Verdazzo!

Palmeiras 0×1 Mirassol

31 de março de 2012 por @parmerista  
Postado em: Jogos, Verdazzo

E o Palmeiras conseguiu. O time abusou do direito de errar e acabou sendo derrotado pelo Mirassol, que estava em apenas 14° lugar no campeonato, e que não vencia havia cinco partidas. Foi também a primeira vitória do time do interior contra um grande desde 2008, quando subiu à série A1 do Paulista, e apenas a segunda derrota de um grande para um pequeno em todo o campeonato.

Felipão poupou Marcos Assunção da partida, e armou o meio-campo com Wesley na esquerda e João Vítor na direita, ambos apoiando Daniel Carvalho; Maikon Leite e Barcos mais uma vez fizeram o setor ofensivo. A formação não funcionou, principalmente pelo monstruoso volume de passes errados, tanto na saída de bola quanto no desenvolvimento da jogada. Wesley errou jogadas facílimas em que ficou mais do que nítida a falta de ritmo – e mesmo assim foi escalado exatamente no lado oposto em que atua. O cara joga em todas na direita, mas o Bigode mandou ele pra esquerda. Assim fica difícil.

Jogando contra um time relaxado, que não temia o rebaixamento nem aspirava mais à classificação, o Palmeiras encontrou muita dificuldade. A primeira chance foi de Wesley, que recebeu passe em profundidade pela esquerda, entrou livre mas nem chutou nem cruzou. Logo em seguida, o Mirassol encaixou um contra-ataque numa bobeada do nosso setor esquerdo, e Samuel escapou livre para bater forte, raspando o ângulo. Nossa resposta veio rápido: Daniel Carvalho acertou bela enfiada para Wesley, que dessa vez bateu certo, buscando o canto oposto, mas a bola saiu por muito pouco.

Era só questão de acertar a execução das jogadas e manter a atenção nos contra-ataques do Mirassol. Pois não aconteceu nem uma coisa nem outra. Além de abusar dos erros, o time dormiu na marcação, e por mais de uma vez o time do interior chegou com perigo ao gol de Deola, coisa muito rara em toda esta temporada. Assim, depois dessa pequena pressão, o Palmeiras não fez mais nada em todo o primeiro tempo, irritando os quase nove mil pagantes que foram ao Pacaembu.

O time voltou sem alterações, demorou cerca de dez minutos mas finalmente iniciou uma blitz sobre o gol de Fernando Leal. Num lance de escanteio, Wesley dominou e bateu, o goleiro defendeu, a bola resvalou em um zagueiro e Leal defendeu de novo; pouco depois, Wesley recebeu na meia-lua, em condições de marcar, mas tropeçou na bola e atrasou a jogada, mesmo assim conseguiu bater e Leal defendeu com agilidade. O gol tinha amadurecido e era só forçar mais um pouco.

Aí Felipão tirou Artur pra entrada de Chico, e Wesley, que estava começando a se achar em campo, foi para a lateral direita. Mudou tudo: até então, estávamos forçando pela esquerda, com Juninho e Wesley, com a mexida, desmontou o lado esquerdo, e o direito continuou não funcionando. E como diria o poeta Ramalho, a bola pune: três minutos depois, o Mirassol fez seu gol: a defesa estava toda desarrumada; embora a jogada não fosse veloz; quem ficou na direita foi Barcos, que foi fintado por Preto. Sem cobertura, ficou fácil: apenas com Deola pela frente, ele tocou com categoria por cima de nosso goleiro, e abriu o placar.

Aí Felipão abriu tudo, no desespero: trocou Wesley por Ricardo Bueno, e logo depois trocou Daniel Carvalho por Carmona. Depois de tomar uma pequena pressão do Mirassol, partiu com tudo pra cima tentando o empate, mas teve só uma chances, com Maikon Leite, que continua sem aprender que quando se entra em diagonal tem que bater cruzado. A sensação de impotência era flagrante, e com 37 minutos muita gente já deixava o estádio.

A derrota pode ser atribuída principalmente aos erros de passe, ao pouco interesse do time, e às más mexidas de Felipão. Não deve ser suficiente para causar nenhum rebuliço, mas é para ficar esperto. Temos um jogo de mata-mata na quarta, e esta postura não pode se repetir de forma alguma. Que se aprenda a lição.

A torcida ainda precisa ter paciência com Wesley, apesar do jogo ruim de hoje. Ainda dá para culpar a falta de ritmo, e os erros que ele cometeu são típicos. Além de tudo, Felipão o tratou como se já estivesse no time há anos, o que o prejudicou. Mais duas semanas e ainda dá pra aliviar, depois, aí sim, vai ter que performar.

Atuações:

Deola: o melhor do time. Não teve o que fazer no gol e evitou vários outros. Na melhor das defesas, uma falta na gaveta, cobrada por Xuxa. 8,5
Artur: partida medíocre, com muitos erros de passe. Mostrou bem que sua origem é zagueiro. 5
Mauricio Ramos: um horror, cometeu vários erros infantis e proporcionou uma coleção de chances ao Mirassol. 1
Henrique: não ficou muito atrás do parceiro, extremamente desconcentrado e até com alguma soberba: tentou sair driblando e deu contra-ataques perigosos. 3
Juninho: fechou a noite tétrica da linha defensiva com um índice de passes errados assombroso. 4
Marcio Araújo: sem Assunção do lado, parecia perdido, sem referência. 5
João Vítor: errou praticamente tudo o que tentou. 2
Wesley: partida absolutamente infeliz, mas será poupado pelos motivos já explicados no post. 5
Daniel Carvalho: mesmo com uma média alta de erros de passes, pelo menos eram passes ousados que buscavam deixar o companheiro em condição de arremate. 7
Maikon Leite: por onde anda Dario Leon Muñoz? 5
Barcos: jogou muito mais fora da área do que de costume. Tentou resolver tudo de qualquer jeito: pegava a bola, virava o corpo e batia, mesmo claramente bloqueado. 5,5
Chico: entrada incompreensível. Apesar de estar no elenco há muito tempo, sofre do mesmo mal de Wesley, porque não tem sequência. 4
Ricardo Bueno: veja bem… se você for ver o video dele no YouTube, ele até que é bom… 1
Carmona: entrou numa baita roubada, com o time desarrumado e desinteressado. Ele também não fez lá muita coisa. 4
Felipão: vai chegar em casa e lavar muita, mas muita louça. Capaz até de sujar umas de graça só pra ter que lavar. ZERO.


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Pré-jogo: Palmeiras x Mirassol

31 de março de 2012 por @parmerista  
Postado em: Jogos, Verdazzo

Novamente como mandante no Pacaembu, o Verdão encara o Mirassol pela 17ª rodada do Paulistão, ainda sob efeito de mais uma contusão de Valdivia. Como o chileno não vinha em boa fase, podemos atribuir o fato mais uma vez à providência divina, assim como foi com Luan, que não saía do time nem a pau e precisou de uma contusão para que Felipão o sacasse.

Na verdade, no caso de Valdivia, o importante não era nem a saída do chileno, mas sim o aproveitamento de Daniel Carvalho, que hoje é o cara que claramente assumiu a liderança técnica do time. Felipão até podia armar o time com os dois, mas como não se sentia muito confortável, acabava optando apenas por um – sempre Valdivia. Agora, é obrigado a escalar nosso barril. Ótimo. Maikon Leite volta da “indisposição estomacal”, e ao que parece, Román está ganhando a vaga de Leandro Amaro. Cicinho deve ser poupado e a provável escalação é Deola; Artur, Román, Henrique e Juninho; Marcio Araújo, Marcos Assunção, Wesley e Daniel Carvalho; Maikon Leite e Barcos. O argentino já é citado pela imprensa por estar num jejum de gols: dois jogos sem marcar. É mole?

O Mirassol é mais um time do interior que, a exemplo do Bragantino, decidiu apostar na estabilidade do treinador como trunfo. Ivan Baitello permanece à frente do time amarelo dese janeiro de 2011, e conhece muito bem todo seu elenco. O Mirassol, que está em 14º lugar na tabela – não aspira mais à classificação, nem teme o rebaixamento – está na Série A desde 2008, e desde então jamais conseguiu vencer um time grande. Vindo de cinco jogos sem vitória, nada indica que isso vai acontecer hoje. Baitello não terá o lateral Eric, mais um com os tais “problemas estomacais”, mas de resto poderá contar com força máxima: Fernando Leal; Samuel, Matheus Ferraz, Dezinho e Willian Simões; Sérgio Manoel, Alex Silva, Luciano Sorriso e Xuxa; Preto e Henrique Dias.

