Insistentemente parcial
29 de abril de 2011 por @parmerista
Postado em: Imprensa, Matérias, Verdazzo
Ontem o lateral Cicinho concedeu entrevista coletiva na Academia de Futebol. Falou de sua condição física, sobre a expectativa para o clássico, sobre a polêmica com a arbitragem, e até sobre um possível interesse do bambi em seu futebol.
A coletiva abordou vários assuntos. Sobre o interesse do inimigo, perguntado se veria problemas em jogar no São Paulo, respondeu:
- Não vejo problema, mas não estou pensando nisso agora não. Quero ficar aqui no Palmeiras. Isso é fruto do trabalho, o reconhecimento de outros clubes. Fiquei sabendo dessa notícia, mas estou tranquilo, estou feliz aqui, não estou pensando nisso. O Palmeiras me recebeu muito bem. Espero que eles me comprem.
A pergunta, de um repórter que não conseguimos identificar, já soa enviezada. Em vez de “o que você acha do interesse do São Paulo?”, o perguntador já induz o entrevistado a dizer uma frase que, transcrita isoladamente, pode soar inadequada.
Pois foi exatamente o que fez o portal UOL, aquele que, há duas semanas, flagramos puxando descaradamente a brasa para a sardinha bambi. Pensando bem, dá pra desconfiar de que veículo é o repórter que fez a pergunta sacana. Vejam como cada grande portal de esportes manchetou a coletiva de Cicinho:
- iG: Cicinho: Bater o Corinthians pode ser mais importante que a final
- Terra: Liberado, Cicinho admite “pegar leve” para voltar em clássico
- Globo: Sobre arbitragem, Cicinho diz: ‘Se o Paulo César errar, será punido’
- Gazeta: Cicinho promete cautela nos treinos para atuar no clássico
- Lance!: Na mira do São Paulo, Cicinho quer ser lembrado no Palmeiras
- UOL: Cicinho se diz feliz no Palmeiras, mas não vê problema em ir para o São Paulo
Reparem bem na manchete do UOL. De tantos assuntos tratados, o que o parcial portal resolveu destacar? Que Cicinho não vê problemas em ir para o São Paulo – respondendo a uma pergunta já direcionada para essa frase. Numa resposta onde ele diz três vezes que quer ficar, o mancheteiro destaca que o jogador não se importaria em mudar de clube. Parece que torcem até na hora de fazer a manchete: “se diz feliz”, como se Cicinho estivesse escondendo um desejo secreto de desmunhecar do outro lado do muro. E fazem isso ainda numa semana de clássico.
O Lance!, que também não é flor que se cheire – apesar do setorista do Palmeiras, Tiago Salata, ser um profissional correto – também preferiu manchetar a coletiva com esse tema, mas mesmo assim destaca a vontade do jogador em reforçar o vínculo com o clube; deixa claro que o interesse parte do São Paulo. Já os outros portais, bem mais sérios, valorizaram outros aspectos da entrevista, de fato bem mais relevantes diante do contexto da semana.
O portal UOL não se esforça nem um pouco para esconder sua parcialidade. É nesse portal que podemos encontrar os blogs dos jornalistas da decadente Lusa das rádios, a ex-grande e atual quinta força. É nesse portal que habita o blog do Perrone, especialista em dar voz anônima aos cartolas do Palmeiras cujas formas de fazer política é nociva ao clube. O portal UOL é sãopaulino, e ponto final. Que todos os torcedores palmeirenses tenham absoluta ciência disso, que evitem o UOL, e que prefiram os sites e blogs palmeirenses para se informar, ou então outros portais, como o iG, que tem como setorista o ótimo e imparcial Danilo Lavieri.
Se gritar pega ladrão 2 – a missão
27 de abril de 2011 por @parmerista
Postado em: Arbitragem, Imprensa, Matérias, Verdazzo
Em julho do ano passado, após ter sido divulgado que o árbitro do Derby válido pelo primeiro turno do Brasileirão seria Paulo César de Oliveira, o Verdazzo publicou este post, enumerando os perigos de se ter um jogo apitado por ele. Ainda mais contra seu time do coração.
Pois ele apitou, nos roubou de novo, validando um gol do gambá em impedimento e não dando um pênalti de Jucilei em Ewerthon (conforme relatado no Dossiê Gambá), e seguiu sua carreira, lépido e faceiro.
Mas eis que na manhã desta quarta-feira o jornalista Luiz Antônio Prósperi, do Jornal da Tarde, bancou nesta matéria que Paulo César de Oliveira, após acordo entre as diretorias dos dois clubes, não só entrará no sorteio desta tarde que define a arbitragem do jogo, como será o árbitro apontado pelo mecanismo. Hein???
Peraí! Como é que um jornalista aponta sem a menor disfaçatez o resultado de um sorteio que ainda está por se realizar? O que a Federação Paulista de Futebol tem a dizer diante dessa grave acusação?
Aguardemos o sorteio de logo mais – se é que, depois da sujeira ter sido jogada toda no ventilador, não vão tirar o sacripanta do sorteio.
Se a diretoria do Palmeiras, naquelas teorias pra lá de conspiratórias, fez o pré-acordo com a do gambá, trocando o tobogã pelo Paulo César, e depois vazou para a imprensa para forçar que ele saia do sorteio, foi a jogada de bastidor mais espetacular dos últimos tempos. Mas se simplesmente topou Paulo César, e ele entrar no sorteio – e pior, se for o apontado – aí joga-se no lixo todo o esforço de conseguir manter o Pacaembu e colocar o tobogã à nossa disposição. Neste caso, esqueçamos o Campeonato Paulista…

Descaradamente parcial
15 de abril de 2011 por @parmerista
Postado em: Imprensa, Matérias, Verdazzo
O Verdazzo é parcial. E não esconde de ninguém. Aqui é um site de palmeirenses, para palmeirenses. Assim como o nosso site, há vários por aí que também não escondem de ninguém a que vieram. Mas há outros sites, alguns blogueiros por exemplo, que ainda preferem esconder o time por que torcem, por vergonha, talvez. Cada um na sua.
Mas se for para bancar imparcial, que siga uma linha imparcial. Blogueiro, a gente ainda dá um desconto. Mas portal???
