Verdazzo!

Grupo Fanfulla emite nota oficial

15 de fevereiro de 2012 por @parmerista  
Postado em: Política, Verdazzo

O GRUPO FANFULLA soube através da imprensa do anúncio do Sr. Wlademir Pescarmona como candidato a presidência do clube.

Em função de:

a. esta posição não ter sido ainda internamente debatida e deliberada dentro do grupo, como é praxe democrática dentro do Grupo Fanfulla;

b. acharmos que a 11 meses da eleição presidencial, os cenários ainda não estão totalmente claros e definidos;

c. nem mesmo o formato da eleição (direta ou indireta) está definido, em função de pleito de alteração estatutária, ainda não apreciado pelo Conselho Deliberativo e Assembleia Geral;

d. mais do que a discussão de nomes, o grupo defende ideais de profissionalização, modernidade, reformas e democratização das eleições presidenciais e entende que se mais de uma força política defender as mesmas idéias é fundamental que se unam em uma única candidatura pensando primeiro em projetos, depois em nomes;

entendemos que o momento é de discussão de projetos de governo e não de lançamento de candidaturas.

GRUPO FANFULLA

Nota oficial do movimento Acorda, Palmeiras!

15 de fevereiro de 2012 por @parmerista  
Postado em: Política, Verdazzo

O movimento “Acorda, Palmeiras!” vem a público esclarecer que não apoia nenhum pré-candidato ou candidato a presidência da Sociedade Esportiva Palmeiras.

O movimento se dedica hoje apenas à mudança no sistema e luta pelas eleições diretas, sem dar apoio a este ou aquele candidato.

Acorda, Palmeiras!

Mais uma novela: Wesley

14 de fevereiro de 2012 por @parmerista  
Postado em: Política, Verdazzo

À primeira vista, a vinda de Wesley para o Palmeiras está esbarrando num detalhe muito simples: dinheiro. Mas ao contrário do que pode parecer, o problema não é a falta de dinheiro; o Palmeiras tem como levantar os recursos para a vinda do jogador. Na verdade, o problema está nas implicações políticas de se assumir um compromisso financeiro desta envergadura (€6 milhões). O Werder Bremen pede esse valor dividido em 3 parcelas anuais. Convenhamos, €2 milhões não é pouca coisa. Mas é um investimento válido, o custo-benefício tende a ser muito baixo.

Wesley é um jogador que faz toda a parte direita do campo, a não ser a zaga. Pode atuar como lateral, volante, meia e até atacante. Num elenco cheio de estrelas como o do Santos de 2010, era o elo que dava consistência ao time comandado por Dorival Junior, campeão paulista e da Copa do Brasil. No Palmeiras, teria a mesma importância, com a vantagem de já ter adquirido muito mais experiência, inclusive na Europa – onde sua família teve problemas de adaptação ambiental e cultural. É um jogador que chegaria pensando em fazer carreira longa no clube, em vez de pensar no Palmeiras apenas como uma vitrine.

O ganho técnico que o elenco teria justifica o investimento. Wesley não pode ser visto como nenhum Salvador da Pátria, mas como um degrau decisivo entre ter um elenco “pra brigar” e um elenco realmente forte. Os títulos que o time buscará com muito mais propriedade, se conquistados, pagariam o investimento com sobras – principalmente sabendo que o contrato com a Kia Motors prevê bônus consideráveis em caso de conquistas.

Infelizmente os departamentos financeiro e jurídico fazem pressão no sentido contrário sobre o presidente Tirone, que demonstra publicamente enorme vontade de fechar o negócio. Consideram que Wesley não vale o investimento, e que assumir um compromisso financeiro deste vulto pode comprometer a continha de padaria na hora de fechar o fim do ano. Para eles, administrar um clube de futebol não pode envolver riscos.

Esta novela parece ser um bom termômetro para medirmos o quanto, de fato, nosso presidente vai merecendo que deixemos de lado o tratamento de ‘”banana” a ele dado nos últimos meses. De uns tempos para cá, ele vem tendo uma merecida trégua. Mas o cargo que ocupa não permite longos períodos de bandeira branca, e já é chegada a hora mais uma vez de mostrar a coragem que tanto precisamos. Tem que peitar o financeiro, e principalmente, o jurídico, que na verdade não tem nada que se meter em assuntos de futebol, e só mantém essa pressão a mando do velho Seismilhão, em sua eterna luta pelo bom e barato e pela “saúde financeira” do clube.

