Verdazzo!

O que é melhor para o Palmeiras?

6 de julho de 2010 por @parmerista  


A partida da próxima sexta-feira, entre o Palmeiras e o Boca Juniors, fomentou uma interessantíssima discussão no Twitter entre alguns palmeirenses, a respeito do preço dos ingressos. É sabido que existem correntes fortes na internet que pregam a popularização dos preços, no sentido contrário do que vem sendo praticado pelo Palmeiras e também pelos nossos adversários, sobretudo Santos e Corinthians. E o São Paulo só não elitiza também os seus preços porque tem espaço de sobra e seu estádio vive com a taxa de ocupação abaixo da linha crítica.

No mundo perfeito, o estádio viveria cheio, ao maior preço possível, e o perfil “psicótico” dos torcedores seria o oposto ao do espectador de teatro: vibrante, em pé, cantando e empurrando o tempo todo. No mundo real, isso é impossível, por enquanto. Neste primeiro momento, é preciso priorizar uma das duas vertentes: ou se mantém o estádio cheio, e sacrifica-se a bilheteria; ou mantém-se o nível elevado de arrecadação às custas de um estádio cheio de torcedores com um perfil mais elitizado, comportado, frio – um choque na cultura do futebol.

“O que é melhor para o Palmeiras?”

Sempre que houver um dilema sobre o que fazer, é essa a pergunta que deve ser feita. Optar por A ou B, em qualquer questão, deve obrigatoriamente passar por essa pergunta. E nesse caso, a resposta não virá do sentimento primal de quem ACHA que deve priorizar a cultura popular, nem de quem ACHA que o que importa é a bilheteria bombando, mesmo que maximizando o ponto de equilíbrio da curva de oferta e demanda.

Como disse meu grande amigo Benê esses dias, temos que entrar em guerra com o verbo ACHAR. Temos é que SABER. Temos é que identificar todas as variáveis que compõem essa extremamente complexa equação. Todas as implicações de curto e longo prazo, dentro e fora do campo, de se ter ingressos baratos ou caros. Por exemplo: qual a implicação real na relação clube-torcedor, a longo prazo, de se praticar preços como o da partida de sexta-feira? E qual o efeito prático, dentro de campo, sentido pelos jogadores – pelos nossos e pelos adversários – com um perfil de torcedor mais ou menos elitizado? E quanto isso efetivamente se reverteu em vitórias para o Palmeiras? E por aí vai, há dezenas de questões relevantes que se relacionam com o preço dos ingressos.

São perguntas extremamente subjetivas, que requerem um estudo altíssimo nível. Mas se um estudo assim for feito, e seu resultado seguido à risca, os ganhos para o Palmeiras serão maximizados. Não se terá que optar entre um caminho ou outro, na base do achismo.

Marketing é uma ferramenta que deve ser usada em todo o seu potencial. Subutilizado, não vai atingir seus objetivos, e mal contextualizado, pode se virar contra seus agentes. É o que sempre aconteceu com os últimos diretores de marketing do clube, invariavelmente massacrados, independentemente da competência deste ou daquele. Marketing sempre foi um setor marginalizado no clube, e nunca houve uma estruturação no departamento. Na gestão passada, tentou-se valorizar a área, mas trapalhadas políticas acabaram por criar dois diretores que não conseguiram afinar o discurso e o resultado foi um desastre. Na atual gestão, o diretor conseguiu uma grande vitória: 1 (um) funcionário. Parece brincadeira.

Sabemos que o presidente Belluzzo adotou uma política de austeridade em todos os departamentos e exigiu cortes nos gastos em 30%. Investir na estruturação de um departamento de marketing neste momento seria complicado politicamente, geraria grande instabilidade. Mas os ganhos para o Palmeiras seriam enormes. Valerá demais a pena trabalhar as estúpidas ciumeiras internas e caminhar nessa direção, e dar à Diretoria de Marketing elementos suficientes para realizar um trabalho profundo a fim de mensurar o comportamento da torcida e seus desdobramentos dentro e fora do campo, tendo como parâmetro o preço dos ingressos.

O que está em jogo não são atitudes elitistas ou populistas. Não se trata de defender os ricos ou os pobres, de preservar ou de mudar a cultura. O que está em jogo, sempre, é o que é melhor para o Palmeiras.

  • Weider Kardeck

    Apesar de indiretamente este assunto se liga com o do topico.

    Todos estamos muito felizes com a Arena, logico. Porem uma coisa q eu ñ gostei de saber é q ñ existirao mais arquibancadas, todos os setores terao cadeiras… E agora, onde fica o hino cantado em coro com todos abraçados? Uma media de seis pessoas apoiando no lugar q deveria ter apenas uma? E aquela hr q a torcida inflama, começa a pular e o concreto fica balançando??? Sentirei muita falta disso…

    Estariamos sendo elitizados? Assistiremos aos jogos sentados? Naum somos assim nem no sofa, imagina lah dentro, fazendo pt do jogo!!!

    • Marcos Diniz Ribeiro

      Weider,

      fale por si, não no plural (“Naum somo assim nem no sofa(…)“). Quando vou ao estádio (umas três vezes por ano), eu assisto ao jogo em vez de sassaricar. Berro muito, canto o hino, mas prefiro ver o jogo SENTADO.

      De todo modo, as cadeiras vão evitar os agarrões (ainda bem, porque a torcida bâmbi vai a outro estádio) mas não vai evitar que se assista ao jogo em pé e nem que se cante durante o jogo.

      • Weider Kardeck

        Esse “nós” se refere aos torcedores organizados… Na realidade ñ vamos ao estadio soh p/ assistir ao jogo, vamos msm eh p/ apoiar, afinal estamos fazendo pt do espetaculo. Qual a intenção de ir ao estadio e ficar mudo? Tbm ñ adianta ficar “berrando” sozinho coisas sem nexo, p/ isso q se chama Organizada!!!