O portal UOL, que recentemente desbancou o Lance! da primeira posição no ranking BambiPress, escolhe fotos sugestivas para ilustrar a cobertura dos principais clubes. Há 5 ou 6 fotos em cada “álbum”, históricas ou recentes. Vejam que cada time paulista tem uma foto com um torcedor desesperado. Menos um.
Não há como não encarar isso como mensagem subliminar. Desculpem, mas isso não é paranóia.

Entre mortos e feridos, salvaram-se todos
11 de março de 2011 por @parmerista
Postado em: Imprensa, Matérias, Verdazzo
O Palmeiras é líder do campeonato, empatado com os outros três grandes. Caminha sem sustos na Copa do Brasil. Nos últimos três meses, só perdeu um jogo, que não teve maiores consequências, apesar de ser um Derby. O time não está lá essas coisas, mas com Valdivia e Kleber em campo, coisa que não aconteceu ainda por um jogo inteiro este ano, as coisas até tendem a melhorar. A tabela prevê quatro jogos contra times muito fracos, e a chance de engatar mais uma boa sequência de vitórias é real. Felipão faz dancinha, o elenco rola de rir, e o ambiente parece muito bom. Parece, né?
Eis que Kleber se encarregou, via Twitter, de causar mais um tsunami no ambiente palmeirense. A sequência de tuitadas começou lá pelas sete da noite, onde o Gladiador manifestou sua insatisfação com Felipão pelas declarações dadas esta semana, com relação à Coxitis. Cobrado pelos torcedores, Kleber, por volta das dez da noite, do nada, disparou a segunda rodada, onde disse cobras e lagartos. Acompanhe a sequência:
_lucas_ortigoza lucas
@kleberglad30 Ai Gladiador vc fez mt falta ontem hein…e não ligue pro q o Felipão falou ontem de vc…kleberglad30 kleber giacomazzi
@_lucas_ortigoza @MarceloRF_SEP Nao ligo pro que ele falou!nem Me surpreendoantonifreitas Daniel de Freitas
@kleberglad30 acho q nosso capitão é bem experiente pra cair em conversa da imprensa! Sabe q é peça chave do nosso time!kleberglad30 kleber giacomazzi
@antonifreitas Nao e cv da imprensa a gente sabe bem que ele sempre expõe os problemas na imprensapalmeirasptd Palmeiras Todo Dia
@kleberglad30 Kleber, vc sabe o que é hierarquia? Respeite seu chefe. E lave a roupa suja lá dentro. Outro dia vc mesmo defendeu isso…kleberglad30 kleber giacomazzi
@palmeirasptd @paysandu84 @antonifreit Nao fui eu quem saiu falando meu camarada
kleberglad30 kleber giacomazzi
Pelo que tenho lido pra maioria dos torcedores valdivia e eu somos os 2 jogadores mais importante!mesmo eu Nao achando!kleberglad30 kleber giacomazzi
O mago que e muito meu amigo!irmaozao mesmo.fiou quase 2 meses parado e eu estava em campo!jogando sozinho la na frente graças a deus elekleberglad30 kleber giacomazzi
Voltou pra ajudar a gente.mas fiquei 2 meses segurando a bronca!e Nao vi ele elogiar isso,pelo contrário.mas Td bemkleberglad30 kleber giacomazzi
Nao e a primeira vez que isso acontece,Ja falou mal do time quando disse que era solteiro contra casado,falou mal do lincon,mal do valdiviakleberglad30 kleber giacomazzi
E agora Me criticou Tambem.nunca vi proteger a gente mas vi ele proteger treinador de time rival.mas Td bem.kleberglad30 kleber giacomazzi
Como vcs dizem e eu digo o mesmo o palmeiras e maior que tudo e que todos,so que Nao da pra agüentar mais calado.boa noite
Muita calma nessa hora. Vamos tentar entender tudo o que se passa em torno desse episódio.
Kleber tem contrato até 2015. A multa é alta. Assim como seu salário, um dos maiores do país. Um contrato de cinco anos a esses valores resolve a vida de qualquer atleta, ainda mais a dele, que já está resolvida há muito tempo. Mesmo que tenha uma proposta superior a seus ganhos atuais, ele não vai querer trocar o Palmeiras, onde é ídolo, por outro time, e começar uma relação do zero. Seu projeto de vida é em São Paulo, onde está sua família. Ele não está forçando para sair.
Felipão o tem escalado de forma errada. Claro, isso decorre da deficiência do elenco. Kleber é um jogador diferenciado, e é natural que determinados sacrifícios recaiam sobre ele. Uma eventual revolta do jogador em ser escalado constantemente numa função que não o agrada é compreensível.
Uma das maiores características de nosso técnico é primar pelo bom ambiente do grupo. Não estão claras para ninguém as razões dos afastamentos de Lincoln e Mauricio Ramos. Mas quem conhece o trabalho de Felipão deduz que esses jogadores provavelmente cruzaram a linha errada em alguma circunstância. E é bom que isso não seja alardeado mesmo, porque pode desvalorizá-los, já que agora viraram moeda. Talvez nem os outros jogadores saibam. E isso pode gerar uma crise contra o chefe, em nome do companheirismo.
Outra característica de Felipão é bater e assoprar. Ele usa esse recurso para manter o controle sobre o grupo. Mostra que tem comando, mas ao mesmo tempo que está ao lado dos comandados, desde que os mesmos se encaixem numa determinada linha de conduta. Mas tem gente que não gosta nem um pouco da parte do “bate”.
Kleber tem o gênio explosivo, e já devia estar com o saco cheio de jogar fora de posição. Na condição de ídolo, tudo indica que resolveu se dar um descanso no Carnaval, já que, segundo ele mesmo, ficou “2 meses jogando sozinho la na frente segurando a bronca”, e é verdade. Ídolo tem dessas coisas, desde sempre, no futebol. E Felipão percebeu. Sua declaração, repreendendo Kleber publicamente, foi uma espécie de inversão do bate-e-assopra. Primeiro assoprou, fazendo vistas grossas para a Coxitis, depois mandou a conta – que serve também para todos os atletas, o recado de que o comandante não gosta desse tipo de coisa e que está atento.
Talvez Felipão não tenha medido exatamente as consequências de seu movimento, talvez ele não tenha calculado o efeito de suas palavras sobre um jogador temperamental que já andava meio de saco cheio. Aqui o professor errou. Mas a resposta de Kleber foi totalmente descabida. Em sequência, disparou contra o chefe em vários twitts. O que deve ter acochambrado sua situação para o desfecho no dia seguinte foi o claro tom de revolta e desabafo.
