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Atlético-PR 2×2 Palmeiras
17 de maio de 2012 por @parmerista
Num jogo com dois tempos bem distintos, o Palmeiras conseguiu um bom empate no Durival de Britto e já começará o jogo da volta classificado, em Barueri, na próxima semana. Mesmo estando atrás no placar duas vezes e sendo escandalosamente operado pela arbitragem, o time manteve os nervos no lugar e controlou a partida, principalmente no segundo tempo, e na parte final do jogo esteve mais perto de vencer do que o time da casa.
O primeiro tempo foi caracterizado por um imenso latifúndio improdutivo no meio do campo. O Atlético, com três atacantes, ofereceu o espaço, mas o Palmeiras não aproveitou. Assim, a bola corria de um campo a outro com muita rapidez, os dois times chegavam à frente da área do adversário com facilidade. Com mais opções ofensivas, as chances do Atlético eram mais agudas. Enquanto Valdivia, Barcos e Mazinho tentavam envolver a defesa paranaense na base do toque, do outro lado os três atacantes do Atlético buscavam as jogadas de velocidade sobre nossos laterais.
O aspecto emocional era um fator chave na partida, e o Palmeiras não conseguiu segurar o ímpeto inicial do time da casa. Em falta pela direita, Ligüera cobrou no segundo pau. João Vítor perdeu a disputa com Renan Foguinho, que cabeceou para o meio, enquanto Bruno foi atrás de uma bola que não era dele. Barcos marcou a bola e deixou Bruno Mineiro com liberdade para conseguir a movimentação para fazer o cabeceio para o gol vazio. Logo depois, o único lance em que os paranaenses podem ensaiar reclamar do juiz: Ligüera invadiu pela esquerda e tentou cruzar, Mauricio Ramos fechou e a bola bateu no abdôme do zagueiro e depois em seu braço. O lance era interpretativo. O juiz não deve ter visto, porque se visse, interpretaria pênalti, claro.
Três minutos depois, o Palmeiras empatou, exatamente da forma que vinha tentando até então: bola de Valdivia para Barcos na área; no meio de dois zagueiros ele dominou, tirou o marcador mais próximo e deslocou o goleiro, batendo firme para o gol. Só que nem deu tempo de respirar e no lance seguinte Guerrón recebeu nas costas de Juninho, em escandaloso impedimento, entrou em diagonal e chutou cruzado; Bruno defendeu parcialmente e Edigar Junio colocou o Atlético novamente na frente. E ainda eram 22 minutos.
O jogo seguia aberto. Aos 26, falta para Marcos Assunção bater da intermediária. A cobrança saiu perfeita e tinha o endereço , mas um jogador da barreira do Atlético cortou acintosamente com a mão – o pilantra mandou seguir. Três minutos depois, nova falta, Kid mandou na gaveta mas Rodolfo foi buscar. Aos 34, troca de passes entre Valdivia e Barcos, o argentino conseguiu a finalização mas desta vez Rodolfo defendeu. O Atlético respondeu e quase ampliou, mais uma vez com Ligüera, que invadiu a área sozinho após corta-luz de Bruno Mineiro; lento, o meia gringo acabou desarmado por um incrivelmente preciso carrinho por trás de Mauricio Ramos. O Verdão ainda teve mais duas chances: com João Vítor, que bateu de dentro da área e Rodolfo defendeu, e em outra falta de Assunção, que explodiu no travessão. E assim acabou o agitado primeiro tempo.
Felipão corrigiu bem o posicionamento do time para o segundo tempo, e conquistou o meio-campo. O Atlético aceitou jogar pelo contra-ataque após ter conquistado a vantagem, e a posse de bola daí para a frente foi totalmente do Palmeiras. Logo aos cinco, Barcos tabelou com Mazinho e fuzilou, a bola desviou na zaga e foi no travessão. Aos sete, Juan Carrasco resolveu dividir uma bola com Valdivia fora do campo e foi excluído do jogo. Em seguida, Barcos levou o terceiro amarelo numa disputa de bola e assim ficou de fora do jogo da volta.
Scolari então mandou Luan e Maikon Leite para o jogo, nos lugares de Cicinho e Mazinho. João Vítor foi pra direita, e o Palmeiras ficou no 4-3-3, aproveitando que o Atlético não queria mesmo saber de ocupar o meio-campo – ainda mais sem o técnico nem o preparador físico no banco para orientarem o time. E a mexida deu resultado rapidamente: tabela de Maikon Leite com Barcos, o ponteiro recebeu pela direita, cortou para o meio e mandou um foguete, de esquerda, na gaveta de Rodolfo, empatando novamente o jogo.
