Palmeiras 0×1 Flamengo
3 de junho de 2010 por @parmerista
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O castigo mais uma vez foi um pouco acima do merecido. Perder de 1×0 do Flamengo, com gol do Vagner Love aos 42 do segundo tempo é demais. Não era pra tanto. Um 0×0 meia-boca já seria suficiente para escancarar a inoperância e falta de qualidade do time. Mas levamos o porradão na cara. E assim o Palmeiras, em oito dias, completou três jogos, nenhum gol marcado, um ponto ganho. Se alguém ainda duvidava que com essa configuração, nosso objetivo está 38 pontos à frente, agora não pode mais duvidar.
Apesar das escolhas duvidosas do Parraga, como Eduardo na esquerda e Marcio “gente-boa” Araujo na meia-direita, o time entrou pro jogo certinho. O Flamengo veio num 3-5-2, com dois volantes e Petkovic sozinho na armação. Assim, Parraga deu o famoso nó tático no estrategista Rogério Lourenço armando um 4-2-3-1: Pierre e Edinho cercando Pet, três meias, sendo Marcio Araujo na direita, Lincoln pelo meio e CleitonX pela esquerda, e Ewerthon flutuando na frente. Nossos laterais ficaram no meio do caminho, segurando Leo Moura e Juan. E assim, no primeiro tempo, o Flamengo não fez absolutamente nada, enquanto o Palmeiras envolvia os cariocas até com certa facilidade – faltou, como diria Parreira, o “detalhe”: meter a bola pra dentro. O Palmeiras teve pelo menos três boas chances de frente para Bruno, mas na hora do toque final, faltou qualidade.
Quando começou o segundo tempo o Flamengo compactou um pouco mais sua marcação, segurando os laterais, e assim teve mais segurança pra agredir o Palmeiras. O jogo ficou equilibrado, truncado no meio, já que o nosso sistema defensivo continuava eficiente. A diferença foi que eles passaram a não aceitar nosso toque de bola, e a partida passou a lembrar demais aquelas contra o Vasco e contra o Prudente. A mesma falta de criatividade e de qualidade.
Peças como Marcio Araujo e Eduardo são âncoras no time. Daí você soma com dois zagueiros e dois volantes, e já são seis peças sem o menor talento. Junte então Vitor e Ewerthon, que são caras que só vão render ao lado de caras muito bons, e o Palmeiras se limita a CleitonX e Lincoln. exatamente os dois que Parraga julgou que não deviam continuar em campo, e os substituiu por Patrik e Vinicius. Ia marcar um gol sabe quando?
Na verdade, assim que os meninos entraram, o Palmeiras meteu cinco minutos de correria que mudou a característica do jogo e nos deu uma pontinha de esperança. Mas foi só os volantes do Flamengo, já sem a preocupação de colar nos nossos meias talentosos, recuarem um pouco e auxiliarem os zagueiros, que a correria acabou, e a gente via que só uma milagre de bola parada nos salvaria. Ah, mas o Parraga tirou o Lincoln e o CleitonX, e o Assunção nem entrou. Haja milagre.
No final, o 0×0 foi um placar justo e… peraí, o Love pegou a bola mais uma vez. Não deve acontecer nada, nas quatro ou cinco vezes que isso aconteceu, nossa zaga cercou ele direitinho e não saiu nada. Isso porque o contra-ataque saiu de uma jogada irregular onde a bola foi roubada com um toque de mão, mas tudo bem. Mas cerca direito. Cerca, cerca! Tira!!! Nããão…
Gol do Love. Flamengo 1×0, e o resultado veio porque eles tinham um jogador de muita qualidade em campo, e que era nosso até outro dia, e que se tivesse recebido um tratamento minimamente aceitável, não teria forçado a barra pra sair. É o Palmeiras perdendo pro próprio Palmeiras, e ainda pagando pelos erros de 2009.
Felizmente a Copa do Mundo está aí, e o time pára por cinco semanas. Reforços devem chegar, e não pode ser só um: tem que ser uma baciada. E mestre Parraga terá bastante tempo para impor sua filosofia, e desenvolver seu pojeto.
Ah, mas antes disso tem jogo contra o Inter no Beira-Rio, palco maldito onde na maioria absoluta das vezes o Palmeiras sai derrotado.
Tamo é lascado.
Atuações:
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Marcos: pegou uma bola muito boa, e parece que estava com a visão encoberta no gol. 7,5 |
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Vitor: importante no primeiro tempo, segurando Juan. No segundo, caiu de produção junto com o time. 5,5 |
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Mauricio Ramos: uma falha por jogo, e hoje não foi diferente, só que não deu nada. O gol do Love também foi em cima dele, podia ter ido mais firme. 4 |
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Danilo: nas poucas vezes que precisamos dele, correspondeu. 7,5 |
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Eduardo: sua escalação é inexplicável. É muito fraco, me lembra demais aqueles Jaime Bonis e Mariovaldos da década de 80. 3 |
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Pierre: a cada jogo bom, são dois ou três ruins. Até que no primeiro tempo ele fez bem a parede, mas no segundo, tirando uma caneta em Diego Mauricio (!?!), errou tudo o que tentou, inclusive o cerco no Love no lance do gol. 2 |
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Edinho: posicionamento perfeito, muita vontade, mas precisa resolver suas diferenças com a bola. Ela judia. 6 |
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Marcio Araujo: definitivamente é um cara muito gente boa. Foi útil no primeiro tempo taticamente, mas quando precisava que ele participasse do jogo e acertasse aquele passe, a bola corria sempre um pouco demais ou um pouco de menos. Qualidade, é isso que falta. 5,5 |
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Lincoln: não conseguiu acertar o posicionamento no primeiro tempo, não encaixou a distância para CleitonX, Marcio e Ewerthon. E assim Maldonado não teve muito trabalho. 5 |
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CleitonX: abertão pela esquerda, foi elemento-surpresa saindo na cara do gol duas vezes – o arco virou flecha. Pena que errou as duas, era pra fazer. Saiu cedo, não rendeu. 4,5 |
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Ewerthon: luta demais, corre, mas não é exatamente um exímio finalizador, não tem o faro do artilheiro nato. Tem bola que o artilheiro estica a perna e faz de bico, do jeito que dá. Ele sempre tem que ajeitar o corpo e bater de chapa. Feio é não fazer o gol, Ewerthon… 5 |
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Vinicius: entrou no lugar do CleitonX aos 12 do segundo tempo, não sabia se jogava aberto ou se vinha buscar jogo. O time já se mostrava ineficiente, quando ele entrou, piorou. 4 |
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Patrik: entrou faltando 15 minutos, acabou de ser promovido. Vamos com calma. S/N (mas vou contar um segredo: ele fez um corta-luz no Mauricio Ramos e facilitou pro Love bater pro gol…) |
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Jorge Parraga: esquema correto, peças equivocadas, substituições que pioraram o time. Nota do interino: 3 |













