A vez de Valdivia
22 de fevereiro de 2012 por @parmerista
Postado em: Verdazzo
Valdivia já está no Palmeiras, nesta segunda passagem, há mais de um ano e meio. Apresentado em julho de 2010, com cinco anos de contrato, o chileno não vem justificando o altíssimo investimento feito pelo clube, ainda na gestão Belluzzo.
Desde sua apresentação, o Palmeiras entrou em campo 103 vezes. Valdivia esteve presente em apenas 47, menos da metade. Em sua primeira passagem pelo clube, entre 2006 e 2008, fez 93 jogos, um índice bem mais alto – e ainda temos que considerar que em 2006 Tite o manteve por um bom tempo na reserva.
Os números são mais alarmantes ainda quando verificamos os gols marcados: em sua primeira passagem, fez 24 gols em 93 jogos, um índice muito bom para um meia armador. De 2010 para cá, foi às redes somente seis vezes. Valdivia marcou míseros dois gols em 2010 e apenas quatro em 2011.
A favor do chileno, várias desculpas e explicações:
- todos os boleiros que voltam do Oriente Médio se queixam que o ritmo físico lá é bem diferente, e que levam um tempo para se adaptarem;
- Valdivia sofreu uma lesão incomum, a tal da fibrose, que demorou para ser corretamente diagnosticada e tratada;
- o meia queixa-se de ser perseguido disciplinarmente pelas arbitragens, levando muito mais cartões do que merece;
- as constantes convocações para a seleção chilena são algo que o meia não podia recusar e o Palmeiras nada poderia fazer.
São explicações e desculpas, aceita quem quer. O fato é que ainda há mais de três anos de contrato por cumprir, e há tempo para o alto investimento dar retorno. Mas para isso, Valdivia precisa voltar a ser o cara.
Por ter chegado ao clube em 2006, mesmo com tantas ausências, o meia é o jogador que mais atuou com a camisa do Palmeiras no elenco atual. Com as saídas de Pierre, Marcos e J30, reina sozinho como ídolo da torcida. Essa representatividade, tanto numérica quanto no respeito da torcida, precisa ser ratificada em forma de liderança.
Todo time campeão tem um grande líder dentro de campo. Daniel Carvalho tem bagagem e personalidade, mas pouco tempo de clube, além de não ter sequer a titularidade – é opção de banco para o próprio Valdivia. Barcos já demonstrou que pode ocupar esse papel no futuro, mas chegou ao clube outro dia. Essa Função tem que ser exercida por Valdivia, por toda sua História no Palmeiras.
O clube precisa de Valdivia, agora. Precisamos que ele entre nas partidas e faça a diferença, se possível com gols. Que seja um dos pilares do grupo frente à imprensa, e que exerça liderança junto aos companheiros. Livre da má influência de J30, o chileno vem demonstrando comprometimento e vontade, apesar de ter sofrido duas lesões no jogo contra o Santos e de estar mantendo em 2012 a baixa média de presença: apenas cinco dos nove jogos do ano.
2012 é o ano em que Valdivia vai mostrar se o investimento pesado do clube em seus direitos federativos valeu a pena ou não. Domingo é uma ótima oportunidade para começar a trilhar esse caminho.
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
Guardem um pouco!
21 de fevereiro de 2012 por @parmerista
Postado em: Humor, Verdazzo
Imagens: Rede TV!

Humor à parte, tem muita gente que dedica suas vidas para os desfiles de Carnaval e certamente estão arrasadas com o desfecho da apuração. Os responsáveis devem ser punidos com rigor. E a torcida organizada do SCCP, que protagonizou cenas de vandalismo não só no Anhembi como nas ruas da capital paulista, ateando fogo em carros alegóricos, deve ser extinta sumariamente. Aguardamos a atuação do Ministério Público.
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
Lembram do Bunda-de-Urso?
21 de fevereiro de 2012 por @parmerista
Postado em: Verdazzo
A Portuguesa acaba de anunciar a contratação de Diego Souza, ex-Palmeiras. Não se trata, é claro, do jogador top de linha – e contestado – que passou pelo Verdão entre 2008 e 2010, nem do menino que brilhou com a camisa 10 do Palmeiras na última Copa São Paulo. O Diego Souza ex-Palmeiras que a Lusa contratou é o que passou pelo clube entre 2002 e 2005.
