Não se mete, Seiscentinho!
8 de fevereiro de 2012 por @parmerista
Postado em: Imprensa, Política, Verdazzo
A negociação para a contratação do meia Wesley, dada como certa por dez entre dez suuuper-bem-informados jornalistas, regrediu ontem. O portal Lance! publicou depoimento do diretor Piraci de Oliveira dando conta que os agentes do jogador resolveram aumentar a pedida, aproveitando-se da ampla divulgação das tratativas e da enorme expectativa causada na torcida.
No início da noite, os agentes dos jogador rebateram a acusação, dizendo que só houve um contato oficial, na segunda-feira, quando foi enviada a pedida salarial. A declaração não desmente a reclamação do diretor palmeirense. O fato de só ter havido um contato oficial não exclui a possibilidade ter havido um aumento na pedida – em relação aos contatos preliminares, não-oficiais.
O que causa estranheza é a presença do diretor jurídico nessa história toda. Afinal de contas, por que o pai da Lista Negra está se metendo nas negociações com jogadores agora? Exatamente no momento em que o presidente Tirone dá sinais que vai investir no time, com direito a uma surpreendente declaração neste sentido dada na segunda-feira, um negócio que estava plenamente encaminhado começa a fazer água a partir do momento em que Piraci entrou em cena – o diretor, todos sabem, é um servo de Mustafá Contursi, que é absolutamente contário ao investimento pesado no time de futebol.
Não podemos descartar a hipótese de que os agentes podem, de fato, estar se aproveitando da expectativa causada na torcida diante da intensa divulgação de que o negócio estava bem encaminhado. E o vazamento para a imprensa, muitas vezes, parte dos próprios agentes exatamente com esse intuito. Na era do Twitter, esses profissionais brigam entre si para ser o primeirão a dar a notícia. Ao se comportarem desta forma, os jornalistas extrapolam o papel de narradores e passam a personagens da negociação: ao aumentarem a expectativa da torcida, servem de instrumento aos agentes que assim aumentam a pedida.
O Verdazzo sempre vai bater nessa tecla: a classe jornalística precisa se conscientizar da situação e, para preservar sua ética, estabelecer que negociação em andamento não é notícia, portanto, não devem se manifestar nesse estágio. Notícia é o negócio fechado. Membros da imprensa, ao se comportarem como parte integrante do processo, dão margem inclusive a ilações sobre a possibilidade de estarem sendo remunerados para fazer esse papel.
De qualquer forma, imprensa à parte, cabe a Tirone podar Piraci do processo. Foi só ele aparecer que a coisa começou a azedar. Foi uma declaração dele que causou o primeiro conflito público entre as partes. Se a negociação falhar, já temos um responsável. Ninguém aguenta mais a dupla Seismilhão e Seiscentinho.
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
O que deu no B1?
6 de fevereiro de 2012 por @parmerista
Postado em: Política, Verdazzo
Fazia algum tempo que o palmeirense não começava uma semana tão bem. A virada contra o Santos foi excepcional, mas a empolgação parece ter origem em muitos outros fatos além do clássico de Prudente.
Na última terça o clube fechou um belo patrocínio para a camisa, com a Kia Motors. A despeito das informações desencontradas sobre supostas cláusulas que podem fazer o valor de R$74 milhões (por três anos) flutuar, sem dúvida o acordo foi muito bom.
E com essa bala na mão, parece que o presidente Arnaldo Tirone resolveu enfiar a mão no bolso, peitando (uia!) as pressões que vêm da turma de Seiscentinho e Seismilhão para que mantenha a austeridade e o bom e barato. Uma negociação que toda a imprensa já dá como fechada é a do meia Wesley, ex-Santos, que atualmente está no futebol alemão. Trata-se de um atleta bastante versátil, que pode fazer todas as funções pelo lado direito. O jogador, segundo essas especulações, não vem barato.
Assim como Barcos, a negociação por Wesley passa ao largo de Roberto Frizzo. Apesar de não tê-lo afastado do cargo de direito, parece que de fato o novo diretor de futebol do Palmeiras chama-se Arnaldo Tirone.
Mas o que estaria fazendo com que nosso estimado B1 tenha mudado tanto assim sua postura? Simples: aquela cadeira tem melado. A reeleição começa a ser um dos maiores objetivos de Tirone, e ele quer mostrar serviço para poder montar uma boa composição na formação de chapas. Ao fortalecer o time, ele contrariou alguns, mas não fechou a porta; ao mesmo tempo que agradou a outros e abriu frestas em portas que estavam fechadas.
O resultado é que com a quase certa chegada de Wesley, que deve tirar do time titular ou Marcio Araújo ou Luan, Felipão fica feliz duplamente, já que ganha um camarão e vê Frizzo cada vez mais longe do caminho. Barcos está perto de estrear e Daniel Carvalho vem mostrando que pode substituir as frequentes ausências de Valdivia. O time assim não fica mais tão sensível à saída de um ou dois jogadores, e com o astral de todos, jogadores e chefe, em alta.
