Verdazzo!

Avanti em pauta

2 agosto, 2010 por @parmerista  
Publicado na categoria: Administração, Matérias, Torcida

AvantiPessoal, temos recebido alguns pedidos para que façamos comentários sobre o Avanti , o plano de sócio-torcedor do Palmeiras. A maior dificuldade em falar sobre o tema com propriedade é prosaica: nem eu, nem o Cesão, somos afiliados.

Por isso, imagino que a melhor alternativa seria servir de ponte com o Departamento de Marketing, e transmitir a eles todas as dúvidas e anseios dos torcedores, afiliados ou não. Assim, gostaria de pedir aos leitores do Verdazzo que usem os comments deste post para essa finalidade. Após o período de coleta de opiniões, levaremos o resultado aos responsáveis para que seja esabelecida, mais uma vez, a comunicação entre a torcida e o clube.

OK? Então sentem a ripa nos comentários. A bola está com vocês!

Negociações de jogadores: os importantes papéis da imprensa e da torcida

28 julho, 2010 por @parmerista  
Publicado na categoria: Imprensa, Matérias, Torcida

O longo processo que envolveu a recontratação de Valdivia pelo Palmeiras teve todos os ingredientes para ilustrar um tema que dificilmente vai ser discutido pela imprensa: o papel que os repórteres desempenham em negociações de vulto ao atuarem como especuladores. Afinal, o tema é o próprio comportamento da imprensa. Corporativista, a classe, que uniu o útil ao agradável ao inverter totalmente os papéis no episódio em que a imprensa e o time do Goiás se estranharam no Barradão, dificilmente vai colocar o tema na pauta. O Verdazzo, que não tem jornalistas em sua equipe, então faz esse papel.

O desespero dos jornalistas por darem o furo já parece ser um costume anacrônico. No tempo em que o único meio de comunicação de massa eram os jornais, fazia muito sentido ser o primeiro a dar uma notícia bombástica: um furo renderia ao jornal a primazia de ser o único a tratar sobre o assunto naquele dia, venderia horrores, o patrão ficaria muito contente, e o passe do jornalista, valorizado.

Este “vício” permanece até hoje, mesmo com a velocidade da Internet. Só que um furo hoje não vale nada. Um publica aqui, o outro retuíta dali, o colega já chupinha a matéria pro outro site, e pronto. Em cinco minutos, todos estão comentando, e poucos se preocuparão em saber quem deu o furo. A audiência do primeiro a noticiar vai ser grande, mas na Internet, todos fuçam todos os sites “para confirmar”, ou seja, mesmo que o veículo não seja o mais rápido, o simples acontecimento já lhe dará um expressivo aumento nas pageviews. O Verdazzo atesta por experiência própria.

Essa sanha por reafirmar a todos o quão é bem-informado traz muito mais prejuízos do que benefícios ao profissional, principalmente quando o assunto é uma negociação entre clubes para a contratação de um grande jogador. Ao captar um vazamento e rapidamente divulgar em seu blog, site ou Twitter, o jornalista aumenta a ansiedade da torcida, o que aumenta a pressão sobre o comprador, o que faz o preço subir – ajudando sempre o vendedor. Neste caso, por mais honesto que seja, o jornalista não atua como narrador da história, mas como personagem, mesmo que de forma involuntária – o que definitivamente não é sua função. Além disso, dá margem a pensar que o vazamento partiu do vendedor, e que o jornalista, neste caso deliberadamente agente do processo, está levando unzinho nessa.

Tem muita gente que gosta de viver seguindo uma novela, seja aquelas em que passam na Globo, sejam as narradas pela imprensa esportiva. Parece uma obsessão em seguir alguma trama. Os mesmos que seguiram a “novela Valdivia” imediatamente passaram a se preocupar em seguir uma nova, a “novela centroavante”, seja ele quem for. E estão enlouquecidos atrás de um nome, ou mesmo de uma pista. E pior, já tem gente inventando nomes, aproveitando-se dessa incrível necessidade de parte da torcida. É como a Globo: acaba uma novela, na outra segunda já começa outra, e a velhinha está lá, firme, se emocionando com o mocinho, chorando pela mocinha e morrendo de raiva da vilã. E ai da Globo se não tiver uma novela nova na segunda-feira. Assim é o ser humano.

Cabe ao torcedor palmeirense fugir desse tipo de conduta e não alimentar a audiência dos canais que usam essa linha, pelo simples fato de que prejudica o Palmeiras. O que mudou na vida dessas pessoas saber “antes” que o Valdivia foi contratado? O primeiro que deu a notícia, deu alguns minutos antes da imensa maioria. Até uma pacata velhinha que só assiste novelas da Globo e nem sabe que existe um chileno chamado Valdivia, ficou sabendo por osmose que o Palmeiras contratou um tal de Mago. Rapidamente, todos ficarão sabendo. O desespero não se justifica.

