Verdazzo!

Suposto rompimento de Mustafá com Nobre chacoalha os bastidores

19 de maio de 2013 por @parmerista  
Postado em: Política, Verdazzo

O colunista Jorge Nicola do Diário de SP cravou: Mustafá decidiu romper com Paulo Nobre. O motivo seria a demissão do gerente financeiro Marcos Bagatella, um de seus grandes e fiéis aliados, há tantos anos.

O suposto rompimento ainda não teve qualquer formalização, nem mesmo um recadinho informal. A diretoria do Palmeiras ainda trabalha com a situação de não ter Mustafá como inimigo.

Por outro lado, qualquer um que tenha um mínimo de vivência na política do Palmeiras sabe que se houver esse rompimento – um replay do que aconteceu com Della Monica e Tirone – ele virá na prática, sem aviso prévio. Numa aprovação de balancete, por exemplo. Ou pior: numa aprovação de uma operação maior.

É pouco provável que Mustafá rompa com alguém só por causa do Bagatella. Mas se ele já estivesse disposto a fazê-lo, por qualquer outra razão, pode usar qualquer pretexto. O tempo dirá.

Se isso acontecer, o Palmeiras tem muito a perder. Mustafá tem uma capacidade infinita de atrapalhar o Palmeiras quando está na oposição. A situação ideal para o clube é a que Paulo Nobre construiu: mantê-lo como aliado, sem submeter-se à sua filosofia.

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A base progressista rachou. Uma parte, na qual o Verdazzo se encaixa, compreende a postura de Paulo Nobre de manter Mustafá como aliado e de contar com sua influência principalmente no COF, que tem o poder de barrar operações financeiras importantes – e a reconstrução do clube inevitavelmente passa por uma dessas, que está em estágio avançado de formatação. Sempre confiamos na firmeza de Paulo Nobre quanto a não se curvar a uma política refratária. Por isso, somos os chamados “nobretes”.

Outra parte não aceita de forma alguma ter Mustafá como aliado. Dizem que “se Mustafá está de um lado, estou do outro“. Usam a aliança com Mustafá para explicar as razões de nosso time hoje não ter a qualidade que merecemos, e creem piamente que Paulo Nobre se submete às ordens de Mustafá. Atacam a atual gestão de forma tão virulenta que fazem parecer até que torcem contra. Por isso, são os ditos “predadores”. Quando o Palmeiras perde, suas palavras vem com um acidez que transparece até um certo prazer de “estarem certos”. Mas no fundo, sabemos que quando o Palmeiras perde, só o que aumenta neles é a raiva – daí as manifestações carregadas.

E ações geram reações; a bola de neve desce a montanha, devastando tudo.

Assim como os nobretes conhecem os predadores de longa data e sabem que no fundo eles jamais torceriam contra o Palmeiras, os predadores também conhecem os nobretes e sabem que não existe hipótese de terem “virado mustafistas”. Essas acusações de parte a parte eram previstas no pós-eleição, mas esperávamos que com algumas semanas essas rusgas fossem superadas. Infelizmente o estrago foi muito maior e ainda vivemos esse triste e infeliz racha entre alas que, no fundo, filosoficamente pensam de forma praticamente igual. Chega a ser ridículo.

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Ainda não sabemos se Mustafá abandonou a situação. Mas a demissão de Bagatella, mais a mera possibilidade de rompimento, aventada por um jornalista que tem feito um trabalho honesto, escancara: nunca houve submissão. Se esse era o problema, está evidente que não pode mais ser.

É como dizem por aí: demorou. Independentemente desse rompimento se concretizar ou não, passou da hora de nobretes e predadores, que um dia couberam “numa kombi” mas hoje são muito mais numerosos que os conservadores, abandonarem essas denominações estúpidas, cessarem as ironias e os ataques pelas redes sociais, abaixarem as armas e voltarem a remar juntos. Se houver pretensões políticas em jogo, elas devem ser equacionadas. É num processo como esse que poderemos medir quem realmente está disposto a ajudar o Palmeiras e quem está apenas pensando em carteirinha ou cargo. E existe um item na agenda do clube que é um ótimo gancho para essa aproximação: a reforma estatutária.

Está lançado o desafio, a todos os (ex-)nobretes e a todos o (ex-)predadores. Ninguém precisa perder a visão crítica, ninguém precisa virar ou voltar a ser amigo de ninguém, basta que passem por cima do passado recente, que sentem-se juntos nas mesas do clube e que recomecem a construir uma frente política progressista redesenhada, com maturidade tanto no contato direto como na internet, inegavelmente um meio importantíssimo. As pretensões políticas pessoais devem ser colocadas em segundo plano. Todos nos conhecemos e queremos o bem do Palmeiras. Só não existe jeito para a morte, basta querer.

E-mail: conrado@verdazzo.com.br

COF cria comissão extraordinária para finalizar o orçamento

26 de abril de 2013 por @parmerista  
Postado em: Política, Verdazzo

O COF teve uma reunião ordinária na última quarta-feira, e um dos assuntos mais prementes foi o orçamento de 2013, que ainda não foi feito. Estamos no final de abril, e este fundamental instrumento de gestão permanece em processo de elaboração. Entregar o orçamento para aprovação do COF era obrigação de Arnaldo Tirone, mas ele devia estar mais ocupado caminhando pelas praias do Rio de Janeiro.

A equipe de Paulo Nobre pediu ao COF algumas semanas para confeccionar o plano orçamentário, a fim de reconhecer o terreno. Passado esse tempo, a tarefa não foi realizada, por desconhecimento de algumas especificidades do clube. Os vices Mauricio Precivalli e Genaro Marino, que executam a função pela primeira vez, pediram ajuda técnica para finalizar o trabalho a fim de que o documento não corresse o risco de bater no COF e voltar, por uma ou mais vezes, o que atrasaria ainda mais sua aprovação. Dada a urgência em ter o orçamento de 2013 pronto, o COF nomeou uma comissão para auxiliar os dois vices. Os nomes apontados pelo órgão foram Mario Kaminski, Luis Bertanha, Antonio Carlos Bruno e… Mustafá Contursi. E o mundo desabou.

A existência desse senhor, com toda a rejeição que causa – com toda a justiça – é tão nociva ao clube que faz com que a simples menção a seu nome continue criando cizânia nas alamedas. O homem fará parte de uma comissão especial, pontual, com uma finalidade específica. É o suficiente para que parte dos políticos palmeirenses enxerguem o apocalipse, mesmo que não interfira na governança – o auxílio técnico não envolve definir os números, principalmente na política do futebol, que continua 100% a cargo da equipe de Paulo Nobre. As restrições na política de investimento dão-se exclusivamente pelo momento financeiro do clube que não dá opções no curto prazo, e não por escolha pelo mínimo necessário. Quem quer enxergar que isso é obra de um acordo feito nas sombras do quinto círculo do inferno, enxerga.

