Nota de espancamento
13 de maio de 2013 por @parmerista
Postado em: Imprensa, Verdazzo
Antes era coisa de torcedor fanático, irracional e inconsequente.
Só que agora quem está falando é o site do Palmeiras. Em nota oficial, o clube fez um desagravo ao portal UOL por mais uma notícia enviesada e irresponsável.
Os grifos são do Verdazzo.
Nota de esclarecimento
Agência Palmeiras
13/05/2013 18h36A Sociedade Esportiva Palmeiras vem a público para, mais uma vez, desmentir reportagem publicada pelo portal UOL.
É mentirosa a matéria intitulada “Brunoro negocia a volta de Kleber Gladiador para o Palmeiras”. Nenhum diretor do clube fez qualquer proposta pelo jogador do Grêmio após a transferência de Barcos. À época, o atacante foi oferecido, mas seu empresário queria um contrato de cinco anos e salário acima do teto praticado pelo clube. Reiteramos que Kleber não está nos planos do Palmeiras neste momento.
A diretoria lamenta ter de perder tempo novamente desmentindo reportagem do UOL baseada tão somente em fofocas e em “informações” obtidas com supostas fontes em off, com a clara intenção de tumultuar o ambiente no clube às vésperas de um jogo decisivo.
Lamenta ainda que uma empresa do Grupo Folha, um dos mais respeitados veículos de comunicação do país, insista em mal informar seus leitores.
Não é a primeira vez que esta gestão tem de emitir uma nota de esclarecimento para corrigir erros do referido portal. Há 18 dias, o UOL informou que o Palmeiras havia “desistido” de recorrer de uma decisão do STJD que não permitia recurso.
Infelizmente, naquela oportunidade, o veículo limitou-se a retirar a “informação” da reportagem, sem dar o devido destaque sobre o equívoco que ficou no ar por quase 10 horas ininterruptamente.
Ao contrário do que exigem os próprios manuais de redação do Grupo Folha, o UOL fingiu que não errou. Retirou a “informação” que deu origem à manchete e escondeu a notícia. Para os leitores que não tiveram a curiosidade de reler o texto, perpetuou-se a impressão de que o jurídico do clube falhou.
O portal tem se mostrado rápido e eficiente para criticar e tentar escancarar problemas dos objetos de suas reportagens, o que é perfeito do ponto de vista jornalístico. Mas não pode se omitir na hora de mostrar seus próprios equívocos, como vem fazendo repetidamente.
Por último, a diretoria da Sociedade Esportiva Palmeiras gostaria de fazer um pedido ao seu apaixonado torcedor: desconfie do que lê em veículos que rasgaram todos os padrões de boa conduta da comunicação.
Clique aqui e leia no site oficial do clube.
E-mail: conrado@verdazzo.com.br

Ovada
1 de abril de 2013 por @parmerista
Postado em: Imprensa, Matérias, Verdazzo
A polêmica contratação da Press FC, comandada pelo torcedor do SCCP Fernando Mello, jamais sairá da pauta dos torcedores mais implicantes – principalmente os que tem alguma ligação com jornalismo. Essa fatia da nossa torcida não se conforma em ver um sujeito que é fanático por nosso maior rival comandando a comunicação do clube.
Mas após quase dois meses à frente da cadeira, a opinião predominante entre os membros da diretoria é que o trabalho vem sendo bem executado. Antes tínhamos uma excelente Assessoria de Imprensa. Hoje temos um Departamento de Comunicação completo, uma estrutura com nove pessoas que absorveu quase tudo de bom que a antiga formação desenvolvia – afinal, um dos profissionais permaneceu na equipe – e ampliou de forma significativa o espectro de atuação, com nove profissionais ao todo.
Neste post, mencionamos os dois extremos da ponte a serem cortados, no sentido de evitar que vazamentos indesejáveis tumultuassem ainda mais o dia-a-dia do elenco e comissão técnica. E se por um lado o torcedor vai fazendo sua parte, o outro lado da ponte também vai indo muito bem. Os Nelsons Rubens da vida, ultimamente, precisaram virar seus canhões para outros clubes para não morrerem de fome, já que do Palmeiras não está saindo quase nada. O que sai é coisa velha, requentada – as mesmas velhas fontes de sempre, com notícias do exercício anterior. Ótimo sinal.
Mas apesar do trabalho bem avaliado, “o gambá”, como Mello é tratado nas próprias reuniões de diretoria, ainda está dando uma ou outra mancada. A divulgação das fotos da festinha no vestiário após a vitória contra o Linense era perfeitamente evitável.
O time vinha de uma derrota vexatória no meio da semana, e enfrentou no sábado o Linense. Penou para vencer, na bacia das almas. O resultado proporcionou um alívio geral. As expressões de extrema alegria eram perfeitamente compatíveis com aquele momento específico, e coincidiram com o aniversário de Gilson Kleina.
Nos meus tempos de ginásio, era costume dar ovada e farinhada nos aniversariantes. Achei graça, há alguns anos, ao notar que essa cerimônia passou a ser celebrada pelos boleiros profissionais. Mas quando vi, ano passado, que nem técnicos tidos como linha-dura como Felipão escapam da “homenagem”, fiquei realmente surpreso. O futebol de hoje tem um jeito realmente estranho de estabelecer a hierarquia. De qualquer forma, Kleina não escapou da festinha, o que mostrou que o ambiente entre grupo e comissão técnica, mesmo após o desastre, não se deteriorou. O alívio da vitória de última hora deu o tom de extravasamento, que foi captado pelas câmeras do site oficial do clube, e publicadas.
