Clube estuda a adequação do brasão
10 de fevereiro de 2012 por @parmerista
Postado em: Marketing, Verdazzo
Está sendo divulgado na internet, informalmente, algo que seria o novo brasão do Palmeiras. O novo desenho tem poucas alterações em relação ao que está consagrado pelos usos e costumes, apenas algumas correções técnicas e adequações históricas. Veja abaixo o brasão, como é conhecido atualmente, e como será caso as mudanças sejam aprovadas (clique para ver a imagem ampliada):
Á primeira vista, pouco se percebe de diferente, a não ser que o “P” e o “S” ficaram mais arredondados. Mas fazendo uma análise um pouco mais rigorosa, percebe-se que foi feito uma adequação técnica nas letras, direcionando-as ao mesmo ponto de fuga. Vejam a figura abaixo (clique para ver ampliada):
Outras mudanças, de cunho histórico, foram feitas. O número de linhas dentro do escudo suíço aumentou, de 14 (não há registro do porquê serem 14 linhas, mas pode-se especular que seja pelo ano de 1914, ano da fundação do Palestra Italia) para 26, em referência ao dia de fundação do clube. O aumento do número de linhas faz o fundo do escudo ficar mais “escuro”, realçando o grande “P” – que, aliás, foi outro objeto de reforma. Vejam abaixo:
O desenho atual, olhando-se isoladamente, parece cheio de gambiarras, com linhas tortas e sem harmonia. O redesenho, além de remeter ao “P” do antigo brasão do Palestra Italia, está muito mais simétrico.
O estatuto do clube define seus símbolos da seguinte forma:
TÍTULO X
DOS SÍMBOLOS E UNIFORMESArt. 138 – A SEP tem uma Bandeira, um Galhardete, uma Flâmula de Lapela, um Escudo e um Brasão.
Art. 139 – A bandeira da SEP é bicolor, alvi-verde; sobre o centro de um campo verde, gravam-se dois aros brancos concêntricos e circunjacentes; dentro dos quadrantes inferiores, em caracteres brancos, gótico-germânicos eqüidistantes do aro interno, escreve-se: “PALMEIRAS”; no interior de tais círculos, há outros dois menores, um de cor branca e outro de cor verde, que alcançam mais os quadrantes superiores, à volta de um campo branco nos quais se salienta um escudo suíço, de cor verde, com orla alvi-esmeraldina em cujo frontispício se desenha um “P” maiúsculo, de forma especial, já sancionada pelo uso; entre os aros maiores e os menores, em cada quadrante superior, há quatro estrelas brancas, que evocam o mês de fundação da SEP; há uma banda branca, proporcional, que entrecorta o campo verde em diagonal, da parte inferior da esquerda para a superior da direita, sem fazê-lo nos aros; na parte superior central externa dos dois grandes aros brancos concêntricos, bem acima, será colocada uma estrela na cor vermelha, alusiva à conquista da Copa Rio, e abaixo dela, geométrica e proporcionalmente, serão colocadas estrelas na cor branca, tantas, quantos forem os títulos nacionais conquistados. No reverso, há o mesmo desenho e forma geométrica.
Parágrafo Único – O pavilhão é privativo dos mastros da SEP, contudo poderá desfraldar-se em solenidades, reuniões e competições, em que se manifeste o dever ou a oportunidade de sua presença.Art. 140 – O galhardete guarda, em miniatura, as especificações previstas no artigo anterior, indicado na base do triângulo: “SOCIEDADE ESPORTIVA PALMEIRAS”, em caracteres convenientes; mais abaixo do aro exterior e dele eqüidistante, um cimácio lacrimal, de branco, em um dos quais se grava: “Fundada em 26/VIII/1914” sob estes, próximo de cada extremidade, um modilhão, bordejado de branco. Mais abaixo, em caracteres brancos, escreve-se por extenso, horizontalmente, “São Paulo” e, verticalmente,“Brasil”. Todos os lados do triângulo se tarjarão de branco.
§ 1º – O galhardete poderá ter anverso e reverso, sendo dispensável a banda.
§ 2º – A flâmula é, em miniatura, a reprodução do galhardete.
Art. 141 – O brasão da SEP obedecerá à forma geométrica e ao desenho, com as cores e o “P”, referido no artigo 139.
Art. 142 – Há um escudo de lapela com esmeralda e brilhante, de uso privativo e constante do Presidente da Diretoria, e por este transmissível aos seus sucessores, como símbolo da unidade social e respeito a este Estatuto.
Art. 143 – A antiga bandeira do “PALESTRA ITALIA” deverá manterse em alfaia adequada e seu feitio e impermeável a deterioração e intempéries.
Art. 144 – O brasão, escudo, galhardete e flâmula, em festejos ou decorações recreativas poderão combinar com o “P” referido nos artigos anteriores, com o psitáculo (Periquito), e com a palmeira.
Art. 145 – Observado o que se determina neste Título, compete à Diretoria Executiva superintender o feitio e particularidades:
I. De uniformes, faixas ornamentos ou decorações, atavios, adereços e similares;
II. De insígnias, estandartes, lábaros ou pendões, emblemas, brasões e distintivos, medalhas e figurações congêneres;
III. De correspondências, logotipos, impressos, móveis, utensílios, alfaias, troféus, galhardetes, e semelhantes;
IV. De troféus e lauréis por conferir, nas modalidades desportivas, graduando-os com a significação realce da cada competição.
V. Da posição das cores privativas da SEP, quando possam confundir com as de rival em competições em que o reclamem as leis.
O brasão é definido no artigo 141 pelo desenho que está ao centro da bandeira, por sua vez, definida no artigo 139. A forma do “P” é a “sancionada pelo uso”, ou seja, não há especificações técnicas. O tamanho exato dos círculos, bem como o número de listas dentro do escudo, não obedecem a nenhum critério objetivo. Ou seja, a mudança não fere o estatuto, a não ser pelos tais caracteres gótico-germânicos. Eu não faço ideia se os tais caracteres do escudo novo obedecem a essa orientação, alías, não sei nem se o antigo também o faz. Pesquisando na internet, o que mais se aproxima da descrição desse tipo de caracter está neste documento, na página 172. Admito que fiquei na mesma. Seria preciso o parecer de um especialista em tipografia para encerrar a polêmica.
