Verdazzo!

Manifesto popular pela Arena Palestra Italia

25 maio, 2010 por @parmerista  
Publicado na categoria: Internas, Matérias, Torcida

O documento abaixo foi redigido em grupo, por vários blogs e sites palmeirenses, e visa manifestar a urgência do início das obras da Arena Palestra Italia. Os destinatários, claro, são os conselheiros da SEP.

Faça o download do documento aqui, e passe adiante!


Momento de Transformações

A história é marcada por momentos de grandes mudanças, seja nas sociedades, nos países, ou mesmo nas microestruturas. Acompanhando estas mudanças, em dois anos, o bom e velho estádio Palestra Itália, palco de tantas glórias e que mesmo nas derrotas intensificou a palestrinidade de milhões de palmeirenses, será transformado na primeira Arena multiuso do Brasil que atenderá a todas as exigências da FIFA.

Esse é um investimento alinhado com todos os padrões internacionais de excelência de negócios, que estenderá benfeitorias significativas ao clube social, proporcionando receitas adicionais à entidade, comodidade aos torcedores, opções ao associado e orgulho a todos os milhões de aficionados pelo Palmeiras.

Tudo perfeito, exceto para cerca de 120 sócios e conselheiros, que em lugar de formarem uma oposição construtiva, cobrando da atual situação melhorias contínuas para a Sociedade Esportiva Palmeiras, bem como auxiliando na resolução das dificuldades inerentes a um empreendimento deste porte, preferem contrariar a decisão da Assembléia dos Sócios, bem como decisão prévia do próprio Egrégio Conselho Deliberativo da Sociedade Esportiva Palmeiras, solicitando reunião extraordinária para “deliberar” sobre o tema.

Nosso patrimônio, que foi corajosamente protegido por nossos dirigentes da inescrupulosa oligarquia paulistana durante a segunda guerra mundial, quando tentaram nos tomar este mesmo estádio Palestra Itália, hoje vê a oportunidade de entrar para a modernidade ameaçada por um conflito interno implementado por recentes lideranças que insistem em priorizar interesses próprios em detrimento aos da Sociedade Esportiva Palmeiras. Não bastassem as batalhas burocráticas que retardaram significativamente o início das obras de construção da Arena e a realização de benfeitorias no clube, agora teremos que aguardar uma nova reunião do conselho para que “dúvidas” de última hora sejam sanadas. Não há motivos relevantes para tais questionamentos. As supostas dúvidas que esse grupo de sócios e conselheiros desejam tirar não possuem qualquer base técnica ou racional. Portanto, os mesmos parecem estar agindo motivados por interesses distintos daqueles da coletividade palmeirense.

É preciso deixar claro que, ao fazerem isto, estão colocando em risco um projeto que coloca a Sociedade Esportiva Palmeiras na vanguarda do futebol mundial e que trará melhorias estruturais a toda sede social do clube, proporcionando melhorias a todos os associados e usuários das instalações.

Qualquer adiamento agora pode gerar a oportunidade para que possam surgir entraves públicos, ou até mesmo que interesses privados e esportivos inviabilizem temporariamente a execução da obra, causando danos irreparáveis a toda coletividade palmeirense.

Nós, sócios e torcedores apaixonados pela Sociedade Esportiva Palmeiras, através desta, manifestamos o total apoio ao início imediato das obras de construção da Arena, e solicitamos que os cerca de 120 sócios e conselheiros venham TODOS a público e manifestem claramente os motivos e intenções que os levaram a solicitar informações adicionais sobre a construção da Arena Palestra Itália, retardando o início das obras.

Comunidade Palmeiras do Orkut
Cônsules do Palmeiras
Eternos Palestrinos
Famíglia Palestra
Fanfulla
Forza Palestra
Lanostracasa
Mondo Palmeiras
Ostentandosuafibra
POL – Palmeiras On Line
Pró-Palmeiras
PTD – Palmeiras Todo Dia,
Rádio Palmeiras – Uma Paixão Alviverde
3VV – Terceira Via Verdão
Verdazzo

Que embaço é esse?

25 maio, 2010 por @parmerista  
Publicado na categoria: Internas, Matérias

O risco da Arena Palestra Italia não sair do papel existe, mas é muito pequeno. O risco das obras não começarem na data esperada existe, e não é tão pequeno assim. Vamos tentar entender o que está embaçando a Arena, na reta final para o início das obras.

Existe uma reunião do Conselho marcada para a próxima segunda-feira, e nessa reunião o órgão vai deliberar sobre manter a aprovação já referendada em instâncias anteriores, ou se realmente houve mudanças estruturais no projeto originalmente apresentado, descaracterizando o que já foi aprovado e exigindo novas rodadas de discussões entre os conselheiros.

