Verdazzo!

NET abusa da torcida do Palmeiras na aquisição do pacote adequado do PFC

24 de maio de 2013 por @parmerista  
Postado em: Verdazzo

O Verdão começa a disputa da série B do Campeonato Brasileiro – obrigado, Tirone – e com isso começam também os transtornos para a torcida. Além do óbvio, da humilhação de estar alijado de disputar a competição mais importante do país e sofrer com a pilhéria de primos, cunhados e colegas de trabalho, o palmeirense também vive a incerteza de poder ou não assistir aos jogos do time na TV aberta.

O jogo de amanhã contra o CAG, na estreia da competição, tem o mando do Palmeiras. No entanto, devido a uma punição por incidentes nas rodadas finais do campeonato de 2012, será disputado em Itu, bem como mais outras três partidas. Apesar da proximidade, os ingressos estão caros; quem não tem disponibilidade ou disposição para enfrentar a viagem tem como alternativa acompanhar pela televisão, claro.

O Verdão fará, além dessas quatro partidas em Itu, dezenove partidas fora de casa, como de costume. A televisão é a opção mais viável para quase todas elas – apenas os jogos contra São Caetano, Guaratinguetá e Bragantino ainda serão relativamente próximos à capital e não exigem grandes esforços. O problema é que assistir pela TV também está bem complicado.

A TV aberta não transmitirá o jogo de amanhã, que perdeu em interesse para a final da Champions League graças ao surgimento da geração Winning Eleven. Não se sabe ainda qual será a estratégia das emissoras para o restante da temporada. Quem quiser garantir os jogos do Verdão tem que assinar o PFC, o que já obriga o torcedor que não é assinante do canal pago a desembolsar uma quantia não planejada no início do ano.

O mais absurdo dessa situação é para quem já assina o canal. Minha assinatura era do pacote série A, como cabe a todo palmeirense. Com o rebaixamento – obrigado, Tirone – é necessário alterar o pacote. Qual não foi minha surpresa ao ser informado pela atendente da NET que para que eu pudesse assinar o pacote da Série B, minha mensalidade sofreria um acréscimo de R$80,00!

Ao indagar sobre a razão desse disparate, fui informado que o plano da Série A fazia parte do meu pacote, e que a Série B seria à parte. Lembrei que estava abrindo mão da Série A, portanto não deveria haver diferença. Diante do meu inconformismo e de minha insistência, ela disse que tentaria encaixar minha solicitação em “alguma promoção”. Passaram-se alguns instantes e a solução foi um pacote novo, que sairia R$30,00 mais caro que o atual.

Teimei, disse que era um absurdo haver qualquer diferença nos valores, que do ponto de vista do consumidor que está com o controle remoto na mão não importa se é parte de pacote ou não, o que queremos é assistir aos jogos do nosso time pagando o mesmo. Ela disse que compreendia mas que não podia fazer nada além do que já tinha conseguido. Encostado na parede, fui obrigado a aceitar a proposta: era isso, ou não ver os jogos do Palmeiras. E ainda não consigo me acostumar com a ideia que a empresa tentou cobrar R$50,00 mensais a mais do consumidor na primeira tentativa. O chamado “se colar, colou“.

A NET, por respeito a seu consumidor, tem a obrigação de rever esses “combos” e possibilitar à imensa torcida do Palmeiras, uma das três maiores assinantes do PFC, que faça o ajuste sem ter que passar pelo constrangimento de ter o valor aumentado. A situação é bizarra: o time é rebaixado – obrigado, Tirone – e o torcedor tem que pagar mais se quiser continuar vendo o time. E a diretoria de marketing do clube precisa aproveitar o gancho e agilizar a incorporação do desconto na assinatura do PFC para quem é sócio Avanti, uma das grandes vantagens que se pode oferecer para atrair mais sócios – principalmente os de longe da Grande São Paulo, tão pouco prestigiados pelos planos nos formatos atuais.

Imagino que isso não deva ter acontecido só comigo, milhares de palmeirenses devem ter passado pela mesma situação. Sugiro que façam o mesmo que eu já fiz: enviem reclamações aos canais da empresa nas redes sociais (Twitter e Facebook) e à ouvidoria da empresa solicitando esse ajuste. O pacote da Série B não pode custar mais que o da série A. Já estamos sendo punidos vendo nosso time nessa situação, e nada justifica que a NET cobre R$30 mensais a mais (ou R$80, se colar) da torcida do Palmeiras.