É isso que faz o palmeirense ficar tão animado. Junte a tradicional bipolaridade, com uma virada espetacular num clássico, e mais uma real perspectiva de ter um time compatível com o tamanho de nossa camisa, sem um desagregador no elenco – o resultado é essa euforia que vemos pelas ruas e nas redes sociais na segunda-feira, a despeito de sabermos que a próxima ebulição está sendo arquitetada cuidadosamente pelos de sempre.
Se o caminho de Tirone à reeleição passar por deixar o time mais forte, terá sempre nosso apoio. Que ele continue criando a coragem que não mostrou durante o primeiro ano de mandato, e que use essa coragem não só para reforçar o time, mas também para modernizar o clube, reativando os projetos de profissionalização de todos os departamentos, sobretudo o jurídico, o financeiro, o marketing e as categorias de base.
Se fizer isso, passa a ter boas chances para janeiro, com uma composição que, por que não, pode até ter o apoio das alas oposicionistas mais jovens. Vai, B1!
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
Acorda, Palmeiras!
24 de janeiro de 2012 por @parmerista
Postado em: Política, Verdazzo
Muito tem se falado sobre a fragmentação da oposição no Palmeiras. De fato, a pluralidade de grupos e entidades importantes faz com que os ideais sejam mais difíceis de serem atingidos. Pensando nisso é que alguns associados buscaram uma forma de unir esses grupos, se não de forma definitiva, pelo menos em ações pontuais. E assim nasceu o Movimento Acorda, Palmeiras!
Cada grupo e chapa que compõe o movimento mantém sua autonomia e identidade. Não se trata de uma fusão, mas sim de um canal para que grupos distintos possam convergir quando a ação for de interesse comum.
Estão representados sete grupos políticos, cujos componentes estão de alguma forma filiados a três das quatro chapas que participaram da última eleição para o Conselho Deliberativo. Os blogs e sites que participam do movimento serão identificados com selos e farão parte da “AcordaNet”. Acesse o release clicando neste link.
Um cacho de bananas
23 de janeiro de 2012 por @parmerista
Postado em: Marketing, Política, Verdazzo
O vice-presidente e diretor-financeiro do clube Walter Munhoz não é afeito a aparecer na mídia. Sempre na moita, leal a Mustafá Contursi, já anunciou sua “aposentadoria do Palmeiras” ao final deste mandato. Mas estava todo contente no sábado, nas dependências do clube. Ele se gabava da diretoria ter conseguido fechar com um centroavante. Mas não dizia o nome.
Deixou a todos muito curiosos, todos queriam saber de quem se tratava. Quando ele finalmente revelou que era o Barcos, foi uma decepção geral. Mas como assim “fechou com o Barcos”? É que mesmo com o anúncio oficial, feito na quarta, o atacante ainda não havia assinado contrato, e quando percebeu que o clube anunciou ao público, chegou pedindo um troquinho a mais.
A pergunta que não quer calar é: como é que o clube anunciou a contratação do Barcos com ele ainda fora do país? Mesmo que de forma bastante improvável houvesse alguém acompanhando o atacante no Equador e a assinatura tivesse se dado lá mesmo em Quito, não era óbvio que ainda faltavam os exames médicos? Como somos inocentes…
***
Aliás, o mesmo Walter Munhoz foi bastante questionado no sábado sobre o patrocínio master na camisa, já que o diretor de marketing, Rubens Reis, de forma inacreditável anunciou à imprensa na semana passada que até o fim do mês o problema não só estaria resolvido, como seria em valor superior à base atual. O vice financeiro mostrou o quanto a diretoria está unida e todos confiam uns nos outros:
- Faz seis meses que ele fala isso…
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Afinal de contas, o que o diretor de marketing tem a ganhar ao fazer esse tipo de declaração? Ao dar a si mesmo uma deadline, só dá mais munição ao outro lado da mesa. Cuspiu pra cima, pra quê? A única coisa que explica declaração tão infeliz é a tentativa de diminuir a pressão sobre si. Ora, além do efeito ser justamente o contrário, mostra que não aguenta a pressão que o cargo exerce.
***
O jogo contra o Bragantino não foi transmitido pela TV aberta, nem pelo SporTV, embora tenha acontecido no interior. Por algum motivo, as televisões transmitiram, inclusive para a capital, o jogo que aconteceu no Jardim Leonor. Restou ao palmeirense que não pôde ir a Bragança assistir pelo PPV.
O associado do clube está acostumado a assistir a jogos que não passam nem na TV aberta nem no SporTV no próprio Palmeiras. Pois os senhores pasmem: mudaram o plano de TV por assinatura dentro do clube, e não há mais pay-per-view disponível aos associados. Não é mais possível assistir aos jogos do Palmeiras nem dentro do próprio Palmeiras.