A contratação de Wesley é a aposta perfeita para buscarmos um título ainda este ano. Pode até dar errado e o sacrifício não valer a pena, mas só saberemos se tentarmos. Uma oportunidade como essa pode não passar em nossa porta tão cedo novamente. Bate na mesa e traz o Wesley, presidente!

E-mail: conrado@verdazzo.com.br

Festa da Gaveta

14 de fevereiro de 2012 por @parmerista  
Postado em: Política, Verdazzo

O movimento Acorda, Palmeiras!, diretamente envolvido na organização na Procissão de São Marcos de Palestra Itália, realizará no primeiro final de semana do mês de março próximo, no entorno do Estádio Palestra Itália, a “Festa da Gaveta”, mais uma manifestação pacífica, pró eleições diretas.

O evento visa tornar de conhecimento público o fato de que, passados doze meses do pedido formal de alteração estatutária sobre as eleições diretas para presidente do Palmeiras, o projeto sequer foi colocado em pauta.

No dia 3 de março de 2011, 81 conselheiros da sociedade Esportiva Palmeiras protocolaram na Secretaria Geral o clube o pedido de uma reunião extraordinária para ser debatida a alteração da forma de eleição do presidente da Diretoria Executiva do Palmeiras.

Atualmente, a escolha é feita pelo Conselheiro Deliberativo e o objetivo do pleito é possibilitar que os associados do clube possam, de forma democrática, escolher seu mandatário.

O presidente do Conselho Deliberativo do Palmeiras, responsável por conduzir a discussão do pedido, jamais deu prosseguimento ao processo e não o coloca em discussão, gerando, inclusive, uma demanda judicial.

A “Festa da Gaveta” será realizada na esquina da Rua Turiaçu com a Rua Caraíbas, tradicional ponto de encontro da Torcida Palmeirense, e tem por objetivo, possibilitar aos torcedores e aos associados da
Sociedade Esportiva Palmeiras uma forma inusitada de protesto.

Ao invés de apenas palavras ordem, bolo, palhaços e atrações musicais, ou seja, uma bem humorada festa de aniversário!

Sobre o Acorda, Palmeiras!, você fica sabendo mais através deste documento – a apresentação oficial.

SERVIÇO:

Evento: Festa da Gaveta – Aniversário de um ano do “engavetamento” do projeto para eleições diretas no Palmeiras.
Local: esquina da rua Turiaçu com a rua Caraíbas
Data: três ou quatro de março, coincidindo com o jogo entre Palmeiras e São Caetano e dependendo da confirmação oficial da F.P.F.
Horário: início às 11 horas
Contato: Milton Vavassori*
vava.vava@terra.com.br
55 11 8177 0838
*qualquer comunicação feita por outras pessoas que não a supra mencionada não representam as idéias e ações do movimento.

A repressão está, sim, de volta

8 de fevereiro de 2012 por @parmerista  
Postado em: Política, Verdazzo

No mês de novembro, foi realizada uma manifestação pacífica dentro do clube, por sócios insatisfeitos. Munidos de faixas, os sócios reclamaram por eleições diretas e profissionalização da gestão. Sem ofensas, as faixas tinham os seguintes dizeres:

Conselheiros eleitores de Tirone e Vergamini são os responsáveis pela atual situação política, administrativa, moral e esportiva do Palmeiras.
DIRETAS JÁ!!!

DIRETAS JÁ: a presidência não pode ser escolhida por conselheiros vitalícios que não representam o associado.
PROFISSIONALIZAÇÃO JÁ: chega de colaboradores incompetentes, chega de decisões políticas na administração.

Havia alguns conselheiros presentes no clube na manhã do dia 26 de novembro, entre eles, Nilton Gatti, Edson Feliciano e Luís Fronterotta, além de vários outros oposicionistas, do grupo Fanfulla, e situacionistas. Na segunda-feira, dia 28, o Verdazzo divulgou imagens da manifestação, e registrou que houve ameaças por parte de diretores da sindicância. Pois ontem chegou a notícia de que os três conselheiros acima citados foram realmente envolvidos em processos de sindicância interna.

É assim que a diretoria de Arnaldo Tirone está resolvendo os inconvenientes. Usam a máquina administrativa para tirarem do caminho quem eles consideram que os estão atrapalhando. Esse foi um procedimento corriqueiro na administração Mustafá Contursi, principalmente entre 2003 e 2004, após o rebaixamento, quando eclodiram revoltas entre os associados.