E é exatamente por este detalhe que o símbolo proposto ainda pode depender de uma alteração estatutária. O marketing do clube alega que a mudança no símbolo é exatamente para fazer uma adequação ao estatuto. Sem conhecimento técnico, com exceção da questão dos caracteres, me parece que o atual se enquadra, assim como o novo. Resta saber se a empresa contratada para executar o serviço (que, aliás, elaborou um meticuloso manual para a nova marca, com especificações e medidas para cada detalhe) levou em conta tudo isso.
O atual brasão é maravilhoso. Suas imperfeições técnicas não tiram sua beleza e magnitude. O centenário do clube se aproxima e uma mudança no brasão, para marcar a passagem, não é má ideia. Mas nesse caso, algo a se pensar seria uma mudança radical, um brasão diferente conceitualmente, que servisse como um marco da modernização do Palmeiras, que viesse lado a lado com o surgimento da Nova Arena. Seria a marca do Palmeiras do segundo século, um tapa na cara dos velhos conselheiros, mas também na cara da tradição. Sem dúvida, uma baita polêmica, nem eu mesmo sei se sou a favor ou contra.
A atualização proposta é apenas uma correção do que já existe, é mais do mesmo. Pessoalmente, acho essa atualização desnecessária, mas também não acho ruim. De fato as linhas ficaram mais harmônicas, simétricas. Por outro lado, já não é o símbolo que aprendemos a amar desde crianças. Há prós e contras. De toda forma, há que se fazer uma rigorosa verificação com relação ao que determina o estatuto, com parecer técnico reconhecido. Ou então, que se altere o estatuto.
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
Futebol + MMA. É uma boa para o futebol?
2 de fevereiro de 2012 por @parmerista
Postado em: Marketing, Verdazzo
A vitória do americano Chael Sonnen sobre Michael Bisping no último final de semana o credenciou para desafiar Anderson Silva pelo cinturão dos médios do UFC. A luta deve ocorrer em São Paulo, em data a ser anunciada. O brasileiro tem o apoio oficial do SCCP, de quem é torcedor declarado.
Sonnen, um boquirroto, tem uma estratégia peculiar de auto-promoção. Ao melhor estilo Muhammad Ali, diz que vai fazer e acontecer, que vai derrubar todo mundo. Só que Ali derrubava mesmo. Sonnen é um bom lutador, mas convenhamos, Silva está muito mais próximo de poder falar um monte por aí que o americano.
Sonnen também costuma usar uma espécie de repulsa a brasileiros como forma de apimentar sua relação com o público. Como se não bastasse, o americano foi pego no antidoping exatamente na luta em que perdeu para Silva, em 2010, quando dominou a luta toda e perdeu por acabar levando um estrangulamento a poucos segundos do fim da luta, e amargou uma longa suspensão.
Como se não bastasse tudo isso, para aumentar ainda mais a expectativa sobre sua luta com o brasileiro, Chael Sonnen inventou de se declarar palmeirense. Quando mencionou isso pela primeira vez, disse que torcia pelo “Palares”. Palarense desde criancinha. O Palmeiras, através de seu departamento de marketing, fez uma espécie de apoio simbólico ao lutador, enviando-lhe uma camisa oficial, que ele usou para fazer um video promocional onde esmaga um boneco vestido com a camisa do Marcelinho Carioca. É um figuraça, disso não resta dúvida.
Outros lutadores também são apoiados por clubes de futebol. Inter, Flamengo e Vasco já adotaram atletas de MMA, buscando valorizar suas marcas. Mas a discussão precisa ser ampla. Afinal, até que ponto é positivo para os clubes de futebol o envolvimento com MMA, e mesmo com outras modalidades esportivas? E o Palmeiras, acertou em apoiar Chael Sonnen, diante de todo esse cenário?
O Verdazzo consultou três especialistas no assunto para darem seus pareceres sobre o assunto, e dar mais elementos para que você, leitor, formule seu próprio julgamento. Duas perguntas foram feitas a Erich Beting, editor do site Máquina do Esporte; Fábio Kadow, autor do site Jogo de Negócios e Luís Fernando Tredinnick, colunista do Terceira Via Verdão. Confira abaixo.
De uma coisa o Verdazzo já tem certeza: se fizerem esse evento aqui em São Paulo, envolvendo Sonnen x Silva, Palmeiras x SCCP, ou fazem um fortíssimo esquema de segurança, tanto para o lutador americano, quanto para quem for assistir ao evento no local, ou teremos sérios problemas…
1) O que vocês acham do envolvimento de clubes de futebol no apoio a lutadores famosos de MMA?
Erich Beting: Acho uma bobagem essa associação. O clube não ganha absolutamente nada com isso. Sua base de torcedores não aumenta por conta disso, muito menos a geração de receitas. No final das contas, fica com cara de um oportunismo do clube em patrocinar um atleta sem ter um projeto realmente para ter, pelo menos, uma escola de MMA a ser oferecida a seus associados.
Fábio Kadow: O que ocorreu nestes acordos assinados no ano passado foi uma tentativa de popularização de uma modalidade que já existe há muito tempo e só nos últimos meses que conseguiu um reconhecimento da população e da mídia. Esta mesma estratégia foi feita já por outras modalidades, como a natação (Flamengo com Cielo), atletismo (Maurren no SPFC), etc, etc… numa tentativa de conseguir este reconhecimento, espaço na mídia e, consequentemente, melhores contratos de patrocinio.
Então, se este apoio do clube é real para o atleta, dá suporte, tem interesse em desenvolver a modalidade, o clube tem tradição em apoiar outros esportes e não quer apenas “surfar” uma onda”, tem um plano de comunicação e marketing… acho qu epode ser interessante, seja no MMA ou qualquer outra modalidade.