        Nunca fui agarrado, o q acontece eh a pessoa do seu lado, q muitas vzs vc nem conhece, te abraçar p/ cantar o hino junto com vc, isso p/ mim eh fantastico e emocionante, demonstração simples de uniao p/ um unico objetivo: apoiar a S.E.P.!!!

        Evitar ñ vai, porem vai atrapalhar com ctz, afinal ñ havera aqla aglomeração q eu citei e se ficarmos distantes um do outro, a musica ñ ganhara a força habitual e perdera potencia!!!

  • Weider Kardeck

    Apesar de indiretamente este assunto se liga com o do topico.

    Todos estamos muito felizes com a Arena, logico. Porem uma coisa q eu ñ gostei de saber é q ñ existirao mais arquibancadas, todos os setores terao cadeiras… E agora, onde fica o hino cantado em coro com todos abraçados? Uma media de seis pessoas apoiando no lugar q deveria ter apenas uma? E aquela hr q a torcida inflama, começa a pular e o concreto fica balançando??? Sentirei muita falta disso…

    Estariamos sendo elitizados? Assistiremos aos jogos sentados? Naum somos assim nem no sofa, imagina lah dentro, fazendo pt do jogo!!!

    • Marcos Diniz Ribeiro

      Weider,

      fale por si, não no plural (“Naum somo assim nem no sofa(…)“). Quando vou ao estádio (umas três vezes por ano), eu assisto ao jogo em vez de sassaricar. Berro muito, canto o hino, mas prefiro ver o jogo SENTADO.

      De todo modo, as cadeiras vão evitar os agarrões (ainda bem, porque a torcida bâmbi vai a outro estádio) mas não vai evitar que se assista ao jogo em pé e nem que se cante durante o jogo.

      • Weider Kardeck

        Esse “nós” se refere aos torcedores organizados… Na realidade ñ vamos ao estadio soh p/ assistir ao jogo, vamos msm eh p/ apoiar, afinal estamos fazendo pt do espetaculo. Qual a intenção de ir ao estadio e ficar mudo? Tbm ñ adianta ficar “berrando” sozinho coisas sem nexo, p/ isso q se chama Organizada!!!

        Nunca fui agarrado, o q acontece eh a pessoa do seu lado, q muitas vzs vc nem conhece, te abraçar p/ cantar o hino junto com vc, isso p/ mim eh fantastico e emocionante, demonstração simples de uniao p/ um unico objetivo: apoiar a S.E.P.!!!

        Evitar ñ vai, porem vai atrapalhar com ctz, afinal ñ havera aqla aglomeração q eu citei e se ficarmos distantes um do outro, a musica ñ ganhara a força habitual e perdera potencia!!!

  • Thiago Baise

    Boa proposta para discussão, e sem rótulos.
    Lembro que quando fui contra o setor Visa, fui taxado até de comunista.
    Fui contra um Visa nos moldes criados, onde mais da metade do estádio seria disponível a quem pode pagar caro. Deixando aos torcedores comuns, que tem um limite de investimento menor, e que não são de torcida organizada, a necessidade de “lutar” por um espaço atrás do gol.
    Bom, o que se vê hoje é um estádio dividido. Uma torcida dividida.
    A partir dos pontos levantados neste post, e com o FATO, que teremos um estádio maior, acho que é possível distribuir a torcida de uma maneira que atenda a demanda das pessoas.
    Após, atedendo a real demanda da torcida do Palmeiras, acho que a discussão parte para uma organização em torno desta torcida, como foi a proposta de união por meio de músicas. Independente de onde fica no estádio, o torcedor gosta de apoiar o seu time, e o palmeirense não é diferente. Fui em estádios fora de São Paulo onde toda a torcida canta as mesmas músicas. Independendo de classe social, não vejo outra maneira de unir valor ingresso/apoio ao time, se não for pelo grito da torcida.
    Gostaria de saber com o pessoal que organizou as músicas sugeridas por torcedores, se é possível organizar esta união?

    • Marcos Diniz Ribeiro

      Thiago,

      Note que, no passado, bem antes do Visa, o problema era o inverso: a turma da torcida organizada punha alguém para reservar lugares duas horas antes do jogo, e ai de quem quisesse assistir ao jogo sentado.

      Por outro lado, algo que o Visa atualmente não atende é a venda de ingressos bem mais baratos em jogos menores. Agora, de olho em renda maior, é inegável que os melhores lugares do estádio requerem preços maiores.

      Eu ainda espero que haja lugares bem razoáveis – quero dizer, próximos ao centro do gramado – que possam ser vendidos com bons descontos para os torcedores frequentes, que merecem, sem dúvida, privilégios. Mas isso ao torcedor comum. A turma da organizada precisa do seu lugar, em condições adequadas para fazer a festa que costuma fazer. E as facções não podem brigar umas com as outras, como já aconteceu.

      • Thiago Baise

        É verdade Marcos, melhores lugares, deve-se pagar mais.
        Só que não é uma fórmula pronta. É importante observar a demanda, criar espaços privilegiados que não são ocupados regularmente, não é eficaz. Temos que tomar cuidado para não deixar de atender um público cativo. A ideia de setorizar parece ser muito boa. Vou pesquisar mais.
        Mas, entendo que o sucesso está em tornar o estádio um local que fortaleça o time, que é o que mobiliza as pessoas.