Nascido em 1984, o atleta teve sua primeira chance no Palmeiras na Copa dos Campeões de 2002, sob o comando de Vanderlei Luxemburgo, que o lançou como lateral-esquerdo. Na época, o time sofria na posição. Os atletas que Luxa tinha à disposição eram os ignóbeis Adalto e Misso. Obviamente sem sucesso com nenhum dos dois, tentou improvisar Daniel Martins, reserva de Arce, mas também deu errado. A tentativa de usar o jovem meia, que ainda era apenas Diego, foi a que deu melhores resultados – mas nada que empolgasse, tanto que o garoto foi logo emprestado para o Joinville.
Diego Souza voltou ao Palmeiras em 2003, e disputou a Copa São Paulo daquele ano, sendo vice-campeão – o time ainda tinha Deola, Alceu, Vagner Love e Edmilson. E com a pífia campanha do time principal no início do ano, que culminou com a derrota por 7 a 2 para o Vitória na Copa do Brasil, Diego Souza subiu junto com vários de seus colegas da base e, beneficiado pelas constantes contusões de Pedrinho, foi um dos pilares da campanha do acesso, que recolocou o Palmeiras na Série A.
Jogando como meia, envergando a camisa 10, Diego Souza também era referência no meio-campo do time de 2004, que fazia ótima campanha no Brasileirão, mas numa zebra inacreditável, empatou em 4 a 4 com o Santo André no Palestra e foi eliminado da Copa do Brasil, fato que precipitou a queda de Jair Picerni. Logo depois, o malfadado presidente do clube resolveu vender Vagner Love por migalhas, e viu o time que liderava o campeonato, já comandado por Estevam Soares, perder força.
Diego perdeu espaço no time com a chegada de Estevam, que preferia o time com o infame Elson. O time não conseguiu nada em 2004, e no início de 2005, com a chegada dos reforços Christian Mendigo e Marcel, que Estevam chegou a comparar a Leivinha, Diego Souza mais uma vez ficou apenas como opção de banco. Num jogo em Araras, contra o União São João, em que foi substituído, bateu boca-violentamente com Estevam. Sem moral, o técnico acabou demitido. Diego Souza, entretanto, deixaria o clube poucas semanas depois, negociado com o Vissel Kobe.
No Japão, Diego Souza passou por cinco clubes, e durante esse período acabou se envolvendo com a cantora Simony, aquela mesma do Balão Mágico, com quem tem um filho. Sete anos depois de deixar o futebol brasileiro, perto de completar 28, o atleta volta ao país para jogar na Lusa.
Diego Souza recebeu da torcida do Palmeiras o apelido de Bunda-de-Urso porque tinha, digamos, um porta-malas um pouco maior que os padrões de atleta profissional, apesar de ter apenas 21 anos. Mesmo assim, era veloz e habilidoso, e através dele Jair Picerni conseguiu montar um time que desenhava contra-ataques mortais, consagrando Vagner Love.
Fica a curiosidade para saber como o jogador evoluiu em sua passagem pelo oriente. Em breve, quando estrear com a camisa da Portuguesa, bem mais experiente, saberemos. Pelo visual “Cazalbé”, já podemos desconfiar…
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
Dá-lhe… bundaço???
19 de fevereiro de 2012 por @parmerista
Postado em: Humor, Verdazzo
Tite disse que Douglas deve usar a bunda para tirar vantagem nos lances mais disputados. Segundo ele, o “bundaço” é a melhor forma de proteger a bola.
Duvida? Clique aqui…

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A Copa do Brasil de 1998 abriu caminho para a Libertadores de 1999
19 de fevereiro de 2012 por @parmerista
Postado em: História, Verdazzo
Por Thell de Castro*
A conquista da Taça Libertadores da América de 1999 começou em 1998, quando o Palmeiras venceu a Copa do Brasil. Vamos relembrar a campanha do Verdão nesse campeonato e, principalmente, o jogo final, emocionante, que nos deu o título.
Confira os jogos do Palmeiras até chegar à final:
Fase Preliminar
27/01 – CSA 0 x 1 Palmeiras
01/02 – Palmeiras 3 x 0 CSA
Primeira Fase
10/02 – Ceará 1 x 1 Palmeiras
18/02 – Palmeiras 6 x 0 Ceará
Segunda Fase
10/03 – Botafogo 2 x 1 Palmeiras
24/03 – Palmeiras 1 x 0 Botafogo
Quartas-de-Finais
07/05 – Sport 0 x 2 Palmeiras
12/05 – Palmeiras 1 x 1 Sport
Semifinais
19/05 – Palmeiras 1 x 1 Santos
23/05 – Santos 2 x 2 Palmeiras
O adversário da final era o Cruzeiro, que havia nos derrotado na decisão de 1996, em pleno Palestra Itália. Era a hora da revanche.