O Palmeiras é reconhecido por grandes times de volei, basquete, hoquei, ou modalidades como judô e até o boxe, porém todos estes estão esquecidos e o último apoio que tinha a um grande atleta acabou com a não renovação do projeto do Flavio Saretta no tênis.
Luís Fernando Tredinnick: como acho que futebol é uma marca, associar essa marca a outros esportes não traz nenhum benefício direto ao clube. Principalmente porque as mensagens a serem passadas por outros esportes geralmente são distintas das mensagens do futebol. Por exemplo, o Hugo Hoyama representar o Palmeiras no tênis de mesa não tem o mesmo apelo que a emoção do futebol gera. Afinal, o tênis de mesa é esporte de técnica e concentração…
Pessoalmente acho que deveríamos associar o futebol com outras idéias. O jeito moleque e brincalhão do Neymar tem muito mais apelo do que dois caras de shortinho se batendo até sair sangue. O que vai durar mais, a fama do Anderson Silva ou a fama da Luísa que foi para o Canadá? Se pensarmos em montar uma marca de longo prazo, essa é uma questão importante.
2) o que vocês acharam do apoio da diretoria do Palmeiras, mesmo que distante (limitado a apenas o envio de uma camisa oficial), a Chael Sonnen?
Erich Beting: Acho que foi tão infeliz quanto o estardalhaço que o atleta quis provocar em torno disso. Não existe a menor associação do clube com o Chael e com a modalidade em geral. Lembrou muito o episódio do Atlético-MG entregando bandeira do clube a vencedores quenianos da São Silvestre em 2005. O Cruzeiro tem um grande projeto para a corrida, e o rival praticamente “atestou” sua inferioridade ao fazer essa ação. A ligação com o Sonnen é basicamente o mesmo atestado de competência que o Palmeiras passa ao Corinthians, que tem um projeto de longo prazo com o Anderson Silva. Como citado na primeira resposta, o clube só perde com isso, enquanto o lutador, pelo menos, ganha em promoção.
Fábio Kadow: achei ruim, oportunista, mesmo que “só” enviando a camisa oficial, pois este é o principal cartão de visitas que o clube tem, sua bandeira, seu escudo.
ao enviar sua camisa para um lutador que sempre fala mal do Brasil e dos brasileiros, já foi pego no dopping, é considerado hoje um “inimigo” de todos os atletas brasileiros da modalidades, simplesmente geramos um “anti-marketing” para o nosso time no mundo todo. Foi seguido o ditado “falem mal, mas falem de mim”, apenas pelo fato do rival estar com o atleta que é o principal adversário dele, ou seja, de forma gratuita e sem planejamento geramos um buzz negativo para o clube e apenas jogamos mais lenha na fogueira, o barulho foi bom para o próprio Sonnen que aproveitou a oportunidade.
O próprio Marcos já disse que numa luta do Sonnen com qualquer brasileiro ele torceria pelo Brasil. Seria como o Vasco mandar uma camisa para o Phelps para que ele ganhe do Cielo. Ou o Santos para a rival da Maurren… enfim, isso não é marketing.
O Palmeiras é muito maior que isso e tem suas próprias glórias e propriedades que deveriam ser valorizadas, tem muito atleta amador que representa o clube e nunca ganhou uma camisa da diretoria.
Luís Fernando Tredinnick: acho que além do erro de associar o clube a outro esporte, existe também o erro de execução. Ou se apóia o atleta/esporte de maneira profissional ou não se faz nada.
Existiram maneiras profissionais de se tirar proveito da situação. Por exemplo, divulgar que o Palmeiras é sempre contra a violência, mas se for para haver um confronto que seja feitos por profissionais com regras e juízes (daria para fazer uma série de comerciais e colocá-los na internet, por exemplo). Ou então, aproveitar para dizer que o Palmeiras tem todo o tipo de torcedores, até mesmo aqueles que só não gostam dos Corinthianos…. são exemplos banais mas que poderiam aproveitar para divulgar a marca e os valores do Palmeiras.
Mandar a camisa, acho que seria melhor que um torcedor tivesse feito isso e não a “diretoria”.
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
Verdão assina com Kia Motors por três anos
31 de janeiro de 2012 por @parmerista
Postado em: Marketing, Verdazzo
O Palmeiras fechou o patrocínio máster da camisa com a Kia Motors, empresa do ramo automotivo. Os valores divulgados extra-oficialmente dão conta que o clube receberá R$74 milhões por um contrato de três anos para estampar a marca da empresa sul-coreana no peito da camisa, onde ficava a marca da Fiat. Se confirmado, trata-se de um negócio excepcional, num momento em que o mercado sinaliza a tendência é inverter a curva de investimentos em esporte. Que o digam SCCP, SPFC e CRF, que continuam com o peito em branco.
O acordo provavelmente faz parte da estratégia da Kia Motors em combater os esforços da concorrente chinesa JAC Motors, que também busca direcionar seus recursos na busca de market share em ações ligadas ao esporte. A empresa sul-coreana, que já tem os naming rights da Copa Kia do Brasil, arrebata assim a camisa da terceira maior torcida do país e vai colher frutos inclusive no ano do centenário do clube, quando dezenas de ações importantes devem ser realizadas.
Com o acordo, a camisa do Palmeiras volta a ser a mais valiosa do país, contando os patrocínios da Adidas, Tim, Skill Idiomas e BMG. Pelo menos estes dois últimos, que poluem o visual da camisa, deveriam ser renovados ou substituídos no máximo até o final do contrato com a Kia, para que em 2015 o clube negocie uma camisa limpa, onde o patrocinador máster não terá que dividir o espaço com ninguém – e pague mais por isso.
A logomarca da Kia Motors estampou até o fim da última temporada o peito da camisa do Atlético de Madrid. A camisa alvirrubra não conflitou com as cores da empresa. Mas é de se imaginar que a estampa em nossa camisa será branca, diferentemente do estupro a que nossas mangas foram submetidas com a logo do banco BMG. Nesse caso, ponto para a Kia.
