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Palmeiras de Barueri 1×1 Vasco
17 de junho de 2012 por @parmerista
O Verdão saiu na frente em Barueri, num golaço de Mazinho, mas permitiu que o Vasco se impusesse e buscasse o empate no fim do jogo – e quase permitiu a virada. No fim, foi roubado por Leandro Vuaden que não deu um pênalti claro sobre Barcos, mas o empate acabou sendo um resultado justo pelo que os dois times apresentaram. Ao menos pudemos ver o time jogando como grande em boa parte do jogo – provavelmente reflexo da grande partida em Porto Alegre.
Com o time titular em campo, Felipão calculou o risco de perder titulares para a decisão de quinta, e jogou de igual para igual com o líder do campeonato. Forçando o jogo pelos flancos, bem a seu estilo, o técnico botou o Vasco em apuros. Logo no início do jogo, Luan passou por trás de Fagner e cruzou rasteiro, a bola chegou até a risca da pequena área onde estava João Vítor (?!?), que furou bisonhamente – seria a chance mais aguda do primeiro tempo.
O Vasco estava preso, e a bola dificilmente chegava na dupla de ataque. Diego Souza se escondia da bola e restava a Juninho tentar lançamentos – num deles, conseguiu achar Eder Luiz na corrida, que fuzilou, mas Bruno fez ótima defesa. O Verdão continuava forçando, principalmente pela esquerda; Luan acabou sentindo uma puxada no posterior da coxa e deu lugar a Mazinho – era o acaso ajudando Felipão a colocar em campo o que havia de melhor.
O Verdão a esta altura já prevalecia no jogo, e forçava as tabelas para penetrar na área do Vasco. Cicinho e Barcos fizeram boas investidas, mas sem sucesso. Aos 37, o Vasco fez uma jogada que foi bem o retrato da marcação do Palmeiras: jogada tramada pela direita, Fagner estava muito pressionado, mas mesmo assim conseguiu o cruzamento por baixo; Alecsandro tentou dominar mas foi rechaçado por Mauricio Ramos; só aí veio o chute de fora, de Romulo, que Bruno espalmou. Era muito difícil penetrar em nosso sistema defensivo.
Aos 41, Marcos Assunção disputou uma bola com Eder Luiz, ganhou ao se antecipar, mas no prolongamento do lance acabou levando uma paulistinha na parte de trás da coxa e sentiu a pancada, deixando o time. Marcio Araújo entrou, ainda antes do intervalo, e o time já queimava assim a segunda mexida. E não houve tempo para mais nada no primeiro tempo.
O segundo tempo começou quente, e o Vasco deixou claro que queria a vitória, vindo com tudo pra cima: em jogada pela esquerda, Felipe cruzou para Diego Souza, que furou espetacularmente. O Verdão rapidamente deu o troco, em linda jogada de Barcos, que dividiu com Rodolfo, limpou Dedé e encobriu Prass, mas a bola saiu por pouco. Aliás, o Pirata abusou dos lances de efeito – a maioria deles plenamente justificados, mostrando recursos; apenas um ou outro foi firula.
O jogo seguiu movimentado, com ambas as equipes buscando o gol, e foi o Palmeiras quem conseguiu, aos dez: Cicinho fechou pelo meio e inverteu para Mazinho, na esquerda; ele dominou, foi pra cima do grande Dedé, entortou o melhor zagueiro do país e bateu cruzado, no canto esquerdo de Prass, indefensável. Um golaço.
Com o gol, o Palmeiras parou de jogar e passou a amarrar o jogo. O time tinha mostrado ser capaz de jogar como grande e impor seu ritmo. Encarava de igual para igual um ótimo time, que vinha embalado. Disputava uma partida de futebol de forma muito digna. Aí resolveu ser mais malandro que a malandragem, e entregou de mão beijada a iniciativa do jogo para o time carioca. Começou a pedir para tomar o gol, e coube ao Vasco determinar a intensidade da pressão.