É fim de mês, e o público não deve ser grande no Pacaembu. O time também não deve jogar com o pé no fundo, e a vitória deve acontecer naturalmente, mais pelo desinteresse do adversário: 2 a 0, com gols de Juninho e Marcos Assunção. Barcos, com a chuteira zicada da contagem regressiva, vai ficar mais um jogo sem marcar e a imprensa vai começar o apavoro pra valer. Com o Palmeiras é assim…

E-mail: conrado@verdazzo.com.br

Paulista 0×1 Palmeiras

29 de março de 2012 por @parmerista  
Postado em: Jogos, Verdazzo

Foi no sufoco, mas no final o Verdão conseguiu mais uma vitória, e segue torcendo por apenas um tropeço dos concorrentes diretos pela liderança. O jogo em Jundiaí marcou a estreia de Wesley, mas o que mais saltou aos olhos foi que se alguém tinha alguma dúvida sobre quem deve ser o maior responsável pela armação de nossas jogadas, agora não tem mais.

Felipão mandou a campo a formação tradicional, com três volantes, um meia e dois atacantes. A novidade ficou por conta dos nomes: além do estreante Wesley, Vinicius saiu jogando, em mais um claro esforço de vender o rapaz antes que ele assine um pré-contrato e saia de graça, embora a desculpa oficial tenha sido uma indisposição estomacal de Maikon Leite. Outra surpresa ficou por conta da dupla de zaga: Mauricio Ramos e Román, no lugar de Henrique, sabidamente desfalque por estar suspenso, e Leandro Amaro, com uma gripe.

E o Palmeiras começou mal. Wesley estava nitidamente fora do jogo, tanto tecnicamente – a já manjada, porém real falta de ritmo – como taticamente. O novo reforço era um peso morto em campo, e com um a menos na prática, o time teve dificuldade em articular jogadas. Quem poderia compensar com o talento, não o fez: Valdivia estava muito mal, não buscava jogo, não distribuía a bola, não fazia nada. Assim, mais uma vez Barcos ficou isolado e coube a Vinicius, quem diria, criar a primeira chance de gol em jogada individual – mas a conclusão foi sem força e nas mãos do goleiro.

Na única boa participação de Valdivia no jogo, ele recebeu o toque de pivô de Barcos e deu um tapa para Wesley, que vinha na corrida; o estreante não ajeitou bem o corpo para a batida e mais uma vez a bola foi exatamente onde estava Vagner. E o jogo seguia em banho-maria, com o Paulista muito aplicado na marcação e com extremo cuidado para não fazer faltas, temendo o potencial de Marcos Assunção. Sem as bolas paradas, com Wesley fora do jogo e com Valdivia em noite apagada, as coisas estavam muito difíceis para o Verdão.

Felipão percebeu o problema e mexeu no time no intervalo, sacando Vinicius e colocando Daniel Carvalho, montando o time exatamente como pedimos neste post. Valdivia foi para a esquerda, Barril ficou no meio e Wesley pela direita, os três se aproximando da área. E foi o melhor momento do time no jogo. As tabelas ficaram mais fáceis, as faltas da defesa do Paulista tornaram-se inevitáveis. Houve mais chances na bola parada – mas foi na bola rolando mesmo que tivemos a melhor chance, em jogada individual de Daniel Carvalho, que enfiou o canudo para defesa de Vagner, que mandou para escanteio.

O gol parecia apenas questão de tempo, mas aí duas mexidas aos 15 desmontaram o time: Wesley deu lugar a João Vítor, e um minuto depois Valdivia aparentemente levou uma pancada na cabeça e teve que deixar o campo, para entrada de Ricardo Bueno. Como segundo atacante, mais pela esquerda, o camisa 9 deu ao time a mesma cara do primeiro tempo, e o ritmo mais uma vez caiu.

Daniel Carvalho, ao menos, mantinha vivas as esperanças de um lance mais agudo. Com a perna esquerda calibrada, arriscou vários bons lançamentos por trás da zaga. Mas surpreendentemente o melhor lance acabou saindo dos pés de Marcio Araújo, que em mais uma de suas arrancadas a la Mazinho conseguiu finalmente acertar o passe e deixou Barcos no mano a mano com o zagueiro. O primeiro corte, para a direita,  foi perfeito – era só bater no canto oposto e fazer a pose de pirata. Mas o argentino inventou de cortar de novo,  para a esquerda, aí perdeu ângulo e facilitou para Vagner, que defendeu a pedrada.

Sem mais alterações, o time agonizava. A torcida já se resignava com o empate, as cornetas nas listas de e-mails já soavam mesmo antes do apito final, até que Marcos Assunção ligou com João Vítor na intermediária; o volante dominou bem, puxou um pouco para a direita, o suficiente para tirar do zagueiro e achar uma brecha; e então bateu de chapa, buscando a gaveta esquerda de Vagner – a bola ainda bateu na trave e foi morrer beijando a rede lateral, no canto oposto. Chorado!

Aí foi só segurar alguns minutos de pressão do Paulista e comemorar a vitória. O time assim permanece a apenas dois pontos da liderança e evita um início de pressão negativa que poderia chegar caso o time ficasse dois jogos seguidos sem vencer. Além disso, evidenciou que Daniel Carvalho é titular absoluto. Se sai Valdivia, ou Maikon Leite, é problema do Felipão. Próximo jogo é sábado, às 18h30 no Pacaembu, contra o Mirassol, e então faltarão apenas mais dois jogos para o início do Campeonato Paulista.

Atuações:

Deola: bastante exigido nas bolas aéreas, e foi bem em todas. 7,5
Cicinho: não desceu tanto quanto podia. Seria uma boa chance de desenvolver o entrosamento com Wesley. 6,5
Mauricio Ramos: não errou nem aquela famosa que tem todo jogo. Boa partida. 7,5
Román: também passou o jogo sem sustos, embora passe uma insegurança danada. No escanteio, ele não fica no bolo, marca o lateral do lado oposto. Nanico. 6,5
Juninho: também ficou mais preso do que de costume, mas quando subiu, fez boas triangulações com Barril e Barcos. Tem que ser mais acionado. 7
Marcio Araújo: recuperou-se parcialmente do Derby desastroso. Bem na marcação e razoável no apoio. 7
Marcos Assunção: teve poucas chances na bola parada, então resolveu com ela rolando mesmo: mais uma assistência. 7,5
Wesley: tímido, sem ritmo e desentrosado. 5,5
Valdivia: noite sem nenhuma inspiração. Aparentou estar muito incomodado quando foi filmado no banco. Está sentindo que sua batata está assando. 4
Vinicius: entrou para aparecer bem no jogo e subir o valor do passe. Bah… 5,5
Barcos: mais uma vez a bola chegou pouco. Mesmo assim, fez seus pivôs e encheu o saco da zaga. 6,5
Daniel Carvalho: sua entrada deu consistência ao time, com tabelas, lançamentos e jogadas individuais. O nome do jogo. 8,5
João Vítor: não vinha fazendo nada até ser iluminado na jogada do gol. Como diria José, E QUE GOLAÇO! 8
Ricardo Bueno: ele se esforça tanto quanto o Luan. Erra tanto quanto o Luan, e não marca como o Luan. 4
Felipão: os motivos para as alterações na escalação inicial são um mistério. Se ele não tinha se convencido no domingo que o Barril não pode ficar no banco, agora, se não o escalar, vai ser por pura teimosia. 6

E-mail: conrado@verdazzo.com.br

Pré-jogo: Paulista x Palmeiras

28 de março de 2012 por @parmerista  
Postado em: Jogos, Verdazzo

Começa a reta final da preparação para o Paulistão. Serão quatro jogos até a fase final, para a qual já estamos aritmeticamente classificados, embora a imprensa não tenha mencionado uma vírgula sobre o fato. O Verdão vai a Jundiaí enfrentar o Paulista, e a grande novidade será a presença de Wesley, no mínimo já no banco de reservas.

O time tem como maior missão ratificar que a derrota no Derby não fez maiores estragos e que segue tranquilo sua preparação. Daniel Carvalho está de volta, recuperado do edema na coxa. Henrique está suspenso pelo terceiro amarelo e é desfalque. Tinga, Patrik e Fernandão sequer foram relacionados. O provável time: Deola; Cicinho, Leandro Amaro, Román e Juninho; Marcio Araújo, Marcos Assunção, João Vítor (Wesley) e Valdivia; Maikon Leite e Barcos.

O Paulista, que começou bem o campeonato, sofreu uma queda brusca mas recuperou rendimento, e tenta voltar ao G8. O técnico Luís Carlos Martins terá os desfalques do meia Dener, suspenso, e do atacante Cassiano Bodini, vetado, e deve mandar a campo a seguinte formação: Vagner; Samuel Xavier, Diogo, Diego Ivo e Reinaldo; Madson, Wellington, Bruno Formigoni e Fabrizzyo; Renan Marques e Rychely.