Se o Conselho decidir manter tudo como está, as picaretas começam a bater em junho. Caso contrário, não há previsão. Essa chance existe. E o risco da W/Torre mandar tudo pro quinto dos infernos existe, esse é o risco muito pequeno de fazer com que nada aconteça e que o Palmeiras passe de Campeão do Século XX para Piada do Século XXI.

Essa indefinição foi o que inviabilizou qualquer ação de marketing para marcar a despedida do Palestra Italia na configuração atual no jogo contra o Grêmio. Seria uma temeridade, de fato, promover qualquer ação quando ainda existe um risco da coisa toda fazer água.

Os conselheiros que estão se movimentando pelas alamedas para atrasar o projeto alegam que estão defendendo o interesse dos associados, preservando os frequentadores do clube social. Talvez coincidentemente, todos estão ligados à oposição, a quem não interessaria nada, politicamente, que a gestão Belluzzo conseguisse concretizar o projeto. Mas é claro, isto é apenas uma coincidência.

Conversei no último sábado com um desses conselheiros, Gilto Avallone. O conselheiro Gilto foi um feroz militante do movimento Muda Palmeiras, de oposição ao grupo de Mustafá Contursi, até meados de 2008. Sempre um dos mais inflamados, o Dr. Gilto bradou inúmeras vezes em reuniões abertas ao público o quanto era importante resistir à política autoritária do ex-presidente. Surpreendentemente, após ter sido voto vencido em deliberações do grupo, passou a fazer oposição ao mesmo, sendo hoje um dos líderes do movimento que tenta atrasar a construção da Arena. Veja no vídeo abaixo como o Dr. Gilto explica essa posição do grupo de Conselheiros liderados por ele.

O buraco é mais embaixo

SEPO problema existe há muito tempo, mas sempre achamos que a camisa do Palmeiras falaria mais alto e ajudaria a superar as dificuldades, enquanto o trabalho de renovação, que é lento, de paciência, vai se desenvolvendo. Mas quem apostou nisso, e me incluo entre eles, errou.

Hoje, se o Palmeiras contratar um combinado com o que há de melhor no Barcelona, Internazionale, Bayern, Manchester United e Chelsea, fica em quinto lugar no Brasileirão, perdendo as chances da vaga no penúltimo jogo ao empatar em 1×1 com o Fluminense em casa. O problema no Palmeiras é rigorosamente estrutural.

Vamos começar pela Diretoria de Futebol. Gente muito decente, e competentes, mas não o suficiente. Cipullo sabe montar um time, e sabe negociar. Sustento o que sempre disse, minha opinião quanto a isso não muda com os resultados: o time é bom, o elenco é bom. Faltam duas ou três peças, claro, óbvio. Mas o que a torcida poderia entender é que a dificuldade em se conseguir fechar essas contratações vem da falta de dinheiro, e isso é consequência de uma postura agressiva tomada no ano passado para assegurar a conquista do Brasileiro. E o título não veio. E a sequência foram uma campanha desastrosa no Paulista e a eliminação pelo CAG na Copa do Brasil. Aí eu sou obrigado a rever meus conceitos.

O maior pecado da atual Diretoria de Futebol não é na formação do elenco. Não é na infra-estrutura. É na blindagem aos jogadores. A nossa camisa é pesada, mas não pode ser tanto assim. É um elenco de bons jogadores, mas com os nervos à flor da pele. Vejam como fomos eliminados pelo CAG. Lembrem-se de Obina x Mauricio. Recentemente, de Diego Souza. O Palestra é nitroglicerina.

Eles até tentam. O Gerente Administrativo de Futebol, Sergio do Prado, é praticamente persona-non-grata no clube por fazer o que pode para barrar o acesso de conselheiros insistentes, que teimam em estar presentes na Academia de Futebol para acompanhar os treinos, não só dos profissionais, mas principalmente da base. O interesse que certas figuras têm nos jovens é uma coisa comovente, como amam o esporte juvenil…

A torcida é absolutamente neurótica. E vamos falar em termos gerais, mesmo sabendo que há vários grupos distintos: bate em jogador com frequência, sempre nos melhores – não vão atrás dos ruins. Arruma confusão nos aeroportos. Jamais deixou nenhum treinador em paz  nos jogos no Palestra: nem Oswaldo Brandão, nem Felipão, nem o papa tiveram sossego nos bancos de reservas do Jardim Suspenso, durante os jogos sempre tem uma dezena de imbecis fazendo o que podem para aparecerem para a numerada e então voltarem para casa orgulhosos, contando para os tios e primos que a substituição que o técnico fez foi por causa deles.