Parte dessa confusão, é verdade, foi causada pelo portal UOL, que neste texto, prestou um enorme desserviço à informação. O conteúdo é cheio de distorções e informações equivocadas, a começar pelo título – o que não é novidade no referido portal, que ontem mesmo foi objeto de uma nota no site oficial do clube, que se viu impelido a desmentir outro texto, que tratava dos mandos de campo na Série B.

O fato é que Mustafá Contursi continua sendo uma figura com influência em órgãos importantes do clube, principalmente no COF, onde ganhou aliados recentemente. O mapa traçado após a eleição já mudou e hoje o COF está nas mãos de Mustafá. Paulo Nobre, que é um político que tem por premissa preservar os relacionamentos, principalmente com quem pode atravancar seus planos, lida com sua presença sem sobressaltos – admito que não teria estômago para isso.

E é essa falta de estômago que faz com que uma notícia mal dada num portal que notabiliza-se pela audiência a qualquer custo tome proporções tão grandes. Instituíram o apocalipse. Ressuscitaram o COGEFU. A historinha tola do “não existe almoço grátis” – alguém deve ter ouvido essa frase do chefe, achou linda e não para de repetir, mesmo que não seja aplicável. E o que se verifica é apenas uma comissão, pontual, que vai ajudar tecnicamente na elaboração do orçamento.

Recomendo aos membros da ala política do apocalipse, que lamentam até hoje a derrota nas eleições e os cargos que deixaram de ganhar, caso realmente estejam a fim de não atrapalhar o Palmeiras (já nem falo em ajudar, já desisti disso), que mostrem proatividade, peguem o telefone e liguem para as pessoas envolvidas, que se inteirem dos fatos antes de começar a desfiar besteiras em seus teclados. Seria uma forma interessante de demonstrar a seriedade com que estariam conduzindo o clube caso o candidato que estavam apoiando tivesse vencido a eleição. Foi o que fiz ao ler a notícia: preocupado com os efeitos que Mustafá poderia causar nos rumos do clube, peguei o telefone e me informei, em vez de ficar criando incêndios pela internet, chorando por informações e por convites em eventos. A propósito, o Verdazzo também não foi convidado para o evento da Allianz, e não dá a mínima, pois tem coisas mais importantes para fazer.

E-mail: conrado@verdazzo.com.br

Conselho Deliberativo tem um novo presidente

5 de março de 2013 por @parmerista  
Postado em: Política, Verdazzo

A gaveta não tem mais chave. Finalmente chega ao fim o mandato de um dos mais perniciosos presidentes que o Conselho Deliberativo já teve: José Ângelo Vergamini deixa o mandato para Antônio Augusto Pompeu de Toledo, eleito na noite de segunda feita com 137 votos. Tarso Gouveia recebeu 76 votos, enquanto Eugenio Reynaldo Palazzi teve apenas 20 votos. O vice-presidente do Conselho Deliberativo também foi escolhido: Elio Esteves elegeu-se com 116 votos; Guilherme Gomes Pereira teve 87 votos e Vittorio Alessandro Pescolido, 40.

Antônio Augusto foi por muito tempo membro da UVB, passageiro da famosa “kombi” de conselheiros que resistiam à política de Mustafá Contursi no início deste século, mas afastou-se da legenda há alguns anos junto com Gilberto Cipullo, de quem é sócio num escritório de advocacia. Esta proximidade, além do sobrenome, causam urticária na ala radical do clube.

A eleição de Antônio Augusto deu-se, quem diria, com apoio de Mustafá, costurado por Paulo Nobre. O presidente, assim, conseguiu fazer de um de seus homens de confiança o Presidente do Conselho e agora tem todas as cartas na mão para promover todas as mudanças que o clube precisa.

Nessa agenda estão alterações profundas no texto do estatuto, cujos pontos principais são a separação da administração do futebol da do resto do clube social; recategorização dos sócios, o que dará poder de voto ao sócio-torcedor; a redução drástica do número de conselheiros vitalícios (respeitando os direitos adquiridos); diminuição do tempo para votar e ser votado; e a alteração no tempo de mandato do presidente de dois para três anos, a fim de aumentar o ciclo político e diluir as efervescências. Entre outras.

O presidente do CD tem o poder de fazer a carroça andar. Ele pode acelerar ou brecar o processo. Como são vários os pontos a serem redefinidos, teremos focos de resistência que terão de ser vencidos, e isso não se faz apenas com o poder do presidente do CD, mas também em negociações com as lideranças como Affonso Della Monica e o próprio Mustafá. E é aqui que muitos desses pontos nevrálgicos podem emperrar.

É por isso que as alas progressistas, em vez de ficarem se engalfinhando com picuinhas revanchistas, deveriam agora se unir e centrar fogo nas disputas políticas contra os conservadores. Todos os que dizem pensar no Palmeiras acima de tudo mas que estão praticando a política canibalista precisam rever esse posicionamento e identificar quem é o real inimigo. E lutar juntos.

Paulo Nobre está caminhando na direção certa no executivo com as mudanças estruturais pontuais, profissionalizando os principais departamentos. Essas mudanças precisam, no entanto, ser enraizadas através do estatuto. A administração atual, como todas, deve seguir sob constante fiscalização, mas esse processo não pode causar cizânia e atrapalhar o ponto principal, as reformas. Está nas mãos das jovens alas progressistas conseguirem separar suas atuações no legislativo, onde devem andar juntas, da fiscalização ou colaboração no executivo – onde caminham em direções opostas. A inteligência dessas pessoas será colocada à prova a partir de agora.

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Mesmo derrotados nas urnas, os candidatos Tarso Gouveia e Guilherme Pereira tiveram votações significativas. Jovens, com origem na arquibancada, são grandes expressões da corrente de renovação que sopra no clube. Em suas primeiras grandes candidaturas, saíram-se muito bem, e estão de parabéns.

E-mail: conrado@verdazzo.com.br

Os novos herois do Palmeiras

8 de fevereiro de 2013 por @parmerista  
Postado em: Política, Verdazzo

O Palmeiras definiu ontem a contratação da empresa PressFC para tocar o departamento de comunicação. A empresa é comandada pelo jornalista Fernando Mello, que já vinha informalmente marcando presença na Academia de Futebol, sempre ao lado de Paulo Nobre.

A definição veio junto do anúncio da dissolução da equipe que vinha fazendo a assessoria de imprensa. Do trio que desenvolvia o trabalho, apenas Marcelo Cazavia foi mantido no cargo. Deixaram o clube Fábio Finelli e Fernando Galluppo.

O Verdazzo apurou que, ao contrário do que pode parecer, a saída dos assessores não foi decisão de Fernando Mello. Finelli saiu por “desgaste político” e Galluppo antecipou-se e preferiu pedir demissão alegando um motivo mais radical: não aceita trabalhar, no Palmeiras, com um chefe torcedor fanático do SCCP. Posição de muito respeito.