O Verdazzo entrevistou o jornalista Alex Muller na semana passada, e abriu a discussão. Muller, palmeirense apaixonado, tem uma conduta há anos no rádio esportivo que permite concluir que trata-se de um repórter honesto, que não se presta a fazer serviços para empresários de jogadores – mas que adora a linha especulativa. Muito bem informado, é um dos mais adorados pela parcela da torcida cuja ansiedade por contratações extrapola os limites do bom senso. Horas antes do anúncio oficial de Valdivia, alguém o informou que a negociação havia esfriado, e ele publicou. Deve ter tido milhares de acessos em seu blog. Vejam o vídeo abaixo. Nele, Alex Muller deu sua opinião sobre o tema.

Os comentários, mais do que nunca, estão abertos para a sua opinião.

A volta de Valdivia: Palmeiras vai fechando reformulação durante a temporada

27 julho, 2010 por @parmerista  
Publicado na categoria: Base, Diretoria, Imprensa, Jogadores, Matérias, Torcida

Há dez semanas, o Palmeiras enfrentava o Vasco pela segunda rodada do Brasileirão. O elenco tinha acabado de perder Diego Souza, em litígio com a torcida. O time que AC Zago colocou em campo foi Marcos; Vitor, Edinho, Léo e Armero; Pierre, Marcio Araujo, Marcos Assunção e Cleiton Xavier; Everthon (Bruno Paulo) e Robert (Marquinhos). O time atingiu o fundo do poço. A pobreza técnica foi de dar desgosto, de nos remeter às profundezas da década de 80. E o time já vinha de uma reformulação, promovida por Muricy no início do ano, onde nove jogadores do time que fracassou em 2009 foram dispensados.

Mas mesmo com nove dispensas no fim do ano, ninguém previu que esse grupo voltaria para 2010 tão esbagaçado e incapaz de recomeçar dignamente uma temporada, apesar dos reforços que foram chegando, como Vítor, Lincoln, Ewerthon, entre outros menos cotados e que até já saíram.  Isso resultou numa campanha vexatória no Paulista, a demissão fora de tempo de Muricy, e uma eliminação patética na Copa do Brasil. A solução emergencial foi esta segunda grande reformulação, durante o ano.

Tivemos a Copa do Mundo, e do time que empatou com o Vasco, já deram linha na pipa, além do projeto de técnico AC Zago: Cleiton Xavier, Bruno Paulo, Robert e Marquinhos. Também já deram adeus ao Palmeiras neste intervalo Figueroa e Paulo Henrique; Souza e Ivo foram envolvidos na negociação de Tinga. E os meninos Gualberto, Anselmo, Fernando e Joãozinho foram “devolvidos” ao time B. Nada menos que doze dispensas com relação ao time que iniciou o ano, além do técnico.

Repuseram as saídas dos meninos as subidas de Mayko, Patrik, Gilsinho e Bruno Turco. Foram ainda contratados Leandro Amaro, Tinga e Tadeu. Veio então o trio de ouro, algo que nem o mais otimista palmeirense sonhava há dez semanas: Kleber, Felipão e Valdivia. Qualquer um de nós, se perguntado há dez semanas se esses três resolveriam o problema, diria: “Claro que sim, não precisa de mais nada, mas com essa diretoria, não vai vir ninguém”. Pois eles estão na Academia, treinando. Valdivia, na verdade, ainda não, mas é questão de tempo. O anúncio, feito ontem à noite através do site oficial do clube, premia o esforço da diretoria de futebol, que é muito melhor contratando que discursando. Mas a realidade é que ainda há problemas, e a diretoria, agora que resolveu a questão de Valdivia, terá como focar em arrematar essa fase de reformulações com as últimas reposições.

A tensão que envolve as contratações do Palmeiras geram um desgaste inacreditável. As razões para isso vieram numa bola de neve: o técnico que iniciou o ano e que planejou a temporada foi dispensado. O substituto foi um desastre, que gerou futebol e resultados muito ruins. Resultados ruins geraram pressão da torcida, que clamou por reforços. A diretoria, mesmo correndo atrás dos reforços em silêncio, fez declarações mal calculadas para esfriar a tensão (“o time é bom”), e piorou as coisas.