A imprensa também faz sua parte, ao achar sangue onde não existe, ao lançar factóides, e ao promover supostas negociações que não existem, às vezes a mando de agentes, às vezes sendo inocentes úteis e repetindo uma papagaiada que não tem fundo de verdade; fazendo perguntas maldosas e/ou estúpidas, muitas vezes desrespeitosas. E fazem isso não só no Palmeiras, mas em todos os clubes – a intensidade é que pode ser discutida. Os jornalistas que cobrem o futebol sofrem preconceito na própria classe, de que seriam o que há de pior dentre os que saem dos bancos da escola – e boa parte dos rapazes e moças que trabalham no meio ajudam o preconceito a se transformar num sólido conceito. Basta ver os Twitters desse pessoal e ver que há vários que não sabem nem usar essa ferramenta e acabam revelando quem relmente são quando não estão com o microfone na mão com frases comprometedoras. Pobre minoria decente, honesta e que ama o futebol.

Alguns dizem que isso é reflexo da grandeza do Palmeiras. Em parte estão certos. Mas o Palmeiras, com toda sua grandeza, tem esses graves problemas em proporção muito maior aos clubes com quem se equipara em tamanho. Essa carga é  muito grande, mesmo ponderando com a importância do clube. Existem problemas inerentes ao próprio Palmeiras.

Há pouco mais de 30 anos deixou de existir uma escola de dirigentes no clube. A Sociedade Esportiva Palmeiras virou refém de um grupo de cartolas que não acompanhou a evolução do futebol. É necessário frisar que os cabeças da atual gestão também faziam parte desse grupo, mas se rebelaram em 1995, quando o rodízio e a renovação foram deixados de lado, e a ditadura foi imposta. Foi o fim de qualquer esperança, no curto prazo, de que o Palmeiras poderia reconstruir sua base, já carcomida, mas que à época ainda podia ser recuperada.

A ditadura que se instalou, acompanhada da alteração do Estatuto Social, fez do clube um feudo, repleto de vassalos facilmente corruptíveis, baratos, que serviram de sustentação para esse modelo por muito tempo, até que o soberano resolveu alçar vôos maiores e colocou um homem de sua confiança para continuar tocando o barco. Seu homem de confiança, entretanto, adorava futebol e rompeu com a política reinante de tocar o time como se toca uma padaria, visando resultado financeiro positivo ao final dos períodos.

Isso rendeu uma nova reviravolta política, mas a base, carcomida, depois de tanto tempo, já havia ruído. O Palmeiras virou terra de ninguém. Todos já foram do mesmo lado, mas poucos se mantiveram leais a ideais genuinamente alviverdes. A cultura que se arraigou, abrigada sob um estatuto forjado no fogo do inferno, fez do clube um ninho de parasitas, fortemente unidos por uma política toma-la-da-ca; com bravos e resistentes, porém quixotescos, oposicionistas – que agora têm a chance de voltar a comandar o clube, mas esbarram nessa estrutura apodrecida, a política das carteirinhas. O homem de confiança, que traiu seu mestre por amor ao futebol, hoje, por alguma razão, reconquistou sua confiança, voltou para o lado de onde saiu e hoje passeiam felizes pelo bosque.

É isso que não dá tranquilidade ao grupo que hoje tem a difícil missão de comandar o futebol do Palmeiras. Esbarra-se em todo o tipo de dificuldade política. Até a Arena os inimigos querem melar – não porque não seja boa para o clube, mas porque a placa da inauguração não terá o nome deles. A energia que se gasta para apagar os incêndios causados por essa gente mina os esforços que deveriam estar direcionados exclusivamente ao futebol. A atual diretoria tem todas essas dificuldades, e ainda têm que trabalhar para viver, pois, como foi dito, é gente honesta, decente.

E é isso que faz com que as falhas aconteçam. As atuais pessoas que lá estão, em especial Gilberto Cipullo, não tem condições para suportar a carga de uma vice-presidência, mais a Diretoria de Futebol, mas suas obrigações pessoais, diante de uma estrutura política tão pútrida e diante de pessoas tão inescrupulosas. E hoje, diante de tantos resultados ruins, tenho que admitir isso. Ele não pode continuar nessa função. Sua saída é o começo da solução para agora, pensando em 2010. Só que temos que achar uma saída maior, para resolver de vez os maiores problemas do clube.

Essa saída passa obrigatoriamente pela reforma estatutária. Extinção natural das cadeiras dos vitalícios, o símbolo da estrutura feudal. Vitalício morreu, a cadeira morre junto. Reduzindo o número de conselheiros pela metade, e fazendo com que todos tenham obrigatoriamente que concorrer a reeleições, diminui o compadrio e aumenta a necessidade de mostrar trabalho. As eleições para presidente, via voto direto do associado, desde que haja algum tipo de proteção para impedir que algum paraquedista com grande  poderio econômico “compre” os votos necessários, e desde que haja uma reforma na categorização dos sócios, dando poder aos sócio-torcedor, aquele que valoriza sobretudo o futebol, é outro ponto fundamental.

