jogos, Verdazzo
Aos 40 do segundo tempo, com 1×0 para o Santos no Placar, o pensamento era de ironia: quando jogamos bem, não ganhamos, e quando jogamos mal, a vitória vem – lembrando das duas partidas anteriores, contra Catanduvense e Mogi. Já imaginava como é que teria que justificar as notas altas aos jogadores, quando finalmente os deuses da bola nos premiaram com dois gols, e mais uma virada espetacular em cima do Santos, dando um presentão para Neymar, que completou 20 anos de idade. Parabéns!
Antes do jogo, a Rede Globo fez uma ode ao jogador, fazendo com que o Brasil todo decidisse torcer pelo Santos no jogo. Mais uma vez, contra tudo e contra todos. Felipão escalou o time com três volantes, despertando a ira da torcida. Mas a postura do time em campo, diante das características do adversário, anulou suas iniciativas, e o domínio do jogo ficou todo em nossos pés. Na primeira chance, Valdivia fez um lançamento sensacional e deixou Luan na cara do gol; ele dividiu com Rafael e a bola sobrou para Juninho, que deu a bola nos pés de Fernandão que, sem goleiro, errou a conclusão.
O Santos só conseguia criar quando pegava nossa defesa de surpresa, predominantemente em erros de passes do Palmeiras. Aos 20, a melhor chance deles no primeiro tempo: Elano recebeu de Ganso e do bico da área bateu cruzado, forte – Deola se esticou todo e fez uma excelente defesa.
O Palmeiras seguia mandando no jogo, e a bola rondou a área do Santos durante todo o primeiro tempo. As finalizações não saíam porque Fernandão ficou isolado na frente, como único homem a aproveitar os cruzamentos. Mesmo assim, sempre muito mal posicionado e longe da trajetória da bola.
Aos 40, Valdivia sentiu duas contusões: mais uma pancada no tornozelo direito, que o tirou do jogo em Catanduva, e um desconforto no posterior da coxa direita. Daniel Carvalho foi para o jogo, e na primeira jogada entrou driblando na área do Santos, puxou para a esquerda para tirar o goleiro mas Rafael, um ótimo goleiro, conseguiu se manter fechando o ângulo e evitou o golaço. E o primeiro tempo ficou nisso.
Borges ficou no vestiário, sentindo um desconforto muscular, e Alan Kardec veio para o segundo tempo. Ao contrário do que a formação santista sugeria, o Verdão forçava bastante pela esquerda, quando o natural seria pressionar Pará, lateral destro que jogava deslocado do outro lado. Juninho fez boa jogada e cruzou; a zaga afastou e Assunção tentou aproveitar o rebote, sem sucesso.
O jogo seguia travado, e logo depois da parada para reidratação o Verdão quase abriu o placar: Cicinho bateu lateral rápido pela direita e Assunção cruzou rápido, achando Luan no segundo pau, por trás da zaga; ele escorou a bola somente com o goleiro à sua frente, mas Rafael mais uma vez conseguiu evitar o gol. E quando tudo indicava que o Verdão logo faria o primeiro, com Maikon Leite já preparado para entrar no lugar de Luan e finalmente jogar em cima do Pará, o Santos abriu o placar: falta pela esquerda, a bola foi na risca da pequena área onde estava Neymar, sem marcação, entre Luan e Fernandão. Ele cabeceou com facilidade e fez. Na comemoração, enquanto a Globo soltava rojões e vinhetas em profusão pelo centésimo gol na carreira, o jogador fez uma dancinha de cerca de 5 minutos, e quase teve que dar autógrafos para a arbitragem.
Com 20 minutos para o fim do jogo e atrás no placar, Maikon Leite foi para o jogo. Aos 28, excelente metida de bola de Daniel Carvalho para Maikon Leite, por trás da zaga, ele tocou na saída de Rafael mas Maranhão tirou em cima da risca. E por quinze minutos o Palmeiras encurralou o Santos em busca do empate. Aos 41, Ibson foi expulso por falta em Ricardo Bueno, que tinha entrado no lugar de Cicinho. A pressão era gigantesca.
Até que aos 43, mais um gol saiu dos pés de Marcos Assunção: escanteio pela esquerda no primeiro pau, e Fernandão aproveitou, testando forte para o gol de Rafael, liberando nosso grito da garganta. E a torcida palmeirense ainda comemorava, quando Daniel Carvalho mais uma vez achou um lindo lançamento para Maikon Leite pela direita; o ponta invadiu e bateu cruzado – a bola saiu raspando.
