Palmeiras 2×1 Santos
16 de julho de 2010 por @parmerista
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Beleza de vitória. Com todos os ingredientes de uma partida para lavar a alma – a começar pela chuva fina e insistente que caiu sobre o Pacaembu durante todos os 90 minutos. Na volta da Copa do Mundo, o Verdão bateu o Santos e está no bolo. O campeonato segue bastante equilibrado, com apenas três pontos separando as zonas de Libertadores e de rebaixamento.
O Verdão veio com um jogo que encaixou com a proposta de Dorival Junior. Com apenas Arouca à frente da zaga, o Palmeiras dominou completamente o meio-de-campo e envolveu a defesa santista. Lincoln, Kleber e Ewerthon, com o auxílio de alguém pela direita – ora Vitor, ora Marcio Araujo – conseguiam chegar na área em várias oportunidades.
Do outro lado, o Santos parava na parede formada por Marcos Assunção, Marcio Araujo e Edinho, e quando passava, morria na linha de quatro lá de trás. Com exceção de Leo, que fez uma partida muito infeliz, a defesa esteve firme e Deola praticamente não trabalhou no primeiro tempo, apenas numa jogada de bola parada. Neymar, Wesley, Alan Patrick e Madson não pegaram na bola, e o que jogou melhor ali foi André, o que não deixou de ser surpreendente, pelo fato do jogador já estar vendido para o exterior.
O gol para o Palmeiras sempre parece questão de tempo, mas nunca sai. Desta vez saiu, e de maneira meio torta: num lançamento despretensioso em direção à area, que sairia pela linha de fundo sem perigo, Maranhão resolveu rebater para o meio. A bola caiu no pé de Lincoln que tocou para Ewerthon, que dominou, tirou do marcador e mandou um foguete na última gaveta de Rafael, que só torceu. Um golaço.
A que você atribui a vitória do Palmeiras contra o Santos?
- Raça. Os jogadores quiseram mostrar serviço para o novo técnico (38%, 199 Votes)
- A saída dos cabecinhas fracas de 2009, os derrotados que se abalam por qualquer coisinha. Cleiton Xavier foi o último. (26%, 132 Votes)
- O Palmeiras jogou muito bem, técnica e taticamente (18%, 95 Votes)
- A simples presença de Felipão. Mesmo sem dirigir o time, sua presença atrai o sucesso (12%, 61 Votes)
- O Santos não jogou nada, só isso (3%, 17 Votes)
- Sorte. O gol sem querer do Tinga e a bola contra no travessão, do Vitor, podiam ter invertido o placar (3%, 13 Votes)
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O domínio era completo, e faltou ao Palmeiras um pouco de capricho no último passe para aumentar o marcador ainda no primeiro tempo. Lincoln foi um jogador paradoxal: era quem dava lucidez ao time, mas ao mesmo tempo teve baixo aproveitamento na hora de definir a jogada. O receio que batia na torcida do Palmeiras era de como esse time reagiria se tomasse o empate, já que estava perdendo chances seguidas de definir o jogo. E pior: Ganso, um jogador com capacidade de mudar o jogo a favor do Santos, era esperado para entrar no segundo tempo.
E Ganso entrou, mas demorou um pouco para entrar no jogo. O suficiente para o Palmeiras chegar de forma aguda duas vezes, logo no começo do segundo tempo, numa tabela entre Vitor e Lincoln, que deixou Ewerthon na cara do gol, mas a conclusão parou no goleiro Rafael. E o jogo parecia que não ia mudar, mas mudou com a substituição de Lincoln por Tinga. Foi mal, mas foi bem. Porque Dorival Junior colocou Marcel e Zé Love, tirando Neymar e Alan Patrick, inoperantes. E o Santos ficou muito mais perigoso. O Palmeiras, cada vez mais focado nos contra-ataques. Foi arriscado.
Mas quem tem estrela, tem. Tinga em sua primeira jogada levou cartão amarelo, injustamente, por uma entrada normal em Wesley. Na segunda fez uma boa jogada ligando um ataque. Na terceira, conduziu pela direita, com habilidade, e bateu cruzado, buscando Ewerthon que fechava. A bola não levaria perigo algum, mas desviou em Edu Dracena e morreu no fundo do gol. De onde veio essa sorte toda?
Com Ganso participando mais do jogo, mesmo sem ritmo, o Santos continuava determinando o compasso da partida, mas parava na marcação palmeirense. Até que conseguiu diminui numa jogada que, na origem, foi parecida com o primeiro gol do Verdão: bola levantada na área, sem maiores perigos; Leo cabeceou para o lado e tirou Vitor da jogada, Marcel dominou e bateu forte, a bola foi no travessão e entrou, aos 37.
Aí virou desespero. A cada bola do Santos no ataque, uma taquicardia. Até que Wesley, mais uma vez, cruzou pela direita, Deola borboletou e Vitor, traído pela falha do goleiro, meteu de canela para trás. A bola bateu no travessão… e saiu. Quando é pra ser, não tem quem tire, nem juiz. Cleber Abade conseguiu apitar pior que na sexta-feira contra o Boca Juniors, e deixou as duas torcidas enervadas. É certamente o pior árbitro de todo o quadro da CBF.
Com o fim do jogo, brilhou a estrela de um novo Palmeiras. A vitória sobre o time-sensação do ano – desfalcado e sem ritmo, é verdade – pela segunda vez em 2010, faz do Santos um dos maiores fregueses do Palmeiras nos últimos tempos. E dá toda a tranquilidade para que o trabalho comece bem, com calma, e como pediu Felipão, com paciência de nossa parte. Estamos vivos.
Atuações:
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Deola: duas boas defesas e uma borboletada no fim que quase custou a vitória. 6 |
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Vitor: ficou mais plantado na defesa, desceu pouco. Quando desceu, a tabela resultou no gol de Tinga. 7,5 |
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Leo: é melhor uma falha por jogo do que várias. Volta, Mauricio Ramos! 3 |
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Danilo: bem diferente do zagueiro perdido do jogo contra o Boca. Firme, liderou a defesa. 7 |
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Gabriel Silva: fez sua melhor partida pelo Palmeiras, principalmente no segundo tempo, quando o Santos tentou crescer em seu setor. 7 |
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Edinho: um monstro na proteção à zaga. Joga simples e com eficiência. 7,5 |
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Marcio Araujo: jogou muita bola principalmente no primeiro tempo. No segundo, caiu de produção e podia ter sido substituído. 7 |
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Marcos Assunção: outro que fez sua melhor partida pelo Palmeiras. O climão foi embora, os jogadores vão se achando. 7 |
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Lincoln: se tivesse mais precisão no último passe, seria o Valdivia. Ele saiu e o time piorou. Precisa parar de se jogar na área. 7,5 |
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Kleber: parece que nunca deixou o Palestra, jogou muito à vontade. Já fez Ewerthon render mais. 7,5 |
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Ewerthon: partidaço: voltou para marcar, armou, correu, puxou marcação, e fez um golaço. 9 |
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Tinga: vai ser rabudo assim lá longe. Que não tenha esgotado sua sorte no primeiro jogo. 7,5 |
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Tadeu: entrou no Ewerthon, deu umas caneladas a bola e só. S/N |
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Patrik: só entrou para gastar o tempo. S/N |
| Murtosa: acertou quando errou. Nós aqui é que não entendemos nada. 7,5 |
