A discrição pretendida nunca é conseguida, e o vazamento de informações fez com que as negociações com os medalhões chegassem muito cedo à torcida, que, ansiosa, aumentou ainda mais a pressão. Negociações desse tamanho são demoradas por natureza – se tivessem chegado ao público apenas em sua fase final, não teriam parecido tão lentas, irritando os torcedores que, de forma inexplicável, dizem odiar as novelas – mas não perdem um capítulo. Como resultado disso, a diretoria do Palmeiras, mesmo contratando em dois meses Kleber, Felipão e Valdivia, não consegue reverter a imagem de desgaste.

O Palmeiras chega então ao final de julho com quase todo o bom elenco que fracassou em 2009 fora do clube. Além dos goleiros, só estão no Palmeiras Armero, Danilo, Mauricio Ramos, Pierre e Lenny. Uma pena que jogadores com qualidade, e que estiveram tão perto de chegar a um título brasileiro, tenham sucumbido às pressões de se jogar no Palmeiras e não tenham conseguido formar um time vencedor. Enfim, não aguentaram, foram dispensados, e contratações foram feitas. O cenário hoje não é ruim.

Um elenco com:
- Marcos, Deola e Bruno;
- Vítor, Eduardo, Gabriel Silva e Armero;
- Danilo, mais um zagueiro pra ser titular; Mauricio Ramos, Leo, Leandro Amaro e Mayko;
- Edinho, Pierre, Marcos Assunção, Tinga, Marcio Araujo e Bruno Turco;
- Valdivia, Lincoln, mais um meia para brigar para ser titular, Patrik e Gilsinho;
- Kleber, um NOVE-NOVE, Ewerthon, Tadeu, Vinicius e Lenny

…ainda terá furos, toleráveis, como Eduardo, Armero, Leo, Marcio Araujo, Lenny… mas com um time titular em plenas condições de garantir uma vaga para a Libertadores, e que podem ser corrigidos na virada para 2011. Para isso, são necessários três reforços para este ano ainda.

Então:

  • que as próximas contratações não virem novela.
  • que as informações não vazem antecipadamente.
  • que os jornalistas não façam papel de agentes ativos nas negociações, jogando a favor dos vendedores.
  • que os jornalistas  não tentem desesperadamente ganhar audiência a qualquer custo – ontem mesmo, saiu uma “notícia” de que a negociação com Valdivia tinha ficado mais difícil – puro despiste, à noite o anúncio oficial foi dado.
  • e que a torcida saiba esperar, sem aumentar a mais ainda a já enorme pressão natural que se tem ao trabalhar num gigante como o Palmeiras.

Que cada um faça sua parte.

O que é melhor para o Palmeiras?

6 julho, 2010 por @parmerista  
Publicado na categoria: Administração, Diretoria, Matérias, Torcida

A partida da próxima sexta-feira, entre o Palmeiras e o Boca Juniors, fomentou uma interessantíssima discussão no Twitter entre alguns palmeirenses, a respeito do preço dos ingressos. É sabido que existem correntes fortes na internet que pregam a popularização dos preços, no sentido contrário do que vem sendo praticado pelo Palmeiras e também pelos nossos adversários, sobretudo Santos e Corinthians. E o São Paulo só não elitiza também os seus preços porque tem espaço de sobra e seu estádio vive com a taxa de ocupação abaixo da linha crítica.

No mundo perfeito, o estádio viveria cheio, ao maior preço possível, e o perfil “psicótico” dos torcedores seria o oposto ao do espectador de teatro: vibrante, em pé, cantando e empurrando o tempo todo. No mundo real, isso é impossível, por enquanto. Neste primeiro momento, é preciso priorizar uma das duas vertentes: ou se mantém o estádio cheio, e sacrifica-se a bilheteria; ou mantém-se o nível elevado de arrecadação às custas de um estádio cheio de torcedores com um perfil mais elitizado, comportado, frio – um choque na cultura do futebol.

“O que é melhor para o Palmeiras?”

Sempre que houver um dilema sobre o que fazer, é essa a pergunta que deve ser feita. Optar por A ou B, em qualquer questão, deve obrigatoriamente passar por essa pergunta. E nesse caso, a resposta não virá do sentimento primal de quem ACHA que deve priorizar a cultura popular, nem de quem ACHA que o que importa é a bilheteria bombando, mesmo que maximizando o ponto de equilíbrio da curva de oferta e demanda.

Como disse meu grande amigo Benê esses dias, temos que entrar em guerra com o verbo ACHAR. Temos é que SABER. Temos é que identificar todas as variáveis que compõem essa extremamente complexa equação. Todas as implicações de curto e longo prazo, dentro e fora do campo, de se ter ingressos baratos ou caros. Por exemplo: qual a implicação real na relação clube-torcedor, a longo prazo, de se praticar preços como o da partida de sexta-feira? E qual o efeito prático, dentro de campo, sentido pelos jogadores – pelos nossos e pelos adversários – com um perfil de torcedor mais ou menos elitizado? E quanto isso efetivamente se reverteu em vitórias para o Palmeiras? E por aí vai, há dezenas de questões relevantes que se relacionam com o preço dos ingressos.