Seu agente, Pepinho Dioguardi, foi muito infeliz e tratou de piorar a situação tuitando a favor de seu cliente, dizendo que tem que reagir sempre, se portando de igual para igual. Pepinho ignora o fato de que neste caso o oponente é o chefe de seu cliente. E pior que isso, deu brecha para que se pensasse que tudo não passou de uma forçada de barra para sair do Palmeiras, ou então para aumentar o fogo da fritura sobre Felipão. Nas duas hipóteses, ao se manifestar tolamente, o arrogante empresário jogou contra a imagem de seu cliente, que saiu muito mais arranhada do que se ficasse apenas em seu desabafo. Aumentou a desconfiança de coisa pré-concebida.
Mas entre mortos e feridos, todos se salvaram. A noite deve ter sido cheia de telefonemas para todos os lados, e a solução foi costurada hoje cedo. Kleber treinou em separado, e não falou com ninguém. Felipão convocou a coletiva, e encerrou o assunto de forma muito rápida: minimizou tudo o que foi dito, mesmo as graves declarações. Atribuiu a momentos de desabafo, disse que compreende, e que nada muda, ele quer Kleber no time, continua como capitão e o considera quase um filho. Zé fini.
Felipão podia até estar espumando por dentro, mas não é maluco e sabe que o projeto dele para o Palmeiras este ano, sem Kleber, naufraga. Habilmente, contornou a situação. Engoliu as malcriações, colocou Kleber no fio da navalha, sem direito a mais nenhum ataque de estrelismo, e saiu como o grande pacificador. De quebra, mostrou à ala da diretoria que quer fritá-lo que não vai ser fácil. Uma enorme demonstração de força, que consertou de forma brilhante o equívoco na estratégia do início da semana.
Quase deu pena da imprensa. Foram dormir excitadíssimos com o banho de sangue que prometia acontecer na Academia de Futebol. A decepção deles com a forma com que a tragédia foi evitada foi flagrante, tinha que ter uma câmera apontando pra eles no momento da coletiva só pra deixar isso registrado.
Parabéns ao Felipão, e também ao diretor Roberto Frizzo na habilidade para tratar a crise. Num cenário mais hecatômbico, o episódio poderia culminar na demissão de Felipão e na rabeira, sairia também Frizzo, que está fechado com o grupo e com a comissão técnica, e tem batido de frente com a cúpula de poder do clube para tentar dar condições mínimas de trabalho dinate dessa onda patética de corte de gastos que assola a Academia. Nesses momentos é que precisamos de homens com habilidade e jogo e cintura. Nesse aspecto, nota dez aos dois.
Os elencos do trio-de-ferro
24 de janeiro de 2011 por @parmerista
Postado em: Imprensa, Matérias, Verdazzo
Nenhum dos três grandes de São Paulo mostrou, neste início de temporada, um futebol que empolgasse alguém. Os times sofrem com a falta de ritmo, com a preparação física ainda em evolução, com desfalques – seja por contusões ou pela seleção sub-20, e ainda estão no mercado em busca de peças para completarem as posições mais carentes.
Os técnicos – por coincidência, os três gaúchos – ainda buscam a melhor formação, enquanto esperam de suas diretorias mais reforços. Todos já deram algum jeito de intensificar os pedidos, mas nenhum deles parece que vai ganhar nenhum reforço de peso. O Palmeiras negocia com o volante Chico e o zagueiro Rhodolfo, do Atlético-PR, e são os nomes com mais chance de vingarem. O gambá vive a mesma situação do Palmeiras: sem dinheiro, embora alardeie o contrário, recorreu a reforços de nível duvidoso. E Rivaldo, o legítimo, pode ficar sem sequer estrear com a camisa bambi, já que existe uma pendência com o clube usbeque que detinha seu vínculo e a situação está enrolada. No mundo cor-de-rosa, a saída está sendo apelar para a base.
No entanto, o tratamento dado pela imprensa tem sido um pouco diferente entre as equipes. Vamos tomar como exemplo o portal UOL, um dos mais importantes da cobertura esportiva na internet, que tem dado um tratamento curioso aos três grandes. A vitória do Palmeiras, ontem, de fato não foi através de um futebol brilhante. Mas não precisavam avacalhar na manchete:
A perspectiva para o time, segundo o portal, é ruim. Nada que vem da Academia de Futebol parece ter qualquer valor:
- Conformados com apelidos, ‘genéricos’ se apresentam e pedem espaço no Palmeiras
- Felipão se irrita com política no Palmeiras e pede reforço de ‘alto nível’
Se tivéssemos tratamentos semelhantes para situações semelhantes, nenhum problema. Mas o gambá conta com uma certa condescendência do UOL. Mesmo em situação muito parecida com o Palmeiras, mas com uma responsabilidade a mais que é (para nossa alegria) ter que jogar a Libertadores, manchetes positivas e otimistas podem ser vistas na página do clube no portal:
- Sem reforços de peso, Tite descarta preservar titulares e cria ‘novos Elias’
- Corinthians abre Paulista com recomeços e blindagem a ex-perseguidos
Mas quando o assunto é o clube-modelo do futebol mundial, aí tudo são flores. Vejam que a perspectiva bambi parece sempre ser a melhor possível, mesmo como time perdendo em casa, com mais um frango do goleiro, sem reforços, sem camisa 9, sem camisa 10, com o ex-superintendente-vereador saindo atirando para todos os lados e com o presidente dando golpe no estatuto.