O que o palmeirense fez para merecer isso…?
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
Break point
12 de janeiro de 2012 por @parmerista
Postado em: Marketing, Política, Verdazzo
O ex-tenista profissional Flávio Saretta, medalha de ouro no Pan de 2007, que chegou a ser o número 44 no ranking da ATP, e que mantinha um convênio com o Departamento de Tênis do Palmeiras, foi comunicado que o projeto não seria renovado para 2012. Implementado em 2010, o trabalho visava o desenvolvimento de tenistas de alta performance e também os praticantes amadores.
Saretta, palmeirense de coração, a quem já tive a chance de ver nas cadeiras do Palestra por diversas vezes mesmo na época em que ele ainda atuava no circuito da ATP, atribuiu a não renovação do contrato à políticagem. Em entrevista ao portal UOL, Saretta revelou que até para romper o vínculo houve descaso e má vontade.
O projeto era um sucesso. Diferentemente da grande maioria dos departamentos esportivos do clube, era superavitário, não parasitava as receitas do futebol para se manter. O serviço oferecido era de nível altíssimo, havendo fila de espera para conseguir a matrícula.
O ex-tenista conseguiu aprovar no Ministério dos Esportes um projeto de incentivo fiscal para bancar a ampliação do trabalho. Cabia ao clube, através de sua diretoria – especialmente a de marketing, captar as empresas que aportariam seus recursos fazendo abatimento dos impostos. Mas Saretta, que não pertence a nenhuma ala política, nem associado do clube é, alegou que a diretoria não se interessou em levar o projeto adiante, e atribuiu ao fato de que o vínculo entre ele e o Palmeiras é obra da gestão anterior.
O que Saretta talvez não saiba, mesmo sendo torcedor do clube, é que o departamento de marketing é tão fraco, que nem patrocínio para a camisa do futebol do Palmeiras consegue. Existe uma pequena chance de ter sido mera incompetência – embora saibamos que a tendência de desfazer tudo o que a gestão passada fez é a mola-mestra da gestão Tirone.
Sabemos que a determinação não partiu da Diretoria do Tênis. Logo, só pode ter vindo da alta cúpula. Resta saber quem foi que deu a ordem, para ser severamente questionado sobre as razões. Saretta, frustrado, foi à imprensa e desabafou, expondo mais uma vez a forma como as decisões são tomadas no Palmeiras. A frase “A verdade é que o Palmeiras virou vitrine da desorganização, como todo mundo fala” é a síntese do desapontamento de quem tenta trabalhar com esse pessoal.
Se quem mandou foi Tirone, Mustafá ou Piraci, pouco importa. Quem tem a caneta na mão é Arnaldo Tirone, e é ele quem deve ser cobrado por mais essa medida desastrada. Mais uma vez o Palmeiras tem o saque quebrado.
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
Bumba-meu-boi
21 de dezembro de 2011 por @parmerista
Postado em: Política, Verdazzo
Tudo começou quando Roberto Frizzo declarou à imprensa que a gestão anterior, quando o Brasileirão de 2009 entrava em sua fase decisiva, fez um “bumba-meu-boi” para anunciar a permanência de quatro jogadores (Cleiton Xavier, Diego Souza, Pierre e Maurício Ramos) – ao se referir ao aumento de salário dado aos quatro, bem como a compra de 100% dos direitos econômicos de Pierre. Segundo Frizzo, o tal “bumba-meu-boi” não se justificava porque ele verificou que o Palmeiras detinha apenas 15% dos direitos sobre o jogador.
“Fizeram aquele ‘bumba-meu-boi’ de que não sai ninguém e o Palmeiras tinha 100% do Pierre. Mas fui ver as porcentagens e o clube só tem 15%. Até mandei fazerem planilhas para entender o que aconteceu. Chega a me constranger tornar pública essa informação, mas não quero que pareça que enlouquecemos. Não posso trocar um atleta querido pela torcida, guerreiro, de quem gosto muito como homem, para chegar um jogador X, Y e Z com uma importância financeira que faça pensarem que ficamos loucos.”
A acusação além de reveladora, é gravíssima. Reveladora, porque mostra que a qualquer chance, a gestão atual, mesmo através de pessoas como Frizzo, notoriamente moderadas, não está pensando duas vezes antes de jogar sobre a gestão anterior qualquer vestígio de coisa errada que possa vir à tona. Além de desespero, a atitude denota grande incapacidade de lidar com a pressão.
E a declaração é muito grave, porque Frizzo chamou Belluzzo de mentiroso, mesmo não usando essa palavra. “Bumba-meu-bois” à parte, Frizzo deu uma mensagem clara: disseram uma coisa, mas na verdade é outra. E o fez baseado em supostos documentos.
