Verdazzo!

O quebra-cabeças do Verdão

16 julho, 2010 por @parmerista  
Publicado na categoria: Base, Comissão Técnica, Diretoria, Jogadores, Matérias

PuzzleOK, ter Kleber e Felipão é um sonho. Mas vamos acordar e olhar para nosso elenco. Dá medo. Com exceção dos goleiros e volantes, temos carências em todas as posições. Faltam 30 jogos pra o final do Brasileirão, mais a Sulamericana, e com a escassez de notícias, começa a ficar difícil acreditar que tenhamos contratações visando este ano. Ou nossa diretoria vai nos surpreender positivamente anunciando contratações cujas negociações finalmente não vazaram, ou a coisa vai está realmente muito feia para a conclusão deste ano. Vamos lá:

GOLEIROS: Marcos, Deola e Bruno, tudo OK. E ainda com o reforço do Pracidelli.

LATERAIS: com a saída de Figueroa, temos apenas Vítor, Eduardo, Gabriel Silva e Armero. Desses, só Vítor está num nível elevado. Gabriel tem potencial. A renovação de Armero foi por seis meses, emergencial. Que venha um melhor para 2011. Eduardo não serve nem para a reserva, a segunda opção pela direita em tese é Marcio Araujo.

ZAGUEIROS: temos problemas, já que Danilo está suspenso por mais nove jogos. Léo e Mauricio Ramos devem ser os titulares, o que dá medo, muito medo. Leandro Amaro ainda não teve chances, e está no DM. Pelo site oficial, Gualberto não aparece mais entre os profissionais, e em seu lugar está Mayko, que mostrou bom potencial nas categorias de base. E só.

VOLANTES: aqui, parece tudo certo, com Pierre, Edinho, Tinga, Marcos Assunção e Marcio Araujo. Volantes para todos os gostos: pegadores, passadores, que saem pro jogo, batedores de falta… E Edinho, que eternamente está de saída para o Fluminense, vai ficando, vai ficando… não é, imprensa? Anselmo e Fernando, da base, que já figuraram no site oficial como parte do elenco profissional, já não aparecem mais. Por outro lado, Bruno Turco já treina com os profissionais para completar o coletivo.

MEIA: é isso mesmo, no singular – só temos o Lincoln, após a saída de Ivo, Cleiton Xavier e Diego Souza. Joãozinho, ou João Arthur, também já não consta mais do site oficial.

ATACANTES: muita quantidade, com qualidade discutível. Temos Kléber, atacante de primeira qualidade. Temos Tadeu e Ewerthon, um centroavante e um velocista de nível aceitável para a reserva. E ainda Vinicius, Patrik e Lenny, para dar opções.

Nosso elenco está incrivelmente reduzido, com apenas 24 elementos. O calendário pós-Copa é extenuante  - com as datas espremidas, teremos jogos duas vezes por semana até o fim do ano, e Lincoln não deve aguentar – vem mostrando isso desde que chegou. É absolutamente inadmissível que um clube como o Palmeiras tenha apenas um meia em seu plantel. É uma situação que nem a chegada de Valdivia resolve, afinal, ao que consta, ainda fazem parte do dia-a-dia do futebol lesões e suspensões. Felipão terá que usar e abusar de escalar volantes, por absoluta necessidade, a não ser que se resolva logo a questão de Valdivia, e de mais um ou dois jogadores de ligação.

A zaga também está com um panorama delicado, já que Leandro Amaro chegou e não estreou – estaria com problemas físicos – e Danilo teve a suspensão ratificada ontem no STJD. Mauricio Ramos dá medo, e Leo dá muito medo. Os dois juntos tendem à catástrofe. Difícil entender a troca de Gualberto, que mostrou bastante potencial, por Mayko – também promissor, mas com menos bagagem. Na pior das hipóteses, manter Gualberto diminuiria a crise de quantidade na defesa.

Para o ataque, Kleber e mais um matadorzão, com Tadeu e Ewerthon como opções, mais Patrik e Vinicius, fica bom. Seria interessane envolver o Lenny numa negociação para trazer um centroavante para ser o titular, o matador, o nosso NOVE-NOVE.