Mas isso é missão para o próximo presidente. Para já, para evitar que nossos jogadores apenas lutem para fugir do rebaixamento no Brasileirão – algo que suas capacidades estão muito além – não basta afastar Cipullo e seus adjuntos, porque quem entrar no lugar deles, na mesma estrutura, vai padecer do mesmo mal. A  mudança deve ser drástica, e exige acompanhamento de perto full-time, com cobranças constantes e metas a serem cumpridas – e isso só se consegue com profissionais remunerados. Aliás, podem traçar um paralelo com as diretorias financeiras e de marketing, que sofrem com o mesmo problema.

O apelo ao presidente Belluzzo é que vá por esse rumo, que altere radicalmente o comando do futebol, não só os nomes, mas a estrutura, de forma a ter mais condições de vencer os inimigos, que dormem em casa. Com profissionais remunerados, as decisões impopulares não precisam temer o ônus político. Só o Sérgio do Prado não dá conta de levar tanta bordoada sozinho, e ainda ser constantemente desautorizado. É preciso gente que acompanhe constantemente o grupo. Chefe por perto o dia todo, produtividade aumenta. Jogador fica com frescura, chama na salinha e bota o dedo na cara. Os jogadores são como crianças: no fundo, querem ser protegidos e repreendidos; precisam de alguém para impor-lhes os limites. E mais: repórter mal-intencionado vai pensar duas vezes. Conselheiro folgado vai bater com a cara na porta.

O diretor adjunto Savério Orlandi poderia perfeitamente continuar a exercer sua valiosa colaboração na elaboração e acompanhamento de contratos, sem se envolver nos outros aspectos do departamento que causam tanto desgaste. E Cipullo poderia colaborar na reconstrução da base do clube, na reforma estatutária, e na formação de novos diretores.  Presidente, realoque todo mundo. Seja o senhor mesmo o Diretor de Futebol de direito, e contrate profissionais para exercerem as funções de fato, e cobre-lhes os resultados. A pouco mais de seis meses do fim do mandato, não há mais nada a perder. Seria uma tacada ousada, difícil, mas que pode dar certo e seria, de fato, um grande feito desta gestão.

E nós? o que podemos fazer? Ora, se uma reforma na base do clube é necessária, o que nós podemos fazer? Amigos, quando eu me refiro à “base”, estou falando sobre gente. A base de um clube são as pessoas que o compõem. Se precisamos renovar a base, é com pessoas novas, que amem esse clube com toda a força da alma. Sem vocês aqui dentro, o esforço será em vão. O jogo hoje tem uma regra, temos que jogá-lo: fiquem sócios, e juntem-se aos palmeirenses que estão tentando fazer a diferença, lutando contra essa porcaria de estatuto e tentando fazer o possível e o impossível.

Mais uma vez, peço que acessem o site do grupo Fanfulla, que é formado por esse tipo de palmeirenses. Entrem no site, participem do fórum, informem-se o que é preciso para ficarem sócios e engrossarem esse  coro. O Palmeiras vai sobreviver, de uma forma ou outra, a essa tempestade, porque é grande demais. Ainda é. Mas a areia está caindo e precisamos reforçar a base. Não adianta só trocar o técnico e o diretor de futebol. Precisamos ter gente para ajudar a conduzir o clube com seriedade daqui a 10, 20, 30, 50 anos. O buraco, como puderam ver, e com o perdão do clichê, é bem mais embaixo.

Perdemos mais uma, para nós mesmos

30 abril, 2010 por @parmerista  
Publicado na categoria: Administração, Internas, Matérias

COF! COF!A reunião do COF na noite da última quarta-feira reprovou as contas da gestão Belluzzo do mês de abril por 10 a 7. Chovem mensagens apocalípticas na internet. Dizem até que a Arena corre risco por causa disso. É desinformação em cima de desinformação.

A aprovação das contas deve ter por objeto a licitude das operações. Ou seja, examinar os documentos e atestar a legitimidade das entradas e saídas de dinheiro. Auditar, verificar se não houve fraude. Ao rejeitar as contas, os conselheiros do COF deveriam ter provas concretas de alguma transação irregular, de desvio de dinheiro.

Ao que parece, nenhum dos diletos conselheiros apresentou qualquer evidência de irregularidade, o que nos permite concluir que a ignorância aliada à má vontade fez com que os mesmos usassem seus postos como instrumento de pressão política. É o Palmeiras, mais uma vez, perdendo para o Palmeiras. Em público.

Uma coisa é julgar a eficiência da gestão. Isso resolve-se nas urnas, não é competência do COF. Outra coisa, é julgar a lisura da gestão. Os nobres conselheiros do COF usaram o resultado financeiro para misturar alhos com bugalhos, e ao rejeitar as contas, mais uma vez lesam o Palmeiras. Uma gestão com as contas rejeitadas em seus órgãos internos perde credibilidade em todos os aspectos: para negociar créditos, pagamentos, patrocínios. Para contratar novos jogadores. Qualquer coisa.

