Agonia
19 de setembro de 2011 por @parmerista
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A situação de Roberto Frizzo na diretoria de futebol está insustentável. Felipão, principalmente após o episódio da saída do gramado ontem em Florianópolis, está direcionando boa parte de sua energia contra o diretor, por não confiar nele. Os rumores são de que Frizzo estaria planejando empurrar vários jogadores no elenco para o ano que vem, passando por cima de Felipão. A caveira de Frizzo para o treinador está sendo feita por seu escudeiro Galeano, e também por gente que quer seu cargo, como o conselheiro Mauro Marques, que é vice da FPF.
Sejam os rumores verdadeiros ou não, a verdade é que Frizzo não vem fazendo um bom trabalho. Ficou vendido no episódio PCO, mas também não mostrou que faria coisa muito melhor quando teve campo para atuar. O episódio Pierre/Ricardo Bueno foi uma piada, que acabou sendo revertida posteriormente. Os juízes nos roubam jogo após jogo. Há conflito entre a base e o profissional. Pelo desempenho, não vale a pena brigar por manter Frizzo no cargo neste momento.
O problema é: sai Frizzo, entra quem?
O clube vive uma monstruosa crise de pessoal. Não existe nos quadros do clube ninguém que possa desempenhar essa função de forma satisfatória. O que havíamos de menos longe do ideal saíram corridos e criticados pela torcida, que foi Cipullo, auxiliado por Savério e Genaro.
As próximas alternativas à suposta saída de Frizzo seriam Mauro Marques ou Mario Gianinni. É ladeira abaixo.
Vozes progressistas clamam pela profissionalização, e pedem a imediata contratação de um gerente remunerado. É a direção correta, sem dúvida. Mas implementar uma estrutura profissional numa organização amadora e apodrecida, é como instalar TV digital num barraco cheio de buracos nas paredes e no telhado. Pode até funcionar legal no início, mas a estrutura, podre, vai se encarregar de engolir a melhoria rapidamente. Imaginem, apenas num exemplo fictício, um gerente de futebol negociando bichos com o elenco, mas sendo sabotado pelo diretor financeiro, que quer ser o próximo presidente e quer minar a força do grupo atual? Isto é Palmeiras.
No melhor dos mundos, as duas frentes deveriam ser trabalhadas em paralelo: profissionalizar a gestão do futebol, e modernizar a estrutura do clube, com mudanças estatutárias. Isso é urgente, é pra ontem.
Vivendo no mundo real, sabemos que Tirone não vai, tão cedo, implementar uma gestão profissional no futebol. E mesmo se o fizesse, com a reforma estatutária congelada na gaveta do Vergamini, pouco ou nada adiantaria.
E aí voltamos ao mundo real: se Frizzo fica, a tensão não vai passar nunca; se Frizzo sai, entra um pior.
Ah, é verdade. Tem gente que acha que entre Frizzo e Felipão, é melhor mandar o Felipão embora.
Ave Maria, cheia de graça…
E-mail: conrado@verdazzo.com.br