E aos 46, depois de mais uma roubada de bola em cima de Neymar, o Verdão fez o segundo: mais uma vez o ataque começou com um lançamento de Daniel Carvalho, desta vez para Juninho na esquerda. Ele fez o cruzamento buscando Ricardo Bueno, mas Maranhão tentou interceptar no meio do caminho e acabou matando Rafael, colocando a bola no canto direito. Que virada espetacular! Chupa Globo, chupa todo mundo!
Logo depois, o árbitro finalizou o jogo e os jogadores do Palmeiras puderam comemorar mais uma vitória, no sufoco. A torcida em Prudente fez um barulho infernal – não foi para menos. E mais uma vez nosso maior freguês dos últimos anos levou uma virada antológica. Méritos de todo o grupo: dos jogadores, que debaixo de um sol descomunal se desdobraram, e de Felipão, que deu um baile em Muricy; e assim todos inverteram o desequilíbrio diante da capacidade técnica dos elencos. O Verdão atingiu assim a meta de 11 pontos em cinco jogos, tendo jogado com pelo menos três adversários que devem estar entre os oito finalistas. Fica a expectativa para quando o time contar com todos os contratados – e eventualmente com os que estão em negociação…
Atuações:
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Deola: uma grande defesa no primeiro tempo, e algumas saídas em falso. 7,5 |
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Cicinho: partida monstruosa, tanto na marcação quanto no apoio. Destruiu Neymar – é verdade, auxiliado por Marcio Araújo e João Vítor. 9 |
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Leandro Amaro: tirou quase tudo por cima, excelente participação. 8 |
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Henrique: além de organizar tudo lá atrás, saiu para o jogo e apareceu como homem-surpresa no ataque. 8,5 |
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Juninho: infernizou o lado direito do Santos, e teve a brilhate atuação premiada com o gol sem querer no final. 9 |
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Marcio Araújo: até ele jogou bem. E jogou muito bem! Perguntem ao Ganso e ao Neymar… 8,5 |
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Marcos Assunção: fechou o lado direito do Santos, e ainda não deu moleza para Elano. E para variar, começou a jogada do gol de empate. 8,5 |
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João Vítor: partida taticamente muito boa, funcionando tanto na marcação como no apoio ao ataque. 7,5 |
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Valdivia: acertou um ótimo lançamento logo de cara, aí sumiu na marcação do Santos e acabou saindo com lesão. 7 |
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Fernandão: apesar de isolado na frente, não se posicionou bem no primeiro tempo. Quando teve companhia no ataque, conseguiu fazer o gol de empate. 8 |
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Luan: como sempre, errou bolas incompreensíveis e perdeu um gol feito. Mas debaixo de um sol daqueles, correu como se estivesse na Finlândia. 7 |
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Daniel Carvalho: partida magnífica. Aguentou melhor a forte marcação e achou lançamentos magníficos. E por pouco não fez um gol de placa. 9,5 |
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Maikon Leite: a ótima partida vai reforçar a tese de que é “jogador de segundo tempo”. O futebol tem realmente lendas interessantes. 7,5 |
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Ricardo Bueno: jogou pouco, mas foi o suficiente para dividir a atenção da defesa do Santos e assim surgiram os espaços. 7 |
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Felipão: judiou de Muricy, dominando o meio-campo e proporcionando saídas perfeitas para o Verdão. Claro, teve a colaboração dos jogadores. 9,5 |
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
Pré-jogo: Santos x Palmeiras
5 de fevereiro de 2012 por @parmerista
Postado em: Jogos, Verdazzo
Pela terceira vez seguida o confronto entre Palmeiras e Santos pelo Campeonato Paulista terá mando do nosso freguês. A FPF faz as besteiras, e nossa diretoria aceita placidamente. Para piorar, desta vez o jogo é no Paraguai: o estádio Prudentão, em Presidente Prudente, mais uma vez receberá um clássico envolvendo o Verdão.
Muricy tem algumas dúvidas para a partida, a principal é entre Elano, que saiu de forma esquisita do jogo na quinta contra o Oeste, e Ibson. Neymar, que não ganha do Palmeiras há seis jogos e deve ser o capitão do time, faz aniversário de 20 anos e tenta marcar seu centésimo gol na carreira. É bastante festa para o Verdão estragar. O provável time: Rafael; Maranhão, Bruno Rodrigo, Durval e Pará; Arouca, Henrique, Ibson e Ganso; Neymar e Borges.