Os conselheiros do COF tem a obrigação de justificar esse parecer para a coletividade palmeirense, de forma transparente. Têm que explicar por que chamaram o Palmeiras de clube de desonestos na presença do mercado. Talvez o estatuto especifique algo, mas desconheço qualquer tipo de represália a quem lesa o Palmeiras no exercício dessa função: fazem isso porque estão blindados.

É por isso que sempre chamamos os verdadeiros palmeirenses para que fiquem sócios do clube, e engrossem as fileiras de torcedores de verdade lá dentro. Batam na mesa, façam a parte de vocês, fiquem sócios juntem-se a bons grupos – recomendo, vocês sabem, o Fanfulla – e ajudem com seus votos a limpar o clube.

Uma mãozinha para a política do Verdão

22 abril, 2010 por @parmerista  
Publicado na categoria: Internas, Matérias

Mãozinha?Enquanto todos os palmeirenses estão discutindo o jogo em Curitiba, a classificação para a próxima fase e o brilhantismo do nosso treinador, a política palmeirense continua nos oferecendo pérolas.

Um dos comentários ouvidos nas reuniões informais entre conselheiros no famigerado Bar Social, antigo Bar Inglês, foi: “agora que vão construir essa merda de Arena, onde vai ficar o Bar Inglês?

Mas a notícia mais pitoresca vem da possível candidatura para o Conselho Deliberativo do associado que é conhecido pelas alamedas como “Mãozinha”. O referido, dizem, tem uma folha de serviços prestados ao clube pouco elogiosa, com algumas suspensões – e comenta-se até que chegou a invadir o banheiro feminino da sauna do clube, sabe-se lá em que condições. É declaradamente corintiano, segundo pessoas próximas. Sendo assim, sua candidatura teria que ser impugnada por ferir o artigo 150 do estatuto da SEP:

Art. 150 – Somente poderão fazer parte como membros dos órgãos constantes no artigo 4º deste Estatuto, “PALMEIRENSES AUTÊNTICOS”, com sentimento e convicções ideológicas que almejem preservar a tradição e os princípios fundamentais que inspiraram a formação do glorioso PALESTRA-PALMEIRAS.

Caso o referido seja eleito e tome posse, segundo a minha interpretação – que pode não ser a mais abalizada possível juridicamente porque eu não sou advogado –  pode até ser expulso do clube:

Art. 151 – Todo indivíduo que exercer qualquer cargo eletivo ou de nomeação na SEP, tomará posse mediante juramento de que é PALMEIRENSE AUTÊNTICO e que será fiel aos princípios fundamentais, sentimento e convicções ideológicas constantes no artigo anterior, ficando sujeito à eliminação do quadro associativo, no caso de transgressão a essas regras, ou posterior verificação de fraude no juramento ou nos princípios aqui estipulados.

Sempre achei meio esquisito o conceito de “palmeirense autêntico” do estatuto, pois não sei como é que se prova isso numa tribuna formal. De toda forma, é sabido que o cara é corintiano e que deve ser candidato pela chapa da atual oposição, comandada pelo ex-presidente Mustafá Contursi.

E la nave và…

Grandes nomes do esporte palmeirense

6 abril, 2010 por @parmerista  
Publicado na categoria: História, Internas, Matérias

OK, a fase do futebol não é das melhores. Felizmente dois grandes personagens do esporte amador, do passado e do presente, foram notícia neste início de semana, e resgatam o orgulho palmeirense.

Ubiratan

UbiratanUbiratan Pereira Maciel foi nominado para o Hall da Fama do basquete norte-americano na turma de 2010. Junto dele, figuraças como Karl Malone e Scottie Pippen, inesquecíveis para quem viveu a febre da NBA na década de 90. Antes dele, apenas Hortência representava o Brasil nesse seleto grupo. Ubiratan já fazia parte do Hall da Fama da FIBA, junto com o técnico Kanela e com a própria Hortência.

Falando em basquete, o time do Palmeiras/Araraquara classificou-se para os playoffs da NBB, e enfrenta o São José nas oitavas-de-finais. O primeiro jogo acontece na quinta, dia 8, em Araraquara. O confronto, em melhor de cinco, tem duas partidas previstas para televisionamento pelo SporTV: o jogo 3, dia 12, em São José, e o jogo 4 (se necessário), dia 16, em Araraquara.

Estamos falando de um monstro no basquete entre as décadas de 60 e 80. Nascido em São José dos Campos, Ubiratan começou a carreira no Espéria. Foi campeão mundial em 1963, pela Seleção Brasileira, com apenas 19 anos.  Bira, o “Cavalo de Aço”, chegou ao Palmeiras em 1975 e jogou pelo alviverde durante três anos. Nesse período, conquistou um bicampeonato paulista (75-76) e um campeonato brasileiro (77).