Esse tipo de atitude jamais vai nos intimidar. Continuaremos pressionando para conseguirmos nossos objetivos, que é a redemocratização e a modernização do clube. No primeiro fim-de-semana de março acontecerá a próxima manifestação pelas Diretas Já, quando estará sendo “comemorado” o aniversário da petição entregue por 81 conselheiros pedindo a reforma estatutária que permitirá as eleições diretas. Contamos com todos os palmeirenses para pressionar o presidente do conselho, José Ângelo Vergamini, também conhecido como “VerGaveta“, por manter engavetado um documento tão importante para o futuro do Palmeiras.

E-mail: conrado@verdazzo.com.br

Atualização – 16h55
A informação de que haveria uma sindicância foi extra-oficial e veio do conselheiro Eugênio Palazzi, um dos diretores do departamento de sindicância, direto para o conselheiro Fronterotta. Diante da revolta que se instalou, o pedido do processo, que teria que ser feito pelo presidente do Conselho (pelo fato de haver conselheiros envolvidos), não deve mais ser feito. Os métodos que funcionavam há alguns anos parecem estar com os dias encerrados. A postura resiliente, combativa, deu resultado. Parabéns a todos.

Não se mete, Seiscentinho!

8 de fevereiro de 2012 por @parmerista  
Postado em: Imprensa, Política, Verdazzo

A negociação para a contratação do meia Wesley, dada como certa por dez entre dez suuuper-bem-informados jornalistas, regrediu ontem. O portal Lance! publicou depoimento do diretor Piraci de Oliveira dando conta que os agentes do jogador resolveram aumentar a pedida, aproveitando-se da ampla divulgação das tratativas e da enorme expectativa causada na torcida.

No início da noite, os agentes dos jogador rebateram a acusação, dizendo que só houve um contato oficial, na segunda-feira, quando foi enviada a pedida salarial. A declaração não desmente a reclamação do diretor palmeirense. O fato de só ter havido um contato oficial não exclui a possibilidade ter havido um aumento na pedida – em relação aos contatos preliminares, não-oficiais.

O que causa estranheza é a presença do diretor jurídico nessa história toda. Afinal de contas, por que o pai da Lista Negra está se metendo nas negociações com jogadores agora? Exatamente no momento em que o presidente Tirone dá sinais que vai investir no time, com direito a uma surpreendente declaração neste sentido dada na segunda-feira, um negócio que estava plenamente encaminhado começa a fazer água a partir do momento em que Piraci entrou em cena – o diretor, todos sabem, é um servo de Mustafá Contursi, que é absolutamente contário ao investimento pesado no time de futebol.

Não podemos descartar a hipótese de que os agentes podem, de fato, estar se aproveitando da expectativa causada na torcida diante da intensa divulgação de que o negócio estava bem encaminhado. E o vazamento para a imprensa, muitas vezes, parte dos próprios agentes exatamente com esse intuito. Na era do Twitter, esses profissionais brigam entre si para ser o primeirão a dar a notícia. Ao se comportarem desta forma, os jornalistas extrapolam o papel de narradores e passam a personagens da negociação: ao aumentarem a expectativa da torcida, servem de instrumento aos agentes que assim aumentam a pedida.

O Verdazzo sempre vai bater nessa tecla: a classe jornalística precisa se conscientizar da situação e, para preservar sua ética, estabelecer que negociação em andamento não é notícia, portanto, não devem se manifestar nesse estágio. Notícia é o negócio fechado. Membros da imprensa, ao se comportarem como parte integrante do processo, dão margem inclusive a ilações sobre a possibilidade de estarem sendo remunerados para fazer esse papel.

De qualquer forma, imprensa à parte, cabe a Tirone podar Piraci do processo. Foi só ele aparecer que a coisa começou a azedar. Foi uma declaração dele que causou o primeiro conflito público entre as partes. Se a negociação falhar, já temos um responsável. Ninguém aguenta mais a dupla Seismilhão e Seiscentinho.

E-mail: conrado@verdazzo.com.br

O que deu no B1?

6 de fevereiro de 2012 por @parmerista  
Postado em: Política, Verdazzo

Fazia algum tempo que o palmeirense não começava uma semana tão bem. A virada contra o Santos foi excepcional, mas a empolgação parece ter origem em muitos outros fatos além do clássico de Prudente.

Na última terça o clube fechou um belo patrocínio para a camisa, com a Kia Motors. A despeito das informações desencontradas sobre supostas cláusulas que podem fazer o valor de R$74 milhões (por três anos) flutuar, sem dúvida o acordo foi muito bom.