É aí que faltou bom senso à comunicação. O “gambá”, se fosse palmeirense, talvez soubesse que em semana de 6 a 2, não pode soltar foto de gente feliz, sorrindo. O palmeirense médio não quer saber se as fotos cheias de sorrisos tinham um contexto, que refletiam apenas aquele momento de alívio. Ao contrário: a parcela incendiária de nossa torcida já esbraveja que a festinha é descabida, afinal, onde já se viu comemorar uma vitória magra sobre o Linense, depois de levar um sapeco do Mirassol? Nossa torcida é assim mesmo.
Jogadores, comissão técnica e diretoria tinham todo o direito de viver aquele momento em paz, no vestiário, que é ambiente sagrado. Um momento de alegria como aquele é importante até para retomar o sentimento de união e elevar o moral para o jogo pela Libertadores, amanhã. Mas tinha que ficar lá dentro. A divulgação dessas fotos pegou mal, não porque não podiam, mas porque tem gente muito mal-humorada, e pior, gente muito sacana por aí, que faz uso político de tudo. Que sirva de lição.
Mais grave até que esse deslize vem sendo o tom do discurso adotado por Paulo Nobre quando pressionado por reforços. O caminho escolhido para tratar o tema só piora a pressão, em vez de melhorar: “não temos dinheiro, o time para 2013 é esse mesmo”. Por mais a primeira parte seja verdadeira, a segunda parte sugere uma acomodação que enlouquece o torcedor, ainda que saibamos que alternativas estão sendo trabalhadas, e que reforços estão sendo tentados, apesar das dificuldades do mercado no mês de abril. Ora, se existem reforços engatilhados, mesmo que seja apenas para não alimentar expectativas, não faz sentido o discurso o-time-é-esse-mesmo, ainda mais depois de um 6 a 2. Isso é função da estratégia de comunicação não deixar acontecer, e corrigir em busca de um tom mais adequado.
De qualquer forma, não adianta nada o trabalho da Press FC – apesar dos escorregões mencionados – ser considerado bom, se os próprios jogadores pisam na bola. Matéria do Lance! do último sábado expôs os “bastidores” da tragédia de quarta-feira. O repórter Caio Carrieri conseguiu, com um atleta, detalhes do clima do vestiário após o jogo. O traíra, claro, pediu anonimato.
É praticamente impossível, mas caso descobrissem quem foi o pilantra que deu com a língua nos dentes, seria caso de punição extrema, exemplar. Vestiário é sagrado, absolutamente nada pode vazar. A Press FC tem sua parcela de responsabilidade, mas se um imbecil resolve trocar ideia com um repórter anonimamente e solta tudo, aí não tem o que fazer.
Então estamos assim: a Press FC melhorou bem o trabalho, mas ainda está falhando. E tem um babaca no elenco que cantou como um passarinho. Abram o olho, cazzo!
*Daqui a pouco, às 18h30 desta segunda-feira, mais uma edição do programa ‘Verdazzo’, ao vivo, pela TV Êxito. Envie suas perguntas pelo twitter @verdazzo.
E-mail: conrado@verdazzo.com.br

Bem-vindo, Fernando Mello
30 de janeiro de 2013 por @parmerista
Postado em: Imprensa, Verdazzo

O jornalista Fernando Mello foi o escolhido por Paulo Nobre para comandar o Departamento de Comunicação do Palmeiras. Diversas histórias pairam sobre sua cabeça, vindas das piores fontes possíveis; o presidente está ciente delas e julgou o falatório insuficiente para desqualificar o profissional, que desde a semana passada já está na função.
Mello, que é notoriamente torcedor do SCCP, e dos mais fanáticos, terá como função organizar todo o processo de comunicação do clube, o que inclui fazer a assessoria de imprensa do presidente e também a do departamento de futebol. E aí surge a primeira grande polêmica da nova gestão.
A Líbero Assessoria fez o trabalho de assessoria de imprensa do futebol até a gestão Belluzzo, mas foi dispensada no início da gestão Tirone por interferência direta de Mustafá Contursi, que alegou excesso de despesas. O corte custou a cabeça de vários profissionais, mas três deles permaneceram no Palmeiras, a partir de então vinculados diretamente ao clube: Fabio Finelli, Marcelo Cazavia e Fernando Galluppo.
O trio então vem se desdobrando para suprir as funções de todos os ex-colegas da Líbero, e são praticamente unanimidade entre os setoristas que cobrem o clube quanto à correção de seus trabalhos. O time dentro de campo pode ter sido rebaixado, mas Finelli, Cazavia e Galluppo fizeram bonito, levantando o Troféu ACEESP 2012 como melhor assessoria de imprensa.
O fato de Fernando Mello ser torcedor do SCCP não tem relevância quanto a ser ou não o homem de comunicação do clube. Em tempos de profissionalização, o que deve ser cobrado é resultado. Mello assinou um contrato, será bem remunerado e deve prestar os serviços com excelência, caso contrário, como todos os profissionais que estão ocupando seus cargos no clube, deve ter o contrato rescindido. Isso não tem a menor relação com o time por que torce.
E Mello, dentro do conceito de profissionalização, tem todo o direito de nomear sua própria equipe para prestar o serviço que será constantemente avaliado pela diretoria estatutária do Palmeiras. Isso envolve os profissionais que farão especificamente a assessoria de imprensa do futebol. Cabe a ele manter o atual trio, ou substitui-los.
