O próximo patrocinador máster
8 de maio de 2013 por @parmerista
Postado em: Marketing, Verdazzo
O patrocínio máster é um assunto que tem preocupado a todos. O contrato com a Kia Motors foi interrompido por decisão da empresa, uma possibilidade prevista em contrato. O clube procura no mercado empresas dispostas a associar sua marca a uma das camisas mais valiosas do Brasil.
Procurei por membros da diretoria para saber um pouco mais sobre o andamento desse processo, e a resposta foi satisfatória. Há pelo menos cinco grandes empresas interessadas no Palmeiras, mas cada uma tem uma ideia diferente de como aproveitar o espaço. Ao Palmeiras, cabe analisar essas ofertas para conseguir o mix mais rentável, sempre levando em consideração que para 2013 já se passaram cinco dos 12 meses e que em 2014 teremos as comemorações do centenário do clube.
Sabendo disso, há que se escolher a melhor forma de explorar os diversos pontos do uniforme disponíveis: peito, omoplata, ombros e barra (que inclui o calção). A preferência é por um parceiro que tope fechar o pacote, e assim manter a camisa o menos poluída possível. Obviamente o processo vai ser decidido pela combinação que dê ao clube o maior retorno financeiro.
Nesse contexto, vale a pena deixar bem claro que entre essas cinco empresas definitivamente não está o banco Itaú. Um boato aparentemente despretensioso, uma brincadeirinha de internet tomou proporções inacreditáveis, mesmo veiculado num fórum absolutamente desqualificado e lançado por um autor sem nenhum histórico de ter boas informações. Confirmei com todas as letras que a chance do Itaú ser nosso patrocinador é ZERO.
Mesmo sabendo que o patrocinador máster está sendo bem trabalhado e que as chances de termos novidades antes da volta da Copa das Confederações é boa, não devemos achar que assim que esse contrato for fechado isso vai implicar na contratação de reforços para o time. Uma quantia razoável para o restante do ano seria algo em torno de R$15 milhões. Há contas para serem pagas de extrema urgência. O aporte proveniente de um empréstimo feito em nome do próprio Paulo Nobre já foi gasto e a preocupação agora é com as contas deste mês. A vida não está fácil.
O que vai resolver os problemas do Palmeiras é uma operação financeira bem estruturada, que envolva bem mais de R$100 milhões, que devem ser distribuídos criteriosamente entre os principais departamentos para atenderem a suas demandas – aí sim o futebol seria abastecido com recursos suficientes para trazer jogadores de acordo com nossas expectativas. As negociações existem e o futuro do Palmeiras depende demais do sucesso delas, e nem tanto do patrocínio máster, como o torcedor tende a deduzir.
De qualquer forma, o patrocínio é um assunto que representa cerca de 20% do orçamento anual (quando absorvido integralmente, desde o início do ano). Tem enorme relevância.
Enfim, para nós, torcedores, só de saber que o logo do maldito BMG vai sair de nossa manga nas próximas semanas, já é uma boa notícia. Mas o que queremos mesmo não é patrocinador, nem empréstimo em banco; isso são os meios. O fim são jogadores capazes de nos fazer gritar GOL. Seguimos acompanhando, pacientemente, confiando na seriedade de nossa diretoria e ansiosos por ver o time do Centenário começar a ser montado.
E-mail: conrado@verdazzo.com.br

Cruze-credo, Pituca!
11 de janeiro de 2013 por @parmerista
Postado em: Marketing, Verdazzo
Essa foi demais. Em evento de apresentação do Campeonato Paulista na FPF, Pituca, o Loiro, compareceu, para espanto geral.
Ocorre que a patrocinadora do evento, a GM, cedeu um Chevrolet Cruze a cada um dos clubes da Série A1. O gerente de marketing do clube, Rodrigo Geammal, instruiu a todos para que não fosse fotografado ou filmado ao lado de carros de concorrentes da Kia. Mas isso não foi muito bem combinado com o pessoal da FPF. Nem B1, nem qualquer outro representante do Palmeiras foi “receber a chave” e posar para as fotos, gerando um evidente mal-estar.
A GM, no entanto, manteve a oferta apesar da desfeita. Pituca, felicíssimo com o brinquedinho, fez questão de voltar para casa sentindo cheirinho de carro novo. Mas a recomendação prosseguia, e enquanto estava na sede da FPF, não podia ser fotografado ou filmado em carros da Chevrolet. A solução foi sair abaixadinho, enquanto o tesoureiro Sergio Granieri fazia as vezes de piloto.
Como um castigo dos céus, a saída não se deu de forma tranquila, apesar dos cuidados: Granieri perdeu o controle da nave e acabou se envolvendo num choque com outro carro, amassando o presente que foi, em tese, recusado na cerimônia. Um vexame completo. Pituca esbravejou para a reportagem do portal UOL:
“Se eu não vou no evento, falam mal de mim. Se eu vou, falam mal. A gente estava saindo e o carro quase nem bateu, mas tudo já vira notícia. É muita maldade”
Pituca, o Loiro
A ideia de respeitar o nosso patrocinador máster é válida. O que ficou feio foi recusar a presitigiar o presente e sair com ele – e ainda batê-lo. O mal-estar podia ter sido evitado se, ao conhecer o protocolo da cerimônia, se resolvesse rapidamente por telefone com a equipe de marketing da Kia sobre o que fazer. Poder-se-ia enviar o próprio Geammal ou Granieri para sair na foto. Ou, na pior das hipóteses, não sai na foto – mas com a devida elegância, recusa o presente. Pensar rápido, agilidade, proatividade. Usar o maldito celular.