O tal “desgaste político” que motivou a saída de Finelli – e por extensão, a de Galluppo – remete a apenas uma pessoa: Mustafá Contursi, que sempre foi notoriamente contrário à presença do trio desde sua contratação, em 2007. Na gestão Tirone, tentou com todas as forças removê-los do cargo, mas os profissionais conseguiram conquistar rapidamente a confiança de Roberto Frizzo, que os manteve, comprando a briga com o ex-padrinho. Esse teria sido, inclusive, um dos motivos do rompimento de Mustafá com a gestão anterior.

Demiti-los parece ter então virado questão de honra para Mustafá. A notícia da demissão de Finelli e Galluppo, depois que Fernando Mello declarou ser a favor da permanência da equipe, aponta para o opulento cartola – ainda mais diante da justificativa de “desgaste político”.

Paulo Nobre poderia ter batido de frente com Mustafá, mas ao que tudo indica cedeu para manter as relações políticas intactas. A atitude vai de encontro ao que ele sempre prometeu na campanha: a de que o apoio recebido na eleição não interferiria em sua gestão. E na verdade, não parece ser efetivamente uma fatura por favores recebidos, e sim um pagamento adiantado por uma nova necessidade política, fundamental para o futuro do clube: a eleição do presidente do CD. A definição deve acontecer na primeira quinzena de março. Paulo Nobre está bastante empenhado na viabilização da reforma estatutária, e fazer o presidente do CD é vital para isso. O cenário geral indica que a explicação para o infeliz desfecho está nessa sucessão de desejos de um lado e de outro.

Em se confirmando, se o presidente do CD desejado por Paulo Nobre – ao que tudo indica, Antonio Augusto Pompeu de Toledo – vencer a eleição, e se a reforma realmente andar, teremos alguns herois que precisarão ser lembrados sempre. Finelli e Galluppo terão sacrificado seus empregos em nome de um avanço inestimável nas estruturas do clube. Que isso nunca seja esquecido. Que Paulo Nobre faça esses sacrifícios valerem a pena. Tão importante quanto cumprir o dever de modernizar o clube, virou questão de honra.

E mais uma vez temos uma prova concreta de que o ódio no Palmeiras tem nome e sobrenome: Mustafá Contursi. É impressionante como tudo que esse senhor faz é baseado em relações de ódio e vingança. É por isso que sempre, mais cedo ou mais tarde, seus aliados acabam virando-lhe as costas e ele cria inimigos como quem troca de meias. Essa é sua vida.

E-mail: conrado@verdazzo.com.br


Temporada política quase no fim

6 de fevereiro de 2013 por @parmerista  
Postado em: Política, Verdazzo

Tivemos nos últimos dias vários capítulos da temporada política do clube. O COF definiu presidente, vice, secretário e relator. O Conselho Deliberativo renovou 76 cadeiras em relação aos eleitos de 2009 que terminaram o mandato. E o engavetador-mor resolveu mostrar que é rapidinho quando quer, e convocou Assembleia Extraordinária para deliberar exclusivamente sobre o filtro necessário para uma chapa ser homologada para concorrer à presidência a partir de novembro de 2014.

Alberto Strufaldi, que se recusa a expor sua foto no site oficial do clube, foi eleito no início da semana passada presidente do COF. Sergio Moysés é o vice, Sergio Granieri o secretário e Mario Kaminski o relator. Conforme explicado neste post, o órgão não tem competência para intervir na governabilidade, a não ser em casos extremos como o fim da gestão B1. No entanto, a forma como a eleição ocorreu dá margem a especulações políticas.

Com exceção do relator, os outros três eleitos são da ala mustafista e foram aclamados sem votação. Mesmo sem maioria, Mustafá conseguiu que seus correligionários conseguissem o comando das sessões. A única hipótese lógica para uma derrota sem luta é que alguma negociação foi efetuada nos bastidores, e tudo aponta para a eleição do presidente do CD. Se foi isso mesmo, só o tempo dirá, mas não chega a ser nenhum exagero dizer que esse pleito é tão importante quanto o da presidência da Diretoria Executiva.

Cabe ao Presidente do CD comandar a reforma estatutária. Foi por termos um engavetador emérito no cargo nos últimos quatro anos que as diretas ficaram apenas para 2014. É o próximo presidente da casa que vai definitivamente recolocar o Palmeiras no caminho da modernidade. Paulo Nobre já se declarou amplamente favorável a uma reforma. Pode ter sido essa a moeda de troca.

De toda essa movimentação, o único senão que se pode fazer é com relação ao namoro entre Mustafá e Della Monica. Depois de interpretarem papéis antagonistas nos últimos ciclos, os caciques voltam a sorrir um para o outro. Talvez tenham percebido após sucessivas perdas de poder que é melhor para ambos esquecer as rusgas e que unidos permanecem imbatíveis. Se o namoro acabar em beijo, Paulo Nobre e toda a ala reformista terão muitas dificuldades em colocar em prática conceitos como voto ao sócio-torcedor, entre tantos outros que urgem.

Aliás, a reforma deve se sobrepor a todos os artigos do atual estatuto, inclusive o último ponto modificado na noite desta segunda que deve ser referendado em Assembleia Geral: o filtro para que uma chapa para presidência e vices seja homologada. Ficou definido que é necessário 15% de todos os conselheiros aprovarem uma chapa, o que aplicando aos cerca de 270 membros atuais, remete a 40 assinaturas. Ou seja, a eleição é direta, mas só podem ser votados quem o Conselho permitir, o que descaracteriza o poder supostamente dado ao associado. Ora, a própria formação de uma chapa, que exige cinco conselheiros (o presidente e quatro vices) já poderia constituir um filtro natural. Se cinco conselheiros se julgam aptos a concorrer à Diretoria Executiva, deveria lhes ser dado esse direito.

Por fim, vamos abordar a empolgante eleição para o Conselho realizada no último sábado. Há dois anos a gestão Tirone mostrava a que tinha vindo ao “organizar” a eleição mais estapafúrdia da História do clube. Confusa, com filas que chegaram a duas horas, teve cerca de 3.200 votantes. A eleição do último sábado contou com nada menos que 4.500 eleitores, e o maior tempo de fila registrado foi de dois minutos, no pico.

Cinco chapas dividiram os votos, e a análise mais correta da evolução do Conselho deve ser feita ao se comparar com a eleição de quatro anos atrás, cujos conselheiros estavam em fim de mandato. Dos 76 donos de cadeiras que estavam sendo desocupadas, 56 tentaram a reeleição, e 41 conseguiram. Logo, temos 35 caras novas. Os dados foram apurados pela Diretoria Executiva do grupo Fanfulla.

