Palmeiras 3×3 SPFC
26 de fevereiro de 2012 por @parmerista
| Tweet |
O Verdão esteve na frente por três vezes no placar, mas permitiu o empate, num clássico muito movimentado, apesar do calor. No fim, o placar de 3×3 foi justo pelo que os dois times fizeram em campo, embora o sentimento de frustração tenha ficado muito mais do nosso lado.
No início o Verdão teve muito mais iniciativa de jogo, bloqueando as tentativas do adversário, que tinha em Jadson um peso morto em campo, e Cícero perdido, alternando entre a meia e o ataque. Com a marcação firme, o Palmeiras dominou o meio de campo, e logo a cinco minutos, num avanço de João Vítor, veio a falta, no bico esquerdo da área. Daniel Carvalho surpreendeu a todos e bateu, no canto do goleiro, que viu a bola tarde demais: 1 a 0.
o SPFC fazia suas tentativas predominantemente com Cortez, mas João Vítor conseguiu congestionar bem o setor, restando apenas os arremates de média distância. Já o Verdão variava bem as jogadas, ora com Daniel Carvalho, ora buscando as tabelas com Barcos e Maikon Leite. E o segundo gol quase saiu numa finalização de fora de Daniel Carvalho, um dos melhores em campo enquanto teve fôlego.
A partida parecia sob controle quando num cruzamento da esquerda João Vítor ficou apenas olhando a entrada de Cícero, que concluiu com facilidade, empatando o jogo.
O gol animou o SPFC, que teve uma boa sequência, e quando parecia que ia tomar conta do jogo, Maikon Leite fez a jogada pela direita e jogou na área para Barcos; o argentino matou a bola, girou em cima de Paulo Miranda, levou Piris e fuzilou, fazendo um golaço.
O gol recolocou o Palmeiras no comando do placar e da partida, dentro de campo. A bola continuava rondando com perigo a área do SPFC que, por sua vez, só voltou a ameaçar em mais um tiro de fora, de Casemiro. Deola, como em todo o jogo, fez a defesa com tranquilidade, rebatendo para o lado.
Leão mexeu bem no time no intervalo, colocando Fernandinho no lugar de Jadson, e recuando um pouco Cícero. A substituição confundiu nosso sistema defensivo num primeiro momento, e o SPFC quase empatou aos 5, quando William José pegou uma bola espirrada na marca do pênalti, para firme defesa de Deola. Entretanto, aos 7, Cortez tentou entrar na área e foi impedido por Cicinho, que usou o braço na jogada. Conforme antecipou Felipão, assim como no pênalti “interpretativo” de quinta contra o Oeste, contra nós eles estão colocando na cal. William José bateu muito bem, sem chances para Deola.
Mais uma vez com o placar igualado, o Verdão foi para o jogo. Só que a nova formação tática do adversário não nos permitiu manter o domínio desta vez, e o jogo teve seu momento de maior equilíbrio. A marcação dos dois times apertou, e as faltas se sucederam – e os cartões amarelos. Cícero bateu uma falta no travessão de Deola, e Felipão então tirou Daniel Carvalho, morto, e colocou Patrik, que alternou com João Vítor a função de armador. O jogo seguia amarrado quando aos 26 houve uma falta pelo nosso setor esquerdo. A defesa do adversário achou que Marcos Assunção iria para a bola e não havia se armado ainda; Juninho bateu rápido e achou Barcos no segundo pau; o argentino dominou com categoria e fez seu segundo gol no jogo, colocando o Verdão na frente pela terceira vez.
Era hora de pegar a bola e não largar mais, não deixá-los ter a posse, cozinhar o jogo, e aproveitar um vacilo para fazer o quarto. Em vez disso, o Palmeiras aceitou a iniciativa do SPFC, e aos 30, Fernandinho pegou uma bola pela esquerda e avançou. Era só marcar sua perna direita. Marcos Assunção marcou à distância e permitiu que o atacante puxasse para dentro e soltasse o foguete, inapelável para Deola. Empate amargo, mas justo.