Fica o desejo de que tenha sido a última trapalhada desta gestão. Mas ainda faltam longos dez dias.
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
Um passo maior que a perna
13 de dezembro de 2012 por @parmerista
Postado em: Marketing, Verdazzo
O novo gerente de marketing do clube, Rodrigo Geammal, recebeu esta semana em sua empresa um comitê do movimento Acorda, Palmeiras!* para expor seu plano de ação. Contratado há pouco mais de um mês, o executivo chegou com status de diretor – embora não possa exercer o cargo formalmente por razões estatutárias.
A vinda de Geammal representa uma tentativa da atual diretoria de iniciar a profissionalização da gestão do clube, mesmo a apenas dois meses do fim do mandato. Sob o argumento de que “é melhor iniciar tarde, do que mais tarde, para ganhar tempo”, a diretoria de Tirone absorveu do mercado alguém para desenvolver um dos pilares mais importantes de qualquer gestão moderna.
O executivo mostrou-se bastante entusiasmado com a oportunidade de desbravar o marketing num gigante como o Palmeiras, e sabe da visibilidade que um plano bem-sucedido pode lhe dar em sua carreira. Desenvolveu um planejamento minucioso, que agradou aos membros do comitê do Acorda, todos profissionais do ramo. Geammal expôs pacientemente seu plano, que em resumo tem como metas otimizar o desempenho nas áreas de licenciamento, sócio-torcedor e gestão de patrocínios. Mas para conseguir executá-lo, precisará de uma infraestrutura de que ainda não dispõe: mais nove funcionários montagem de espaço físico devidamente equipado para alocá-los. O departamento de marketing atual conta com estrutura precária e apenas dois funcionários. O budget se resume a seus salários. A ausência de ambiente corporativo também vai prejudicar a implantação de processos administrativos, mesmo os mais básicos.
Iniciar um processo que envolve um investimento importante, sem que outras áreas vitais do clube estejam envolvidas no mesmo processo macro, com o agravante de ser num momento de transição eleitoral, mostrou-se mais um erro grosseiro da atual gestão. Mesmo que tenha sido bem intencionado, o passo foi maior que a perna, não poderia ter sido mais mal calculado. Isolado politicamente, Geammal não tem a quem recorrer em busca desses recursos básicos. Até agora, dedicou seu tempo conhecendo o terreno e planejando, mas não tem como começar a execução, e provavelmente não terá até a eleição em 21 de janeiro. Tirone talvez tenha o contratado porque tinha até algumas semanas atrás a perspectiva de se reeleger, o que hoje se mostra algo com chance zero. Em função desse erro de cálculo, o executivo tende a ficar ocioso durante todo este intervalo – a não ser que essa estrutura lhe seja entregue nos próximos dias, o que parece bem pouco provável.
O profissional, sabendo que o clube passa por um processo eleitoral, pediu garantias para si em caso de descontinuidade de seu trabalho por razões políticas. Apesar de ser proprietário de uma empresa de marketing esportivo, Geammal presta seus serviços ao clube de forma individual e receberá uma indenização importante caso seja dispensado na transição política. Uma garantia que o executivo tem todo o direito de pedir, mas que o clube jamais poderia ter aceitado. Aí é que ocorreu o erro, a negociação deveria ter se encerrado neste ponto. Caso a próxima gestão decida por utilizar outro profissional, a conta a ser paga já ficou mais alta por pura precipitação da diretoria de Arnaldo Tirone. Supostamente quis ganhar tempo, mas não parou para pensar que seu profissional ficaria engessado.
Das numeradas do Pacaembu, tive a chance de observar Geammal no gramado, no jogo da despedida de Marcos. Sua atitude era perfeitamente compatível com o comprometimento que poderíamos esperar. Literalmente vestido com a camisa do Palmeiras, ele mesmo buscava organizar o andamento do evento, zelando pessoalmente pela imagem institucional do clube, desempenhando um papel que deveria ser feito por peças bem abaixo da do diretor de marketing num organograma devidamente preenchido. Diante da escassez de recursos, foi lá e pôs a mão na massa.
Apesar de ter escorregado na recente entrevista ao portal UOL, quando na tentativa de exaltar a força da marca expôs a extrema fragilidade do clima organizacional e assim desvalorizou o clube perante a possíveis investidores, Geammal pareceu ser bem-intencionado e competente. Mas se não tiver o respaldo do próximo presidente, todo o seu trabalho até agora terá sido em vão – e o clube incorrerá mais uma vez em gastos absolutamente desnecessários.
Geammal precisa se reunir imediatamente com os dois presidenciáveis mais notórios – Décio Perin e Paulo Nobre, e apresentar seu plano – coisa que inexplicavelmente ainda não aconteceu. Os presidenciáveis, caso o aprovem, devem pedir a Tirone que acelere a implantação da infraestrutura solicitada pelo executivo, para que se justifique a contratação “para ganhar tempo”. E se não aprovarem, também comunicar o atual presidente, para que não se gaste nem um centavo com seu plano, além do que já deverá ser gasto com sua rescisão. O interesse de resolver essa pendência o mais rápido possível é de todos: do profissional, dos candidatos, da diretoria e da torcida.
*este post reflete exclusivamente a opinião do Verdazzo, e não necessariamente a de todo o comitê do Acorda, Palmeiras!