Parabéns à gestão Tirone, através da diretoria de marketing, pelo ótimo negócio. Demorou, mas saiu. O diretor Rubens Reis, que passou por momentos de muita pressão nos últimos dias por conta do buraco em nossa camisa, chegou até a dar publicamente a si mesmo um prazo para fechar o negócio – mas cumpriu. Felizmente para ele, e para todos nós.

E-mail: conrado@verdazzo.com.br
Selo lá
26 de janeiro de 2012 por @parmerista
Postado em: Humor, Marketing, Verdazzo
O SPFC, sempre inovador, lançou o celular bambi. Legal, o Palmeiras também podia lançar o seu, mas esperar iniciativas importantes da diretoria de marketing desta gestão, onde não se tem sequer um profissional para tocar o departamento, ficando o diretor dependendo apenas de dois auxiliares administrativos, é querer demais.
Só que o pessoal do Jardim Leonor exagera. Vejam a página do site oficial do clube, clicando aqui.
Além do celular ser cor-de-rosa, dois trechos chamaram atenção:
” Cada jogador recebeu um kit para poder desfilar com seu novo presente.”
“Desfilar“? Really? Será que o redator não poderia ter escolhido outro verbo, como “mostrar”, até mesmo “exibir”? Tinha que ser “desfilar”???
“Além deles, foram sorteados 15 celulares para membros da imprensa, que também ficaram satisfeitíssimos com a ação.”
Ah, que bonito!
Uma coisa é fazer um press kit incrementado, com brindes interessantes. Faz-se agradinhos honestos aos jornalistas, que inconscientemente (ou não), vão sempre ter aquela boa-vontade a mais na hora de escrever. Isso faz parte do jogo, o Palmeiras também deveria fazer. Mas distribuir presentes caros, um celular de R$300, ultrapassa, e muito, os limites da ética.
Bem, tanto uma frase, quanto outra, refletem perfeitamente a identidade do clube em questão. Para quem já distribuiu ingressos para o show da Madonna, não é surpresa para ninguém.
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
15h08 – Fui informado pelo leitor @_filiperufino que o Palmeiras tem, sim, seu celular, igualzinho o do bambi – mas não é rosa, é claro. Só que ninguém fica sabendo. Pelo visto, a iniciativa é da empresa de tecnologia, e não dos clubes. Logo, a crítica à estrutura de marketing do Palmeiras permanece válida. Conheça o celular do Palmeiras aqui.
Um cacho de bananas
23 de janeiro de 2012 por @parmerista
Postado em: Marketing, Política, Verdazzo
O vice-presidente e diretor-financeiro do clube Walter Munhoz não é afeito a aparecer na mídia. Sempre na moita, leal a Mustafá Contursi, já anunciou sua “aposentadoria do Palmeiras” ao final deste mandato. Mas estava todo contente no sábado, nas dependências do clube. Ele se gabava da diretoria ter conseguido fechar com um centroavante. Mas não dizia o nome.
Deixou a todos muito curiosos, todos queriam saber de quem se tratava. Quando ele finalmente revelou que era o Barcos, foi uma decepção geral. Mas como assim “fechou com o Barcos”? É que mesmo com o anúncio oficial, feito na quarta, o atacante ainda não havia assinado contrato, e quando percebeu que o clube anunciou ao público, chegou pedindo um troquinho a mais.
A pergunta que não quer calar é: como é que o clube anunciou a contratação do Barcos com ele ainda fora do país? Mesmo que de forma bastante improvável houvesse alguém acompanhando o atacante no Equador e a assinatura tivesse se dado lá mesmo em Quito, não era óbvio que ainda faltavam os exames médicos? Como somos inocentes…
***
Aliás, o mesmo Walter Munhoz foi bastante questionado no sábado sobre o patrocínio master na camisa, já que o diretor de marketing, Rubens Reis, de forma inacreditável anunciou à imprensa na semana passada que até o fim do mês o problema não só estaria resolvido, como seria em valor superior à base atual. O vice financeiro mostrou o quanto a diretoria está unida e todos confiam uns nos outros:
- Faz seis meses que ele fala isso…
***
Afinal de contas, o que o diretor de marketing tem a ganhar ao fazer esse tipo de declaração? Ao dar a si mesmo uma deadline, só dá mais munição ao outro lado da mesa. Cuspiu pra cima, pra quê? A única coisa que explica declaração tão infeliz é a tentativa de diminuir a pressão sobre si. Ora, além do efeito ser justamente o contrário, mostra que não aguenta a pressão que o cargo exerce.
***
O jogo contra o Bragantino não foi transmitido pela TV aberta, nem pelo SporTV, embora tenha acontecido no interior. Por algum motivo, as televisões transmitiram, inclusive para a capital, o jogo que aconteceu no Jardim Leonor. Restou ao palmeirense que não pôde ir a Bragança assistir pelo PPV.
O associado do clube está acostumado a assistir a jogos que não passam nem na TV aberta nem no SporTV no próprio Palmeiras. Pois os senhores pasmem: mudaram o plano de TV por assinatura dentro do clube, e não há mais pay-per-view disponível aos associados. Não é mais possível assistir aos jogos do Palmeiras nem dentro do próprio Palmeiras.
O que o palmeirense fez para merecer isso…?
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
Break point
12 de janeiro de 2012 por @parmerista
Postado em: Marketing, Política, Verdazzo
O ex-tenista profissional Flávio Saretta, medalha de ouro no Pan de 2007, que chegou a ser o número 44 no ranking da ATP, e que mantinha um convênio com o Departamento de Tênis do Palmeiras, foi comunicado que o projeto não seria renovado para 2012. Implementado em 2010, o trabalho visava o desenvolvimento de tenistas de alta performance e também os praticantes amadores.