Então ficamos combinados. Precisamos, com absoluta urgência, de:

- Valdivia
- mais dois meias para compor elenco
- um zagueiro de primeira linha, de preferência canhoto
- um NOVE-NOVE matador, um fazedor de gols nato

Tem dinheiro? Não? Que coisa. Podemos pensar na base como solução: reintegrar Gualberto, ajuda pelo menos até o fim do ano no problema da zaga; Luís Felipe certamente seria mais útil que Eduardo; Gilsinho e Francinei podem ser os meias que precisamos para compor o elenco… mas como seria arriscado subir toda essa molecada, não? Uma mescla, talvez, de revelações da base com grandes contratações.

Quem sabe com auxílio de um investidor que tope colocar no clube de graça seus jogadores, a fim de valorizá-los para uma futura venda… Alguém que tope fazer um agradinho no Felipão… Alguém conhece alguém assim?

Pois é. A Traffic, que vem sendo incompreensivelmente endemoniada por parte da nossa torcida, é quem está mais próxima de exercer esse papel. É mais do que claro que a empresa mantinha relações muito estreitas com Luxemburgo – o anúncio do plano de investimento da empresa “coincidiu” com a chegada do treinador, no início de 2008, e curiosamente Diego Souza foi transferido de graça para o Atlético-MG. Com a saída de Luxa do Palmeiras, os investimentos minguaram, e seus jogadores tiveram uma notada queda no rendimento.

O que faltou na relação entre Palmeiras e Traffic foi uma correção na rota após a saída de Luxemburgo. O investidor, que estranhamente é chamado de “parceiro” até pelo diretor de futebol e pelo presidente do clube, passou a oferecer ao Palmeiras apenas reforços de nível duvidoso, como o tal de Paulo Henrique, caneludo de curta passagem pelo clube, ou Bruno Paulo, garoto de talento mas com um gosto irresistível pela vida noturna. Fora os que não vieram, que deviam ser piores.

A Traffic ainda pode lucrar no Palmeiras da mesma forma como se propôs a fazer no início de 2008, mesmo sem Luxemburgo comandando as operações. O modelo em tese continua sendo ótimo para as duas partes: a Traffic enxerta nas posições carentes do Palmeiras jogadores de alto nível, e que ainda possam ter mercado após um período no clube; o Palmeiras ganha com o desempenho desse jogador em campo e mais 20% sobre o lucro na venda. Mas por que deu errado após a saída de Luxemburgo?

Essa correção na rota é a peça que falta no quebra-cabeças do Palmeiras. E não é Felipão que tem que resolver isso.

Apresentação do Felipão

15 julho, 2010 por @verdazzo  
Publicado na categoria: Comissão Técnica, Matérias

O Conrado ( @parmerista ) esteve na apresentação do Felipão lá na Academia.

Neste post, centralizamos todas as imagens e áudios sobre este evento! Acompanhe!

FOTOS

ÁUDIOS

Pau na imprensinha!

Relatos

Início da Coletiva

Depoimento Paulo D’Angelo

Chegada do Felipão – abertura

VÍDEOS

Felipão vestindo o uniforme do Palestra

O maior de todos está de volta ao Palestra

14 junho, 2010 por @parmerista  
Publicado na categoria: Comissão Técnica, Matérias

O maior do mundo está de voltaDepois de um mar de boatos, rumores, diz-que-diz e gente desesperada para dar o furo, agora sim, com toda a tranquilidade e sem medo de decepcionar ninguém, podemos dizer com todas as letras: Luiz Felipe Scolari, o maior técnico em atividade no mundo, é do Palmeiras, para imensa alegria de toda a coletividade palmeirense.

A negociação, longa e complicada, foi definida neste domingo com o “sim” revelado por seu assessor de imprensa, Acaz Fellegger, no início da tarde. A duração do contrato é de dois anos e meio, encerrando-se em dezembro de 2012. O valor de seus salários é especulado em algo em torno de R$700 mil por mês, e deve ser bancado pelas empresas Unimed Seguros e Banif.

A história de Scolari com o Palmeiras teve início como adversário: em 1995, no comando do Grêmio, travou duelos disputadíssimos com o Verdão, sendo eliminado na Copa do Brasil e nos eliminando da Libertadores. Neste confronto, especificamente, começou a sentir algo diferente pelo Palmeiras na derrota por 5×1 – o Grêmio havia vencido a ida po 5×0. Sua equipe saiu do Palestra classificada, mas Felipão foi dormir pensando na força desta camisa alviverde.