Os times ainda ameaçaram buscar a vitória por mais cinco minutos, aí cansaram e resolveram se contentar com o empate. Aos 43, falta na intermediária, daquelas que Assunção coloca com veneno na área. Felipão, que já tinha colocado o Chico no João Vítor, mandou Ricardo Bueno no Maikon Leite. Não deu em nada. No último lance, Ricardo Bueno vinha pela esquerda e tinha Barcos à disposição, em condições de criar uma boa chance. Bueno não tocou para o argentino, tentou virar o jogo para o outro lado e não tivemos a chance de tentar o quarto gol.
Caímos no clichê: mandamos no primeiro tempo, eles foram melhores no segundo, e o empate foi justo. Mas o fato de termos estado três vezes na frente no placar frustra. De toda forma, o time aumenta a série invicta para dezesseis partidas, cumpre mais uma vez na pinta a meta estabelecida por Felipão de onze pontos a cada cinco jogos, e segue tentando achar seu melhor futebol para quando chegarem os jogos decisivos. Faltam nove rodadas para o começo do Campeonato Paulista.
Atuações:
![]() |
Deola: não teve a menor chance nos gols, e fez boas defesas. Mostrou estar com o reflexo rápido ao rebater para o lado bolas que pareciam fáceis mas que desviaram em cima da hora. 8 |
![]() |
Cicinho: ao que parece, saiu da zona de conforto e passou a se dedicar como se deve, inclusive na marcação. Foi infeliz no lance do pênalti, Felipão já tinha dado a letra: eles estão dando tudo. 7 |
![]() |
Leandro Amaro: vai mostrando que clássico e jogo com time pequeno não lhe fazem diferença. Segue quebrando o galho sem matar ninguém do coração. 7 |
![]() |
Henrique: partida sem sustos, comandando a defesa com personalidade. 7,5 |
![]() |
Juninho: ao contrário de Leandro Amaro, parece ter balançado um pouco com a importância do jogo. Retraído, perdeu a maioria das disputas. 5 |
![]() |
Marcio Araújo: quando não erra passes, é porque não aparece para fazer a saída de bola. Não sei se corneto ou se comemoro. 6 |
![]() |
Marcos Assunção: segundo jogo seguido com o pé descalibrado. Sorte nossa: em cobranças de outros companheiros, dois gols. Convidou Fernandinho para entrar, sentar e ficar à vontade. 4 |
![]() |
João Vítor: partida interessante manchada pela displicência no lance do primeiro gol do SPFC. 6,5 |
![]() |
Daniel Carvalho: num jogo disputado em temperatura tão alta, era de se esperar que fosse cansar, ainda mais pelo tanto que correu. Enquanto teve gás, jogou muito. 8 |
![]() |
Maikon Leite: teve espaço para tentar suas jogadas, mas desperdiçou quase todas. Numa delas, chutou quase em Assunción. Salvou-se pela assistência do segundo gol. 6,5 |
![]() |
Barcos: o melhor do Palmeiras, disparado. Além dos dois gols, deixa os beques adversários tontos o tempo todo. É um perigo. 9 |
![]() |
Patrik: boa partida, revezando-se com João Vítor na marcação do lado direito e na armação. Foi melhor marcando. 6,5 |
![]() |
Chico: entrou a cinco minutos do fim no João vítor, só para melhorar a altura do time. S/N |
![]() |
Ricardo Bueno: está vendo sua batata assar e tentou resolver o jogo de todo o jeito – desde que Barcos não participasse. S/N |
![]() |
Felipão: a escalação de João Vítor foi um acerto para este jogo – o que não quer dizer que esteja nascendo um novo Luan pela direita. Pedro Carmona mais uma vez não foi para o jogo, mesmo com a saída de Daniel Carvalho. Vamos aguardar mais alguns jogos para ver se essa tendência é irreversível. Felipão adora contrariar, quanto mais enchem o saco dele, mais ele teima. 6 |
E-mail: conrado@verdazzo.com.br

