E com essa bala na mão, parece que o presidente Arnaldo Tirone resolveu enfiar a mão no bolso, peitando (uia!) as pressões que vêm da turma de Seiscentinho e Seismilhão para que mantenha a austeridade e o bom e barato. Uma negociação que toda a imprensa já dá como fechada é a do meia Wesley, ex-Santos, que atualmente está no futebol alemão. Trata-se de um atleta bastante versátil, que pode fazer todas as funções pelo lado direito. O jogador, segundo essas especulações, não vem barato.

Assim como Barcos, a negociação por Wesley passa ao largo de Roberto Frizzo. Apesar de não tê-lo afastado do cargo de direito, parece que de fato o novo diretor de futebol do Palmeiras chama-se Arnaldo Tirone.

Mas o que estaria fazendo com que nosso estimado B1 tenha mudado tanto assim sua postura? Simples: aquela cadeira tem melado. A reeleição começa a ser um dos maiores objetivos de Tirone, e ele quer mostrar serviço para poder montar uma boa composição na formação de chapas. Ao fortalecer o time, ele contrariou alguns, mas não fechou a porta; ao mesmo tempo que agradou a outros e abriu frestas em portas que estavam fechadas.

O resultado é que com a quase certa chegada de Wesley, que deve tirar do time titular ou Marcio Araújo ou Luan, Felipão fica feliz duplamente, já que ganha um camarão e vê Frizzo cada vez mais longe do caminho. Barcos está perto de estrear e Daniel Carvalho vem mostrando que pode substituir as frequentes ausências de Valdivia. O time assim não fica mais tão sensível à saída de um ou dois jogadores, e com o astral de todos, jogadores e chefe, em alta.

É isso que faz o palmeirense ficar tão animado. Junte a tradicional bipolaridade, com uma virada espetacular num clássico, e mais uma real perspectiva de ter um time compatível com o tamanho de nossa camisa, sem um desagregador no elenco – o resultado é essa euforia que vemos pelas ruas e nas redes sociais na segunda-feira, a despeito de sabermos que a próxima ebulição está sendo arquitetada cuidadosamente pelos de sempre.

Se o caminho de Tirone à reeleição passar por deixar o time mais forte, terá sempre nosso apoio. Que ele continue criando a coragem que não mostrou durante o primeiro ano de mandato, e que use essa coragem não só para reforçar o time, mas também para modernizar o clube, reativando os projetos de profissionalização de todos os departamentos, sobretudo o jurídico, o financeiro, o marketing e as categorias de base.

Se fizer isso, passa a ter boas chances para janeiro, com uma composição que, por que não, pode até ter o apoio das alas oposicionistas mais jovens. Vai, B1!

E-mail: conrado@verdazzo.com.br

Acorda, Palmeiras!

24 de janeiro de 2012 por @parmerista  
Postado em: Política, Verdazzo

Muito tem se falado sobre a fragmentação da oposição no Palmeiras. De fato, a pluralidade de grupos e entidades importantes faz com que os ideais sejam mais difíceis de serem atingidos. Pensando nisso é que alguns associados buscaram uma forma de unir esses grupos, se não de forma definitiva, pelo menos em ações pontuais. E assim nasceu o Movimento Acorda, Palmeiras!

Cada grupo e chapa que compõe o movimento mantém sua autonomia e identidade. Não se trata de uma fusão, mas sim de um canal para que grupos distintos possam convergir quando a ação for de interesse comum.

Estão representados sete grupos políticos, cujos componentes estão de alguma forma filiados a três das quatro chapas que participaram da última eleição para o Conselho Deliberativo. Os blogs e sites que participam do movimento serão identificados com selos e farão parte da “AcordaNet”. Acesse o release clicando neste link.

Um cacho de bananas

23 de janeiro de 2012 por @parmerista  
Postado em: Marketing, Política, Verdazzo

O vice-presidente e diretor-financeiro do clube Walter Munhoz não é afeito a aparecer na mídia. Sempre na moita, leal a Mustafá Contursi, já anunciou sua “aposentadoria do Palmeiras” ao final deste mandato. Mas estava todo contente no sábado, nas dependências do clube. Ele se gabava da diretoria ter conseguido fechar com um centroavante. Mas não dizia o nome.

Deixou a todos muito curiosos, todos queriam saber de quem se tratava. Quando ele finalmente revelou que era o Barcos, foi uma decepção geral. Mas como assim “fechou com o Barcos”? É que mesmo com o anúncio oficial, feito na quarta, o atacante ainda não havia assinado contrato, e quando percebeu que o clube anunciou ao público, chegou pedindo um troquinho a mais.