O Fanfulla apurou ainda que dentre o universo de 76 cadeiras em jogo, A chapa Palmeiras Forte (Mustafá) perdeu uma cadeira apenas. Quem mais perdeu foi a chapa Palestra, uma espécie de mini-PMDB da política palmeirense comandada por Affonso Della Monica e Clemente Pereira. Na verdade, muitos conselheiros que se elegeram em 2009 pela Palestra este ano estavam em outras chapas, sobretudo a Academia, que congrega quatro grupos: os Verdes Escuros, a Democracia Verde e os Eternos Palestrinos, além do próprio grupo Academia. É muito difícil traçar um perfil político da chapa Palestra, pois ela acolhe tanto a mustafistas como a progressistas ultra-radicais. De toda forma, podemos ver no diagrama abaixo de forma geral que aumentou a participação de conselheiros que tendem a apoiar as reformas:

O grupo Fanfulla reelegeu seus quatro postulantes e ainda acrescentou mais dois à sua bancada, que assim chega a dez. É um desempenho admirável para um grupo que saiu do zero, e que conseguiu se estabelecer como chapa autônoma em apenas quatro anos de existência. É um grupo sólido, que vota em bloco, obedecendo a deliberações da base em processo democrático, e essa base, composta exclusivamente por torcedores “de arquibancada” continua em amplo crescimento, absorvendo dia após dia mais membros que se identificam com a proposta de trabalho. A tendência é ampliar ainda mais essa bancada nas próximas eleições.

Sempre é importante lembrar que o universo de 76 cadeiras analisado corresponde a apenas pouco mais de 25% de todas as cadeiras disponíveis. Para compreender melhor o complexo mapa da política palmeirense, visite esta página do site do grupo Fanfulla, que através de infográficos didáticos e detalhados explica melhor o cenário.

Faltando então apenas a presidência do CD ser definida, deve ser iniciado de forma mais breve possível o processo de reforma estatutária. Uma agenda específica deve ser desenvolvida, prevendo todos os tipos de entraves típicos da política do clube, para que tenhamos até o meio do ano que vem um novo documento que permita que as mudanças adotadas de forma pontual pela atual diretoria sejam a regra no clube, não a exceção. Com um documento novo, arejado, a estrutura podre e arcaica do clube dará lugar a órgãos dinâmicos e democráticos, e finalmente o poder no clube poderá ser definido através de meritocracia, e não de politicagem. Continuaremos atentos e informando a torcida.

E-mail: conrado@verdazzo.com.br


Bem vindo de volta, Brunoro!

24 de janeiro de 2013 por @parmerista  
Postado em: Política, Verdazzo

O Palmeiras acertou a contratação de José Carlos Brunoro para ser seu CEO, o chamado diretor-executivo. Brunoro chega para ser o comandante da retomada do clube, dentro do contexto de profissionalização proposto pela nova gestão de Paulo Nobre.

O salário de Brunoro é bem alto, mas compatível com suas funções e responsabilidades. E é menor que o do Marcio Gente Boa. Este paradoxo só mostra o quanto estão distorcidos os valores pagos aos atletas no mercado brasileiro, principalmente aos ordinários.

Brunoro teve uma grande passagem pelo Palmeiras na década de 90, sendo o principal responsável pela interface entre a Parmalat e o clube numa das épocas mais vitoriosas de nossa História.

O cenário atual, sabemos, é bem diferente – mas só o fato da nova gestão poder comprometer uma boa fatia do orçamento com gastos tão vultosos para reorganizar o clube é um sinal que as forças políticas ocultas estão com a guarda baixa. Mais uma prova concreta de que o demônio não manda mais no clube, e que todos os temores da época da campanha não passavam de arma eleitoral.

Junto com Brunoro devem chegar outros profissionais de destaque em suas áreas. Para o marketing, Paulo Gregoraci já é dado como certo, embora não seja o homem que vai comandar diretamente o departamento – ele será uma espécie de supervisor. Um CFO (executivo da área de finanças) de renome já está acertado e está em processo de desligamento de sua atual função. E assim Paulo Nobre vai cumprindo a promessa de profissionalização da gestão, para recolocar o Palmeiras em condições de brigar frente a frente com qualquer adversário.

Obviamente esse processo não vai ser concluído da noite para o dia. Esses profissionais precisam conhecer o terreno, se familiarizar com o ambiente do futebol, e ainda vão ter que vencer focos de resistência que, se ainda não surgiram dentro do clube, é apenas questão de tempo. Os tradicionalistas, entretanto, mostram-se hoje bastante resignados e abriram caminho; o processo parece irreversível. A cultura do clube parece irremediavelmente em processo de transformação. E se a cultura de uma organização é função das pessoas que as compõem, cabe à parcela progressista continuar berrando bem alto, para dar sustentação a essa transformação.

De nada adiantará Paulo Nobre encher o clube de profissionais caso o próximo presidente resolva desfazer tudo. Por isso, essas mudanças não podem ficar restritas ao campo administrativo, e precisam ser sacramentadas no Estatuto do clube. Como sempre mencionamos aqui no Verdazzo, uma ampla reforma precisa ser instalada – não um teatrinho eleitoreiro, como um membro da diretoria passada tentou fazer.

E para que essa reforma seja de fato consumada, precisamos de um presidente do CD atuante, progressista, moderno – não um engavetador politiqueiro subserviente como foi José Ângelo Vergamini. Com um presidente-trator, as reformas tendem a andar e o único entrave então passará a ser a própria composição do Conselho, ainda infestada de vitalícios biônicos – basta lembrar da votação expressiva que Salvador Hugo Palaia teve para a primeira vice-presidência. Precisamos renovar o Conselho, e no próximo dia 2 teremos mais uma etapa desse processo. Nas eleições para o CD, prestigie os candidatos progressistas.

O Verdazzo indica e recomenda fortemente o voto nos candidatos do Fanfulla, grupo que nasceu nas arquibancadas, vem crescendo de forma estruturada na política do clube, apoiou Paulo Nobre nesta eleição e participa ativamente da montagem deste novo Palmeiras, tanto no plano de gestão quanto na formação da equipe. Você pode conhecer melhor os candidatos do Fanfulla ao Conselho nesta página.

Com o clube aparentemente em paz, sem ebulição política, e com renovação no Conselho, as reformas instituídas provisoriamente na caneta passarão a ser definitivas. Com uma gestão capitaneada por José Carlos Brunoro, o cenário financeiro atual será apenas um buraco que, uma vez superado, não deverá mais ser problema, ainda mais com o reforço da Nova Arena, cuja inauguração está prevista para este ano. Por enquanto, vamos de Marcio Gente Boa, Luan e Maikon Leite. Mas é questão de tempo.

Bem-vindo, Brunoro! Boa sorte!

E-mail: conrado@verdazzo.com.br


Conselho 2013: Luís Fronterotta

23 de janeiro de 2013 por @parmerista  
Postado em: Eleições 2013, Política, Verdazzo

Prosseguindo a série de candidatos do grupo Fanfulla apoiados pelo Verdazzo, apresento-lhes o candidato Luís Fronterotta.


