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Oeste 0×1 Palmeiras
23 de janeiro de 2011 por @parmerista
Com enorme dificuldade, o Palmeiras achou o resultado em Itápolis, com um gol de Patrik no finzinho, e já está em terceiro lugar no Paulistão. O time volta a campo na próxima quinta-feira no Pacaembu, contra o Paulista, mas continua se ressentindo muito de um volante marcador e de um meia de ofício para fazer a criação, um DEZ-DEZ.
A proposta do Oeste, como não poderia deixar de ser, foi de marcar muito forte no meio-campo. Com um jogador aberto pela esquerda, para segurar Cicinho, o time conseguiu neutralizar todas as iniciativas do Palmeiras no primeiro tempo, principalmente enquanto o árbitro tolerava a pancadaria sem distribuir cartões. Com a evidente dificuldade dos nossos volantes em fazer uma marcação eficiente, o atacante Fabio Santos, centroavante do tipo “chato”, saiu no mano a mano várias vezes com Danilo, levando perigo a Deola. Mauricio Ramos, por sua vez, teve trabalho com Mazinho, levando a pior na maioria das vezes. E foi aí que nosso goleiro apareceu mais uma vez, pegando firme uma pancada cruzada, muito forte; e levando muita sorte no lance seguinte quando a finalização de Fabio Santos saiu lambendo a trave esquerda.
Sem conseguir articular jogadas ofensivamente, Felipão voltou a um dos esquemas usados no ano passado, o 4-4-1-1, colocando o Patrik no Dinei. Com Luan aberto pela esquerda, Tinga pela direita, Patrik fazendo o meia flutuando, e Kleber isolado, vimos o mesmo time sem nenhum poder de pegada do ano passado, dependendo sempre de lances fortuitos, bolas paradas ou jogadas de chuveirinho. Com o passar do tempo, o Oeste foi se recolhendo, até porque o juizão resolveu tirar o cartão do bolso, e eles tiveram que redobrar a atenção na marcação e caprichar mais no rodízio. O risco de sair com derrota foi ficando cada vez menor, e restava torcer por uma dessas jogadas ocasionais dar certo.
Com Tinga mais uma vez sem inspiração, a jogada do gol acabou saindo pela esquerda: a cinco minutos do fim, Luan, pela quarta vez em dois jogos, fez o cruzamento pela esquerda, desta vez pelo alto, e encontrou Patrik completamente livre na marca do pênalti. O menino escorou de primeira com perfeição, tirando do bom goleiro Fabio, e decretando segunda vitória do Verdão no campeonato.
Que o resultado não engane ninguém: a exibição do Palmeiras foi muito fraca. É verdade, podemos dar vários descontos: início de temporada, desfalques dos dois meias talentosos do elenco, gramado ruim, rodízio de faltas tolerado pela arbitragem, adversário com uma proposta defensiva bem definida. Mas não houve nenhuma evolução no sentido de dar aquela esperança de que o time vai engrenar. Não neste jogo. Mas ainda há tempo para esperarmos por essa evolução, vamos colocar em exercício toda nossa paciência. Convenhamos, quando o resultado é a vitória, isso fica mais fácil.
Atuações:
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Deola: manteve a média de uma defesa espetacular por jogo. Teve muito trabalho orientando a defesa, principalmente nas bolas altas. 8,5 |
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Cicinho: ficou visado depois da boa estreia, e seu setor foi bem vigiado. Mostrou que não é lá muito bom defensivamente. Entregou duas bolas bastante perigosas na defesa. 5 |
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Mauricio Ramos: levou sorte, pois além de não contar com uma boa proteção, perdeu quase todas no confronto direto com Mazinho. 4 |
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Danilo: mais uma vez as coisas aconteceram mais pelo seu lado. Acertou mais que errou, mas ainda deu alguns sustos. 7 |
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Rivaldo: uma de suas partidas menos ruins, em que menos comprometeu. Sem falar na ausência dos field goals, o que já é uma evolução. 6 |
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Marcio Araujo: levou uma cacetada no começo que o deixou mais atordoado ainda. Felipão segue confiando em seu jogo, prefere não arriscar os meninos da base. 5,5 |
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Marcos Assunção: parece que o canhão começou a ficar mais calibrado. No aspecto defensivo, continua enganando. Não tem explosão alguma, sempre fica pra trás. 6 |
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Tinga: precisa se aprimorar nos dribles. Teve várias chances com a bola dominada em velocidade, e foi parado em desarmes limpos por falta de habilidade no drible. 6 |
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Kleber: apanhou até dizer chega. Carregou o Oeste de cartões, o que foi decisivo para que a pressão deles cessasse e o Palmeiras pudesse ir pra cima. 8 |
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Luan: vai compensando a falta de técnica com aplicação tática e muita vontade. As assistências vão lhe dando um status de “decisivo” inimaginável. 8 |
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Dinei: amarelado no primeiro tempo, foi sacado por Felipão no intervalo. De fato, o time precisava de mais mobilidade dada a marcação do Oeste. 4,5 |
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Patrik: foi o mesmíssimo Patrik de sempre, com muita responsabilidade para seu pouco futebol. Mas chegou sua vez de contar com a sorte, e ele aproveitou. 8 |
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Vitor: mais uma vez entrou quando Cicinho cansou, e ajudou a segurar a bola no final, depois da marcação do gol. S/N |
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Leandro Amaro: ah é, ele entrou. S/N |
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Felipão: tentou manter o esquema do jogo anterior, mas teve que mudar diante da marcação forte. Aí voltou ao incipiente esquema de 2010. Deu sorte. 5. |
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