E-mail: conrado@verdazzo.com.br

O mico chileno

23 de maio de 2013 por @parmerista  
Postado em: Verdazzo

Valdivia teve sua lesão agravada durante o processo de recuperação. Sua volta aos gramados, que havia sido cogitada para o jogo de estreia no Brasileiro no próximo sábado em Itu, voltou a não ter data prevista.

Um fator que realmente intriga é que os exames, mais uma vez, não apontam nada. Clinicamente o atleta está apto a realizar atividades físicas como um profissional, mas acusa dores e sente-se impossibilitado.

Valdivia foi contratado pelo professor Belluzzo por R$14 milhões junto ao Al-Ain, em julho de 2010, por cinco anos. Arnaldo Tirone, de forma brilhante, refinanciou essa dívida em 48 parcelas de R$750 mil junto ao Banif, elevando o custo para R$36 milhões. Estima-se que o chileno ganha, entre direitos de imagem e salários, R$500 mil mensais o que totaliza, grosso modo, uma quantia de R$66 milhões pelos 60 meses de contrato – R$1,1 milhão por mês. Com 33 meses de contrato decorridos, na regra de três simples o Palmeiras desembolsou até agora R$36,3 milhões por 91 jogos e dez gols. E há pouca perspectivas de que nos 27 meses restantes de seu contrato essas estatísticas vão melhorar.

Os números não deixam dúvida: Valdivia foi um péssimo investimento. Por ocasião de sua recontratação, poucos discordaram do empenho do professor Belluzzo em repatriá-lo. Tecnicamente, era quase uma unanimidade; financeiramente, houve algumas vozes discordantes, que hoje mostram estar cheias de razão. Mas não havia como saber à época. No futebol, há muitas apostas e poucas certezas.

O grupo já não conta mais com Valdivia. Em 2013, o rendimento do time sem o chileno em dezenove partidas é ligeiramente maior do que nos nove jogos em que ele esteve em campo. Gilson Kleina já entendeu que montar o time em função de um jogador que não entra em campo é pedir para ser rebaixado. Esse era o único argumento aceitável por parte da legião de fãs incondicionais que o chileno arrebatou em nossa torcida. Agora fica difícil; resta apenas a crença, misturada com um desejo profundo, que Valdivia usará seus poderes messiânicos e voltará a jogar bem, desequilibrará partidas e jogará mais que o Messi.

De volta à terra, resta saber o que fazer com ele. Seus salários e direitos de imagem são altíssimos. Diante da situação financeira precária, é tentador dispensá-lo e deixar que ele busque a multa na justiça, para recebê-la daqui a sei lá quantos anos – ele mesmo já declarou que contrato existe para ser quebrado. É uma atitude, embora prevista na lei, temerária do ponto de vista da credibilidade do clube no mercado. Por outro lado, não há atleta ou empresário que não esteja vendo o peso que esse chileno representa para o clube, e o quanto ele já recebeu sem entrar em campo por causa de uma contusão que ninguém detecta, mas que já o motivou até a esticar suas férias no Chile, sem autorização, sob a alegação de estar fazendo treinamento específico em clínica de sua confiança para acabar com o problema.

A única alternativa a isso seria uma venda para o exterior, não para clubes da América Latina ou Europa, mas de volta para um clube do mundo árabe onde a exigência física talvez seja adequada a sua fragilidade. O empecilho neste caso é financeiro, pois há informações de que no contrato de transferência existe uma cláusula que estipula uma multa em caso de nova transferência para clubes do Oriente Médio. Espertos, esses árabes.

É por isso que o tempo vai passando, e Valdivia vai ficando. Não joga. Mas a grana, claro, continua pingando na conta. E o time continua precisando, e muito, dos recursos financeiros que estão sangrando.

E-mail: conrado@verdazzo.com.br

Diretoria erra a mão no preço dos ingressos

22 de maio de 2013 por @parmerista  
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O ingresso de arquibancada para o jogo de estreia no Campeonato Brasileiro, este sábado em Itu contra o CAG, será de R$60 – preço cheio. O associado Avanti que optou pelo plano Minha vida é você pagará metade do preço, como sempre; os associados dos planos mais caros podem garantir seus lugares pelo sistema opt-in normalmente, sem pagar mais nada.