Ocorre que Frizzo não leu os documentos, e apenas ouviu dizer de algum sapo de fora – em quem ele confiava. Dá pra imaginar quem fez as tais planilhas a que ele se refere, e o que tinham nela. Deu o passo em falso ao comentar com a imprensa. O fato, claro, gerou reação de Sergio do Prado, gerente administrativo recém-demitido, e Belluzzo, que viram-se na obrigação de se defender, com documentos.
Pressionado, Frizzo recuou, admitiu que de fato não leu os documentos porque o volume era muito grande (!!!), e delegou a tarefa. Ontem, foi obrigado a voltar atrás porque de fato os direitos econômicos sobre Pierre são 100% do Palmeiras, conforme o “bumba-meu-boi” feito pela diretoria em 2009.
Frizzo já havia deixado claro que não tinha a menor condição de ser o diretor de futebol em várias outras oportunidades. Esse episódio, no entanto, é a deixa definitiva para Tirone afastá-lo da diretoria, se é que estava esperando por uma. Uma trapalhada dessas, além de expor mais ainda a bagunça administrativa por que vive o clube, causou mais uma crise política, obrigando até Belluzzo, que sempre se manteve fora dos holofotes após o término de seu mandato, a se expor para se defender.
Se Arnaldo Tirone tem uma mínima esperança de que o futebol do Palmeiras salve sua gestão em 2012, o primeiro passo é afastar Roberto Frizzo do cargo de diretor. Pra ontem.
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
Resposta ao diretor da base do Palmeiras
16 de dezembro de 2011 por @parmerista
Postado em: Política, Verdazzo
Na última segunda-feira o Terceira Via Verdão, site parceiro e companheiro de grandes batalhas, publicou longa entrevista com o diretor das categorias de base Jair Jussio. Em determinado trecho, Jussio declarou:
“Aí tinha o caso do B. Estava em último lugar e eu tinha assumido fazia mais um mês, e tinha mais um mês e meio para tirar o B da zona do rebaixamento. Já pensou se eu caio com o time B? Outro dia o pessoal do Fanfulla [ grupo político de oposição da SEP ] esteve aqui. Veio o Conrado [ Cacace, membro do Fanfulla e responsável pelo www.verdazzo.com.br ]. Ele até falou: ‘não tem problema cair!’. E eu disse: Se eu cair, você é o primeiro a me encher o saco. O Palmeiras cair? Não importa se é a terceira ou quarta divisão. Não tem que cair em lugar nenhum.”
O conselheiro vitalício Jair Jussio, atual diretor das categorias de base e muito ligado a Mustafá Contursi, costuma receber a todos muito bem, com extrema cordialidade. Assim relatou Vicente Criscio, do 3VV, e assim foi conosco, numa visita de uma comissão do grupo Fanfulla da qual participei em fevereiro deste ano formada para entender o trabalho pretendido por Jussio numa área tão importante e estratégica para o futebol do Palmeiras.
Na entrevista ao 3VV, Jair reportou parte de um diálogo que houve naquela oportunidade – e que de fato ocorreu. Mas é importante contextualizar. O início do diálogo deu-se com Jair dizendo que o time B estava por um fio de cair para a série A3 do Campeonato Paulista, e que eles estavam combinando com a Mancha Verde um esquema de apoio maciço no jogo decisivo, contra o São Bento, em Sorocaba, porque não podiam cair de jeito nenhum – apesar que que seria bom para os meninos que isso acontecesse, já que a diferença entre A2 e A3 é grande – na A2 o jogo é bem mais pegado, jogam contra caras rodados e experientes, e a molecada sente muito mais a pressão, ao passo que na A3 os times costumam montar seus times também com molecada, e o estilo de jogo é bem mais adequado.
Diante dessa colocação, do próprio Jair, foi que respondi, dizendo que se para o desenvolvimento dos meninos seria melhor jogar a A3, então que fosse, que escalasse o sub-11 e perdesse o jogo, porque o que importa é que esses garotos se desenvolvam como profissionais da melhor forma possível e tenham condições de um dia vestirem a camisa do Palmeiras – o verdadeiro. Jair então deu a resposta que ele tornou a reproduzir na entrevista ao Vicente: “Se eu cair, você é o primeiro a me encher o saco. O Palmeiras cair? Não importa se é a terceira ou quarta divisão. Não tem que cair em lugar nenhum.”
***
Meu caro Jair, eu não te enchi o saco nem depois do sub-20 tomar de 7×0 do América de Minas no Brasileiro que está sendo jogado no sul do país. Os resultados em campo, insisto, não são o mais importante na sua função. Assim como também não é mais importante o resultado financeiro, a suposta economia que você se orgulha de ter feito. Se o orçamento do time B caiu de R$250 mil para R$130 mil, não são R$120 mil economizados, e sim R$130 mil que continuam a ser rasgados, porque o time B não revela ninguém – pelo menos para o Palmeiras. É a respeito disso que eu vou encher seu saco.