Vi Bira jogar o Mundial das Filipinas em 1978, quando o Brasil sagrou-se terceiro colocado. Lembro de pouca coisa, mas a imagem que eu tenho guardada na retina é a de um guerreiro dentro do garrafão, um jogador vibrante e muito respeitado pelos companheiros. Ubiratan morreu em 2002, com apenas 58 anos, mas o mundo não esqueceu seus feitos e o homenageia de forma muito justa.

Hugo Hoyama

Hugo HoyamaHugo Hoyama é o maior nome do tênis de mesa da história do esporte no Brasil. Aos 40 anos, acaba de assinar contrato com o Palmeiras, clube de seu coração, e defenderá o verde e branco na Copa Brasil que acontece neste mês de abril. O vínculo vai até o final deste ano, mas pode ser prorrogado.

Hugo, declaradamente palmeirense, disputou quatro olimpíadas (1992, 1996, 2000 e 2004), e trocentos jogos pan-americanos. É o atleta brasileiro com maior número de medalhas de ouro nessa competição: nove de suas treze medalhas pan-americanas são douradas. Em Atenas, em 2004, revelou um segredo ao repórter da Globo que cobriu a partida que rendeu-lhe a classificação à fase seguinte. Ele estava usando um amuleto: uma cueca do Palmeiras.

Hugo Hoyama declarou ao site oficial do Verdão que, após encerrar a carreira, gostaria de permanecer no Palmeiras ajudando a fortalecer a modalidade no clube. Só falta não se interessarem…

A vitaliciedade no Conselho do Palmeiras

30 março, 2010 por @parmerista  
Publicado na categoria: História, Internas, Matérias

ConselhoEm reunião ordinária do Conselho Deliberativo da Sociedade Esportiva Palmeiras, dois membros foram eleitos como vitalícios, ocupando cadeiras vagas. Mario Benedito de Souza e Reginaldo Alves Ramos foram consagrados vitalícios, abrindo seus lugares de conselheiros ordinários. Elas serão ocupadas pelos suplentes Ricardo José Arcediacono e Vicente Carlos da Silva Centro.

Todos concorreram à eleição pela chapa Palestra, encabeçada pelo então presidente Della Monica. Nenhum tem em seu histórico nenhum feito de relevância política. São apenas amigos, ou amigos dos amigos. Mas isso pouco importa.

A vitaliciedade é um dos maiores cânceres do clube. Dos 300 conselheiros, 148 são vitalícios. E para serem vitalícios, precisam ter cumprido uma série de exigências, como um número mínimo de mandatos (que não é tão mínimo assim) e terem sido diretores por várias vezes. Isso implica que, para ser candidato a vitalício, tem que ter rodeado o poder por muito tempo.

Então tem-se hoje um enorme cordão de conselheiros que ganharam carteirinhas de diretores por muito tempo, em troca da lealdade a quem os indicou para os “cargos”. O que fizeram, pouco importa, já que por muito tempo as decisões nos departamentos não eram tomadas pelos diretores, mas pelo poder central. Bastava distribuir as carteirinhas que todos ficavam felizes. A recompensa, no final, era a cadeira de vitalício. E manter boa parte desses 148 sob controle era uma fórmula quase infalível de se eternizar no poder.

Quase infalível. Falhou porque não previu uma traição. O que aconteceu de 2005 para cá está fresco em nossas memórias. Hoje um grupo oposto ocupa o comando do clube. Mas tem que enfrentar um Conselho composto por gente que se beneficiou, e ainda se beneficia dessas carteirinhas. E que trocam de lado sem a menor desfaçatez conforme a conveniência política, e não conforme os interesses do Palmeiras. É por isso que vemos, hoje, traído e traidor, criador e criatura, novamente se congraçando e partilhando a mesma pizza, e formando uma perigosa aliança para a próxima eleição – isso se não houver mais alguma traição de última hora.

Tudo isso só acontece porque para se eternizar no poder, alguém, um dia, moldou a configuração do Conselho através do estatuto, e deu-lhe essa forma anômala. O que acontece no Palmeiras hoje é fruto desse crime de lesa-Palmeiras praticado há alguns anos.

Governar o clube tendo contra si a maioria do Conselho é uma tarefa inglória. Ao mesmo tempo em que é preciso tomar atitudes urgentes  de saneamento, e assim romper com usos e costumes arraigados no dia-a-dia do clube, é preciso fazê-lo de forma a não conquistar mais um inimigo a cada dia no Conselho. E para isso, é preciso distribuir carteirinhas – tudo o que o clube não precisa.