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
Marketing do clube responde ao Verdazzo
30 de outubro de 2012 por @parmerista
Postado em: Marketing, Verdazzo
O post publicado na última sexta-feira, a respeito das mudanças no marketing palmeirense, rendeu algumas reações por parte do clube. Recebi algumas ponderações e complementos às informações publicadas na sexta-feira, que considerei bastante pertinentes.
A informação mais importante de todas trata sobre as condições da contratação de Rodrigo Geammal. Ele chega como gerente de marketing, até porque não é associado do clube e não pode ser formalmente nomeado diretor. Mas os poderes que exercerá serão equivalentes aos de um membro da diretoria. A diferença é que ele será remunerado, e seu contrato não tem multa rescisória. Desta forma, os palmeirenses podem se tranquilizar em caso de não-reeleição de Tirone e dos custos decorrentes de uma possível nova troca no executivo que vai ocupar a pasta.
Francisco Gallucci estará subordinado a Geammal como gerente de marketing, de fato e de direito. Gallucci exerceu a liderança executiva na pasta desde a saída de Juan Brito. Seus maiores feitos, além de conseguir não ter sido demitido, foram as participações no contato de patrocínio máster com a KIA; o desenvolvimento do Avanti – nem tanto o pífio formato, mas mais pelo desembaraçamento do processo, o que não deixa de ser uma conquista diante do clima organizacional do clube; e o desenvolvimento dos serviços oferecidos pela Palmeiras Tour, sobretudo os projetos Casa Palmeiras, Jogue na Academia e Caravana do Verdão.
Voltando a Geammal, ele chega com as seguintes diretrizes: aumentar receitas, valorização e internacionalização da marca, aproximação entre clube e torcida – principalmente através do Avanti, que deve ser aperfeiçoado. A lista é bonita. Resta saber como ele conseguirá tudo isso, já que o orçamento e as condições estruturais a que o departamento de marketing está submetido beira a miséria.
O desafio é grande. Com pouco mais de dois meses pela frente, Geammal tem que conseguir diagnosticar os problemas e estruturar o plano, e convencer o próximo presidente que será capaz de fazer o marketing do clube decolar. Arnaldo Tirone busca, mesmo tardiamente, colocar um tick na frente do item “profissionalizar o marketing” de seu plano de gestão, se é que ele existiu um dia. A nós, torcedores, resta torcer para que a equipe seja bem sucedida.
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Rodrigo Geammal: quem é esse cara?
26 de outubro de 2012 por @parmerista
Postado em: Marketing, Verdazzo

As informações ainda são desencontradas, mas o certo é que Rodrigo Geammal é o novo gerente de marketing do Palmeiras. O profissional foi contratado por Arnaldo Tirone para assumir a pasta esta semana, e já iniciou a aproximação com os membros do departamento.
Segundo seu perfil no LinkedIn, Geammal é formado em Marketing (1996) e Administração (2000) pela FAAP, trabalhou por dois anos na Exxon Mobil – onde desempenhou várias funções, como gestor de posto de gasolina e de loja de conveniência – e desde 2002 está na empresa que fundou, a Elos Cross Marketing, que tem foco nos segmentos de entretenimento e esporte. Entre os clientes listados no site da empresa estão Globosat, Pepsi, Visa, Oracle e SAP.
A contratação de um profissional para gerir uma área estratégica de qualquer clube do porte do Palmeiras é mais do que desejada. O que causa estranheza é o timing da contratação. Tirone teve todo o mandato para desenvolver esse departamento, que só regrediu desde que a atual estão assumiu. Tudo começou com a demissão de Juan Brito, tido como um dos ícones da gestão Belluzzo, e que hoje gerencia a carreira de Marcos fora dos gramados.
O departamento então foi entregue a Rubens Reis, que trabalha no CEAGESP, e era auxiliado pelos filhos de Marco Polo Del Nero e Roberto Frizzo. Com o colapso do departamento decorrente da confusão de atribuições dos membros, o controle passou para Sergio Pellegrini, cuja única entrevista no cargo foi na posse, onde disse que montaria bares temáticos. Nunca mais ouviu-se falar nele, há informações não confirmadas de que teria sido acometido por problemas de saúde.
O departamento, sem um diretor estatutário, vinha sendo gerido pelo ex-estagiárioanalista, Francisco Gallucci, cuja maior realização foi não ter sido demitido. Tirone, a menos de três meses do fim de sua lamentável gestão, enfim contratou um profissional que tem alguma vivência na área. Mas ninguém sabe a que custo, nem qual é seu projeto, nem a duração de seu contrato. O próximo presidente provavelmente terá que engolir esse profissional, mesmo que não esteja alinhado com suas diretrizes. Pode dar certo, mas as chances, diante dessas incertezas, se reduzem.
A foto que ilustra este post não desabona Geammal para a função que deve desempenhar. Ao contrário, sugere profissionalismo. Ao exibir duas camisas de grandes clubes emolduradas em seu escritório, revela desprendimento – seria complicado se fossem várias do Flamengo ou várias do SCCP. Não precisamos de um torcedor do Palmeiras alavancando as ações de marketing do clube; funciona da mesma forma com os próprios atletas: queremos apenas profissionais competentes e comprometidos.
Mas que a contratação feita por Tirone, a esta altura do campeonato, é estranha, isso é.
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Barcos presenteia Messi
5 de setembro de 2012 por @parmerista
Postado em: Marketing, Verdazzo
E o Barcos hein?