Felipão chegou ao Palmeiras no meio de 1997, foi vice-campeão brasileiro numa disputa final contra o Vasco, que, favorecido pelas famosas euricadas da época, conseguiu escalar Edmundo, suspenso, no jogo final. Mesmo assim, foi pouco para os insuportáveis corneteiros palmeirenses, que pediram sua cabeça, muito por causa das rusgas criadas na época de adversário. Felipão resistiu. E levou o clube no primeiro semestre de 1998 à conquista da Copa do Brasil, que carimbou o passaporte à Libertadores do ano seguinte. Como ensaio, veio a Mercosul, no segundo semestre. Palmeiras campeão, de novo. E em 1999, a maior conquista de nossa História, a Libertadores de América, inesquecível, indescritível. E pisando na cabeça do Corinthians pelo caminho. Felipão ainda levaria o Palmeiras à conquista do Rio-São Paulo de 2000, humilhando o Vasco de Romário, antes de deixar o clube.

Depois de sair do Palmeiras em julho de 2000, com o fim da parceria com a Parmalat, Felipão foi para o Cruzeiro, onde ficou pouco mais de um ano, e aceitou o convite de Ricardo Teixeira para tirar o Brasil da lama e levar a Seleção ao pentacampeonato na Ásia. Felipão mostrou ao Brasil e ao mundo o que gremistas e palmeirenses (e também colorados e corintianos) já estava cansados e saber: futebol é para homens, no sentido exato da palavra.

Felipão alcançou o sucesso que seu maior desafeto, Vanderlei Luxemburgo, tentou e não conseguiu: o reconhecimento internacional. Comandou Portugal por cinco anos, levando o país a alcançar postos de enorme relevância nas principais competições internacionais: vice-campeão do Euro 2004 e semifinalista da Copa do Mundo de 2006. Passou pelo milionário Chelsea, da Inglaterra, onde foi boicotado pelas principais estrelas do elenco, e seguiu a carreira com um contrato milionário no Bunyodkor, do Uzbequistão, conquistando a liga local com larga vantagem. Scolari enfim decidiu por voltar ao país na casa onde teve mais felicidade: a Sociedade Esportiva Palmeiras.

Felipão volta com toda sua comissão técnica. Isso significa que além do maior técnico, teremos na Academia o maior preparador de goleiros do mundo, Carlos Pracidelli. Já tivemos a volta de Kleber confirmada. E a diretoria, mais setores fortes do clube, trabalham arduamente para operacionalizar a volta Valdivia, considerada dificílima. Mas se já vimos dois milagres acontecerem, não custa nada esperar pelo terceiro. A volta de Felipão confirma a tendência de reviravolta iniciada com a volta do Gladiador. Novos ventos sopram sobre o Palestra, e assim como coisa ruim atrai coisa ruim, o inverso é verdadeiro. O torcedor palmeirense pode aguardar mais coisa boa por aí.

Mas não basta contratar e reforçar o elenco e a comissão técnica. O ano do centenário dos gambás está sob forte risco, e a última esperança deles é o Brasileirão. O Palmeiras precisa aprender, de uma vez por todas, a trabalhar também os bastidores, e tentar jogar o máximo possível a disputa para dentro do campo. A parada já parece direcionada para a mulambada diante de tantos “equívocos” na arbitragem já detectados nas rodadas iniciais do campeonato. Porque sabemos, dentro de campo, é com a gente mesmo. Ainda mais com nosso comandante de volta. Era o que faltava para melar de vez o Centenada. Eles já estão desesperados.

A queda de AC Zago

18 maio, 2010 por @parmerista  
Publicado na categoria: Comissão Técnica, Diretoria, Matérias

Ciao ZagoFoi confirmada na manhã desta terça-feira a demisão de AC Zago. A diretoria decidiu por encerrar a passagem do treinador pelo clube após o fim-de-semana do time no Rio de Janeiro onde, apesar do empate fora de casa, o futebol exibido foi o pior jamais visto em toda a gestão Belluzzo/Cipullo.