  • Thiago Baise

    Boa proposta para discussão, e sem rótulos.
    Lembro que quando fui contra o setor Visa, fui taxado até de comunista.
    Fui contra um Visa nos moldes criados, onde mais da metade do estádio seria disponível a quem pode pagar caro. Deixando aos torcedores comuns, que tem um limite de investimento menor, e que não são de torcida organizada, a necessidade de “lutar” por um espaço atrás do gol.
    Bom, o que se vê hoje é um estádio dividido. Uma torcida dividida.
    A partir dos pontos levantados neste post, e com o FATO, que teremos um estádio maior, acho que é possível distribuir a torcida de uma maneira que atenda a demanda das pessoas.
    Após, atedendo a real demanda da torcida do Palmeiras, acho que a discussão parte para uma organização em torno desta torcida, como foi a proposta de união por meio de músicas. Independente de onde fica no estádio, o torcedor gosta de apoiar o seu time, e o palmeirense não é diferente. Fui em estádios fora de São Paulo onde toda a torcida canta as mesmas músicas. Independendo de classe social, não vejo outra maneira de unir valor ingresso/apoio ao time, se não for pelo grito da torcida.
    Gostaria de saber com o pessoal que organizou as músicas sugeridas por torcedores, se é possível organizar esta união?

    • Marcos Diniz Ribeiro

      Thiago,

      Note que, no passado, bem antes do Visa, o problema era o inverso: a turma da torcida organizada punha alguém para reservar lugares duas horas antes do jogo, e ai de quem quisesse assistir ao jogo sentado.

      Por outro lado, algo que o Visa atualmente não atende é a venda de ingressos bem mais baratos em jogos menores. Agora, de olho em renda maior, é inegável que os melhores lugares do estádio requerem preços maiores.

      Eu ainda espero que haja lugares bem razoáveis – quero dizer, próximos ao centro do gramado – que possam ser vendidos com bons descontos para os torcedores frequentes, que merecem, sem dúvida, privilégios. Mas isso ao torcedor comum. A turma da organizada precisa do seu lugar, em condições adequadas para fazer a festa que costuma fazer. E as facções não podem brigar umas com as outras, como já aconteceu.

      • Thiago Baise

        É verdade Marcos, melhores lugares, deve-se pagar mais.
        Só que não é uma fórmula pronta. É importante observar a demanda, criar espaços privilegiados que não são ocupados regularmente, não é eficaz. Temos que tomar cuidado para não deixar de atender um público cativo. A ideia de setorizar parece ser muito boa. Vou pesquisar mais.
        Mas, entendo que o sucesso está em tornar o estádio um local que fortaleça o time, que é o que mobiliza as pessoas.

  • Marcos Diniz Ribeiro

    Conrado,

    tem uma rapaz no La Nostra Casa, o Ricardo Teixeira, que fala em setorização. Resumidamente, ele quer dizer que no novo Palestra deve haver lugar para tudo, com diversas faixas de preços. Eu concordo com ele.

    Não me parece acertada a meta de maximizar a renda, nem tampouco a de maximizar o público – pois esta, se resultar em times menos competitivos no longo prazo, será um tiro no pé.

    O marketing deve fazer estudos para tentar demonstrar cenários de precificação de ingressos e o respectiva média de público, e deixar que a presidência palmeirense faça a escolha adequada. Com o olho na renda, deve-se obter o maior público possível. Por exemplo, apenas o exemplo, o estudo pode mostrar cenários em que se abra mão de 10% da renda para aumentar o público em 40%. O que não dá é abrir mão de 50% da renda para encher o estádio – até porque às vezes só se abre mão de renda, e o público permanece o mesmo ou cresce residualmente.

    Mudando de assunto,setorização também importa haver um espaço atrás do gol para a torcida mais bagunceira fazer o que ela gosta de fazer. Quando estão na boa, costumam incendiar o restante da torcida, é inegável.

    • @parmerista

      com a palavra, os especialistas!

      • Sandro Cabral

        A idéia da setorização é evidente e simples de ser implementada – qualquer estudante de microeconomia é capaz de fazer os cálculos de elasticidade preço demanda e chegar a um resultado – como direi? – passível de utilização. Como dizem por aí: Demorou.

        Para o jogo de sexta, no entanto, um mínimo de sensibilidade por parte da diretoria faria bem. Nada contra às ações que promovem discriminação de preços em setores ditos mais nobres do estádio ou de outras boas iniciativas que estão sendo feitas para o jogo, tal qual a história do jogo no sábado. Porém oitenta reais àqueles que frequentemente sofrem no cimento frio, na alegria e na tristeza, me parece demais da conta. Mais que isso, é sinal de falta de agradecimento.
        Lamento Conrado, mas não é preciso fazer nenhum modelo econômico elegante e testado com econometria robusta para isso. O caráter estocástico da performance esportiva (nossa que termo pedante!) de um clube de futebol inviabilizaria análises mais realistas, ainda mais em se tratando de Palmeiras e suas últimas entregadas em casa em jogos ganhos. E isso não tem nada de achismo.

  • Marcos Diniz Ribeiro

    Conrado,

    tem uma rapaz no La Nostra Casa, o Ricardo Teixeira, que fala em setorização. Resumidamente, ele quer dizer que no novo Palestra deve haver lugar para tudo, com diversas faixas de preços. Eu concordo com ele.

    Não me parece acertada a meta de maximizar a renda, nem tampouco a de maximizar o público – pois esta, se resultar em times menos competitivos no longo prazo, será um tiro no pé.

    O marketing deve fazer estudos para tentar demonstrar cenários de precificação de ingressos e o respectiva média de público, e deixar que a presidência palmeirense faça a escolha adequada. Com o olho na renda, deve-se obter o maior público possível. Por exemplo, apenas o exemplo, o estudo pode mostrar cenários em que se abra mão de 10% da renda para aumentar o público em 40%. O que não dá é abrir mão de 50% da renda para encher o estádio – até porque às vezes só se abre mão de renda, e o público permanece o mesmo ou cresce residualmente.

    Mudando de assunto,setorização também importa haver um espaço atrás do gol para a torcida mais bagunceira fazer o que ela gosta de fazer. Quando estão na boa, costumam incendiar o restante da torcida, é inegável.

    • @parmerista

      com a palavra, os especialistas!