O ponto aqui é o bom senso. Não parece ter muito sentido mexer no setor do clube que mais vem dando bons resultados nos últimos anos. Além do reconhecimento dos setoristas, o trio atravessou gestões politicamente antagônicas e se portou com absoluto profissionalismo em todas, não deixando que a politicagem influenciasse seus trabalhos – o que, no Palmeiras, é algo admirável. Mostraram-se competentes ao extremo e leais ao clube o tempo todo. Não há motivo para, no mínimo, não lhes dar a chance de mostrar serviço. Além disso, setores rasteiros da imprensa já alimentam uma intriga que já está morta há dois anos: a de que conselheiros mustafistas estariam pressionando para que se tirasse os profissionais do clube.
Manter Finelli, Cazavia e Galluppo (que por alguma coincidência da vida são palmeirenses fanáticos – o que igualmente não influencia seus rendimentos profissionais) daria enorme tranquilidade a Fernando Mello para seguir seu trabalho. Substitui-los, mesmo que a decisão tenha cunho estritamente profissional, traria dificuldades políticas ao passo que alimentaria mais ainda os rumores pós-eleitorais de que a ala mustafista tem poder de fato no clube; e ainda vai ter que lidar, durante toda sua permanência do clube, com a demissão de três profissionais palmeirenses do mais alto gabarito e que ainda são queridos e motivo de orgulho da torcida, principalmente com a conquista do Troféu ACEESP.
Fernando Mello, meu caro: seja bem-vindo ao Palmeiras, boa sorte no desempenho de suas funções, e que você tenha sabedoria para tomar sempre as melhores decisões.
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
Metamorfose ambulante
30 de outubro de 2012 por @parmerista
Postado em: Imprensa, Verdazzo
O jornalista Eduardo Tironi (não confundir, por favor), da ESPN, fez uma excelente comparação para definir o imbroglio envolvendo o Palmeiras e o árbitro Francisco Carlos Nascimento. Segundo Tironi, é como um sujeito explicitamente culpado que é condenado apenas baseado em escutas telefônicas clandestinas. Moralmente, deve ser condenado, mas legalmente não pode.
Em princípio o palmeirense poderia até repudiar o pedido de anulação do jogo. Afinal, o gol foi inegavelmente feito com a mão. Cai-se no tal conflito entre a Justiça e o Direito. Mas a questão muda de figura quando o replay na TV constata que houve um pênalti escandaloso sobre Barcos no mesmo lance. Por que a conferência pela TV pode acusar o toque de mão e não o pênalti?
Completando – e entortando um pouco – o exemplo dado pelo jornalista da ESPN, seria o mesmo que condenar alguém por uma escuta telefônica ilegal, com apenas um trecho da gravação, ignorando um segmento onde o acusado seria inocentado. A comparação acaba ficando inexata, mas, por coerência, ou usa-se a TV para marcar o pênalti que ocorreu imediatamente antes do toque de mão, ou não se usa a TV e que se validasse o gol. Simples!
Pior que não querer enxergar que a questão é muito mais ampla do que simplesmente validar ou não um gol feito com a mão, é quando a opinião muda conforme o papel dos envolvidos no caso. O jornalista(?) Juca Kfouri é um dos que está condenando e ridicularizando a iniciativa do Palmeiras em defender seus direitos. Escreveu o colunista em post intitulado “O Pirata da cara de pau”, publicado ontem em seu blog no portal UOL:
Entre o prevalecimento do correto esportivamente e a orientação legal, com quem ficar?
O CÚMULO do desespero revela-se nas reclamações quanto ao gol anulado de Barcos, o pirata da cara de pau.
Só faltava, para acabar de desmoralizar a arbitragem deste Brasileirão do impedimento tríplice carpado, a validação do gol do argentino que, em vez de reconhecer a farsa, fingiu indignação.
(…)
Ora, com um mínimo de espírito ético e esportivo, os responsáveis pelas tradições palmeirenses deveriam se calar diante da insânia que seria a validação do gol.
Que o árbitro vacilou é inegável e sua má consciência foi tal que nem cartão mostrou ao autor da farsa -deveria ter mostrado o amarelo duas vezes, o primeiro pela mão, o segundo pela falsa indignação.
Mas, vá lá, do jogador de sangue quente admite-se as piores vilanias, assim como não se espera equilíbrio do torcedor que aplaude Joaquim Barbosa, mas quer que seu time ganhe com gol de mão, em impedimento depois dos acréscimos.
(…)
Daí a mergulhar a instituição nas profundidades do ridículo vai enorme distância, para gozo dos rivais.
Já se disse aqui, e deve ser repetido, o que ensinou o uruguaio, este sim, jurista, Eduardo Couture, em seus Mandamentos do Advogado: “Teu dever é lutar pelo Direito, mas no dia em que encontrares em conflito o direito e a justiça, luta pela Justiça”.
Alguma dúvida sobre o que tinha de prevalecer no caso da mão de Barcos?
Mas Kfouri nem sempre pensou assim. Após um Derby disputado em 2006, quando a arbitragem foi extremamente confusa e supostamente prejudicou o SCCP, ele condenou o uso dos comunicadores entre os árbitros no post “Meia-sola, não!”, de 27 de março daquele ano:
Há sapatos que não comportam mais uma simples meia sola.
Ou se troca a sola inteira ou é melhor deixar como está, furado mesmo.
É o caso da arbitragem eletrônica no futebol.
Ou é implantada 100%, com o uso transparente de imagens para decidir lances polêmicos, ou é melhor não mexer.
(…)
1. Não se justifica a estréia de uma experiência dessas num clássico e, pior, no fim do campeonato, porque é imprudente por um lado e, por outro, por não ser uma medida igual para todos, desde o começo do campeonato;
2. O ponto eletrônico não é transparente. Quem garante que só os quatro árbitros (os três em campo e o reserva) o utilizam?