Seria preferível que o time B gastasse R$250 mil por mês e ao fim de cada ano tivesse 2 ou 3 jogadores prontos para serem aproveitados pelo técnico do Palmeiras. Se não cumpre essa função, não deveria existir, ponto. Seria preferível que o coordenador das categorias de base até janeiro deste ano, Marcos Biasotto, tivesse dado continuidade a seu trabalho – taí o time sub-17, que foi o primeiro a ser formado integralmente sob seus métodos, sendo campeão e com vários meninos chegando perto da etapa final de lapidação. Ao contrário, caro Jair, por economia demitiu-se Biasotto, que foi para o Grêmio, e contratou-se o Claudinei Muza, que também já foi demitido. É a respeito disso que eu vou encher seu saco.
Fico muito preocupado em você direcionar energias para apoiar viagem da organizada para incentivar o time B, com medo das possíveis consequências políticas para você em caso de uma queda do time B da A2 para a A3, quando você mesmo disse que seria melhor para os meninos que eles disputassem a A3. Meu caro Jair, você colocou seus interesse políticos à frente da função primordial, que é desenvolver talentos para serem aproveitados pelo Palmeiras. É a respeito disso que eu vou encher seu saco.
Você tem completa razão quando diz que o Palmeiras não pode cair nunca. De fato, o Palmeiras não pode mesmo. Em 2002, seu padrinho e mentor Mustafá Contursi levou o Palmeiras à segunda divisão, e isso jamais poderá se repetir. Quando eu disse que não haveria problema no Palmeiras B cair, é porque o Palmeiras B não é o Palmeiras. Que isso fique bem claro.
Um abraço,
Conrado
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
Diretoria publica nota vergonhosa no site oficial
14 de dezembro de 2011 por @parmerista
Postado em: Política, Verdazzo
A Diretoria do Palmeiras usou o site oficial do clube para fazer política, e divulgou nota oficial onde pretende “esclarecer debate sobre eleições presidenciais”.
De conteúdo risível, o texto apenas evidencia a completa desfaçatez com que os homens que hoje comandam o Palmeiras tratam o associado e o torcedor. É um amontoado de enrolações e falácias, como pode-se ver a seguir.
O texto começa dizendo que a diretoria “jamais demonstrou ser contrária à (sic) qualquer pedido de alteração de Estatuto com relação à inclusão das eleições diretas pelos associados”. Pois não é o que diz Roberto Frizzo nesta matéria da ESPN Brasil. Se essa declaração é ser a favor, fico imaginando o que é ser contra:
Mas não não ficar imaginando que as eleições diretas sejam o messias, a salvação. No nosso país mesmo teve tanta campanha por diretas e nem por isso votamos direto. O conselho já é eleito pelos sócios. O torcedor não vai participar do mesmo jeito. Isso por si só não deve ser festejado como messias do Palmeiras. O torcedor continua não votando. Os nossos sócios não são todos palmeirenses. Para ser candidato no Palmeiras tem que preencher certos pré-requisitos. O fato da eleição ter outros eleitores não quer dizer que mudam os candidatos.
O texto ainda diz que “há premente necessidade de se aprofundar o debate envolvendo não apenas os conselheiros, como todos os associados em busca do melhor desenho quanto a quem pode eleger e também ser eleito.” Ora, se há necessidade premente, por que não se discute? Rolando Lero não poderia ter cunhado frase mais dissimulada. De mais a mais, a petição cumprindo o estatuto, com assinatura de mais de 60 conselheiros – na verdade, 81 – tramitou, e o Presidente do Conselho José Ângelo Vergamini está deliberadamente segurando o documento, numa omissão que lhe é facultada pelo estatuto, mas totalmente condenável por qualquer preceito democrático.
As frases que saltam aos olhos, no entanto, são estas: “Não se mudará 97 anos de história em uma simples reunião de Conselho. Será necessário grande debate e para isso iniciaremos reuniões setoriais. As manifestações que têm ocorrido não constroem um panorama favorável e buscam apenas criar confusão e tumulto, pois internamente o assunto vem sendo tratado de forma transparente e democrática.”
O que vai mudar a História do clube de fato não é uma simples reunião de Conselho, e sim uma Reunião Extraordinária conforme prevê o estatuto. O tema já circula no clube desde o início do ano e não há mais tempo a perder. Ninguém com um mínimo de vivência nas alamedas do Palestra acredita que essas tais setoriais vão discutir o tema a sério, sabemos que será o mesmo jogo político de cartas marcadas de sempre – algo que é exatamente o objeto de combate do movimento.