Logo na sequência, Guerrón deitou em cima de Juninho, invadiu a área e bateu cruzado, a bola saiu por muito pouco. Seria um castigo, depois de tanto martelar e achar o empate, o Palmeiras levar o terceiro imediatamente depois – sem falar no estrago psicológico. Do jeito que as coisas andam, era capaz de sair mais uns 3 gols do Atlético e o jogo acabar 6 a 2…
A defesa do Verdão, àquela altura, finalmente tinha tomado conta dos cansados atacantes do Atlético, e aí só deu Palmeiras. Com Maikon Leite inspirado, Rodolfo teve muito trabalho. Mas na jogada mais importante, Luan recebeu lançamento livre, conduziu até a área em velocidade, cheio de saúde, armou o canhão e… soltou um peido, frouxo, a bola demorou um dia e meio até chegar mansinha nas mãos de Rodolfo. O lance foi tão ridículo que os minutos que se seguiram foram apenas burocráticos, e o placar de 2 a 2 seguiu até o fim.
O juizão deixou de dar ainda dois pênaltis claros para o Palmeiras, sobre Cicinho e João Vítor. Considerando esses lances mais o gol irregular do Atlético, e o jogo poderia ter sido 4 a 1 para o Palmeiras, e fim de papo nas quartas-de-finais. A diretoria do Palmeiras tem a OBRIGAÇÃO de levar esses lances para a CBF antes do sorteio que definirá o árbitro do segundo confronto, e fazer um escarcéu. De qualquer forma, o resultado foi bom. Não foi ótimo porque qualquer vitória do Atlético o classifica, e isso não está descartado, mas empatar em 2 a 2 fora de casa com esse regulamento é bem interessante. No final de semana acontece a estreia no Brasileirão no Pacaembu, contra a Portuguesa, mas a cabeça, claro, deve estar toda no jogo da volta, que acontece na aprazível Barueri, dia 23. Estamos a cinco jogos do caneco.
Atuações:
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Bruno: falhou no primeiro gol, mas compensou depois com duas boas defesas. 7,5 |
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Cicinho: teve vida fácil, já que Bruno Mineiro, que estava em seu setor, não é ponta. E que cabelinho ridículo, minha nossa! 6 |
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Mauricio Ramos: já se destacou antes do jogo, tamanha a pilha que aparentava. Com a bola rolando, tirou tudo e mais um pouco. Saiu por absoluta exaustão. Partidaça. 9,5 |
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Leandro Amaro: envolvido em vários lances do ataque do Atlético, principalmente no primeiro tempo. 5,5 |
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Juninho: perdido, não sabia se ia ou se ficava, e não fez nada bem. 5 |
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Marcio Araújo: fez um primeiro tempo tétrico, um cone teria feito melhor. Acertou o posicionamento no segundo tempo, e ajudou a ocupar o meio-campo. 5 |
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Marcos Assunção: também estava perdido no primeiro tempo, mas compensava com as bolas paradas, venenosíssimas. Pena que não entraram. 6,5 |
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João Vítor: muito aberto pela direita, não encostava em Valdivia e não cobria as subidas do Cicinho. 5 |
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Valdivia: outra boa partida do Mago, que deve ser poupado do jogo domingo. Agora que está na fase boa, não pode machucar de novo de jeito nenhum. 8,5 |
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Mazinho: o campo pesado não ajudou muito seu estilo. Mesmo assim, incomodou a defesa do Atlético. 6,5 |
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Barcos: boa, Pirata! depois de um bom tempo, conseguiu encaixar uma bela partida, com tabelas, finalizações, assistência e gol. 9,5 |
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Luan: o lance ridículo no fim do jogo conta, claro, Mas até que ele não jogou mal, e exerceu a tal da importância tática com correção. 6,5 |
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Maikon Leite: vai se firmando como algo que eu jurava que não existia: "jogador de segundo tempo". Pois é. De novo, entrou e mudou o jogo. E que golaço! 8,5 |
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Román: entrou no Maurício Ramos, num momento em que o Atlético já não dava mais trabalho. 6 |
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Felipão: armou o time um pouco atrás demais no primeiro tempo, mas aproveitou a ausência de adversários no banco no segundo e esmagou o Atlético. Ganha muitos pontos quando o substituto que acaba que entrar em campo mete gol. 8,5 |
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