POR Conrado Cacace 28/11/2016 - 11h09

O Verdão eneacampeão, segundo a imprensa no Twitter

O Palmeiras conquistou o eneacampeonato brasileiro e a torcida hoje está muito feliz, como não poderia deixar de ser. Mas durante toda a construção da caminhada, teve que ter bastante sangue frio para suportar o bombardeio da imprensa, muitas vezes disfarçado de “informação” ou de “opinião”. A seguir, um apanhado de tweets de jornalistas e humoristas e suas visões sobre o Palmeiras de 2016.

Ainda na formação do elenco, em dezembro, Cosme Rímoli demonstrava todo seu conhecimento e sua disposição em minar o trabalho de Alexandre Mattos, que foi buscar Moisés, um dos principais jogadores da conquista, na Croácia. Para o jornalista, bom era o caríssimo Conca.

Sim, Conca seria muito bom, mas era de fato muito caro. A contratação de Moisés, embora não seja da mesma função, encorpou o time a um custo muito menor. Mas mesmo assim, quando fomos eliminados do Paulista nos pênaltis (e sem Moisés, lesionado), a crítica do jornalista foi logo para o tamanho da folha salarial. Imaginem se o Conca tivesse vindo!

Rímoli não sossegava. Em junho, quando houve uma faísca entre Cuca e Barrios, sem saber exatamente as consequências do atrito, cravou que o ambiente estava “tumultuado” e plantou a crise onde, como se viu depois, não havia nada. Episódio corriqueiro e plenamente superado.

Ao final do primeiro turno, o Palmeiras recuperou a ponta que havia conquistado na rodada 9 e perdido nas rodadas 17 e 18. Essa pequena oscilação, fruto dos desfalques simultâneos de Fernando Prass e Gabriel Jesus, parece ter sido grave demais para o Bruno Vicari, que não via forças no Palmeiras para manter a ponta. Só não sabemos quem parecia ser tão forte assim.

Após a sétima rodada do returno, portanto, com 12 rodadas pela frente, o Palmeiras se mantinha um ponto à frente do Flamengo, com quem empatou no Allianz Parque. Não se sabe exatamente que contas eram feitas, mas o Flamengo passou a ser favorito ao título. O papo de “cheirinho” virou onda não só na torcida flamenguista, mas em todas as redações - inclusive paulistas.

Mauro Cézar Pereira, flamenguista fanático, decidiu criticar os lances de bola parada do Palmeiras, seja nas cobranças de falta e escanteios, ou nos laterais, aproveitando a facilidade de Moisés em lançar as bolas na área com as mãos. E cunhou o odiável termo “Cucabol”.

Até o Milton Neves, que de alguns anos para cá deixou o jornalismo em segundo plano e hoje é muito mais publicitário e “da zoeira”, sobretudo no Twitter, entrou na onda do tal “cheirinho”.

O Flamengo rema, rema, rema, mas não alcança o Palmeiras, muito sólido e consistente. Mas mesmo assim o time carioca “convence mais” ao Juca Kfouri.

As tentativas de abalar a confiança de nosso grupo brotavam de todo canto. Apelaram para tudo, a cada rodada tinha uma coisa nova. Essa da perna esquerda bateu todos os recordes.

Após 29 rodadas, o Palmeiras ainda mantinha vantagem, desta vez, de 3 pontos. Mas bom mesmo era o vice-líder, que “nunca foi tão bom”.

Na rodada seguinte, o Palmeiras empatou com o Cruzeiro e para este representante da Flapress o Palmeiras “acusou o golpe”. Torcer e distorcer, especialidade da casa.

Às vésperas do jogo contra o Santos, que viríamos a perder, o humorista rubro-negro mencionou algo sobre ganhar “na marra”. A referência ao Fluminense foi pelo gol anulado por interferência externa - o que, para eles, é menos grave do que o gol ter sido impedido. Na verdade, não parece nada grave, desde que ajude o Flamengo.

Para o humorista que faz as vezes de comentarista esportivo, diz torcer para a Lusa e para o Boca Juniors (?!?), mas que no fundo mesmo só odeia o Palmeiras, finalmente havia chegado a hora do Flamengo. Poucas horas depois, o Verdão venceria o Inter e adiava seus sonhos.

A duas rodadas do fim, com ampla vantagem na tabela e com 99,8% de chances de título segundo o mesmo matemático que dava o Flamengo como favorito dez rodadas antes, a revista Placar resolveu entrar na onda de desmerecer o provável título palmeirense com esta estatística.

Parece que Placar estava realmente determinada a provocar nossa torcida e rasgou sua própria história com esta patética matéria - retirada do ar sem maiores explicações posteriormente.

Na mesma onda, já prevendo o inevitável, o Estadão resolveu tirar um sarrinho.

E mesmo depois da conquista do Eneacampeonato, com todas as estatísticas comprovando o quanto o título foi inquestionável, o recalque continua falando alto e eles espremem o bagaço o quanto podem. Este tuíte é desta manhã.

Palmeirense, o bombardeio vem de todos os lados. É por isso que a mídia palestrina se esforça tanto para fazer este trabalho alternativo. Nesta segunda-feira de tanta felicidade, não vamos nos esquecer de quem remou contra, e de quem remou a favor.



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