Quem demitiu o treinador foram os jogadores. A absoluta falta de coerência tática levou ao desrespeito por seu comando, e aí os boleiros resolveram avacalhar de uma vez. Seguindo a velha máxima de que os fins justificam os meios, a falta de gana em São Januário, seguida da balada na noite carioca e o entrevero no ônibus – tendo havido troca de sopapos ou não – foram as formas encontradas pelos jogadores de escancararem o que poucos ainda duvidavam que poderia estar acontecendo. Não restou outra alternativa à direção do clube que não fosse a demissão.

Não cabe aqui ficar conjecturando sobre o que mais precisaria ser feito para que se tomasse essa decisão, se ela foi tardia ou não. Zago jamais conseguiu impor sua filosofia, se é que ela um dia existiu. O Palmeiras sob seu comando, em dezenove jogos, venceu apenas nove, e em nenhum deles exibiu um jogo convincente. Ao contrário, as poucas vitórias que nos orgulharam foram claramente produto do esforço dos jogadores. O esquema excessivamente cauteloso subaproveitava o potencial dos atletas e levava a torcida ao desespero. Jogou-se no lixo dois campeonatos: o Paulista e a Copa do Brasil – esta, importantíssima para o momento do clube, e que se mostrava extremamente fácil – pelo menos de se alcançar a final.

Antes tarde do que nunca, recorrendo a outra máxima. O caminho deste time sob o comando de AC Zago era o rebaixamento. A decisão tomada corrige um erro cometido em fevereiro, quando da demissão de Muricy. Agora poderemos novamente esperar desempenho deste elenco, que ainda precisa de reforços, mas que na essência é bom. Os nomes que se apresentam neste momento são Tite, Celso Roth e Cuca. Nenhum agrada.

Para o próximo jogo, a tendência é que o time seja comandado por Parraga, retranqueiro que estava no comando do Palmeiras B que recentemente conseguiu o acesso à Série A2 do Paulista. A melhor opção seria prestigiar Juninho, técnico da equipe que brilhou na Copa São Paulo, apesar da eliminação nas semifinais. De qualquer forma, será uma solução-tampão. A rodada do meio de semana da Libertadores poderá liberar ao mercado um treinador em quem vale a pena colocar as fichas: Adilson Batista, que permanece à frente do Cruzeiro há muito tempo, deve encerrar seu ciclo no clube mineiro caso seu time não reverta no Morumbi a vantagem que cedeu ao São Paulo no jogo de ida.

Esperamos que a negociação com Adilson, caso realmente se inicie, não tenha os mesmos ingredientes da negociação com Muricy, onde o clube se viu refém da necessidade de um treinador qualificado e teve pouco poder de barganha na negociação, tendo que concordar em pagar salários altíssimos – e ainda incorreu em multa rescisória quando optou por interromper o trabalho. O pagamento dessas multas, as quais o Palmeiras hoje ainda cumpre com dois – agora três – treinadores é resultado de decisões não previstas, afinal, ninguém espera ter que demitir um treinador quando o contrata, a ideia é sempre que o profissional se encaixe no clube e cumpra o contrato até o fim. Uma vez  que se detecta um erro, é melhor corrigi-lo e arcar com as consequências do que permanecer dando murro em ponta de faca. Uma dessas consequências é conseguir um substituto, sob um contrato que não onere demais a já sobrecarregada folha de pagamento do futebol.

Mas por que se está tendo que trocar tanto de técnico? Aqui chegamos ao cerne da questão, já debatida em outros posts. O buraco é mais embaixo, com o perdão da auto-referência. A enorme instabilidade que se cria em torno do departamento de futebol é resultado de uma estrutura política frágil. Tanto os princípios das pessoas que fazem política no clube, quanto o texto do estatuto, documento que contém as regras do jogo, são de natureza altamente questionáveis. A atual diretoria, nunca é demais dizer, composta por poucos dos homens que podem dizer que estão nessas funções por amor ao clube e que querem o melhor para o time e para a torcida, tenta. Mas tamanha instabilidade os faz cometer mais erros do que nas CNTP. É um lamentável fato.

A saída, insistimos, passa por três aspectos: no curto prazo, a profissionalização do departamento – o que também não é um tarefa fácil, já que gestores de futebol não crescem em árvores. A médio prazo, a reformulação do estatuto, contemplando o fim dos conselheiros vitalícios e a reforma na estrutura societária e mudança na regra eleitoral. E no longo prazo, a mobilização de torcedores, batendo na mesa e se tornando sócios, para ajudarem a engrossar a voz das arquibancadas nos destinos do clube. Recomendo, como sempre, o grupo Fanfulla. Acessem o forum e informem-se sobre como podem ficar sócios.