Sem qualquer problema de suspensão ou lesão, o Verdão deve repetir o time que venceu o Mogi na quarta-feira no Pacaembu: Deola; Cicinho; Henrique, Leandro Amaro e Juninho; Marcio Araújo, Marcos Assunção, Patrik e Valdivia, Fernandão e Luan. Mas não custa nada torcer um pouco para que Felipão surpreenda a todos e escale Daniel Carvalho no Patrik, ou mesmo Maikon Leite no Luan, para explorar melhor o lado esquerdo da defesa do Santos, notoriamente deficiente.
Jogos entre os dois times costumam ter bastante gols, e desta vez não deve ser diferente. Dá empate em Presidente Prudente, 2×2, com dois gols de Valdivia. Neymar não marca.
Não deixe de dar seu parpite para o jogo e concorrer à biografia de Marcos: São Marcos de Palestra Itália. Consulte o regulamento e tente a sorte!
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
Palmeiras 2×0 Mogi Mirim
2 de fevereiro de 2012 por @parmerista
Postado em: Jogos, Verdazzo
Menos de 4 mil palmeirenses acompanharam a vitória do time na noite desta quarta-feira no Pacaembu. Com um futebol sonolento, o time se contentou em fazer dois gols na bola parada de Marcos Assunção para cumprir a obrigação e vencer o Mogi Mirim por 2 a 0. Tão frustrante quanto a disposição técnica dos jogadores foi a proposta tática de Felipão, que frustrou quem esperava uma evolução em relação ao que vimos no domingo em Catanduva. Ao contrário, o time voltou no tempo, e mostrou a mesma inspiração do ano passado: nenhuma.
No início parecia que ia ser diferente. Com menos de um minuto, Fernandão recebeu passe de Valdivia na frente da área e quando se preparava para o giro foi tocado. Um minuto depois, Marcos Assunção já estava correndo para o abraço.
Foi o suficiente para que o time se desinteressasse pelo jogo. Apesar da formação não tão cautelosa e com Patrik e Valdivia jogando relativamente próximos, o time não tinha saída de bola, e só iniciava as jogadas na ligação direta. Tanto os volantes quanto os laterais foram absolutamente omissos na função de iniciar as jogadas, e quando o faziam esbarravam não apenas na forte marcação do Mogi, mas também nos erros de passes.
O sistema defensivo, por sua vez, funcionou bem, apesar da missão ter sido bem fácil: com apenas um jogador à frente, Hernane, a bola pouco chegou à área do Verdão, e o Mogi, embora tenha buscado o empate desde o momento que tomou o gol ao invés de permanecer retraído, só conseguia finalizar contra Deola de fora da área.
O Palmeiras teve um lampejo de bom futebol e principalmente disposição quando Valdivia se lançou à frente. Em três lances, dois com o chileno, o time esteve perto de ampliar o placar: um chute cruzado de Luan, que demorou para concluir; e em duas conclusões de Valdivia da pequena área. Mas ficou nisso.
A expectativa era de que Felipão, percebendo os espaços dados pelo Mogi, que não tinha nem medo nem respeito pelo Palmeiras, abrisse o jogo, colocando Maikon Leite. Mas com 1 a 0 no placar, mesmo sendo apenas um jogo de fase classificatória no Paulista, ele não arriscou nada. Manteve o time, que quase fez o segundo muito cedo, em outra bola de Marcos Assunção, que desviou e achou a cabeça de Luan, que finalmente acertou uma e colocou no cantinho, para ótima defesa de Anderson.
Daí para frente foi um domínio amplo do time do interior. Determinados a conseguir o empate, passaram a jogar em cima da área do Palmeiras, tanto com a bola quanto sem, marcando a saída. E dá-lhe ligação direta, para desespero da torcida. Até que aos 20, Felipão tirou Luan e colocou Daniel Carvalho – até aí, tudo certo. Mas ao mesmo tempo, tirou o Patrik e colocou o João Vítor. Aí é pra quebrar as pernas. A única coisa que pode atenuar é exatamente o fato de ser uma fase de testes e o treinador quis ver como João Vítor se sairia jogando mais avançado, fazendo a mesma função de Patrik – que foi por onde ele jogou. Foi um fracasso, e se viu bem o jogo, essa experiência não deve se repetir.
Valdivia foi quem ocupou o espaço de Luan, e Daniel Carvalho ficou pelo meio, e o time passou a render um pouco melhor. Depois de alguns sustos, quando o Mogi chegou a botar pressão, veio a definição: numa jogada pela esquerda, Valdivia sofreu pênalti no bico da área – o pé do jogador do Mogi até estava fora da área, mas o contato foi mais por cima, nitidamente sobre a linha. O péssimo árbitro Antônio Rogério Batista do Prado, no entanto, marcou fora, mas Marcos Assunção bateu no canto direito, pertinho do pé da trave, e fechou o placar.
