Evolução
16 de abril de 2010 por @parmerista
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Saí do Palestra ontem muito satisfeito. Sabem por quê? Porque eu também tinha ido ver o jogo contra o Sertãozinho, contra a Ponte Preta, contra o Mirassol, contra o Oeste. E quem viu a todos esses jogos no campo, e viu também no campo o jogo contra o Atlético-PGY, é impossível não notar uma evolução.
Estou absolutamente surpreso com a falta de sensibilidade do pessoal que ficou em casa e está cornetando com toda a força, e não são poucos – daí este post. A grande maioria exigindo um futebol de gala. Amigos, água pro vinho, só um certo milagreiro fez, dizem.
O time mostrou evolução em todos os sentidos:
- físico: correu muito mais que nos jogos anteriores, e aguentou firme até o fim;
- técnico: até o Armero acertou jogadas que ele normalmente erra, o Leo deu botes por baixo e acertou, o Pierre acertou quase todos os passes, e o Robert fez um golaço;
- tático: finalmente pudemos ver alguma evolução tática nas mãos de ACZago, já exaustivamente comentadas nas tuitadas por áudio direto do campo, e no post pós-jogo;
- psicológico: apesar do time ter feito o gol cedo e não ser possível analisar como se comportará diante de uma adversidade, o espírito foi guerreiro, de doação, de todos.
E quero falar um pouco mais sobre Diego Souza. O pior jogador do Palmeiras nos últimos jogos, que teve atuações até insolentes, ontem não foi mal. Mas grande parte da torcida, e predominantemente o pessoal que viu pela TV, o está execrando. Afirmo categoricamente: é uma tremenda injustiça, pelo menos se as críticas forem com relação ao jogo de ontem. Se quiserem misturar as coisas, ok. Mas ontem, não. Repito o que disse no pós-jogo: correu, marcou, se deslocou, e isso nem sempre fica claro pela televisão. Não brilhou, e nem era jogo de brilho. O jogo de ontem foi jogo de pegada, e isso não faltou. O esquema proposto por AC Zago era esse – povoar o meio-de-campo e aproveitar uma falha. O time vinha de uma sequência muito ruim, estava inseguro, e a proposta tinha que ser de correr poucos riscos.
São duas coisas a serem comemoradas: o resultado, que abriu o caminho até a final da Copa do Brasil, o grande objetivo a ser alcançado antes da Copa do Mundo; e a evolução. É óbvio que não se pode estar satisfeito com o futebol apresentado, em termos absolutos. Mas levando-se em consideração o que vinha sendo mostrado, desculpem, mas quem não está satisfeito só pode estar com o fígado precisando de uma recauchutada.