Se Wesley não for escalado de início, a torcida no Jayme Cintra vai pedir por ele assim que começar o segundo tempo: UU-ÉSLEI! UU-ÉSLEI! Mas seria reamente bom se Felipão sacasse o Maikon Leite e colocasse o Barril ao lado do Valdivia, fazendo uma trinca com Wesley na aproximação a Barcos. Será? Para 9.500 pagantes no Jayme Cintra, o Verdão ganha por 2 a 1 e segue na contagem regressiva…

E-mail: conrado@verdazzo.com.br

SCCP 2×1 Palmeiras

25 de março de 2012 por @parmerista  
Postado em: Jogos, Verdazzo

O Palmeiras teve o resultado nas mãos, mas tomou dois gols bobos. O time sofreu com a arbitragem, mas também não fez sua parte para poder reclamar. No final, a derrota não foi injusta e deixou algumas lições bastante claras. Perder um Derby é sempre dolorido, e este ainda teve os agravantes de vir junto com a perda de uma invencibilidade de 22 jogos e da liderança do campeonato. Tanta pancada tem que ter um lado positivo, que só existirá se as lições forem aprendidas.

O Verdão começou o jogo muito melhor, dominando as ações no meio-campo e construindo as chances de gol até com certa facilidade, principalmente pelo lado direito do ataque, em cima dos fraquíssimos Castán e Fabio Santos. No primeiro lance claro, depois de triangulação entre Valdivia, Cicinho e João Vítor, este cruzou na medida para Barcos, livre. O argentino tentou o cabeceio direto, da marca do pênalti, mas errou o alvo – se tivesse tido mais calma, poderia ter colocado no peito e escolhido o canto.

Pouco depois, Valdivia arrancou pelo meio e foi derrubado por Chicão. O árbitro recuou o local da falta cerca de cinco metros. Mesmo assim, Assunção bateu muito bem, e a bola lambeu o ninho da coruja. Mas aos 17, ele foi pra rede ao receber um passe de Valdivia, e bater forte, da intermediária. A bola sofreu um leve desvio nas costas de Leandro Castán, e essa será a desculpa de Julio Cesar para a encolhida no braço. 1 a 0, merecido.

Aí o Palmeiras começou a errar e a perder o jogo: a maldita mania de apenas jogar no erro do adversário. Com a vantagem, o time não teve a disposição de ir pra cima para aumentar a diferença e o problema do inimigo. O Verdão simplesmente parou de agredir, e viu o adversário intensificar a pressão, na nossa saída de bola. E foi assim que o time permitiu ao SCCP assumir o controle do jogo.

É verdade que o árbitro cumpriu o que se esperava dele, e fez vistas grossas para a pancadaria sobre nossos jogadores – e aí não estamos falando apenas de disputas duras, mas de agressões claras que mereciam expulsão: primeiro, Liedson entrou com a sola no abdômen de Deola, na pura maldade; depois Chicão quase quebrou a perna de Barcos. Além disso, amarrou o jogo enquanto tivemos o domínio, marcando uma série imensa de faltas inexistentes – a pior delas ainda viria no segundo tempo. Apesar do árbitro, o Palmeiras ainda perdia para si mesmo: mais uma vez, lance claro de gol, Barcos deixou Valdivia na cara de Julio Cesar, mas o chileno em vez de tocar no canto preferiu driblar o goleiro e acabou ficando sem ângulo. O Verdão ainda teria mais uma chance com Marcos Assunção, de falta, mas a arbitragem deixou que a barreira avançasse – a cobrança, que tinha o endereço certo, acabou parando no bloqueio.

Apesar do domínio, o Palmeiras precisaria retomar no segundo tempo a atitude do início do jogo se não quisesse tomar sufoco, pois ficou claro que o controle tinha mudado de mãos. Mas não foi o que se viu, quem voltou do intervalo com toda a iniciativa foi o adversário, que contou mais uma vez com a arbitragem e com um pouco de sorte para empatar o jogo: aos 4, numa disputa de bola normal pelo lado esquerdo de nossa defesa, o juizão viu falta. Jorge Henrique cobrou, a bola desviou na cabeça de Leandro Amaro e bateu no corpo de Marcio Araújo, se oferecendo limpa para Paulinho, que fuzilou, da linha da pequena área, empatando o jogo.

Dois minutos depois, um castigo, com falha dupla. Ainda sob efeito do gol de empate, em nova falta vinda do lado direito do ataque deles, a bola viajou e caiu dentro da pequena área. Marcio Araújo disputava com Liedson, levou azar e acabou tocando para dentro do gol. Gente Boa teve, obviamente, culpa no gol, mas 90% da responsabilidade deve ser atribuída a Deola – a bola era dele.

Tendo tomado a virada com seis minutos, o time ficou nocauteado, e virou presa fácil. Uma goleada podia ter se desenhado nos primeiros quinze minutos, com duas chances claríssimas: na primeira, Emerson judiou do Leandro Amaro e cruzou para trás, Deola tentou cortar e foi vencido; Liedson tocou para o gol mas Juninho salvou sobre a risca. Logo em seguida, o SCCP costurou uma boa tabela e Edenilson saiu na cara do gol, bateu bem, mas Deola fez grande defesa, de mão trocada, buscando uma bola que iria no ângulo.

O Palmeiras se recuperou das pancadas e voltou para o jogo. A primeira tentativa de Felipão foi tirar o inútil Maikon Leite para colocar o que tinha à disposição: Ricardo Bueno. Depois tirou Cicinho para colocar Pedro Carmona, puxando Marcio Araújo, que se revezou com João Vítor, para a direita. Com dois meias, o time melhorou, e as tabelas voltaram a acontecer. Quando Tite reforçou a marcação no setor, Felipão tirou João Vítor e colocou Artur, mandando Marcio Araújo de volta ao meio. O Palmeiras continuou mais ofensivo, mas a perda na qualidade no apoio na direita com essas trocas foram gritantes. Artur falhou em todas as tentativas de apoio, e o domínio até era traduzido em chances, que não chegavam à finalização porque o último passe, de Artur, não chegava redondo.

O árbitro continuava apitando de forma tendenciosa, e aos 25 deixou de dar um pênalti sobre Valdivia – após boa tabela com Carmona, o chileno foi derrubado por Leandro Castán. O domínio existia, mas era inócuo, parando na marcação do adversário. A chance seria mesmo na bola parada, e ela veio: aos 43, Assunção bateu falta na área, Henrique subiu mais que a zaga e testou firme, buscando o canto direito, mas a bola saiu por pouco. E ficou nisso. Fim da invencibilidade, perda da liderança. E pior que tudo: derrota num Derby.

Lições claras:
- time não pode se satisfazer com uma vantagem de um gol. Tem que continuar buscando marcar mais para ter uma vantagem mais confortável e manter o jogo sob controle.
- só temos um atacante, que é Barcos, e Fernandão é apenas seu reserva. O resto, pode embrulhar tudo. Não temos ninguém para jogar ao lado do argentino. Ou Felipão monta o time no 4-5-1 agora que Wesley será finalmente disponibilizado, ou a diretoria tem que ir às compras com urgência.
- Daniel Carvalho é titular absoluto. Se não for para jogar com dois meias, com o Barril à disposição, Valdivia é banco.
- não dá para contar com Artur no apoio quando o caminho é pela direita, o que estava muito claro desde antes do jogo começar, foi cantado no pré-jogo.
- continuamos à mercê das arbitragens bandidas e canalhas. E nosso conselheiro Marco Polo Del Nero, que manda na FPF, adquiriu muita influência na CBF, agora é conselheiro na FIFA.

Ainda dá para recuperar a liderança e ter o mando nas fases finais, estamos a um tropeço de distância de SPFC e SCCP e faltam quatro rodadas. A invencibilidade era legal mas na prática não significava nada. O que temos mesmo é que consertar o que precisa para chegarmos fortes nos jogos que valem troféu. Faltam quatro rodadas para começar o Campeonato Paulista.