Enquanto o Palmeiras se concentra para vencer o Sport amanhã no Pacaembu, o Pirata, treinando com a seleção argentina, não esquece do clube. Segundo a coluna do jornalista Jorge Nicola, no jornal Diário de São Paulo, o atacante levou por iniciativa própria uma camisa do Palmeiras para Messi e outra para o treinador Alejandro Sabella.
A ação, que deve render uma boa publicidade para o clube, é simples e eficaz. E partiu de um atleta. O departamento de marketing do clube, ainda segundo a nota, ajudou “complementando a idéia”, mandando estampar o nome do melhor do mundo às costas. Só falta o número não ser o 10…
Barcos mais uma vez dá demonstrações de imenso respeito pelo clube com esse tipo de proatividade. Já deu aula para jornalistas brasileiros assim que chegou. Agora, dá aula não só para os colegas mas também para a diretoria.
Preparem logo um novo contrato de cinco anos para o cara. Ou será que só o Vinicius merece essa segurança?
*o Palmeiras entrou em contato com o Verdazzo e alegou que a iniciativa foi, sim, do clube, desmentindo o jornalista do Diário de São Paulo, que sustenta sua versão. Fica o registro.
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Tsunami Verde 2012
25 de agosto de 2012 por @parmerista
Postado em: Marketing, Verdazzo

Em 2006, de forma espontânea, a torcida do Palmeiras inventou o “Tsunami Verde”. Uma forma de marcar visualmente o amor pelo clube. Uma ação de marketing sem a participação do marketing do clube. Uma aula da torcida para a diretoria.
A iniciativa partiu do palmeirense Marcelo Santa Vicca, que numa conversa informal, numa troca de e-mails em que torcedores faziam brainstorming sobre o que o inexistente marketing do clube poderia fazer, preocupados com a diminuição da torcida em tempos de títulos escassos.
A ideia nasceu e foi um sucesso na internet, principalmente através do hoje combalido orkut. No dia 26 de agosto, todos os palmeirenses saem às ruas com a camisa do Palmeiras, ou, em caso de impossibilidade, com algum adereço que remeta a nossas cores. Todos mostram sua paixão e inundam as ruas de verde e branco.
Em 2012, o Tsunami é amanhã, cai num domingo. Não há, para a maioria absoluta dos mortais, uma razão para não usar uma camisa do Palmeiras, seja verde, branca, limão, azul ou cinza; de manga longa ou curta, legítima ou mesmo uma piratex. A ocasião é para sair às ruas e mostrar o amor pelo clube. Impressionar, marcar presença, que todos saibam como tem palmeirenses no mundo.
Ganhando ou perdendo o jogo hoje, a obrigação cívica de todo palmeirense é aderir ao Tsunami Verde, versão 2012. É amanhã, hein?
*amanhã também é dia ter subir a tag #TsunamiVerde2012 – adaptação do Tsunami a tempos de Twitter!
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Adidas lança a nova camisa 3 – dê sua opinião
24 de agosto de 2012 por @parmerista
Postado em: Marketing, Verdazzo
Pronto, tá aqui a nova terceira camisa do Palmeiras, lançada pela adidas esta tarde depois de uma semana com ações de teaser pela cidade.
No release, a empresa alemã cometeu um erro histórico: inscreveu o antigo nome do time como sendo “Società Sportiva Palestra Italia” – mas esse nome na verdade nunca existiu. O nome do clube por ocasião de sua fundação era simplesmente “Palestra Italia“. Não ficou claro pelas fotos, mas parece que o erro foi cometido também na camisa, na parte interna da gola. O brasão do clube, pelo fato de ser em dourado, teve que recorrer a um novo lote, e por isso já saiu de acordo com o novo manual de identidade visual do clube.
A camisa, como a de 2010 (a do “rugby”), é legal para ser usada com calça jeans, nas ruas. Mas não parece que vai ficar boa em campo, principalmente porque a logomarca da BMG gritou muito nessa camisa, mais que em todas as outras. O Santos conseguiu mudar a cor da logo em sua camisa 3, mas nossa diretoria não consegue. Se é que tentou.
Enfim, taí a camisa. Dê sua opinião na enquete, ao final do post.
Foto: Rodrigo Faber/globoesporte.com

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Valdivia veste a camisa do Flamengo
16 de agosto de 2012 por @parmerista
Postado em: Marketing, Verdazzo
A imagem é desagradável. Após o jogo contra o Flamengo, Valdivia deu entrevistas à beira do campo vestido com a camisa do time carioca. A atitude despertou a ira dos torcedores que ainda estavam nas arquibancadas, e o chileno logo tirou o adereço – mas o estrago já estava feito, e a imagem foi registrada por dezenas de câmeras.
O que tem de mais Valdivia aparecer vestido com a camisa do Flamengo? Em princípio, nada. Há muito tempo os jogadores se desfazem de suas camisas e trocam com os adversários, seja para coleção pessoal, ou para presentear amigos. Só que neste caso específico há uma série de “poréns”.
Por estar sob desconfiança da torcida, e exatamente por ter sido sondado pelo próprio Flamengo, Valdivia não precisava ter vestido a camisa – bastava dar a entrevista sem camisa, com o troféu nas mãos ou jogado sobre os ombros. Mas sabemos, por seu comportamento em campo, que ser provocador faz parte de sua personalidade. Ele gosta mesmo de desafiar. Desta vez, não há dúvidas, seu objetivo foi provocar nossa torcida, inclusive pelas declarações dadas:
“Isso é para os corneteiros que falam que eu não quero ficar aqui. Vou me dedicar. Para aqueles que falam que a diretoria não me quer, tomaram mais um chupa.”