Saretta, palmeirense de coração, a quem já tive a chance de ver nas cadeiras do Palestra por diversas vezes mesmo na época em que ele ainda atuava no circuito da ATP, atribuiu a não renovação do contrato à políticagem. Em entrevista ao portal UOL, Saretta revelou que até para romper o vínculo houve descaso e má vontade.
O projeto era um sucesso. Diferentemente da grande maioria dos departamentos esportivos do clube, era superavitário, não parasitava as receitas do futebol para se manter. O serviço oferecido era de nível altíssimo, havendo fila de espera para conseguir a matrícula.
O ex-tenista conseguiu aprovar no Ministério dos Esportes um projeto de incentivo fiscal para bancar a ampliação do trabalho. Cabia ao clube, através de sua diretoria – especialmente a de marketing, captar as empresas que aportariam seus recursos fazendo abatimento dos impostos. Mas Saretta, que não pertence a nenhuma ala política, nem associado do clube é, alegou que a diretoria não se interessou em levar o projeto adiante, e atribuiu ao fato de que o vínculo entre ele e o Palmeiras é obra da gestão anterior.
O que Saretta talvez não saiba, mesmo sendo torcedor do clube, é que o departamento de marketing é tão fraco, que nem patrocínio para a camisa do futebol do Palmeiras consegue. Existe uma pequena chance de ter sido mera incompetência – embora saibamos que a tendência de desfazer tudo o que a gestão passada fez é a mola-mestra da gestão Tirone.
Sabemos que a determinação não partiu da Diretoria do Tênis. Logo, só pode ter vindo da alta cúpula. Resta saber quem foi que deu a ordem, para ser severamente questionado sobre as razões. Saretta, frustrado, foi à imprensa e desabafou, expondo mais uma vez a forma como as decisões são tomadas no Palmeiras. A frase “A verdade é que o Palmeiras virou vitrine da desorganização, como todo mundo fala” é a síntese do desapontamento de quem tenta trabalhar com esse pessoal.
Se quem mandou foi Tirone, Mustafá ou Piraci, pouco importa. Quem tem a caneta na mão é Arnaldo Tirone, e é ele quem deve ser cobrado por mais essa medida desastrada. Mais uma vez o Palmeiras tem o saque quebrado.
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
Marcos ganha biografia; Palmeiras quer proibir
21 de dezembro de 2011 por @parmerista
Postado em: Marketing, Verdazzo
São Marcos ganhou uma biografia, escrita pelo jornalista Celso de Campos Junior. Prestes a encerrar a carreira, o maior ídolo do clube no século 21, que criou fama ainda no fim do século passado, será homenageado pelo clube e por torcedores, de forma oficial e não-oficial.
Campos Junior, torcedor do Palmeiras, que também já escreveu uma biografia de Adoniran Barbosa, investiu oito anos de pesquisa coletando dados, entre reportagens, fotos e depoimentos, para construir a obra. O resultado poderá ser visto sob o título “São Marcos de Palestra Italia“, publicado em 304 páginas pela editora Realejo.
O projeto do livro foi apresentado ao departamento de marketing do Palmeiras há cerca de seis meses, mas foi engavetado, com a justificativa de que outros projetos já estariam em andamento. De fato, três obras estão no forno com as bênçãos do clube: uma de fotos, de autoria de Cesar Greco, que cobre o dia-a-dia na Academia; um livro de causos, escrito por Mauro Beting; e uma biografia, a cargo de Paulo Vinicius Coelho.
Marcos ainda não se pronunciou oficialmente sobre o livro. Em princípio, não teria autorizado, mas deve verificar o conteúdo – caso não contenha nenhum trecho que o desagrade, não deve se opor. Costuma ser assim com todas as biografias não-oficiais.
A imagem de Marcos, por tudo que ele significa, deve ser preservada custe o que custar. Se Marcos achar que algum trecho não corresponde à verdade, ou se ele simplesmente não quiser que seja divulgado, pode pleitear na Justiça a supressão – como aconteceu há alguns anos com a biografia não-autorizada do cantor Roberto Carlos. Cabe ao Palmeiras dar todo o apoio jurídico a um de seus maiores ídolos nesse caso.
Mas o clube, através do diretor jurídico Piraci de Oliveira, sem ter a palavra definitiva de Marcos, já se antecipou: sem qualquer relação com o conteúdo, simplesmente por causa de royalties, decidiu abrir uma briga jurídica – que provavelmente vai perder.
A diretoria tem por obrigação zelar pelo patrimônio do clube, e isso inclui os ganhos sobre a marca Palmeiras. Mas isso envolve colocar numa balança o quanto se ganharia com royalties, de um lado, e de outro o ganho intangível, com uma obra que reforça no imaginário popular os feitos de uma grande figura palmeirense.
Querer que a atual diretoria jurídica do Palmeiras tenha esse tipo de visão além de um palmo à frente de seus narizes é exigir demais.
Aliás, em vez de se preocupar com as migalhas que possíveis royalties sobre a marca renderão, deviam estar fechando o maior contrato de patrocínio em camisas da História do futebol brasileiro. Mas pelo jeito, vamos romper 2012 com o espaço mais nobre da camisa vazio.
Aguardemos o veredito que realmente importa: o do biografado.
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
Destruindo o valor da marca
Decidi dar uma pesquisada em dados elaborados por profissionais de marketing para atestar o que efetivamente os ilustres senhores que comandam a SEP andam fazendo com o tamanho do Palmeiras, com a nossa marca e a conclusão é assustadora. Vamos aos números sem rodeios:
1. ESTUDO GFK CUSTON RESEARCH BRAZIL (uma das maiores do mundo em pesquisa de mercado) – Estudo de mercado realizado este ano que associa a marca dos clubes a uma lista de 13 atributos da marca (inteligente/autêntica/confiável/educada/honesta/sofisticada/chamosa/alegre/ impetuosa/animada/ama liberdade/corajosa/austera). Nesse estudo, pasmem, o Palmeiras se sobressaiu negativamente por ter se distanciado da associação com todos os atributos. Ou seja: os resultados da pesquisa mostram que os entrevistados em todo país não associam o Palmeiras a NENHUM destes atributos. Somente o Vasco teve resultado similar. TODOS os outros times grandes foram associados a alguns atributos. E o pior! O atributo em que mais nos distanciamos foi “honesta”. SCCP foi associado fortemente a 6 atributos, o SPFC a 3. Isso mostra que o Palmeiras não explora sua história de forma positiva e tem uma imagem negativa, pouco simpática para a população. Obviamente que esse tipo de estudo é direcionado a atender potenciais parceiros e anunciantes. Dentre todas as opções de clube para estampar a camisa, porque uma grande empresa procuraria justamente aquele que não é associado pelo público a NENHUM atributo positivo?