Nome: Luís Fronterotta

Data de Nascimento: 18/09/69

Profissão: Administrador de Empresas

E-mail: fronterotta@fanfulla.com.br

Twitter: @fronterotta

Por que você quer ser conselheiro do Palmeiras?
Decidi ser conselheiro devido ao fato de estar cansado de ver a Sociedade Esportiva Palmeiras sendo tratada como propriedade de alguns que colocam os interesses pessoais ou de um determinado grupo acima dos interesses da entidade. Percebi que somente ficar reclamando não mudaria a situação, por isso me tornei sócio do clube para poder fazer parte do processo político. Devido ao meu perfil empreendedor e com experiência em grandes corporações, acredito que possa contribuir de forma decisiva no processo de mudança pela qual a Sociedade Esportiva Palmeiras necessita passar para voltar ser a entidade de “ponta” no competitivo mercado de futebol.

Que papel você vai desempenhar prioritariamente durante o seu mandato?
Pretendo continuar lutando pelos seguintes tópicos:

A) Implementação de um modelo de gestão profissional, pois infelizmente o modelo adotado nesta última década não condiz com a imagem de entidade pioneira, profissional e vencedora. No grupo Fanfulla preparamos um Plano de Gestão alinhado com as atuais tendências de mercado e que ajudará a Sociedade Esportiva Palmeiras neste processo de mudança organizacional;

B) Adequação do estatuto às necessidades atuais da entidade no mercado de futebol assim como para garantir a oxigenação de lideranças e a participação da coletividade palmeirense no processo decisório político através do voto direto. A idéia é ter um estatuto que dê suporte ao modelo de gestão profissional e que defenda os interesses da entidade e da coletividade;

C) Mudança de cultura da organização do ponto de vista corporativo e político. Temos que introduzir uma nova mentalidade não somente na gestão como também na política, que privilegie a meritocracia em todos os níveis, a transparência nos processos decisórios e que os recursos sejam geridos de maneira criteriosa.

- Conheça mais candidatos do grupo Fanfulla clicando neste link.

E-mail: conrado@verdazzo.com.br


Nobre e o apoio sombrio

22 de janeiro de 2013 por @parmerista  
Postado em: Política, Verdazzo

A maior dificuldade que Paulo Nobre enfrentou durante sua campanha foi justificar o apoio de Mustafá Contursi. Enquanto candidato, sempre deixou claro que não faria qualquer tipo de barganha em suas diretorias, o que vamos conferir no anúncio dos nomes que deve acontecer paulatinamente durante a semana. Mas a formação de sua “chapa”, incluindo os nomes para o COF, foram objeto de muita especulação, que deram margem a sua candidatura ser rotulada de “mustafista”, e todos os que o apoiaram viraram enormes “traidores”.

Como em tese não haverá no quadro de diretores de Paulo Nobre nenhuma figura intimamente ligada a Mustafá, ninguém que possa travar sua governabilidade no executivo, a preocupação toda recaiu sobre o COF, principalmente depois do episódio do fim do mandato de Arnaldo Tirone, quando o ex-presidente teve as contratações travadas por má gestão financeira. Os detratores da candidatura de Nobre sustentaram que um eventual controle de Mustafá no COF seria a ruína do clube.

A guerra de informações, como sempre, fez da verdade sua primeira vítima. Basta ler o estatuto do Palmeiras. O COF não tem poder, por si só, de intervir na presidência. O poder de veto foi dado pelo CD, e isso só se deu porque Tirone, de forma irresponsável, começou a gastar desordenadamente nas semanas finais de sua gestão – as contratações do gerente de marketing a 2 meses do fim da gestão e do goleiro Fernando Prass com vencimentos (incluindo luvas) a R$320 mil não deram escolha ao CD. O órgão que tem a função de fazer a fiscalização é o COF, que por isso recebeu a incumbência.

Mas mesmo que o COF fosse realmente esse palácio de poder desenhado nas conversas sobre política do clube, qual seria a influência e o poder de Mustafá depois da votação de ontem?

Os quinze eleitos, já separados por corrente política, foram

Mustafá:
Francisco Gervásio Primo
Alberto Strufaldi Neto
Sérgio Moysés
Manoel Dantas Pinheiro Filho
Ademir Geová da Silva
Sérgio Roberto Granieri

Della Monica:
Carlos Affonso Della Monica
Mário Kaminski
Luiz Bertanha Filho

Paulo Nobre:
Savério Orlandi
Renato Casanova
Norberto Maurício Liotti

UVB:
Antonio Sérgio Orciuolo
Caetano Fortino Neto
Luiz Carlos Granieri


Eles juntam-se aos ex-presidentes, membros natos do órgão: Carlos Facchina e Mustafá Contursi, Luiz Gonzaga Belluzzo, Affonso Della Monica e Arnaldo Tirone. Desta forma, as “bancadas” ficam assim definidas:

O grande temor espalhado pelos críticos da campanha de Paulo Nobre é que a bancada mustafista travasse suas ações. Pelo mapa acima, mesmo que tivesse poder para tal, não conseguiria. O bloco da UVB não se une a Mustafá nem por decreto do papa, e os partidários de Paulo Nobre obviamente não jogariam contra seu próprio grupo. A única possibilidade, quem diria, seria o bloco de Della Monica – ou mesmo parte dele, se unir a Mustafá numa espécie de conspiração, o que não deixaria de ser irônico, já que os teóricos do apocalipse jamais viram na aliança com Della Monica uma ameaça à governabilidade de uma eventual gestão de Décio Perin.

O resultado das urnas deixa claro que a gestão que se inicia hoje não terá a menor influência de Mustafá Contursi. O apoio político foi costurado com habilidade por Paulo Nobre, que lutou violentamente para convencer muita gente – inclusive este site – que esse apoio era absolutamente necessário para conseguir ser eleito e que o conseguiria sem dar nada em troca. As razões que levaram Mustafá a apoiar Nobre sem exigir nada “concreto” – provado pelo resultado das urnas – envolvem outras questões: em primeiro lugar, a absoluta falta de nomes minimamente viáveis em seu quadro de apoiadores. Basta lembrar que o que ele arrumou de melhor para a eleição passada foi Arnaldo Tirone. Além disso, havia uma questão de vingança pessoal contra Della Monica, por mais infantil que possa parecer. Mustafá aceitou não ganhar, mas não aceitou perder – a vitória de um candidato apoiado por Della Monica seria a derrota que ele consideraria inaceitável.

Assim, Paulo Nobre chega à presidência em paz. Com uma vitória esmagadora no CD, tem ótimas condições para conseguir eleger o novo presidente da casa, fundamental para conduzir as reformas estatutárias. O COF, com forças equilibradas, não deve ser entrave político, e desta forma poderá exercer sua real função: orientar e fiscalizar. Nos últimos anos, nas mãos de Mustafá, o importante órgão foi apenas instrumento de pressão política – além de canal de vazamento de informações.