Atuações:

Deola: depois de ter falhado no segundo gol, fez uma excelente defesa – mas provavelmente essa pressão nem existiria se não tivéssemos tomado a virada. 3
Cicinho: só pode ter saído por cansaço ou por contusão. Não pode haver outra explicação. 7,5
Leandro Amaro: foi presa fácil para Emerson. Deu mais sustos do que soluções. 4
Henrique: só caiu de rendimento na hora da pane geral. Quase empatou o jogo no final. 7
Juninho: pouco acionado no apoio, acabou sendo importante ao evitar sobre a linha o terceiro gol, que poderia chamar uma goleada. 7
Marcio Araújo: teve azar no primeiro; o gol contra podia ser evitado. Pior que isso foi mesmo a atuação com bola rolando: o velho Gente Boa. Que pena. 2
Marcos Assunção: cumpriu uma função pouco vista até então: pressionou o juiz. No mais, a excelência de sempre nas bolas paradas, e uma certa irregularidade na marcação. 8
João Vítor: quando apareceu, foi importante para furar a defesa do adversário. Mas se omitiu, aparecendo menos do que podia. 5,5
Valdivia: hoje já é nítido que está abaixo de Daniel Carvalho. Pelo que se espera dele, ficou devendo. 6,5
Maikon Leite: mais uma partida ruim em sua trajetória irregular no clube. Jogar bem contra o Botinha é fácil. 4
Barcos: perdeu uma chance claríssima, mas participou da articulação de outras duas, desperdiçadas pelos companheiros. 6,5
Ricardo Bueno: outro que até tem seus bons momentos contra os pequenos. Precisamos de mais que isso. 4
Carmona: sua entrada melhorou o time, que voltou a mandar no jogo. 7
Artur: todo mundo sabe que seu forte não é o apoio, mas entrou com essa função. Aí não vira. 5
Felipão: a entrada de Bueno no Maikon Leite não tinha alternativas muito melhores. Mas sacar o Cicinho para por o Carmona, pra depois tirar o João Vitor e por o Artur não deu para entender. Era mais fácil mandar o Carmona no João Vítor, manter o Cicinho que vinha bem e ainda guardar uma mexida. 4,5

E-mail: conrado@verdazzo.com.br

Pré-jogo: SCCP x Palmeiras

25 de março de 2012 por @parmerista  
Postado em: Jogos, Verdazzo

Tarde de Derby, em seu local natural, de onde jamais deve sair: a Capital Paulista. E tem que ser o rival o mandante, porque se depender dos nossos, um Derby pode ser jogado até no Paraguai. Desta vez, este crime não será cometido, mas apenas 2 mil palmeirenses estarão apoiando o time – resultado da quebra, no jogo do PCO, do acordo costurado pela gestão anterior com a diretoria do lixão. Agora aguenta.

O Verdão terá o desfalque de Daniel Carvalho, ainda sentindo um desconforto na coxa; o próprio atleta, junto com a Comissão Técnica, optaram pelo descanso. Tirando o camisa 83, o time terá força máxima – a novidade fica por conta da volta de Fernandão, recuperado de uma lesão no púbis, entre os relacionados. O provável time: Deola; Artur (Cicinho), Leandro Amaro, Henrique e Juninho; Marcio Araújo, Marcos Assunção, João Vítor e Valdivia; Maikon Leite e Barcos.

A imundície faz mistério. Tite imita Felipão, e dá seus migués para tentar confundir o mestre. A informação jogada para a imprensa é que Alex está fora e Jorge Henrique é dúvida – mas não dá para botar fé. Com a volta de Emerson quase confirmada, resta saber quem será o quarto homem do meio-campo: se Alex, Jorge Henrique ou Douglas. Imagino que seja o dublê de Romário, e o provável time deve ser Julio César; Edenilson, Chicão, Leandro Castán e Fábio Santos; Ralf, Paulinho, Danilo e Jorge Henrique (Douglas); Liedson e Emerson.

No xadrez do jogo, Maikon Leite deve ser peça importante, abrindo o lado esquerdo da defesa deles, nitidamente o ponto mais fraco – ainda mais se tiver um bom apoio de João Vítor. Cicinho pode até ser a surpresa por conta disso, embora Felipão tenda a manter a cautela e escalar Artur. Emerson deve jogar mais pelo lado direito, para segurar Juninho, e Assunção deve cobrir o setor para que nosso lado esquerdo também agrida o adversário. Serão duelos interessantes.

Pelo que se pode sentir, os torcedores estão dando muito mais importância ao clássico que os jogadores. Os profissionais sabem que o Derby que vai importar mesmo será na fase final do campeonato, e ninguém trata o jogo como de vida ou morte. Para nós, sempre é vida ou morte – e para os imundos também. Tanto que eles, com antecedência, já superaram o total vendido no jogo contra o SPFC, no mesmo estádio.

Para mais de 30 mil pagantes, o Verdão vence por 3×2, com gols de Barcos, Valdivia, que dará chutes no vácuo, e Artur, e praticamente garante a primeira posição no turno, ficando bem mais perto de assegurar também a vantagem do mando nos jogos decisivos. Dois mil palmeirenses voltarão em marcha ao Palestra, em êxtase!

E-mail: conrado@verdazzo.com.br

Palmeiras 3×0 Coruripe

21 de março de 2012 por @parmerista  
Postado em: Jogos, Verdazzo

Numa partida que evidenciou o quanto é imprescindível para o Palmeiras jogar com pelo menos um meia legítimo, o time conseguiu uma vitória por 3 a 0 sobre o Coruripe e avançou para a segunda fase da Copa do Brasil. Depois de um primeiro tempo que lembrou muito o time de 2011, sem ligação com o ataque, o time voltou do intervalo com duas alterações e conseguiu abrir a porteira.

Felipão escalou um time no mesmo esquema de 2011, com Patrik sendo responsável pela armação de jogadas. Com um estilo muito mais carregador de bola do que de articulador, o camisa 40 foi constantemente desarmado pelo sistema de marcação do time alagoano, e embora o Palmeiras tivesse muito mais a posse de bola, não conseguia construir boas chances para ameaçar o goleiro Juninho.

Diante da retranca armada pelo adversário, Maikon Leite raramente conseguia espaços para tentar as jogadas em velocidade. E quando conseguia, lembrava demais um simpático colombiano devorador de picanhas. Sem ninguém a municiá-lo, restou a Barcos sair um pouco da área para buscar jogo – o que não é exatamente a dele. Assim, a única boa chance do time foi numa jogada que Barcos pegou um rebote do goleiro e tocou atrás para Maikon Leite, que encheu o pé, quase sem ângulo, facilitando a defesa de Juninho.

Ironicamente, a melhor chance do primeiro tempo coube ao Coruripe, numa falta de longe que Clayton bateu com extrema felicidade, com muita força, na última gaveta, mas Deola fez a ponte e espalmou – a bola ainda triscou o travessão antes de sair. O juizão até então deixava o Coruripe bater à vontade, e só foi tirar o cartão do bolso quase no fim do primeiro tempo – o que deu um alento: se Felipão continuasse teimando com Patrik, pelo menos a marcação dos alagoanos iria afrouxar um pouco com o início da distribuição de cartões.

Mas Felipão mostrou que estava enxergando bem o jogo tanto quanto a torcida, e voltou não apenas com Carmona no Patrik, mas também com Ricardo Bueno no Maikon Leite. E o jogo mudou muito. Logo de cara, um bombardeio sobre o gol do Coruripe, que resistia. A bola ficou orbitando a área dos alagoanos até que aos 9, Ricardo Bueno sofreu falta na entrada da área. Não era a melhor distância para Marcos Assunção, mas ele achou um espaço sobre o mais baixo da barreira, a bola passou e Juninho só olhou – não era tão inalcançável assim, mas o que interessa é que foi pra rede e a porteira abriu.

Três minutos depois, saiu o segundo, e novamente dos pés de Marcos Assunção – mas com a bola rolando: ele recebeu pela direita e mandou a bola de trivela para a área, com uma precisão espetacular. A bola alcançou Barcos que nem precisou desviar a corrida para cumprimentar o goleiro, guardando a bola no canto oposto: 2 a 0.

Vamos admitir: até sair o primeiro, qualquer jogada na bola parada do Coruripe poderia complicar, um certo cheiro de arroz queimado rondou o Jayme Cintra. Com a vantagem construída, tudo se acalmou, e os mais de onze mil palmeirenses presentes ao estádio puderam respirar sossegados. Carmona entrou razoavelmente bem na partida, e o time voltou a jogar mais parecido com o futebol que já vimos que o time é capaz de jogar em 2012. Ricardo Bueno, apesar de brigar com a bola, quando acertava conseguia ligar bons ataques.

E foi numa dessas que Juninho, aos 39, fechou o placar, após receber passe de Ricardo Bueno e aparecer livre dentro da área; ele bateu da mesma forma que no jogo contra o Santos: rasteiro e cruzado, forte, buscando o pé de alguém – atacante ou defensor. Como no jogo contra o Santos, coube a um defensor tocar contra as próprias redes. Ricardo Bueno ainda teve uma chance claríssima no minuto final, quando foi lançado, livre, de frente para o goleiro, mas nitidamente foi para o lance com o chamado freio de mão puxado e bateu pressionado pelo zagueiro, mal, torto, ridículo. E o juiz acabou o jogo.