Quem garante que o presidente da Comissão de Arbitragem também não o utiliza, numa sala fechada, com TV?
Ou o presidente da Federação Paulista de Futebol?
Ou o presidente do Corinthians?
Ou o do Palmeiras?
Ou o dono de uma casa de apostas?!
Ou Juca Kfouri muda de opinião conforme a cor da camisa, ou tem memória curta, ou é apenas um sujeito indeciso, uma metamorfose ambulante. Qualquer que seja o caso, jamais pode ser levado a sério pelo público como um defensor dos princípios morais e de retidão que norteiam a sociedade. Afinal, o conflito entre Justiça e Direito nem passou por sua cabeça no post de 2006.
E que os outros jornalistas que estão embarcando nessa onda saibam que as pessoas podem ter a memória curta, mas a Internet é implacável: fica tudo registrado.
* Quem fez a pesquisa arqueológica e achou o post de 2006 do sr. Kfouri foi o leitor Luis Piva. Parabéns!
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
Fatos novos
29 de outubro de 2012 por @parmerista
Postado em: Arbitragem, Imprensa, Verdazzo
E o que parecia bastante improvável diante das circunstâncias agora é perfeitamente possível: duas revelações feitas neste domingo se converteram em evidências concretas que o delegado da CBF Gerson Baluta teve participação na decisão tomada pelo árbitro de anular o gol de mão feito por Barcos.
O canal SporTV ouviu um especialista em leitura labial que comprova que Baluta influenciou o juiz Francisco Carlos Nascimento na decisão. Embora as câmeras não tenham registrado uma ordem específica, é possível perceber o delegado lamentando que além de anular o gol, o juiz deveria expulsar Barcos. Leia aqui.
Mas muito mais grave que a revelação da leitura labial, que por si só talvez não configure uma prova concreta da influência de Baluta na decisão, foi o depoimento da repórter Taynah Espinoza, da TV Bandeirantes. Nele, a jornalista revela que o delegado perguntava aos repórteres dos veículos que faziam a transmissão pela TV os detalhes do lance, para posteriormente orientar o quarteto de arbitragem do que fazer para que não se cometesse um erro de fato que fosse explorado pela imprensa – provavelmente tentando preservar a CONAF de mais um desgaste. Ouça no player abaixo ou faça o download do áudio clicando aqui.
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Ao meter os pés pelas mãos e ir muito além de sua função, que seria a de meramente reportar à CBF os acontecimentos do jogo, e influenciar diretamente na decisão do quarteto, Baluta fez com que a emenda ficasse muito pior que o soneto. Não há mais como sustentar a validação desta partida, que tem que ser jogada de novo.
Que a torcida do Palmeiras não caia na conversinha de jornalistas parciais e de torcedores adversários: anular esse jogo DE FORMA ALGUMA manchará a imagem do Palmeiras. Reduzir todo o episódio a “o Palmeiras reclama por causa de um gol de mão que foi anulado” é no mínimo simplório, a começar pela origem do lance, onde Barcos é ostensivamente seguro por Índio e não consegue subir, aí apela para o toque de mão. Mas o mais importante de tudo é que o clube tem que resguardar seu direito de ser julgado de forma igual a todos os outros os clubes do mundo.
Erros de fato, onde o árbitro erra por não ter visto ou interpretado o lance da forma correta ocorrem às pencas em todos os jogos desde a época do avô de Charles Miller. O que não pode é o recurso eletrônico ser usado para mudar um erro de fato da arbitragem só contra o Palmeiras. Mesmo porque, só neste campeonato, por causa dos erros de fato das arbitragens, o Palmeiras é o time que mais foi prejudicado – e aqui mais uma vez será mencionado o site Placar Real, que aponta o Verdão como o time que mais posições perdeu por causa desse tipo de erro, ainda que não se concorde com todas as decisões aplicadas pelo site em seu exercício de correção: o Palmeiras perdeu muito mais que os seis pontos alegados.
Ainda há duas coisas muito erradas nessa história toda: primeiro que os repórteres estão dentro do campo para colher informações e transmitir a seus públicos, não aos personagens do jogo. Ao serem perguntados sobre qualquer coisa, mesmo que seja “quanto falta pra acabar?”, os personagens da imprensa estão influenciando no andamento da partida, o que já configura erro. Isso tem que ser revisto.
E mais importante que tudo isso é o tal dispositivo de comunicação usado pelos quartetos de arbitragem. Sob a alegação de que é para facilitar a comunicação entre juiz e auxiliares, o tal foninho está ligado a sabe-se lá mais quantas pessoas. Já houve mais episódios onde decisões foram tomadas com interferência externa desse dispositivo, o mais famoso deles numa partida da seleção da CBF pela Copa das Confederações de 2009, contra o Egito – o quarto árbitro (ou outra pessoa), depois de verificar pela TV, avisou o juiz Howard Webb que num lance onde havia sido marcado escanteio para o Brasil, o zagueiro egípcio tinha salvo um gol com a mão. O pênalti foi marcado. O uso desse dispositivo, pela transparência no esporte, deve ser abolido imediatamente, pra ontem.
A diretoria do Palmeiras tem a missão, que a esta altura já se tornou obrigação, de anular essa partida. O clube não pode ser rebaixado porque os juízes erram a torto e a direito contra nós, e quando errariam a nosso favor, foram corrigidos por interferência externa via recurso eletrônico. Que o jogo seja remarcado e que o Inter, como faz sempre no Beira-Rio, mostre mais uma vez que tem condições de ganhar do Palmeiras numa partida que pode transcorrer “normalmente”: com os erros de fato da arbitragem aceitos pela FIFA como decorrentes do contexto do esporte. Porque se esses erros não são mais toleráveis, então que se adote o recurso eletrônico de uma vez, e nos devolvam os pontos que nos puxam, no mínimo, cinco posições para baixo na tabela. Mas que não se tirem pontos do Palmeiras por erros de direito.