O cenário melhorou muito. À torcida, muita esperança. Que se dissipem todas as desconfianças lançadas como método de campanha, agora que o processo se encerrou. Paulo Nobre já mostrou em sua entrevista de posse que não vai nos envergonhar, que não será uma figura patética como foi Tirone. Que a função de oposição seja feita de forma sadia. O Verdazzo manterá a linha adotada: apoio no início, obviamente condicionado a desempenho. Em caso de destrambelhamento, a crítica virá de forma mordaz. Mas de qualquer forma, esse julgamento está absolutamente livre de qualquer fantasma de um suposto apoio sombrio costurado nas profundezas do inferno.

Boa sorte, presidente.

E-mail: conrado@verdazzo.com.br


Paulo Nobre é o novo presidente do Palmeiras

21 de janeiro de 2013 por @parmerista  
Postado em: Política, Verdazzo

Paulo de Almeida Nobre foi eleito esta noite presidente da Sociedade Esportiva Palmeiras. Ele recebeu 153 votos, contra 106 de Decio Perin.

A vantagem de Paulo Nobre também se refletiu nas vice-presidências: os quatro de sua chapa se elegeram: Mauricio Galiotte, Genaro Marino, Antonino Jesse e Victor Fruges. E no COF, com 15 cadeiras em jogo, os eleitos foram Ademir Geová Da Silva, Alberto Strufaldi Neto, Antonio Sérgio Orciuolo, Caetano Fortino Neto, Carlos Afonso Della Monica, Francisco Gervásio Primo, Luiz Bertanha Filho, Luiz Carlos Granieri, Manoel Dantas Pinheiro Filho, Mário Kaminski, Norberto Mauricio Liotti, Renato Casanova,
Savério Orlandi, Sérgio Moysés e Sérgio Roberto Granieri. Eles se juntam aos membros natos, os ex-presidentes Belluzzo, Facchina, Della Monica e Mustafá, além de Tirone.

O resultado da votação para o COF serviu para jogar por terra as suspeitas de que Paulo Nobre havia barganhado votos com Mustafá para conseguir a presidência, e lhe “entregaria” o COF. Apenas seis mustafistas se elegeram, se juntando ao chefe e a Carlos Facchina na bancada do kibe. A UVB elegeu três conselheiros, que se juntam a Belluzzo. Os Verdes Escuros também fizeram três representantes, mesmo número que os partidários de Della Monica. Assim, a distribuição do COF fica razoavelmente espalhada: Mustafá – 8; Della Monica – 4; UVB – 4; Verdes Escuros – 3. E tem o Tirone, que não serve para nada.

Uma das grandes notícias foi a derrota de Gilto Avallone, grande vazador de notícias para a imprensa. Não nos iludamos: a tática de vazar não é privilégio dele, e Mustafá vai continuar usando repórteres e blogueiros para pressionar onde achar que deve; se não for através do Gilto, será por outro. Mas que vai diminuir bastante, isso vai.

Surpreendeu a expressiva votação de Salvador Hugo Palaia para a primeira vice-presidência: 75 votos, ficando à frente da candidata Rita Cosentino. Esse prestígio do auto-entrevistador deixa claro que ainda temos muito o que trabalhar na renovação do Conselho Deliberativo, processo que tem mais uma etapa crucial no próximo dia 2 de fevereiro.

Paulo Nobre tem pela frente uma missão duríssima. Vai herdar um clube cheio de problemas administrativos e financeiros, um elenco retalhado e desmotivado sob o comando de um técnico mediano, tendo pela frente uma disputa de Libertadores e outra de Série B. Além disso, precisa usar seu poder político para conduzir as mudanças estatutárias que vão não apenas legitimar as mudanças administrativo-financeiras, mas também sacramentar a redemocratização do clube, para que as mudanças feitas nesta gestão não corram o risco de serem desfeitas a qualquer momento por um eventual futuro presidente retrógrado.

Que Paulo Nobre consiga colocar seu plano de gestão em prática. Desenvolvido pelos fanfullistas Marcio D’Andréa e Luis Fronterotta, o planejamento vai ser colocado para funcionar por profissionais dos mais gabaritados em suas áreas, já devidamente contratados – os anúncios devem ocorrer nas próximas horas. Preparem-se que os nomes são muito bons.

O novo presidente já sabe que não terá vida fácil. Nesse início, obviamente, terá todo o apoio, mas à medida que as dificuldades forem surgindo e ele tiver que fazer concessões, será cobrado, e com muita força, de todos os lados. Será pressionado com lealdade por alguns, com firmeza por outros, com maldade por terceiros. Será xingado e possivelmente caluniado. Tomara que esteja pronto para tudo isso, e que os que o cobrarão o façam só por maldade, que não haja motivos para críticas justas. Será sinal de que estará fazendo tudo certo.

Boa sorte, presidente Paulo Nobre!

E-mail: conrado@verdazzo.com.br


Perin x Nobre – cobertura ao vivo

21 de janeiro de 2013 por @parmerista  
Postado em: Política, Verdazzo

Começa agora a cobertura ao vivo, com informações direto da Academia de Futebol, do desenrolar do pleito que vai definir o presidente do Palmeiras para o biênio 2013-2014. Atualize esta página, que terá informações renovadas a cada lance que ocorrer dentro do plenário.

O Verdazzo desta forma resgata a tradição das coberturas ao vivo realizadas nas eleições de 2007 e 2009, no blog Parmerista! (para relembrar, rolem a tela para baixo e vejam a sucessão de posts, de baixo para cima)


19h45 – Boa noite pessoal. Tudo transcorre com calma do lado de fora. A Mancha faz um protesto contra a atual diretoria, mas não se posiciona por nenhum dos dois candidatos.


20h01 – Os acontecimentos deverão obedecer à seguinte ordem do dia:

- Leitura, discussão e aprovação das atas das reuniões anteriores;
- Entrega de diplomas para associados beneméritos e grão-beneméritos;
- Apreciação e votação das contas de 2012;
- Apreciação e votação do orçamento para 2013;
- Eleição do presidente, 4 vices e 15 membros do COF.


20h08 – A sessão em tese já está aberta, embora ainda haja muitos conselheiros chegando. Apesar da segunda chamada estar marcada para as 20h, o livro de presença permanece aberto até às 21h, quando será anunciado o quórum definitivo. Isso significa que antes do fechamento do livro, somente os dois primeiros itens acima (atas anteriores e entregas de diplomas) serão realizados antes das 21h. A votação da aprovação das contas só poderá acontecer depois que o livro for fechado.


20h16 – Agora começou pra valer. Estão sendo feitas as leituras das atas e em seguida, as entregas dos diplomas. Burocracias e salamaleques.


20h23 – O parecer do COF com relação às contas de 2012 foi, como se esperava, negativo. Balanço reprovado.


20h26 – Após ter suas contas reprovadas, Pituca, o Loiro, abre mão do direito de comentar.