- Artilheiro do São Paulo em 2010, Dagoberto minimiza ausência de um camisa 9
- Sem reforços de peso, São Paulo redescobre base e aposta em união com medalhões
- São Paulo reduz medalhões no elenco e usa Estadual como ‘vestibular’ a jovens
- São Paulo minimiza falta de camisa 10 e vê ascensão de improvisados no setor
- São Paulo usa versatilidade para suprir falta de reforços contra o São Bernardo
Curiosa mesmo é a cobertura do portal para a campanha da seleção sub-20 no Sulamericano. Vejam como o portal se refere ao clube do Jardim Leonor quando o assunto é o time que vem sendo liderado pelo santista Neymar:
- Casemiro deixa ‘sombra’ e, como volante moderno, virá fundamental na sub-20
- Sem brilho, Brasil aproveita lampejos de Neymar e são-paulinos para bater Colômbia
Mas esta manchete, do jornal Folha de São Paulo, um dos proprietários do UOL, no jogo em que o Brasil empatou com a Bolívia por falha do zagueiro bambi Bruno Uvini, transcendeu:
OK, vamos deixar o UOL para lá e vamos ver o que os três técnicos têm pela frente. Abaixo, os elencos, fracos, dos três grandes clubes paulistas. É você quem decide como está de fato o trio-de-ferro e julga se a imprensa, e não apenas o UOL, que neste post foi apenas usado como exemplo, tem razão em dar tratamento um tanto quanto diferente nas perspectivas dos três times.

Podcast – Edição 25
3 de novembro de 2010 por @parmerista
Postado em: Imprensa, Podcasts, Verdazzo
Cuma? Quer dizer que agora tem diretor de rádio ameaçando Felipão e o Palmeiras?
Podcast do Verdazzo se despede, porque vai evoluir. A partir da próxima terça-feira, dia 9, às 21h, na Rádio Estação Palestra programa semanal: Verdazzo Classic Rock – informação e opinião sobre o Palmeiras, e muito rock and roll para o torcedor alviverde. Espero vocês lá!
Muito obrigado ao pessoal que sempre acompanhou o podcast!
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Hoje tem palhaçada?
31 de outubro de 2010 por @parmerista
Postado em: Imprensa, Matérias, Verdazzo
Tem, sim, senhor. Sempre teve. Não é novidade no ambiente de cobertura aos trabalhos do Palmeiras, sempre há maus profissionais pré-dispostos a tumultuar o ambiente em troca de prestígio com o editor-chefe, com lideranças (palmeirenses ou de outros clubes) mal-intencionadas, ou pelo simples prazer de prejudicar o Palmeiras, por serem torcedores rivais. E desde já devemos fazer a ressalva: não se trata de uma generalização, e sim de uma constatação. Claro, existem as boas exceções, e não se trata de jogar toda uma classe numa vala comum.
A própria foto ao final deste post mostra as duas faces dos profissionais de imprensa. Nela, podemos ver mal-intencionados, agitadores e covardes. Mas também há bons e jovens profissionais que ou estão apenas entrando na festa, ou estão com receio de serem mal vistos pelos colegas; todos praticando o corporativismo, usando a fachada da “união da classe”. Estão fazendo uma celebração e usando Felipão e o Palmeiras como pretexto.
A rusga teve início quando Felipão disse ao repórter Bruno Bernardi que o médico do Palmeiras não tinha dito bosta nenhuma, merda nenhuma, após este ter mentido quanto ao fato do médico do Palmeiras ter feito determinada afirmação sobre Valdivia – e Felipão tinha razão de se irritar, pois detectou que o repórter estava blefando porque ele havia acabado de falar com o médico e coordenado a estratégia de como as informações sobre a condição clínica do chileno seriam passadas à imprensa. Em seguida, diante da insistência do repórter Raphael Prates, que visivelmente buscava irritar o técnico do Palmeiras, disse que a imprensa estava de palhaçada, e que o repórter era o maior palhaço de todos. A intenção de provocar o técnico foi confirmada involuntariamente pelo próprio Twitter de Bruno Bernardi, infantilmente se vangloriando e posando de herói para seus pares, conforme a reprodução abaixo:

Depois do episódio dos palhacinhos, qual deveria ser a atitude do Palmeiras?
- Não tem jeito, o clube deve boicotar a imprensa e usar os canais alternativos, como o site oficial e a chamada "Mídia Palestrina" (50%, 269 Votes)
- Deixar os repórteres de castigo até o fim do ano e só liberar o Lenny para dar entrevistas (32%, 169 Votes)
- Nenhuma, e em dois ou três dias ninguém mais toca no assunto (14%, 75 Votes)
- Procurar a imprensa e costurar uma saída diplomática (4%, 20 Votes)
Total Voters: 533
O comportamento da imprensa diante de determinadas figuras e entidades varia. Felipão, Dunga, Leão, Muricy, Palmeiras, CBF, entre outros, são assuntos que, não importa o que aconteça, terão sempre uma má-vontade inicial, e que não podem dar brecha nunca. Quando há o encontro dessas entidades, como Muricy/Palmeiras, e atualmente, Felipão/Palmeiras, a imprensa não espera a brecha: ela a cria. Profissionais mais experientes conseguem se conter e esperam a chance, mas quando se trata de iniciantes, que exibem absoluta imaturidade somada à inexperiência, a coletiva vira uma sucessão de provocações. E o jovenzinho depois vai “xingar muito no Twitter”, ou seja, se exibir no microblog.
A postura do Palmeiras, mais especificamente Felipão, passou a ser a de ignorar a imprensa, que, imaginem, exige retratação do técnico. Jamais terão. As mensagens de Felipão agora são feitas através do site oficial do clube, e os sites de torcedores do Palmeiras, como o Verdazzo e tantos outros, a republicarão, de forma a não deixar a torcida do Palmeiras sem a palavra do técnico.
Por enquanto, a imprensa usa o fato de que a internet ainda não é um meio de comunicação tão desenvolvido como rádio e TV para fazer pressão e mostrar suas garras – mas é questão de tempo, bem pouco tempo, para que a Internet seja um meio tão difundido quanto os outros. A alternativa definitiva estará criada. A proposta do sites de torcedores nunca foi a de competir com a imprensa, e sim de fazer um trabalho complementar, com uma visão parcial – afinal, o torcedor também gosta disso. Mas se decidirem declarar guerra ao Palmeiras, o torcedor será obrigado a recorrer exclusivamente aos meios palmeirenses de comunicação. Que coisa, não?
Que Felipão saiba que a torcida do Palmeiras está com ele, e que essa nova campanha deflagrada pelos repórteres não está repercutindo como eles gostariam em nossa torcida. Ao contrário, seu prestígio só aumentou. Que ele continue fazendo seu trabalho de reconstrução do time, e atraindo para si a ira da imprensa, que assim não tumultua mais ainda outras brechas que eventualmente o clube, de fato, proporciona. Scolari, um dos maiores ídolos da História do clube, jamais terá a imagem arranhada por uma campanha liderada por dois ou três menininhos que acabaram de sair dos bancos da faculdade. O máximo que conseguiram foi mostrar ao público uma faceta indiscutível, ilustrada pela foto abaixo. Como dizem, vale mais que mil palavras (clique sobre a imagem para vê-la ampliada).