2. ESTUDO ANUAL DA BDO/RCS – valor das marcas dos clubes. São consideradas 18 variáveis, dentre elas balanço, pesquisas de torcida, dados de marketing, hábitos do torcedores, dados financeiros, etc. Esse estudo é realizado desde 2004 e desde então a marca Palmeiras se mantém constantemente na quarta posição, estimada hoje em R$ 452,9 milhões. Boa notícia, dado o cenário? Nem tanto…olhando com cuidado percebe-se que em 2011 a marca Palmeiras foi uma das que menos valorizou, embora tenha mantido a quarta posição. Valorizou apenas 2%, enquanto Santos cresceu 49%, Fluminense 30%, SCCP 16%, Vasco 8%, etc. A titulo de comparação, a marca Vasco vale R$ 162,5 milhões ou 35% do valor da marca Palmeiras, e mesmo assim se estruturou de forma a montar um time mais valioso (adiante).
3. ESTUDO DA PLURICONSULTORIA – valor de mercado dos elencos antes e depois do Brasileirão. Esse é acachapante! Dentre os times que permaneceram na elite, o Palmeiras foi o que menos se valorizou. O valor do elenco palmeirense é estimado em 44 milhões de euros, valendo apenas 200 mil a mais do que antes do torneio. A maior valorização foi o Vasco, cujo elenco valorizou 12,4 milhões, cotado hoje em 65,6 milhões de euros. SCCP valorizou 10,1 milhões, chegando a 70,4 milhões e SPFC valorizou 3,8 milhões, atingindo 92,1 milhões. O elenco do Santos está cotado em 141,2 milhões de euros, o que representa mais de 3 vezes o valor do elenco palmeirense. Como pode o Santos, com menos receita e muito menos torcida, ter um elenco 3 vezes mais valioso que o Palmeiras? Muitos vão dizer que é uma distorção pelo Neymar mas isso não invalida qualquer conclusão, pois eles sempre “acham” um Neymar e nós nunca.
4. ESTUDO DA BDO/RCS – receita dos clubes em 2010. A título de referência, a receita do Palmeiras em 2010 foi R$ 148 milhões, a quarta maior do Brasil.
Comparando Palmeiras e Vasco, 2 times com torcidas parecidas em termos numéricos, ambos nascidos em colônias, ambos rebaixados recentemente, ambos no eixo RJ-SP, constatamos: o Vasco teve R$ 83 milhões de receita em 2010. Ou seja, a receita alviverde foi 79% maior que a receita vascaína, a marca alviverde vale 178% a mais que a vascaína e mesmo assim o Vasco conseguiu montar um elenco que vale 49% a mais que o palmeirense e que foi campeão da Copa do Brasil, vice campeão brasileiro e que disputará a Libertadores, enquanto o Palmeiras nada conseguiu. O que o Vasco tem de diferente do Palmeiras? Um gestor profissional no futebol, chamado Rodrigo Caetano. Nenhum gênio iluminado. Apenas um profissional. Quanto custa um gestor profissional versus essa diferença de performance?
Enquanto isso o Palmeiras segue com seus gestores amadores e fazendo seus cortes de migalhas e achando que isso será a salvação da lavoura. Só em 2011, que eu me lembre fizemos “saneamentos importantes” como cortar a nutricionista da concentração, cortamos a impressão colorida, a ração do cachorro que toma conta dos troféus, a Libero Comunicação, o André Sica, entre outros. Fizemos todos esses “cortes” mai aí alguém esquece de pagar em dia o acordo trabalhista do Ewerthon e a multa fez o valor do acordo subir R$ 600 mil… puxa vida! Toda essa grande economia feita foi diretamente pro bolso do Ewerthon, a nossa marca está definhando e mesmo assim tem gente achando que está “saneando” o clube.
A verdade é que fica muito fácil constatar, de forma embasada, que o Palmeiras passa claramente por um processo de destruição de valor da marca. O Palmeiras estagnou, enquanto os concorrentes seguem se valorizando, conquistando, se modernizando, crescendo. Quem já estava à nossa frente, está abrindo vantagem. Quem está atrás, está tirando a diferença. O Palmeiras hoje não é uma marca atrativa para patrocinadores, muito menos uma vitrine interessante para os jogadores. Em comum, patrocinadores e jogadores estão categoricamente fugindo do Palmeiras, pois existem opções melhores e os números em toda a sua frieza, mostram isso. O Palmeiras perde jogadores que deseja para concorrentes com muito menos poder econômico. Não conseguimos contratar jogadores de ponta.
Patrocinadores? A FIAT optou por não renovar a cota máster e não existem propostas na mesa. Estamos batendo de porta em porta para “oferecer a camisa”, o que obviamente depreciará o valor recebido, sendo que dificilmente conseguiremos sequer igualar o valor pago pela FIAT. Isso sem contar que esse valor foi uma canetada do presidente da FIAT para agradar o então candidato a presidente do Brasil, José Serra. A única medida positiva foi manterem o Felipão, e mesmo assim motivados pelo escudo que ele oferece e não pela competitividade esportiva.