A pergunta que não quer calar é: como é que o clube anunciou a contratação do Barcos com ele ainda fora do país? Mesmo que de forma bastante improvável houvesse alguém acompanhando o atacante no Equador e a assinatura tivesse se dado lá mesmo em Quito, não era óbvio que ainda faltavam os exames médicos? Como somos inocentes…

***

Aliás, o mesmo Walter Munhoz foi bastante questionado no sábado sobre o patrocínio master na camisa, já que o diretor de marketing, Rubens Reis, de forma inacreditável anunciou à imprensa na semana passada que até o fim do mês o problema não só estaria resolvido, como seria em valor superior à base atual. O vice financeiro mostrou o quanto a diretoria está unida e todos confiam uns nos outros:

- Faz seis meses que ele fala isso…

***

Afinal de contas, o que o diretor de marketing tem a ganhar ao fazer esse tipo de declaração? Ao dar a si mesmo uma deadline, só dá mais munição ao outro lado da mesa. Cuspiu pra cima, pra quê? A única coisa que explica declaração tão infeliz é a tentativa de diminuir a pressão sobre si. Ora, além do efeito ser justamente o contrário, mostra que não aguenta a pressão que o cargo exerce.

***

O jogo contra o Bragantino não foi transmitido pela TV aberta, nem pelo SporTV, embora tenha acontecido no interior. Por algum motivo, as televisões transmitiram, inclusive para a capital, o jogo que aconteceu no Jardim Leonor. Restou ao palmeirense que não pôde ir a Bragança assistir pelo PPV.

O associado do clube está acostumado a assistir a jogos que não passam nem na TV aberta nem no SporTV no próprio Palmeiras. Pois os senhores pasmem: mudaram o plano de TV por assinatura dentro do clube, e não há mais pay-per-view disponível aos associados. Não é mais possível assistir aos jogos do Palmeiras nem dentro do próprio Palmeiras.

O que o palmeirense fez para merecer isso…?

E-mail: conrado@verdazzo.com.br

Break point

12 de janeiro de 2012 por @parmerista  
Postado em: Marketing, Política, Verdazzo

O ex-tenista profissional Flávio Saretta, medalha de ouro no Pan de 2007, que chegou a ser o número 44 no ranking da ATP, e que mantinha um convênio com o Departamento de Tênis do Palmeiras, foi comunicado que o projeto não seria renovado para 2012. Implementado em 2010, o trabalho visava o desenvolvimento de tenistas de alta performance e também os praticantes amadores.

Saretta, palmeirense de coração, a quem já tive a chance de ver nas cadeiras do Palestra por diversas vezes mesmo na época em que ele ainda atuava no circuito da ATP, atribuiu a não renovação do contrato à políticagem. Em entrevista ao portal UOL, Saretta revelou que até para romper o vínculo houve descaso e má vontade.

O projeto era um sucesso. Diferentemente da grande maioria dos departamentos esportivos do clube, era superavitário, não parasitava as receitas do futebol para se manter. O serviço oferecido era de nível altíssimo, havendo fila de espera para conseguir a matrícula.

O ex-tenista conseguiu aprovar no Ministério dos Esportes um projeto de incentivo fiscal para bancar a ampliação do trabalho. Cabia ao clube, através de sua diretoria – especialmente a de marketing, captar as empresas que aportariam seus recursos fazendo abatimento dos impostos. Mas Saretta, que não pertence a nenhuma ala política, nem associado do clube é, alegou que a diretoria não se interessou em levar o projeto adiante, e atribuiu ao fato de que o vínculo entre ele e o Palmeiras é obra da gestão anterior.

O que Saretta talvez não saiba, mesmo sendo torcedor do clube, é que o departamento de marketing é tão fraco, que nem patrocínio para a camisa do futebol do Palmeiras consegue. Existe uma pequena chance de ter sido mera incompetência – embora saibamos que a tendência de desfazer tudo o que a gestão passada fez é a mola-mestra da gestão Tirone.

Sabemos que a determinação não partiu da Diretoria do Tênis. Logo, só pode ter vindo da alta cúpula. Resta saber quem foi que deu a ordem, para ser severamente questionado sobre as razões. Saretta, frustrado, foi à imprensa e desabafou, expondo mais uma vez a forma como as decisões são tomadas no Palmeiras. A frase “A verdade é que o Palmeiras virou vitrine da desorganização, como todo mundo fala” é a síntese do desapontamento de quem tenta trabalhar com esse pessoal.

