POR Conrado Cacace 11/12/2016 - 14h50

Meia foi o setor mais irregular do Verdão em 2016

Hoje é domingo, dia da última partida do Palmeiras na temporada, mas o Verdazzo segue passando a régua nas atuações do elenco durante todo o ano, tendo como parâmetro as enquetes promovidas via Twitter no início do mês. Hoje é dia de tratar dos meias.

Sem dúvida a posição foi um dos pontos fracos do time na temporada. Com quatro jogadores que, em tese, poderiam fazer a função, Cuca muitas vezes recorreu a Zé Roberto, Dudu, Alecsandro e principalmente a Moisés para articular nossas jogadas ofensivas. Isto porque nosso camisa 10, Cleiton Xavier, fez uma temporada muito inconstante.

Cleiton Xavier voltou ao clube no início de 2015 e foi um dos anúncios mais festejados pela torcida, que nunca tirou da retina a imagem do golaço milagroso em Santiago, contra o Colo-Colo, na Libertadores de 2009. Mas o meia não fez uma boa temporada em 2015, muito prejudicado por seguidas lesões. E no início de 2016, parece que a sina continuaria o perseguindo – Cleiton perdeu a pré-temporada, a fase inicial do Paulista e o três primeiros jogos da Libertadores. Mas o trabalho da comissão técnica desde então foi perfeito e, salvo uma lesão leve que o tirou de combate por duas partidas no início do Brasileirão, esteve sempre à disposição de Cuca, que o utilizou em quase todos os jogos da campanha do eneacampeonato, muitas vezes saindo no decorrer dos jogos ou entrando no segundo tempo – sempre tomando cuidado com seu esforço muscular.

Mesmo assim, Cleiton Xavier fez uma temporada muito irregular, alternando jogos brilhantes em que foi decisivo com gols e assistências, com jogos insossos, em que apenas preencheu os espaços no campo. Mas sempre com uma postura profissional irrepreensível. Esta oscilação fez com que os leitores se dividissem quanto à sua permanência para 2017: 50% pedem para que continue em nosso elenco.

As alternativas a Cleiton Xavier também não empolgaram. Fabrício se consolidou como terceira opção tanto na lateral como na meia – e este não é o tipo de função que nenhum jogador já com alguma rodagem quer para sua carreira. Sem se firmar, segue com apenas 22% de apoio da torcida.

Allione chegou em 2014 e encheu a todos de esperança com sua rapidez e habilidade com a bola no pé. Seu ponto mais alto em sua passagem pelo clube foi o cruzamento certeiro para a cabeçada de Andrei Girotto, nos inesquecíveis 3 a 2 contra o Inter, pela Copa do Brasil do ano passado. Mas se precipitou na Copa do Brasil este ano, contra o Grêmio, ao ser expulso num lance que pode nos ter custado a eliminação – e a torcida não perdoa: apenas 28% quer sua permanência. É preciso ressaltar que Allione joga muito mais pelo lado direito do campo, não sendo exatamente nem um atacante, nem um meia de criação. Para quem precisa de rótulos, está mais para um “quarto homem do meio-campo”.

O último meia da lista é o garoto Vitinho, que teve quatro chances de participar de jogos oficiais nesta temporada, todas muito rápidas e em partidas mornas. Mas suas ótimas partidas pelo sub-20 animam a 2 entre 3 torcedores a lhe dar mais chances como opção de elenco para a próxima temporada.

Para 2017, o Palmeiras já tem acertados os meias Hyoran, da Chapecoense, e Raphael Veiga, do Coritiba. OS dois chegam para compor o elenco, a princípio, o que tira todo o espaço de Allione. Quem também pode chegar e tem uma conversa muito forte em torno de seu nome é o venezuelano Guerra, que está no Japão para a disputa do Mundial de Clubes pelo Nacional de Medellin. Em caso de ser confirmada esta negociação, fica muito difícil para Cleiton Xavier permanecer no elenco diante do custo de mantê-lo. E mesmo que o venezuelano não venha, a ideia de renovar o camisa 10 do Verdão pode perfeitamente ser bem estudada.

Amanhã esta série será finalizada, com a análise dos atacantes.

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