São Paulo 1×0 Palmeiras
26 de maio de 2010 por @parmerista
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Não foram eles que ganharam, fomos nós que perdemos. O São Paulo não fez absolutamente nada que justificasse uma vitória, conseguiu o gol numa jogada fortuita, e o Palmeiras, por sua vez, se recusou a jogar bola enquanto tinha o empate – que, de fato, não seria um mau resultado – mas se tivesse buscado o gol poderia ter construído o placar e o jogo teria sido outro – talvez até perdêssemos, mas com alguma dignidade.
Parraga escalou o time num 4-4-2 sem centroavante, com Edinho e Marcio Araujo fazendo a proteção, e Vitor e Gabriel Silva presos. A proposta era a de esperar o São Paulo e jogar no erro deles. Até uns 15 ou 20 minutos, isso seria perfeitamente compreensível, mas não o jogo todo, e é o que aconteceria enquanto o São Paulo não fizesse um gol.
O primeiro tempo foi muito ruim, truncado, com a bola quase o tempo todo na nossa intermediária: o São Paulo não conseguia furar nosso bloqueio, mas nós também não conseguíamos armar nenhum contra-ataque. Lincoln e CleitonX estavam muito distantes, e Ewerthon, o mais próximo de um centroavante que tínhamos em campo, estava isolado. Parecia o irmão mais novo do Robert.
Duas contusões mexeram no esaquema do jogo: CleitonX e Marlos sentiram lesões e deram lugar a Souza e Fernandinho. Essa foi a diferença: um resolveu ir pra cima, e outro, se retrair. E o gol saiu numa jogada de Fernandinho em cima de Mauricio Ramos, na força; Danilo não cortou o tapa pro meio e Fernandão escorou pra dentro.
O Palmeiras demorou pra fazer a devida pressão em busca do empate. Parraga tentou reverter colocando Ivo no Vinicius, povoando mais a armação, mas deixando cada vez menos gente como opção de arremate. E as jogadas não saíam. Só consertou mesmo aos 32, quando tirou Souza e colocou Paulo Henrique. Aí sim, virou clássico. O Palmeiras prensou o São Paulo, criou uma chance real com Ivo chegando pra marcar – e Jean cortou a bola recuando para o goleiro, mas o árbitro ignorou – e teve o pênalti marcado a seu favor aos 42, o que daria a igualdade merecida pelo pouco que os dois times fizeram. Mas pênalti para o Palmeiras, sabe como é…
No final, um resultado merecido para o Palmeiras pela covardia e incompetência, mas não pro São Paulo, que saiu com três pontos tendo dado dois ou três ataques o jogo todo. Nossa sorte é que já tem jogo sábado e nem vai dar muito tempo de crescer pressão de novo em cima dos jogadores, que tratem de ganhar do Grêmio Cecilio pra jogar água fria nessa fervura.
Atuações:
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Marcos: uma ou outra defesa sem maior grau de dificuldade. 8 |
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Vitor: preso no primeiro tempo, se apresentou bastante no segundo; levantava a cabeça, olhava e não tinha com quem fazer a jogada. 7 |
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Mauricio Ramos: vinha sendo o melhor do Palmeiras até tomar um baile do Fernandinho na jogada do gol. 4,5 |
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Danilo: outro que foi bem o jogo todo, mas também foi meio molenga na jogada do gol. A bola passou entre suas pernas. 5,5 |
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Gabriel Silva: assim como Vitor, ficou retraído no primeiro tempo e foi à frente no segundo. Mas não vi nem metade do sangue que ele dava nas categorias de base. Parecia desinteressado em certos lances. Como pode? 4 |
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Edinho: foi tão bem na marcação quanto mal no passe. Acho que errou todos. 5 |
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Marcio Araujo: sua limitação no passe e na armação foi uma das explicações do mau futebol do time. Mas isso não é culpa dele. 6,5 |
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Lincoln: escondidão no primeiro tempo, foi obrigado a aparecer depois da contusão de CleitonX, e não foi mal. Por que não jogou o tempo todo assim? 6,5 |
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CleitonX: isolado, a bola pouco chegou, e quando chegava ele era lento na distribuição. Aí sentiu o joelho. 4 |
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Vinicius: sofreu com o esquema retranqueiro de AC Zago, ops, Parraga. Mas levou perigo quando pegava na bola. 7 |
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Ewerthon: vida de atacante não é fácil. Ontem, herói; hoje, bandido. Pior que ele também não bateu mal – foi igual ao pênalti que Robert bateu no Viáfara, mas no canto invertido. 4,5 |
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Souza: entrou no CleitonX para povoar ainda mais o meio. Isso ele fez bem. 7 |
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Ivo: entrou no Vinicius, e abriu um pouco mais o jogo. Quase fez um gol e sofreu o pênalti. 8 |
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Paulo Henrique: entrou aos 32, ajudou a defesa, armou e criou a jogada do pênalti numa roleta a la Zidane. Podia ter jogado mais tempo. 7 |
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Jorge Parraga: baixou o AC Zago nele. Com todo o respeito, não seria aos 60 anos que ele iria começar sua carreira como técnico do profissional. Se fosse pra ser, já tinha sido. 3 |