O repúdio às manifestações, com direito julgar as pessoas que delas participaram insinuando que a única intenção é causar confusão e tumulto, só nos fez ter mais força para continuar com o movimento, sensibilizando cada vez mais a opinião dos associados e dos torcedores em busca de um sistema que seja mais adequado às necessidades do clube, que hoje está inserido num mercado que exige mais agilidade e profissionalismo, atributos acorrentados pela atual configuração da política palmeirense, ainda atrelada ao anacrônico toma-lá-dá-cá de uma eleição presidencial decidida por conselheiros biônicos.
A Diretoria do Palmeiras, que de forma coletiva assina a nota sem expor o autor, acaba de fazer uma declaração de guerra contra os ideais democráticos que são o anseio da torcida. E o fez de forma patética, como um personagem de comédia pastelão. Não gostaram das manifestações? Aguardem que agora elas virão mais fortes ainda!
Eu sinto profunda vergonha da Diretoria do Palmeiras.
Conrado Cacace
sócio 634.430
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
Nos vemos logo mais às 10 da manhã!
10 de dezembro de 2011 por @parmerista
Postado em: Política, Verdazzo
Produção: Marcelo Santa Vicca
Então é isso, pessoal! Nos vemos logo mais, às 10 da manhã, na entrada da Turiaçu, em mais uma manifestação popular em favor das eleições diretas no Palmeiras!
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
CONVOCAÇÃO: manifestação pelas DIRETAS
6 de dezembro de 2011 por @parmerista
Postado em: Política, Verdazzo
No próximo sábado, dia 10 de dezembro, haverá mais uma manifestação em favor das eleições diretas no Palmeiras.
O ato acontece em frente à entrada principal do clube, na rua Turiaçu, 1800, a partir das 10 da manhã.
Confirme sua participação clicando aqui, a página oficial das Diretas no Palmeiras no Facebook. Compareça, é sua vez de fazer história lutando pelo clube!
*relembre como foi a primeira manifestação, clicando aqui e aqui.
A arte de apanhar em público e sorrir
30 de novembro de 2011 por @parmerista
Postado em: Política, Verdazzo
Mustafá Contursi continua batendo na atual administração do Palmeiras. Desta vez, em entrevista ao jornalista Marcelo Belpiede, reafirmou que não votaria novamente em Arnaldo Tirone, entre outras críticas pesadas.
Tirone, que vem fazendo uma gestão catastrófica, apanha em público e sorri. Ainda quer a reeleição, e sabe que precisa do padrinho. Por isso, aguenta as pancadas na esperança que, daqui um ano, consiga reverter a situação.
O atual mandatário do Verdão esperava que, com as demissões anunciadas há pouco mais de uma semana, Mustafá se sentiria agraciado e que voltaria a ter seu apoio. Julgava estar fazendo uma grande jogada política. Agora não tem mais nenhuma carta na manga e continua precisando do apoio, e não tem mais nada a dar em troca.
Na verdade, tem. Duas posições estratégicas na administração Tirone só estão lá por ordem de Mustafá: Piraci de Oliveira, no jurídico, e Marcos Bagatella, nas finanças. É hora de Tirone dar o ultimato a Mustafá: ou pára de bater em público, ou demite esses dois. Será que ele tem coragem?
A imagem do atual presidente do Palmeiras infelizmente é a pior possível. Dentro do próprio clube, já houve uma campanha com adesivos o chamando de banana – o que o deixou furioso.
É uma pena que a situação do time, diante de tudo o que aconteceu este ano, não o tenha deixado furioso da mesma forma.
Se Tirone quer mesmo mostrar que não é um banana, em vez de fazer declarações grosseiras aos sócios, deve agir como presidente. Por enquanto, só está apanhando… e sorrindo…
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
A repressão está de volta?
28 de novembro de 2011 por @parmerista
Postado em: Política, Verdazzo
A jovem oposição do Palmeiras continua se mostrando bastante atuante após a grande manifestação de 24 de outubro. No último sábado foi feito um grande protesto a favor das eleições diretas nas dependências do clube. Os sócios carregaram faixas por todos os cantos que não se encontram em obras, e receberam sonoro apoio da maioria absoluta dos associados – inclusive aqueles já com idade um pouco mais avançada. Um dos comentários mais ouvidos era “pois é, já passou o tempo desse pessoal que está aí”… Surpreendente!
Seguranças do clube foram acionados para coibir a manifestação. Sem truculência, solicitaram que as faixas, que não eram indecorosas nem desrespeitosas contra ninguém, fossem recolhidas. Era nítida a situação de desconforto dos funcionários, que deixavam claro que só estavam fazendo aquilo por temerem por seus empregos. Os manifestantes, na base do diálogo, conseguiram manter o plano de serem vistos por todo o clube para só então enrolarem as faixas, que em hipótese alguma ferem qualquer artigo do estatuto.