A determinação partiu diretamente de Paulo Nobre. Ao que parece, o presidente pretende com esta prática atrair o maior número possível de torcedores para o Avanti.

Sabemos que é de vital importância para o clube incrementar o número de associados ao plano de sócio-torcedor. Mas a estratégia do presidente provavelmente mostrar-se-á equivocada.

O preço do ingresso é a variável mais importante para que um torcedor decida comparecer ou não a um jogo ordinário. Uma partida pela segunda divisão, ainda mais em Itu, não pode ter esse preço – até porque, muitos torcedores da região não vão ficar sócios Avanti para pagar menos em apenas quatro partidas. A tendência é que eles simplesmente deixem de ir ao estádio.

A estratégia de precificação deve ter por objetivo final o estádio cheio com a maior receita possível – necessariamente nessa ordem. E a única forma do torcedor manter a auto-estima elevada no calvário da segunda divisão é saber que não está sozinho, ver sempre o estádio lotado. O caminho mais curto para instalar a depressão no palmeirense é obrigá-lo a assistir a uma partida de segunda divisão com o estádio às moscas – ou pior, pela televisão.

Afinal, como manter o espírito “sangue na veia” com o estádio vazio?

É perfeitamente compreensível o esforço da diretoria em alavancar uma das maiores fontes de renda do clube, o plano de sócio-torcedor. Mas é preciso fazê-lo sem atropelos, proporcionando melhorias aos planos. Ingresso a R$60 fatalmente se confirmará como um grande equívoco que, se confirmado, deverá ser corrigido para as próximas rodadas.

E-mail: conrado@verdazzo.com.br

Verdazzo entrevista Omar Feitosa, só que não.

22 de maio de 2013 por @parmerista  
Postado em: Verdazzo

Gravação da edição número 10 do programa ‘Verdazzo‘, que foi ao ar na segunda-feira ao vivo na TV Êxito. O convidado foi o gerente de futebol do Palmeiras Omar Feitosa, que participou brilhantemente do programa, só que não. O profissional, que já havia marcado e desmarcado duas vezes anteriormente, desta vez não desmarcou – mas também não apareceu.

A pauta, preparada em cima de sua presença, obviamente não pôde ser usada. O programa que normalmente tem uma hora de duração ficou com meia hora, feito totalmente no improviso, em respeito à TV Êxito e à torcida do Palmeiras.

Omar deve ter tido um ótimo motivo para não cumprir a agenda prevista. Certamente devia estar resolvendo algo importante para o clube. E não tem problema: realmente prefiro que ele defenda o Palmeiras a comparecer ao nosso programa. Mas não aparecer sem avisar foge de qualquer padrão de comportamento profissional – mesmo que deste lado esteja apenas um torcedor amador.

De qualquer forma, espero que vocês gostem do programa.

E-mail: conrado@verdazzo.com.br

E o basquete continua!

21 de maio de 2013 por @parmerista  
Postado em: Verdazzo

O Palmeiras anunciou ontem oficialmente a manutenção da equipe de basquete por mais um ano. Esse anúncio foi possível graças ao acordo de patrocínio fechado com a empresa Meltex, que é a responsável pelo gerenciamento da franquia Academia Store, as lojas temáticas oficiais do clube.

O valor do patrocínio é de R$2,5 milhões, o que será suficiente para que o time profissional e as categorias de base sejam mantidas no mesmo patamar técnico de 2012/13. O clube está apalavrado para renovar com os seguintes jogadores: Caleb Brown, Tyrone, Guto, Marcão, Scaglia, Wesley Sena, Tiagão e Wiggins, Além do técnico espanhol Arturo Alvarez. Devem ser dispensados Lino, Coloneze e Jordan. O armador Arthur Pecos, por vontade própria, já acertou sua transferência para o Paulistano.

O clube já se prepara para a sequência da trajetória do basquete. A WTorre está trabalhando para reforçar o revestimento do ginásio, já que verificou-se que as placas vazadas permitiam a entrada de uma certa quantidade de gotas quando a chuva era muito forte; e ainda se estuda a montagem de uma cabine para a imprensa, embora seja perfeitamente possível trabalhar na configuração atual.

Para o Paulista, que começa nas próximas semanas, a entrada permanecerá gratuita. Entretanto, já há estudos sobre a possibilidade de se cobrar entradas para os jogos do NBB – nada que assuste os bolsos de ninguém: o valor mais alto especulado é de R$10, que seria praticado para não-sócios do clube ou do Avanti.