Esse desastre administrativo resultará em menos receita, com isso times mais medíocres, nenhuma conquista, diminuição de torcida e todo um espiral negativo que só pode ser interrompido com um choque de gestão a curto prazo, algo que, infelizmente, duvido que vá acontecer. Para 2012, vamos de Rafael Cruz, Ricardo Bueno, Juninho e, quem sabe, Willian Batoré.
Agora vamos agarrar o terço, secar o SCCP na Libertadores, rezar para não cair e aguentar os vexames de mais um ano longo que se avizinha no horizonte cada vez menos verde.
R.I.P. Avanti
23 de novembro de 2011 por @parmerista
Postado em: Marketing, Política, Verdazzo
Meu plano Avanti venceu este mês. Descobri isso ao tentar comprar o ingresso para o clássico de domingo pela Internet.
O site do programa indicou: “Você ainda não é usuário AVANTI. Clique aqui e associe-se já!“. Lá foi o tonto tentar clicar no “aqui“. O link é pegadinha, não funciona.
Depois de comprar ingressos através do programa para uns 830 jogos, descobri que meu extrato não existe mais, ou seja, qualquer benefício que eu poderia conseguir como em qualquer plano de fidelidade evaporou-se.
Sem problemas: ligo no número de atendimento ao associado e resolvo, certo?
O hino na guitarra de Marcos Kleine é a música de espera. Cheio de chiados, cortado no meio, o som irrita em vez de ser agradável – ainda mais depois de ser ouvido repetidamente por dezoito minutos. Até que a operadora finalmente atendeu.
Expliquei que gostaria de renovar meu plano. Depois de perguntar meu CPF, ela quis saber se era a primeira vez que eu ligava – até agora tento entender no que isso influenciaria no atendimento. Respondi que sim. Fiquei por mais dois ou três minutos na espera, e a menina me informou que não seria possível renovar o plano, que estava “passando por reformulações, por ter muitos pontos falhos e estar causando confusão nos usuários”.
Ainda tentei dialogar, dizendo que para a minha necessidade – comprar ingressos – o plano não deixava nenhuma dúvida, e que eu gostaria de continuar. A resposta continuou a mesma, as renovações estavam suspensas e a previsão para reativação do plano é de três meses.
Fiquei pensando qual seria a resposta da moça caso eu tivesse dito que é a décima-quinta vez que eu ligo. Será que o plano seria renovado, ou será que pelo menos ela responderia rápido que não seria possível, ou da mesma forma ainda faria a pausa de três minutos para consultar alguma coisa – ou talvez de terminar o capítulo dos emocionantes Contos Sabrina que ela poderia estar lendo?
O Avanti tinha de fato suas falhas. Mas isso não é motivo para suspender o plano, interromper as atividades. Na prática, o programa foi encerrado, mesmo que volte a ser oferecido no futuro, como prometeu a mocinha – embora eu não acredite nisso nem um pouco. O programa era lucrativo para o clube e, dependendo do perfil do torcedor, satisfatório.
Correntes no clube alegam que o programa era deficitário – o que é explicado pelo primário sistema de cobranças do clube: todas as receitas do programa vêm através de pagamento com cartão de crédito, e as operadoras fazem um depósito bruto, sem discriminar as contas de quem comprou uma coxinha na lanchonete de uma mensalidade do Avanti. Daí eles dizem que o programa dá prejuízo. Na verdade, a decisão de suspendê-lo tem a mesma origem das demissões noticiadas na noite de segunda-feira: política. Nada que venha das gestões passadas resiste, com exceção da Arena – e olha que eles tentaram.
E assim o Palmeiras joga mais dinheiro no lixo, deixa seus torcedores/consumidores mais insatisfeitos e enterra a credibilidade do plano de sócio-torcedor, já que é pouco provável que depois do Onda Verde e do Avanti, alguém ainda seja trouxa de se filiar a qualquer programa oferecido pelo clube.
Eu tenho vergonha da atual diretoria da Sociedade Esportiva Palmeiras.
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
E agora, o que faz com o boneco?
13 de outubro de 2011 por @parmerista
Postado em: Humor, Marketing, Verdazzo
A pergunta é pertinente, e foi lançada pelo leitor @dado_zanin. Devido ao alto grau de insatisfação da torcida com Kleber, já comprovado no post anterior, milhares de torcedores devem estar meio sem saber o que fazer com o bonequinho do Kleber, de saia, vendido à época de seu lançamento por uma pequena fortuna.
Faz vodu? Queima? Dá pro cachorro morder?
Os comentários estão abertos para suas sugestões. Sejam criativos!
E comportem-se…
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
Por enquanto o nome é ‘Nova Arena’
30 de agosto de 2011 por @parmerista
Postado em: Marketing, Matérias, Verdazzo
O estádio do Palmeiras vai sendo construído pela WTorre, as obras estão adiantadas em relação ao cronograma inicial, e o empreendimento vem sendo chamado, pelo menos por enquanto, de Nova Arena. O próprio site que mostra a evolução das obras tem o domínio www.novaarena.com.br, evitando assim a primeira denominação, informal, adotada pela coletividade palmeirense, que era Arena Palestra Italia, ou simplesmente Arena Palestra.
A preocupação da WTorre faz todo o sentido. Ao adotar um nome temporário genérico, a construtora tenta evitar que o estádio ganhe um nome definitivo, que caia no gosto da imprensa e da população, o que enfraqueceria uma das maiores fontes de receita para a empresa e para o clube: os naming rights. Esses direitos estão em processo de comercialização, e quanto maior a probabilidade do novo nome ser ignorado pela mídia e pelo público, menor o valor. Daí a preocupação. Arena Palestra já é um nome forte, com potencial, e se continuar sendo repetido, vai diminuir o valor dos naming rights.
Neste momento, quem tem mais poder para “colaborar” nessa tarefa são os meios de comunicação. Quanto mais se referirem ao empreendimento como Nova Arena, deixando o nome definitivo do estádio nas reticências, mais vão preservar o valor dos naming rights. E mais: os meios de comunicação precisam sinalizar que estão dispostos, a partir do momento em que o nome for definido, a não omitir o patrocinador, e não trocar o nome real por um nome genérico. Por que fariam isso? Para ver o bolo crescer. Quanto mais dinheiro for injetado no negócio futebol, mais sobra para todo mundo, direta ou indiretamente.