Esquece tudo da Copa do Brasil agora, e foco total na imundície. Não importa que o jogo não decide nada. É Derby, vale por um campeonato. E uma boa vitória pode causar sérios danos pelos lados da marginal, ajudando a desestabilizar toda a trajetória no semestre, o que inclui mais um provável vexame na Libertadores. Chega logo, domingo!

Atuações:

Deola: a maioria das bolas veio fácil – mas teve uma que veio quente, e se entrasse, ia dar um baita problema. 8
Cicinho: sem preocupação na defesa, pôde apoiar tranquilo, mas não conseguiu criar grandes chances com exceção da que deu na falta que o Carmona bateu bem. 7
Leandro Amaro: deu umas vaciladas, aparentemente mais por falta de concentração do que por ruindade. 6
Henrique: estilo xerifão, figura fácil em todo time campeão. Aliás, sabemos bem disso. 8,5
Juninho: deitou e rolou pelo seu flanco, e teve a ótima partida coroada com o gol no fim. 9
Marcio Araújo: não voltou a ser o Gente Boa de sempre, mas foi bastante irregular, errando muitos passes. 5,5
Marcos Assunção: compensou a má partida de Marcio Araújo, e ainda resolveu o jogo com um gol e uma assistência. DEZ
João Vítor: discreto, poderia ter aparecido mais no ataque se aproximando de Barcos. Perdeu um gol feito numa jogada de Ricardo Bueno. 6
Patrik: entrou na roubada, e, óbvio, não correspondeu. Poucas vezes uma substituição no intervalo foi tão antecipada. 2
Maikon Leite: sem espaço diante da retranca do Coruripe, teve que se virar. Não foi muito bem sucedido. 4
Barcos: isolado, como todos os centroavantes que tivemos em 2011. Mesmo assim, conseguiu algumas tabelas, e quando teve a chance, não perdoou. 7,5
Carmona: o “dois titulares” são muito bons, e aí fica complicado. Mesmo assim, foi bem, mostrou que é o terceiro meia do elenco – Felipão tem que se convencer disso. 7,5
Ricardo Bueno: alternou lances interessantes com outros bizarros. A irregularidade não lhe deverá permitir que renove o contrato. 6
Vinicius: entrou com pouco tempo pela frente, mas mesmo assim participou de algumas boas construções. 6
Felipão: escalou mal, mas mexeu de forma perfeita. Dosou bem o ritmo do time, já pensando em domingo. 6,5

E-mail: conrado@verdazzo.com.br

Pré-jogo: Palmeiras x Coruripe

21 de março de 2012 por @parmerista  
Postado em: Jogos, Verdazzo

Adversário sensacional, estádio sensacional, horário sensacional. Hoje, a partir das 19h30, o Verdão enfrentará o Coruripe no estádio Jayme Cintra, em Jundiaí. Dá pra acreditar? Rompidos com a Portuguesa, não mandando no panetone por razões estratégicas, e com o Pacaembu reservado com antecedência pelo Santos, foi o que nos restou. Ou não?

De posse das tabelas de todos os campeonatos há muito tempo, por que a diretoria não previu essa situação? Como é que deixaram um time de outra cidade reservar nosso estádio municipal antes? E por que já não costuraram com a CBF, diante dessa possibilidade, que o jogo fosse na quinta? Em última instância, por que não levam este jogo para Prudente, para o Paraguai, para os cafundós do Judas??? Esse é o tipo de jogo pra levar “para os palmeirenses de longe”, não os clássicos. É muita incompetência.

Sorte dos jundiaienses. A cidade é absolutamente palmeirense, e deve ver o Verdão ir pra cima do Coruripe – com desfalques. Valdivia segue suspenso pela CBF, e Daniel Carvalho sentiu a coxa direita e está fora. Felipão acenou com duas possíveis formações: com Patrik fazendo a meia, mantendo o esquema tradicional; ou com João Vítor fazendo a função, num esquema 4-3-3, com Ricardo Bueno indo para o jogo – e nesse esquema, é mais provável que Artur seja escalado. Assim, o time que pode ir a campo é Deola; Cicinho (Artur), Leandro Amaro, Henrique e Juninho; Marcio Araújo, Marcos Assunção, João Vítor e Patrik (Ricardo Bueno); Maikon Leite e Barcos. Mas como Felipão é Felipão, não seria de se estranhar se ele entrasse em campo com Carmona…

O Coruripe vem apenas para tentar ser mais uma asa negra em nossa História. Sem qualquer pretensão diante de um time invicto há mais de quatro meses, o time de Alagoas ainda terá a frustração de não poder jogar no Pacaembu. O técnico Elenílson Santos deve mandar a campo Juninho; Rogério Rios, Jacó, Renato Melo e Rogerinho; Jhota, Jair, Geninho e Adrianinho; Ivan e Washington.

Mesmo com o problema na armação, deve dar Verdão, fácil: 4 a 0, com gols de Maikon Leite, Henrique e dois de Barcos. E que venha o Horizonte, na próxima fase.

E-mail: conrado@verdazzo.com.br

Palmeiras 2×1 Ponte Preta

18 de março de 2012 por @parmerista  
Postado em: Arbitragem, Jogos, Verdazzo

Com inícios avassaladores tanto no primeiro quanto no segundo tempos, o Verdão venceu a Ponte por 2 a 1 e assumiu provisoriamente a ponta do campeonato – e mais do que isso, mostrou momentos de futebol brilhante. Deu gosto estar no Pacaembu na tarde deste sábado, e os quase 20 mil pagantes, apesar do aperto no final, saíram do estádio satisfeitos.

Felipão mais uma vez surpreendeu a todos: declarou durante a semana que não escalaria Daniel Carvalho e Valdivia juntos, e foi exatamente o que fez, deixando Ricardo Bueno no banco. E logo com dois minutos o Palmeiras já abria o placar, numa jogada rápida com participação dos dois armadores: Daniel para Valdivia, que estava de costas para o gol, e devolveu; Daniel de primeira deu um tapa para a corrida de Juninho, que saiu na cara do gol e tocou por cima, na saída de Lauro. Começar o jogo com um golaço realmente anima qualquer torcida.

E o Verdão deu um baile. Com um toque de bola rápido e eficiente, não deu chance para o forte esquema de marcação da Ponte, armado com três volantes. Aos 10, Barcos sofreu falta pelo lado direito e Marcos Assunção dava pinta que iria buscar o cabeceio de um companheiro, mas acabou batendo direto, no ângulo direito de Lauro, que deu um passo à frente para tentar interceptar o aparente cruzamento e acabou encoberto.

Com 2 a 0 no placar em apenas onze minutos, o time diminuiu o ritmo, embora nunca tenha perdido o controle do jogo. As chances de gol continuaram sendo construídas, e era nítido como o toque de bola entre Daniel Carvalho e Valdivia desnorteava os volantes da Ponte. Com constante participação de Juninho e Barcos, e eventuais auxílios de João Vítor e até de Artur, a bola chegava com muita facilidade até a área da Ponte Preta, e o Palmeiras só parou na ótima atuação de Lauro.

Aos 37, o susto: em escanteio que veio pela direita, Deola ameaçou sair mas acabou ficando, a bola foi na risca da pequena área e Ferron contou com a colaboração de Leandro Amaro para cabecear forte para o gol, diminuindo. A torcida presente ao Pacaembu não se abalou e continuou apoiando o time, que respondeu à altura e manteve o domínio até o final do primeiro tempo.

O segundo tempo começou com um bombardeiro do Palmeiras sobre Lauro, que se destacou. O goleiro da Ponte trabalhou demais em várias conclusões seguidas de Barcos, Artur e Daniel Carvalho. Foram aproximadamente quinze minutos muito intensos, e embora não tenha saído mais nenhum gol, foram momentos extremamente agradáveis de se ver o time, e a torcida mais uma vez reconheceu o desempenho incentivando com muita energia. Houve inclusive um pênalti não marcado sobre Valdivia, que o estádio todo viu, menos o juizão Flavio Rodrigues de Souza.

A partir dos 20 a Ponte resolveu partir para tentar o empate, e pudemos notar um certo cansaço se abatendo sobre nossos jogadores – nunca é demais lembrar que o time vinha de uma viagem longa a Maceió, onde jogou na quarta à noite, e já no sábado à tarde entrou em campo novamente. Com uma certa desvantagem física, os atletas tiveram que se esforçar um pouco mais para conter o ímpeto dos campineiros – Gilson Kleina reforçou o ataque com a entrada de Rodrigo Pimpão e o jogo ficou mais equilibrado. Aos 26, o maior susto, num bate-rebate em nossa área, com tentativas de Pimpão e Roger, que felizmente acabaram rechaçados.