Nada como um dia após o outro. Encerra-se uma breve e desastrada era. Começa outra. Vamos em frente.

***

Caro AC Zago, batemos muito em você aqui neste espaço. Nada pessoal. Seu desempenho à frente do time foi muito abaixo do esperado, e você jamais estabeleceu comando perante os jogadores. Como técnico, sua imagem fica bastante chamuscada, e sua carreira, que está apenas no começo, não parece promissora. Talvez seja momento de você reavaliar a decisão que tomou no fim do ano passado, quando preferiu abraçar a carreira de treinador em vez da de dirigente, segundo você mesmo, porque era mais rentável.

Sua longa carreira como jogador, brilhante, lhe rendeu recursos suficientes para proporcionar a você e à sua família bastante conforto. Seguindo na carreira de dirigente esportivo, você pode não aumentar ainda mais esse patrimônio como poderia caso se tornasse um técnico de ponta. Mas dado que isso não deve ocorrer devido à sua pouca capacidade de estabelecer comando sobre um grupo de jogadores, o que independe de experiência, sugiro que você volte a pensar na carreira fora das quatro linhas, na qual você teve um início muito bom, no Corinthians, embora tenha supostamente havido alguns episódios de falta de disciplina – a mesma que você reclamou não ter havido por parte dos atletas do Palmeiras no Rio. Mas são correções na rota fáceis de serem feitas.

Como técnico, lamento, mas parece que você não tem muito mais o que desenvolver. E continua tendo o respeito deste espaço como um dos maiores e mais vencedores zagueiros da história do clube. Sua passagem como técnico, apesar de desastrosa, foi breve, e não suficiente para manchar esse glorioso passado. Boa sorte.

Volta, mestre!!!

12 maio, 2010 por @parmerista  
Publicado na categoria: Comissão Técnica, Matérias

Essa vai na ignorância mesmo, sem checar melhor, nem pensar direito nas consequências.

Segundo o globoesporte.com, Felipão estaria rescindindo o contrato com o Bundiskol, ou sei lá qual o nome do time do fim do mundo em que ele se enfiou pra ser o treinador mais bem pago do mundo. A fonte parece que secou, e mestre Scolari, podriliardário, teria chegado a um acordo para rescindir o contrato e estaria liberado.

Presidente Belluzzo, pelamordedeus, pegue um avião e corra atrás dele, faça o possível e o impossível, venda as piscinas, venda a bocha, venda todo o elenco se for preciso, mas traga o Felipão, deixe na mão dele que o resto se resolve.

VOLTA FELIPÃO!!!

Jogadores no divã

15 abril, 2010 por @parmerista  
Publicado na categoria: Administração, Comissão Técnica, Diretoria, Matérias

Freud explica?A diretoria está se mexendo. Atenta à fragilidade emocional do elenco, e por indicação do técnico AC Zago, o Palmeiras passará a contar com os serviços da psicóloga Melissa Voltarelli, que já trabalhou com nosso atual treinador no São Caetano. A profissional ficará disponível para o elenco em tempo integral, ao contrário de Regina Brandão, um dos maiores nomes do mercado, mas que prestava seus serviços de forma ocasional, como consultora; e de Cristina Miguel, que dividia as atividades no profissional com o das categorias de base, formatos que evidentemente não vinham funcionando.

Particularmente, tenho dúvidas quanto à eficiência do trabalho proposto, devido à natureza dos boleiros, que tendem preconceituosamente a ter resistência quanto a esse tipo de atividade. Costuma ser mais efetiva uma abordagem mais direta, o papo motivador dos técnicos. Algo como fazem, por exemplo, Tite e Luxemburgo. O problema é que junto com o papo do técnico vem o próprio técnico, e nos casos dos citados, não, obrigado. O ideal seria que o Palmeiras tivesse um líder natural que fizesse esse papel no dia-a-dia, que ajudasse o grupo a recuperar o moral, ou melhor, que não deixasse que o abatimento geral progredisse e chegasse ao nível que podemos constatar hoje. A nova contratada, quando perceber o que tem em mãos para trabalhar, vai coçar a cabeça.