      • Sandro Cabral

        A idéia da setorização é evidente e simples de ser implementada – qualquer estudante de microeconomia é capaz de fazer os cálculos de elasticidade preço demanda e chegar a um resultado – como direi? – passível de utilização. Como dizem por aí: Demorou.

        Para o jogo de sexta, no entanto, um mínimo de sensibilidade por parte da diretoria faria bem. Nada contra às ações que promovem discriminação de preços em setores ditos mais nobres do estádio ou de outras boas iniciativas que estão sendo feitas para o jogo, tal qual a história do jogo no sábado. Porém oitenta reais àqueles que frequentemente sofrem no cimento frio, na alegria e na tristeza, me parece demais da conta. Mais que isso, é sinal de falta de agradecimento.
        Lamento Conrado, mas não é preciso fazer nenhum modelo econômico elegante e testado com econometria robusta para isso. O caráter estocástico da performance esportiva (nossa que termo pedante!) de um clube de futebol inviabilizaria análises mais realistas, ainda mais em se tratando de Palmeiras e suas últimas entregadas em casa em jogos ganhos. E isso não tem nada de achismo.

  • Flavio Mendes

    Concordo com todas as medidas técnico-administrativas que visem “o melhor para o Palmeiras”. O saudosismo e o romantismo estão fadados ao fracasso e temos que aprender a lidar com a “modernização” do futebol, por mais que eu odeie boa parte do que ela representa.

    Mas é preciso lembrar que a definição do custo dos ingressos não é uma questão meramente técnica – respondida por gráficos e projeções – como este post sustenta. Ela tem um pano de fundo político: o aumento do preço de ingressos pretende a exclusão de um tipo de torcedor considerado vândalo por alguns dos investidores da futura arena, por exemplo. A opinião de alguns desses senhores – fácil de se encontrar – é recheada de preconceitos, pois frequento as arquibancadas do Palestra há anos e nunca assisti à barbárie que é propagandeada por aí. E por mais que poucos falem abertamente em cortar certo tipo de torcedor do estádio, o argumento do retorno econômico é a máscara mais comum utilizada por aqueles que defendem a mesma política, embora tenham vergonha de dizê-lo.

    Ou seja: mesmo que uma pesquisa venha a dizer que o melhor para o Palmeiras em termos financeiros seja elevar o preço do ingresso de todos os setores, serei contra essa medida. Simplesmente porque ela exclui um torcedor que merece ter acesso ao estádio tanto quanto aquele de maior renda. Um clube do tamanho do Palmeiras deve saber fazer campanhas direcionadas para cada parcela de sua torcida, de acordo com a renda, mas também com a idade, o sexo e etc. O “melhor para o Palmeiras” não deve estar descolado do “melhor para o torcida do Palmeiras”, pois sem a torcida (com todos os seus matizes) não há clube que se sustente.

    • @parmerista

      Flavio, a pesquisa proposta deve vislumbrar TODOS os aspectos, inclusive o que você citou, não apenas o financeiro. Não sei se fui claro o suficiente no texto.

      • Flavio Mendes

        Conrado, gostei do seu texto. Acho que vc avaliou muito bem a questão administrativa, como é costume, e que uma pesquisa é urgente. Mais: no plano ideal, deveria ser o ponto de partida de qualquer campanha. Só sinto falta neste texto e em outros do blog de uma análise da POLÍTICA que rege as medidas administrativas dessa e de outras gestões. Essas coisas se revelam nas entrelinhas, no cotidiano. Não é uma pesquisa de marketing que vai revelar isso.

    • Marcos Diniz Ribeiro

      Flavio,

      achar que o preço é a medida para afastar bagunceiros é evidente preconceito. Eu não duvido que alguns pensem assim. O problema é que fazer a renda aumentar é um desafio real para os atuais e futuros dirigentes do Verdão e a turma que tem orçamento limitado vai sofrer do mesmo jeito. E a crítica a um aumento generalizado de ingressos perde o foco se feita nessa linha.

      Uma coisa que se tem de ter em mente é que os ingressos populares custam para muitos a metade do que é veiculado. Isso porque os estudantes pagam meia e eu arrisco afirmar que a meia-entrada predomina dentre os ingressos vendidos. Há ainda descontos para a turma da torcida organizada. Quem paga o pato é o torcedor comum. E a coisa é ainda pior para quem quer ser torcedor frequente não-organizado.

      Mas, contrariamente a você, já vi in loco coisas estúpidas em estádio. A principal foi ver fulano mijar em copinho (não sei se por preguiça de ir ao banheiro ou para batizar alguém). Sinto muito, mas evitar esse tipo de coisa não é elitizar. O raciocínio é simples: do jeito que está o futebol, tudo o que for feito que contribua para que você leve mulher (mãe, irmã, namorada, esposa, sogra ou filha) ao estádio será bem-vindo.

      O que é comum, eu não gosto, mas muita gente defende, é assistir ao jogo em pé. Setorizar para atender a esse tipo de demanda faz todo sentido.

      • Flavio Mendes

        Marcos,
        Eu torço para que o Palmeiras consiga maximizar sua renda e sobreviver no futebol atual. Só não acho que esse objetivo deve ser perseguido a qualquer custo. Como o texto do Conrado diz, é preciso ter equilíbrio. Aumentar o preço em todos os setores não me parece algo racional nem do ponto de vista econômico, que nem é a minha preocupação maior.

        Eu frequento a arquibancada há anos e pelo menos nos últimos 10 com uso da meia-entrada, à qual tenho direito. Nem por isso o ingresso deixa de pesar no meu orçamento. Se quisesse frequentar todos os jogos em casa do Palmeiras, não poderia. Isso revela a necessidade de uma campanha para o torcedor mais frequente que o marketing do Palmeiras se mostra incapaz de criar, talvez porque este não seja o real interesse. Ocorrem muitas fraudes no uso da meia-entrada, mas nisso a desorganização do clube tb tem um pequeno peso.