Palmeiras 3×2 Goiás
30 de outubro de 2010 por @parmerista
Postado em: Arbitragem, Imprensa, Jogos, Matérias, Verdazzo

Para confirmar a tradição, em jogo de estreia do terceiro uniforme, o Verdão ganhou mais uma vez. Desde 2006, quando lançou o uniforme prateado e venceu o São Caetano, o Palmeiras sempre começa com o pé direito os jogos com a camisa 3. Mais uma vez contra o Goiás (como foi em 2007, com a primeira versão da verde-limão), deu Palmeiras: 3×2, num jogo onde o time não foi nada bem, mas aproveitou o desespero do adversário e fez os gols necessários para garantir o resultado.
Sem Marcos Assunção e Valdivia, o time dependeu mais do que nunca de Tinga e Lincoln para fazer a bola chegar no Kleber. Luan foi buscar a calça jeans na lavanderia, ela deve ter encolhido e estava mais apertada ainda, limitando sua movimentação – embora ele tenha tentado com todas as suas forças, suas tentativas pelo lado esquerdo nunca davam em nada.
Foi num lance individual de Tinga que o Verdão abriu o placar – e foi um golaço: como de costume, ele conduziu pela direita, meteu uma bola nas canetas do ex-gambá Wellington Saci, e em vez de tentar um passe arriscado para Kleber ou Lincoln, resolveu entrar em diagonal, e da entrada da área fuzilou – a bola desviou na coxa de Rafael Toloi, o suficiente para tirar Harlei da jogada: 1×0 .
O Palmeiras continuava com mais volume de jogo, mas sofria para fazer a bola chegar na frente. Lincoln ficava muito adiantado, quase que como um segundo atacante, e a ligação ficou prejudicada. Marcio Araujo, o próprio Tinga, Gabriel Silva e Luan tentavam fazer a bola chegar, mas aí esbarravam nas próprias limitações. O Goiás, por sua vez, tinha em Felipe seu jogador mais perigoso, já que Bernardo ficou preso entre Pierre e Edinho. Wellington Saci tentou forçar em cima de Marcio Araujo, mas sempre parava na cobertura de Edinho ou de Danilo.
O Palmeiras forçou, com Lincoln, que vacilou numa jogada livre dentro da área; com Luan, que preferiu bater no gol em vez de tocar para qualquer um dos lados (Gabriel e Lincoln tinham melhores condições); com Tinga, que não conseguiu escorar um chute errado de Luan; e com Lincoln novamente, que bateu bem uma falta que Harlei se esticou todo para colocar para escanteio. Mas ficamos no 1×0, com o juiz deixando o pessoal do Goiás bater à vontade.
Jorginho decidiu tirar Bernardo, tímido diante da forte marcação, e colocou Jones, mais avançado. Com isso, o Goiás veio mais ofensivo, e logo criou duas chances: na primeira, Amaral chegou de surpresa por trás da zaga, se aproveitou da indecisão de Danilo e Gabriel Silva, e cabeceou livre para defesa de Deola. Pouco depois, Saci trouxe para dentro, foi pra cima de Edinho, abriu o espaço e bateu forte, no ângulo, mas Deola estava atento e espalmou. Nosso goleiro ainda demonstrou reflexo e agilidade numa bola cruzada, que Danilo interceptou e a bola tinha a direção do gol. Com essa juizada, para não correr riscos, fez uma acrobacia no ar e bateu de voleio, de volta para a intermediária. Muito bom!
Com todo esse espaço, bastava ao Palmeiras um pouco de calma para definir o resultado. Mas tanto Kleber, numa conclusão fácil de dentro da área, como Marcio Araujo, num chute de esquerda, erraram feio. Lincoln teve uma bola claríssima, em que bastava tocar para Luan, livre, na esquerda, mas preferiu tentar um golaço e bateu mal. E o Palmeiras começava a pedir para tomar o empate. Felizmente, da forma mais improvável, chegamos ao segundo gol, e de novo pela direita: Marcio Araujo tentou de novo, girou ao receber de Lincoln e soltou a bomba de esquerda; desta vez a bola foi certinho, fazendo a curva, no limite do alcance de Harlei que ainda triscou na bola mas viu ela morrer lá dentro. Marcio Araujo foi muito abraçado pelos companheiros. Ele é gente boa mesmo.
A dez minutos do fim, com 2×0 no placar, o jogo parecia decidido. Mas ainda haveria emoções: aos 38, o Goiás diminuiu numa cabeçada de Jones, numa falha do lado esquerdo de nossa defesa, e tentava permanecer no jogo. Com o time todo avançado, sobravam espaços para o Verdão, já sem Kleber, que deu lugar a Dinei. Luan cobrou uma falta pela esquerda, com a área do Goiás quase deserta. Dinei conseguiu o toque, a bola ainda desviou no zagueiro que o marcava e tirou Harlei do lance: 3×1, aos 41, e parecia que tinha acabado de vez, ainda mais depois que o próprio Dinei teve a chance do quarto gol, frente a frente com Harlei, mas perdeu.
Mas a arbitragem ainda resolveu dar uma forcinha para o Goiás, ao validar um gol em impedimento de Everton Santos, após rebote de Deola em forte chute de Rafael Moura. Felizmente, não houve tempo para o Palmeiras entregar mais um jogo ganho, e ficamos no 3×2. O time permanece em décimo lugar, mas a dois pontos do quinto colocado, e a quatro do G4 – a seis rodadas do fim. Em caso de desastre na Sulamericana, ainda temos a perspectiva da vaga através do Brasileirão. O resultado hoje veio muito mais pelo desespero do Goiás, que nos deu espaços, do que por méritos nossos em furar um possível bloqueio. Mesmo assim, o time aproveitou, e desta vez a dosagem de estímulo nos jogadores foi na conta certa. Seria interessante aumentar um pouco no próximo jogo, na quarta-feira, na Arena da Baixada, como uma prévia da decisão do dia 10, ainda mais porque não teremos Kleber, suspenso.