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
O Verdão precisa de nossa inteligência
10 de outubro de 2012 por @parmerista
Postado em: Imprensa, Política, Verdazzo
Esta semana começou um bombardeio sobre o elenco do Palmeiras. Jornalistas cravam jogadores no Palmeiras a rodo para 2013. O cenário, claro, é a disputa da Libertadores.
Segundo essa turma, já estão contratados para o ano que vem o veterano goleiro Dida, da Lusa; o lateral Ayrton, do Coritiba; e estaria quase tudo “apalavrado” com o grande meia Alex, que se desligou recentemente do Fenerbahçe – ele já teria na mesa uma proposta de R$600 mil por mês. Com tudo isso, já é possível imaginar com que comprometimento nossos jogadores atuais pensarão em entrar em campo nas dez rodadas que faltam até o fim do ano.
Toda e qualquer pessoa que falar em contratação para 2013 neste momento estará jogando contra o Palmeiras. Qualquer conversinha sobre reforço que acabe chegando aos ouvidos do elenco atual vai desestabilizá-los. E o momento exige o contrário: foco total na missão de tirar o time da zona de rebaixamento.
Embora eticamente seja pra lá de questionável os jornalistas noticiarem sobre negociações em andamento (a não ser que o próprio clube divulgue oficialmente que a negociação existe), infelizmente a classe não tem pudores e, na luta por ser o primeiro a dar o furo, a maioria não se incomoda em abrir o bico e, dessa forma, virarem parte integrante da negociação – ao divulgarem uma negociação, o preço sobe; ganha quem vende; perde quem compra. E dão toda a brecha do mundo para quem quiser imaginar que fazem para ganhar algum em cima do preço que subiu.
A origem de tudo isso está, normalmente, nos empresários, que coordenam o mercado. Mas no Palmeiras há um fator complicador: a política autofágica. Em época de eleição, tudo o que se puder fazer para desestabilizar o elenco e ao mesmo tempo melar as negociações, será feito, mesmo que signifique prejudicar o time e ate levá-lo à segundona. Tudo isso faz com que chovam “bombas” na mesa dos jornalistas. Eles nem precisam correr atrás.
A notícia de que Alex teria recebido a proposta de R$600 mil foi divulgada primeiro no site do conselheiro Gilto Avalone, e depois repetida na coluna De Prima (ou “Deprima”), do Lance! Soltar essa informação detona o ambiente no vestiário. “Como assim, o cara vai chegar para levar 600 conto?” E numa segunda análise, aumenta a pressão de todos os lados para que o negócio não se feche, afinal, seria uma loucura trazer um jogador de 35 anos por esse valor.
Tudo isso tem apenas um objetivo: garantir que o presidente não se reeleja. Salvar o time do rebaixamento deixará o saldo de Tirone positivo em janeiro, mês da eleição. E se ainda tiver trazido um craque como Alex, isso o fará bastante popular e lhe dará trunfos para fazer composições.
Além de Gilto Avalone, que é talibã e tem como objetivo ser do contra, sempre, outros caciques ditos oposicionistas têm grandes interesses nesse bombardeio – aqueles que não se importam que o time caia para a segunda divisão para conseguir seus dividendos políticos. E o maior deles, sabemos, é Mustafá Contursi, que continua agindo nos bastidores.
Claro, existe a oposição sadia, que faria de tudo para que Tirone, o presidente mais incapaz de toda a História do clube, não se reelegesse – com exceção de jogar contra o time. Isso, nunca. Mas infelizmente essa ala da oposição ainda é minoria e não tem força política para neutralizar essas ações.
O torcedor tem que ser inteligente. Não adianta esperar bom senso da imprensa para que não publiquem esse tipo de especulação, porque seria o mesmo que pedir a hienas para que não devorassem uma carcaça à disposição. Cabe a nós, torcedores, minimizar a importância dessas “bombas”. Mesmo porquê, o mais importante para nós, sem qualquer sombra de dúvida, são os dez próximos jogos. Sem garantir a permanência na Série A, podem ter certeza, teremos um time de Série B, mesmo disputando a Libertadores. E todas as especulações terão sido em vão.
Aguentem firme, não sucumbam à curiosidade e à ansiedade. Sejam fortes. Não repercutam. Não tuitem, não retuitem, não comentem em foruns, não facebookem. Não visitem as páginas que falam sobre possíveis contratações.
Alex seria uma boa, mesmo a “tal” preço? Seria interessante substituir Bruno por Dida? NESTE MOMENTO, NÃO IMPORTA! Não deem ibope para esse tipo de coisa. Joguem a favor do Palmeiras. O Verdão está precisando, mais do que nunca, da nossa inteligência.
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
A praga do jornalismo-fofoca
9 de outubro de 2012 por @parmerista
Postado em: Imprensa, Verdazzo
Na noite de ontem, uma notícia agitou – ou TENTOU agitar os bastidores do Palmeiras: Barcos teria klebado, ou seja, teria pedido aumento de salário – que teria sido negado pela diretoria. O fato teria feito com que Barcos, revoltado, se recusasse a se concentrar na quinta-feira à noite com o grupo. A “notícia” foi dada por Fredy Junior, repórter da Portuguesa das rádios que tem sérios problemas de dicção.