O meia Lincoln, por exemplo, um dos jogadores aparentemente mais esclarecidos do grupo, foi diplomático. Deixou claro que não deposita muita fé nesse tipo de trabalho, embora “respeite”. Como ele, provavelmente muitos jogadores devem se entreolhar meio desacorçoados quando se sentam numa sala para uma palestra desse tipo. Afinal – devem pensar – o que uma psicóloga entende de futebol profissional, do dia-a-dia de jogadores, de vitórias, derrotas, concentrações, pressão de torcida, armadilhas da imprensa, e tudo o mais?

É claro que não se trata de uma profissional novata, recém-saída dos bancos da faculdade. Acredito que deva ter especializações em esporte, e deve conhecer muito mais do que imaginam os jogadores sobre como funciona a mente humana em situações de estresses causados por competições de alto nível, de como melhorar a condição psicológica coletiva e não apenas individualmente, e tudo o mais. Na verdade, o sucesso ou fracasso desse trabalho está diretamente ligado aos atletas quererem ou não esse tipo de auxílio. Se os próprios jogadores estiverem conscientes que precisam de apoio psicológico, e assistirem às palestras e às consultas individuais receptivamente, sabendo que podem extrair muito mais do que imaginam e sair fortalecidos das mesmas, pode dar certo. Mas honestamente, tenho muitas dúvidas quanto a isso.

Enfim, só nos resta desejar muito boa sorte à nova profissional, e que ela consiga sucesso na abordagem com os jogadores. A diretoria mostra que não está dormindo, e age, faz o que deve ser feito e corre atrás de profissionais conceituados no mercado para solucionar os problemas, e é isso o que a torcida espera. Mas não só isso, claro. Que ninguém ache que simplesmente contratar profissionais e deixar tudo a cargo deles vai acabar com nossas deficiências. É preciso acompanhamento de perto, de muito perto, e constantemente. A presença dos diretores e do próprio presidente em treinos e nas viagens, como vem acontecendo recentemente, é muito importante. Que os jogadores sintam a presença de seus superiores e saibam que não estão batendo cartão em seus empregos, treinando, concentrando, viajando e jogando. Que eles sintam que onde eles trabalham tem chefe, tem diretoria, que estão num clube grandíssimo, representando uma coletividade imensa, que tem muita gente em vários cantos do planeta que perde até o sono dependendo do que eles fizerem no campo, e que por isso deixem de frescura e joguem bola. Cazzo.

Galeano chega para compor a comissão técnica

7 abril, 2010 por @parmerista  
Publicado na categoria: Comissão Técnica, Matérias

GaleanoO Palmeiras deve anunciar nas próximas horas a contratação de Marcos Aurélio Galeano para a função de auxiliar técnico. O cargo estava vago desde janeiro, quando Jorginho deixou o clube para assumir o comando técnico do Goiás.

Galeano, 38 anos, representou toda a relação de amor e ódio que existe entre a torcida do Palmeiras e seus jogadores. Prata-da-casa, foi alçado ao time principal em 1989, aos 17 anos. Época de fila, o jovem e inexperiente volante foi eleito o símbolo de mais algumas temporadas de fracassos no futebol. Seu nome era vaiado quando a escalação era anunciada no placar eletrônico do Palestra.

Em 1993, foi emprestado ao Rio Branco. Justo em 93, ano em que o time foi turbinado pela Parmalat e saiu da fila. No quadrangular semifinal, o Palmeiras surrou o Rio Branco por 6×1. O gol de honra dos visitantes foi dele, que não vibrou. Galeano ainda jogou pelo Juventude antes de retornar ao Palmeiras, em 1996. Ficou no Palmeiras até 2002, sua última partida foi a eliminação no Rio-São Paulo daquele ano, pelo critério de cartões amarelos. O Brasileiro daquele ano, felizmente, não faz parte de seu currículo pelo Palmeiras. Aliás, seu subconsciente até que tentou nos ajudar, ao cobrar um pênalti no placar do Palestra, jogando pelo Botafogo.