O primeiro jogo foi em Belo Horizonte, no Mineirão, no dia 26 de maio. O Cruzeiro venceu por 1 a 0, gol de Fábio Júnior aos 26 do primeiro tempo. O resultado era ruim, pois obrigava o Palmeiras a vencer por 2 a 0 no jogo de volta.
A partida decisiva foi realizada num sábado, dia 30 de maio, no Morumbi. A Folha de S. Paulo do dia registrou na última página do caderno de esportes: “Faltas podem decidir Copa do Brasil”.

Se depender do retrospecto recente dos principais torneios brasileiros, a final da Copa do Brasil, hoje, às 16h, entre Palmeiras e Cruzeiro, no Morumbi, pode ser decidida nas faltas.
A Folha realizou levantamento de números contabilizados pelo Datafolha de 17 decisões de torneios nos anos 90, entre Campeonatos Brasileiros, Paulistas e Torneios Rio-São Paulo.
Dessas, ficaram com o título 12 times (70,5%) que pararam mais o jogo por meio de faltas.
Veio o jogo! E ele foi decidido com uma cobrança de falta…
O Palmeiras venceu e sagrou-se campeão da Copa do Brasil de 1998. Vamos ler trechos da resenha da partida que a Folha de S. Paulo publicou no dia seguinte, domingo, 31 de maio, na matéria “Palmeiras venceu Copa do Brasil inédita”.

O Palmeiras conquistou pela primeira vez a Copa do Brasil ao vencer o Cruzeiro por 2 a 0, ontem à tarde, no Morumbi, com gols de Oséas e Paulo Nunes.
No primeiro jogo, em Belo Horizonte, o Cruzeiro havia vencido o time paulista por 1 a 0.
O título credencia o Palmeiras a disputar a Taça Libertadores da América em 1999.
Com a conquista, o time vingou 1996, quando, no Parque Antarctica, o Cruzeiro ganhou por 2 a 1 e foi o vencedor da competição.
Infelizmente a reprodução da edição está prejudicada e não conseguimos postar o texto na íntegra. Mas dá para fazer um resumo do jogo, já que boa parte dos lances ainda está em nossas memórias.
O Palmeiras fez o primeiro gol logo no começo do jogo, aos 12 minutos do primeiro tempo, com Paulo Nunes. Parecia que seria fácil, mas não foi. O Cruzeiro estava bem fechado e oferecia perigo em alguns ataques, além de se garantir na defesa.
No segundo tempo, o Palmeiras continuou tentando, mas não conseguia furar o bloqueio azul. Só que no finalzinho do jogo, aos 43 minutos do segundo tempo, quando a torcida já se preparava para os pênaltis, pois o Palmeiras repetia o mesmo placar do primeiro jogo, veio uma falta que Zinho cobrou.
A bola veio baixa, o experiente goleiro Paulo César bateu roupa e soltou a bola, molhada, pois havia chovido. Oséas, centroavante oportunista, chegou na corrida e chutou pro lado que deu. O gol pode ser considerado daqueles ‘espíritas’, porque vendo o lance não dá para entender como entrou… Na transmissão, Cléber Machado definiu o chute como “mágico”, “gol meio sem ângulo, na vontade e na força de Oséas”. Os jogadores do Cruzeiro não acreditavam, enquanto Oséas foi comemorar com a torcida.
O que importa é que entrou e, dessa forma, fazendo 2 a 0, o Palmeiras sagrava-se campeão da Copa do Brasil. Festa no Morumbi, festa dos palmeirenses de todo o Brasil, mais um título no currículo e vaga na Libertadores de 1999 garantida – naquela época não era tão fácil como hoje, pois apenas o campeão da Copa do Brasil e o campeão do Brasileiro se classificavam.
O Palmeiras de Luiz Felipe Scolari jogou com Velloso, Neném, Cléber, Roque Júnior e Júnior; Galeano, Rogério, Alex (Arílson) e Zinho; Paulo Nunes (Almir) e Oséas (Pedrinho).
Já o Cruzeiro jogou com Paulo César, Gustavo, Marcelo Djian, Wilson Gottardo e Gilberto; Valdir, Ricardinho, Marcos Paulo e Elivélton (Giovanne); Bentinho (Caio) e Marcelo Ramos. O técnico era Levir Culpi…
Essa foi a história do Palmeiras na Copa do Brasil de 1998. Mais um título da época de ouro da Parmalat e o início da caminhada para a conquista da América de 1999.
Como não poderia deixar de ser, ainda mais com Felipão no comando, o título veio sofrido, com gol nos acréscimos. Mas assim, dizem, é mais gostoso. E, não importa se com gol no começo do jogo ou nos acréscimos, um gol de placa, ou de canela, ser campeão é bom demais!