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A segunda-feira tinha sido bastante tranquilo no Palmeiras. Nenhuma novidade, nenhuma polêmica; o único assunto foi a “coletiva do dia”, dada por Tiago Real. Até que no início da noite a Jovem Pan veio com essa papagaiada, feita por um repórter que, entre outras coisas, é cliente de Gilto Avallone, já tendo sido defendido por ele em alguns processos. Só isso.
Pouco depois, dada a escassez de pautas relevantes, o portal UOL Esporte não teve pudores e lascou a “notícia” na manchete principal. Foi o suficiente para que a torcida criasse um pandemônio na internet.
Rapidamente, a assessoria de imprensa do clube apagou o incêndio, explicando que Barcos, de fato, não se concentrou no clube na quinta – mas por estar voltando de viagem à Argentina, onde serviu à seleção de seu país no clássico que não aconteceu. Pediu para passar a noite com a família, e juntou-se ao grupo normalmente na sexta-feira. Nada de revolta. Nada de klebada. Fim da história.
A informação inicial de Fredy Junior é uma vergonha. Em jornalismo, normalmente, ouve-se as duas partes. No caso da Jovem Pan, o objetivo não parece ser informar o ouvinte, mas sim criar a polêmica, tumultuar, servir de meio para interesses políticos. Já o UOL Esporte é um portal que tem como lema a audiência a qualquer custo – e para isso não vê problemas em repercutir uma notícia em que não se ouviu os dois lados. É o jornalismo-fofoca.
Já passou da hora de dar um basta nesse tipo de situação. A Jovem Pan, especificamente Fredy Junior, há mais de cinco anos tem esse comportamento predatório na Academia de Futebol. O UOL Esporte, desde que mudou a linha editorial há cerca de dois anos passando a misturar esporte com fofoca e com concursos de garotas de biquíni, virou o mundo-cão do jornalismo, abrigando figuras como Ricardo Perrone e Neto como seus principais blogueiros.
O nascedouro desse tipo de situação, na verdade, é culpa do clube. São nossos próprios conselheiros quem fomentam esse tipo de “notícia” – mas ninguém lá dentro consegue resolver. Como paliativo, a atitude imediata mais eficiente seria a barração desses veículos no portão da Academia de Futebol. Cessaria o jornalismo-fofoca e as crises plantadas por nossos próprios conselheiros. Mesmo não sendo esses jornalistas de segunda classe a origem do problema, serviria de exemplo para os outros repórteres e editores, para que tratem o Palmeiras com o respeito que merecemos e exigimos.
E que tomem coragem e expulsem logo esses conselheiros vagabundos, que alimentam as hienas, do clube.
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
PCO, de novo. É inadmissível.
3 de outubro de 2012 por @parmerista
Postado em: Arbitragem, Imprensa, Verdazzo
A CBF definiu ontem, por “sorteio”, que o maldito Paulo César de Oliveira será o árbitro do clássico contra o SPFC no próximo sábado. É, aquele mesmo do gol de mão do Adriano. Aquele mesmo que tanto nos garfou em Derbies. Não dá pra citar tudo aqui, acessem o dossiê completo com a folha corrida do meliante clicando neste link.
O Palmeiras deveria vetar a presença de PCO nos sorteios de nossos jogos. Aí vem o diretor jurídico Piraci de Oliveira, que deve ser irmão por parte de mãe do cidadão, e diz pelo Twitter que nenhum clube pode vetar árbitros. Claro que não pode, formalmente. É aí que entram os chamados bastidores, a força política de um clube nas esferas de poder do futebol. A força do Palmeiras se resume a entrevistas de Tirone e Frizzo dizendo que esperam o bom senso da CBF, entre outras cretinices.
Em matéria tendenciosa e sacana, o portal UOL (que novidade!) ouviu dirigentes dos times pequenos contra quem lutamos contra o rebaixamento. Foram levantadas suspeitas de que o Palmeiras seria favorecido pela comissão de arbitragem, porque “o Del Nero é palmeirense”. O Palmeiras é um dos times mais roubados do campeonato (confira aqui), os caras colocam o PCO pra apitar o jogo contra o SPFC na casa deles, e ainda somos nós os favorecidos? E justo pelo Del Nero? Eles só podem estar de sacanagem. Todos eles.
Mais uma vez o reino da bananolândia nos deixou ao deus-dará. O time vai para o abate no sábado. A única chance de vitória é uma apresentação épica.
É inadmissível o que fazem com o Palmeiras.
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
“Bombástica!”
17 de setembro de 2012 por @parmerista
Postado em: Imprensa, Política, Verdazzo
Na última sexta-feira, como se não bastassem todos os problemas que já temos, pipocou na internet uma entrevista “bombástica”. O presidente de honra da Mancha, Paulo Serdan, surgiu com um calhamaço de papéis, um relatório de uma empresa de auditoria a respeito da administração Belluzzo, e à primeira vista causou indignação geral.
Antes de se comentar a respeito do conteúdo em si, vale uma observação quanto ao meio escolhido para se fazer as “gravíssimas denúncias”: a decadente rádio Jovem Pan, a Portuguesa das rádios, que tem estreita ligação com Gilto Avallone – o repórter Fredy Junior inclusive é cliente de serviços advocatícios do referido conselheiro, que sempre usou essa rádio como um de seus meios para seus famosos vazamentos.
Serdan alegou que recebeu os documentos por ocasião da reta final da Copa do Brasil, mas que preferiu não falar nada à época para não tumultuar. Sabe-se lá por que achou que, ao fazer isso agora, tudo iria ficar bem calmo. Esses documentos, pelas vias normais do clube, são absolutamente inacessíveis – sábado, um dia depois da veiculação da entrevista, sócios do clube tentaram obter cópias na secretaria do clube, mas os funcionários não tinham a menor ideia do que se tratava. Fica claro que a origem do dossiê é de um membro do COF, órgão do qual Gilto Avallone faz parte.