O orçamento ainda não permite sonhar em bater de frente com equipes como o Brasília e o Flamengo, que chegam a pagar até R$120 mil mensais a seus jogadores de maior destaque. O grande objetivo para esta temporada é a classificação para os play-offs do NBB, quando seria usado o anfiteatro da Allianz Palestra, podendo receber até 20 mil pessoas. Seria espetacular. Uma temporada com relativo destaque é fundamental para captar um patrocínio ainda maior para a temporada 2014/15, a temporada do centenário, quando o plano é vencer o NBB.

Parabéns a todos os que fizeram parte deste esforço para manter nosso basquete vivo, diante da mais do que acertada diretriz de não permitir que nenhum esporte, mesmo que olímpico, sangre os cofres do futebol. A partir de agora sabemos que toda e qualquer deficiência do time de futebol não terá a menor relação com o time de basquete, a cujos jogos poderemos assistir curtindo ao máximo, sem o menor peso na consciência.

E-mail: conrado@verdazzo.com.br

Vai começar o Brasileiro

20 de maio de 2013 por @parmerista  
Postado em: Verdazzo

O Verdão inicia no próximo sábado, às 16h20 em Itu, a caminhada de volta ao Brasileirão, quando enfrenta o CAG na primeira de quatro partidas em que cumprirá punição com perda de mando de campo. O estádio Novelli Junior ainda receberá as partidas contra América-MG (1/jun), Avaí (4/jun) e Oeste (6/jul).

Muitos torcedores têm mostrado algum pessimismo após as eliminações no Paulista e na Libertadores. Cravam que “com esse time não subiremos”, motivados pelas mais diversas razões.

A diretoria já sinalizou que o time sofrerá algumas modificações, principalmente durante a parada para a Copa das Confederações. Não sabemos se o nível de reforços será satisfatório, o que preocupa. O “time de Série B” anunciado pela diretoria pode ser interpretado de várias formas – a mais imediata é que os reforços serão apenas adequados para o nível da competição. Outra ideia é a de que devem ser jogadores comprometidos com a camisa e com a instituição, e que não se importem com a divisão – algo como alguns Charles, Vilsons, Léos Gagos e Marcelos Oliveiras. Não satisfaz de qualquer maneira: estamos realmente preocupados com a formação do time para 2014 e os pilares da equipe que nos representará no ano do centenário não podem chegar em cima da hora.

Mas mesmo que não venham reforços satisfatórios, ao verificar nossos adversários no campeonato, realmente não dá pra ficar com medo de ninguém. O time que parou nas oitavas da Libertadores terá como principais adversários o CAG e o Ceará; com alguma boa vontade, Sport e América-MG. Com relação ao resto, vai nadar de braçada. Não há como refutar o rótulo de franco favorito. Os astros Tinga, Alex Afonso, Nunes, Rivaldo e Abuda não podem nos amedrontar.

Time
Estadual
Copa do Brasil
Destaque

ABC
Eliminado na segunda fase. Passou pelo Parnahyba e disputa com o Sport uma vaga na terceira fase (2 a 0 na ida). Rodrigo Silva

América-MG
Oitavo lugar. Passou Por Gurupi e Avaí e enfrenta o Inter por uma vaga nas oitavas. Fabio Junior

América-RN
Vice-campeão. Eliminado pelo Atlético-PR com uma derrota por 6 a 2 em casa. Ruy Cabeção

ASA
Eliminado na semifinal pelo CSA. Passou por Santa Cruz-RN e Ceará e enfrenta o Flamengo por uma vaga nas oitavas Didira

CAG
Vice-campeão. Passou por Cametá e Cianorte. Espera o vencedor de Cruzeiro x Resende para disputar uma vaga nas oitavas. Marcio

Avaí
Eliminado na semifinal pelo Criciúma. Eliminado pelo América-MG com uma derrota por 3 a 0 em casa. Marquinhos

Boa Esporte
Décimo lugar. Eliminado pelo Salgueiro/PE. Marcelinho Paraíba

Bragantino
Décimo-primeiro lugar. Eliminado pela Ponte Preta ao perder por 3 a 1 em casa. Lincom