A vitória quebra a sequência de dois jogos sem vitória, e ao mesmo tempo amplia para dez o número de partidas invictas. Desde o jogo contra o Coritiba, em Barueri, pela 33ª rodada do Brasileirão, que o Palmeiras não é derrotado. No domingo serão treze semanas, contando as férias e a pré-temporada, claro. Mas o que queríamos mesmo era ver um time mais entrosado na frente, trocando mais passes e tentando envolver o adversário. O argentino Barcos deve estrear no domingo, no clássico contra o Santos, mas o panorama deve permanecer igual e ele mal deve tocar na bola.
Atuações:
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Deola: partida tranquila. Uma boa saída com o pé na pequena área, e uma bola esquisita no segundo tempo em que rebateu mal. 7 |
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Cicinho: não se apresentou para o jogo, e ainda assistiu a uma festa do ataque do Mogi por seu setor. 4 |
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Leandro Amaro: uma bobagem no primeiro tempo na hora de sair jogando, mas de resto fez bem sua parte. 7,5 |
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Henrique: fez sua melhor partida do ano, sem falhas, tantopor cima quanto por baixo. 8,5 |
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Juninho: depois de uma boa partida em Catanduva, decepcionou, errando quase tudo o que tentou. No final acertou um ou dois cruzamentos. 4 |
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Marcio Araújo: parece ser o retrato da falta de alma desse time. Irritante. 5 |
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Marcos Assunção: apesar da falta de força de marcação, que permitiu ao Mogi dominar boa parte do jogo, fez os dois gols do jogo. Aí não tem papo. 9,5 |
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Valdivia: errou duas finalizações até certo ponto tranquilas, com a cabeça. Foi bem marcado, é verdade, mas podia ter feito mais. 7 |
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Patrik: de repente a sorte bate à sua porta. Patrik pergunta quem é, diz que está com sono e que é pra voltar mais tarde. 3 |
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Fernandão: dentro do que o jogo lhe permitiu, foi até que razoável. Sofreu a falta do primeiro gol, abriu espaços na zaga e buscou sempre a finalização. 7 |
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Luan: depois de mais uma partida horrorosa, saiu vaiado de campo. Será que não vai para o banco nunca? 3 |
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Daniel Carvalho: ocupou a meia mas também parou na marcação do Mogi. Mas pode ser que a combinação com Valdivia dê certo, é preciso insistir. 6 |
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João Vítor: entrou para fazer o lado direito, avançado, mas nitidamente não é a dele. 5 |
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Chico: ganha bicho todo jogo sem nem precisar tomar banho. S/N |
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Felipão: aí não, hein! Voltou 20 casas. Começou tudo de novo, usou o mesmo esquema que não deu certo o ano passado inteiro. Por que insistir nessa porcaria? ZERO |
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
Pré-jogo: Palmeiras x Mogi Mirim
1 de fevereiro de 2012 por @parmerista
Postado em: Jogos, Verdazzo
O Verdão recebe esta noite no Pacaembu o Mogi Mirim, pela quarta rodada do Paulistão. Após dois empates, o time busca a vitória para acalmar qualquer início de pressão, embora saibamos que esta fase inicial do torneio não tem o menor valor. Mais do que o resultado, a torcida espera pela sequência na evolução tática no time, processo iniciado no último domingo por Felipão, que volta ao banco após cumprir suspensão.
Tinga mais uma vez não foi relacionado, e a tendência é que Felipão mantenha o esquema usado no último jogo, principalmente com a volta de Valdivia, recuperado de uma pancada sofrida no jogo contra a Lusa. Resta saber se que sai do time é Luan, Daniel Carvalho ou Maikon Leite. Patrik, que jogou muito bem contra o Catanduvense, corre por fora. Gostaria muito de ver como se comportará um time com Daniel Carvalho, Patrik, e Valdivia avançado ao lado de Bueno (ou Barcos, a partir de domingo).
O técnico Guto Fernandes não pode contar com o meia Felipe, que pertence ao Palmeiras, e escalou Junior Maranhão como principal articulador de seu esquema 4-5-1. O provável time, que não conta com nenhum jogador conhecido do grande público, é Anderson; Edson Ratinho, Tiago Alves, Lucas Fonseca e João Paulo; Val, Baraka, Renê Junior, Fernandinho e Jeferson Maranhão; Hernane. O tal de Baraka bate até na vó.