        Em nenhum momento eu afirmei que não ocorrem coisas desagradáveis no estádio, mas vc tem que concordar que está tudo muito longe da barbárie que a imprensa e os promotores públicos espalham por aí. Simplesmente não é uma guerra-civil. E o mais importante: as pessoas não jogam mijo nas outras por serem mais pobres!

        Eu espero que o Palmeiras “moderno” saiba agradar todos os seus torcedores, independente da renda. Na realidade brasileira, ou fazemos isso ou encolhemos.

      • Weider Kardeck

        O Setor Familia, ou Setor Limão esta aih p/ isso! No Paulista tem ate aquela promoção de 2 adultos e 3 crianças… Porem ha lugares na bancada q podem perfeitamente abrigar uma familia!!! Veja bem:

        Descobertas||Organizada||Organizada||Organizada||Organizada||Visa

        Entre uma e outra ha um espaço, as organizadas ñ ficam muito proximas, nesses intervalos geralmente ficam familias comuns e ñ sofrem nenhum tipo de aborrecimento!!!

  • Flavio Mendes

    Concordo com todas as medidas técnico-administrativas que visem “o melhor para o Palmeiras”. O saudosismo e o romantismo estão fadados ao fracasso e temos que aprender a lidar com a “modernização” do futebol, por mais que eu odeie boa parte do que ela representa.

    Mas é preciso lembrar que a definição do custo dos ingressos não é uma questão meramente técnica – respondida por gráficos e projeções – como este post sustenta. Ela tem um pano de fundo político: o aumento do preço de ingressos pretende a exclusão de um tipo de torcedor considerado vândalo por alguns dos investidores da futura arena, por exemplo. A opinião de alguns desses senhores – fácil de se encontrar – é recheada de preconceitos, pois frequento as arquibancadas do Palestra há anos e nunca assisti à barbárie que é propagandeada por aí. E por mais que poucos falem abertamente em cortar certo tipo de torcedor do estádio, o argumento do retorno econômico é a máscara mais comum utilizada por aqueles que defendem a mesma política, embora tenham vergonha de dizê-lo.

    Ou seja: mesmo que uma pesquisa venha a dizer que o melhor para o Palmeiras em termos financeiros seja elevar o preço do ingresso de todos os setores, serei contra essa medida. Simplesmente porque ela exclui um torcedor que merece ter acesso ao estádio tanto quanto aquele de maior renda. Um clube do tamanho do Palmeiras deve saber fazer campanhas direcionadas para cada parcela de sua torcida, de acordo com a renda, mas também com a idade, o sexo e etc. O “melhor para o Palmeiras” não deve estar descolado do “melhor para o torcida do Palmeiras”, pois sem a torcida (com todos os seus matizes) não há clube que se sustente.

    • @parmerista

      Flavio, a pesquisa proposta deve vislumbrar TODOS os aspectos, inclusive o que você citou, não apenas o financeiro. Não sei se fui claro o suficiente no texto.

      • Flavio Mendes

        Conrado, gostei do seu texto. Acho que vc avaliou muito bem a questão administrativa, como é costume, e que uma pesquisa é urgente. Mais: no plano ideal, deveria ser o ponto de partida de qualquer campanha. Só sinto falta neste texto e em outros do blog de uma análise da POLÍTICA que rege as medidas administrativas dessa e de outras gestões. Essas coisas se revelam nas entrelinhas, no cotidiano. Não é uma pesquisa de marketing que vai revelar isso.

    • Marcos Diniz Ribeiro

      Flavio,

      achar que o preço é a medida para afastar bagunceiros é evidente preconceito. Eu não duvido que alguns pensem assim. O problema é que fazer a renda aumentar é um desafio real para os atuais e futuros dirigentes do Verdão e a turma que tem orçamento limitado vai sofrer do mesmo jeito. E a crítica a um aumento generalizado de ingressos perde o foco se feita nessa linha.

      Uma coisa que se tem de ter em mente é que os ingressos populares custam para muitos a metade do que é veiculado. Isso porque os estudantes pagam meia e eu arrisco afirmar que a meia-entrada predomina dentre os ingressos vendidos. Há ainda descontos para a turma da torcida organizada. Quem paga o pato é o torcedor comum. E a coisa é ainda pior para quem quer ser torcedor frequente não-organizado.

      Mas, contrariamente a você, já vi in loco coisas estúpidas em estádio. A principal foi ver fulano mijar em copinho (não sei se por preguiça de ir ao banheiro ou para batizar alguém). Sinto muito, mas evitar esse tipo de coisa não é elitizar. O raciocínio é simples: do jeito que está o futebol, tudo o que for feito que contribua para que você leve mulher (mãe, irmã, namorada, esposa, sogra ou filha) ao estádio será bem-vindo.

      O que é comum, eu não gosto, mas muita gente defende, é assistir ao jogo em pé. Setorizar para atender a esse tipo de demanda faz todo sentido.

      • Flavio Mendes

        Marcos,
        Eu torço para que o Palmeiras consiga maximizar sua renda e sobreviver no futebol atual. Só não acho que esse objetivo deve ser perseguido a qualquer custo. Como o texto do Conrado diz, é preciso ter equilíbrio. Aumentar o preço em todos os setores não me parece algo racional nem do ponto de vista econômico, que nem é a minha preocupação maior.

        Eu frequento a arquibancada há anos e pelo menos nos últimos 10 com uso da meia-entrada, à qual tenho direito. Nem por isso o ingresso deixa de pesar no meu orçamento. Se quisesse frequentar todos os jogos em casa do Palmeiras, não poderia. Isso revela a necessidade de uma campanha para o torcedor mais frequente que o marketing do Palmeiras se mostra incapaz de criar, talvez porque este não seja o real interesse. Ocorrem muitas fraudes no uso da meia-entrada, mas nisso a desorganização do clube tb tem um pequeno peso.

