Palmeiras 1×1 Corinthians
1 de agosto de 2010 por @parmerista
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Tivemos que fazer quatro para valer um. Os outros três, de fato, estavam impedidos. Os gambás marcaram um, impedido. Pra eles, vale. Se formos contabilizar também um pênalti sobre Ewerthon ainda no primeiro tempo, fica fácil ver que mais uma vez a arbitragem de Paulo César de Oliveira e seus comparsas roubou o Palmeiras a favor de seu time do coração. O Dossiê Gambá 2010 terá atualizações. Alguém tinha dúvida?
O Corinthians começou melhor, aproveitando uma aparente insegurança dos jogadores do Palmeiras, que evitavam os contatos provavelmente temendo a arbitragem, notória distribuidora de cartões para o nosso time. Assim o Corinthians teve tranquilidade para ganhar o meio de campo, e puderam imprimir um volume de jogo muito alto nos primeiros 20 minutos. Curiosamente, foi num contra-ataque que, aos 21, Bruno César escapou e tocou para Jorge Henrique que, impedido, abriu o placar. Armero nitidamente evitou o contato no meio-de-campo, quando poderia ter matado a jogada. Trocou o cartão pelo gol.
Atrás no placar, o Palmeiras aparentemente esqueceu a recomendação, e passou a ser mais voluntarioso. Os volantes passaram a cobrir todo o espaço oferecido, principalmente porque os corintianos começaram a achar que o contra-ataque seria a melhor tática – primeiro porque não podiam imprimir um volume tão alto por tanto tempo, sob o risco de abrirem o bico muito cedo; e segundo porque tinha dado certo minuto antes. Daí só deu Verdão. Lincoln teve o auxílio de Vítor e de Armero com muita frequência, além da aproximação de Marcio Araujo. E Kleber e Ewerthon passaram a ser bem acionados, levando perigo constante.
E foi numa jogada de bola parada que saiu o gol de empate: Lincoln teve que tentar cruzar três vezes até conseguir; a bola foi para o outro lado e encontrou Danilo, que dominou, levantou a cabeça e serviu Kleber, que cabeceou firme, o goleiro deu rebote e Edinho teve calma para parar a bola e bater pelo alto, tirando de Julio César: 1×1. Os quinze minutos que se seguiram foram um massacre do Verdão, sempre parando na defesa do Corinthians, muito forte pelo alto. Mais um gol do Palmeiras não seria nada injusto – até porque Ewerthon sofreu um pênalti ao ser puxado por Jucilei – ignorado por Paulo César de Oliveira.
Os times voltaram sem alterações no segundo tempo, e o Palmeiras forçava. A defesa do Corinthians faazia de forma muito competente o rodízio de faltas, contando também com a complacência do pilantra com o apito na boca. Ewerthon e Kleber apanharam o jogo todo, sem reagir – parece que a cartilha de Felipão já vai dando resultados. E a pressão do Palmeiras, depois de dois gols anulados, acabou a cerca de quinze minutos do final, quando aparentemente o físico do time foi pro espaço. As substituições de Felipão, Tinga e Patrik no Lincoln e no Ewerthon, não deram mais mobilidade ao time, e o safado do juiz se encaregou de travar o jogo até o apito final.
A se valorizar a evolução do time, que pegou um adversário forte – apesar de desfalcado – num jogo de muita pressão, e não se saiu mal. O maior inimigo do Palmeiras hoje, depois do árbitro, foi o elevado número de passes errados, coisa que se corrige à medida que o entrosamento for se aprimorando. Incomoda apenas a sequência sem vitórias – três empates não é melhor que uma vitória e duas derrotas. Mas nada que um adversário despencando pelas tabelas não resolva. No próximo domingo, depois de mais uma semana livre para trabalhar com bastante calma, teremos o moribundo Goiás. Pro inferno com a maldição do Serra Dourada!
Atuações:
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Deola: vem numa fase boa, foi seguro e tranquilo, e não tinha o que fazer no gol. 8 |
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Vitor: teve um pouco mais de liberdade que nas partidas anteriores, mas não chegou a brilhar. 6,5 |
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Mauricio Ramos: comandou a defesa e passou o segundo jogo seguido sem cometer falhas. 8,5 |
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Danilo: nitidamente sentiu a falta de ritmo, tanto no posicionamento como nos passes. 5 |
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Armero: com exceção do vacilo no contra-ataque que resultou no gol deles, fez uma ótima partida, tanto na defesa como no apoio. Pena que a falha foi crucial. 5 |
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Pierre: menos afoito, não levou o cartão no início e jogou mais tranquilo. Mais ritmo de jogo também ajuda. Está no caminho certo. 7 |
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Edinho: ocupou os espaços de forma brilhante, e ainda achou tempo pra descer ao ataque. Até gol fez! 9 |
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Marcio Araujo: jogou com confiança, e assim mostrou qualidade no apoio e na condução de bola. Vai deixando Tinga e Marcos Assunção no banco. 8 |
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Lincoln: voltou a ser o jogador cerebral de costume, que pensa o jogo e dita o ritmo do time. E aguentou fisicamente bem mais que nas partidas anteriores. 8,5 |
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Kleber: mais uma vez, apanhou demais, e calado. Estava presente em todos os ataques do Palmeiras. Preocupa, puxa a marcação, carrega o adversário de cartões… Completo. 9 |
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Ewerthon: se fosse mais driblador seria um baita segundo atacante. Falta também um pouco de esperteza pra não ficar em impedimento. 7,5 |
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Tinga: não teve a chance de desenvolver seu jogo e carregar a bola. S/N |
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Patrik: esse nem pegou na bola. S/N |
| Felipão: fez bem a leitura do jogo, principalmente no que diz respeito ao juiz. O time entrou com cautela em dose certa. E quando precisou, agrediu com consciência. Talvez pudesse ter forçado um pouco mais o lado esquerdo deles, que tinha um zagueiro improvisado. 7 | |