Ceará
Campeão. Eliminado nos pênaltis pelo ASA. Magno Alves

Chapecoense
Vice-campeão. Não disputa Rodrigo Gral

Figueirense
Eliminado na semifinal pela Chapecoense. Passou pela Desportiva-ES e disputa com o Arapongas uma vaga na terceira fase (0 a 0 na ida) Tinga

Guaratinguetá
Eliminado no quadrangular semifinal da Série A2. Não disputa Alex Afonso

Icasa
Eliminado na semifinal pelo Guarany de Sobral Não disputa Abuda

Joinville
Eliminado na primeira fase. Passou pelo Aracruz e disputa uma vaga na terceira fase com o Santos (0 a 1 na ida) Somália

Oeste
Décimo-sexto lugar. Não disputa Fernando Leal

Paraná
Eliminado na primeira fase. Eliminado pelo São Bernardo. Lúcio Flávio

Paysandu
Campeão. Eliminado pelo Naviraiense. Iarley

São Caetano
Décimo-nono lugar (rebaixado). Eliminado pelo Arapongas. Rivaldo

Sport
Vice-campeão. Passou pelo Vitória da Conquista e disputa com o ABC uma vaga na terceira fase (0 a 2 na ida). Nunes



 

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Suposto rompimento de Mustafá com Nobre chacoalha os bastidores

19 de maio de 2013 por @parmerista  
Postado em: Política, Verdazzo

O colunista Jorge Nicola do Diário de SP cravou: Mustafá decidiu romper com Paulo Nobre. O motivo seria a demissão do gerente financeiro Marcos Bagatella, um de seus grandes e fiéis aliados, há tantos anos.

O suposto rompimento ainda não teve qualquer formalização, nem mesmo um recadinho informal. A diretoria do Palmeiras ainda trabalha com a situação de não ter Mustafá como inimigo.

Por outro lado, qualquer um que tenha um mínimo de vivência na política do Palmeiras sabe que se houver esse rompimento – um replay do que aconteceu com Della Monica e Tirone – ele virá na prática, sem aviso prévio. Numa aprovação de balancete, por exemplo. Ou pior: numa aprovação de uma operação maior.

É pouco provável que Mustafá rompa com alguém só por causa do Bagatella. Mas se ele já estivesse disposto a fazê-lo, por qualquer outra razão, pode usar qualquer pretexto. O tempo dirá.

Se isso acontecer, o Palmeiras tem muito a perder. Mustafá tem uma capacidade infinita de atrapalhar o Palmeiras quando está na oposição. A situação ideal para o clube é a que Paulo Nobre construiu: mantê-lo como aliado, sem submeter-se à sua filosofia.

***

A base progressista rachou. Uma parte, na qual o Verdazzo se encaixa, compreende a postura de Paulo Nobre de manter Mustafá como aliado e de contar com sua influência principalmente no COF, que tem o poder de barrar operações financeiras importantes – e a reconstrução do clube inevitavelmente passa por uma dessas, que está em estágio avançado de formatação. Sempre confiamos na firmeza de Paulo Nobre quanto a não se curvar a uma política refratária. Por isso, somos os chamados “nobretes”.

Outra parte não aceita de forma alguma ter Mustafá como aliado. Dizem que “se Mustafá está de um lado, estou do outro“. Usam a aliança com Mustafá para explicar as razões de nosso time hoje não ter a qualidade que merecemos, e creem piamente que Paulo Nobre se submete às ordens de Mustafá. Atacam a atual gestão de forma tão virulenta que fazem parecer até que torcem contra. Por isso, são os ditos “predadores”. Quando o Palmeiras perde, suas palavras vem com um acidez que transparece até um certo prazer de “estarem certos”. Mas no fundo, sabemos que quando o Palmeiras perde, só o que aumenta neles é a raiva – daí as manifestações carregadas.

E ações geram reações; a bola de neve desce a montanha, devastando tudo.

Assim como os nobretes conhecem os predadores de longa data e sabem que no fundo eles jamais torceriam contra o Palmeiras, os predadores também conhecem os nobretes e sabem que não existe hipótese de terem “virado mustafistas”. Essas acusações de parte a parte eram previstas no pós-eleição, mas esperávamos que com algumas semanas essas rusgas fossem superadas. Infelizmente o estrago foi muito maior e ainda vivemos esse triste e infeliz racha entre alas que, no fundo, filosoficamente pensam de forma praticamente igual. Chega a ser ridículo.