Quase tudo o que está naquele calhamaço já havia sido divulgado a conta-gotas em sites de pouca expressão: o site que o próprio Gilto mantém já há alguns anos, e um certo motoblog, que é instrumento que todos no futebol usam quando querem apresentar denúncias vazias – lá aceita-se de tudo. Nos 45 minutos que Serdan apresentou o conteúdo do relatório, não havia quase nada de novo ou de “bombástico”. Trata-se de uma reciclagem de denúncias antigas, colocadas todas num mesmo pacote por Gilto Avallone de forma a parecerem maiores do que são.
Deixando bem claro qual é a origem deste movimento, vamos ao conteúdo. Que fique bem claro: os fatos sempre serão mais importantes que as pessoas, e se há problemas de conduta, eles devem ser apurados e eventualmente punidos, doa a quem doer.
As denúncias foram baseadas num relatório de uma certa Torga Consultoria – empresa sem grande reputação no mercado, com sede em São Caetano do Sul – o que não invalida de forma alguma o resultado de suas apurações. A maior parte das denúncias remete a comissões pagas a empresários por ocasião da transferência de jogadores, todos na gestão Belluzzo, entre 2009 e 2010, que teve como diretor de futebol Gilberto Cipullo, principal nome acusado. Serdan desfiou durante vários minutos as comissões pagas a diversos agentes, que somadas chegam perto de R$20 milhões.
O torcedor tende, à primeira vista, a se indignar com tal montante – que, de fato, não é pequeno. O que o torcedor talvez desconheça é que no mercado atual, esse tipo de pagamento é praxe. Nenhum clube contrata ninguém hoje se não houver a fatia do empresário. Todo negócio hoje tem um preço de etiqueta, e o preço real, que engloba o valor pelos direitos federativos mais a comissão.
A comissão não é ilegal, é a remuneração do trabalho do vendedor – ou, no caso dos jogadores, de seus agentes, que ganharam esse poder depois que a Lei Pelé entrou em vigor. Não há dúvidas de que se for feito um trabalho semelhante, até pela própria Torga, na gestão atual, serão encontrados valores assustadores nas transações de Leandro Buxexa, Tiago Real, Corrêa, Obina, Betinho, Mazinho, Fernandinho, Wesley, Román, Arthur, Barcos, Daniel Carvalho, Juninho, Paulo Henrique, Pedro Carmona, Ricardo Bueno, Fernandão, Gerley, Luan (renovação), Henrique, Wellington Paulista e Maikon Leite, isso sem falar nos vários jogadores inacreditavelmente contratados para o time B. Isso significa corrupção? Provavelmente não.
Por essa prática, tanto a diretoria anterior quanto a atual podem ser acusada de má gestão, mas não de corrupção. Analisa-se o pacote [preço de etiqueta + comissão] e verifica-se se foi um preço justo a ser pago pelos atletas mencionados. Sempre ponderando-se que certas contratações são apostas, que só se conclui se vale a pena ou não depois que o atleta performa no clube. Os valores mais assustadores das denúncias dizem respeito a Kleber e Valdivia, mas que palmeirense não ficou extremamente satisfeito quando suas contratações foram anunciadas? E Wesley, contratado por mais de R$20 milhões pela gestão atual, e que desgraçadamente sofreu uma contusão seriíssima logo em seus primeiros jogos? Sem dúvida, pacotes caros e que não renderam o esperado.
A contratação de Valdivia foi, inclusive, motivo de discórdia entre Cipullo e Belluzzo, que praticamente romperam pela insistência do presidente em fechar o negócio, mesmo com as altíssimas comissões. Cipullo considerava o preço do pacote alto demais; Belluzzo, sempre pensando em reforçar o time, não media esforços e confiava que o retorno viria na forma de títulos e das receitas decorrentes.
Há nas denúncias de Serdan casos de comissões mal explicadas, e a mais evidente é a da renovação de Deola. O clube teria pago R$300 mil a seu agente apenas para negociar a renovação do contrato. Mas quem acompanhou a negociação à época se lembra que esse valor foi a taxinha que o empresário alegou que receberia de outro clube caso aceitasse a proposta de transferência que tinha em mãos. Deola vinha revezando com Marcos no time titular e performando muito bem, e o clube houve por bem aceitar a “exigência” do agente para manter o atleta no elenco. Mais ou menos o que deve ter acontecido ano passado na renovação de Luan.
Dentro do pacotão bombástico ainda foi enxertado, mais uma vez, o famoso caso dos R$290 mil, que já foi objeto de reunião no próprio CD do clube e nada foi concluído. Adicionar um caso como esse no dossiê só reforça a impressão de que as denúncias não têm a intenção de zelar pelas finanças do clube e apurar responsabilidades, mas sim de gerar tumulto político e desviar o foco. A política do Palmeiras é realmente algo insuportável. Mas voltemos às denúncias em si.
O item que realmente salta aos olhos e que não há justificativa aparente é a constante presença de um certo João Francisco Machado em várias negociações. Causa estranheza que o mesmo agente esteja presente em várias operações, e sempre como co-participante, nunca como único representante do atleta.