São perguntas extremamente subjetivas, que requerem um estudo altíssimo nível. Mas se um estudo assim for feito, e seu resultado seguido à risca, os ganhos para o Palmeiras serão maximizados. Não se terá que optar entre um caminho ou outro, na base do achismo.

Marketing é uma ferramenta que deve ser usada em todo o seu potencial. Subutilizado, não vai atingir seus objetivos, e mal contextualizado, pode se virar contra seus agentes. É o que sempre aconteceu com os últimos diretores de marketing do clube, invariavelmente massacrados, independentemente da competência deste ou daquele. Marketing sempre foi um setor marginalizado no clube, e nunca houve uma estruturação no departamento. Na gestão passada, tentou-se valorizar a área, mas trapalhadas políticas acabaram por criar dois diretores que não conseguiram afinar o discurso e o resultado foi um desastre. Na atual gestão, o diretor conseguiu uma grande vitória: 1 (um) funcionário. Parece brincadeira.

Sabemos que o presidente Belluzzo adotou uma política de austeridade em todos os departamentos e exigiu cortes nos gastos em 30%. Investir na estruturação de um departamento de marketing neste momento seria complicado politicamente, geraria grande instabilidade. Mas os ganhos para o Palmeiras seriam enormes. Valerá demais a pena trabalhar as estúpidas ciumeiras internas e caminhar nessa direção, e dar à Diretoria de Marketing elementos suficientes para realizar um trabalho profundo a fim de mensurar o comportamento da torcida e seus desdobramentos dentro e fora do campo, tendo como parâmetro o preço dos ingressos.

O que está em jogo não são atitudes elitistas ou populistas. Não se trata de defender os ricos ou os pobres, de preservar ou de mudar a cultura. O que está em jogo, sempre, é o que é melhor para o Palmeiras.

Querem uma notícia de verdade?

12 junho, 2010 por @parmerista  
Publicado na categoria: Imprensa, Matérias, Torcida

Belluzzo e Felipão
Tempo de Copa do Mundo, e os pobres repórteres que não têm bala suficiente para ir à África do Sul precisam gerar audiência para seus empregadores. E a temporada de boatos atinge seu grau máximo. A maior barriga de todas, até agora, foi dada pelo ignóbil Renato Maurício Flamengo Prado – e olha que esse está cobrindo a Copa – que cravou que Felipão estava fechado com seu Meingaum.

A verdade é que Felipão está negociando com o Palmeiras. Mas daí a cravar que ele já está fechado, é tão ridículo quanto o que passou o nosso flamenguista preferido. E o torcedor palmeirense, ansioso e começando a ficar mal-acostumado com a concretização da quase impossível volta do Gladiador, começa a sonhar com um super-esquadrão formado por Valdivia, CleitonX, Lincoln, Diego Souza, Kleber e com Felipão no banco. E sofre com a ansiedade.

Amigos, não sonhem. A maioria absoluta dessas contratações são muito, mas muito difíceis – o que não impede a diretoria de tentar, e é o que eles estão fazendo. Mas Felipão tem um projeto firme de continuar na Europa, e deve vir para o Brasil – aí sim, para o Palmeiras, apenas caso realmente não obtenha sucesso em suas negociações por lá.

Por isso, aqui vai a “notícia”: Felipão pediu mais uma semana para dar a resposta ao Palmeiras. O “sim” que teria dado ao Verdão e que está sendo tão alardeado pelos desesperados de plantão foi com relação às condições caso seus planos de continuar por lá dêem errado. O que parece difícil, muito difícil.

A se lamentar, mais uma vez, que essas notícias continuem vazando. Não deveria haver nada na imprensa, sequer que existe a negociação. As conversinhas continuam sendo as maiores inimigas das negociações do clube.

Que não venham os negativistas de sempre dizer que Felipão está humilhando o clube, nos deixando em último plano, preferindo outros clubes de tradição muito menor como Galatasaray ou quetais. Trata-se de uma carreira baseada em mercados, e não há patriota ou palmeirense em sã consciência que considere o mercado turco inferior ao brasileiro, economicamente falando – jamais técnica ou esportivamente, claro. Na realidade brasileira, ele demonstra todo seu apreço ao Verdão nos colocando no topo dos clubes.