        Em nenhum momento eu afirmei que não ocorrem coisas desagradáveis no estádio, mas vc tem que concordar que está tudo muito longe da barbárie que a imprensa e os promotores públicos espalham por aí. Simplesmente não é uma guerra-civil. E o mais importante: as pessoas não jogam mijo nas outras por serem mais pobres!

        Eu espero que o Palmeiras “moderno” saiba agradar todos os seus torcedores, independente da renda. Na realidade brasileira, ou fazemos isso ou encolhemos.

      • Weider Kardeck

        O Setor Familia, ou Setor Limão esta aih p/ isso! No Paulista tem ate aquela promoção de 2 adultos e 3 crianças… Porem ha lugares na bancada q podem perfeitamente abrigar uma familia!!! Veja bem:

        Descobertas||Organizada||Organizada||Organizada||Organizada||Visa

        Entre uma e outra ha um espaço, as organizadas ñ ficam muito proximas, nesses intervalos geralmente ficam familias comuns e ñ sofrem nenhum tipo de aborrecimento!!!

  • Ramon Perez

    olá a todos
    Este assunto, muito polêmico por sinal, ainda terá muita repercussão na MP.
    Levando-se em conta que a torcida organizada e o pessoal que gosta de assitir na arquibancada preferem assistir aos jogos em pé, eu concordo que deveria ter um setor deste patamar atrás do gol, e digo mais, o estádio só lota mesmo em jogos importantes, isso na nossa atual capacidade que é de 27.640 lugares.
    Depois da reforma quando tivermos 45.000 lugares é óbivo q não teremos casa cheia em jogos de menor impotância e por isso teremos preços altos em setores centrais e preços nem tão baratos em outros setores ou vcs acham q a diretoria e dpto de marketing se importam em quantidade de gente no estádio? oq eles querem, eu tbm quero e vcs tbm! A reforma do Palestra, querendo vcs ou não, vai sim elitizar a torcida!
    alguém aí sabe qtos ingressos já foram vendidos para o jogo de sexta?

    • Marcos Diniz Ribeiro

      6.500, não me recordo a fonte.

  • Ramon Perez

    olá a todos
    Este assunto, muito polêmico por sinal, ainda terá muita repercussão na MP.
    Levando-se em conta que a torcida organizada e o pessoal que gosta de assitir na arquibancada preferem assistir aos jogos em pé, eu concordo que deveria ter um setor deste patamar atrás do gol, e digo mais, o estádio só lota mesmo em jogos importantes, isso na nossa atual capacidade que é de 27.640 lugares.
    Depois da reforma quando tivermos 45.000 lugares é óbivo q não teremos casa cheia em jogos de menor impotância e por isso teremos preços altos em setores centrais e preços nem tão baratos em outros setores ou vcs acham q a diretoria e dpto de marketing se importam em quantidade de gente no estádio? oq eles querem, eu tbm quero e vcs tbm! A reforma do Palestra, querendo vcs ou não, vai sim elitizar a torcida!
    alguém aí sabe qtos ingressos já foram vendidos para o jogo de sexta?

    • Marcos Diniz Ribeiro

      6.500, não me recordo a fonte.

  • Sergio R.I.Mendonca

    Amigos palmeirenses, comprei um ingresso somente para arquibancada, não poderia levar minha esposa e meu filho, pois os valores estaram acima do meu orçamento. Sei que um jogo especial, pela tradição dos times e pela “despedida” do Palestra Italia, acredito que os valores deveriam ser menores, porém também sei que o clube precisa de dinheiro. Então poque não valorizar o próprio jogo, leiloando as camisas, as bolas e tudo mais que fosse considerado um lembrança desta data, por exemplo. Não acredito em “casa cheia” na sexta-feira, mas com certeza muitos VIPS e CONVIDADOS estaram presentes, afinal isto faz parte do negocio, quem sempre vai pagar e o torcedor comum.

  • Sergio R.I.Mendonca

    Amigos palmeirenses, comprei um ingresso somente para arquibancada, não poderia levar minha esposa e meu filho, pois os valores estaram acima do meu orçamento. Sei que um jogo especial, pela tradição dos times e pela “despedida” do Palestra Italia, acredito que os valores deveriam ser menores, porém também sei que o clube precisa de dinheiro. Então poque não valorizar o próprio jogo, leiloando as camisas, as bolas e tudo mais que fosse considerado um lembrança desta data, por exemplo. Não acredito em “casa cheia” na sexta-feira, mas com certeza muitos VIPS e CONVIDADOS estaram presentes, afinal isto faz parte do negocio, quem sempre vai pagar e o torcedor comum.

  • claudio tanaka

    Conrado

    Creio que o melhor para o Palmeiras é que o nosso Avanti vingue. O desafio é torná-lo atrativo o suficiente para atingir os sonhados 200.000 socios.

    Acredito que com uma escala alta de socio-torcedores que garanta uma alta ocupação do estádio em todos os jogos é possível ter uma politica de preços que atendam a todos os niveis.

  • claudio tanaka

    Conrado

    Creio que o melhor para o Palmeiras é que o nosso Avanti vingue. O desafio é torná-lo atrativo o suficiente para atingir os sonhados 200.000 socios.

    Acredito que com uma escala alta de socio-torcedores que garanta uma alta ocupação do estádio em todos os jogos é possível ter uma politica de preços que atendam a todos os niveis.

  • Ramon Perez

    ———————>

    ele é o melhor para o Palmeiras, e está chegando!

    • Weider Kardeck

      haha essa foi boa!!!

  • Ramon Perez

    ———————>

    ele é o melhor para o Palmeiras, e está chegando!

    • Weider Kardeck

      haha essa foi boa!!!