Aos 30, a primeira mexida de Felipão: para desespero geral, ele mandou Tinga a campo, no lugar de Daniel Carvalho, extenuado. Mais do que tentar qualquer evolução tática, a mexida de Felipão só serviu para mostrar ao Botafogo que o jogador é muito útil ao time e que tem tudo para ser o novo Maicossuel. Vai Fogão!!!

Em seguida, já perto do fim, as entradas de Chico e Mauricio Ramos aconteceram apenas para dificultar as últimas tentativas da Ponte em empatar o jogo – a tática se mostrou bastante arriscada, já que o Verdão nos últimos minutos abriu mão da posse de bola, dando a impressão de “sufoco”, embora o adversário não tenha tido nenhuma chance efetiva de gol no período. Com o apito final, o torcedor aplaudiu, feliz, não apenas a vitória, mas o bom futebol.

É o que sempre pedimos. É possível ser competitivo e jogar um futebol mais agradável, basta ter pelo menos sete ou oito jogadores no time titular que tenham um bom toque de bola. Com passes de qualidade, as jogadas saem, e a tendência é o time fazer mais gols do que levar. A Ponte pode não ser um timaço, mas está na Série A do Brasileirão e está entre os melhores times do interior. Este jogo pode ser considerado um teste mais qualificado, ainda mais com as condições físicas do time um pouco longe do ideal.

O Verdão assim chegou aos 32 pontos. Nas divisões de cinco em cinco de Felipão, o Palmeiras fez dez pontos nos últimos quatro jogos, precisando apenas do empate no próximo para mais uma vez fechar a conta de onze em cinco. Antes temos o Coruripe, em jogo perigoso, porque uma goleada pode dar uma falsa impressão de superpoderes às vésperas de um Derby. É manter o foco e não subir no salto!

Atuações:

Deola: vinha fazendo boa partida, inclusive tirando todas por cima, até falhar no gol. 4
Artur: tranquilo na defesa, apoiou bem quando foi solicitado. 7
Leandro Amaro: vinha em boa sequência até permitir que Ferron subisse sozinho para fazer o gol. 4
Román: cada vez mais parecido com Agnaldo. Cintura dura, lento, não passa a menor segurança. 4
Juninho: muito à vontade no time, apareceu bem no lance do primeiro gol e concluiu com categoria. 9
Marcio Araújo: não foi tão bem quanto nas últimas partidas, mas jogou em bom nível. 7
Marcos Assunção: o gol de falta foi mais malandragem do que precisão, ainda não está calibrado. Quando a Ponte apertou foi um dos cães de guarda, eficiente. 8,5
João Vítor: peça importante no apoio à dupla de meias, vai jogando com bastante desenvoltura enquanto Wesley não é liberado pela diretoria. 8
Daniel Carvalho: sem firulinhas desnecessárias, fez mais uma ótima partida. A parceria com Valdivia promete. 9
Valdivia: jogou em altíssimo nível, revezando com Daniel Carvalho numa posição um pouco mais avançada, e enlouquecendo a marcação adversária. 9
Barcos: embora não enha ido às redes, fez por onde: concluiu de tudo quanto é jeito, e só parou na tarde inspirada de Lauro. 8
Tinga: Felipão disse: vai lá e seja o novo Maicossuel! Ele obedeceu, foi exatamente o que o Maicossuel foi aqui. 4
Chico: não foi bem na missão de congestionar o meio nos minutos finais, errou passes e não impediu que a Ponte controlasse a bola. 4
Maurício Ramos: só entrou para marcar um escanteio já nos descontos. S/N
Felipão: boa, Bigode! Enganou todo mundo com o despiste sobre não escalar os dois meias juntos. E o teste foi muito positivo, deixando muito claro que os gols sofridos em Ribeirão foram efetivamente porque o jogo tinha virado uma pelada, e não porque o time fica exposto em excesso. 9

E-mail: conrado@verdazzo.com.br

Pré-jogo: Palmeiras x Ponte Preta

17 de março de 2012 por @parmerista  
Postado em: Jogos, Verdazzo

O Verdão recebe neste sábado, às 18h30, um grande freguês. A Ponte Preta, além de ser uma das maiores vítimas do Palmeiras, teve a honra de ser a coadjuvante de nosso último título, em 2008, quando apanhou de 5 a 0 na final no Palestra. Quase quatro anos depois, o duelo se repete mais uma vez. O Verdão busca apenas o ajuste fino para a Copa do Brasil e para a fase decisiva do Paulistão. A Ponte joga para se manter no G8, imaginando qual dos quatro grandes vai eliminá-la nas quartas-de-finais.

Felipão praticamente anunciou o time que entra em campo, com surpreendente antecedência. Ele negou categoricamente qualquer chance de colocar Valdivia e Daniel Carvalho juntos, e desgraçadamente usou como justificativa os 15 minutos em que o time levou gols do Botafogo, quando a partida estava em ritmo de churrasco. Lamentável.

Henrique, pendurado, será poupado; Maikon Leite, suspenso, e Cicinho, com amigdalite, também ficam de fora. Em seus lugares, devem jogar Román, Ricardo Bueno e Artur. Valdivia e João Vítor voltam ao time, e Daniel Carvalho e Patrik ficam como opção para o banco. O provável time: Deola; Artur, Leandro Amaro, Román e Juninho; Marcio Araújo, Marcos Assunção, João Vítor e Valdivia; Ricardo Bueno e Barcos.

O técnico Gilson Kleina é mais um que vai sustentando uma longa permanência no emprego. No comando da Ponte desde o início do ano passado, mantém o mistério a respeito do time que deve mandar a campo. Com o meia Caio suspenso, Kleina acenou com o volante Agenor, aquele do CAG, e também com Rodrigo Pimpão, atacante, ex-Vasco. O esquema, então, pode ser um 4-5-1 com três volantes, ou um 4-4-2 com dois centroavantes. Palpite: deve vir com o esquema mais fechado – Lauro; Guilherme, Ferrón, Diego Sacoman e Uendel; João Paulo, Gérson, Agenor (Rodrigo Pimpão), Renato Cajá e Enrico; Roger.

Para 14 mil palmeirenses, se não chover, teremos um jogo amarrado no Pacaembu, e o Verdão vence pelo placar tradicional: 2 a 0, com gols de Leandro Amaro e claro, mais um de Barcos. A invencibilidade chegará a 21 jogos, será ampliada para 22 contra o Coruripe, e o Derby do próximo final de semana, como se precisasse, terá o tempero do recorde de invencibilidade poder ser igualado: 23 jogos. É dia 25!

E-mail: conrado@verdazzo.com.br

Coruripe 0×1 Palmeiras

15 de março de 2012 por @parmerista  
Postado em: Jogos, Verdazzo

Numa atuação que começou fulminante mas que transcorreu de forma decepcionante, o Palmeiras venceu o Coruripe pela contagem mínima e não se livrou da obrigação de ratificar a classificação no jogo de volta. A partida acontecerá na próxima quarta-feira, e só há motivos para lamentar: primeiro que é em semana de Derby, quando os jogadores e comissão técnica poderiam ter mais tempo para testar novidades táticas; e segundo que o jogo foi marcado para Jundiaí, por conta do Pacaembu ser usado para jogos da Libertadores.

O time começou avassalador, marcando a saída de bola do Coruripe, não deixando o adversário trocar três passes. E logo a dois minutos, Henrique subiu com a bola dominada e tocou de lado, para Daniel Carvalho, que de primeira deu um tapa na bola deixando Barcos na cara do gol. O argentino dominou com categoria e tocou na saída do goleiro, abrindo o placar. Parecia que seria um massacre.

Felipão mandou o time a campo com Artur na lateral, o que sugeria que Maikon Leite jogaria mais pela direita. Não foi o que se viu, o camisa 7 ficou mais pela esquerda, e o Palmeiras ficou sem apoio pelo lado direito – e aí não dá para entender por que Cicinho não foi pro jogo. De qualquer forma, o time dominava o jogo, mas não conseguia criar chances diante de um adversário que marcava com dez atrás da linha da bola.

Daniel Carvalho mostrou muita empolgação, tentando lances de efeito quando o certo seria fazer o fácil. O time da casa foi então colocando a bola no chão e tentando equilibrar as ações, apesar da abissal diferença técnica. Se por um lado Deola não foi ameaçado em nenhum momento, com exceção do lance do gol, o Verdão também não criou mais nenhuma chance aguda para ampliar.