A repercussão foi grande. No domingo, dia da semana que os situacionistas ainda conseguem circular pelo clube sem serem hostilizados pela imensa maioria, muitos conselheiros se mostravam indignados com as faixas. O conselheiro Eugênio Reynaldo Palazzi, diretor da sindicância, chegou a dizer a altos brados que “dez palhaços” ousaram carregar as faixas e que tinham que ser expulsos do clube. Associados que participaram do manifesto ouviram a bravata e foram tirar satisfação, e teve início um grande bate-boca.
O presidente Tirone entrou na conversa, e entre muitas cobranças e acusações, defendeu os maus resultados de sua gestão até agora dizendo que é culpa da gestão passada que deixou o clube numa situação muito ruim. Pressionado, quis saber quem andou espalhando adesivos pelo clube caracterizando-o como banana, referindo-se a um episódio que ocorreu há várias semanas. E desafiou: “Estão falando que eu sou um banana? Vou mostrar a banana aqui no meio das minhas pernas”.
O cenário, como os leitores podem perceber, é abaixo da crítica. Diretores, ao serem criticados, ameaçam com sanções disciplinares. O presidente mostra absoluto despreparo, tanto nas atitudes, quanto nas declarações.
O movimento jovem de oposição vai tomando forma definitiva e está cada vez mais forte. Os associados vão se rendendo a essa condição e cada vez mais mostram apoio à causa. Há uma luz no fim do túnel. Entretanto, neste momento, diante das ameaças do conselheiro Palazzi de ressuscitar os métodos repressores tão vistos na época de Mustafá Contursi, essa luz está um tanto quanto encoberta. Vamos aguardar se realmente será aberta a sindicância contra os valorosos oposicionistas, que não fizeram nada a não ser exercer legitimamente o sagrado direito de emitir uma opinião.


E-mail: conrado@verdazzo.com.br
R.I.P. Avanti
23 de novembro de 2011 por @parmerista
Postado em: Marketing, Política, Verdazzo
Meu plano Avanti venceu este mês. Descobri isso ao tentar comprar o ingresso para o clássico de domingo pela Internet.
O site do programa indicou: “Você ainda não é usuário AVANTI. Clique aqui e associe-se já!“. Lá foi o tonto tentar clicar no “aqui“. O link é pegadinha, não funciona.
Depois de comprar ingressos através do programa para uns 830 jogos, descobri que meu extrato não existe mais, ou seja, qualquer benefício que eu poderia conseguir como em qualquer plano de fidelidade evaporou-se.
Sem problemas: ligo no número de atendimento ao associado e resolvo, certo?
O hino na guitarra de Marcos Kleine é a música de espera. Cheio de chiados, cortado no meio, o som irrita em vez de ser agradável – ainda mais depois de ser ouvido repetidamente por dezoito minutos. Até que a operadora finalmente atendeu.
Expliquei que gostaria de renovar meu plano. Depois de perguntar meu CPF, ela quis saber se era a primeira vez que eu ligava – até agora tento entender no que isso influenciaria no atendimento. Respondi que sim. Fiquei por mais dois ou três minutos na espera, e a menina me informou que não seria possível renovar o plano, que estava “passando por reformulações, por ter muitos pontos falhos e estar causando confusão nos usuários”.
Ainda tentei dialogar, dizendo que para a minha necessidade – comprar ingressos – o plano não deixava nenhuma dúvida, e que eu gostaria de continuar. A resposta continuou a mesma, as renovações estavam suspensas e a previsão para reativação do plano é de três meses.
Fiquei pensando qual seria a resposta da moça caso eu tivesse dito que é a décima-quinta vez que eu ligo. Será que o plano seria renovado, ou será que pelo menos ela responderia rápido que não seria possível, ou da mesma forma ainda faria a pausa de três minutos para consultar alguma coisa – ou talvez de terminar o capítulo dos emocionantes Contos Sabrina que ela poderia estar lendo?
O Avanti tinha de fato suas falhas. Mas isso não é motivo para suspender o plano, interromper as atividades. Na prática, o programa foi encerrado, mesmo que volte a ser oferecido no futuro, como prometeu a mocinha – embora eu não acredite nisso nem um pouco. O programa era lucrativo para o clube e, dependendo do perfil do torcedor, satisfatório.
Correntes no clube alegam que o programa era deficitário – o que é explicado pelo primário sistema de cobranças do clube: todas as receitas do programa vêm através de pagamento com cartão de crédito, e as operadoras fazem um depósito bruto, sem discriminar as contas de quem comprou uma coxinha na lanchonete de uma mensalidade do Avanti. Daí eles dizem que o programa dá prejuízo. Na verdade, a decisão de suspendê-lo tem a mesma origem das demissões noticiadas na noite de segunda-feira: política. Nada que venha das gestões passadas resiste, com exceção da Arena – e olha que eles tentaram.