Valdivia
Valdivia já tem experiência e tempo de clube suficientes para saber o que faz. Esse movimento soa como um chute no vácuo, contra a parcela da torcida que está insatisfeita com o conjunto de sua obra. Esse caminho é perigoso.
O caso em si não é grave. Mas ganha contornos maiores porque é Valdivia. E as cores ficam mais carregadas porque a camisa é a do Flamengo, justo a do Flamengo. E o chileno sabia exatamente o que estava fazendo.
Trocar camisa não é pecado, muitos dirão que alimentar essa polêmica é pegação no pé. Como dito acima, em princípio, não há nada de mais. Mas em tempos em que uma das principais fontes de renda dos clubes são os patrocínios no uniforme, realmente não pega bem o atleta aparecer para dezenas de lentes usando a camisa com patrocinadores de outro clube. Afinal, quem lhe paga direito de imagem é o Palmeiras. Isso vale para Valdivia e para todo o elenco; com a camisa do Flamengo ou com a de qualquer outro clube.
César Sampaio declarou esta semana, por ocasião do episódio João Vítor, que o clube tem um regimento interno onde está definido o código de conduta dos jogadores. Pois “apresentar-se para a imprensa devidamente trajado, de forma a preservar a imagem do clube e o relacionamento com os patrocinadores” deveria ser um dos itens principais do documento. Se não existe ainda, deveria existir. Se quiserem copiar o texto literalmente, fiquem à vontade.
Definindo a regra, preservam-se os interesses do clube e dos patrocinadores, evita-se desgastes desnecessários entre jogadores e torcida. Todos ganham.
E Valdivia: jamais, JAMAIS se dirija desta forma novamente à nossa torcida. Por muito menos, jogadores tao bons quanto você já saíram do clube debaixo de pancada. A não ser que você esteja querendo provocar exatamente isso.
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
Pré-jogo: Palmeiras de Barueri x Vasco
17 de junho de 2012 por @parmerista
Postado em: Jogos, Marketing, Verdazzo
O Verdão recebe esta tarde em Barueri o Vasco da Gama, líder do campeonato com 100% de aproveitamento. O time carioca venceu seus quatro jogos e vem com força total para o confronto. Felipão, apesar do jogo decisivo contra o Grêmio na quarta-feira, acena com a escalação dos titulares, embora ninguém saiba na verdade o que ele vai fazer.
Na lista de convocados para o jogo, todo o time titular. Felipão só não pode contar com Valdivia, que apesar de ter se colocado à disposição para o jogo, sentiu uma contusão no joelho direito e ficou de fora; e Artur, que sentiu uma abençoada fisgada na coxa em Porto Alegre. Caso não seja despiste, o time deve entrar em campo, tomando todos os cuidados nas divididas, com Bruno; Cicinho, Mauricio Ramos, Thiago Heleno e Juninho; Henrique, Marcos Assunção, João Vítor, Luan e Daniel Carvalho; Barcos. Mas nada impede que o time seja Deola; Cicinho, Mauricio Ramos, Leandro Amaro e Fernandinho; Marcio Araújo, João Vítor, Patrik e Mazinho; Maikon Leite e Betinho.
O Vasco tem apenas os desfalques de Tenorio, operado, e Eduardo Costa, que se recupera de um estiramento. O técnico Cristóvão Borges deve promover as voltas de Fagner, Dedé e Romulo. Juninho já fez três partidas seguidas e pode ser poupado – Felipe iria para o meio, entrando Thiago Feltri na lateral, ou simplesmente cederia o lugar para Carlos Alberto. O time: Fernando Prass; Fagner, Dedé, Rodolfo e Felipe; Nilton, Romulo, Juninho (Carlos Alberto ou Thiago Feltri) e Diego Souza; Eder Luiz e Alecsandro.
Se Felipão for com os reservas, corre o riso de levar um sacode histórico, o que poderia quebrar o moral construído em Porto Alegre. Os próprios atletas devem fazer questão de jogar – todo jogador gostar de entrar em campo na boa. Além do mais, o Palmeiras está em posição delicada na tabela, e precisa iniciar a recuperação. Assim, o mais provável é que o time titular entre em campo, e motivados, apesar da diferença em relação aos bichos acertados na Copa do Brasil. Ninguém quer perder o embalo. Assim, creio num jogo disputado em alto nível esta tarde na nova terra do Palmeiras, Barueri: 2 a 2, com gols de Barcos e Marcos Assunção, que vai acertar a calibragem da perna e entrar numa fase de vários gols a partir de hoje.
Atenção aos pais de garotos que queiram entrar em campo com o time hoje: o presidente B1 vetou a participação de crianças que não estejam com camisetas oficiais com o logo da KIA. Assim, se este não for o caso de seu filho ou filha, nem mencione a eles a possibilidade de entrar em campo hoje, para não encarar uma choradeira sem fim, como vários pais encararam, nos últimos jogos em casa. O Verdazzo compreende a necessidade de prestigiar nosso atual patrocinador e vetar a marca da FIAT, concorrente direto da KIA, mas isso não pode jamais ser às custas de choro de crianças. JAMAIS! Que se deem camisetas com o logo da KIA às crianças, ou pelo menos emprestem. A solução que se cogita, de emprestar “coletes” à molecada, é mambembe e vergonhosa.