* Thell de Castro é jornalista e publica todas as semanas uma coluna contando algum trecho da História do Palmeiras.
Partidazzo: Vasco 2×4 Palmeiras (1999)
18 de fevereiro de 2012 por @parmerista
Postado em: Partidazzo, Verdazzo
Partidazzo de Jonas Gonçalves
Em sua história, o Palmeiras coleciona uma série de partidas memoráveis, “partidazzos” que terminaram com um final feliz para nós, palmeirenses. Como tive de escolher uma delas para esta coluna, busquei na minha memória alguma que tenha sido uma clara demonstração da força do Alviverde Imponente em momentos decisivos.
Copa Libertadores da América, 21 de abril de 1999, Estádio São Januário, Rio de Janeiro. O Palmeiras foi enfrentar o Vasco da Gama, o dito “Gigante da Colina”, no confronto de volta das oitavas-de-final. No primeiro jogo, uma semana antes, no Palestra Itália, um difícil e tenso empate em 1 a 1 (gols de Oséas, para o Palmeiras, e Guilherme para o Vasco) contra o então detentor do título continental, o que nos impôs diversos prognósticos sombrios de derrota, vindos até mesmo de integrantes da nossa torcida, que sabiam da força do time vascaíno, ainda mais jogando em casa.
Porém, mesmo aqueles que estavam com receio confiavam que o Palmeiras poderia desbancar o favorito, que foi a campo inteiramente de branco com a seguinte formação: Márcio, Zé Maria, Odvan, Mauro Galvão e Alex Oliveira; Nasa, Paulo Miranda, Juninho e Ramon; Donizete e Luizão. O técnico era Antônio Lopes, o famoso “Delegado”. Do outro lado, todo de verde, estava o Palmeiras de Luiz Felipe Scolari com Marcos, Arce, Júnior Baiano, Cléber e Júnior; Galeano, César Sampaio, Alex e Zinho; Paulo Nunes e Oséas.
Logo aos três minutos, os cruzmaltinos foram para cima e abriram o placar, com Luizão, o mesmo que fez parte daquele nosso inesquecível time do Paulistão de 1996. Tomar um gol no início de uma partida tão decisiva só poderia nos deixar à beira de um ataque de nervos. O Palmeiras tentava responder, mas esbarrava na marcação do Vasco, que controlava a posse de bola e continuava atacando, querendo definir a partida rapidamente.
Depois dos 25 minutos, o Palmeiras colocou a bola no chão e cadenciou a partida, ditando o ritmo a partir do toque de bola, principalmente entre Alex, Zinho e Paulo Nunes. Como o time era experiente, soube também se utilizar da malandragem indispensável para uma Libertadores. O providencial empate chegou aos 29 minutos, quando após falta de Zé Maria em Paulo Nunes por jogo perigoso, a cobrança de falta deveria ser feita em dois lances. Enquanto o posicionamento da barreira era discutido por Zinho com o árbitro Wilson de Souza Mendonça, César Sampaio rolou para Júnior, que cruzou da esquerda para Paulo Nunes completar. O “Diabo Loiro” nos trouxe o alívio.
Dois minutos depois, o contragolpe mortal que se transformou em um gol antológico: Zinho interceptou um passe ainda no campo de defesa e lançou Alex. O maestro do time correu para se livrar da marcação e mandou a bola para Paulo Nunes, já no campo do Vasco. De calcanhar, o autor do primeiro gol devolveu para o camisa 10, que com outro toque, fez o famoso “um-dois” com o mesmo Paulo Nunes. Recebendo de volta, não deu a mínima para a defesa inteira dos cariocas em seu encalço. Ajeitou e mandou a bomba de pé esquerdo: 2 a 1, de virada, em cima do campeão da Libertadores de 1998. São Januário tremeu com o coro de “Palmeiras é o time da virada!”.
Mas a alegria durou pouco: após uma cobrança de escanteio de Ramon, o Vasco empatou aos 35 minutos. A bola bateu na cabeça de Galeano e enganou Marcos. Para a história, ficou como um gol olímpico do camisa 10 vascaíno.
Em 135 minutos, o empate persistiu. Restava somente mais um tempo para que a batalha fosse resolvida no tempo normal. Com dois minutos, o Palmeiras devolveu a “gentileza” do primeiro tempo e já começou marcando: Alex completou de pé esquerdo um cruzamento certeiro de Rogério, que entrou no lugar de Galeano. Mais uma vez, o Palmeiras ficou na frente e, dessa vez, para não sair mais. E isso ficou ainda mais claro bem rápido: Arce fez o quarto gol aos cinco minutos, em cobrança de falta, com uma ajuda do goleiro Márcio. Veio a redenção e a certeza de que o verdadeiro “Gigante da Colina” era verde e despertou com toda a sua força.