Há ainda denúncias de suposta ilegalidade no processo de financiamento de algumas operações – coisa que, se procedente, devia ter sido contestada pelo COF à época. Aparentemente as práticas não configuram atos de corrupção, mas sim de irregularidades administrativas. Outro ponto levantado no calhamaço são despesas de uma viagem à Espanha feita por Francisco Busico, Wlademir Pescarmona e Antonio Carlos Corcione no fim de 2010, alegadamente para marcar amistosos para março de 2011 e sondar reforços. Resta saber se era realmente necessária a presença de tal comitiva. Os amistosos acabaram sendo desmarcados por opção da comissão técnica e ninguém foi contratado. Noticiou-se depois que o clube não pagaria essas despesas, e que as repassaria aos diretores que viajaram. Resta saber se cobrou e como conduziu esse processo. Ambos os casos já estão bem desgastados e também parecem enxertos para inflar o dossiê.
De tudo isso, o que pode caracterizar corrupção e que de fato foi a única novidade em toda a longa entrevista de 45 minutos é a apuração da presença do tal Machado como comissionário em várias transações. Isto precisa ser minuciosamente investigado. Cipullo e Belluzzo precisam justificar por que essa pessoa aparece tantas vezes. E se não houver nada de errado, o próprio empresário pode abrir seus dados bancários e mostrar que o dinheiro que recebeu foi realmente pagamento por serviços prestados, e que não serviu apenas como duto de vazamento de recursos do clube. Que se apure isso com urgência.
O Verdazzo, desta forma, faz seu papel. Separamos o joio do trigo, redimensionamos as tais denúncias “bombásticas”. De bomba mesmo, não tem nada. Mesmo assim, fazem algum barulho, e devem ser investigadas. Lamentamos que histórias tão antigas sejam trazidas à tona num momento como este. Mas, vindo do incendiário Gilto Avallone, não poderíamos esperar nada diferente. Para este senhor, quanto pior, melhor.
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Cena da próxima coletiva
11 de agosto de 2012 por @parmerista
Postado em: Humor, Imprensa, Verdazzo
Olha a cara do imprensinha…

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O que Neto e Müller têm em comum?
5 de agosto de 2012 por @parmerista
Postado em: Humor, Imprensa, Verdazzo
Ambos são comentaristas. Ambos odeiam o Palmeiras. Mas os dois têm algo mais em comum…

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Chega de Müller
20 de julho de 2012 por @parmerista
Postado em: Imprensa, Verdazzo
O jogo da última quinta-feira, contra o Coritiba, não deu opções ao torcedor palmeirense, e fomos obrigados a assistir no SporTV. O canal a cabo da Organizações Globo escalou Jota Júnior para a narração, e o infame Müller para os comentários.
A má vontade do ex-jogador, que foi recontratado pela emissora num ato de piedade, já que o mesmo se encontrava em situação financeira precária, é notória quando comenta nossos jogos. Não é à toa que nossa torcida se irrita com suas intervenções, ninguém inventa uma perseguição do nada, sem o menor motivo. Ainda mais que o cidadão, quando atleta, jogou aqui e muito bem – embora sua saída tenha sido da forma mais cafajeste possível.
Apesar disso, bastava comentar o jogo de forma imparcial que, para nós, estava tudo certo. Mas Müller não consegue, é mais forte que ele. Seus comentários distorcidos ultrapassaram qualquer limite na última partida, irritou mesmo a quem não costuma dar bola para isso.
Fica assim registrado o pedido ao SporTV: chega de Müller nos jogos do Palmeiras. Vocês têm ótimos comentaristas em seu time, como o Maurício Noriega e o Lédio Carmona. O Luiz Ademar não é presidente da classe aqui em São Paulo à toa, e até os torcedores do rival Vilaron e o Rizek sabem comentar direitinho quando querem. Podem escalar até o Lino, o “Tite dos comentaristas”. Mas Müller é sacanagem. Müller não, pô!!!

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Sport Club Caça ao Pageview
27 de abril de 2012 por @parmerista
Postado em: Humor, Imprensa, Verdazzo
A briga por pageviews na imprensinha atinge níveis lamentáveis. Enquanto alguns se dedicam a rasteiras campanhas pessoais contra desafetos, outros seguem a fórmula velha, mas batida, do sensacionalismo.
Só que desta vez eles passaram dos limites. Pep Guardiola acabou de se demitir do Barcelona, e eles já trataram de colocá-lo no SCCP. Deve se juntar a tantos outros contratados nos últimos anos.

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Kid detona blogueiro do UOL
17 de abril de 2012 por @parmerista
Postado em: Imprensa, Verdazzo
Marcos Assunção detonou um dos jornalistas mais perniciosos da imprensa esportiva brasileira, o infame Ricardo Perrone, do UOL. O blogueiro, que tem como característica a criação de polêmicas visando exclusivamente o número de pageviews, folga com todo mundo – mas tem mais facilidade em fazer isso no Palmeiras, devido aos vazamentos internos. Basta checar a nuvem de tags do blog do cidadão e ver em que clube ele tem mais assunto. Palmeiras na cabeça.
Desta vez ele afirmou que Marcos Assunção estava negociando com o SPFC. O veterano se encheu, e simplesmente destruiu o jornalista, como pode ser conferido no áudio abaixo.
Esse tipo de atitude deveria partir da diretoria. Começa por blindar o elenco, afastando da Academia de Futebol os vazadores, que todos sabem quem são. Se mesmo com o fim dos vazamentos, que hoje eles já devem ter aprendido que NÃO ERAM feitos por Sergio do Prado, os jornalistas continuarem a tripudiar o Palmeiras, simples: que se vete a entrada dos mesmos na Academia. Manda o editor trocar o setorista. Aí quero ver quem é que folga.
Mas pra isso precisa de coragem. Será?
Confira o áudio da coletiva de Marcos Assunção. Use o player abaixo, ou faça o download (clique no link com o botão direito do mouse e siga as instruções do seu navegador para salvar).
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Boa Kid!
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