A volta de Valdivia deve ser suficiente para que o Palmeiras faça valer a disparidade técnica entre as equipes. Sem sustos, o Verdão vence por 3×0, com gols de Henrique, Valdivia e Ricardo Bueno.
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
Catanduvense 1×1 Palmeiras
29 de janeiro de 2012 por @parmerista
Postado em: Jogos, Verdazzo
O Verdão não soube se impor diante do frágil adversário, jogou contra doze, e ainda cometeu um pênalti absolutamente estúpido. Não poderia mesmo sair com a vitória, e o empate em 1×1 reflete principalmente a falta que o time sente de Valdivia e de um verdadeiro centroavante – que todos esperamos que seja o argentino Barcos.
Felipão supreendeu na escalação, colocando Daniel Carvalho em campo desde o início, e Maikon Leite no ataque. Luan não ficou tão aberto pela esquerda como era de se esperar, fazendo mais um quarto homem do meio-campo, só que não encostava em Daniel Carvalho. Assim, o time dependia da visão de jogo do meia, que até acertou bons passes e deu volume ao time. O Catanduvense veio com cinco homens no meio-campo, o que dificultava ainda mais a vida de Daniel Carvalho, mas também permitia que nossos laterais descessem mais – e quem aproveitou foi Juninho, compensando a ausência de Luan pelo setor. Com toda a possibilidade de jogo, o nosso problema foi mesmo a pouca inspiração do pessoal lá da frente.
Além de pouco entrosados, já que o esquema é novidade, Maikon Leite e Ricardo Bueno abusaram de errar passes e conclusões. Quando conseguiram as raras finalizações, elas levaram pouco perigo. O goleiro João Paulo saiu com o uniforme limpo no primeiro tempo, mesmo com o Palmeiras tendo um amplo domínio da posse de bola.
No segundo tempo, uma mexida que poderia ter dado certo: Carmona foi pro jogo no lugar de Luan. Infelizmente o meia gaúcho, que entrou para apoiar no lugar de um jogador que aparentemente estava ali só para marcar, não apoiou nada – ao contrário, ficou escondido o tempo todo. O time continuou com um a menos na armação e Daniel Carvalho, cada vez mais cansado, ainda tinha que se virar sozinho. O jogo continuava amarrado, e os times só tiveram chances reais em cobranças de falta: Alemão mandou uma na trave direita de Deola, e Marcos Assunção mandou uma na forquilha direita de João Paulo, matando a coruja. Felipão então tirou o Barril de Carvalho de campo, colocando Patrik.
Nem deu tempo de ver como o time se comportaria, e aconteceu a fatalidade: Leandro Amaro foi se antecipar numa bola alçada na área, ela quicou numa irregularidade e desviou; nosso zagueiro acabou, no ato involuntário, esticando o braço. Pênalti ridículo, que desta vez o árbitro, que deixou de dar um a nosso favor no primeiro tempo sobre Ricardo Bueno, marcou sem pensar duas vezes. Osny bateu deslocando Deola e abriu o placar, aos 29.
Imediatamente Fernandão foi para o jogo no lugar de Maikon Leite, e o Verdão passou a fazer o que devia ter feito desde o início de jogo: um bombardeio sobre a meta do Catanduvense. Primeiro Ricardo Bueno, que em vez de chegar chegando e meter pra dentro, ficou pensando se faria com o bico ou com a sola, e com o gol vazio não fez nada. Depois, Marcos Assunção aproveitou uma vantagem e soltou a bomba de fora; João Paulo espalmou e ficou pelo menos três minutos caído no chão, fazendo cera.
Mas foi só forçar um pouco que o Verdão chegou ao empate: escanteio da direita, Kid cruzou no primeiro pau e Fernandão mostrou para Ricardo Bueno como tem que ser um centroavante: meteu pra dentro de cabeça, aos 37. O Verdão ainda tinha oito minutos mais os descontos para virar o jogo, e atacou como pôde, apesar da inoperância de Pedro Carmona. Patrik converteu-se no articulador do time, e o Palmeiras criou mais chances de gol nos quinze minutos finais do que em todo o resto do jogo. Aos 47, mais uma vez Ricardo Bueno teve o gol à disposição após cruzamento da esquerda, mas errou bisonhamente. O juiz deu apenas três minutos de acréscimo e ficou nisso, mais um empate em 1×1 com cara de 2011.
