POR Conrado Cacace 10/12/2016 - 09h47

Volantes: a base do esquema de jogo do campeão brasileiro de 2016

E segue a análise do elenco, baseada nas enquetes promovidas pelo Verdazzo via Twitter no último dia 2. Hoje é dia de tratar dos volantes.

No futuro, nas conversas de bar ou nos churrascos, será impossível escalar o Palmeiras campeão de 2016, porque simplesmente não houve um time titular definido. A base dos planos de jogo do Palmeiras em 2016 foram os volantes. Em um de seus esquemas preferidos, Cuca escalava o time com um volante “pegador”, que normalmente era Thiago Santos ou Gabriel, ladeado por Tchê Tchê, com Moisés mais avançado. Conforme o adversário e o local do jogo, a configuração mudava: a dupla de volantes era formada por dois atletas que “saem para o jogo”, Moisés e Tchê Tchê, e Cleiton Xavier entrava com os titulares.

A dupla de volantes de 2015, Arouca e Gabriel, que certamente era a melhor do país com folga, acabou surpreendentemente superada pelos novos contratados, que chegaram para compor elenco. Thiago Santos, outro remanescente do ano passado, superou Gabriel em campo e teve 95% de aprovação. O camisa 18, no entanto, correspondeu nas vezes que foi solicitado e segue cheio de moral com a torcida, com justos 98% de apoio.

Já Arouca perdeu espaço após a disputa do Paulista, recebendo pouquíssimas oportunidades com Cuca: depois da sequência inicial de 4 derrotas do treinador, entrou em campo em apenas mais seis jogos – o que pode, naturalmente, ter afetado sua motivação. Por isso, segue com apenas 30% de apoio dos torcedores, embora ainda reúna plenas condições de performar em alto nível. Com um dos vencimentos mais altos do elenco, deve ser liberado; não por deficiência técnica, mas por excesso de bons concorrentes.

Outro que acabou em segundo plano foi Matheus Sales. Mesmo depois da memorável reta final de 2015 e da exibição soberba na final da Copa do Brasil contra o Santos, o jovem prata-da-casa não conseguiu impressionar Cuca a ponto de se manter entre os titulares ou mesmo entre os relacionados para os jogos. Isso não quer dizer que sua evolução não seja apreciada e que ainda possa render muitos frutos para o Verdão – e a torcida segue depositando esperanças no menino, que tem 71% de aprovação.

Os responsáveis pelo ofuscamento de Arouca e Matheus Sales chamam-se Tchê Tchê e Moisés. Com um futebol muito dinâmico, após um rápido período de entrosamento, preencheram o meio-campo com muita autoridade; parecem nascidos para jogar lado a lado. Ambos aparecem em todas as seleções do campeonato feitas pelos jornalistas. Tchê Tchê foi o motorzinho do time, com um fôlego impressionante e onipresença em todo o gramado. Moisés foi o craque do Brasileirão, com um futebol elegante, gols importantes e ainda sendo o responsável pelos mortais laterais batidos na área adversária, que tanto enlouqueceram a ala azeda da imprensa. 99% dos leitores do Verdazzo apoiam o prosseguimento da dupla no time em 2017.

O setor contou ainda com Rodrigo, que jamais foi usado. Prestes a completar 23 anos, o volante vindo do Goiás ainda tem mais um ano de contrato e deve estar ansioso para saber se o Palmeiras quer aproveitar o crescimento que o atleta teve ao conviver com o elenco profissional neste ano, ou se vai achar melhor liberá-lo para seguir sua carreira.

Matheus Sales e Arouca também não deve estar plenamente satisfeitos – sempre que o quarteto principal formado por Moisés, Tchê Tchê, Thiago Santos e Gabriel não podia suprir todas as necessidades de Cuca, o treinador optava por Jean, lançando Fabiano na direita.

Eduardo Baptista deve definir com quem pretende contar. Uma coisa parece certa: assim como na zaga, o setor de volantes não precisa de nenhuma contratação para 2017; apenas redefinir as expectativas de alguns atletas para continuarem suas carreiras.

Amanhã, seguimos com a série analisando os meias de criação.

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