20h28 – O conselheiro do Fanfulla, Luiz Mousinho, solicitou à mesa que o balanço não fosse votado por falta de auditoria. É isso mesmo. O balanço a ser apreciado pelo Conselho veio sem auditoria!


20h30 – Mustafá Contursi disse que concorda que o balanço deveria estar auditado, mas que há dois anos também estava sem auditoria (e estava mesmo) e foi votado, por isso o de 2012 deveria ser votado também.


20h37 – Foram disponibilizadas 14 urnas para a votação. Estima-se que cada uma receba cerca de 20 conselheiros. O tempo previsto para que cada um vote no presidente, quatro vices e quinze cofistas é de quatro minutos. Desta forma, o tempo de duração total é de cerca de 1h20 a 1h30.


20h44 – A proposta do conselheiro Luiz Mousinho, do Fanfulla, foi vencedora, e as contas de 2012 só serão apreciadas depois de passarem por auditoria.


20h49 – O amadorismo é assustador. O orçamento de 2013 não será votado simplesmente porque NÃO FOI FEITO!!!


20h51 – Fico imaginando o Pituca na escola, e o professor pedindo o trabalhinho de casa: – Arnaldinho, cadê o seu? – Não trouxe, fessor!


22h06 – Faltam cerca de 80 conselheiros para votar. Em cerca de meia hora para saber o resultado.


Quem você quer que seja eleito?

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20h57 – Vote na enquete ao lado: quem você quer que ganhe a eleição? Décio Perin ou Paulo Nobre?


21h01 – O livro de presença foi fechado. O quórum foi de 264 conselheiros. Com isso, o candidato que chegar a 134 votos estará eleito.


21h05 – A eleição já começou. Os primeiros conselheiros já estão sendo chamados para as urnas.


21h08 – Conforme explicado anteriormente, o processo de votação deve ser concluído em cerca de 1h30. Mais uns dez a quinze minutos para se gerarem os relatórios finais, e por volta de 22h40 devemos ter o resultado.


21h14 – A gestão Tirone foi duramente atacada em plenário tanto pela falta de auditoria no balanço, quanto pela falta de orçamento. O texto do estatuto também foi criticado por dar brecha para esse tipo de situação. El Rubio não deu bola. Deve ir ao Leblon nos próximo dias curtir a vida um pouco porque ele também é um ser humano.


21h18 – Dica do leitor Roberto Ortega, para quem usa Chrome: baixem este aplicativo, que atualiza a página automaticamente no intervalo que você desejar: https://chrome.google.com/webstore/detail/easy-auto-refresh/aabcgdmkeabbnleenpncegpcngjpnjkc?hl=en.


21h25 – Cerca de 60 conselheiros já votaram. O sistema é de fila única, organizada pela mesa diretora, e os conselheiros vão ocupando as urnas eletrônicas conforme vão sendo desocupadas.


21h32 – Como já é tradição, há conselheiros com sérias dificuldades motoras, precisando de cadeiras de rodas ou andadores. Locomovem-se com auxílio de enfermeiros. São os que devem fazer o processo ser um pouco mais lento que o previsto.


21h55 – Votação transcorre na mais absoluta tranquilidade. Mais da metade dos conselheiros já votou. Alguns já deixaram a Academia de Futebol.


E-mail: conrado@verdazzo.com.br


Conselho 2013: Alexandre Zanotta

19 de janeiro de 2013 por @parmerista  
Postado em: Eleições 2013, Política, Verdazzo

Prosseguindo a série de candidatos do grupo Fanfulla apoiados pelo Verdazzo, apresento-lhes o candidato Alexandre Zanotta.


Nome: Alexandre Zanotta

Data de Nascimento: 14/03/1977

Profissão: Advogado

E-mail: alezanotta@gmail.com

Por que você quer ser conselheiro do Palmeiras?
Desde o início dos anos 2000, comecei a participar dos primeiros movimentos que buscavam a modernização da Sociedade Esportiva Palmeiras e, nessa mesma época, tornei-me sócio do clube. Em 2009, decidi concorrer ao cargo de conselheiro pelo Fanfulla, com o objetivo de promover a renovação e oxigenação do Conselho Deliberativo, bem como a formação de novas lideranças. Agora em 2013 busco a reeleição para continuar o trabalho de renovação do Conselho, juntamente com os demais conselheiros do Fanfulla e dos outros grupos ideologicamente ligados, aproveitando a experiência de quatro anos como conselheiro, de forma a contribuir de maneira mais relevante ainda para realizar as mudanças que o Palmeiras precisa.

Que papel você vai desempenhar prioritariamente durante o seu mandato?
Quero continuar a ser um representante do verdadeiro Palmeirense no Conselho Deliberativo. Durante meu mandato, dentre outros assuntos, tive participação ativa na proposta de alteração estatutária com o objetivo de viabilizar as eleições diretas no Palmeiras, não apenas auxiliando na redação da proposta, mas também discutindo com diversos grupos e com a diretoria as melhores formas de viabilizar essa alteração.

Para este novo mandato, com um novo presidente e uma nova diretoria, pretendo contribuir e lutar, prioritariamente, pelas seguinte mudanças:

  • Reforma estatutária total, de forma a modernizar e oxigenar a gestão e a estrutura do Palmeiras;
  • Profissionalização e meritocracia na gestão do clube, pelo menos nos principais departamentos, de forma a viabilizar o aperfeiçoamento da administração esportiva e social do Palmeiras, além de possibilitar a criação de novas fontes de receita; e
  • Aumentar a participação do torcedor na vida do clube, para que o Palmeiras volte a ser dos verdadeiros Palmeirenses.

- Conheça mais candidatos do grupo Fanfulla clicando neste link.

E-mail: conrado@verdazzo.com.br


Assembleia Geral amanhã: dia de aprovar as diretas!

18 de janeiro de 2013 por @parmerista  
Postado em: Política, Verdazzo

Acontece amanhã na sede social do clube Assembleia Geral Extraordinária, convocada para referendar alterações estatutárias votadas no Conselho Deliberativo em outubro. O ponto mais importante, claro, é a aprovação das eleições diretas para presidente do clube; e maior polêmica fica por conta do “filtro” – a porcentagem de conselheiros necessária para homologar uma candidatura a presidente.

O filtro é uma forma que os conselheiros encontraram para manter a possibilidade de se candidatar a presidente do clube restrita. As diretas serão instituídas, mas só pode ser votado quem o Conselho deixar. É uma meia-democracia, e seus defensores a justificam dizendo que precisam proteger o clube de “aventureiros”.

Depois de muita negociação, com ideias de filtro que variavam de 10% a 25% (além do zero), chegou-se a duas propostas intermediárias: 15% e 20% – essa negociação foi necessária para que a proposta, na gaveta do presidente do Conselho José Ângelo Vergamini desde fevereiro de 2011, finalmente fosse colocada em votação.