É verdade que jogamos sem Valdivia. Também é verdade que, apesar do esquema mais ofensivo, essa formação precisa de mais encaixe. E também é verdade que o juiz nos garfou – além de termos cometido um vacilo fatal dentro da área. Mas mesmo com tudo isso, tem que ganhar do Catanduvense, de qualquer jeito. Felizmente o empate não deve nos custar muita coisa, talvez o mando numa semifinal ou final – o que vimos que não influencia em nada, já que o que importa é mandar no juiz. O Paulistão é um campeonato de 4 jogos, com 19 rodadas de pré-temporada. Porque não dá pra imaginar que nenhum dos grandes fique abaixo da oitava posição contra times tão ruins quanto esses do nosso interior. Aguardamos a volta de Valdivia, a estreia de Barcos, e que Felipão continue insistindo num esquema que pode até ser mais vulnerável atrás, mas que proporcione ao torcedor ver um time atacando mais e buscando o gol.
Atuações:
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Deola: duas ótimas defesas: uma num chute muito forte, pelo alto; e outra numa finalização de fora em que a bola quicou com perigo à sua frente. 8 |
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Cicinho: ficou mais preso que de costume, sem participar do jogo com decisão. 6 |
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Leandro Amaro: vinha fazendo uma partida correta até o lance bizarro do pênalti. 4 |
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Henrique: com exceção de uma pixotada na lateral esquerda no primeiro tempo, fez uma partida tranquila. 6,5 |
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Juninho: fez sua melhor partida pelo Palmeiras até agora, participando bastante do jogo, com bons cruzamentos e até finalizações. 8 |
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Marcio Araújo: alguma vez já foi dito aqui que ele só não sai do time porque deve ser muito gente boa? Qualquer um joga no nível dele. 5 |
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Marcos Assunção: boa partida, mostrou bastante segurança – talvez apoiado pela presença mais próxima de Luan. Mais uma assistência para a conta. 8 |
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Daniel Carvalho: mesmo uma pipa de gordo (a luz do sol deixou mais clara a forma de barril), jogou muito bem, já tomando conta do meio-campo do time. Se entrar em forma… olha… 8,5 |
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Luan: é muito melhor jogando como quarto homem do meio-campo do que aberto pela esquerda. Pelo menos não atrapalha nenhum ataque. 5,5 |
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Maikon Leite: posicionamento perfeito, tentativas lúcidas; mas a execução, sempre, horrível. 4 |
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Ricardo Bueno: iludiu a torcida com uma boa partida no meio da semana. Os gols que ele perdeu hoje, não se perde. 4 |
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Carmona: entrou e ficou brincando de esconde-esconde o tempo todo. 4 |
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Patrik: sua primeira participação matou um ataque da equipe, mas depois se recuperou e comandou o time na tentativa da vitória. 7 |
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Fernandão: centroavante é isso aí. Deram chance, meteu pra dentro. 8 |
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Felipão: aí sim, hein! Rendeu-se à falta de criatividade e arriscou mais. Contra o Catanduvense também é fácil, quero ver desenvolver mais o esquema e mantê-lo durante o ano. 8 |
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
Pré-jogo: Catanduvense x Palmeiras
28 de janeiro de 2012 por @parmerista
Postado em: Jogos, Verdazzo
O Verdão vai a Catanduva, que não recebe um grande há 20 anos, para enfrentar o Grêmio Catanduvense, clube com apenas 12 anos de idade, que estreia na Série A1 e que “rivaliza” com outro Grêmio Catanduvense, aquele alvirrubro que andou pela primeira divisão paulista no fim da década de 80 e início da década de 90 – e que perdia de todo mundo. Chegou a ter a infame alcunha de “Catanduperde”. Dizem que o apelido foi dado pelo nosso atual diretor de futebol.
Felipão recebeu a notícia na manhã deste sábado de que não vai poder contar com Valdivia, que não se recuperou de uma pancada no tornozelo recebida no jogo contra a Lusa; Carmona deve ter mais uma chance e deve assumir a armação do time. Mas nem tudo são más notícias: Tinga não foi sequer relacionado – o que realmente dá um ânimo ao torcedor para a partida – e Maikon Leite ocupa sua vaga. Ou será que Felipão vai de Patrik? A provável escalação: Deola; Cicinho, Henrique, Leandro Amaro e Juninho; Marcio Araújo, Marcos Assunção, Luan e Carmona (Patrik); Maikon Leite (Patrik) e Ricardo Bueno.
O técnico do Catanduvense, Roberval Davino, só acena com uma dúvida para a partida: pode escalar o time no tradicional 4-4-2, ou reforçaria o meio-campo, deixando o centroavante Alemão isolado à frente. Só quando a escalação for liberada é que saberemos se ele vai escalar o atacante Lúcio – único jogador conhecido do grande público, com passagens por Goiás, Flamengo e Santos – ou se reforça o meio com o volante Ricardo Oliveira. O time: João Paulo; Lorran, Cleber, Ednei e Anderson Paim; Fabinho Carioca, Du, Washington e Alex William; Alemão e Lúcio (Ricardo Oliveira).
