Hoje tem palhaçada?
31 de outubro de 2010 por @parmerista
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Tem, sim, senhor. Sempre teve. Não é novidade no ambiente de cobertura aos trabalhos do Palmeiras, sempre há maus profissionais pré-dispostos a tumultuar o ambiente em troca de prestígio com o editor-chefe, com lideranças (palmeirenses ou de outros clubes) mal-intencionadas, ou pelo simples prazer de prejudicar o Palmeiras, por serem torcedores rivais. E desde já devemos fazer a ressalva: não se trata de uma generalização, e sim de uma constatação. Claro, existem as boas exceções, e não se trata de jogar toda uma classe numa vala comum.
A própria foto ao final deste post mostra as duas faces dos profissionais de imprensa. Nela, podemos ver mal-intencionados, agitadores e covardes. Mas também há bons e jovens profissionais que ou estão apenas entrando na festa, ou estão com receio de serem mal vistos pelos colegas; todos praticando o corporativismo, usando a fachada da “união da classe”. Estão fazendo uma celebração e usando Felipão e o Palmeiras como pretexto.
A rusga teve início quando Felipão disse ao repórter Bruno Bernardi que o médico do Palmeiras não tinha dito bosta nenhuma, merda nenhuma, após este ter mentido quanto ao fato do médico do Palmeiras ter feito determinada afirmação sobre Valdivia – e Felipão tinha razão de se irritar, pois detectou que o repórter estava blefando porque ele havia acabado de falar com o médico e coordenado a estratégia de como as informações sobre a condição clínica do chileno seriam passadas à imprensa. Em seguida, diante da insistência do repórter Raphael Prates, que visivelmente buscava irritar o técnico do Palmeiras, disse que a imprensa estava de palhaçada, e que o repórter era o maior palhaço de todos. A intenção de provocar o técnico foi confirmada involuntariamente pelo próprio Twitter de Bruno Bernardi, infantilmente se vangloriando e posando de herói para seus pares, conforme a reprodução abaixo:

Depois do episódio dos palhacinhos, qual deveria ser a atitude do Palmeiras?
- Não tem jeito, o clube deve boicotar a imprensa e usar os canais alternativos, como o site oficial e a chamada "Mídia Palestrina" (50%, 269 Votes)
- Deixar os repórteres de castigo até o fim do ano e só liberar o Lenny para dar entrevistas (32%, 169 Votes)
- Nenhuma, e em dois ou três dias ninguém mais toca no assunto (14%, 75 Votes)
- Procurar a imprensa e costurar uma saída diplomática (4%, 20 Votes)
Total Voters: 533
O comportamento da imprensa diante de determinadas figuras e entidades varia. Felipão, Dunga, Leão, Muricy, Palmeiras, CBF, entre outros, são assuntos que, não importa o que aconteça, terão sempre uma má-vontade inicial, e que não podem dar brecha nunca. Quando há o encontro dessas entidades, como Muricy/Palmeiras, e atualmente, Felipão/Palmeiras, a imprensa não espera a brecha: ela a cria. Profissionais mais experientes conseguem se conter e esperam a chance, mas quando se trata de iniciantes, que exibem absoluta imaturidade somada à inexperiência, a coletiva vira uma sucessão de provocações. E o jovenzinho depois vai “xingar muito no Twitter”, ou seja, se exibir no microblog.
A postura do Palmeiras, mais especificamente Felipão, passou a ser a de ignorar a imprensa, que, imaginem, exige retratação do técnico. Jamais terão. As mensagens de Felipão agora são feitas através do site oficial do clube, e os sites de torcedores do Palmeiras, como o Verdazzo e tantos outros, a republicarão, de forma a não deixar a torcida do Palmeiras sem a palavra do técnico.
Por enquanto, a imprensa usa o fato de que a internet ainda não é um meio de comunicação tão desenvolvido como rádio e TV para fazer pressão e mostrar suas garras – mas é questão de tempo, bem pouco tempo, para que a Internet seja um meio tão difundido quanto os outros. A alternativa definitiva estará criada. A proposta do sites de torcedores nunca foi a de competir com a imprensa, e sim de fazer um trabalho complementar, com uma visão parcial – afinal, o torcedor também gosta disso. Mas se decidirem declarar guerra ao Palmeiras, o torcedor será obrigado a recorrer exclusivamente aos meios palmeirenses de comunicação. Que coisa, não?
Que Felipão saiba que a torcida do Palmeiras está com ele, e que essa nova campanha deflagrada pelos repórteres não está repercutindo como eles gostariam em nossa torcida. Ao contrário, seu prestígio só aumentou. Que ele continue fazendo seu trabalho de reconstrução do time, e atraindo para si a ira da imprensa, que assim não tumultua mais ainda outras brechas que eventualmente o clube, de fato, proporciona. Scolari, um dos maiores ídolos da História do clube, jamais terá a imagem arranhada por uma campanha liderada por dois ou três menininhos que acabaram de sair dos bancos da faculdade. O máximo que conseguiram foi mostrar ao público uma faceta indiscutível, ilustrada pela foto abaixo. Como dizem, vale mais que mil palavras (clique sobre a imagem para vê-la ampliada).