Atualização: pouco depois da publicação deste post, o site oficial do Palmeiras publicou uma notícia esclarecendo que, para este jogo, qualquer camisa estará liberada para a molecada entrar em campo. Menos mal.
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
A atualização do contrato da adidas
30 de maio de 2012 por @parmerista
Postado em: Marketing, Política, Verdazzo
Ontem pela manhã o diretor jurídico Piraci de Oliveira fez, em sua conta do Twitter, comentários criticando a adidas e o contrato celebrado com o Palmeiras. O contrato foi celebrado em 2005 e foi atualizado pela última vez na gestão anterior. Aliás, como tudo que é da gestão anterior, a atual diretoria critica, boicota, extingue – mas não faz melhor. Se dependesse desse pessoal, não teríamos hoje a Arena sendo erguida a toque de caixa. Veja abaixo a lamentável sequência:

O fato é que o diretor jurídico fez críticas públicas a um parceiro. Isto não se faz. Um parceiro do porte da adidas deve ser tratado, no mínimo, com respeito. Piraci tem por obrigação rever o contrato, se notou pelas informações que vieram a público, que a empresa alemã ofereceu um montante muito superior ao Flamengo. E não pode usar o fato como gancho para auto-promoção, ainda mais de forma desastrada, expondo um parceiro e causando mal-estar desnecessário.
Um dos trechos mais deprimentes é o terceiro tweet destacado na imagem, quando nosso diretor – que é o presidente de fato do clube – afirma sem a menor cerimônia que não tem base técnica, mas acredita em algo. Pois é. O Palmeiras agora é o clube da fé. Quem manda, acredita em algo, e vamo que vamo.
O ex-presidente Belluzzo respondeu às declarações de Piraci, de que o contrato é ruim:
“Sobre o contrato da Adidas assinado em dezembro de 2010, quando eu era o presidente da Sociedade Esportiva Palmeiras, informo que os valores à época nos deixava como o segundo clube no país com o maior contrato de patrocínio junto a uma empresa de material esportivo, atrás somente do Flamengo.
Seguem os valores do contrato: R$ 17 milhões em 2011, R$ 17 milhões em 2012, R$ 17 milhões em 2013, e R$ 19 milhões em 2014. É importante ressaltar que o contrato anterior vencia em dezembro de 2011. O que fizemos foi atualizar os valores. É isso que uma gestão deve fazer.
Cabe, portanto, a quem me sucedeu, atualizar o contrato de acordo com mercado atual, se concluírem que os valores estão defasados. Mas o Piraci e o Mustafá devem estar com saudades do acordo que fizeram com a Rhumell, aquela marca pirata que ambos transformaram em oficial e até hoje o contrato é um mistério, já que ninguém nunca viu.”
Luiz Gonzaga Belluzzo
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
Crítica: Manual de Identidade Visual da SEP
4 de maio de 2012 por @parmerista
Postado em: Marketing, Verdazzo
Por Gustavo Cavalheiro*
Antes de começar a falar sobre o arquivo do Manual de Identidade Visual da Sociedade Esportiva Palmeiras que foi divulgado na última semana, gostaria de deixar claro alguns pontos:
- não se trata de uma crítica pessoal aos criadores e gestores da “marca” Palmeiras;
- não se trata de uma questão subjetiva de gosto ou afinidade visual ao estilo A, B ou C;
- este texto não está baseado em uma única opinião, pois foram chamados para o debate alguns profissionais do Branding, tanto na questão do Marketing, como principalmente no tocante ao Design.
Este texto é longo, mas importante e espero que ele possa ser considerado sem melindres.
Isto posto, primeiramente devo ressaltar que estamos falando de uma marca legendária – e do tipo mais legendário que poderia haver no Brasil: uma marca de time de futebol, o sonho de todo desenvolvedor e gestor de marca.
Não se trata de um logo de margarina, uma marca de empresa aérea ou o processo de gestão da imagem de um sabão em pó. Estamos falando de elementos identitários fundantes de uma nação de mais de 18 milhões de corações que vivem e (infelizmente) alguns morrem por essa bandeira, no sentido mais tribal da cultura e da sociedade do início de novo milênio.
O que causa um tremendo espanto aos olhos acostumados a lidar com manuais de marca de clientes e com trabalhos de alunos em término de curso é o nível técnico pouco apurado na feitura deste arquivo que demonstra uma falta de investimento do clube em algo vital para sua manifestação midiática.
Confidencio que ao iniciar conversa com o diretor de criação, palmeirense, Carlos Alves Júnior, para mostrar o arquivo, ele partiu de uma constatação que dá o tom da crítica que aqui se inicia:
“em primeiro lugar uma pergunta…isso é sério? é oficial? Jesus!”
Fica evidente que a técnica para layoutar o arquivo transparece o uso (de baixa capacidade) de softwares não indicados para um trabalho deste porte e importância. Sim, já ganhei um considerável dinheiro nesta vida às custas do bom e velho Corel Draw e não é agora que vou julgá-lo, mas estamos falando de Palmeiras, meu povo! Uma marca mais valiosa (em termos de potencial de mercado) que a Vale e a Petrobrás juntas. Este uso da ferramenta como o “meio de criação” e não “como um modo de materialização” do que foi criado pode gerar impactos em elementos importantes da marca, como, por exemplo, a tipologia.
As fontes da família Myriad são padrão do sistema operacional Windows; e ao desenvolver um manual para uma grande marca, um bom designer e/ou criador evitaria de toda forma esta escolha e buscaria as referências atuais, teria uma fonte primária e uma fonte secundária para grandes fluxos de texto. Estudaria a tipologia para que ela possa atender as diferentes demandas de quantidade de texto e de mídia a ser aplicada.