Não contente em segurar a reforma, Vergamini conduziu de forma estapafúrdia a reunião do último mês de outubro, dando margem a uma série de situações confusas – uma delas exatamente a do filtro. A forma como as emendas foram tratadas e votadas na reunião resultaram numa proposição fora dos padrões, refletida na pergunta 4 da AG de amanhã, onde, além de escolher entre dois filtros indesejados pela maioria da torcida, os sócios podem escolher a opção “não concordo”. De acordo com o estatuto, será preciso 2/3 de aprovação dos sócios para que este item seja aprovado, e ninguém sabe o que ocorrerá se nenhuma das alternativas atingir esses 2/3, ou o que acontecerá se o “não concordo” for a opção vencedora – se o filtro será definido como zero, se a proposta volta para o CD, ou se todo o processo sofrerá atraso, inclusive o ponto principal – a aprovação das diretas!

O presidente do CD foi formalmente questionado sobre as consequências de cada resposta, mas até a publicação deste post, não havia dado as devidas explicações aos sócios do clube.

Por recomendação de diversos advogados que estudaram o estatuto e toda a documentação, é preferível não colocar em risco a principal conquista, e não deixar nada na zona cinza – no caso da pergunta 4, deve-se escolher entre 15% e 20% – claro, é melhor que seja o menor filtro possível. No final deste post, para facilitar, está disponível uma “colinha” sobre como deve ser o voto para quem quer abrir o poder no clube para o maior número possível de pessoas: aprovando as diretas, fechando chapa, com filtro de 15% e reduzindo para um mandato completo o pré-requisito para que um conselheiro possa se candidatar à presidência ou vice.

O Verdazzo entende que o filtro natural estabelecido na reforma (pergunta 3), de cinco conselheiros, é mais do que suficiente para proteger o clube de uma candidatura inconsequente. Com cinco conselheiros formando uma chapa, não deveria ser necessária a aprovação de outros 40 (com 45, atinge-se os 15%, a cota mínima a ser votada). No entanto, devido à subserviência e à incompetência do presidente do Conselho, vivemos esta situação inusitada.

Mesmo com toda a pressa que o Palmeiras tem para que se implemente as mudanças, é preciso jogar o jogo politicamente, com cautela. Dá vontade de votar no “não concordo” no item 4, porque realmente não podemos concordar com esse filtro, mas como se trata de um embate político com complicações de natureza jurídica, o mais sensato é dar um passo de cada vez.

Esse filtro de 15%, caso seja aprovado por 2/3 da AG, não necessariamente será aplicado na eleição de 2014. A luta, a partir do dia 22, será para mudar novamente todo o estatuto. Uma ampla reforma. Mantém-se as diretas, e faz-se toda uma série de ajustes. Vamos lutar pelo filtro zero, pela diminuição das carências para votar e ser votado, pela implementação do voto para o sócio torcedor, entre tantos outros ajustes.

O candidato à presidência Paulo Nobre promete defender o filtro de 20%. Discordamos diametralmente dessa posição, mas isso não impede o Verdazzo de continuar apoiando sua candidatura, por entender que esse posicionamento é apenas um ponto de divergência a ser trabalhado numa eventual gestão. Isso não influencia no julgamento de seu plano de governo e de sua capacidade executiva, nos quais continuamos depositando enormes esperanças e apoiando.

E-mail: conrado@verdazzo.com.br


Malavita

14 de janeiro de 2013 por @parmerista  
Postado em: Política, Verdazzo

O curta abaixo é o filme de estreia do meu amigo e fanfullista Matheus Braga.

O curta-metragem retrata, com uma analogia à mafia italiana, e como uma forma de protesto com o que acontece no Palmeiras há décadas. A troca de “cargo” por “voto” sempre foi o modus operandi para as eleições presidenciais. A escolha do presidente não é por qualidade técnica e competência, e sim, por política. Se você é associado do clube, vote a favor das Eleições Diretas no próximo dia 19/01, sábado. Caso não seja associado, associe-se. Essa é a única maneira de mudar a política do Palmeiras.

Matheus Braga

Equipe técnica
Roteiro e Direção: Matheus Braga (@_mbraga)
Edição: Daah Oliveira (@daaho)
Direção de Fotografia: Daah Oliveira
Assistente de Fotografia: Cláudia Ivanocko
Casting: Bruno Acioli e Matheus Braga

Trilha sonora
La Musica della Mafia: Ninna nanna malandrineddu
La Musica della Mafia: I Cunfirenti

Fotos do curta por Daah Oliveira

E-mail: conrado@verdazzo.com.br


19 de janeiro: dia de aprovar as Diretas!

9 de janeiro de 2013 por @parmerista  
Postado em: Política, Verdazzo

Com a aproximação das eleições para a presidência e para o Conselho Deliberativo, um passo extremamente importante na trajetória da política palmeirense está ficando perigosamente em segundo plano: a ratificação, pelos sócios do clube, da aprovação das eleições diretas para presidente a partir de novembro de 2014.

No dia 1 de outubro o Conselho Deliberativo aprovou por unanimidade o voto direto dos sócios como meio de se eleger o presidente do clube, mas a decisão, conforme determina o estatuto do clube, precisa ser ratificada pela Assembleia Geral. Desta forma, para que a decisão tenha valor, pelo menos 10% dos sócios com direito a voto precisam comparecer. É de vital importância que esse quórum mínimo, que equivale a cerca de 1000 sócios, seja atingido.

Na Assembleia do dia 19 serão ainda abordados temas polêmicos, principalmente aqueles relativos aos pré-requisitos para que uma candidatura seja homologada: o tempo como conselheiro que um candidato precisa ter, e principalmente o famigerado filtro – uma candidatura só será aceita se uma determinada porcentagem do Conselho Deliberativo a recomendar. No entanto, a forma com que esses temas foram emendados ao projeto de reforma estatutária dá margem a muitas dúvidas. O presidente do CD, José Ângelo Vergamini, tem muitos esclarecimentos a prestar à coletividade palmeirense sobre a forma com que essas perguntas serão feitas aos associados – e ele está sendo cobrado quanto a isso. Em breve teremos mais novidades a esse respeito.

De toda forma, uma coisa é certa: precisamos aprovar as diretas. Se você é sócio do Palmeiras com pelo menos três anos de associação, compareça ao clube no próximo dia 19, sábado, para sacramentar essa conquista tão importante para toda a coletividade palmeirense, resultado de uma luta que vem de longa data e que finalmente teve um final feliz.

E caso você não seja sócio com condições de voto, incentive todos os seus conhecidos nesta condição para que ajudem a ratificar a decisão do Conselho. Vamos deixar um pouco de lado a campanha eleitoral e olhar para o futuro do clube, no longo prazo. Aprovar as eleições diretas é muito, mas muito mais importante que escolher entre Perin e Nobre.

Nos vemos no dia 19!

E-mail: conrado@verdazzo.com.br


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