O jogo acontece no estádio Silvio Salles, que tem capacidade para 14 mil pagantes, 8 mil dos quais reservado à torcida palmeirense. O clube local estabeleceu o preço do ingresso da arquibancada a R$80. O Verdão só poderá esbarrar em suas próprias limitações, diante de um adversário tão pouco qualificado. Deve vencer por 2 a 0, com gols de Marcos Assunção e Luan.
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
Palmeiras 1×1 Portuguesa
26 de janeiro de 2012 por @parmerista
Postado em: Jogos, Verdazzo
Depois de um péssimo primeiro tempo, o Palmeiras levou um gol no início do segundo tempo, e mesmo tomando conta do jogo só conseguiu fazer um. O empate não foi injusto, apesar do volume de jogo no segundo tempo. O que ficou claro, mais do que nunca, é que as saídas de Tinga e Luan, para as entradas de Maikon Leite e Daniel Carvalho melhoraram bastante o time.
O primeiro tempo foi uma das coisas mais horrorosas dos últimos tempos. O Palmeiras não conseguia trocar três passes seguidos, frequentemente parando nos de sempre: Marcio Araújo, Tinga e Luan. As poucas chances criadas foram em chutes de longe, deixando mais evidente do que nunca que essa configuração do time não vai a lugar algum. E aqui peço licença para IMPLORAR ao Felipão para que nunca mais escale o time assim.
A Lusa continua sendo apenas a frágil Lusinha de sempre, com um time muito fraco e dependendo de lampejos de Edno. Mesmo com Marcio Araújo e Marcos Assunção em noites ruins, dando bastante espaço, não foram capazes de assustar Deola nos primeiros 45 minutos. Que castigo para os 8 mil pagantes que foram ao Pacaembu na agradável noite de aniversário da capital paulista.
O segundo tempo já começou prometendo, com a troca de Tinga por Maikon Leite. O Verdão sinalizou que ia partir para cima da Portuguesa, Marcos Assunção bateu uma falta perigosa para defesa de Weverton. Mas num vacilo imperdoável da defesa, Marcelo Cordeiro conseguiu enganar Cicinho e cruzou para Maylson, entre Assunção e Juninho, que aproveitou e completou para o gol, aos 4 minutos.
Se o Palmeiras já tinha mostrado uma disposição diferente, com o gol virou pressão total. Precisou o time sair perdendo para mostrar um futebol, se não vistoso, que pelo menos respeita a torcida, que quer ver o Verdão sempre agredindo o adversário, e não só jogando burocraticamente e esperando um erro ou uma bola parada.
Aos 15, Felipão milagrosamente tirou Luan e colocou Daniel Carvalho. Mesmo em forma de barril, o novo reforço mostrou consciência com a bola nos pés. Sentiu pouco a falta de ritmo nos primeiros minutos, mas rapidamente já estava invertendo jogadas e distribuindo jogo. Valdivia chegou mais perto da área, e aí só deu Verdão. Foi um massacre, com chances seguidas – numa delas, Valdivia perdeu uma chance inacreditável, que Ricardo Bueno ainda tentou consertar, mas à frente da linha da bola, só conseguiu jogá-la na trave.
Finalmente aos 35, veio o gol, em jogada que iniciou com Daniel Carvalho, que percebeu Maikon Leite caindo pela direita e fez o lançamento. O ponta fez boa jogada e cruzou com precisão para o meio da área – onde estava Ricardo Bueno, que se deslocou bem para chegar na frente do zagueiro e completar, finalmente, para dentro do gol. O Verdão continuou pressionando em busca da virada, mas ficou mesmo no empate.
Embora Murtosa tenha sido oficialmente o treinador, sabemos que quem dá um jeito de mandar é o Felipão, e pela primeira vez ele sinalizou que pode abrir mão de Tinga, e mais surpreendente ainda, de Luan. O time ficou nitidamente mais inteligente, com mais opções de saída e com possibilidades reais de envolver o adversário, com Maikon Leite aberto pela direita, Cicinho dando opções de triangulação, e Valdivia mais avançado, com o apoio de Daniel Carvalho. Até Ricardo Bueno ficou mais confiante. Resta saber se Felipão vai chegar em casa e se auto-chibatar, ou se realmente vai assimilando a ideia fazer uma mudança crucial no time.
