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Pré-jogo: Coritiba x Palmeiras
11 de julho de 2012 por @parmerista
O Verdão chega ao último degrau da Copa do Brasil. Esta noite, no estádio Couto Pereira, em Curitiba, vale a taça. A vantagem de dois gols construída em Barueri aumenta para quatro se marcarmos apenas mais um – é o tal do gol qualificado. O Coritiba usa a mesma tática do Sport, há três anos: imprensa provinciana, dirigente falastrão e uma vontade de ser grande que suas próprias pernas não permitem. A pequenez do time ficou latente esta madrugada, quando um foguetório de cerca de dois minutos foi ouvido próximo ao hotel de nossa delegação. É esse o time que tenta rivalizar com o Palmeiras, um clube infinitamente maior, embora a fase de conquistas leve alguns a crerem que não é tão grande assim. Foi dessa forma que o Sport foi eliminado da Libertadores. O Coritiba, se quiser melhor sorte, vai ter que fazer algo mais, dentro de campo.
Os dois times têm problemas para a grande final. Felipão não poderá contar com Valdivia, expulso – o único desfalque certo. Há ainda os suspenses em relação a Barcos, recuperando-se de uma cirurgia de apendicite, e Maikon Leite, que lesionou-se no último lance do jogo contra a Ponte Preta, no domingo. Luan ressurge como opção, liberado pelo departamento médico. Assim, Felipão pode montar o time de muitas formas, dependendo do real estado clínico e de sua proposta tática. Podemos tentar escalar a equipe assim: Bruno; Artur, Mauricio Ramos, Thiago Heleno e Juninho; Henrique, Marcos Assunção, João Vítor e Daniel Carvalho; Mazinho (Maikon Leite ou Luan) e Barcos (Betinho, Luan ou Caio Mancha). E tome nó na cabeça do técnico adversário!
Marcelo Oliveira, assim como Felipão, só declara um desfalque: Emerson, suspenso. Em seu lugar entra Demerson, que apesar do nome parecido, é bem inferior. Há três jogadores que são mantidos como dúvidas: o lateral Ayrton, o volante Sergio Manoel e o centroavante Roberto. A tendência é que os três entrem jogando, e o time forme com Vanderlei; Ayrton, Demerson, Pereira e Lucas Mendes; Willian, Sergio Manoel, Everton Ribeiro e Rafinha; Roberto e Everton Costa.
A goleada imposta pelo Coritiba ano passado, até a mãe do presidente deles sabe, foi um ponto completamente fora da curva. Talvez seja a memória desse jogo que os faz crer que são maiores do que realmente são. Já nossa torcida só precisa ter em mente que qualquer derrota por um gol esta noite vingará os 6 a 0, com sobras. O Palmeiras precisa usar toda a inteligência: gastar o tempo, catimbar, contar com o estilo truncado do juiz, esperar que a previsão de chuva se confirme. Com a posse de bola, valorizá-la, e buscar uma brecha, sempre tentar o gol.
Seremos milhões e milhões espalhados pelo mundo junto com os 4 mil nas arquibancadas e com os jogadores em campo. O Verdão joga o futuro esta noite. Além da importância do título em si, estão em jogo a saúde financeira a curto/médio prazo, a manutenção da motivação do elenco e a sobrevivência no Brasileirão, além das perspectivas de um ótimo 2013, ano que antecede nosso centenário. Em caso de título, tudo de bom pela frente. Em caso de zebra a casa cai, e cai forte. Por tudo isso, fica claro que não é apenas mais uma taça que está em jogo.
ESTAMOS TODOS JUNTOS! VAMOS PALMEIRAS!!!
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
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