O ponto alto da carreira de Galeano foi o gol decisivo nas semifinais da Libertadores de 2000, contra o Corinthians (foto). De virada, o Palmeiras venceu por 3×2 e levou a decisão da vaga para os pênaltis, quando Marcos brilhou ao defender a cobrança decisiva de Marcelinho Carioca. Nesse dia, Galeano, capitão do time, embora fosse reserva de Rogério, eternizou-se na galeria de ídolos palmeirenses, não por seu futebol, bem pouco vistoso, mas por simbolizar a torcida dentro de campo, e protagonizar a volta por cima de um prata-da-casa que viveu desde os anos de chumbo do jejum, até fazer parte do grupo que venceu a Libertadores da América em 1999.

Galeano encerrou a carreira em 2008, e passou a trabalhar como auxiliar técnico. Seu último trabalho foi no Porto Feliz – propriedade da Traffic. Ao contrário do que pode parecer (e parece muito), e antes que boa parte da torcida venha com os dois pés no peito, sua contratação não é imposição da “parceira”. Ao contrário, a diretoria do Palmeiras teve que usar de diplomacia para comunicar à Traffic que estava contratando um de seus funcionários. Seu vínculo com o clube será pelo regime CLT.

Na função de auxiliar técnico, além de dar suporte nos trabalhos de campo, Galeano deve passar informações para o treinador a respeito dos próximos adversários do Palmeiras, e também observar possíveis contratações. Chega respaldado por César Sampaio, outro que, de boca, já está fechado para o cargo de gerente de futebol, e será seu chefe.

Desta forma, o Palmeiras, com Antonio Carlos, Galeano e César Sampaio, vai realizando o desejo de boa parte da torcida, que sempre quis ver antigos ídolos identificados com o clube no comando do futebol palmeirense.

Bem-vindo, e boa sorte, Galeano.

Histórico como jogador do Palmeiras
474 jogos (entre 1989/1992, e 1996/2002)
224 vitórias
118 empates
25 gols marcados

Campeão Paulista – 1996
Campeão da Copa do Brasil – 1998
Campeão da Copa Mercosul – 1998
Campeão da Taça Libertadores da América – 1999
Campeão do Torneio Rio-São Paulo – 2000
Campeão da Copa dos Campeões – 2000

2009, o ano que não terminou

23 março, 2010 por @parmerista  
Publicado na categoria: Arbitragem, Comissão Técnica, Diretoria, Jogadores, Matérias

2009

O golpe foi duro. Muito mais do que imaginamos.

A perda do título brasileiro do ano passado, da forma como aconteceu, depois de ter aberto toda a vantagem necessária para apenas administrar nas rodadas finais, do jeito como foi, recheada por episódios como o roubo de Carlos Simon e a briga de Obina e Mauricio, ainda não foi digerida pelo elenco. A ferida ainda está aberta, e parece longe de cicatrizar.

Dos 29 jogadores do ano passado, quinze já deixaram o clube. Por mais que estivesse cheio de furos individuais do quilate de Jumar, Jefferson e Marcão, foi um grupo que chegou ao título brasileiro. Sim, chegou, porque liderar da forma como liderou, e abrir do jeito que abriu a poucas rodadas do fim, é time campeão brasileiro. Pouco importa se em termos absolutos não era tudo aquilo. Em termos relativos, estava sobrando. E pontos corridos é um campeonato relativo.

As razões da perda do título não estão e nunca ficarão claras. Mesmo porque não existe apenas uma razão, e sim uma somatória delas, combinada com uma boa dose de falta de sorte delas terem acontecido todas num curto intervalo. Algumas fugiam ao nosso controle e não havia nada que pudéssemos ter feito, mas outras foram incompetência. Podemos responsabilizar este ou aquele em cada uma delas, mas no geral, a incompetência tem que ser atribuída ao Palmeiras, como um todo.

E isso ainda assombra a cabeça dos remanescentes de 2009. O episódio de hoje, envolvendo Marcos e Diego Souza no treino, pelo que pude apurar, foi reflexo desse estado de nervos permanente em que se encontra esse elenco, por mais que tenha sido mais de 50% renovado. Diego Souza e Marcos, os envolvidos na discussão, são dois remanescentes. E são dois dinossauros: Marcos, nem precisa dizer, e Diego já é um dos mais antigos do elenco – já está em seu terceiro ano de Palmeiras (só perde para Marcos, Bruno e Pierre em longevidade).