É por isso que sempre pregamos que a solução para o Palmeiras está no longo prazo. Apenas a renovação gradual das cadeiras do Conselho é que vai libertar o clube desse círculo vicioso. E isso só se vai conseguir quando os torcedores de arquibancada derem um murro na mesa e decidirem se tornar sócios do clube, e participarem de movimentos com seus pares. Quem entra no clube movido pela paixão pelo time, nunca vai perder esse sentimento, e sempre vai se movimentar a favor do que é melhor para o time, e não para este ou aquele grupo se manter no poder, não para a manutenção de carteirinhas deste ou daquele amigo.

No curto prazo, para acelerar o processo, a extinção gradual dos vitalícios é a grande jogada. É claro que os atuais vitalícios, quase 50% do Conselho, não votarão contra seu próprio direito adquirido. Mas seria necessário extinguir as cadeiras assim que seus donos proporcionarem mais um minuto de silêncio no Palestra. Morreu? Leva a cadeira junto. Daqui 20 ou 30 anos os vitalícios seriam uma porção insignificante do Conselho. Urge uma reforma estatutária, e creio este ser o maior desafio da gestão Belluzzo.

É claro que outra via seria diminuir o poder do Conselho, instituindo as eleições diretas para presidente. Em teoria, lindo. Mas enquanto o perfil do associado com direito a voto não for predominantemente o de torcedor de arquibancada – ou mesmo de sofá, mas torcedor – isso pode ser um tremendo tiro no pé. E o perfil do associado, hoje, não é exatamente este. Tanto que a campanha pelas eleições diretas estacionou nas 1300 assinaturas, pelas últimas informações que obtive.

O resumo de tudo isto é: dê o seu murro na mesa, fique sócio do Palmeiras, e junte-se ao grupo com que você mais se identifica. Informe-se, politize-se. Faça a sua parte de verdade para ajudar o Palmeiras. Enquanto você não fizer isso, continuaremos divulgando o resultado das eleições para vitalícios. E segue o enterro.


Claro que eu já tenho a minha opção, mas prefiro confirmá-la num espaço à parte do texto principal. Muitos dos leitores do Parmerista! e agora do Verdazzo já sabem que venho militando há algum tempo no grupo Fanfulla, do qual fui um dos fundadores. Entre no site, informe-se sobre a atuação do grupo e sobre as propostas apresentadas. Se você já é sócio do clube e se interessou em apoiar esta causa, e em ajudar a torná-la melhor ainda, associe-se ao grupo. E se ainda não é sócio do Palmeiras, é a hora de dar o murro na mesa.

Um ídolo a menos?

25 março, 2010 por @parmerista  
Publicado na categoria: Administração, Diretoria, Internas, Matérias

César SampaioCésar Sampaio, ex-volante do Palmeiras, de 1991 a 1994 e depois de 1999 a 2000, atual diretor do Rio Claro, deve ser confirmado nos próximos quinze dias, ou antes, como novo gerente de futebol do Palmeiras, assumindo a vaga de Toninho Cecilio – com quem jogou aqui mesmo por 2 anos.

Multicampeão pelo Palmeiras – além de ter levantado a Taça Libertadores como capitão do time, ganhou duas vezes o Brasileiro, o Rio-São Paulo e o Paulista, foi autor de um gol antológico contra os bambis no Brasileiro de 93. Apesar de ter jogado nos outros três grandes paulistas, Sampaio ainda tem sua imagem indelevelmente ligada ao Verdão. Completará 42 anos na próxima semana, e sempre foi tido como um homem de caráter ilibado. Um grande líder.

Mas César Sampaio é dono da C2P Sports. Hoje seu portfolio tem perto de 40 jogadores. Um deles é o nosso grande George Preah, de triste lembrança para a torcida da Lusa, mas principalmente para a nossa.

César Sampaio, se realmente fechar com o Palmeiras, desempenhará uma função incompatível moralmente com sua atividade empresarial, assim como já o faz em Rio Claro. Mesmo que haja mecanismos que impeçam que o Palmeiras contrate jogadores ligados a seu portfolio, sempre há meios de burlar isso, e por isso, mesmo que ele não o faça, sempre pairará sobre si uma nuvem de desconfiança. Ele nunca terá paz.

Se ainda há tempo para reverter esse processo, gostaria que de alguma forma este apelo chegasse a César Sampaio: que ele não aceite a oferta. Seu gigantesco prestígio com a torcida do Palmeiras já foi manchado com a simples indicação de um cabeça de bagre como George Preah para o Verdão. Imaginem quando sua primeira contratação der errado. Imaginem o quanto sua competência será posta à prova. Pior: seu caráter. O ditado popular aqui se encaixa perfeitamente, e de forma irônica: “À mulher de César, não basta ser honesta. Tem que parecer honesta”. Para César Sampaio, no Palmeiras, também vale. Como dono da C2P Sports, isso é impossível.