  • Eder ABC

    O ESTADIO TEM Q SER DIVIDIDO E ISSO JA OCORRE NO PALESTRA. TEM CAMAROTES, SETOR VISA ETC. PARA OS MENOS FAVORECIDOS FINANCEIRAMENTE AS ARQUIBANCADAS ATRAS DO GOL NÃO DEVERIAM CUSTAR MAIS DO QUE 20 REAIS INDEPENDENTE DO JOGO. SOU TOTALMENTE CONTRA A ELITIZAÇÃO. TODOS TEM DIREITO DE DESFRUTAR DO ESPETACULO DO FUTEBOL, A DIRETORIA DOS CLUBES TEM QUE CRIAR FORMAS DE ARRECADAÇÃO SEM CONTAR COM BILHETERIA PQ ISSO SUGA OS TORCEDORES. ESSA PARTIDA CONTRA O BOCA É UM JOGO FESTIVO E DEVERIA TER PORTÕES ABERTOS E NÃO UMA FONTE DE RENDA COMO PENSA NOSSOS GESTORES

    • @parmerista

      eder, o texto trata de usar metodos cientificos para aplicar o que seja melhor para o palmeiras, nao para classes mais ou menos favorecidas, entendeu?

      P-A-R-A O P-A-L-M-E-I-R-A-S

      • guerreiro

        De prima dá pra compreender NÃO ser o melhor para o Palmeiras contar com um perfil único de torcedores, a não ser que se conceba ser bom para o Clube uma torcida fria, porém que possa gastar bastante dinheiro. Com relação à despedida do Palestra Itália, não se questiona se “nego” quer fazer as vezes de gandula pagando R$ 1.000,00 pra devolver a bola para o Eduardo e para o Márcio Araújo; afinal, cada um gasta o seu dinheiro como bem entender. O que também de prima se questiona é a cobrança de R$ 80,00 (fatia considerável do orçamento de quem recebe um salário-mínimo por mês) para o setor “mais barato” do estádio. Pra dizer o mínimo e não azedar esse momento festivo do Verde, como já disse alguém por aqui, tratou-se de evidente INGRATIDÃO com relação à maior parte da torcida que acompanha habitualmente o Palmeiras. Lamentável.

  • Eder ABC

    O ESTADIO TEM Q SER DIVIDIDO E ISSO JA OCORRE NO PALESTRA. TEM CAMAROTES, SETOR VISA ETC. PARA OS MENOS FAVORECIDOS FINANCEIRAMENTE AS ARQUIBANCADAS ATRAS DO GOL NÃO DEVERIAM CUSTAR MAIS DO QUE 20 REAIS INDEPENDENTE DO JOGO. SOU TOTALMENTE CONTRA A ELITIZAÇÃO. TODOS TEM DIREITO DE DESFRUTAR DO ESPETACULO DO FUTEBOL, A DIRETORIA DOS CLUBES TEM QUE CRIAR FORMAS DE ARRECADAÇÃO SEM CONTAR COM BILHETERIA PQ ISSO SUGA OS TORCEDORES. ESSA PARTIDA CONTRA O BOCA É UM JOGO FESTIVO E DEVERIA TER PORTÕES ABERTOS E NÃO UMA FONTE DE RENDA COMO PENSA NOSSOS GESTORES

    • @parmerista

      eder, o texto trata de usar metodos cientificos para aplicar o que seja melhor para o palmeiras, nao para classes mais ou menos favorecidas, entendeu?

      P-A-R-A O P-A-L-M-E-I-R-A-S

      • guerreiro

        De prima dá pra compreender NÃO ser o melhor para o Palmeiras contar com um perfil único de torcedores, a não ser que se conceba ser bom para o Clube uma torcida fria, porém que possa gastar bastante dinheiro. Com relação à despedida do Palestra Itália, não se questiona se “nego” quer fazer as vezes de gandula pagando R$ 1.000,00 pra devolver a bola para o Eduardo e para o Márcio Araújo; afinal, cada um gasta o seu dinheiro como bem entender. O que também de prima se questiona é a cobrança de R$ 80,00 (fatia considerável do orçamento de quem recebe um salário-mínimo por mês) para o setor “mais barato” do estádio. Pra dizer o mínimo e não azedar esse momento festivo do Verde, como já disse alguém por aqui, tratou-se de evidente INGRATIDÃO com relação à maior parte da torcida que acompanha habitualmente o Palmeiras. Lamentável.

  • Eder ABC

    capiche

  • Eder ABC

    capiche

  • Weider Kardeck

    Excelente ideia, atras do gol da ferradura ñ deveriam fazer cadeiras, seria interessante conservar as bancadas!!!

  • Weider Kardeck

    Excelente ideia, atras do gol da ferradura ñ deveriam fazer cadeiras, seria interessante conservar as bancadas!!!