Cabe a nós secar os planos do mestre, para que, finalmente, ele dê o tão sonhado “sim” oficial ao Palmeiras . Mas infelizmente isso ainda está longe de acontecer. Portanto, tratem de desencanar, dar tempo ao tempo e aguardar. Essa turma que está dizendo que já está fechado está chutando, assim como nosso dileto RMP, que quebrou a cara com a recusa oficial de Scolari às propostas de Flamengo e Inter divulgada hoje. Além disso, coitados, precisam dar audiência de qualquer jeito. Ô imprensinha…

Otimista

4 junho, 2010 por @parmerista  
Publicado na categoria: Diretoria, Jogadores, Matérias, Torcida

Kleber

A chegada de Kleber, já oficializada pelo Cruzeiro mas ainda não pelo Palmeiras, é o início da reconstrução do elenco. Kleber, como disse São Marcos, não é nenhum deus e não vai resolver sozinho os problemas do time. Mas é uma grandíssima aquisição.

Kleber foi muito mais matador no Cruzeiro do que no Palmeiras. No clube mineiro, disputou 59 partidas e marcou 38 gols, uma ótima média de 0,64 gols/jogo, cerca de dois gols a cada três partidas, coisa que muito nove-nove por aí não consegue. Em sua passagem pelo Palmeiras, em 2008, fez 47 jogos e marcou 12 gols. Pelos números, o atleta parece ter evoluído seu futebol em sua passagem por Belo Horizonte. Se já conseguiu a condição de ídolo no Palmeiras marcando um gol a cada quatro jogos, imaginem se voltar marcando mais que o dobro disso.

O Gladiador foi eleito pelos leitores do blog Parmerista! o melhor jogador do Palmeiras em 2008, ano em que conquistamos nosso último título, quando teve a concorrência de craques como Valdivia e Diego Souza. Trata-se de um atleta que carrega consigo uma aura importante para o palmeirense. Ele tem condições de trazer a torcida de volta para o time, e com isso, contagiar positivamente os companheiros. Os jogadores de hoje entram em campo com medo. Se entrarem no gramado confiantes, os resultados tendem a melhorar muito. A contribuição de Kleber vai muito além de seu desempenho técnico. Por isso é que trata-se de uma contratação muito mais importante do que parece.

Você aceitaria Diego Souza de volta ao elenco?

  • Sim, é um jogador que interessa a qualquer clube. Prefiro ele aqui a vê-lo num adversário. (87%, 2.047 Votes)
  • Não, o que antecedeu sua saída deixou marcas muito profundas, não tem volta. (13%, 305 Votes)

Total Voters: 2.352

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Já pensaram se conseguirem trazer o Diego Souza de volta? Não está difícil, visto que ele sequer saiu. Com a torcida a favor, Diego tem condições de mostrar seu verdadeiro futebol, visto que é um jogador cujo termômetro parece ser exatamente o grau de empatia que goza com a torcida em cada momento. Hoje, 87% dos palmeirenses aprovariam sua volta.

A contratação de Kleber tem tudo para ser o esteio da virada palmeirense. Um novo técnico deve aparecer durante a Copa, bem como mais dois ou três reforços. Temos um patrocinador novo, a velha Fiat, com um acordo muito interessante para todas as partes. E a Arena já se tornou uma realidade, tirando um enorme peso das costas da Diretoria. Seraphim Del Grande voltou ao COF, e assim acaba o bate-cabeça na diretoria de futebol e as contas deixarão de ser rejeitadas por motivos políticos.

Parece que o furacão está indo embora. A parada da Copa vem a calhar. A torcida tem que fazer sua parte na volta, com o espírito renovado, e seguir apoiando o time. E a Diretoria, livre da dor de cabeça da aprovação da Arena e até mesmo para justificar um mais que desejável apoio da torcida, que trate de completar o time com as peças que faltam nessa parada. É urgente reforçar esse grupo para a recuperação ainda em 2010, e já preparar o planejamento de 2011. Quanto antes, melhor.

O Palmeiras 2010 escalado com Marcos; Vitor, Danilo, Edinho e Gabriel Silva; Pierre, Marcos Assunção, CleitonX e Lincoln; Kleber e Diego Souza, com um bom técnico já é time pra brigar lá no topo. Pra isso, basta reintegrar Diego e contratar o Adilson Batista. Este seria um plano conservador e não muito ambicioso, mas aceitável diante das circunstâncias. E com mais dois ou três reforços significativos, aí sim, ficaríamos realmente fortes, brigando de novo por título.

E se conseguirem o Felipão, aí o resto acontece naturalmente: já pensaram Kleber, Felipão e a torcida? A mídia e o mercado de jogadores se virariam a nosso favor imediatamente, fariam fila na porta da Academia. Vamos sonhar um pouquinho que não mata, torcida palmeirense…

*essa foto do post deveria ser eternizada na nova Arena num santuário especial. Que imagem sensacional…

Manifesto popular pela Arena Palestra Italia

25 maio, 2010 por @parmerista  
Publicado na categoria: Internas, Matérias, Torcida

O documento abaixo foi redigido em grupo, por vários blogs e sites palmeirenses, e visa manifestar a urgência do início das obras da Arena Palestra Italia. Os destinatários, claro, são os conselheiros da SEP.

