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Paulista 0×1 Palmeiras
29 de março de 2012 por @parmerista
Foi no sufoco, mas no final o Verdão conseguiu mais uma vitória, e segue torcendo por apenas um tropeço dos concorrentes diretos pela liderança. O jogo em Jundiaí marcou a estreia de Wesley, mas o que mais saltou aos olhos foi que se alguém tinha alguma dúvida sobre quem deve ser o maior responsável pela armação de nossas jogadas, agora não tem mais.
Felipão mandou a campo a formação tradicional, com três volantes, um meia e dois atacantes. A novidade ficou por conta dos nomes: além do estreante Wesley, Vinicius saiu jogando, em mais um claro esforço de vender o rapaz antes que ele assine um pré-contrato e saia de graça, embora a desculpa oficial tenha sido uma indisposição estomacal de Maikon Leite. Outra surpresa ficou por conta da dupla de zaga: Mauricio Ramos e Román, no lugar de Henrique, sabidamente desfalque por estar suspenso, e Leandro Amaro, com uma gripe.
E o Palmeiras começou mal. Wesley estava nitidamente fora do jogo, tanto tecnicamente – a já manjada, porém real falta de ritmo – como taticamente. O novo reforço era um peso morto em campo, e com um a menos na prática, o time teve dificuldade em articular jogadas. Quem poderia compensar com o talento, não o fez: Valdivia estava muito mal, não buscava jogo, não distribuía a bola, não fazia nada. Assim, mais uma vez Barcos ficou isolado e coube a Vinicius, quem diria, criar a primeira chance de gol em jogada individual – mas a conclusão foi sem força e nas mãos do goleiro.
Na única boa participação de Valdivia no jogo, ele recebeu o toque de pivô de Barcos e deu um tapa para Wesley, que vinha na corrida; o estreante não ajeitou bem o corpo para a batida e mais uma vez a bola foi exatamente onde estava Vagner. E o jogo seguia em banho-maria, com o Paulista muito aplicado na marcação e com extremo cuidado para não fazer faltas, temendo o potencial de Marcos Assunção. Sem as bolas paradas, com Wesley fora do jogo e com Valdivia em noite apagada, as coisas estavam muito difíceis para o Verdão.
Felipão percebeu o problema e mexeu no time no intervalo, sacando Vinicius e colocando Daniel Carvalho, montando o time exatamente como pedimos neste post. Valdivia foi para a esquerda, Barril ficou no meio e Wesley pela direita, os três se aproximando da área. E foi o melhor momento do time no jogo. As tabelas ficaram mais fáceis, as faltas da defesa do Paulista tornaram-se inevitáveis. Houve mais chances na bola parada – mas foi na bola rolando mesmo que tivemos a melhor chance, em jogada individual de Daniel Carvalho, que enfiou o canudo para defesa de Vagner, que mandou para escanteio.
O gol parecia apenas questão de tempo, mas aí duas mexidas aos 15 desmontaram o time: Wesley deu lugar a João Vítor, e um minuto depois Valdivia aparentemente levou uma pancada na cabeça e teve que deixar o campo, para entrada de Ricardo Bueno. Como segundo atacante, mais pela esquerda, o camisa 9 deu ao time a mesma cara do primeiro tempo, e o ritmo mais uma vez caiu.
Daniel Carvalho, ao menos, mantinha vivas as esperanças de um lance mais agudo. Com a perna esquerda calibrada, arriscou vários bons lançamentos por trás da zaga. Mas surpreendentemente o melhor lance acabou saindo dos pés de Marcio Araújo, que em mais uma de suas arrancadas a la Mazinho conseguiu finalmente acertar o passe e deixou Barcos no mano a mano com o zagueiro. O primeiro corte, para a direita, foi perfeito – era só bater no canto oposto e fazer a pose de pirata. Mas o argentino inventou de cortar de novo, para a esquerda, aí perdeu ângulo e facilitou para Vagner, que defendeu a pedrada.
Sem mais alterações, o time agonizava. A torcida já se resignava com o empate, as cornetas nas listas de e-mails já soavam mesmo antes do apito final, até que Marcos Assunção ligou com João Vítor na intermediária; o volante dominou bem, puxou um pouco para a direita, o suficiente para tirar do zagueiro e achar uma brecha; e então bateu de chapa, buscando a gaveta esquerda de Vagner – a bola ainda bateu na trave e foi morrer beijando a rede lateral, no canto oposto. Chorado!
Aí foi só segurar alguns minutos de pressão do Paulista e comemorar a vitória. O time assim permanece a apenas dois pontos da liderança e evita um início de pressão negativa que poderia chegar caso o time ficasse dois jogos seguidos sem vencer. Além disso, evidenciou que Daniel Carvalho é titular absoluto. Se sai Valdivia, ou Maikon Leite, é problema do Felipão. Próximo jogo é sábado, às 18h30 no Pacaembu, contra o Mirassol, e então faltarão apenas mais dois jogos para o início do Campeonato Paulista.
Atuações:
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Deola: bastante exigido nas bolas aéreas, e foi bem em todas. 7,5 |
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Cicinho: não desceu tanto quanto podia. Seria uma boa chance de desenvolver o entrosamento com Wesley. 6,5 |
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Mauricio Ramos: não errou nem aquela famosa que tem todo jogo. Boa partida. 7,5 |
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Román: também passou o jogo sem sustos, embora passe uma insegurança danada. No escanteio, ele não fica no bolo, marca o lateral do lado oposto. Nanico. 6,5 |
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Juninho: também ficou mais preso do que de costume, mas quando subiu, fez boas triangulações com Barril e Barcos. Tem que ser mais acionado. 7 |
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Marcio Araújo: recuperou-se parcialmente do Derby desastroso. Bem na marcação e razoável no apoio. 7 |
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Marcos Assunção: teve poucas chances na bola parada, então resolveu com ela rolando mesmo: mais uma assistência. 7,5 |
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Wesley: tímido, sem ritmo e desentrosado. 5,5 |
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Valdivia: noite sem nenhuma inspiração. Aparentou estar muito incomodado quando foi filmado no banco. Está sentindo que sua batata está assando. 4 |
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Vinicius: entrou para aparecer bem no jogo e subir o valor do passe. Bah… 5,5 |
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Barcos: mais uma vez a bola chegou pouco. Mesmo assim, fez seus pivôs e encheu o saco da zaga. 6,5 |
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Daniel Carvalho: sua entrada deu consistência ao time, com tabelas, lançamentos e jogadas individuais. O nome do jogo. 8,5 |
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João Vítor: não vinha fazendo nada até ser iluminado na jogada do gol. Como diria José, E QUE GOLAÇO! 8 |
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Ricardo Bueno: ele se esforça tanto quanto o Luan. Erra tanto quanto o Luan, e não marca como o Luan. 4 |
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Felipão: os motivos para as alterações na escalação inicial são um mistério. Se ele não tinha se convencido no domingo que o Barril não pode ficar no banco, agora, se não o escalar, vai ser por pura teimosia. 6 |
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
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