Mesmo que sua passagem seja bem-sucedida e o Palmeiras conquiste alguns títulos, numa eventual época de vacas magras César será execrado. Sabemos como é nossa torcida.

Não se pode ver com bons olhos a contratação de ídolos palmeirenses para cargos ou funções-chave no futebol do clube. Inevitavelmente, de ídolos, passarão a ex-ídolos. O maior exemplo disso é Leão, tido como o maior goleiro da História do clube por uma importante corrente de historiadores, mas que conseguiu queimar sua imagem como bastião palmeirense em sua carreira de técnico, em suas duas polêmicas passagens pelo Verdão. O mesmo aconteceria com Evair, tão pedido por parte de nossa torcida para que assuma o cargo de treinador. Que nunca se concretize. Detestaria ter que me debruçar na mureta do Palestra e xingar até a quinta geração de Evair.

É assim que o Palmeiras vai queimar seus ídolos. Estamos numa fase de carência de títulos. Temos que nos apegar ao passado, vasto e glorioso, que é o que está nos restando ultimamente – e ainda acabamos por queimar nossos heróis? Deixem nossos ídolos no lugar que merecem: em pedestais, em molduras, em nossos corações. Não atirados aos leões.

É pelas duas situações – pela incompatibilidade de funções, e pela preservação de um ídolo – que torço fervorosamente para que aconteça alguma reviravolta no processo e que César Sampaio prossiga sua carreira longe do Palestra, ou, caso venha a colaborar com o Palmeiras, que seja numa função que não o comprometa nem de uma forma, nem de outra.

Avanti Palmeiras

24 março, 2010 por @parmerista  
Publicado na categoria: Administração, Internas, Matérias, Torcida

AvantiQue o programa Avanti anda muito abaixo do que esperávamos em termos dos formatos propostos, bem como nos resultados – uma coisa leva a outra, claro – todos sabemos.

Uma comissão de torcedores resolveu então ajudar o clube a corrigir a rota, da forma mais simples e democrática possível: usando a tecnologia disponível para OUVIR O TORCEDOR.

Assim, foi desenvolvida uma pesquisa, que pode ser acessada por qualquer torcedor, e assim colher dados que podem ser relevantes para a reformulação do programa.

Acesse o documento clicando neste link. Responda a pesquisa, e assim você estará ajudando diretamente o clube a estreitar o relacionamento com o torcedor, e também a aumentar suas receitas e a manter o estádio o mais cheio possível.

É isso que esperamos de um verdadeiro projeto de relacionamento com o torcedor. AVANTI, PALMEIRAS.

Fanfulla apresenta seus projetos à diretoria

19 março, 2010 por @parmerista  
Publicado na categoria: Administração, Internas, Matérias

FanfullaO grupo Fanfulla de sócios do Palmeiras foi recebido na última quinta-feira pela diretoria do clube na Academia de Futebol, onde pôde expor detalhadamente todos os projetos desenvolvidos pelo grupo desde sua fundação, em maio de 2008. Assistiram à apresentação os diretores e conselheiros Seraphim Del Grande, Genaro Marino, Valeriano Vicari, José Cyrillo Junior, Tarso Gouveia e Enrique Guglien, além do vice-presidente Gilberto Cipullo.

O Fanfulla hoje tem três representantes no Conselho do clube: Luis Henrique Fronterotta, Alexandre Zanotta e José Roberto Christianini. Estes dois últimos, além dos coordenadores do grupo Luiz Mousinho, José Cyrillo Neto, Junior Gottardi e Marcio D’Andrea (via teleconferência, de Detroit), apresentaram todo o portfolio de projetos, desenvolvidos em colaboração com toda a base do grupo, hoje com mais de 200 sócios do clube, além dos torcedores do Verdão que apóiam o movimento. A expectativa agora é que os projetos sejam adotados, na medida do possível pela atual gestão, e pelas próximas.

FanfullaForam apresentados os seguintes projetos:

  • Plano de Gestão (global, para todo o clube)
  • Lei de Incentivo ao Esporte
  • Arena Palestra Italia
  • Branding
  • Reforma Estatutária
  • Reforma no Departamento de Futebol

Para conhecer os projetos que o Fanfulla desenvolveu para o clube, acesse a página de Atuação no site do grupo. Para conhecer mais sobre o grupo, cadastre-se no site, e participe do fórum. E a melhor forma de colaborar é sendo sócio do Palmeiras. Como sócio do clube e  membro do Fanfulla, você vai ajudar no movimento mais importante dentro da política do clube, que é a renovação do Conselho. O Palmeiras precisa de novas cabeças, de sangue novo em suas fileiras. O Fanfulla caminha em direção a essa renovação. Mas o trabalho está apenas no começo, há muito o que ser feito.