Faça o download do documento aqui, e passe adiante!


Momento de Transformações

A história é marcada por momentos de grandes mudanças, seja nas sociedades, nos países, ou mesmo nas microestruturas. Acompanhando estas mudanças, em dois anos, o bom e velho estádio Palestra Itália, palco de tantas glórias e que mesmo nas derrotas intensificou a palestrinidade de milhões de palmeirenses, será transformado na primeira Arena multiuso do Brasil que atenderá a todas as exigências da FIFA.

Esse é um investimento alinhado com todos os padrões internacionais de excelência de negócios, que estenderá benfeitorias significativas ao clube social, proporcionando receitas adicionais à entidade, comodidade aos torcedores, opções ao associado e orgulho a todos os milhões de aficionados pelo Palmeiras.

Tudo perfeito, exceto para cerca de 120 sócios e conselheiros, que em lugar de formarem uma oposição construtiva, cobrando da atual situação melhorias contínuas para a Sociedade Esportiva Palmeiras, bem como auxiliando na resolução das dificuldades inerentes a um empreendimento deste porte, preferem contrariar a decisão da Assembléia dos Sócios, bem como decisão prévia do próprio Egrégio Conselho Deliberativo da Sociedade Esportiva Palmeiras, solicitando reunião extraordinária para “deliberar” sobre o tema.

Nosso patrimônio, que foi corajosamente protegido por nossos dirigentes da inescrupulosa oligarquia paulistana durante a segunda guerra mundial, quando tentaram nos tomar este mesmo estádio Palestra Itália, hoje vê a oportunidade de entrar para a modernidade ameaçada por um conflito interno implementado por recentes lideranças que insistem em priorizar interesses próprios em detrimento aos da Sociedade Esportiva Palmeiras. Não bastassem as batalhas burocráticas que retardaram significativamente o início das obras de construção da Arena e a realização de benfeitorias no clube, agora teremos que aguardar uma nova reunião do conselho para que “dúvidas” de última hora sejam sanadas. Não há motivos relevantes para tais questionamentos. As supostas dúvidas que esse grupo de sócios e conselheiros desejam tirar não possuem qualquer base técnica ou racional. Portanto, os mesmos parecem estar agindo motivados por interesses distintos daqueles da coletividade palmeirense.

É preciso deixar claro que, ao fazerem isto, estão colocando em risco um projeto que coloca a Sociedade Esportiva Palmeiras na vanguarda do futebol mundial e que trará melhorias estruturais a toda sede social do clube, proporcionando melhorias a todos os associados e usuários das instalações.

Qualquer adiamento agora pode gerar a oportunidade para que possam surgir entraves públicos, ou até mesmo que interesses privados e esportivos inviabilizem temporariamente a execução da obra, causando danos irreparáveis a toda coletividade palmeirense.

Nós, sócios e torcedores apaixonados pela Sociedade Esportiva Palmeiras, através desta, manifestamos o total apoio ao início imediato das obras de construção da Arena, e solicitamos que os cerca de 120 sócios e conselheiros venham TODOS a público e manifestem claramente os motivos e intenções que os levaram a solicitar informações adicionais sobre a construção da Arena Palestra Itália, retardando o início das obras.

Comunidade Palmeiras do Orkut
Cônsules do Palmeiras
Eternos Palestrinos
Famíglia Palestra
Fanfulla
Forza Palestra
Lanostracasa
Mondo Palmeiras
Ostentandosuafibra
POL – Palmeiras On Line
Pró-Palmeiras
PTD – Palmeiras Todo Dia,
Rádio Palmeiras – Uma Paixão Alviverde
3VV – Terceira Via Verdão
Verdazzo

Segunda-feira, na porta do clube

25 maio, 2010 por @parmerista  
Publicado na categoria: Matérias, Torcida

Segunda-feira, na TuriassuAmigos, muitos já devem ter visto em grandes sites palmeirenses como o Palmeiras Todo Dia, o Mondo Palmeiras ou o 3VV, que já existe uma corrente de mobilização de sócios para reverter essa tentativa de um grupo pequeno, mas influente, de conselheiros que pretende barrar a assinatura do contrato da Arena e consequentemente atrasar o início das obras. A ação se dará no próximo sábado, dentro do clube. O corpo a corpo dos sócios frente a esses conselheiros é importantíssimo, vital para que se aumente as chances de reverter essa tendência. O grupo Fanfulla, já confirmou: estará em peso. Também estarei lá, fazendo a minha parte.

