| Tweet |
Atlético-MG 1×2 Palmeiras
29 de agosto de 2010 por @parmerista

Que ninguém se iluda. Vencemos o Atlético-MG, de virada, e foi muito bom na tabela e para o moral do time. Mas o futebol continua muito aquém do mínimo aceitável, e o resultado desta vez só veio porque a zica pela qual o Galo passa é igual à nossa, e ainda tem um agravante chamado Vanderlei Luxemburgo.
Depois da cacetada que levou no Pacaembu, Felipão cumpriu a promessa e veio fechadinho no 4-5-1, com quatro volantes, um meia e um atacante. É verdade que Rivaldo e Marcos Assunção tinham certa liberdade para chegar ao ataque, mas era nítido que a primeira preocupação do Palmeiras era não levar gols. E contra um adversário com jogadores talentosos como Ricardinho, Diego Souza e Diego Tardelli, mesmo sem conjunto, a cautela era altamente justificável.
E assim o primeiro tempo transcorreu amarrado. Valdivia, que já começou a mostrar o velho talento, foi impiedosamente caçado pelos defensores do Atlético, com a permissividade da arbitragem, que poderia ter expulso Rever de campo com 15 minutos, mas segurou o segundo amarelo do jogador por todo o jogo. Como alternativa a Valdivia, o Palmeiras desta vez contou com Marcos Assunção e Kleber, que criaram algumas chances perigosas. Na defesa, o Palmeiras estava bem protegido, mas esbarrou na péssima partida de Danilo, que não conseguia cortar nada, e foi por seu setor que o time correu vários riscos, inclusive a bola na trave de Neto Berola, logo a dois minutos.
Para o segundo tempo, o Palmeiras parecia ter voltado mais decidido a fazer o resultado – mas a entrada de Serginho no meio-de-campo do Atlético deu muito mais firmeza ao time mineiro, que passou a dominar o setor. E foi numa bola enfiada pelo volante que havia acabado de entrar que Neto Berola aproveitou mais uma falha de Danilo para escapar pela direita e tocar na saída de Marcos: 1×0.
Felipão então avançou Marcos Assunção; colocou Tinga no Fabricio, deslocando Rivaldo para a esquerda; e colocou Luan no Valdivia, que sentiu um desconforto no posterior da coxa. Na prática, o time passou para um 4-4-2, com Tinga e Assunção fazendo os dois meias. E rapidamente funcionou: Luan recebeu pela esquerda, cortou para o meio e bateu de direita, seco, no meio do gol. Fabio Costa rebateu para a frente e Marcos Assunção aproveitou, empatando o jogo.
Vimos no Atlético mais ou menos a mesma coisa que acontece com o Palmeiras quando leva gol em casa. O time se abateu de uma forma inacreditável, e passou a aceitar o controle do jogo por parte do Verdão. E Kleber saiu na cara de Fabio Costa duas vezes em lances muito parecidos, por trás da zaga, na esquerda: na primeira, o goleiro salvou a finalização com o joelho; na segunda, passou pelas canetas, e a virada estava decretada antes dos 30 minutos.
Depois de passar à frente no placar, foi só administrar o resultado, prendendo a posse de bola, e vez ou outra chegando ao gol do Atlético com bastante perigo, buscando o terceiro. Com exceção de Diego Tardelli, não se via nenhum jogador no Galo com capacidade ou disposição para tentar o empate.
Foi inacreditavelmente fácil virar a partida e vencer – deve ter sido essa a sensação dos jogadores do CAG na última quinta-feira. O Palmeiras neste domingo, principalmente no segundo tempo, fez apenas o básico, bem feijão com arroz – e isso foi suficiente para arrancar os três pontos em Ipatinga. Mesmo sem Valdivia na maior parte do segundo tempo, com o time ainda se recuperando moralmente da traulitada do jogo passado, este jogo serve para mostrar que as coisas que acontecem com o Palmeiras não são coisas do além. Basta identificar os pontos em comum que levam os dois clubes a crises aparentemente inexplicáveis.
Felizmente hoje o resultado veio, e que isso sirva para aumentar a confiança do grupo e enterre de vez a última partida no Pacaembu. Porque nosso próximo compromisso é contra o mesmo adversário, no mesmo palco, onde se concretizou a tragédia pela qual estamos pagando até agora: Fluminense, no Maracanã – ironicamente, comandado por nosso técnico da época. E numa situação distinta: brigávamos pelo título, e eles estavam virtualmente rebaixados. Agora, eles é que estão com uma “mão na taça”, e nós, apenas buscando a afirmação.
Atuações:
![]() |
Marcos: é fácil dizer que ele podia ter ficado no lance do gol – só depois que saiu o gol. Foi bem, o Marcão. 8 |
![]() |
Marcio Araujo: sem problemas, dou a mão à palmatória: é titular. E se jogar sempre assim, nunca mais chamo de Gente Boa. 7 |
![]() |
Mauricio Ramos: atento, ligado, hoje ainda teve que se desdobrar pra cobrir a dos outros. 8,5 |
![]() |
Danilo: parecia que estava pensando no churrasco, ou no filme que assistiu ontem, sei lá. Praticamente não entrou em campo. 3 |
![]() |
Fabricio: se as coisas erradas aconteceram pelo seu lado, não foi por sua culpa. Perdeu um gol feito no fim do primeiro tempo. 6,5 |
![]() |
Edinho: felizmente o branco que deu no jogo anterior passou, e voltou à regularidade costumeira. 7 |
![]() |
Pierre: parece que o banco lhe fez bem. Foi sua melhor partida desde que voltou da contusão. 6,5 |
![]() |
Marcos Assunção: num jogo em que o desenho era para Kleber e Valdivia, brilhou. Mostra que sua ausência foi preponderante para o desastre frente ao CAG. 9,5 |
![]() |
Rivaldo: vai queimando seus cartuchos jogo a jogo. Até agora, não fez nada que justificasse o esforço em trazê-lo. Sua perna direita não serve nem pra segurar a porta da geladeira. 3,5 |
![]() |
Valdivia: já vai descolando seus lances mágicos com mais frequência. Hoje, só não se destacou porque o árbitro permitiu que lhe caçassem. 7 |
![]() |
Kleber: um monstro, mais uma vez. Quando a coisa aperta, é só jogar a bola nele. Aliás, foi isso que fizeram no fim do jogo. 9 |
![]() |
Luan: o mesmo joguinho limitado que já vimos nos últimos jogos. Pela primaira vez, entretanto, uma jogada sua deu resultado. 6,5 |
![]() |
Tinga: entrou muito bem, puxando contra-ataques e atormentando a defesa do Atlético. Rende muito mais quando está adiantado. 7 |
![]() |
Patrik: entrou no finalzinho e ajudou a prender a bola e fechar o meio. S/N |
| Felipão: recuperou-se bem, e teve participação decisiva no resultado, ao armar o time fechado, e abrindo o suficiente quando a situação exigiu. Nunca nos esquecendo que o adversário ajudou muito. 7,5 | |
| Tweet |



