Inutilmente, o Vasco tentava diminuir a enorme vantagem palmeirense. Quando não era impedido pela marcação dos jogadores de linha, encontrava um então candidato a santo vestido de azul debaixo das traves. Era Marcos, que já havia feito importantes defesas, especialmente no primeiro jogo. Uma ou outra jogada nos causava frio na espinha, mas nada que tirasse a certeza de que havíamos vencido aquela batalha e estávamos prontos para a próxima, contra o nosso maior rival, que nos glorificaria em definitivo rumo ao título.
Aos 41 minutos, após linda jogada de Evair (substituto de Oséas), o Palmeiras teve a chance de ampliar com Paulo Nunes, que desperdiçou a chance, chutando para fora. Mesmo assim, nada tirou o brilho da vitória, nem mesmo a expulsão de Júnior, que nos conferiu um importante desfalque no jogo seguinte. Entretanto, nenhum obstáculo foi maior do que a nossa determinação em buscar a taça mais importante da América, que conquistamos com todos os méritos.
Jonas Gonçalves é jornalista.
21/04/1999
VASCO 2 x 4 PALMEIRAS
Estádio: São Januário
Público: 15.215 pagantes
Árbitro: Wilson de Souza Mendonça (PE)
Vasco: Márcio, Zé Maria, Odvan, Mauro Galvão, Alex Oliveira, Nasa, Paulo Miranda (Luís Cláudio), Juninho, Ramón (Vágner), Donizete (Zezinho) e Luizão. Técnico: Antonio Lopes
Palmeiras: Marcos, Arce, Júnior Baiano, Cléber, Júnior, Galeano (Rogério), César Sampaio, Alex (Roque Júnior), Zinho, Paulo Nunes e Oséas (Evair). Técnico: Luiz Felipe Scolari
Gols: Luizão aos 3 , Paulo Nunes aos 29, Alex aos 32 e Ramón aos 35 do primeiro tempo; Alex aos 2 e Arce aos 5 do segundo tempo.
Envie seu texto para a seção Partidazzo pelo e-mail conrado@verdazzo.com.br
Guaratinguetá 2×3 Palmeiras
18 de fevereiro de 2012 por @parmerista
Postado em: Jogos, Verdazzo
O placar pode parecer apertado, mas a vitória foi bem fácil. Em um jogo típico de fase preliminar de campeonato paulista, o Verdão anotou mais uma vitória, e só não será líder ao final da rodada se o SCCP enfiar 4 gols de diferença no São Caetano, no Anacleto. A liderança é legal, mas não significa nada. O mais importante de tudo é a consistência com a bola rolando.
Felipão é Felipão. Mesmo contra um time extremamente frágil, e que teve duas expulsões durante o jogo, manteve a estratégia firme, visando sempre a manutenção dos três pontos. Pode ser feio tecnicamente, pode contrariar o desejo por um futebol à altura das Academias palmeirenses. Mas se bem executado, o esquema dá resultado – vide 1999.
Sem jogadores à altura do esquadrão campeão da Libertadores, Felipão este ano vem conseguindo tirar o tal “leite de pedra” – basta dar-lhe um ambiente minimamente administrável – o que faltou em 2011, muito em função de J30 e seu procurador. Hoje, felizmente, isso vem sendo possível – e já são cinco vitórias seguidas. Podem alegar que é campeonato regional. Mas o Palmeiras de 2012 não sofre mais da síndrome de time pequeno – coisa que nos assombrou nos últimos dois anos. Hoje o Palmeiras leva um gol – como o do tal de Pio, aos 10 do primeiro tempo – e tem personalidade suficiente para a reação. Desde o final da temporada 2009, cansamos de levar gols de times ridículos e sucumbir por falta de personalidade. O gol do tal de Pio foi um GOLAÇO, com todas em maiúscula, logo aos 11 minutos. Deola, nesse, nada tinha a fazer. Pois o Palmeiras continuou jogando bola .
Dominando completamente o adversário – como convém a um time grande que joga com o vice-lanterna do campeonato regional, o Verdão manteve a bola no chão, com poucos chutões da defesa, e calmamente buscou a virada. Com boas jogadas pelo lado direito, principalmente entre Maikon Leite e Barcos, o time prensou o Guará em seu campo. Barcos sofre falta na intermediária, à feição de Marcos Assunção. Ele bateu a falta muito bem, como sempre; a bola quicou à frente do goleiro que fez uma ótima defesa. Na sequência, escanteio, e aí não teve jeito: Jailson rebateu mal para o meio da área, e Arthur, outra vez, deixou o seu, numa bola que ainda desviou na zaga e matou o goleiro.