Mas o Dia D é segunda-feira. No dia 31, por volta das 18, horas, os conselheiros começam a chegar ao clube para efetivamente participarem da reunião que vai definir o destino da nossa tão esperada Arena Palestra Italia. É hora do torcedor palmeirense, associado ou não, mostrar sua força. Quanto mais gente estiver na frente do clube, quanto maior a presença de torcedores do Palmeiras mostrando real interesse numa questão que para eles parece estar ligada apenas aos associados do clube, melhor.

Gostaria de aproveitar a deixa e fazer um mea-culpa. Recentemente, disse aqui que a única forma do torcedor ajudar o clube era se tornando sócio. Foi um exagero. É, e sem dúvida sempre será a melhor e mais efetiva forma- ou pelo menos enquanto a configuração do nosso estatuto for a atual – por causa do voto. Mas o não-sócio, o torcedor de arquibancada, também pode fazer sua parte exatamente em situações como a da próxima segunda-feira.

Estamos juntos nessa então: segunda-feira, a partir das 18 horas, no portão da Turiassu, com faixas, instrumentos musicais, e tudo o mais que estiver ao nosso alcance, vamos mostrar de uma vez por todas ao Conselho da SEP que o Palmeiras não se resume a alguns milhares de sócios, mas a 15 milhões de torcedores espalhados por todo o mundo, e que a responsabilidade desses senhores, definitivamente, é maior do que a que eles mesmos percebem.

Se essa Arena não sair, de Campeão do Século XX, passaremos rapidamente para Piada do Século XXI. Será difícil resistir a um golpe desses. Passe essa bola adiante, e convoque todos os palmeirenses. Vamos, torcida!

Depois da tempestade vem a enxurrada

19 maio, 2010 por @parmerista  
Publicado na categoria: Diretoria, Imprensa, Jogadores, Matérias, Torcida

EnxurradaE ainda sobrou pro Robert e pra toda a comissão técnica do Zago. Foi todo mundo pra rua. Quando pensávamos que nada podia ficar mais caótico depois da ridícula eliminação nos pênaltis para o CAG, eis que o episódio Vasco/Rio de Janeiro/Zago/Robert detonou uma crise sem paralelos desde a goleada de 7×2 para o Vitória em 2003.

Ainda se envolveram direta ou indiretamente na bagunça o diretor Seraphim Del Grande, o gerente Sergio do Prado, o auxiliar Galeano, e até o segurança Adauto. Um festival de declarações desencontradas, declara, corrige, desmente, confirma, reafirma. Zago, duramente criticado, saiu atirando. A imprensa ávida por sangue teve seu dia de glória. Entre os feridos, salvaram-se Galeano e Ewerthon. Possivelmente Mauricio Ramos tenha sido atingido de raspão também.

O time sai do imbroglio sem seu único centroavante de ofício – nem Bruno Paulo nem Paulo Henrique fazem o NOVE-NOVE clássico – e sem técnico, o que, convenhamos, não fará muita diferença neste caso. Parraga assume o time no jogo histórico que pode não ser mais histórico – a suposta despedida do Palestra, que está marcada para este sábado contra o Grêmio, pode não ser a despedida, já que a eficiente oposição tenta adiar através de peças jurídicas o início das obras. Quiséramos nós que eles fossem tão eficientes quando estavam com a caneta na mão. Por conta da indefinição, ações de marketing que estavam sendo idealizadas para a suposta despedida foram engavetadas.

E depois da tempestade, todo mundo sabe, vem a enxurrada de boatos. Todos semeando grandes esperanças. Nada melhor que informações maravilhosas jogadas ao vento para anestesiar a dor de uma sequência tão dolorida. Vi num artigo só que já estavam “apalavrados” Felipão, Valdivia e Kleber. Em outro, Diogo ex-Lusa e Deivid; mais a Fiat fechada por dois caminhões de dinheiro, e também que quatro meninos da base seriam promovidos: Gilsinho, Patrick, Luis Felipe e Ramos. E lá vai a pobre torcida do Palmeiras dormir sonhando. Chega a dar pena.

E aí? Vai embarcar de novo? Vai se encher de ilusões pra depois vir chorar as pitangas na internet e dizer que foi enganado? Chega né…

Como torcedores, não há nada a fazer. Protestar, fazer campanha na internet, batucada, estender faixa, pichar muro e o escambau não adiantam nada. Se quiserem fazer algo que realmente faça a diferença, é ficarem sócios do clube. Aí sim.