Vale a pena a menção à imprensa. Fizeram uma manifestação mais do que adequada: ao colocarem narizes de palhaço, para “protestar” contra Felipão, caracterizaram-se de forma perfeita. Ainda considerando que há exceções no meio, a grande maioria realmente não passa de um bando de palhaços. Mais do que nunca, os sites de torcedores palmeirenses, como o Verdazzo, colocam-se à disposição do elenco e da assessoria de imprensa para complementar o trabalho, cada vez mais deficiente, dos meninos de nariz vermelho.

Atuações:
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Deola: mais uma ótima partida, com grandes defesas, e mostrando agilidade em lances não usuais. 9 |
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Marcio Araujo: vinha sendo o Marcio Gente Boa de sempre, até achar o bonito gol que deu a folga no placar. Leva um 8 |
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Danilo: inseguro, nos fez passar alguns sustos. A coordenação do posicionamento deixou muto a desejar. 4,5 |
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Fabrício: esse parece não perder a segurança nunca, mesmo quando erra – o que foi o caso hoje. Noite para nossa dupla de zaga esquecer. 4 |
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Gabriel Silva: não se destacou no apoio, e vacilou na defesa, principalmente no primeiro gol. 5 |
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Edinho: se a defesa ficou confusa, não foi por falha na proteção. O talentoso Bernardo não conseguiu se livrar da marcação e teve que sair. 8 |
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Pierre: acompanhou o desempenho de Edinho, e tirando um ou outro passe errado, foi bem. 7 |
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Tinga: irregular, alternou momentos brilhantes com jogadas de pastelão. Felizmente, o que vai se guardar desse jogo foi o seu golaço. 8 |
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Luan: calça jeans lavada, errou quase tudo o que tentou, principalmente no primeiro tempo. Melhorou no segundo, e lutou o tempo todo. 6 |
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Lincoln: pouco participativo, se escondeu em muitos momentos. Quando participa, sabe o que faz. Mas foi fominha em lances decisivos e prejudicou o time. 3,5 |
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Kleber: apanhou o jogo todo, e recebeu o cartão na primeira falta que fez. Mesmo sozinho, segura dois zagueiros e preocupa os volantes. Perdeu um gol feito. 7 |
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Dinei: não havia tocado na bola quando fez o gol. Depois, participou mais duas vezes do jogo, perdendo outro gol feito. 7,5 |
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Patrik: tocou na bola uma vez. S/N |
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Felipão: deu o tom correto ao time, sem forçar demais, o suficiente para conseguir o resultado. Descobriu Luan na esquerda – pode não ser o jogador de nossos sonhos, mas ele se desdobra: volante sem a bola, ponta com ela. Rivaldo dançou. 8 |
Chupa, @10neto !!
20 de agosto de 2010 por @cesarmorelli
Postado em: Humor, Imprensa, Verdazzo
Foto original: Fabio Braga/Folhapress

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Chamada da Rede Record do jogo Palmeiras x Boca Juniors
6 de julho de 2010 por @cesarmorelli
Postado em: Imprensa, Matérias, Verdazzo
Querem uma notícia de verdade?
12 de junho de 2010 por @parmerista
Postado em: Imprensa, Matérias, Verdazzo

Tempo de Copa do Mundo, e os pobres repórteres que não têm bala suficiente para ir à África do Sul precisam gerar audiência para seus empregadores. E a temporada de boatos atinge seu grau máximo. A maior barriga de todas, até agora, foi dada pelo ignóbil Renato Maurício Flamengo Prado – e olha que esse está cobrindo a Copa – que cravou que Felipão estava fechado com seu Meingaum.
A verdade é que Felipão está negociando com o Palmeiras. Mas daí a cravar que ele já está fechado, é tão ridículo quanto o que passou o nosso flamenguista preferido. E o torcedor palmeirense, ansioso e começando a ficar mal-acostumado com a concretização da quase impossível volta do Gladiador, começa a sonhar com um super-esquadrão formado por Valdivia, CleitonX, Lincoln, Diego Souza, Kleber e com Felipão no banco. E sofre com a ansiedade.
Amigos, não sonhem. A maioria absoluta dessas contratações são muito, mas muito difíceis – o que não impede a diretoria de tentar, e é o que eles estão fazendo. Mas Felipão tem um projeto firme de continuar na Europa, e deve vir para o Brasil – aí sim, para o Palmeiras, apenas caso realmente não obtenha sucesso em suas negociações por lá.
Por isso, aqui vai a “notícia”: Felipão pediu mais uma semana para dar a resposta ao Palmeiras. O “sim” que teria dado ao Verdão e que está sendo tão alardeado pelos desesperados de plantão foi com relação às condições caso seus planos de continuar por lá dêem errado. O que parece difícil, muito difícil.
A se lamentar, mais uma vez, que essas notícias continuem vazando. Não deveria haver nada na imprensa, sequer que existe a negociação. As conversinhas continuam sendo as maiores inimigas das negociações do clube.
Que não venham os negativistas de sempre dizer que Felipão está humilhando o clube, nos deixando em último plano, preferindo outros clubes de tradição muito menor como Galatasaray ou quetais. Trata-se de uma carreira baseada em mercados, e não há patriota ou palmeirense em sã consciência que considere o mercado turco inferior ao brasileiro, economicamente falando – jamais técnica ou esportivamente, claro. Na realidade brasileira, ele demonstra todo seu apreço ao Verdão nos colocando no topo dos clubes.
Cabe a nós secar os planos do mestre, para que, finalmente, ele dê o tão sonhado “sim” oficial ao Palmeiras . Mas infelizmente isso ainda está longe de acontecer. Portanto, tratem de desencanar, dar tempo ao tempo e aguardar. Essa turma que está dizendo que já está fechado está chutando, assim como nosso dileto RMP, que quebrou a cara com a recusa oficial de Scolari às propostas de Flamengo e Inter divulgada hoje. Além disso, coitados, precisam dar audiência de qualquer jeito. Ô imprensinha…
A Copa e a Seleção do Dunga
8 de junho de 2010 por @parmerista
Postado em: Copa do Mundo 2010, Imprensa, Matérias

Nada como um dia após o outro. Não sei dizer se é a proximidade do evento, ou se é a postura do nosso técnico, mantendo-se firme até a última convocação, ou um pouco das duas coisas. Mas o fato é que fui obrigado a rever minha postura perante à Copa do Mundo. Até algumas semanas atrás, estava propenso a ignorar o evento, depois passei para uma postura de assistir sem envolvimento.