***

Ainda não sabemos se Mustafá abandonou a situação. Mas a demissão de Bagatella, mais a mera possibilidade de rompimento, aventada por um jornalista que tem feito um trabalho honesto, escancara: nunca houve submissão. Se esse era o problema, está evidente que não pode mais ser.

É como dizem por aí: demorou. Independentemente desse rompimento se concretizar ou não, passou da hora de nobretes e predadores, que um dia couberam “numa kombi” mas hoje são muito mais numerosos que os conservadores, abandonarem essas denominações estúpidas, cessarem as ironias e os ataques pelas redes sociais, abaixarem as armas e voltarem a remar juntos. Se houver pretensões políticas em jogo, elas devem ser equacionadas. É num processo como esse que poderemos medir quem realmente está disposto a ajudar o Palmeiras e quem está apenas pensando em carteirinha ou cargo. E existe um item na agenda do clube que é um ótimo gancho para essa aproximação: a reforma estatutária.

Está lançado o desafio, a todos os (ex-)nobretes e a todos o (ex-)predadores. Ninguém precisa perder a visão crítica, ninguém precisa virar ou voltar a ser amigo de ninguém, basta que passem por cima do passado recente, que sentem-se juntos nas mesas do clube e que recomecem a construir uma frente política progressista redesenhada, com maturidade tanto no contato direto como na internet, inegavelmente um meio importantíssimo. As pretensões políticas pessoais devem ser colocadas em segundo plano. Todos nos conhecemos e queremos o bem do Palmeiras. Só não existe jeito para a morte, basta querer.

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Recado de Barcos à torcida do Palmeiras

17 de maio de 2013 por @parmerista  
Postado em: Humor, Verdazzo

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Verdazzo entrevista Chico, atacante do Verdão

16 de maio de 2013 por @parmerista  
Postado em: Verdazzo

Gravação da edição número 9 do programa ‘Verdazzo‘, que foi ao ar na segunda-feira ao vivo na TV Êxito. O convidado foi o jovem atacante Chico, recém-promovido das divisões de base. O programa ainda estava na tensão da expectativa do jogo da Libertadores.

E-mail: conrado@verdazzo.com.br

Primeiras imagens de Cássio em seu novo emprego

16 de maio de 2013 por @parmerista  
Postado em: Humor, Verdazzo

Após o frango de ontem, Cássio foi demitido do SCCP. O Verdazzo conseguiu mais uma vez com exclusividade as primeiras imagens do ex-goleiro nesta nova fase de sua vida.

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Exclusivo: as chuteiras do Pato quando perdeu aquele gol

16 de maio de 2013 por @parmerista  
Postado em: Humor, Verdazzo

O Verdazzo descobriu um detalhe importantíssimo que foi decisivo para que o atacante perdesse um gol feito…

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Gente, o Zizao tá lendo!

16 de maio de 2013 por @parmerista  
Postado em: Humor, Verdazzo

*com a colaboração indispensável do arrentino que invadió la cuenta del @flaviogomes69

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E agora, Bruno?

15 de maio de 2013 por @parmerista  
Postado em: Verdazzo

Palmeirense até a medula, Bruno falhou de forma bisonha e é o grande responsável pela eliminação. Ninguém mais deve estar mais puto com o Bruno, do que o próprio Bruno.

Depois de dois jogos monumentais, onde mostrou que tem condições técnicas, veio a falha, inexplicável. Hoje o sentimento da torcida com relação a ele certamente não é bom, mas pode ser ponderado. E essa é a medida que esta enquete pretende encontrar.

Qual deve ser o destino de Bruno na sequência da temporada?

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Palmeiras 1×2 Tijuana

15 de maio de 2013 por @parmerista  
Postado em: Jogos, Verdazzo

E o sonho ficou para o centenário. Ganhar a Libertadores com um time montado em fevereiro era uma possibilidade remotíssima que só nossos corações permitiam acreditar. Sim, era possível, se repetíssemos a fórmula dos jogos anteriores no Pacaembu: garra, aplicação tática, torcida inflamada e sem cometer erros. Infelizmente abusamos das falhas e sofremos o castigo. Na verdade, a possibilidade desses erros aparecerem num elenco que tem furos claríssimos cresce a cada jogo. Chegou a hora. Estamos fora. A reação da torcida no Pacaembu ao final da partida não foi de desespero ou dor, mas sim de acordar de um sonho bom, como quem já sabia que isso aconteceria. Mas que ninguém se iluda: essa resignação não vai virar regra. A cobrança a partir de agora vai vir forte.