Enquanto isso, durma-se, com tudo isso aí…

Conversinha

16 maio, 2010 por @parmerista  
Publicado na categoria: Diretoria, Matérias, Torcida

BzzzzzzzHá cerca de três semanas, encontrei com o Prof. Belluzzo no evento de lançamento do livro do Ziraldo, na Livraria Cultura. Cumprimente-o, e começamos a bater papo. Aproveitei para fazer uma pergunta:

- Professor, e essa conversinha de que estamos trazendo o Carlinhos do Santo André, aquele que passou pelo Santos?

O presidente me respondeu, num tom meio ressabiado, pois parece que não ficou claro para ele se eu estava apenas perguntando ou meio que preparando uma paulada.

- Conversinha não! Vem mesmo!

Eu disse conversinha no sentido de boatos por aí, não de conversinha dele – eu estava mais mal informado do que ele pensava. Mas tudo bem. Ele não estava de todo errado em ficar na defensiva, pois eu em princípio não gostei muito do boato mesmo, e quando tive a confirmação da boca do próprio presidente, me permiti questionar a razão.

- Mas professor, já temos o Vitor e o Figueroa pra direita; o Armero e o Gabriel pra esquerda, e ainda o Eduardo pras duas. Por que mais um?

- O Armero está indo para o Parma. Se quisermos ganhar o Brasileiro, precisamos de elenco. E esse Carlinhos é um belo lateral.

Pareceu-me convincente. Depois de ponderar por alguns momentos, mudei de ideia e passei a gostar da contratação. Ainda fiz-lhe outras perguntas sobre outros assuntos, e logo encerramos a conversa.

E eis que algumas semanas (!) depois, Carlinhos fechou com o Fluminense. Entrando no mérito da negociação: o Fluminense cobriu, então acabou. Chegaram num valor que o Palmeiras considerou alto demais pelo que o jogador vale. Diante disso, não vejo problemas em “perder jogador pro Fluminense”. Mesmo porque, se depois o cara empaca, como ficam os salários dele até o fim do contrato? O Palmeiras é que pagaria. Então, que vá com Deus.

Mas o que incomoda nesse caso é um velho problema de todas as gestões do Palmeiras: a conversinha. Porque no fundo, com todo o respeito, era conversinha. Afinal, Carlinhos não é jogador do Palmeiras.

Quantas vezes o desfecho não foi esse: o jogador negocia aqui, os bastidores do Palmeiras fervem, fecha-se o negócio “de boca”, divulga-se tudo informalmente antes da assinatura do contrato, e o jogador fecha com outro time.

É impossível garantir o sigilo absoluto de qualquer negociação, porque sempre há a outra parte. E é até provável que desta vez o vazamento inicial tenha sido do lado de lá, usando o Palmeiras exatamente para alavancar a negociação com o Fluminense. Mas se a frequencia desse tipo de situação é maior aqui, é porque tem mais vazamento do lado de cá do que nos outros times, isso é fato. Os dirigentes palmeirenses precisam entender que nossa torcida é ansiosa demais, e que qualquer notícia como essa ganha proporções gigantescamente maiores do que deveriam. E ainda tem o tempero dado pela imprensa, que carrega nas tintas e  avacalha: “Palmeiras perde Fulano para o time X; Palmeiras leva chapéu do time Y” – não importa que sair da disputa pelo jogador foi a melhor decisão, isso não interessa pra quem quer vender jornal. Isso reflete na pressão que virá das arquibancadas no jogo seguinte. Esse acúmulo de frustrações entra em erupção no próprio Palestra Italia no primeiro empate em 0×0 no primeiro tempo.

O caso semelhante mais recente é o do Muriqui. Acabou indo pro Atlético-MG. Bela porcaria. Não está jogando nada por lá, nada indica que jogaria melhor por aqui. O Atlético cobriu, então eles que gastem com o salário desse tranqueira. Mas na época, foi mais pressão da torcida: “perderam jogador pro Atlético Mineiro, que absurdo!!!“. Hoje, ninguém vem dizer que ainda bem que tomaram a melhor decisão, que teria sido queimar dinheiro investir no pereba. A decisão foi a melhor possível, mas o ônus da pressão naquele momento, não se evitou, por causa da conversinha. E era só todo mundo ter ficado calado, ninguém jamais saberia que houve sequer uma tentativa com o Muriqui. E aquele mês teria sido um pouco mais fácil.

A pressão em cima da cartolagem palmeirense é tão grande, que eles se precipitam em soltar boas notícias, como seria a contratação de um Carlinhos, para aliviar um pouco. Só que a emenda sai pior que o soneto, porque muitas vezes a negociação não se concretiza. E pior que isso se repete, e se repete, e se repete. E se repete de novo.

Dio santo…!

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