Mas admito: entrei na vibe. E vou torcer pelo Brasil. Não porque ache que a seleção da CBF represente o futebol brasileiro, ou por qualquer arroubo patriótico, mas pelos personagens envolvidos. Especialmente um: Dunga.
Desde a Copa de 82, na Espanha, representados pelo infame Zé da Galera que berrava num orelhão: “Bota ponta, Telê!”, testemunhei sucessivos complôs nacionais contra o técnico da Seleção às vésperas da Copa do Mundo. A crônica esportiva é acometida de um sentimento generalizado de defensores do futebol-arte – mesmo porque dá muito mais ibope fazer um discurso armandonogueirista de ode a passos de bailarino do que exaltar o futebol competitivo, de resultados. Mas se o resultado não vem, o técnico é burro mesmo assim. A Seleção-arte de Telê que o diga.
O fato é que o técnico do Brasil nunca terá acertado. São 23 a serem convocados, e todos têm seus favoritos. Se o desgraçado não coloca um daqueles 23, que é o que fará ser a Seleção dos sonhos de cada torcedor, ele será o responsável por uma decepção tremenda. “Já não é mais a Seleção que me representa“, pensam os torcedores. E aí fica fácil embarcar na onda de perseguição ao maldito técnico. E os repórteres se revelam nas coletivas. Quanto mais virulentos contra o técnico, mais covardes.
Nunca me senti confortável assistindo a essas covardias, depois de tantas Copas, até compreender que o sujeito que aceita ser o técnico da Seleção Brasileira tem que saber que é assim que funciona, e que se não aguenta, que vá treinar clubes. E Dunga aceitou o desafio.
A indicação de Dunga em si já gerou polêmica. Afinal, o cara nunca tinha sido técnico na vida. Mas foi uma tacada certeira de Ricardo Teixeira. Porque depois de mais de 20 anos no cargo, o cartola sabe como ninguém que o técnico da Seleção não precisa exatamente ser um bom técnico – vide a desastrada passagem de Luxemburgo pelo cargo. O técnico da Seleção Brasileira precisa, antes de mais nada, entender de Seleção. E nisso o Dunga é o mais preparado. De longe.
A identificação de Dunga com a camisa da Seleção é a maior possível entre todos os profissionais do meio, paradoxalmente – ele que sempre foi um volante vigoroso e em tese deveria contrastar com uma camisa tão associada ao futebol-arte, se é que isso existe. Em 1983, ao lado de Bebeto, conquistou o Mundial Junior – atual sub-20. Virou figura fácil nas convocações da Seleção principal a partir de 1989, e em mais uma covardia da imprensa, sobretudo a paulista que se posicionou contra a convocação predominantemente carioca de Lazaroni, escolheu o gaúcho brucutu e ranzinza como símbolo de fracasso na Copa de 1990. O surgimento do que se chamou de “Era Dunga” foi um dos maiores atos de estupidez coletiva da história da imprensa esportiva brasileira.
Dunga fez carreira na Europa: Alemanha e Itália, e seu futebol evoluiu bastante. Tanto que Parreira não abriu mão de convocar o volante para a Copa de 1994 e fez dele não só o capitão do time, mas companheiro de quarto de Romário. E a conquista em terras norte-americanas obrigou a imprensa a engolir o patinho feio do futebol. Depois de 24 anos, o Brasil conquistava mais uma Copa, e quem levantava não era um queridinho como Raí. Era o brucutu Dunga, que ainda disputou com muita propriedade a Copa de 98, quando o Brasil chegou ao vice-campeonato.
Tanta bagagem deu a Dunga uma casca realmente grossa. Não existe no planeta ninguém mais capacitado que ele para essa função. O que ele sabe de ser técnico? Pouco, mas não importa. Técnico da Seleção antes de tudo é um selecionador. Convoca-se um grupo de jogadores, e tem que ser bons, não necessariamente craques. É muito mais importante um grupo coeso de ótimos jogadores do que um grupo instável de gênios. Nem Parreira, outro monstro em trajetória na Seleção, percebeu isso em 2006 – ou percebeu, mas não teve respaldo – ou que sabe, peito, para barrar as estrelas descompromissadas da Copa da Alemanha.
Dunga convocou seus 23 com o melhor mix entre desempenho técnico e comprometimento. O futebol brasileiro é tão rico que o técnico pode se dar a esse luxo. Seguiu a cartilha de Felipão – outro rotulado como boçal e que a mídia engoliu a seco. Forma-se um grupo, e vai-se em frente com ele. Ganha-se a confiança mútua, fecha-se o elo, forma-se a família. Podia ter melhor condição técnica? Podia. Isso é necessário para ganhar uma competição como a Copa do Mundo? Claro que não.
A Copa do Mundo é uma competição de tiro curto, entre Seleções cada vez mais espremidas pelo extenuante calendário imposto pelas Federações. Com apenas três semanas de preparação, não existe coletivo, e sim uma série de individualidades – ou até existe, desde que formado e fechado com antecedência, e gradativamente ensaiado durante as próprias Eliminatórias. Essa foi a tacada de Dunga.
A defesa da Seleção Brasileira parece ser intransponível. Do meio para a frente, vai marcar gols em todos os jogos, parece pouco provável que as desentrosadas defesas adversárias consigam se manter zeradas diante dos talentosos avantes brasileiros. Ver um Julio Batista dando toque de calcanhar pode até ser um insulto aos puristas do futebol brasileiro, mas funciona. Porque lá na frente, quem vai resolver é Kaká, Robinho e Luis Fabiano. Podem não ser tão espetaculares quanto Ronaldinho, nem irreverentes como Neymar, mas são indiscutivelmente capazes de liderar qualquer Seleção bem montada lá atrás às vitórias.
Dunga aprendeu, e com o valiosíssimo auxílio do velho companheiro de batalhas Jorginho, tanto como pára-raios quanto dividindo a função de técnico – a que ele realmente carece de mais conhecimento, a se portar como o treinador da Seleção, e surpreendeu a todos chegando à África do Sul, contrariando a expectativa de que ele apenas faria a função de tampão para quando Felipão saísse do Chelsea. Felipão teve que ir ao Uzbequistão, porque o cargo na Seleção já tinha dono.