A fonte utilizada na tagline Campeoníssimo (p.3) tenta trazer um grafismo mais manuscrito e pessoal como em uma assinatura, mas outra vez acaba pecando na escolha de uma fonte padrão do computador que faz com que se torne algo comum, banal e muito visto por aí. Para Carlos Alves, “parece uma tipologia digna de uma cantina decadente de alguma esquina do Bexiga.”
A escolha da fonte em si até poderia ser encarada como boa ou má, dependendo do repertório e da subjetividade do cliente, mas antes de simplesmente sair pondo uma fonte, nós devemos nos perguntar: agrega algum valor? Remete a origem do clube? Aponta o futuro para onde queremos ir? Estas perguntas geram perguntas anteriores e mais importantes, que claramente não foram feitas para a realização deste arquivo:
- Qual é a intenção da marca ao ser usada?
- Existe um conceito ou tema primário ou secundário no uso da marca?
Este é um fator que também chamou a atenção dos profissionais consultados. A marca está “fria”, faltou um pouco mais da história do clube, seus elementos tangíveis e intangíveis, a descrição da sua alma, para então transmitir a pregnância dos seus valores em termos de design com imagens que ajudassem a traduzir o que é Palmeiras e construir um “Palestrismo” e/ou “Palmeirismo” enquanto visibilidade, além de expor e divulgá-los em termos de marketing em uma missão e visão.
Hoje em dia, os estudos sobre marca indicam que o nível de relacionamento entre o antigo cliente (atual usuário) e a marca é o principal fator de valoração (que é diferente de valorização) e um Manual de Marca deve apontar, explorar e conceituar essa relação.
Continuemos com a parte técnica do arquivo ao falar do grid, Carlos Alves esgota o assunto em:
“um grid ou ´malha construtiva´ que não ajuda ninguém a construir nada pois não possui nenhuma referência. 1X (ou um quadrado do grid), equivale ao quê? Nada…”
Realmente é um grid de 14×14 , mas que na sequência (página seguinte) se mostra como uma possibilidade sem regra. Faria mais sentido ter um 10×10 ou 20×20 ou necessariamente uma definição do grid de acordo com alguma proporcionalidade dentro do logo.
Na assinatura horizontal (p.5) temos 28×9 e na vertical 19×9 (!??) que não fazem qualquer relação matemática com 14. Seria uma proporcionalidade baseada nos números de Lost 9 14 19 28?
“As assinaturas são apenas corretas, mas a tipologia escolhida nada tem a ver com o logo, seu estilo ou sua forma de design. Uma escolha no mínimo equivocada para não dizer preguiçosa.”
Carlos Alves
E ao falar de logo e logotipo, outro elemento que denuncia a falta de prática com o mercado está na página 11, onde bem apontou meu ex-aluno e designer, Ícaro Batista no uso da palavra LOGOMARCA. Termo banido até no manual da ADG por não fazer sentido (vide http://a4.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-ash3/529977_436235576392930_147422488607575_1889489_2049029359_n.jpg)
As cores são um caso à parte. Certa vez, creio que em 1992, no lançamento da primeira camisa da Parmalat, tive uma grande discussão com um amigo palmeirense sobre qual é o verde do Palmeiras. Para mim é evidente que o verde do Palmeiras é o tom conhecido como “verde bandeira”, mas qual bandeira, do Brasil ou da Itália? Segue a discussão e eu, ainda um estudante de segundo grau com desejo de ser publicitário, lá pelas tantas citei o vermelho Ferrari. Não há dúvidas que o vermelho Ferrari não é o vermelho do McDonald’s, do Mackenzie ou o vermelho do Bradesco. Anos depois descobri que a cor da Ferrari é amarela e o vermelho Ferrari é mais um produto e não sua marca, mas mesmo assim ele existe enquanto um patrimônio da marca.
Que cor é o verde do Palmeiras, se o Palmeiras pode usar o verde mais amarelado de 92, um mais escuro como nos 80 e um mais “fosco” como vem usando desde 2000? Qualquer verde colocado no Palmeiras deixa de ser o verde X e vira mais um “verde-Palmeiras“? O caso da camisa fosforescente é o dado a ser pensado. Podemos estar sendo mais realistas que o rei?
O que diz o estatuto do clube? No Título X – Dos Símbolos e Uniformes: Artigos 138 até 145 só utilizam a palavra VERDE e como um estatuto é a lei interna, tal qual o Manual de Identidade de Marca é a lei para uso da marca, estamos focados em compor em VERDE sem mais explicações.
Assim sendo, o Pantone Têxtil Verde 000 pode ser uma boa referência para definir a nossa cor, mas as traduções feitas para os demais padrões de cores mostram que foram feitas em algum programa de computador e não com as escalas de cores na mão (fato essencial) ou com a ajuda de algum produtor gráfico, visto que a escala CMYK quebra a cor em 100 – 0 – 91 – 42
Este é um erro comum, pois muitos acreditam na calibragem de telas/monitores (RGB) e scanners para definir uma cor em CMYK ou Hexacromia e Pantone. Tratam-se de lógicas de cor totalmente diferentes entre a cor por luz RGB (aditiva) é e a cor por pigmentação CMYK (decompostiva).
Pior: acredito seriamente que este arquivo não é o final, pois como apontou Carlos Alves, a escala de cores para vinil sequer foi citada. E se não foi feita, para que ela aparece no manual?
