Ceará 0×0 Palmeiras
25 de julho de 2010 por @parmerista
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Num jogo com dois tempos bem distintos, o Palmeiras empatou com o Ceará no Castelão, e segue com a campanha medíocre que vem fazendo neste Brasileirão. Com este empate, o time segue com três vitórias e três derrotas, e cinco empates, com 12 gols marcados e 12 sofridos. Meia-boca. No Castelão, apesar de enfrentar um adversário credenciado pela boa campanha, o que se viu em campo foi um Ceará bastante frágil, e que se tivesse pela frente um time com pegada vencedora, tomava um balaio em casa. O Palmeiras não conseguiu ser esse time.
No primeiro tempo, o time da casa conseguiu cercar o Palmeiras por todos os lados, e manteve a posse da bola. Mas era uma posse infrutífera, já que as trocas de bola do time cearense não achavam seus atacantes em condições de incomodar Deola, e invariavelmente paravam na defesa palmeirense, sobretudo em Leo e Tinga.
Tinga, aliás, foi o grande nome do Palmeiras no primeiro tempo, pois além de roubar a bola com muita precisão, sem se carregar de faltas – e consequentemente, sem levar cartão – saía com muita rapidez para os contra-ataques, conduzindo a bola e distribuindo o jogo. Mas os ataques do Palmeiras igualmente paravam na defesa cearense, muito menos por méritos do adversário, e sim por precipitação palmeirense e por equívocos de posicionamento – às vezes dava a impressão que os atacantes do Palmeiras se escondiam da bola.
No segundo tempo o Palmeiras veio diferente, e teve ótimas chances de fazer o gol. Na melhor delas, Kleber, que mais uma vez apanhou o jogo todo, no rodízio promovido por Estevam Soares, recebeu na pequena área e girou em cima do zagueiro, soltando uma bomba no travessão. Mais chances foram criadas, com Ewerthon, que bateu cruzado; Patrik, que resolveu passar de volta para Ewerthon em vez de chutar; e com Lincoln, após brilhante contra-ataque – o meia recebeu o último passe de Ewerthon e só tinha o goleiro pela frente, mas chutou o chão, e a bola saiu mascada, fraquinha, ao lado do gol de Diego.
No final, após a expulsão de Leo, Estevam colocou o time da casa na pressão, e foi a vez de Deola brilhar, com duas grandes defesas já nos descontos. No final, a melhor coisa do jogo foi Kleber ter passado em branco – nos cartões – e ter assegurado a participação no Derby do próximo domingo.
Continuamos, pacientemente, à espera do anúncio de Valdivia.
Atuações:
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Deola: excelente partida, vacilou apenas num chute forte da entrada da área. Pegou até um chute idêntico ao primeiro gol do Avaí. Aprendeu. 9 |
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Vitor: Felipão permanece o segurando na retagarda, e ele não consegue desenvolver o que sabe fazer de melhor. Os volantes precisam entrar em ação. 6,5 |
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Mauricio Ramos: nennhuma falha, nem aquela tradicional. Mas também não foi aquela firmeza toda. 6,5 |
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Leo: era o melhor da defesa do Palmeiras, disparado. Levou um amarelo no primeiro tempo, a TV não pegou o motivo. E foi expulso numa jogada de absoluta falta de preparo físico. 5,5 |
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Armero: mostrou uma evolução interessante em relação ao último jogo. Parece que o Tico e o Teco saíram da greve eterna. 7,5 |
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Tinga: brilhou no primeiro tempo; já no segundo foi mais discreto. Vai se tornando uma opção interessantíssima para Felipão. 8,5 |
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Marcio Araujo: muito útil fazendo a marcação, coisa que não é seu forte. Aliás, ele não tem ponto forte. Mas hoje foi bem. 7,5 |
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Patrik: pela primeira vez como titular, parece ter sentido um pouco o peso. Mas é o tipo de jogo para se lançar um garoto. deve voltar mais amadurecido. 5,5 |
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Lincoln: depois de dois jogos muito bons, hoje ficou mais preso. Bem marcado por Michel, limitou-se a buscar movimentação. Perdeu um gol importante no final. 6 |
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Kleber: agora é moda, podem fazer rodízio de faltas no Kleber que tá tudo certo. Mais uma vez, jogou muita bola, mas não foi feliz nas finalizações. 8 |
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Ewerthon: mais uma vez mostrou-se inteligente e útil nos contra-ataques. 7 |
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Leandro Amaro: só teve tempo de aparecer numa jogada, em que se enrolou com a bola. Pra colaborar com o cara, S/N |
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Gabriel Silva: nem pegou na bola. S/N |
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Tadeu: idem, S/N |
| Felipão: mostrou que consegue se virar com as peças que tem – e contou com o baixo rendimento do adversário, que não mostrou um grande futebol. 7,5 | |