A Rede Globo tem uma política avessa a prestigiar os patrocinadores. Preocupada em se manter como a principal fornecedora de recursos, temendo que os clubes encontrem novas fontes de renda, mantém essa prática canibal. Para manter seu poder sobre os clubes intocado, prefere ter uma porcentagem maior num bolo menor, a ver o bolo crescer. Por isso, a Arena Kyocera, do Atlético Paranaense, sempre foi chamada de Arena da Baixada. Como resultado, a empresa não renovou o contrato e o clube perdeu uma enorme fonte de receitas – e continua muito dependente da Globo. Que poder!
A imagem da Rede Globo diante da população, quanto mais essa política for praticada – e difundida, tende a ficar cada vez pior. Só que a emissora está pouco se lixando, pelo menos por enquanto. Seu prestígio e poder são tão grandes, que esse tipo de perda institucional não a preocupa. O mesmo não se pode dizer de todos os outros veículos que não estão na posição dominante em que se encontra a Globo; ao contrário, eles têm mais é que se mostrar colaborativos, para se reafirmarem perante o público como parceiros, e não predadores.
A própria Globo já deu sinais que pode rever essa posição. Na fórmula 1, Galvão Bueno já andou soltando uns ‘Red Bull’, em vez da odiosa abreviatura ‘RBR’. Isso, claro, depois que seu filhote Cacá assinou contrato com a escuderia Red Bull na Stock Car. Não é possível afirmar, mas tudo indica que a adoção do nome pela toda-poderosa implica em um contratinho extra.
Nós, mortais, não queremos isso; ao contrário, queremos mais é que novos patrocinadores cheguem, e quanto mais o bolo do futebol crescer, melhor para todos. Temos que chamar a obra, hoje, de Nova Arena. Quando os direitos forem enfim comercializados, temos que chamar pelo nome correto, seja lá qual for. Chamar o estádio de Arena Palestra, ou Arena do Palmeiras, que é como a Globo vem fazendo e provavelmente não vai mudar, é jogar contra. Isso vale para nós, torcedores, e para todos os outros meios de comunicação. Porque quanto maior o valor dos naming rights da Nova Arena, maior os das próximas arenas que vierem a ser construídas. O mercado vai valorizar essa prática. Win-win, todos ganham.
Fica o apelo: que todos chamem a obra em andamento de Nova Arena, por enquanto. Nada de Arena Palestra ou qualquer outra denominação. Deixemos isso para a predadora. Vamos deixar claro que estamos à espera, de braços abertos, da empresa que vai batizar nosso novo estádio, e que a prestigiaremos de ótimo grado. O futebol, como um todo, agradece.
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
Tsunami Verde 2011
21 de agosto de 2011 por @parmerista
Postado em: Marketing, Matérias, Verdazzo
No próximo dia 26, sexta-feira, acontece a sexta edição do TSUNAMI VERDE. Todo torcedor palmeirense que se preze sai de casa vestindo a camisa do Verdão, homenageando o aniversário do clube, que em 2011 completa 97 anos.
Fora da camisa do Palmeiras, Laranja!
5 de junho de 2011 por @cesarmorelli
Postado em: Humor, Marketing, Verdazzo


A nova Nova Arena
4 de maio de 2011 por @parmerista
Postado em: Marketing, Matérias, Política, Verdazzo
Ontem à noite, através do Twitter, Walter Torre Junior, proprietário da WTorre, construtora e parceira do Palmeiras no projeto da Nova Arena, divulgou imagens inéditas do projeto, o que alterou significativamente a aparência original. A estrutura, no entanto, permanece inalterada – aliás, nem poderia ser de outra forma, por questões burocráticas bastante complicadas.
A fachada do novo projeto terá uma estrutura feita com peças metálicas montadas num painel de forma que este fique “vazado”, ou seja, haverá reflexão da luz interna do estádio, e também deverá refletir cores de um sistema de iluminação decorativo, permitindo que a Arena assuma cores diferentes a qualquer momento após o por-do-sol. Já pensaram, o momento em que anunciarem a escalação do bambi, a Arena fica cor-de-rosa?

Walter Torre vem dando através do Twitter demontrações de empolgação e extremo otimismo com o projeto, não apenas com o que deve lucrar com o projeto pronto, mas com o importante incremento em seu portfolio de obras, além da satisfação pessoal pelo pioneirismo e por entrar para a História de um clube com o Palmeiras.
Mas ele ainda precisa da assinatura de Arnaldo Tirone dando o aceite no seguro de performance devidamente revisto e que faz parte de uma cláusula suspensiva, ou seja, que pode anular o contrato. Não há razões objetivas para que Tirone continue fazendo esse jogo de esconde com o documento, a não ser por pressões que estão colocando o Palmeiras em segundo plano, abaixo de vaidades pessoais e ambições políticas. Assina, Tirone!
Ouça hoje o programa Rádio Fanfulla, onde será exibida uma esclarecedora entrevista com José Cyrillo Junior, conselheiro do Palmeiras que por muito tempo foi a principal interface do clube com a WTorre e conhece tudo a respeito do projeto. Nessa entrevista, todas as dúvidas que eventualmente o torcedor ainda tenha sobre o projeto e sobre as razões do imbroglio são didaticamente tiradas. Não perca: hoje, a partir das 21h, na Rádio Estação Palestra.
O que você achou da nova fachada da Arena?
- Gostei muito, é linda!!! (76%, 2.316 Votes)
- Legal, o projeto ficou mais bonito (18%, 541 Votes)
- Meia-boca, preferia o projeto anterior (4%, 113 Votes)
- Não gostei nem um pouco, estragaram tudo! (2%, 47 Votes)
- Não faz diferença (0%, 42 Votes)
Total Voters: 3.059