O Guará só chegava até a intermediária e tentava com chutes de longe. O Verdão mantinha o domínio pra virar o jogo. Maikon Leite e Barcos, ao que parece, se conhecem desde criancinhas, e infernizaram a defesa do time de Americ… do Vale do Paraíba. E foi numa jogada entre eles que saiu o pênalti, nos descontos do primeiro tempo: Maikon Leite aproveitou a tabela e saiu na cara do goleiro, e quando se preparava para fuzilar, na linha da pequena área, sofreu a falta por trás de Daniel, que foi expulso. Barcos cobrou no canto esquerdo alto e fez. Nem Marcos defenderia.
O Verdão voltou para o segundo tempo sem mudanças em relação ao time que saiu jogando – a não ser a troca forçada de Arthur, que se machucou (ao que parece, sem gravidade), por João Vítor, ainda no primeiro tempo. O time voltou em ritmo de carnaval, com o placar nas mãos, e só administrou a vantagem. Felipão colocou Gerley no Juninho, e o lateral gaúcho mostrou vontade de brigar pela posição.
O Verdão não corria riscos, mas também não mostrava aquela disposição de matar o jogo. E esse sono ficou mais evidente ainda depois que Maikon Leite saiu novamente na cara do goleiro, ainda fora da área, e foi seguro por Marcio Baggio, que foi expulso. Com dois a mais, o jogo virou brincadeira para o Verdão. Daniel Carvalho deu lugar para Vinicius, e o time voltou a ficar rápido. E aos 41, o gol que definiu a vitória: João Vítor foi chegando com a bola dominada e enfiou o canudo; Jailson foi com mão de alface para a bola e aceitou.
O jogo já tinha terminado, os jogadores já iam vestindo os abadás e as fantasias, quando, numa falta pela direita, o Guará ainda diminuiu, num frango de Deola, que já começa a deixar a torcida incomodada. De fato, duas falhas grosseiras num espaço de tempo tão curto são problemas para qualquer goleiro, e no caso de Deola, o problema é ainda maior, porque ele substitui ninguém menos que Marcos. Vai precisar de muita, mas muita personalidade – ou defender um pênalti num clássico – até que as cornetas parem de soar.
Como é muito pouco provável que o SCCP abra quatro gols sobre o São Caetano, manteremos a liderança na rodada de Carnaval, e mais do que isso, a tranquilidade para a sequência dos trabalhos. O crescimento de Maikon Leite com a presença de Barcos anima. Se Felipão conseguir equilibrar o time com um bom crescimento do lado esquerdo, e realmente fecharmos com Wesley, o Palmeiras vai ser um dos times a serem batidos no Brasileirão.
Atuações:
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Deola: partida tranquila até o último lance. Falta de concentração, nitidamente – não há a menor chance de atribuir a falha a deficiência técnica. 3 |
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Arthur: apareceu com mais frequência – até porque, o Verdão só usou o lado direito. E pela terceira vez foi agraciado com um gol. É muito rabudo. 8 |
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Leandro Amaro: se o Palmeiras levou alguns sustos, foram todos em cima dele. A fase não está boa. 4 |
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Henrique: o que seu companheiro tem de afobado, ele tem de tranquilo. Dá uma segurança absurda. 8 |
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Juninho: foi amarelado logo de cara, e acabou saindo para evitar compensações. Levou um chapelaço no lance do primeiro gol dos caras. 6,5 |
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Marcio Araújo: peça importante para que o time ocupasse e dominasse o meio-campo. 7,5 |
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Marcos Assunção: continua calibrado, de seus pés nasceu o primeiro gol, importante para a reação. E marcou bem. 8 |
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Patrik: faz o segundo bom jogo seguido. Correu, marcou, armou, carregou a bola. Encaixou bem no esquema. 8 |
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Daniel Carvalho: participou pouco na armação. Seu toque de bola é impressionante, tem uma qualidade excepcional. E ajudou bastante na marcação. 7 |
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Maikon Leite: provavelmente sua melhor partida pelo Palmeiras, mesmo num campo ruim. Enxergou a oportunidade na lesão de Luan e parece que não quer largar a vaga. 9 |
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Barcos: bela partida, preocupando a defesa do adversário o tempo todo, e participando ativamente na jogada do segundo gol, que ele converteu de pênalti. 9 |
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João Vítor: precisou fazer a lateral com a contusão de Arthur, e não comprometeu – e ainda achou um gol no final. 7,5 |
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Gerley: outro que mostrou enorme disposição para lutar pela posição. Isso é muito bom. 6,5 |
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Vinicius: com dois a mais, entrou para ajudar a matar o jogo. E o terceiro saiu após sua entrada. 6,5 |
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Felipão: acertou a defesa, e ao que parece acertou o lado direito. Com a saída de Luan, agora precisa pensar no lado esquerdo. Tá indo bem. 8 |
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
Pode, Arnaldo?
