POR Conrado Cacace 07/12/2016 - 10h18

Goleiro não é problema, pelo menos no curto prazo

César Greco/Ag.Palmeiras/Divulgação

Não foi exatamente assim em alguns anos recentes, mas a História do Palmeiras quase sempre reservou ao clube tranquilidade absoluta debaixo das traves. Sejam feitos em casa ou trazidos de fora, a camisa 1 azul-marinho (que teve as mais variadas cores nestes tempos de Adidas) do Verdão está muito bem guarnecida nos próximos anos.

Fernando Prass, o titular da seleção olímpica e possivelmente da principal se não tivesse se lesionado num treino, não é apenas um líder dentro de campo. Sua postura em todos os aspectos lhe conferiu uma ascendência indiscutível junto a todo o elenco e comissão técnica, e não é à toa que conseguiu 98% de aprovação na enquete realizada junto à torcida. Sua lesão rendeu um dos momentos mais tensos da trajetória do eneacampeonato.

Com a lesão de Prass, assumiu a meta Vagner, contratado junto ao Avaí no início do ano para ser preparado para a sucessão de Prass, à época já com 37 anos. Campeão paulista pelo Ituano em 2014 com enormes atuações, demonstrou ser um gigante embaixo das traves, com defesas arrojadas e algumas bolas impossíveis mandadas para longe do gol, a despeito de uma certa deficiência nas bolas altas. O dever de substituir Fernando Prass chegou da noite para o dia e, mesmo preparado tecnicamente, Vagner não lidou bem com a repentina responsabilidade. O sonho de ser o goleiro titular do Palmeiras por pelo menos uma década pesou e Vagner fez três partidas muto ruins, sendo sacado após falhas desastrosas em Chapecó. Teve ainda uma chance num jogo esvaziado contra o Botafogo-PB, mas àquela altura Jailson já havia dominado a posição. Vagner tem o segundo pior desempenho do elenco junto à torcida, com apenas 10% de aprovação.

Jailsão da Massa foi um dos grandes fenômenos deste Campeonato Brasileiro. Depois de chegar ao Verdão nas rodadas finais do Brasileirão de 2014, naquele que talvez foi o pior momento dos goleiros palmeirenses nos 100 anos de clube, o camisa 49 recebeu a chance e tirou de letra: fez 18 jogos na campanha do ênea, sofreu apenas 11 gols e com ele em campo o time não perdeu nenhum jogo. Com sua humildade, virou ídolo da torcida, protagonizou um dos momentos mais bonitos do campeonato ao ser substituído/homenageado por Fernando Prass no final da partida do título e é um dos campeões da enquete.

Vinicius teve a chance de defender a meta do Verdão este ano no clássico contra o Santos, no segundo turno, na Vila Belmiro, quando Jailson foi suspenso. Cuca deu a chance ao jovem goleiro em detrimento a Vagner. A bola queimou um pouco em suas mãos no início do jogo, mas ele conseguiu se concentrar para o resto da partida e fez boas defesas, apesar da derrota por 1 a 0. Essa atuação lhe deu aprovação de 77% da torcida.

Diante de toda esta trajetória dos arqueiros em 2016, o movimento natural parece ser emprestar Vagner até o fim de seu contrato. Infelizmente o camisa 25 desperdiçou a chance que recebeu e, diante da disposição dos veteranos Fernando Prass (38) e Jailson (35) pelos próximos anos, não deve receber novas oportunidades. Vinicius tende a herdar o posto de terceiro goleiro, e a quarta vaga tende a cair sobre Daniel Fuzato, camisa 1 da seleção brasileira sub-20 que vem tendo atuações brilhantes nos jogos da base. O Palmeiras está muito bem servido de goleiros, pelo menos no curto prazo.

Amanhã o Verdazzo segue traçando o panorama do elenco pela linha defensiva.

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