O início parecia promissor. O Verdão marcou a saída de bola dos mexicanos em cima e não lhes permitia ficar com a bola. A tática palmeirense após retomar a bola, no entanto, não era lá muito criativa. Com Wesley aberto e Tiago Real isolado, virando uma presa fácil para a marcação, restou ao time a ligação direta e buscar a segunda bola. Kleber Pinheiro abusou de resvalar a cabeça na bola para tentar achar alguém – sempre achava um zagueiro adversário.

Mesmo sem criar chances agudas, a bola ficava rondando a área mexicana o tempo todo; Bruno apenas assistia ao jogo. A tendência era que o time realmente chegasse ao gol na base da pressão. O Tijuana aos poucos foi se acalmando e começou a catimba antes mesmo dos 20 minutos, procurando armar confusões e enervar nossos jogadores, além da cera. Charles foi o primeiro a levar um amarelo de bobeira por causa disso.

Aos 24, Kleber Pinheiro foi derrubado a dois metros da meia-lua, frontal. Ayrton caprichou, tirou da barreira mas a bola bateu no travessão e caiu no meio da área. A torcida enlouqueceu e o gol tinha ficado maduro, era questão de tempo. Só que não: esquecemos que tínhamos que nos preocupar com nossos próprios erros. Henrique errou na saída de bola e foi desarmado; a triangulação saiu rápida e a bola sobrou para Riascos, todo desequilibrado – mas mesmo assim ele concluiu. O chute saiu fraquinho, sem o menor perigo mas Bruno, talvez desatento, talvez frio, talvez desconcentrado, talvez apavorado, levou o maior frango que um goleiro do Palmeiras já levou em quase 99 anos de História.

O time sentiu o baque, e murchou. A torcida tentou, mas os jogadores não responderam. O Tijuana intensificou a catimba e a qualquer choque desabavam no gramado sob a permissividade do árbitro venezuelano, um autêntico banana. O goleiro Saucedo demorava séculos para bater cada tiro de meta, com passinhos curtos que torciam os nervos dos 35 mil presentes. Tanto que o juiz levou o primeiro tempo até os 50 minutos. Não foram suficientes para que o Verdão criasse chances de gol com bolas trabalhadas. Wesley não se apresentava, o Vinicius que entrou em campo era o de 2012 e não havia perspectivas de melhora – pelo menos com aquela formação.

Gilson Kleina mexeu: tirou Wesley e mandou Souza a campo, e o time melhorou, com mais consistência no meio-campo. Charles estava amarelado e preocupava, mas o time se mantinha com mais posse de bola e o risco era válido.

O nervosismo continuava atrapalhando. Vinicius foi o quarto atleta de nosso time a receber o amarelo por uma disputa de bola inutilmente ríspida na bandeira de escanteio – enquanto isso, Arce levava o sexto amarelo do Tijuana por cera. Quem dera tivesse sido seu segundo.

Aos seis, uma falta do meio campo foi suspendida em nossa área. Ayrton passou em branco e atrapalhou Henrique, que podia ter gritado o famoso “deixa”. Henrique então rebateu mal com a cabeça, nos pés de Arce, que acertou um chutaço com incrível felicidade, uma cacetada no canto esquerdo de Bruno, que nada pôde fazer. 2 a 0 era bem complicado.

Kleina então foi para o tudo ou nada e tirou Charles para a entrada de Maikon Leite. Com três atacantes, o time ficou levemente mais perigoso. Maikon Leite acertou a primeira jogada e fez um bom cruzamento no segundo pau que Souza testou na rede, por fora, com o canto todo à disposição. A jogada empolgou a torcida, que ainda acreditava.

Na base do chuveirinho, o Verdão pressionava, enquanto os mexicanos se retraíam cada vez mais. Henrique quase fez após um bate-rebate na área, aos 13. E aos 15, Aguilar se atrapalhou em mais uma bola aérea e acabou tocando a mão na bola. Pênalti que Souza bateu no meio, deslocando o goleiro, diminuindo a vantagem. Era a hora de ir para a virada. Empatar o jogo logo na sequência era a chance do verdão nocautear o Tijuana, pois a velha torcida voltaria a eletrocutar os jogadores em campo. E aos 24 o time chegou ao empate, em bola cruzada da esquerda por Vinicius que Kleber Pinheiro cabeceou no cantinho – mas o bandeirinha viu impedimento. A TV mostrou que o gol foi legal.