17 de fevereiro de 2012 por @parmerista
Postado em: Verdazzo

E-mail: conrado@verdazzo.com.br
Pré-jogo: Guaratinguetá x Palmeiras
17 de fevereiro de 2012 por @parmerista
Postado em: Jogos, Verdazzo
Pala rodada de Carnaval do Paulistão, o Verdão vai a Guaratinguetá, para pegar o Americana – pelo menos esse era o nome do time até o ano passado, depois que mudou-se de Guaratinguetá. Confuso? Pois é, a falta de identidade e de raízes que esses clubes itinerantes proporcionam causam essa confusão e fazem do futebol mero business, escangalhando com a alma do esporte. Rebaixamento para a quinta divisão é pouco para essas “franquias”. Deviam ser rebaixadas para o quinto círculo do inferno.
Alheio a isso, o Verdão, que joga para recuperar a liderança, vai a campo sem Luan, que pára por dez semanas para uma cirurgia na sola do pé. Sua vaga deve ficar com Maikon Leite. Com exceção de Valdivia, cuja volta está prevista para o clássico conra o SPFC, Felipão não tem outros desfalques por contusão. O time só não terá Cicinho, suspenso, e o time deve ir a campo com Deola; Arthur, Leandro Amaro, Henrique e Juninho; Marcio Araújo, Marcos Assunção, Patrik e Daniel Carvalho; Maikon Leite e Barcos.
O Guaratinguetá de Americana é o penúltimo colocado no campeonato, vem de três derrotas, sendo duas por goleada: 4 a 2 para o Linense, em Lins; 4 a 0 para o Mirassol, em “casa”; e 2 a 1 para o Oeste, em Itápolis. O técnico Vilson Tadei, reserva de Muricy no SPFC nos anos 70, terá os retornos do atacante Lúcio Flávio e do meia Nenê, e deve escalar o seguinte time: Jaílson; Pio, Walter, Maicon Baggio e Fábio Carioca; Everton, Gercimar, Marcinho e Nenê; Djavan e Lúcio Flávio. Para o banco, o folclórico Tiago Cunha, aquele esmo que o Luxa trouxe do interior do Rio de Janeiro e que fez um golaço contra o Vasco no Palestra. Aliás, ele fez outro golaço no mesmo estilo há duas semanas, contra a Portuguesa. Vai entender.
Se o Verdão mantiver a pegada e não jogar a partida pensando no Carnaval, as chances de vitória são gigantescas. Por esse motivo, dá para apostar num belo resultado, ainda mais que o time da casa (?) vem numa fase tenebrosa. O Verdão vence por 3×1, com gols de Barcos, Maikon Leite e Marcos Assunção, e o Globo Esporte vai tocar música do Zé Ramalho.
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
O segundo Ato de Fé do Ano Santo
16 de fevereiro de 2012 por @parmerista
Postado em: Verdazzo
Nesta sexta-feira começa oficialmente o Carnaval no Brasil, e com ele vem os desfiles das escolas de samba. A Mancha Verde, que como todos sabem, é oriunda da torcida organizada do Palmeiras, vem desfilando na principal divisão do carnaval paulistano já há muitos anos, tendo alcançado posições de destaque na apuração das notas – e o principal: ficando à frente da GDF.
Este ano, a escola conta com o reforço mais importante que poderia ter: Marcos fará parte do desfile, que se converte assim no segundo Ato de Fé da torcida do Ano Santo.
Marcos será destaque no quinto e último carro alegórico da Mancha, em cima do qual também estarão mais de cem crianças. O carro, dentro do enredo proposto pela escola, representa a humildade.
O desfile está previsto para começar às 5h30 da manhã de sábado, e será transmitido pela Globo. O Verdazzo, cuja tendência sempre foi e será o bom e velho rock and roll, certamente abrirá uma exceção para apreciar o desfile, torcer pela Mancha e comungar mais este ato de fé, o segundo de 2012. Mais dez ainda virão, nesta que é a maior homenagem que um jogador recebe de sua torcida quando decide abandonar os campos. Fiquem atentos!
