Verdazzo!

O Dia da Nova Arrancada Heróica!

18 de setembro de 2010 por @cesarmorelli  


Fonte da réplica da partida da Arrancada Heróica, em que o SPFC fugiu de campo quando perdiam de 3 a 1: Maglia Verde

Clique para ampliar.

O Palmeiras entrará em campo no clássico deste domingo [19] contra o São Paulo, no Pacaembu, vestindo um modelo de camisa igual ao do ano de 1942, quando, pela primeira vez, o antigo Palestra Italia atuou com o nome de Palmeiras. O episódio, conhecido como Arrancada Heroica, ocorreu no dia 20 de setembro daquele ano, no próprio estádio do Pacaembu, diante do mesmo São Paulo. A vitória por 3×1 garantiu o título estadual ao Verdão.

Durante a Segunda Guerra Mundial, com o Brasil combatendo ao lado das forças Aliadas, um decreto do governo Getúlio Vargas proibiu qualquer entidade nacional de usar nomenclatura relacionada aos países rivais do Eixo (Alemanha, Itália e Japão). O Palestra Italia, assim, foi obrigado a mudar de nome, passando a chamar-se Palestra de São Paulo.

A mudança, porém, não aplacou as pressões políticas e até desportivas. E sob pena de perder o patrimônio e ser retirado do campeonato o qual liderava invicto, o Palestra teve de mudar o nome novamente. Nas vésperas da partida contra o São Paulo, válida pela antepenúltima rodada do Paulistão e que poderia definir o campeão por pontos corridos, a diretoria palestrina se reuniu para alterar a denominação do clube. Quando as discussões estavam no auge, o Dr. Mario Minervino pediu a palavra e solicitou ao secretário, Dr. Pascoal W. Byron Giuliano, que anotasse na ata: “Não nos querem Palestra, pois seremos Palmeiras e nascemos para ser campeões”. E assim foi.

O Palmeiras entrou em campo naquele dia 20 de setembro de 1942 com um novo nome, um novo símbolo (desta vez só com um “P” e não mais com o “PI”) e conduzindo a bandeira brasileira sob o comando do capitão do Exército Adalberto Mendes. Os supostos “inimigos da pátria”, desta forma, surpreendiam o público presente no Pacaembu. E, com a bola rolando, o orgulho e a técnica falaram mais alto. A equipe vencia por 3×1 quando o São Paulo, descontente com a marcação de um pênalti para o adversário, retirou-se de campo. O título estava garantido. Assim, como previsto, “o Palestra morreu invicto, e o Palmeiras nasceu campeão”.

FICHA TÉCNICA:

Palmeiras 3 x 1 São Paulo

Palmeiras
Oberdan; Junqueira e Begliomini; Zezé Procópio, Og Moreira e Del Nero; Cláudio, Waldemar Fiúme, Villadoniga, Lima e Echevarrieta. Técnico: Armando Del Debbio

São Paulo
Doutor; Piolin e Virgílio; Lola, Noronha e Silva; Luizinho, Waldemar de Brito, Leônidas, Remo e Pardal. Técnico: Vicente Feola

Local: estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP)
Data: 20 de setembro de 1942
Público: 55.913 pagantes
Árbitro: Jaime Janeiro Rodrigues
Gols: Cláudio, aos 19min, Waldemar de Brito, aos 23min, e Virgílio (contra), aos 43min do primeiro tempo; Echevarrieta, aos 14min da segunda etapa
Cartão vermelho: Virgílio

Fonte: Agência Palmeiras

Gostou da ideia do Verdão entrar com a camisa igual ao do ano de 1942?

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  • http://twitter.com/blackmorimoto Augusto Morimoto

    Espetacular, por isso essa torcida tem orgulho de ser Palmeiras! Torcida fanática que canta e vibra, e não um bando de bunda mole que torce pra timinhos em destaque, timinhos da Moda! A nossa força vem dos primórdios! Avanti.

  • http://twitter.com/radiofonico3 Richard K. Meckien

    Um capítulo sensacional da história de um clube que, como se diz, se confunde com a história da cidade e até mesmo com as merdas que aconteceram em todo o Brasil.

    É engraçado como é frequente ver descendentes de japoneses, alemães e italianos mais velhos com nomes duplos ou com nomes bastante “abrasileirados”. O que conheço de Juraci, Nilton, Reinaldo e Jandira com mais de 50 anos e com essas ascendências é uma coisa impressionante. E todos relatam as mesmas coisas: “Em casa me chamam pelo primeiro nome, mas sempre me apresentei com o nome brasileiro”. Meu avô mesmo se apresentava como “Rodolfo”, sendo o nome dele alemão… e isso mesmo depois de ter sido preso em Santa Catarina, tal a opressão e a quase que obrigatoriedade de travestir as raízes. E não é que o Palestra também foi afetado ?

    Também já ouvi muitas histórias de avôs de amigos meus que se diziam palestrinos e que mudaram de time (às vezes o Corinthians, mas principalmente as Bibas) durante essa época. Talvez seja um pouco radical da minha parte, mas muitas vezes quando vejo um descendente de italianos bem mais velho e que não torce pro Palmeiras eu penso “covarde” por puro reflexo. Não por maldade… mas acho que porque eu tendo a engrandecer mais aqueles que se mantiveram firmes e fizeram valer o orgulho de suas origens.

    É incrível o Palmeiras ser um resquício vivo de história… e isso dá um orgulho imensurável.

  • http://www.facebook.com/people/Leandro-de-Souza/100001074421231 Leandro de Souza

    A história do Palmeiras é mesmo sensacional… e que epísódio lamentável para o SPFC, ter se retirado de campo tão covardemente!

    Amanhã, torceremos para que a história não seja diferente. Avanti Palestra!!!

  • http://www.facebook.com/people/Dily-Magalhaes/1677297272 Dily Magalhães

    kkkkkkkk eu raxei akii

  • http://www.facebook.com/people/Mario-Luis-Magnani/100000770607975 Mário Luís Magnani

    O Palmeiras é um clube cuja História se mistura com a História do Brasil e do Mundo. E a A Arrancada Heróica é das mais lindas e mais emocionantes.

  • http://twitter.com/PorcoLocco Guilherme Gomes

    “O Palestra morreu invicto,e o Palmeiras nasceu campeão!!”

    Meu orgulho,minha honra…meu Palmeiras!!!

  • http://twitter.com/allan_SEP Allan Gomes Cieri

    Simplesmente sensacional! VAMO PALMEEEIRAAS!!!

  • http://www.facebook.com/people/Raffaello-Marques/100000065547482 Raffaello Marques

    essa camisa do palmeiras é das lindas a mais linda, pois todas do Palmeiras merece esse adjetivo.