Dunga e sua Seleção podem até fracassar – faz parte do jogo, e de uma competição mata-mata, onde detalhes como um erro individual isolado ou um erro de arbitragem podem colocar tudo a perder. Mas chegou à Copa como um vencedor, trazendo a Seleção Brasileira numa trajetória irretocável, ganhando todas as competiçõs que disputou: Copa América, Copa das Confederações e Eliminatórias, e certamente colocando medo em todos os adversários, inclusive em nossos hermanos, que viraram fregueses. O Brasil de Dunga enfrentou a Argentina quatro vezes, venceu três e empatou um, fez nove gols e tomou apenas um. Enfrentou Portugal, Itália e Inglaterra, e ganhou. Em 55 jogos, ganhou 39, com um aproveitamento de 77% dos pontos.
Minha aposta para a final é um eletrizante e inédito Brasil x Argentina. E aposto tudo no Brasil. Ou melhor: na Seleção do Dunga, um cara que sofreu tantas perseguições por parte da imprensa, e venceu. Contra tudo e todos. Assim eu acho legal de torcer. Me lembra um certo time.
E se fosse no Palestra?
4 de junho de 2010 por @parmerista
Postado em: Imprensa, Matérias, Verdazzo
E se fosse no Palestra, qual seria a repercussão?
Quem não se lembra da semifinal do Paulistão 2008, onde Palmeiras e SPFC se enfrentaram no Palestra Itália, vitória palmeirense por 2×0? Neste jogo aconteceu um episódio lamentável, durante o intervalo foi lançado no vestiário sãopaulino um gás tóxico, e o Palmeiras foi execrado pela imprensa e pelos diretores tricolores. Até hoje o caso está sem solução, nada ficou provado contra o Palmeiras, nem há provas de que o lançamento do gás foi feito de fora para dentro do vestiário. Na época, o capitão da polícia militar chegou a afirmar que não tinha a menor possibilidade do gás ter vindo de fora.
Pois bem, na última quarta-feira, SPFC e Palmeiras se enfrentaram no Morumbi, vitória sãopaulina por 1×0, e outro caso lamentável aconteceu, uma bomba foi lançada próximo onde a diretoria palmeirense assistia ao jogo.
Porém diferentemente do que fez a cúpula sãopaulina na época do caso do gás no Palestra Itália, a palmeirense preferiu minimizar o caso, Seraphim Del Grande que estava no local na hora do lançamento da bomba relatou os fatos:
- Eu estava na cativa do Morumbi com vários conselheiros do Palmeiras, dirigentes, crianças… Quando um cidadão passou, atirou a bomba e saiu correndo. Felizmente, ninguém ficou ferido – disse, aliviado.
O dirigente afirmou ainda que não pretende fazer nenhum tipo de reclamação ao São Paulo pelo acontecimento. Ele, inclusive, isenta o Tricolor de qualquer culpa pelo incidente:
- Não sei como alguém consegue entrar no estádio com uma bomba, mas o São Paulo não tem culpa nisso. Isso é ação de um louco, não tem como controlar. Sei que os dirigentes tentam tomar todo o cuidade para evitar coisas como essa – comentou.
Será que se este acontecimento tivesse ocorrido no Palestra Itália com os dirigentes tricolores, eles reagiriam da mesma forma? E a repercussão na imprensa também, será que seria a mesma?
Mas uma vez a imprensa usou de DOIS PESOS E DUAS MEDIDAS!
Nilson da Silva
São Paulo/SP
E-mail:: nilson.1971@hotmail.com
As linhas acima são de total responsabilidade do leitor, o Verdazzo não necessariamente apoia o teor do texto.
Ouvi dizer que…
23 de março de 2010 por @parmerista
Postado em: Imprensa, Matérias
A bola da vez seria Fernandão Riquelme Ronaldinho Andrezinho Grafite Martinuccio Diego Tardelli Nilmar o atacante argentino Barcos. A imprensa já começa a noticiar que o jogador estaria acertado com o clube. Se é verdade? Toda vez que chega algum desesperado no tuiter pra perguntar se eu sei sobre algo sobre tal jogador, costumo dizer que as chances variam entre 0% e 100%. Por quê? Porque divulgar uma negociação em andamento não é bom para quem compra.
No velho Parmerista, ainda em 2009 – e me perdoem pela auto-referência – tentei desenvolver o raciocínio:
Quando alguém divulga uma negociação real em andamento, a primeira coisa que acontece é que o preço sobe. Ou, na melhor das hipóteses, se o vendedor já abriu o preço, não abaixa mais de jeito nenhum. Porque com o burburinho, quem está vendendo sabe que a pressão sobre o Palmeiras para que o negócio se concretize aumentou bastante. E assim fica muito mais difícil fechar a negociação. E com o desfecho negativo, tendo havido ou não interferência do vazamento, a imagem que fica é a de comprador incompetente. A pressão interna aumenta mais ainda, já atrapalhando a negociação seguinte. E está criado o círculo vicioso.
Os empresários adoram valorizar seus jogadores usando repórteres trouxas – ou mal-intencionados comissionados. Inventam uma suposta conversa entre “representante do Palmeiras” e eles, interessados no fulano de tal. O repórter vai lá e publica. A torcida do Palmeiras lê. Se o jogador é ruim, já detona a diretoria, que supostamente está indo atrás de uma tranqueira. Se é bom, já aumenta a pressão para que contrate logo. Daí, a negociação “dá errado” – claro, nunca existiu. “Diretoria incompetente”, aumenta mais ainda a pressão, aumenta o preço da próxima negociação real. Mais um círculo vicioso.
Faz sentido? E tem mais: em tempos difíceis, um dos truques mais velhos que uma diretoria pode usar para desviar o foco e distrair a torcida é fazer crescer a expectativa por uma grande contratação.
Enfim, depois de tantas perguntas, criei um mecanismo para facilitar a vida de todos vocês. Seus problemas acabaram. Um sensacional fluxograma de internet que vai responder a todas as suas perguntas. Siga passo-a-passo, e conforme suas respostas, você mesmo terá a solução para sua dúvida. Boa sorte!
*fiquem à vontade para usar a imagem em fóruns, comunidades, fazer camisetas, cartazes – enfim, o que quiserem – a cada vez que aparecer um desesperado alimentando mais uma especulação…


