Se quem mandou foi Tirone, Mustafá ou Piraci, pouco importa. Quem tem a caneta na mão é Arnaldo Tirone, e é ele quem deve ser cobrado por mais essa medida desastrada. Mais uma vez o Palmeiras tem o saque quebrado.

E-mail: conrado@verdazzo.com.br

Bumba-meu-boi

21 de dezembro de 2011 por @parmerista  
Postado em: Política, Verdazzo

Tudo começou quando Roberto Frizzo declarou à imprensa que a gestão anterior, quando o Brasileirão de 2009 entrava em sua fase decisiva, fez um “bumba-meu-boi” para anunciar a permanência de quatro jogadores (Cleiton Xavier, Diego Souza, Pierre e Maurício Ramos) – ao se referir ao aumento de salário dado aos quatro, bem como a compra de 100% dos direitos econômicos de Pierre. Segundo Frizzo, o tal “bumba-meu-boi” não se justificava porque ele verificou que o Palmeiras detinha apenas 15% dos direitos sobre o jogador.

“Fizeram aquele ‘bumba-meu-boi’ de que não sai ninguém e o Palmeiras tinha 100% do Pierre. Mas fui ver as porcentagens e o clube só tem 15%. Até mandei fazerem planilhas para entender o que aconteceu. Chega a me constranger tornar pública essa informação, mas não quero que pareça que enlouquecemos. Não posso trocar um atleta querido pela torcida, guerreiro, de quem gosto muito como homem, para chegar um jogador X, Y e Z com uma importância financeira que faça pensarem que ficamos loucos.”

A acusação além de reveladora, é gravíssima. Reveladora, porque mostra que a qualquer chance, a gestão atual, mesmo através de pessoas como Frizzo, notoriamente moderadas, não está pensando duas vezes antes de jogar sobre a gestão anterior qualquer vestígio de coisa errada que possa vir à tona. Além de desespero, a atitude denota grande incapacidade de lidar com a pressão.

E a declaração é muito grave, porque Frizzo chamou Belluzzo de mentiroso, mesmo não usando essa palavra. “Bumba-meu-bois” à parte, Frizzo deu uma mensagem clara: disseram uma coisa, mas na verdade é outra. E o fez baseado em supostos documentos.

Ocorre que Frizzo não leu os documentos, e apenas ouviu dizer de algum sapo de fora – em quem ele confiava. Dá pra imaginar quem fez as tais planilhas a que ele se refere, e o que tinham nela. Deu o passo em falso ao comentar com a imprensa. O fato, claro, gerou reação de Sergio do Prado, gerente administrativo recém-demitido, e Belluzzo, que viram-se na obrigação de se defender, com documentos.

Pressionado, Frizzo recuou, admitiu que de fato não leu os documentos porque o volume era muito grande (!!!), e delegou a tarefa. Ontem, foi obrigado a voltar atrás porque de fato os direitos econômicos sobre Pierre são 100% do Palmeiras, conforme o “bumba-meu-boi” feito pela diretoria em 2009.

Frizzo já havia deixado claro que não tinha a menor condição de ser o diretor de futebol em várias outras oportunidades. Esse episódio, no entanto, é a deixa definitiva para Tirone afastá-lo da diretoria, se é que estava esperando por uma. Uma trapalhada dessas, além de expor mais ainda a bagunça administrativa por que vive o clube, causou mais uma crise política, obrigando até Belluzzo, que sempre se manteve fora dos holofotes após o término de seu mandato, a se expor para se defender.

Se Arnaldo Tirone tem uma mínima esperança de que o futebol do Palmeiras salve sua gestão em 2012, o primeiro passo é afastar Roberto Frizzo do cargo de diretor. Pra ontem.

E-mail: conrado@verdazzo.com.br

Resposta ao diretor da base do Palmeiras

16 de dezembro de 2011 por @parmerista  
Postado em: Política, Verdazzo

Na última segunda-feira o Terceira Via Verdão, site parceiro e companheiro de grandes batalhas, publicou longa entrevista com o diretor das categorias de base Jair Jussio. Em determinado trecho, Jussio declarou:

“Aí tinha o caso do B. Estava em último lugar e eu tinha assumido fazia mais um mês, e tinha mais um mês e meio para tirar o B da zona do rebaixamento. Já pensou se eu caio com o time B? Outro dia o pessoal do Fanfulla [ grupo político de oposição da SEP ] esteve aqui. Veio o Conrado [ Cacace, membro do Fanfulla e responsável pelo www.verdazzo.com.br ]. Ele até falou: ‘não tem problema cair!’. E eu disse: Se eu cair, você é o primeiro a me encher o saco. O Palmeiras cair? Não importa se é a terceira ou quarta divisão. Não tem que cair em lugar nenhum.”