Para o segundo tempo, esperava-se que o time viesse da mesma forma que começou o primeiro, para trucidar de uma vez. Mas o que se viu foi um time sonolento, sem inspiração, aparentando até um certo conformismo com o resultado. O Coruripe, por sua vez, bateu todos os recordes de cera numa partida de futebol, esfriando ainda mais o ímpeto dos nossos jogadores e fazendo o relógio correr. Mesmo os cinco minutos dados de acréscimo pela arbitragem não foram suficientes para cobrir o atraso.

Com 15 do segundo tempo, Daniel Carvalho tentou dar um passe-malabarismo, cheio de firulas, e irritou aos torcedores, aos companheiros e principalmente a Felipão, que imediatamente mandou Pedro Carmona para o campo em seu lugar. O camisa 21 até que fez seus lances, mas não melhorou a efetividade do time. Já era claro que Maikon Leite, em noite para esquecer, não era uma boa opção – além de mal tecnicamente, não tinha espaço para tentar as jogadas em velocidade. Felipão demorou, mas o substituiu pela única opção de ataque no banco: Ricardo Bueno.

Também não resolveu. A bola não chegava em Barcos de forma alguma. Assunção, em fase de recalibramento, também não acertou nenhuma finalização ou sequer um bom cruzamento. A falta de objetividade foi tanta, que lembrou o horrendo time do ano passado. Felipão aí inventou de colocar o Chico no Artur, deslocando Marcio Araújo para a lateral, mas nem a dona Olga acreditou que isso fosse resolver algo. Apenas aos 42 o palmeirense pôde imaginar uma jogada de gol, quando Juninho cruzou uma bola rasteira e Henrique finalizou de primeira, na trave, com o goleiro batido. O jogo foi até os 50, mas pelo jeito poderia ter ido a mais de 100 que não ia resolver.

No final, a única coisa que valeu a pena foram os torcedores de Alagoas e de toda a Região Nordeste, que prestigiaram o Verdão desde o aeroporto, com muito carinho – o episódio da invasão no treino foi sensacional. O estádio rei Pelé, nas palavras de um jogador do Coruripe antes do jogo, “parecia o Parque Antarctica”. E a nossa diretoria infelizmente não faz absolutamente nada para prestigiar esses torcedores com um plano de sócio-torcedor decente. É uma pena.

Atuações:

Deola: ele disse que não gosta que fale isso. Mas desta vez não tem jeito: não teve trabalho nenhum! 6
Artur: menos efetivo do que Cicinho poderia ter sido, foi quase um peso morto no jogo. 5
Leandro Amaro: um dos poucos que se destacou de forma positiva, jogando com muita seriedade e sem dar sustos. 7,5
Henrique: além da tranquilidade na defesa, subiu ao ataque algumas vezes – logo na primeira, saiu o gol do jogo. 8
Juninho: até que se apresentou, tentou, mas não conseguiu furar a retranca do adversário. 6
Marcio Araújo: vai ficando claro que tanto suas subidas quanto as do Henrique são orientação do Felipão. E mais uma vez foi bem. 8
Marcos Assunção: ao contrário do habitual, não fez nada com a bola parada, e não comprometeu com a bola rolando. 6
Patrik: se o time todo estava inspiração, não seria o Patrik o cara que iria resolver. 5
Daniel Carvalho: um passe fenomenal no lance do gol. Aí subiu no salto, e foi sacado do time com razão. 5
Maikon Leite: a retranca do Coruripe não lhe favorecia. Mesmo assim, poderia ter feito mais. 4,5
Barcos: a bola chegou pouco. Na primeira que chegou, no vacilo da zaga deles, guardou. Já cumpriu sua obrigação. 8
Carmona: cadenciou o jogo demais, precisava ter entrado com mais decisão, ser mais incisivo. 6
Ricardo Bueno: é o que temos pro banco. 5
Chico: entrou bem no fim, e não teve tempo de não fazer nada. S/N
Felipão: errou ao posicionar Maikon Leite na esquerda, ou ao não escalar o Cicinho. Demorou para tirar o Maikon Leite. Até podia ter deixado o Barril ao lado do Carmona, mas punir o saltinho alto parece ter sido uma boa, tem que cortar essa frescura mesmo. 5

E-mail: conrado@verdazzo.com.br

Pré-jogo: Coruripe x Palmeiras

14 de março de 2012 por @parmerista  
Postado em: Jogos, Verdazzo

Chegou o dia: o Verdão finalmente vai estrear na Copa do Brasil, competição mais importante do semestre, contra o Coruripe, campeão de Alagoas. O jogo acontece no estádio Rei Pelé, em Maceió, cuja capacidade está reduzida para apenas 18 mil pagantes. Com um vasto histórico de eliminações “inacreditáveis” nos últimos anos, o time busca encerrar a zica com o título, numa competição em que entra como um dos maiores favoritos.

A as aspirações do Coruripe se limitam a tentar perder por, no máximo, um gol, e assim garantir a renda completa da partida, que pode servir para pagar vários meses de salário a seus jogadores. O técnico Elenilson Santos deve mandar a campo uma formação com três zagueiros: Juninho, Renato Melo, Jacó e Wallax; Rogério Rios, Geninho, Jhota, Rogerinho e Adrianinho; Ivan e Washington.

O Verdão vem no embalo do atropelamente de domingo em Ribeirão, e deve buscar o resultado visando eliminar o jogo da volta. Felipão não terá João Vítor e Valdivia, suspensos, e deve escalar Patrik e Daniel Carvalho. A dúvida permanece, como sempre, na lateral-direita. O provável time: Deola; Artur (Cicinho), Leandro Amaro, Henrique e Juninho; Marcio Araújo, Marcos Assunção, Patrik e Daniel Carvalho; Maikon Leite e Barcos.

O Coruripe tanto pode ser uma galinha morta, como foi o Rio Branco (AC) para o Cruzeiro, como pode ser um time encardido, como foi o River (SE) para o Grêmio ou o Independente (PA) para o SPFC. Um eventual massacre só poderá ser esperado caso o time alagoano evidencie extrema fragilidade nos primeiros minutos do jogo. Caso contrário, respeito ao adversário, e foco na vitória por dois gols. Confiando na boa fase do Verdão, vamos cravar um placar com alguma folga: 3 a 0, com dois gols de Maikon Leite e um de Barcos.

Confrontos Diretos: será o primeiro confronto entre as equipes (dados: Porcopedia)

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E-mail: conrado@verdazzo.com.br

Botafogo-SP 2×6 Palmeiras

11 de março de 2012 por @parmerista  
Postado em: Jogos, Verdazzo

Não foi 8 a 0, mas bem que podia ter sido. Num jogo que foi muito fácil até os três a zero, onde o juiz fez tudo o que pôde para amarrar nosso jogo, e que depois virou uma pelada de churrasco, o Verdão fez mais um placar histórico no Santa Cruz, tornou-se o melhor ataque do campeonato e colou na liderança. A série invicta foi aumentada e a torcida ainda conseguiu ver Daniel Carvalho e Valdivia lado a lado. Acho que tá bom!

O Botafogo também ajudou. Com um time repleto de refugos de times grandes, como Alessandro (Botafogo-RJ), Marquinho (aquele que levou uns safanões do Tevez no SCCP), Marco Aurélio (poucos se lembram, mas jogou aqui em 2002, irmão do ex-volante Bernardo) e Daniel Paulista (mais um ex-SCCP), mostrou por que está apenas lutando para fugir do rebaixamento, com um meio-campo risível e um ataque bizarro. Mas o Palmeiras não tem nada a ver com isso e passou o trator. É assim que tinha que ser, sempre.

No início, a marcação sobre Valdivia estava forte, o que obrigava uma maior movimentação de todos os outros apoiadores: Artur, João Vítor, Juninho, e um destaque todo especial para Marcio Araújo. E foi com intensa movimentação de todos que o sistema defensivo do Botafogo foi esmagado. Maikon Leite em especial estava numa tarde inspirada, e foi quem mais ameaçou o gol de Juninho. Barcos fazia seu papel, se movimentando, puxando a marcação, mas errando quase tudo o que tentava.

O Verdão já tinha finalizado sete vezes quando, aos 23, Marcos Assunção apoiou pela direita e centrou, Valdivia desviou levemente, a bola bateu na cabeça de Marquinhos e foi para o gol. O juizão, Vinícius Gonçalves Dias Araújo, na maldade, deu gol contra, mas poderia ter dado facilmente ao chileno. Se a arbitragem tivesse ficado só nisso, não haveria problemas. Mas deixou de dar um pênalti claro sobre João Vítor, marcou impedimentos absurdos contra nosso ataque, inventou faltas – na que resultou no amarelo para Maikon Leite nem contato houve, e o atacante sairia em ótimas condições de marcar. O resultado do jogo não pode abafar a péssima e tendenciosa arbitragem e o Palmeiras tem obrigação de protestar formalmente.