E assim o Palmeiras joga mais dinheiro no lixo, deixa seus torcedores/consumidores mais insatisfeitos e enterra a credibilidade do plano de sócio-torcedor, já que é pouco provável que depois do Onda Verde e do Avanti, alguém ainda seja trouxa de se filiar a qualquer programa oferecido pelo clube.
Eu tenho vergonha da atual diretoria da Sociedade Esportiva Palmeiras.
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
Facão
22 de novembro de 2011 por @parmerista
Postado em: Política, Verdazzo
O Palmeiras anunciou a demissão de profissionais que prestavam serviços ao clube desde a gestão passada. Sergio do Prado, gerente administrativo do futebol; André Sica, assessor jurídico, responsável pelos contratos dos atletas e pela nossa defesa no STJD; e a Líbero, que fazia a assessoria de imprensa foram comunicados no início da noite de ontem que não fazem mais parte dos planos da atual gestão.
Assim que Arnaldo Tirone assumiu a presidência, Mustafá Contursi sempre declarou ser contrário à presença desses profissionais, e já começou a cobrar a fatura, pressionando por suas demissões. O motivo é apenas vingança política: Mustafá não engole o fato do clube remunerar pessoas que não tenham sido colocadas lá sem suas bênçãos – e pior ainda: foram contratadas por Belluzzo. O grupo de demitidos junta-se a Juan Brito, gerente de marketing afastado há cerca de dois meses, outro profissional que sempre esteve na mira de Mustafá.
A um dos assessores de imprensa, Tirone teria dito que a causa das demissões foi a “pressão política dos grupos de apoio“. Pouco depois, em entrevista à Rádio Bandeirantes, talvez avisado da estupidez da declaração anterior, justificou a atitude com um prosaico e inacreditável “motivo nenhum” (!!!). Diante da insistência dos entrevistadores, emendou: “ninguém é eterno“. Esse é o presidente do Palmeiras.
Além da ordem de Mustafá, cada demissão envolve outros interessados. Para a assessoria de imprensa, estão cotados Acaz Fellegger, assessor pessoal de Felipão, odiado por dez entre dez jornalistas – mas o favorito é Olivério Junior, que presta serviços a Mustafá e tem boas ligações com Kia Joorabchian, que continua por trás do fundo que financia o futebol do SCCP. Já a assessoria jurídica do futebol tende a cair no colo de Piraci de Oliveira, que já é o diretor jurídico do clube e fiel escudeiro de Mustafá Contursi há quase uma década – o maior responsável pela lista negra que impediu dezenas de palmeirenses de se associarem ao clube na época pós-rebaixamento.
A saída de Sergio do Prado escancara o enfraquecimento de Roberto Frizzo, cada vez mais rainha da Inglaterra depois da chegada de César Sampaio. É o fim de uma longa queda de braço, que tinha como pivô Galeano, que convenceu a todos que Sergio do Prado, um profissional competente, tido como “caxias”, era nocivo ao grupo – na verdade, foi uma vendetta pessoal pelo fato de Galeano ter tentado encobertar da diretoria uma balada dos jogadores no Rio, ainda na época de Antonio Carlos Zago, e que Sergio do Prado relatou. O ex-gerente era uma das poucas resistências na Academia de Futebol ao tráfego livre das chamadas ratazanas. Se tínhamos vazamentos antes, agora a tendência é uma sangria desatada. Quem está cotado para a função é um velho conhecido dos tempos mustafistas: ninguém menos que Ilton José da Costa, torcedor do Santos, ex-árbitro, com passagens pelo próprio Palmeiras entre 2004 e 2006, e depois SCCP, Santos e Catanduvense (!).
Se há um lado bom na demissão de Sergio do Prado é que o clima deve ficar realmente mais leve, apesar da injustiça. Felipão, que andou tenso durante todo o ano pela simples presença do gerente administrativo na Academia de Futebol, o que o fez inclusive perder o foco no time por várias ocasiões, agora está feliz. Cada vez mais rodeado pelas verdadeiras ratazanas, envenenado, agora não vai ter mais justificativas para perder a mão do time.
O Palmeiras perde mais uma vez para sua política. O trabalho de André Sica no jurídico sempre foi tido como um dos mais competentes – basta nos lembrarmos das incontáveis vezes que ele absolveu Diego Souza quando o meia era vítima de feroz perseguição dos auditores do STJD. Já o trabalho de da Líbero é unânime entre os setoristas do Palmeiras e dos outros clubes: de longe, o mais competente. A organização das coletivas, a prontidão nas respostas e o relacionamento com os profissionais de imprensa influenciam no ambiente da Academia de Futebol – é fácil concluir que haverá prejuízo técnico com a saída desses profissionais. E tudo isso tem apenas uma causa: vingança pessoal de Mustafá Contursi contra a administração anterior.
Enquanto não tivermos eleições diretas no Palmeiras, isso sempre irá acontecer.
E-mail: conrado@verdazzo.com.br



