E os caras me vieram com Paulo Henrique…
7 de abril de 2010 por @parmerista
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Paulo Henrique é o nome da fera. Esse é o NOVE-NOVE. PAU-LO-HEN-RI-QUE.
Respira.
Nada contra o rapaz, claro. Que pode, como toda nova contratação, chegar e arrebentar. Todos podem chegar e arrebentar. Mas nós sabemos o quanto isso é difícil com a nossa camisa. Já cansamos de dizer: a camisa do Palmeiras é a mais pesada do mundo, porque tem toda uma história, uma tradição, e uma imensa torcida por trás, e não tem a contrapartida que os outros times de porte semelhante têm, de boa-vontade da imprensa e da arbitragem, que equilibram a balança. Aqui, tudo é mais difícil. E os torcedores do Palmeiras, assim como quem já jogou aqui, sabem que isso é verdade.
Então, pra chegar no Palestra Italia e dar certo, sendo um desconhecido, é muito mais difícil. Sem vir com um bom moral, sem um histórico de gols de respeito, mais ainda. E se é mais um menino de vinte e pouquíssimos anos, que chega como última esperança de ser o camisa 9 titular, aí ferrou.
Paulo Henrique tem só 21 anos, 1,80m e 79 kg. É forte. Fisicamente, lembra o Laurence Fishburne (de Apocalypse Now, Matrix, entre outros). Estreou como profissional aos 18, no Atlético-MG. Fez 13 partidas, cinco como titular, e marcou três gols. E já foi logo negociado com o Heerenveen da Holanda. Lá, em duas temporadas e meia, fez 91 jogos, e marcou 32 gols. Pelo volume de partidas, não devia ser titular absoluto, mas também não era um reserva que entrava ocasionalmente. E a média de gols, um a cada três jogos, não é ridícula, mas não empolga. Bem inferior à de Robert, por exemplo.
Paulo Henrique é o nome do nosso NOVE-NOVE. E aí?
- Não muda nada, me pareceu um Robert com uns anos a menos. Esperava mais. (39%, 210 Votes)
- Vai emplacar. Algo me diz que vai chegar comendo pelas beiradas e vai enfiar um monte de gols. Gostei do estilão.. (33%, 179 Votes)
- Já que demoraram tanto pra contratar isso, deviam ter trazido o Washington Dumbo, ou o Enilton. Ou o Kahê, talvez. Ai minha paciência... (28%, 153 Votes)
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O que mais incomoda nisso tudo é a postura do parceiro e a impotência da diretoria nessa relação. A Traffic chegou a prometer publicamente em dezembro um “supertime” para 2010. Provavelmente a empresa não liga muito pro valor de sua palavra, o chamado fio do bigode, e a declaração devia ser apenas uma espécie de recado à nossa diretoria, que tinha que ter lido nas entrelinhas que a condição para isso era demitir Muricy antes da pré-temporada. Ou era só uma bravata mesmo.
O fato é que a Traffic ajudou na contratação de Danilo, e trouxe esse tal de Paulo Henrique. E só. Isso é parceiro?
Enfim, vejam abaixo o que esse cara fez lá na Holanda. No meio de tudo isso aí, tem: 1 (hum) golaço. Tem um monte de gol de pinball, alguns em que ele tropeça na bola, um à la baixinho da Kaiser, que ele abaixa a cabeça antes dela bater no cocuruto dele e entrar, e vários em que a bola entra chorando, chorando… Robert com certeza já fez muito mais, e melhores, apesar dos gols perdidos. E na verdade é isso que preocupa. Se o vídeo dos gols do Paulo Henrique é esse aí, imagina se tivesse um dos lances bizarros. Nem quero pensar.
Enfim, boa sorte, Paulo Henrique. De novo: nada contra você, meu filho. Não acompanhei sua carreira e espero que você faça 800 gols pelo Palmeiras. Mas temos que olhar seus números e seus vídeos por enquanto, é só o que a gente tem.