O juizão viu que sua tarefa seria difícil quando, aos 36, Juninho fez um lançamento espetacular, colocando Maikon Leite, entre dois zagueiros, em vantagem. Ele conduziu, ainda teve que ganhar uma disputa de bola para sair na frente do goleiro e marcar com tranquilidade o segundo gol. O placar de 2 a 0 já poderia ter sido mais dilatado ao final do primeiro tempo.

Felipão manteve o time para o segundo tempo, o ritmo era o mesmo até que, aos nove, veio a pintura: Juninho foi lançado em velocidade dentro da área, e quase na linha de fundo deu um tapa para trás, tirando o goleiro da jogada. A bola foi no pé de Valdivia, que ameaçou chutar, mobilizando três zagueiros que tentaram bloqueá-lo. Foi a deixa para que ele apenas rolasse para o lado, onde achou Barcos, livre, que só teve o trabalho de empurrar para as redes. Mais um golaço do gringo, que fez até dancinha com o Maikon Leite.

Aí virou churrasco. Com o placar definido, até o juizão parou de roubar. Os dois times diminuíram o ritmo, e ficou legal para quem estava nas arquibancadas. Marquinhos, em cinco minutos, fez duas faltas para cartão e foi expulso. Felipão aproveitou para colocar Daniel Carvalho, finalmente, ao lado de Valdivia, tirando Maikon Leite do jogo. Pouco depois, mandou Patrik para o aquecimento. Parecia pegadinha do Bigode, todos acreditavam que Valdivia sairia, mas o treinador aproveitou o jogo definido para testar a dupla em campo: tirou Marcos Assunção.

A verdade é que o teste não pode ser encarado como parâmetro, porque a competitividade do jogo já havia acabado. Tanto que o Botafogo, mesmo com um a menos, acabou fazendo seu primeiro gol numa jogada em que faltou atenção a Juninho para acompanhar o seu: o cruzamento veio alto, chuveirão, depois do segundo pau; Alessandro conseguiu se antecipar e diminuiu, de cabeça.

Logo em seguida, Felipão colocou Ricardo Bueno no Valdivia. E o atacante em seu primeiro lance, aproveitou cobrança de falta de Daniel Carvalho, e escorou no cantinho esquerdo, sem chances para Juninho. Com 4 a 1 no placar, a pelada de churrasco virou casados e solteiros. Aos 42, o Botinha conseguiu diminuir num cruzamento que veio da esquerda, Marco Aurélio aumentou as estatísticas de ex-palmeirenses que marcam contra nós ao dividir com Artur e conseguir tocar para dentro.

Parecia que já tinha acabado, quando tivemos mais dois gols de pelada: no primeiro, aos 46, Daniel Carvalho dominou na intermediária, e parecia o Messi: ninguém tirou a bola dele, até que ele bateu firme; o goleiro deu rebote e Juninho aproveitou, tocando no ângulo. E quase aos 48, Juninho recebeu dentro da área, buscou a linha de fundo e levou uma bicuda do goleiro já sem a bola. Pênalti e expulsão. O Botinha já tinha mexido três vezes, e o lateral Alessandro foi para o gol. Muito pelada! Barcos bateu e fechou o placar.

É isso aí. A festa se justifica, sim – afinal de contas, foram seis. Não importa que o adversário era muito fraco, não importa que o jogo deixou de ser sério nos 3 a 0. Contra adversários fracos, tem que ensacolar, principalmente em respeito à torcida – e mais uma vez os palmeirenses da região deram show, superlotando a área a nós destinada e obrigando a PM a empurrar as cordas, como nos velhos tempos dos clássicos dos anos 90. Basta não entrar numa empolgação exagerada. Pena o teste das novas formações não ter servido, já que não houve jogo pra valer depois do terceiro gol. Mas que sirva para mostrar que o Bigode não é tão ranheta assim. Basta não encher o saco dele.

Atuações:

Deola: não tinha o que fazer nos gols, no mais, foi bem, rebatendo para o lado as bolas marotas. 7
Artur: a briga pelo lado direito está boa. Mostrou bastante vontade, mas acabou se atrapalhando no primeiro tempo e quase entregou um gol que poderia complicar o jogo. 6
Leandro Amaro: num campo onde jogou por um bom tempo, sentiu-se à vontade. 7,5
Henrique: bem posicionado nos momentos de pressão, mais uma vez comandou a defesa. 7,5
Juninho: participou de quatro dos seis gols – e dos dois do Botinha. A seu favor nos gols sofridos o fato de que a partida já estava morna. 9
Marcio Araújo: mais uma vez, partida excepcional. É muito gratificante ver um jogador evoluir desta forma com nossa camisa. Que nunca mais seja o GB de antes. 9
Marcos Assunção: e dos seis gols, NENHUM saiu das bolas paradas do Kid… sua única assistência foi de bola rolando… que beleza! 7,5
João Vítor: boa partida – não brilhou como os outros, mas ficou acima da média. 8
Valdivia: começou muito marcado, mas foi se soltando e arrebentou com a defesa do Botafogo. 9
Maikon Leite: aí sim, mandou o Muñoz de volta para a Colômbia e jogou a bola que nos fez querê-lo aqui por tanto tempo. 9
Barcos: centroavante é isso. Vinha jogando mal pela segunda vez seguida, mas acabou metendo duas para dentro. Esse é seu papel. 9
Daniel Carvalho: em pouco menos de meia hora deu uma assistência e uma jogada de craque que deu em gol. Estamos bem servidos, finalmente. 9
Patrik: aê, Patrik, saiu nas fotos deste jogo histórico, hein? 6
Ricardo Bueno: de novo: centroavante é isso. Precisou de quinze segundos para meter para dentro. Já pensaram se fosse sempre assim? 8
Felipão: que baile do Bigode. Mostrou que é teimoso, mas não é burro. Aproveitou a chance e testou todo mundo. Só espero que não leve o resultados a sério, porque o jogo tomou uma forma que não pode servir de parâmetro. 9


E-mail: conrado@verdazzo.com.br

Pré-jogo: Botafogo-SP x Palmeiras

11 de março de 2012 por @parmerista  
Postado em: Jogos, Verdazzo

O Verdão vai a campo em Ribeirão Preto, no estádio Santa Cruz, enfrentar o Botafogo, um dos últimos colocados do Paulistão. Apesar da fragilidade do adversário, o histórico requer atenção redobrada. A classificação do campeonato aponta seis equipes se destacando na ponta de baixo: Oeste, Guará, Botafogo, Catanduvense, XV e Comercial. Empatamos com Catanduvense e Oeste, e suamos para ganhar do XV e do Guará. A fórmula desses times é clara: jogar fechadinho e esperar por nossos erros. Daí, o fundamental: ATENÇÃO. Sem erros bobos, basta jogar bola e a vitória virá naturalmente.

Felipão poderá contar com a volta de Artur, que estava suspenso, mas sinalizou que pode voltar com Cicinho como titular. A grande incógnita é com relação a Daniel Carvalho e Valdivia. Terá Felipão achado alguma forma de colocá-los para jogar juntos? Na verdade, terá sequer procurado? A tendência é repetir o time que saiu jogando no último jogo: Deola; Artur (Cicinho), Leandro Amaro, Henrique e Juninho; Marcio Araújo, Marcos Assunção, João Vítor e Daniel Carvalho (Valdivia); Maikon Leite e Barcos. “Ou não”.

O Botinha está na zona do rebaixamento, ganhou três e perdeu NOVE jogos. A última vez que ganhou do Verdão foi há quase 20 anos, em setembro de 1992 – é verdade que desde então, foram apenas mais quatro jogos. O técnico Vagner Benazzi, que veio para o Palmeiras em 1981 vindo do rival Comercial, terá de volta sua dupla de zagueiros titular, Marco Aurélio e Marquinhos. Convenhamos, não é grande coisa. Tiago Ulisses, suspenso, é desfalque, e Leandro Carvalho deve ser o substituto. O provável time: Juninho; Alessandro, Marco Aurélio, Marquinhos e Murilo Ceará; Glauber, Leandro Carvalho, João Paulo e Israel; Edson e Kaique.

No palco onde já enfiamos 8 a 0, em 1996, o Verdão costuma se sentir bem à vontade, e se mantiver A ATENÇÃO REDOBRADA, deve vencer com facilidade. Para 13 mil pagantes, o Palmeiras vence por 3×1, com gols de Marcos Assunção e dois de Barcos.

E-mail: conrado@verdazzo.com.br

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