  • Aversa

    O palmeirense paga o ingresso mais caro do Brasil e vive lotando o Palestra. Nossas médias de público só não são maiores por causa da limitação do tamanho do estádio e proque o Verdão tá levando uma com a gente no final dos campeonatos. Nos últimos anos, jogos contra Atlético, Flamengo, Bambizada, Inter, Goiás e Grêmio só não vendem 60 mil ingressos porque não tem lugar. É exatamente o inverso do que ocorre em bambiland. Muitas vezes o caboclo não vai porque sabe que pra ver um jogo com 17 mil pessoas vai passar 3 horas na fila e bobear não vai nem entrar. Cansei de ver isso. Antigamente jogo com 30 mil pessoas você chegava meia hora antes e entrava a tempo.
    Outro fator é querer falar que o cara que ganha salário mínimo vai ser prejudicado. Balela, quem ganha salário mínimo e deixa a família passar fome pra ir no jogo torce pra outro time. Palmeirense que ganha salário mínimo e vai em todo jogo é adolescente e paga meia. Queimei várias vezes meu salário pra ir nos jogos do verdão quando era moleque. Sendo assim, na minha opinião, tem que ter ingresso caro sim, MAS…
    Tem que setorizar com um setor mais barato que o resto do estádio mas se o jogo for mais importante, ser mais caro mantendo a proporção. Vi corintiano reclamando que a final da Copa do Brasil o ingresso tinha ido de 5 pra 15 pilas. Pô, vai te catar. 15 paus numa final e o cara reclama?!!! Outra coisa, setorizar direito. Nego quer pular, pra trás do gol. Eventualmente ao lado do campo. Onde a Mancha ficava antigamente era razoável. Cansei de ir em jogo do Palestra e por causa de 5 suínos que queriam assistir o jogo em pé – ameaçando os outros – no meio do gramado na terceira fileira da arquibancada fazer quase 5 mil assistir o jogo de pé. O Setor Visa do jeito que fizeram ficou tosco. Temos jogos que atrás do gol está lotado, setor família lotado e no meio do campo pra fazer pressão no adversário, aquele vazio…
    Pô, não pode isso. No mínimo ter uma política de: jogo bom, ingresso caro, jogo médio ingresso médio e jogo sem chamativo (e o que vai definiri isso é o andamento do campeonato) arquibancada 5, numerada 10, setor visa 20.
    Quer ver um jogo assim? Aquele Vitória depois da eliminação pro CAGo. Era jogo pra preço único 10 reais com direito à refri.
    E outra coisa importantíssima, carnê pros campeonatos. Paulistão, 10 mandos, valor de 8 jogos em 3 ou 4 vezes e garantia de direito de compra antecipado pra semifinal e final. Libertadores, Compra antecipada dos 3 jogos, garantia de venda antecipada pras outras fases. E assim por diante.
    Finalmente. 300 paus no Visa? 200 numerada? 80 arquibancada? Ainda mais com TV transmitindo? (Muito loco o comercial da Record) 120, 100 e 60 tava ótimo. Adversário perfeito. A pompa da ocasião. O jogo vai ter 10 mil pagantes e podia ter 25 mil. Ia mais que dobrar a renda.

  • Aversa

    O palmeirense paga o ingresso mais caro do Brasil e vive lotando o Palestra. Nossas médias de público só não são maiores por causa da limitação do tamanho do estádio e proque o Verdão tá levando uma com a gente no final dos campeonatos. Nos últimos anos, jogos contra Atlético, Flamengo, Bambizada, Inter, Goiás e Grêmio só não vendem 60 mil ingressos porque não tem lugar. É exatamente o inverso do que ocorre em bambiland. Muitas vezes o caboclo não vai porque sabe que pra ver um jogo com 17 mil pessoas vai passar 3 horas na fila e bobear não vai nem entrar. Cansei de ver isso. Antigamente jogo com 30 mil pessoas você chegava meia hora antes e entrava a tempo.
    Outro fator é querer falar que o cara que ganha salário mínimo vai ser prejudicado. Balela, quem ganha salário mínimo e deixa a família passar fome pra ir no jogo torce pra outro time. Palmeirense que ganha salário mínimo e vai em todo jogo é adolescente e paga meia. Queimei várias vezes meu salário pra ir nos jogos do verdão quando era moleque. Sendo assim, na minha opinião, tem que ter ingresso caro sim, MAS…
    Tem que setorizar com um setor mais barato que o resto do estádio mas se o jogo for mais importante, ser mais caro mantendo a proporção. Vi corintiano reclamando que a final da Copa do Brasil o ingresso tinha ido de 5 pra 15 pilas. Pô, vai te catar. 15 paus numa final e o cara reclama?!!! Outra coisa, setorizar direito. Nego quer pular, pra trás do gol. Eventualmente ao lado do campo. Onde a Mancha ficava antigamente era razoável. Cansei de ir em jogo do Palestra e por causa de 5 suínos que queriam assistir o jogo em pé – ameaçando os outros – no meio do gramado na terceira fileira da arquibancada fazer quase 5 mil assistir o jogo de pé. O Setor Visa do jeito que fizeram ficou tosco. Temos jogos que atrás do gol está lotado, setor família lotado e no meio do campo pra fazer pressão no adversário, aquele vazio…
    Pô, não pode isso. No mínimo ter uma política de: jogo bom, ingresso caro, jogo médio ingresso médio e jogo sem chamativo (e o que vai definiri isso é o andamento do campeonato) arquibancada 5, numerada 10, setor visa 20.
    Quer ver um jogo assim? Aquele Vitória depois da eliminação pro CAGo. Era jogo pra preço único 10 reais com direito à refri.
    E outra coisa importantíssima, carnê pros campeonatos. Paulistão, 10 mandos, valor de 8 jogos em 3 ou 4 vezes e garantia de direito de compra antecipado pra semifinal e final. Libertadores, Compra antecipada dos 3 jogos, garantia de venda antecipada pras outras fases. E assim por diante.
    Finalmente. 300 paus no Visa? 200 numerada? 80 arquibancada? Ainda mais com TV transmitindo? (Muito loco o comercial da Record) 120, 100 e 60 tava ótimo. Adversário perfeito. A pompa da ocasião. O jogo vai ter 10 mil pagantes e podia ter 25 mil. Ia mais que dobrar a renda.

  • hpdomingues

    Acho que é preciso haver um meio termo. É importante tentar obter a maior receita possivel, fazendo uma boa distribuição na carga de ingresso para todos os tipo de torcedores. O futebol é um esporte popular, não se pode esquecer disso, alias eles deveriam buscar alternativas de produtos oficiais mais baratos para tentar diminuir a pirataria, assim aumentaria a receita do clube e dos parceiros.

  • hpdomingues

    Acho que é preciso haver um meio termo. É importante tentar obter a maior receita possivel, fazendo uma boa distribuição na carga de ingresso para todos os tipo de torcedores. O futebol é um esporte popular, não se pode esquecer disso, alias eles deveriam buscar alternativas de produtos oficiais mais baratos para tentar diminuir a pirataria, assim aumentaria a receita do clube e dos parceiros.