Nas regras de aplicação temos mais perguntas que respostas e em um manual de marca isto pode ser fatal entre o que estava “acertado” e o que foi “feito”. De início a área de proteção aponta o último fio branco, sem que ele apareça. A proporcionalidade da proteção e a divisão do distintivo não tem regra/motivo aparente. Em 6 partes, assim como o grid foi em múltiplo de 7 (14) e os demais números de Lost. Existe algum elemento gráfico no distintivo que possa ser a medida para quem não tem uma régua ver a proteção do logo? Use um símbolo, uma das letras, uma das estrelas ou qualquer coisa como a medida para demonstrar a reserva.
Carlos Alves aponta outros problemas:
“A página Comportamento em fundos diz ´Consulte a tabela de cores recomendadas ou entre em contato com a Sociedade Esportiva Palmeiras que poderá fornecer as informações necessárias´. Para que serve esta seção do Manual se ela não tira TODAS as dúvidas sobre a aplicação do logo em fundos coloridos? Devo ligar ou mandar e-mail para o Marketing toda vez que quiser saber como usar a marca em algum fundo colorido? E a aplicação da marca em fundos com cores múltiplas? É permitido? Proibido? Em quais circunstâncias?”
Por sinal é interessante ver na página 10 a exemplificação da exceção (e não excessão, como está escrito no manual) no fundo azul da página 9. Qual o motivo deste manual? Facilitar a compreensão do uso por parte dos fornecedores ou provar que quem manda é o departamento que o gerencia?
Depois da exceção com SS, gostaria de dizer que medidas não declinam em plurais. 1 cm, 1000 cm e nunca cms (p.11). Tomara Deus que este arquivo seja apenas um pré-pré-pré-estudo do assunto e que em algum momento algum responsável interferirá positivamente.
O fundo institucional está muito poluído de informação, vejam os fundos dos sites e papéis de parede do Milan, Barcelona e demais grandes clubes do mundo e pensem se aqueles fundos fazem sentido. Na nossa mídia palestrina temos imagens muito melhores que aquelas, que por sinal não parece em nada com um fundo, mas sim um papel de presente da lojinha do clube. Além do que, temos poucas opções de criação de fundos no manual e são apenas sugestões por que aqui também devemos entrar em contato com o departamento.
Na página Bandeira Oficial está definido que todas as proporções devem ser mantidas e respeitadas. Que proporções? Apenas esse 3×2, mas quanto é o 1? Onde estão especificadas? Qual a relação deste 1 com o distintivo?
A papelaria se restringe ao cartão de visitas, mas qual deles é o cartão correto? Não existe possibilidade de haver nove tipos diferentes de uma mesma peça. Quais as descrições de uso, acabamento gráfico, verso? Onde estão as demais peças?
Em qualquer busca mais aprofundada na rede encontra-se manuais de clubes do mundo todo, de diversas ligas e de diferentes esportes. Quando comentei na rede que até um aluno meu faria algo melhor, não estou mentindo. Este caso não foi meu aluno, mas elucida bem a diferença entre o que vergonhosamente o nosso clube apresenta como oficial e um trabalho de conclusão de faculdade: http://issuu.com/jeffsantos/docs/jefferson.santos_tcc
Sentiram a diferença? Façam essa lição de casa que os autores e gestores provavelmente não fizeram e busquem mais manuais de identidade (busquem pelas palavras: brand guidelines id) e encontrarão inúmeras marcas de eventos esportivos, federações, cidades, governos e muitas empresas que dariam a alma para ter “consumidores” tão dedicados como cada palestrino que nasce sobre o peso de ter de aguentar as ações mais simplórias do nosso grandioso clube.
*Gustavo Cavalheiro, publicitário, designer, mestre e doutorando em comunicação e semiótica, professor universitário (FMU e Uniesp), sócio remido e palestrino acima de tudo.
LINKS
Empresas de design e seus portifolios
Dicas para os autores e gestores do Palmeiras
Identidade visual
27 de abril de 2012 por @parmerista
Postado em: Marketing, Verdazzo
O departamento de marketing do Palmeiras desenvolveu, ainda sob a gestão de Rubens Reis, um Manual de Identidade Visual a ser adotado pelas redações mundo afora. No dia 10 de fevereiro o Verdazzo publicou o visual final do brasão do clube readequado. Como não havia sido oficializado, ainda não foi possível até agora ver em nenhum jornal, revista ou canal de televisão o brasão em sua nova versão.
O novo manual foi finalizado e finalmente disponibilizado pela assessoria de imprensa. Todos os torcedores e profissionais podem ter acesso neste link: http://assessoria.palmeiras.com.br/IMAGENS/Palmeiras_Manual-Identidade-Visual.pdf.
Parabéns a todos os responsáveis por um passo importante na modernização do clube. Na verdade, trata-se de um passo básico, já precisaríamos estar bem mais à frente. Mas é um começo.
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
Nova vaquinha à vista!
24 de março de 2012 por @parmerista
Postado em: Humor, Marketing, Verdazzo
Essa eu quero ver!

E-mail: conrado@verdazzo.com.br

“Se eu não vou no evento, falam mal de mim. Se eu vou, falam mal. A gente estava saindo e o carro quase nem bateu, mas tudo já vira notícia. É muita maldade”
“Isso é para os corneteiros que falam que eu não quero ficar aqui. Vou me dedicar. Para aqueles que falam que a diretoria não me quer, tomaram mais um chupa.”