O conselheiro vitalício Jair Jussio, atual diretor das categorias de base e muito ligado a Mustafá Contursi, costuma receber a todos muito bem, com extrema cordialidade. Assim relatou Vicente Criscio, do 3VV, e assim foi conosco, numa visita de uma comissão do grupo Fanfulla da qual participei em fevereiro deste ano formada para entender o trabalho pretendido por Jussio numa área tão importante e estratégica para o futebol do Palmeiras.

Na entrevista ao 3VV, Jair reportou parte de um diálogo que houve naquela oportunidade – e que de fato ocorreu. Mas é importante contextualizar. O início do diálogo deu-se com Jair dizendo que o time B estava por um fio de cair para a série A3 do Campeonato Paulista, e que eles estavam combinando com a Mancha Verde um esquema de apoio maciço no jogo decisivo, contra o São Bento, em Sorocaba, porque não podiam cair de jeito nenhum – apesar que que seria bom para os meninos que isso acontecesse, já que a diferença entre A2 e A3 é grande – na A2 o jogo é bem mais pegado, jogam contra caras rodados e experientes, e a molecada sente muito mais a pressão, ao passo que na A3 os times costumam montar seus times também com molecada, e o estilo de jogo é bem mais adequado.

Diante dessa colocação, do próprio Jair, foi que respondi, dizendo que se para o desenvolvimento dos meninos seria melhor jogar a A3, então que fosse, que escalasse o sub-11 e perdesse o jogo, porque o que importa é que esses garotos se desenvolvam como profissionais da melhor forma possível e tenham condições de um dia vestirem a camisa do Palmeiras – o verdadeiro. Jair então deu a resposta que ele tornou a reproduzir na entrevista ao Vicente: “Se eu cair, você é o primeiro a me encher o saco. O Palmeiras cair? Não importa se é a terceira ou quarta divisão. Não tem que cair em lugar nenhum.

***

Meu caro Jair, eu não te enchi o saco nem depois do sub-20 tomar de 7×0 do América de Minas no Brasileiro que está sendo jogado no sul do país. Os resultados em campo, insisto, não são o mais importante na sua função. Assim como também não é mais importante o resultado financeiro, a suposta economia que você se orgulha de ter feito. Se o orçamento do time B caiu de R$250 mil para R$130 mil, não são R$120 mil economizados, e sim R$130 mil que continuam a ser rasgados, porque o time B não revela ninguém – pelo menos para o Palmeiras. É a respeito disso que eu vou encher seu saco.

Seria preferível que o time B gastasse R$250 mil por mês e ao fim de cada ano tivesse 2 ou 3 jogadores prontos para serem aproveitados pelo técnico do Palmeiras. Se não cumpre essa função, não deveria existir, ponto. Seria preferível que o coordenador das categorias de base até janeiro deste ano, Marcos Biasotto, tivesse dado continuidade a seu trabalho – taí o time sub-17, que foi o primeiro a ser formado integralmente sob seus métodos, sendo campeão e com vários meninos chegando perto da etapa final de lapidação. Ao contrário, caro Jair, por economia demitiu-se Biasotto, que foi para o Grêmio, e contratou-se o Claudinei Muza, que também já foi demitido. É a respeito disso que eu vou encher seu saco.

Fico muito preocupado em você direcionar energias para apoiar viagem da organizada para incentivar o time B, com medo das possíveis consequências políticas para você em caso de uma queda do time B da A2 para a A3, quando você mesmo disse que seria melhor para os meninos que eles disputassem a A3. Meu caro Jair, você colocou seus interesse políticos à frente da função primordial, que é desenvolver talentos para serem aproveitados pelo Palmeiras. É a respeito disso que eu vou encher seu saco.

Você tem completa razão quando diz que o Palmeiras não pode cair nunca. De fato, o Palmeiras não pode mesmo. Em 2002, seu padrinho e mentor Mustafá Contursi levou o Palmeiras à segunda divisão, e isso jamais poderá se repetir. Quando eu disse que não haveria problema no Palmeiras B cair, é porque o Palmeiras B não é o Palmeiras. Que isso fique bem claro.