O time não tinha criatividade, não conseguia acender a fagulha para a torcida fazer sua parte, e ainda era roubado. A vaca caminhava a passos largos para o brejo, era visível. No desespero, Kleina mandou Juninho a campo no lugar de Marcelo Oliveira, e abriu a avenida no nosso lado esquerdo. Os mexicanos, no entanto, estavam bem mais interessados em deitar e rolar pelo gramado do Pacaembu.

Aos 36 Riascos, aparentemente impedido, escapou livre e chegou cara a cara com Bruno, cortou para o lado e bateu para o gol, mas não foi rápido o suficiente e Mauricio Ramos conseguiu salvar acrobaticamente em cima da risca. O lance foi o último suspiro da torcida, que empurrou o time ao ataque na sequência, mas os chuveirinhos eram inúteis. Após mais uma bola pela linha de fundo que demorou 793 minutos para ser reposta, a torcida começou a deixar o estádio.

Nem a expulsão de Aguilar aos 39 animou a massa verde, principalmente depois que Souza bateu duas faltas realmente perigosas muito por cima do travessão. Souza ainda teve mais uma chance, de cabeça, mas caiu na linha burra dos mexicanos, que funcionou bem durante quase todo o jogo – na que não funcionou o bandeira ajudou. E aos 49 minutos o juiz acabou com nossa obsessão, com nosso sonho – pelo menos este ano. Ficou para 2014.

Só que para realizar o sonho no centenário, a Copa do Brasil virou obrigação. A montagem do time forte do ano que vem agora é a prioridade zero, a postura na janela do meio do ano tem que ser agressiva e bem-sucedida. A paciência e a compreensão tem data marcada para acabar: o dia que a janela do exterior fechar.

Agora nos resta lamber as feridas e nos concentrar, num primeiro momento enquanto a Copa do Brasil está distante, na disputa do Brasileiro. Serão mais onze longos dias. A torcida do Palmeiras merece mais que isso. Três ou quatro posições precisam de atenção urgente. VAMOS!

Atuações:

Bruno: depois de duas partias estupendas, toma um peruzaço desses. Admitir a culpa nem é digno de admiração: foi tão frango, que não tinha outro jeito. ZERO
Ayrton: podia ter subido mais e se convertido numa alternativa para a criação do time. 5,5
Maurício Ramos: apesar de estabanado, não cometeu nenhuma falha notável e ainda tirou uma bola importante que deu certa sobrevida ao time no final. 6,5
Henrique: liderou o time na saída de bola, virou atacante no final, jogou com garra. Mas o que importa é que falhou nos dois gols. ZERO
Marcelo Oliveira: sem a vitalidade e a vibração dos jogos anteriores, virou um jogador abaixo da média. 4
Charles: jogou muito nos primeiros quinze minutos, aí entrou na catimba e foi amarelado, seu futebol sumiu. 5
Marcio Araújo: o que mais precisa para que ele seja definitivamente negociado? 4
Wesley: apagado, omisso, acomodado. 3
Tiago Real: não pode ser o meia de referência, não tem a característica de pensar o jogo. Seu negócio é toque rápido. 5
Kleber Pinheiro: uma aula de como não se deve fazer. Jeitão de atacante de condomínio classe A, tem dificuldades no domínio, não sai a jogada de pivô. 4
Vinicius: ele deve ter um irmão gêmeo, porque não é possível ser o mesmo cara. UM
Souza: entrou com lucidez, foi determinante para recuperarmos o meio-campo, mas não tinha com quem tocar – aí ia pras arrancadas. E as faltas no fim do jogo hein? 5
Maikon Leite: começou bem, fez uma bela jogada de ponta clássico. Aí voltou ao normal. 5,5
Juninho: deu um pouco de força ao lado esquerdo. Mas só um pouco. Depois passou. 4,5
Gilson Kleina: nada do que tentasse hoje resistiria ao frangaço de Bruno. Poderia até ter ido melhor no timing das mexidas, mas está longe de ser um dos maiores responsáveis pela decepção. A conta é toda dos jogadores. 5,5

E-mail: conrado@verdazzo.com.br

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