A melhor notícia do ano
13 de abril de 2010 por @parmerista
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O portal Estadão noticiou na edição desta terça que o Secretário-Geral da FIFA, Jerome Valcke, está a caminho da capital paulista com um comunicado a fazer: o Morumbi estaria definitivamente fora da Copa 2014. Confira clicando aqui. Se confirmada, a notícia pode ser considerada a melhor do ano para os palmeirenses. Até mesmo a melhor dos últimos dez anos.
Isso significa o fim da ambição sãopaulina de reformar seu estádio com recursos públicos. E o raciocínio é simples: aprovado o Morumbi, todas as melhorias necessárias ao padrão FIFA seriam, na última hora, bancadas pelo Governo Federal, debaixo de alguma medida emergencial que talvez fosse contestada, talvez gerasse muita discussão, protestos da sociedade e etc. Mas o mal estaria feito, a sujeira acabaria varrida para baixo do tapete – e mais uma vez esse clube seria beneficiado com o dinheiro público para manter atualizado seu estádio, que conforme o próprio presidente leonor assumiu, foi uma “tremenda obra do poder público”.
O Morumbi foi, ao longo do tempo, um dos maiores fatores da diferenciação leonor em relação aos outros clubes. As enormes arrecadações, tanto na época em que o estádio “acomodava” 120 mil pagantes num jogo, e mesmo depois que “encolheu”, sempre foram uma importantíssima fonte de renda, uma enorme vantagem competitiva em relação a Palmeiras e Corinthians.
Enquanto era o palco mais importante da cidade, cenário das mais importantes decisões, mesmo que o “dono” não fosse protagonista, o Morumbi gerava, além da renda e/ou do aluguel, o desejo do mercado por um camarote, um lugar fixo no estádio. E os espaços foram criados. Várias empresas hoje pagam boas quantias para ter um espaço no palco mais importante da cidade. Sem falar nas empresas de comunicação que mantêm relações promíscuas, já que acabam sendo “clientes”, sabe-se lá com que condições de pagamento, do próprio objeto de suas análises e críticas, o que confere ao clube uma benevolência ímpar nas redações deste país.
A recuperação e atualização do estádio para a Copa de 2014 significaria a extensão por pelo menos mais 50 anos de rendas extra e de vantagens ao clube leonor, que continuaria se intrometendo na grande rivalidade paulista, que desde que a bola é redonda é Palmeiras x Corinthians. Com o fim do sonho, torna-se inviável a recuperação do estádio, que continuará com suas deficiências de acesso e estacionamento, e terá que competir com a Arena Palestra e com uma provável arena alternativa a ser construída pela Prefeitura/Estado não só para as grandes finais, mas também para os grandes shows e espetáculos musicais.
Como é que os leonores vão se virar para manter o carcomido estádio superavitário, como é que vão sustentar seu principal pilar depois desse golpe, eu não sei. E não quero saber. Danem-se. Que voltem para o lugar de onde nunca deveriam ter saído, e que não mergulhem em nenhuma barrica da próxima vez.
Resta saber como fica a capital paulista em relação à Copa 2014. O cheiro de Mega Arena com dinheiro público é enorme. E a chance de, finda a Copa, ser arrendado para os gambás, idem, assim como foi o Engenhão para o Botafogo. Mas a Arena Palestra Italia começa a correr por fora, com chances remotas, mas viáveis. Mexer no atual projeto era uma coisa muito difícil por todos os processos burocráticos que teriam que ser revistos, agravados pelas dificuldades tradicionais que os italianinhos sempre enfrentam. Mas numa situação emergencial como essa, dá pra juntar a fome com a vontade de comer, e nosso estádio de 45 mil lugares pode vir a ser de 60 mil. A chance está na nossa frente. Vamos agarrá-la?
De qualquer forma, aconteça o que acontecer, caso realmente essa notícia do Portal Estadão se confirme, já é motivo de grande alegria para o futebol brasileiro. Então, pra não perder o costume: TCHUPA BAMBI!