E foi com a saída de Diego Souza para a entrada de Carlos Alberto que a pressão ficou realmente forte. O Palmeiras lembrou os piores momentos de 2011 e cometeu erros bizarros, implorando ao Vasco que fizesse o gol. Juninho dormiu num passe fácil, e perdeu a bola para seu xará do Vasco que, em velocidade, levou até a entrada da área; de frente, sem marcação, bateu por cima.
Mas a pressão acabaria dando resultado pouco depois: num lance em que a bola aparentemente não tocou na mão do Henrique (confira aqui), Leandro Vuaden apontou a falta, que Juninho bateu com força, no canto de Bruno, pegando-o no contrapé. Empate merecido. E o Vasco chegou a fazer o segundo gol, numa cabeçada de Alecsandro, que estava um corpo à frente e foi anulado pelo bandeira que havia dado dois impedimentos inexistentes de nosso ataque no primeiro tempo.
Mas o bandeirinha não foi o pior da arbitragem. Vuaden, que deixou de marcar pênalti num lance em que a bola cruzada para nossa área bateu no braço de Juninho, aparentemente compensou aos 46, quando Barcos levou um ippon de Dedé dentro da área. Se errou ou não lá atrás, não justifica não ter dado esse. E não marcar um pênalti nos descontos tem muito mais peso que no meio do jogo. Mais uma vez a arbitragem garfa o Palmeiras, que provavelmente vai mandar um e-mail para a CBF protestando, e o diretor jurídico vai xingar muito no Twitter.
O jogo foi igual, o empate foi um resultado justo. O Palmeiras finalmente fez um bom jogo no Brasileiro, pelo menos enquanto jogou como Palmeiras. Quando jogou como o Caxias, levou. Falta ainda aquele algo mais para o time jogar como time grande, vencedor, num torneio de pontos corridos. Quem sabe só vejamos isso com o título da Copa do Brasil. Que continuem com essa pegada.
Atuações:
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Bruno: totalmente sem culpa no gol, nem inventem. Só quem joga sabe que a bola do Juninho foi um foguete indefensável. No mais, boas defesas. 7 |
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Cicinho: o banco lhe fez bem. Voltou a jogar um futebol de aceitável para cima. Ainda pode melhorar, mas a evolução é nítida. 7 |
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Mauricio Ramos: parece determinado a aproveitar essa que deve ser sua última chance no Palmeiras depois de quase quatro anos no clube. 7,5 |
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Thiago Heleno: parece ter recuperado totalmente o ritmo de jogo, e não deu mole para Eder Luiz. 7,5 |
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Juninho: sonolento, podia ter cometido um pênalti não fosse ainterpretação do juiz e ainda deu um gol de bandeja que Juninho errou. 3 |
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Henrique: o meio-campo do time está bem mais encorpado. Está fazendo diferença. 7,5 |
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Marcos Assunção: vinha fazendo um jogo burocrático até sentir uma pancada na coxa. Não preocupa para quinta. 6 |
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João Vítor: parecia um clone do Marcio Araújo. Era desesperador. 2,5 |
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Daniel Carvalho: omisso, jogou pior do que em Porto Alegre. De bom, só uma cobrança de falta. Postura desinteressada preocupa. 1,5 |
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Luan: fazia boa partida, quem diria – nosso lado esquerdo dava um baile na defesa do Vasco. Aí sentiu. 7 |
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Barcos: cada vez mais confiante, mostra todas as jogadas de efeito que vimos no YouTube na época da contratação. 7,5 |
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Mazinho: não tem medo de ir pra cima de ninguém, sabe o que faz com a bola. Recompensado com um golaço. 8 |
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Marcio Araújo: se não jogou como um Dudu, pelo menos não errou passes em profusão. Não chegou a atrapalhar. 6 |
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Maikon Leite: entrou faltando pouco tempo. S/N |
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Felipão: conseguiu recuperar o moral do time, sacou o Marcio Araújo, armou o time para jogar bola… até fazer o gol. Mas precisa aceitar que manter a posse de bola e comandar o jogo é a melhor forma de não levar gols. 4 |
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