POR Conrado Cacace 09/12/2016 - 10h00

Na zaga, o Palmeiras contou com gigantes nas duas áreas

Hoje é dia de falar sobre nossa zaga. Este setor parece bastante seguro, segundo a opinião dos mais de 1300 leitores que responderam às enquetes feitas na última sexta-feira através do Twitter. De fato, o quarteto que defendeu o Palmeiras na campanha do eneacampeonato foi uma rocha na proteção de nossa área, facilitando a vida dos goleiros e fazendo muitos gols, inspirando Cuca para uma série de jogadas ensaiadas, para desespero da imprensa.

Vitor Hugo foi titular durante toda a disputa. Com o moral elevado pelos gols marcados em 2015 e pela fantástica recuperação após falhar no primeiro Derby que disputou no Allianz Parque, fez um ano muito sólido, dominando o lado esquerdo da zaga. Deu 5 cambalhotas para comemorar seus gols este ano; a mais importante delas num clássico contra o SPFC. Não é à toa que tem 99% de aprovação dos leitores.

Thiago Martins retornou de empréstimo do Paysandu e começou o campeonato como parceiro de zaga de Vitor Hugo, já que Edu Dracena se recuperava de lesão sofrida no início no ano. E o prata-da-casa superou todas as desconfianças, jogando com a serenidade de um veterano e fazendo gols – foram 4 em todo o ano, sendo 2 no Brasileirão. Tem o apoio de 95% dos leitores.

Edu Dracena chegou ao Palmeiras no início do ano cercado de narizes torcidos. Suas passagens recentes por Santos e SCCP lhe conferiram um ar maldito; mas não o suficiente para que nossa diretoria desistisse de sua contratação assim que o pessoal do outro parque decidiu que ele não servia mais. Campeão por onde passa, Edu Dracena sofreu duas lesões no primeiro semestre, e voltou a ficar à disposição no Derby do primeiro turno, justo quando Vitor Hugo estava suspenso. Teve uma atuação brilhante, correspondeu todas as vezes que foi solicitado no decorrer da temporada e conquistou a confiança da torcida, que lhe deu 97% de apoio na enquete.

Dracena só não seguiu sendo titular porque chegou da Colômbia o titular da seleção Yerry Mina. Com 1,95m de altura, é literalmente um gigante nas duas áreas. Marcou gols contra todos os rivais estaduais, dançou e está presente em todas as seleções do campeonato feitas por jornalistas. E não é só pela excelência no jogo aéreo: seu tamanho intimida os atacantes adversários, é muito difícil passar por ele por baixo também. E ainda sai jogando, conduzindo a bola com tranquilidade até a risca do meio campo, para distribuir a jogada. É seguramente um dos melhores zagueiros do mundo. Tem 99% de aprovação.

Com quatro defensores jogando tanta bola, Roger Carvalho e Augusto não tiveram chances. Por ser prata-da-casa, Augusto ainda teve a condescendência de 48% dos leitores, que corretamente miram alguns anos na frente, quando o menino, capitão nos times da base, poderá ser bastante útil. Já Roger Carvalho chegou antes da contratação de Mina, foi até titular na estreia da Libertadores e em alguns jogos do Paulista, mas perdeu espaço e está sobrando no elenco.

Amanhã tem o último pré-jogo do ano, mas a análise do elenco seguirá com os volantes.

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