POR Conrado Cacace 07/01/2017 - 12h00

​Parmerista!/Verdazzo!, 10 anos - PARTE II

Dando sequência à série iniciada ontem, segue a segunda parte da trajetória de nosso site. Divirtam-se!

Parte II

4. Surge o Verdazzo! (2010)

Com a fusão do Parmerista! com o Periquito Verde, surgiu um site que foi um enorme sucesso desde o início, em 1 de março de 2010: o Verdazzo!, sobre a plataforma WordPress. Conforme previsto, os estilos se complementaram de maneira perfeita e o site ficou mais popular ainda com a junção dos dois públicos.

Fizemos a cobertura da despedida do velho Palestra, um enorme sucesso de público, assim com uma série lançada no Brasileirão: o Dossiê Gambá, um documento atualizado rodada a rodada a cada vez que o SCCP era ajudado pela arbitragem (algo que aconteceu descaradamente por todo o campeonato), com a trilha sonora dos Originais do Samba.

O ano de 2010 também foi marcado pelas voltas de Felipão e Valdivia ao Palmeiras, mas o fracasso dentro de campo deixou sequelas graves para a gestão seguinte: um clube com o caixa apertadíssimo, que demandava uma administração austera para recuperação.

No fim do ano o presidente Belluzzo teve um grave problema de saúde, sendo substituído por um comitê que preencheu sua ausência nas semanas finais do mandato. Sob o comando de Salvador Hugo Palaia e Wlademir Pescarmona, com o apoio do Fanfulla, o Palmeiras perdeu de forma inacreditável a vaga na final da Sul-Americana para o Goiás e alguns dias depois contratava para a temporada de 2011 os craques Max Pardalzinho, João Vitor, Thiago Heleno, Cicinho e Adriano Michael Jackson.

O Verdazzo! passou a contar neste ano com um grande apoiador: a loja PALESTRAMANIA.

5. A separação (2011)

Veio a eleição de Arnaldo Tirone, que venceu Paulo Nobre com o apoio de Mustafá Contursi; o Verdazzo! mais uma vez cobriu o pleito. E com Pituca, o Loiro, veio a administração mais caótica que o Palmeiras já teve.

As sátiras ao presidente tornaram a popularidade do site tristemente estratosféricas – a audiência suplantava a soma dos dois blogs separados antes da fusão, chegando a 1.200.000 page views num único mês, num site com um modelo simples de capa-e-post.

Mas a carreira profissional de Cesão não permitia que ele dedicasse ao Verdazzo! o tempo necessário e ele decidiu deixar o projeto, fazendo ainda apenas algumas colaborações esporádicas. Uma enorme perda.

As coisas em campo iam de mal a pior. Sem comando, o caos reinava na Academia de Futebol. Mesmo depois de ser humilhado pelo Coritiba na Copa do Brasil, o time até teve um bom começo no Brasileirão. Mas as peças-chave do futebol deixaram de falar a mesma língua e um clima tenso de desconfiança e intrigas tomou conta do ambiente, o que culminou com a briga entre Felipão e Kleber, após João Vítor ter sido agredido na rua. O time de Felipão fez apenas 18 pontos no segundo turno e terminou o ano de forma melancólica, vendo o rival levantar o campeonato no Pacaembu.

6. A queda (2012)

Entramos em 2012 apoiados apenas sobre a mística de Felipão e a genialidade de Valdivia, que já àquela altura colecionava tantas lesões quanto polêmicas desnecessárias fora de campo. O time se mostrava muito fraco enquanto o presidente e seu vice faziam trapalhadas sucessivas, queimando todo o caixa e contraindo empréstimos impagáveis.

O Palmeiras não aspirava a nada, mas mesmo assim, aproveitando as faltas batidas por Marcos Assunção e o formato da Copa do Brasil em que os times que disputavam a Libertadores ficavam de fora, surpreendentemente venceu a competição com um improvável gol do Betinho. Um fugaz momento de êxtase.

A conquista em nível nacional deu a falsa impressão à diretoria e a boa parte da torcida que tudo estava bem. O clube enfrentou sérias dificuldades no Brasileirão, penou numa melancólica via crucis e acabou rebaixado com duas rodadas de antecedência, enquanto o presidente se bronzeava nas areias do Leblon e o caixa do clube, em vez de poupado, era raspado até o fundo.

O clube viveu uma efervescência política nunca vista antes. A candidatura de Paulo Nobre teve o apoio do grupo Fanfulla (que assim se redimia do passo errado dado dois anos antes), contra Décio Perin, apoiado pela UVB – facção política da qual por muitos anos, por ser oposição a Mustafá Contursi, o Fanfulla foi uma das ramificações. O apoio foi interpretado, de maneira emocional, como uma traição.

Todos os fanfullistas, por serem parte de um grupo com bastante visibilidade, passaram a ser hostilizados, e o Verdazzo!, visto como o braço escrito do grupo, passou a ser difamado em campanhas de ódio nas redes sociais. A vitória de Paulo Nobre nas urnas deflagrou uma onda de intolerância e estupidez idêntica à que veríamos em escala muito maior um ano depois, no embate político nacional entre coxinhas e petralhas.

O ano ainda seria marcado pelo encerramento da parceria com a PALESTRAMANIA.

***

Amanhã, seguiremos com a trajetória com a PARTE III, englobando os anos de 2013 e 2014.

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