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
Aula de jornalismo
16 de fevereiro de 2012 por @parmerista
Postado em: Imprensa, Verdazzo
O atacante Hernán Barcos deu esta tarde na Academia de Futebol uma aula de jornalismo. Ao ser perguntado por um certo Leo Bianchi, da TV Globo, sobre sua semelhança com Zé Ramalho – e parece mesmo – perdeu a linha e deu um passa-moleque no repórter, discípulo de Tiago Leifert. Veja no vídeo abaixo.
Num momento em que os jornalistas esportivos se mostram cada vez mais infantis e mimados, o choque de cultura dado pelo argentino foi um tapa na cara. E sem luva de pelica.
A reação dos jornalistas foi corporativista, como não poderia deixar de ser, principalmente dos mais novinhos. Como pós-adolescentes, ainda se sentem mais seguros andando em bandos, e a solidariedade ao amiguinho é um belo gancho para abraçarem uma causa juntos, como foi no esdrúxulo caso dos narizes de palhaço.
O argumento de alguns era que Barcos estava errado por não gostar de um apelido. Cazzo, apelido é uma coisa que é dada por amigos – ou por inimigos – o que não é o caso de nenhum deles em relação ao atacante. Precisava vir um cara da Argentina para ensinar isso?
Barcos vem de uma cultura onde o futebol é encarado de outra forma. Aqui no Brasil, os jogadores adoram aparecer na Globo fazendo gracinhas, e os repórteres, principalmente os dessa emissora, acham que podem tudo e que os jogadores praticamente têm obrigação de fazer parte da palhaçada, mesmo que seja para serem ridicularizados – afinal, o Zé Ramalho é muito feio. Barcos foi profissional, e disse que estava lá para falar de futebol. Só faltou o menino da Globo perguntar “falar de futebol? como assim???”…
Como desdobramento, pudemos ver Tiago Leifert mostrando toda sua maturidade e profissionalismo ao chamar seus seguidores para a porrada no Twitter. É isso o que acontece quando se dá computador na mão de criança. Não pode. Ah, mas ele é filho do diretor da emissora. Então pode.
Que a atitude de Barcos sirva de exemplo não só para os jornalistas, mas principalmente para outros jogadores. Se os atletas pararem de aceitar esse tipo de abordagem e exigirem serem entrevistados de forma profissional, o jornalismo-piada deixará de existir. Que todos os profissionais do futebol se levem mais a sério, e deixem as piadinhas para nós, torcedores. Nós é que temos esse privilégio.
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
Quero ver!
16 de fevereiro de 2012 por @parmerista
Postado em: Humor, Verdazzo

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Briguem com a imagem…
16 de fevereiro de 2012 por @parmerista
Postado em: Verdazzo
Aos 18 minutos do segundo tempo, o Deportivo Táchira marcou o segundo gol em cima do SCCP. O placar seria 2×0, o que faria com que qualquer reação ficasse bem mais difícil.
O gol foi anulado, e o SCCP acabou empatando no último lance, para delírio de alguns membros da imprensa, que insistiram em afirmar que a anulação do gol foi correta. Convenientemente, não foi mostrado nenhum tira-teima na transmissão. Mas para facilitar a briga, o Verdazzo publica a imagem do lance.
Mas a diversão está garantida – aliás, prolongada. Sabemos que o estágio final da imundície na Libertadores é a semifinal, se tanto. A maldição de São Nunca é implacável. Quanto mais longe eles forem, maior o sofrimento – deles, é claro…

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Grupo Fanfulla emite nota oficial
15 de fevereiro de 2012 por @parmerista
Postado em: Política, Verdazzo
O GRUPO FANFULLA soube através da imprensa do anúncio do Sr. Wlademir Pescarmona como candidato a presidência do clube.
Em função de:
a. esta posição não ter sido ainda internamente debatida e deliberada dentro do grupo, como é praxe democrática dentro do Grupo Fanfulla;
b. acharmos que a 11 meses da eleição presidencial, os cenários ainda não estão totalmente claros e definidos;
c. nem mesmo o formato da eleição (direta ou indireta) está definido, em função de pleito de alteração estatutária, ainda não apreciado pelo Conselho Deliberativo e Assembleia Geral;
d. mais do que a discussão de nomes, o grupo defende ideais de profissionalização, modernidade, reformas e democratização das eleições presidenciais e entende que se mais de uma força política defender as mesmas idéias é fundamental que se unam em uma única candidatura pensando primeiro em projetos, depois em nomes;
entendemos que o momento é de discussão de projetos de governo e não de lançamento de candidaturas.
GRUPO FANFULLA

