Atuações:
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Deola: honestamente, da arquibancada verde, não vi nada errado em sua atuação, embora alguns amigos já o tenham cornetado no Twitter. 7 |
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Cicinho: como sempre, bastante participativo, mas desta vez não conseguiu conectar as jogadas. 6 |
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Leandro Amaro: partida tranquila, principalmente por cima. 7 |
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Henrique: quase não teve trabalho, pode até ter voltado pra casa sem tomar banho. 7 |
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Juninho: mostrou mais potencial defensivo que ofensivo desta vez. Arriscou poucas descidas. 6,5 |
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Marcio Araújo: errou praticamente tudo que tentou. 2 |
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Marcos Assunção: além de fraco na marcação, estava com o pé descalibrado. Triste partida #100. 4 |
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Tinga: jogou tão mal, mas tão mal, que até o Felipão perdeu a paciência. ZERO |
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Valdivia: bastante marcado, era o único sinal de inteligência até a entrada de Daniel Carvalho. Perdeu um gol feito. 7 |
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Ricardo Bueno: reagiu bem às cobranças após o péssimo início de ano. Tentou vários chutes da entrada da área, se deslocou, buscou jogo, e foi recompensado com o gol. 8 |
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Luan: tentou abrir o placar com 8 segundos chutando de fora, um bom lance. Mas ficou nisso, depois só atrapalhou. 5 |
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Maikon Leite: mudou o jogo. Participou bastante, ora indo ao fundo buscando os cruzamentos, ora se enfiando entre os zagueiros para sair na cara do gol. Num cruzamento, saiu o gol. 8 |
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Daniel Carvalho: a enorme galeria de boas estreias tem mais um integrante. Mostrou inteligência e personalidade. Mas ainda está muito gordo. 8 |
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João Vítor: entrou no fim e só conseguiu errar passes. S/N |
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Felipão: escalação errada, como sempre, mas desta vez não apenas corrigiu como deu um bom sinal. Vai, comandante! 7,5 |
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
Pré-jogo: Palmeiras x Portuguesa
25 de janeiro de 2012 por @parmerista
Postado em: Jogos, Verdazzo
E lá vem a Barcelusa. O Verdão volta a campo na noite desta quarta-feira, feriado na capital paulista, para enfrentar a Portuguesa, pela segunda rodada do Campeonato Paulista, no Pacaembu. O Palmeiras segue invicto desde a 33ª rodada do Brasileirão e 100% nos dois jogos em 2012 até agora. Já a Lusa, campeã da segunda divisão e do “Troféu Sócrates”, estreou em jogos oficiais com derrota em casa para o Paulista de Jundiaí.
Se Campeonato Paulista não é parâmetro para nada, segunda divisão é muito menos. A Portuguesa “encantou o mundo” na campanha do título da Série B em 2011. O técnico Jorginho Rinus Michels, cultuado por parte da torcida do Palmeiras até hoje pela campanha de 6 jogos que fez no comando do time em 2009, perdeu duas peças importantes: Fabrício e Marco Antônio. Em compensação, reforçou a meia com Michael, aquele mesmo que foi revelado aqui em 2007, e contratou para o ataque Rodriguinho, refugo do Fluminense, e Vandinho, ex-Avaí e Flamengo – no entanto, só este último deve nos enfrentar. O time que deve ir a campo hoje é Wéverton; Luis Ricardo, Leandro Silva, Renato e Marcelo Cordeiro; Boquita, Léo Silva, Maylson e Henrique; Vandinho e Edno.
O Verdão só deve mudar o time em relação ao que venceu o Bragantino no gol: Deola volta de suspensão no lugar de Bruno. Os reforços Román, Daniel Carvalho e Barcos seguem em trabalho de condicionamento físico; o atacante é o que parece mais perto de entrar em condições de estrear – ontem participou ativamente do rachão, marcando dois gols, embora a imprensa tenha preferido destacar que ele perdeu um. O time: Deola; Cicinho, Henrique, Leandro Amaro e Juninho; Marcio Araújo, Marcos Assunção, Tinga e Valdivia; Ricardo Bueno e Luan.
O jogo marca a centésima partida de Marcos Assunção pelo Palmeiras. Mas o que a torcida espera mesmo é mais uma grande partida de Valdivia, que é nitidamente o ponto de desequilíbrio entre os dois times. O Palmeiras já foi bem mais superior à frágil Barcelusa. Mesmo assim, deve vencer esta noite, com alguma dificuldade: 2×1, com gols de Cicinho e Luan.
E-mail: conrado@verdazzo.com.br


