Não existe clima ruim, nem carinha virada. Se existe algum ressentimento de parte a parte, é bem controlado. Os jogadores se relacionam bem, conversam e se distraem num clima bastante amistoso nas concentrações, todos. Mas vira e mexe aparece na conversa o assunto 2009, e aí pinta o climão. Os que estavam em 2009: falam, falam, falam, e não concluem nada. Os que não estavam: ouvem, ouvem e se contaminam pelo clima ruim.

Como é que AC Zago vai solucionar isso? Não tem como, é uma sinuca de bico. O tempo, sabemos, cura tudo. Mas o tempo é incompatível com o futebol. Não podemos contar com o passar das semanas e dos meses para que as coisas voltem ao normal, porque nesse período onde as coisas estão ainda estão fervendo vão acontecer coisas que só tendem a piorar a situação.

A solução parece, cada vez mais, se desfazer rapidamente dos remanescentes de 2009. Já notamos que até Pierre começa a ficar longe do rendimento do grande Pierre que nos acostumamos. Diego e CleitonX vivem de lampejos. E mesmo Marcos faz uma de suas piores temporadas em termos técnicos. Armero teve aquela fase ridícula que todos se lembram, mesmo tendo exorcizado os demônios na Vila. Souza vem sendo a grande decepção do ano. Figueroa também. Mauricio Ramos providencialmente não sai do DM. Coincidência?

Sabemos que no futebol as coisas mudam muito rápido, e que esse bode que ronda o elenco pode ser definitivamente espantado com algum fato novo. A vitória sobre o Santos, por exemplo, poderia ter sido algo assim. Mas um detalhe – mais uma vez os detalhes – interromperam o processo. Parece um beco sem saída.

A competência também se mede nos detalhes, principalmente quando são estes os determinantes para os resultados de uma temporada. No nosso caso, pior: estão determinando o fim de DUAS temporadas. A perda desse título foi um dos golpes mais duros que um clube poderia ter sofrido, e boa parte dele pela própria incompetência. Mas sabemos que mesmo com essa incompetência, se outros detalhes que fugiaram ao nosso controle não tivessem ocorrido, teríamos sido campeões mesmo assim. O Flamengo teve um período no campeonato ridículo, esbanjou incompetência, na virada do turno estava em décimo-segundo. Havia quem apostasse em rebaixamento – Andrade só não foi mandado embora depois da derrota para o Avaí porque ele já era o interino e não havia ninguém para assumir. Mas a incompetência dos outros é premiada. A nossa, castigada em dobro.

É muita crueldade. Essa camisa é uma coisa muito séria, e esse tipo de coisa, esse bode oitentista, tem que ser espantado. E tem que ser uma atitude radical. Tecnica e taticamente, o grupo parece evoluir nas últimas partidas. Mesmo emocionalmente, o tempo está ajudando, mas lento, como sempre. O Palmeiras consegue repentes de personalidade e força emocional. Mas o fantasma volta a todo momento. Não dá. Se me perguntassem se sou a favor de uma limpa geral na turma de 2009, hoje, eu fecharia. Pronto, falei.

Categorias de base em alta

15 março, 2010 por @parmerista  
Publicado na categoria: Base, Comissão Técnica, Matérias

Trabalho, quando é bem feito, dá resultado – mesmo em terrenos que não primam exatamente pela meritocracia. Jogadores palmeirenses das divisões de base tiveram seus trabalhos reconhecidos e integrarão as seleções brasileiras sub-18 e sub-19, após as convocações anunciadas neste fim-de-semana.

No sub-18, o meia Patrick, que nem atuou tanto como titular, teve uma merecida convocação. O centrovante Miguel também foi chamado – e convenhamos, apesar de algumas qualidades, parece estar sendo um pouco supervalorizado. Os atletas embarcam para a África do Sul, onde disputarão o Torneio Quatro Nações, com a equipe da casa, mais Nigéria e Gana.

A equipe sub-19 contará com  o futebol do volante Fernando, que já foi promovido ao time principal do Palmeiras e cujo potencial é indiscutível. Outro palmeirense a reforçar a Seleção é o goleiro Borges. Os dois disputarão a Copa Internacional do Mediterrâneo, em Barcelona, e depois embarcam para disputar um torneio em Dubai.

A comissão técnica, mas do time principal, também está valorizada. O fisioterapeuta José Rosan Junior acompanhará o time sub-18, e o preparador físico Anselmo Sbragia, a equipe sub-19.

Parabéns a todos.