Um abraço,

Conrado

E-mail: conrado@verdazzo.com.br

Diretoria publica nota vergonhosa no site oficial

14 de dezembro de 2011 por @parmerista  
Postado em: Política, Verdazzo

A Diretoria do Palmeiras usou o site oficial do clube para fazer política, e divulgou nota oficial onde pretende “esclarecer debate sobre eleições presidenciais”.

De conteúdo risível, o texto apenas evidencia a completa desfaçatez com que os homens que hoje comandam o Palmeiras tratam o associado e o torcedor. É um amontoado de enrolações e falácias, como pode-se ver a seguir.

O texto começa dizendo que a diretoria “jamais demonstrou ser contrária à (sic) qualquer pedido de alteração de Estatuto com relação à inclusão das eleições diretas pelos associados”. Pois não é o que diz Roberto Frizzo nesta matéria da ESPN Brasil. Se essa declaração é ser a favor, fico imaginando o que é ser contra:

Mas não não ficar imaginando que as eleições diretas sejam o messias, a salvação. No nosso país mesmo teve tanta campanha por diretas e nem por isso votamos direto. O conselho já é eleito pelos sócios. O torcedor não vai participar do mesmo jeito. Isso por si só não deve ser festejado como messias do Palmeiras. O torcedor continua não votando. Os nossos sócios não são todos palmeirenses. Para ser candidato no Palmeiras tem que preencher certos pré-requisitos. O fato da eleição ter outros eleitores não quer dizer que mudam os candidatos.

O texto ainda diz que “há premente necessidade de se aprofundar o debate envolvendo não apenas os conselheiros, como todos os associados em busca do melhor desenho quanto a quem pode eleger e também ser eleito.” Ora, se há necessidade premente, por que não se discute? Rolando Lero não poderia ter cunhado frase mais dissimulada. De mais a mais, a petição cumprindo o estatuto, com assinatura de mais de 60 conselheiros – na verdade, 81 – tramitou, e o Presidente do Conselho José Ângelo Vergamini está deliberadamente segurando o documento, numa omissão que lhe é facultada pelo estatuto, mas totalmente condenável por qualquer preceito democrático.

As frases que saltam aos olhos, no entanto, são estas: “Não se mudará 97 anos de história em uma simples reunião de Conselho. Será necessário grande debate e para isso iniciaremos reuniões setoriais. As manifestações que têm ocorrido não constroem um panorama favorável e buscam apenas criar confusão e tumulto, pois internamente o assunto vem sendo tratado de forma transparente e democrática.

O que vai mudar a História do clube de fato não é uma simples reunião de Conselho, e sim uma Reunião Extraordinária conforme prevê o estatuto. O tema já circula no clube desde o início do ano e não há mais tempo a perder. Ninguém com um mínimo de vivência nas alamedas do Palestra acredita que essas tais setoriais vão discutir o tema a sério, sabemos que será o mesmo jogo político de cartas marcadas de sempre – algo que é exatamente o objeto de combate do movimento.

O repúdio às manifestações, com direito julgar as pessoas que delas participaram insinuando que a única intenção é causar confusão e tumulto, só nos fez ter mais força para continuar com o movimento, sensibilizando cada vez mais a opinião dos associados e dos torcedores em busca de um sistema que seja mais adequado às necessidades do clube, que hoje está inserido num mercado que exige mais agilidade e profissionalismo, atributos acorrentados pela atual configuração da política palmeirense, ainda atrelada ao anacrônico toma-lá-dá-cá de uma eleição presidencial decidida por conselheiros biônicos.

A Diretoria do Palmeiras, que de forma coletiva assina a nota sem expor o autor, acaba de fazer uma declaração de guerra contra os ideais democráticos que são o anseio da torcida. E o fez de forma patética, como um personagem de comédia pastelão. Não gostaram das manifestações? Aguardem que agora elas virão mais fortes ainda!

Eu sinto profunda vergonha da Diretoria do Palmeiras.

Conrado Cacace
sócio 634.430

E-mail: conrado@verdazzo.com.br

Nos vemos logo mais às 10 da manhã!

10 de dezembro de 2011 por @parmerista  
Postado em: Política, Verdazzo

Produção: Marcelo Santa Vicca

Então é isso, pessoal! Nos vemos logo mais, às 10 da manhã, na entrada da Turiaçu, em mais uma manifestação popular em favor das eleições diretas no Palmeiras!

E-mail: conrado@verdazzo.com.br

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